domingo, janeiro 23, 2022

Saab Naval

Protótipos do primeiro míssil antinavio brasileiro começam a ser montados

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

mansupvoando

O programa da Marinha do Brasil de desenvolvimento do primeiro Míssil Antinavio de Superfície (MAN-SUP) com tecnologia nacional está na fase de montagem dos primeiros protótipos, divulgou a Fundação Ezute, empresa que participa na gestão dos requisitos técnicos do míssil. “O desenvolvimento do MAN-SUP é um projeto de longa duração que se iniciou em 2010. Hoje, estamos iniciando a montagem dos primeiros protótipos e em breve terão início os seus testes”, explica a diretora de Defesa da fundação, Andrea Silva Hemerly.

Além de dotar a armada brasileira de mísseis antinavios nacionais, atendendo às suas necessidades operacionais, o Programa MAN-SUP da Marinha tem o objetivo de garantir ao Brasil o domínio e a autonomia tecnológica em todo o ciclo de vida de armamentos desta classe, desde o desenvolvimento até a operação e a manutenção,em parceria com a indústria nacional de defesa.

man-sup

A nacionalização dos componentes do armamento conta com o apoio da Fundação Ezute – responsável pela gestão dos requisitos técnicos do míssil, da interface entre todos os subsistemas e das atividades de validação dos componentes do projeto – além de Avibras, Mectron, Omnisys e do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo. “As empresas utilizam a plataforma de gestão da Ezute, que propicia uma visão integrada do empreendimento aos partícipes, além de também prover áreas reservadas a cada organização para apoio à gestão de sua parte do escopo”, conta Andrea.

FONTE: Indústria de Defesa & Segurança

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Wellington Góes

Ótima notícia!!! 🙂

groosp

Boa notícia mesmo! O motor deve ser o mesmo que foi testado no retrofit do exocet.

Nonato

Tendo em vista o mencionado no post anterior e o avanço das contra medidas, sera que esse míssil dará segurança suficiente? Ou é só um quebra galho?

Glasquis 7

Nonato

Quebra galho ou não já é um bom começo e o mais importante, não é aquela história de TOT nem aliança com outra nação nem nada. Desenvolvimento tecnológico 100% Brasileiro. Este é o caminho certo.

sergio ribamar ferreira

Boa notícia. Concordo com os comentaristas anteriores. Abraços.

Carlos Alberto Soares

CTA. ITA e IEAv tinham que estar nessa também. Há muito mais envolvido.

vicente de paulo

excelente

Madmax

Me preocupação escala de produção.

diogo de araujo carvalho

Nossa que notícia excelente, se for equivalente a um exocet já estará maravilhoso. Algumas pessoas aqui reclamam demais, deveriam pegar um jaleco e ir lá projetar o míssil.

Genilson Mendes

Ótima notícia,o caminho é esse.

Bardini

Glasquis 7 12 de outubro de 2016 at 1:26
.
“Desenvolvimento tecnológico 100% Brasileiro.”
.
A semelhança com o MM39 é mera coincidência…

Bardini

Bardini 12 de outubro de 2016 at 8:41
.
Ops…
MM40

Juarez

Bem sobre o dito cujo. E positivo isto? E sim, tendo em mente que foi contra partida de apoio técnico da Airbosta…. na base da pressão em função de todas as sacanagens feitas e empecilhos colocados por ela na revalidação dos Exocet dos estoques da MB. Do tipo assim: ” Ou vocês cedemou vou comprar de outro” Salientando que ele será equivalente as primeiras gerações dos MANs do mercado, o que não chega ser um demerito, pois o comeco e assim. O Madmax disse a palavra chave para o programa não terminar em faz de conta: ESCALA DE PRODUCAO, PEDIDOS… Read more »

Jakson de Almeida

Que maravilha o Brasil em 2016 desenvolvendo tecnologia dos anos 1970.

Aldo Ghisolfi

SEM UFANISMO, MAS TAMBÉM SEM NEGATIVISMO!
Pé no chão.
Acho excelente notícia, MESMO com tecnologia dos anos ’70!
É muita coisa de bom ter o míssil e aperfeiçoar do que não ter nada e andar sempre criticando e cobrando!
Espero poder logo-logo ler a notícia de que os tetes foram excelentes e que a assinatura térmica e visual está quase zerada!

Frederico Cesar

Excelente notícia! E quem sabe não seja lançado de um meio moderno – Off topic http://www.janes.com/article/64538/brazil-joins-italy-s-support-ship-programme-as-observer

Pampa_CX-S

Olha só como esse pais é de otários. Como é que contratam a Omnisys, uma filial da Thales pra desenvolver o radar autodiretor do míssil? Da onde tiram essas ideias? O único pais europeu com independência no setor aeroespacial/defesa é a França, e isso tem um motivo. Eles nunca contratariam uma empresa de fora nem que seja para desenvolver um parafuso.. Importante dizer que essa Thales nos anos 80 se chamava Thomson era uma filial do que hoje é a GE, o Mitterrand nacionalizou esse filial, que hoje virou a atual Thales. Parece que os franceses não estavam satisfeitos em… Read more »

LORDELO

Que Deus permita que a coisa vá em frente, que a ladainha de que o Brasil não tem inimigo é papo pra boi dormir, temos inimigos dentro de casa , vizinhos cheiradores de pó bolivarianos e uma boa parte do mundo com olho grosso em cima da gente. Tem que investir em pesquisas,com persistencia e vontade, focar o objetivo teimosamente,todas as tecnologias existentes hoje se fizeram com muita pesquisa e abnegação.

Lúcio Sátiro

Excelente notícia, pra ser recebida com festa. A propósito, a quantas anda a ideia de produção de um torpedo pesado nacional ?

Jr

É impressionante como alguns aqui tem a capacidade de transformar uma notícia boa em uma notícia ruim. Muito melhor isso do que não ter nada

Juarez, você disse ALAC?Parece que a venda para o Azerbaijão foi fechada, se tudo que essa matéria do link diz for verdade a ALAC tem chance de ser o terceiro produto de defesa a fazer sucesso no exterior depois dos super tucanos e dos astros da avibras:

http://www.janes.com/article/64506/brazil-seeking-exports-sales-for-alac-anti-armour-weapon

DK

A MB tem muitos projétos más anda com o caixa congestionado, enviar inativo e pencionista pra previdencia ira liberar quase 50% das verbas da força. Falta munição, falta mantimentos, falta equipamento… falta gestão.

Heitor

Off topic:
O Brazil vai fazer parte, como observador, do programa de navio de suporte italiano.

http://www.janes.com/article/64538/brazil-joins-italy-s-support-ship-programme-as-observer

Pampa_CX-S

O projeto do Torpedo nacional foi abandonado pela Mectron. Na época que tinha dinheiro saindo pelo ladrão (literalmente), A odebrecth para mamar mais, saiu se metendo na rea de defesa, agora que acabou o dinheiro está querendo jogar a Mectron na primeira valeta que encontrar..

Hawk

Eu achei uma excelente notícia também. Só espero que o ESTADO para variar não meta o bedelho e faça o caldo entornar como sempre.

camargoer"

Olá Heitor. Por que a insistência em usar “Z” em Brasil?

Pampa_CX-S

Falando em crise, é interessante ver como a crise só atinge as nacionais, Avibras/Mectron/Embraer..

Nas empresas de fachada filiais da Elbit e Francesas não tem crise.. Crise ZERO…Essa é uma das vantagens de ser uma lojinha de comercio/importação..

zorannn

Não adianta criar qualquer coisa que não tenha preços competitivos. . Todos sabem que jamais teremos escala de produção se somente o Brasil for comprar. Primeiramente tem de criar condições para que tenhamos uma industria competitiva, oque passa necessariamente por uma reforma tributária e trabalhista. No fim vão produzir algo obsoleto, por um preço extremamente caro, que só nós vamos comprar e vamos comprar meia dúzia. . Sem as mudanças necessárias, investir nisto aí, é jogar dinheiro fora. Para variar, passam o carro na frente dos bois. O produto tem de ter preço e mercado. No modelo que está aí,… Read more »

Bardini

A versão lançada por aeronaves desse míssil seria ainda mais bem vinda.
.
No mais, este é um dos maiores acertos da outra gestão da MB.

Bardini

zorannn 12 de outubro de 2016 at 14:12 . “No fim vão produzir algo obsoleto, por um preço extremamente caro, que só nós vamos comprar e vamos comprar meia dúzia.” . Sejamos práticos. O esse Exocet ai não é obsoleto. Dominamos os conhecimentos para produzir o míssil por completo. Mesmo que este tenha seus 70+ km de alcance e, não seja algo novo no mercado, para nossos meios e TO, já é algo útil. Muito melhor que MM38… . Uma corveta armada com tal míssil e um Lynx seria algo interessante no aspecto ASuW. . Posteriormente, teremos a versão lançada… Read more »

Juarez

Se este míssil tiver dependência externa para aquisição do seeker(não estou dizendo que tem , apenas conjecturando), fica igual a situação que se tem hoje, ou, é melhor ter no estoque uns 100 Harpoon e depois discutir com Tio Sam.

G abraço

Kolchack

“enviar inativo e pencionista pra previdencia ira liberar quase 50% das verbas da força.”
.
E a Previdencia iria tirar 50% de verbas de onde pra pagar os novos aposentados? Ja esta mais falida que Marinha, estaria trocando seis por meia duzia, afinal é tudo verba publica.

Soldat

É isso ai Brasil acima de tudo e de todos…….

_RR_

Zorannn, . Não creio que dá pra ficar simplesmente esperando tudo mudar… . Investimento em defesa geralmente é, por assim dizer, investimento a fundo perdido. Por tanto, esquece esse lance de competitividade. É fazer ou não fazer, de acordo com o que o dinheiro permite. E tenha certeza que não há país sério que pense em competitividade antes de ter a vantagem representada pela posse da arma. Se tiver o dinheiro pra manter, vai lá e faz… E até onde sei, não há empresa de defesa no mundo que consiga produzir produtos apenas para consumo externo. Tem que ter investimento… Read more »

ANDERSON RODRIGUES

Eu fico aqui só sonhado com esses misseis disparados de terra dos mesmo caminhões do sistemas astros 2020.

danilojfsn

Boa noticia, quanto mais melhor !!!

David Soares

Gostaria de saber se o motor deste míssil deixa um rastro muito visível de fumaça após o lançamento como deixou o motor no teste do Exocet. No caso deste teste, o motor foi fabricado aqui no país com a consultoria estrangeira e ao ver deixou um rastro de fumaça bastante visível.
Quanto aos demais componentes eletrônicos é uma excelente noticia ver que o Brasil esta avançando na área, fico na torcida para que continue avançando, criando componentes de qualidade e competitivos.

bosco123

David,
A primeira fase da queima do propelente é de alta potência e queima rápida, utilizada para o lançamento e emite muita fumaça. Depois de alguns segundos dessa primeira fase queimando começa a fase de cruzeiro, de baixa potência, queima lenta e com mínima emissão de fumaça.

Heitor

Camargoer, só percebi o erro depois de postar o comentário heh.. desculpe aí..

qboavida

É bom saber que temos essa tecnologia a nossa favor.

Aéreo

Vou na mesma linha do Pampa CX-S. Este míssil é um licenciamento do MM 40, com cabresto Frances através do seu armazém alfandegário de radares no Brasil. No mesmo modelo de negócios de helicópteros e aviônica que temos no Brasil e ao meu ver é nocivo ao desenvolvimento de tecnologia local. Empresas que desenvolvem tecnologia local como a Polaris e suas turbinas, continuam as moscas. Alguém pode dizer que “é um grande passo a Avibras ter desenvolvido um motor de combustível sólido nacional que permite alguma independência em relação aos franceses e o vasto estoque de Exocet da MB”. Eu… Read more »

Wellington Góes

O desenvolvimento de versões ar-sup e sub-sup é só questão de tempo, assim como uma versão com alcance maior (com certeza muito vai ser tirado do AV/MT-300). O que não podemos deixar é a torta tentação (especialmente de uma galerinha da reserva, contratada por empresas estrangeiras de armamentos), de comprarem outros armamentos do tipo à “preços convidativos”. Agora que seria muito proveitoso a participação das outras forças, isto seria. O problema é que tem gente que pensa nos seus próprios interesses ($$$ por fora).

Mas no frigir dos ovos, uma esplêndida notícia. 😉

Ádson Caetano Araújo

“Jakson de Almeida 12 de outubro de 2016 at 9:47
Que maravilha o Brasil em 2016 desenvolvendo tecnologia dos anos 1970.”
Se for eficiente e mandar a nau inimiga pro fundo pode ser uma tirrene grega, uma tecnologia do seculo VIII ac.

Carlos Alberto Soares-Israel

Mísseis, modus operandi, multiplos,
O CTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), ITA e IEAv
tinham que estar participando disso ?
____________________________

Mais, não ia ter uma versão naval do A-Darter ?

Carlos Alberto Soares-Israel

Esqueci:
Engenharia reversa no Exocet Block 3 não seria mais fácil ?
O motor já dominamos, correto ?

Juarez

Caro Aéreo, concordo com você, se há componentes críticos no míssil que dependerão de fornecedor externo, na hora que o bixo pegar vamos ficar na mão.
Infelizmente a influência nociva, da Airbosta/MBDA na MB e na FAB e gritante e contaminou o sistema, após a Lava Jato chegar a coisa pode mudar até lá vão cintinuar comprando coisas Bambi, que via de regra não são viáveis no nosso TO, e com custos impagáveis.

G abraco

Mauricio R.

Aéreo 12 de outubro de 2016 at 23:13
.
Certeiro, direto ao ponto, o problema é tão somente a BID, tanto privada como estatal, pela sua inépcia e ineficiência.

Glasquis 7

Bardini 12 de outubro de 2016 at 8:41

Pode até ser mas neste caso não tem TOT nem consorcio internacional nem nada. Engenharia copiada, engenharia reversa, plagio, etc. chame-o como quiser, o importante é que será um míssil produzido pelo Brasil, no Brasil e tendo como parceiros apenas o Brasil. Sem ter que depender de outros a não ser apenas pra vender.
Este e o caminho e vai ver que sairá bem mais barato que qualquer outro projeto tipo A-Darter.

Juarez

Glasquis, mas é justamente isto que está e pegando, pois se for verdade que o seeker é Francélico, a Deus tia Xica, no primeiro enrosco que nos metermos, e que os Franceses acharem ruim, ficamos sem seeker, entende?

G abraço

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