Fechando o flanco aberto da Amazônia Azul

Fechando o flanco aberto da Amazônia Azul

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Belgrano (2)
O cruzador argentino ARA General Belgrano fotografado depois de ser torpedeado pelo submarino de propulsão nuclear britânico HMS Conqueror

O emprego de redes de sensores e minas navais contra submarinos

 Por Marcelo Souza Besser*

A Guerra das Malvinas foi decidida 2 de maio de 1982 pelo submarino nuclear HMS Conqueror ao afundar o cruzador General Belgrano, o maior navio da Armada Argentina, com sua tripulação – metade das perdas humanas argentinas na guerra. Dois dias depois, a Argentina fez um ataque aéreo rasaste brilhante com mísseis Exocet utilizando outra esquadrilha como chamariz, afundando o destróier HMS Sheffield, mas mesmo assim, já não tinha chances de vitória.

Uma primeira conclusão a qual um país sul-americano poderia chegar, a partir da Guerra das Malvinas, seria querer uma arma dessas para si. Porém, uma conclusão muito mais importante seria que ali foi claramente demonstrada a Ordem de Batalha para ações contra as costas da América do Sul na doutrina militar, igualmente valida para qualquer potência sediada fora do subcontinente.

HMS Sheffield 2
Destróier HMS Sheffield depois de atingido por um míssil AM39 Exocet lançado por jato Super Étendard da Aviação Naval Argentina

A estratégia brasileira para a Amazônia Azul e o litoral é indefesa contra um submarino moderno, ou uma frota, que seria a primeira arma usada para nos ameaçar. As distâncias continentais tornam o submarino muito mais útil que um ataque aéreo, para um ataque surpresa. Um bombardeio estratégico, além de exigir uma  esquadrilha de reabastecimento, entraria – mas dificilmente depois conseguiria sair – do hemisfério. Apenas um ICBM estaria a salvo do abate. As distâncias continentais proporcionam um tempo de reação muito maior do que, por exemplo, no Hemisfério Norte ou na Europa e Oriente Médio.

O relativo isolamento geográfico nos permite um tempo de resposta maior para ataques aéreos, nosso tamanho opera a nosso favor, desde que tenhamos o Sivam ou equivalente em funcionamento e esquadrilhas de interceptação de prontidão nos principais centros – mesmo que subsônicas e de fabricação nacional, porém com armamento e contramedidas de ultima geração, conforme for o caso, em apoio de caças supersônicos. A aviação brasileira empregaria com sucesso mísseis com guiagem térmica contra jatos stealth, o que porém exigiria para surtir efeito salvas com muitos disparos e, claro, exigindo esquadrilhas inteiras. Um contra-ataque dispendioso e de baixa eficiência, mas melhor que nenhum.

A forma mais prática de fazer um ataque surpresa aqui envolverá, geralmente, o uso de submarinos nucleares. É a arma que permite a aproximação sorrateira até se encontrar a distância de ataque. Sempre que qualquer potência for nos atacar, o ataque inicial deverá ser desta forma. O posicionamento de uma flotilha de submarinos nucleares de última geração (com mísseis de cruzeiro) ao largo da costa, colocará todos os centros urbanos relevantes – inclusive Brasília – sob raio de tiro e, assim, bastará para efetivamente render o país, que ficaria refém do agressor.

Concepção do submarino com propulsão nuclear Álvaro Alberto
Concepção do submarino com propulsão nuclear Álvaro Alberto

 

O litoral esconde um meio opaco dentro do qual pode-se navegar sigilosamente até quase nossas praias, sem temor de detecção. Imagine o seguinte cenário: um belo dia, amanhecemos com uma pequena frota de submarinos nucleares de ultima geração – os de verdade, com mísseis de cruzeiro – ao largo do Rio de Janeiro, em atitude beligerante. Não haverá tempo de lançarmos submarinos, mesmo que tivéssemos um submarino nuclear com armamento convencional, como o planejado, de prontidão no cais. Mesmo que o fizéssemos, dificilmente a situação seria revertida. Com efeito, já estaríamos rendidos.

O mar é muito grande e controlar a entrada de submarinos alheios, usando uma frota de submarinos, exigiria um grande número deles em mobilização permanente. Talvez por isso que o embaixador norte-americano no Brasil, Clifford Sobel, tenha chamado de “elefante branco” e uma “obsessão ridícula” o submarino nuclear brasileiro. Seria praticamente inútil contra os submarinos nucleares de uma potência agressora. Serviria apenas para intimidar forças navais de países menores – como os dos nossos vizinhos sul-americanos, por exemplo.

Assim, a estratégia para a defesa litorânea e da Amazônia Azul sofre de uma lacuna fundamental. Há um flanco aberto grave e essencial que põe a perder todo o resto da estratégia. A capacidade dissuasória que nossa pequena frota apresenta basta para garantir a paz regional, mas é pífia contra qualquer potência. Além dos recursos naturais nela presentes, as águas territoriais são uma importante área tampão, aonde precisamos ter a capacidade de negação de acesso. A melhor proteção contra um submarino nuclear alheio, porém, não é outro submarino nuclear, exceto se a frota fosse mantida em patrulha permanente. Tratando-se de um território marítimo, não basta monitorar acima da superfície, quando o que mais importa fica abaixo dela. A implantação de capacidade – não dissuasória mas de negação de acesso – sobre um território não disputado sobre o qual se tem soberania, é absolutamente necessária.

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Meios de Guerra Antissubmarino – ASW

A boa noticia é que a guerra antissubmarino é singularmente desigual no tocante ao custo do lado atacante e do que defende; redes de minas e de sonares e helicópteros equipados com torpedos inteligentes antissubmarino, não se comparam ao custo de um submarino moderno. Enquanto investimos somas volumosas na equipagem de um instrumento de ataque que permita uma reação – o submarino nuclear nacional – não nos equipamos nos procedimentos comparativamente muito mais econômicos e de maior custo-benefício que nos permitem de fato evitar ou conter agressões similares – o submarino nuclear de uma potência agressora. Se um submarino é uma das armas mais caras que existem e com utilidade apenas em situação de guerra, seu antídoto natural é o dispositivo naval mais econômico que existe, e o com melhor custo-benefício.

As modernas redes de sensores e de minas acionadas por controle remoto, com diversas opções disponíveis no mercado, proporcionam a capacidade de negação de acesso sobre um território naval. As redes de sensores são essenciais para o  controle de uma área submarina; as redes de minas acionadas por controle remoto são reconhecidas em diversos artigos como sendo ideais para a estratégia naval defensiva, especialmente litorânea. Elas permanecerão, ocultas e dormentes, até o momento de uma eventual agressão.

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A vulnerabilidade diante das minas é tema freqüente de artigos em revistas navais das diversas potências.

“De fato, minas marítimas são fundamentais para as capacidades de negação de acesso das marinhas regionais e suas estratégias e operações de controle do espaço naval. (…) Minas e IEDs subaquáticas são fáceis de adquirir ou construir e são baratas, mas seu baixo custo não reflete seu potencial de dano. Com custos de apenas algumas centenas a milhares de dólares, são as armas de escolha para as “marinhas pobres” proporcionando um excelente retorno sobre o investimento: baixo custo, mas grande efeito. Em 18 de fevereiro de 1991, por exemplo, o cruzador Aegis de um bilhão de dólares USS Princeton (CG 59) foi avariado por uma mina de fundo italiana de influência classe Manta, lançada  pelo Iraque, ao custo de cerca de 25 mil dólares, e tirou de ação o navio durante o período da Operação DESERT STORM e posteriormente. (Ref 1)

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A mina Asteria EM57 de controle remoto para uso em rede, vendida pela Itália, é considerada a primeira mina por controle remoto comercialmente disponível.

Pode ser comprada em quantidade e em médio prazo, ser fabricada localmente por engenharia reversa. As redes de sensores e minas controladas remotamente são atualmente a melhor e mais avançada estratégia naval defensiva. As minas distinguem entre meios amigos e inimigos  – Identification friend or foe (IFF) capability – e as caixas das minas são anti-magnéticas, camufladas, semi-enterradas. As minas ficam dormentes até serem ativadas e lançam torpedos para os alvos (EM57); outras soltam minas-torpedos com raio de centenas de quilômetros (EM56).

Também existem minas chinesas similares próprias para profundidades costeiras, além das PMK-2 russas, lançáveis por submarino e próprias para profundidades abissais e, em caso de tensionamento, as próprias redes da EM57 podem ser ampliadas rapidamente, lançadas por avião.

Dispositivo de detecção da Asteria
Dispositivo de detecção da Asteria

As EM57 permanecem no fundo do mar, camufladas não-magnéticas e ocultas, em profundidades de até 100 m. São acionáveis por controle remoto por cabo enterrado a qualquer distância, ou por sinal acústico a até 30 km de distância, emitido por submarino, navio, base costeira, ou de dispositivo camuflado no leito do mar, e disparam torpedos na direção do alvo agressor. Ficam ‘dormentes’ até serem acionadas. Têm vida útil na água, após a qual devem ser trocadas, de seis meses (estas têm vida útil menor que as antigas, que costumam durar um ano na água), realçando a necessidade de fabricação local em médio prazo. Traçando-se linhas de perímetro ao redor das capitais litorâneas, e eventualmente, fixar minas lança-torpedo na parte inferior de plataformas marítimas em águas profundas distantes. Assim, pode-se proporcionar uma defesa concreta e de negação de acesso contra as frotas de alta tecnologia, garantindo uma primeira reação a tempo de se mobilizar as demais forças.

O desenvolvimento de minas e sensores (sonares passivos IFF) de fabricação nacional para uso em redes litorâneas e ao redor de ativos offshore seria o ideal.

Assim, propõe-se adotar medidas para “fechar a porta dos fundos” da Amazônia Azul, a partir do uso do  subsolo marítimo em uma rede, em grande parte cabeada com os cabos enterrados, com amplas redes de sensores e de redes menores de minas antissubmarino controladas remotamente, com todos os elementos camuflados, semi-enterrados e com caixas não-magnéticas.

O emprego da força naval ASW (Anti-submarine warfare) está, até mesmo, muito mais alinhado com a doutrina militar brasileira, basicamente defensiva, do que o próprio desenvolvimento de uma frota de submarinos nucleares. Há que se considerar o custo–benefício, outra tradição das nossas forças. Neutraliza-se um equipamento agressor caríssimo utilizando instrumentos que custam uma fração. Mais importante,  preserva-se o princípio da defesa legítima e não-agressão que a força ASW apresenta quando usada em águas territoriais, observando todos os melhores princípios da Lei Internacional. O componente que falta para efetivamente concretizar a aspiração estratégica do domínio naval da região da Amazônia Azul envolverá o desenvolvimento de uma força ASW nacional de ultima geração, que implicará em longo prazo uma industria nacional de fabricação dos equipamentos ASW (redes de minas torpedeiras de acionamento remoto, redes de sensores e, em um segundo momento, torpedos antissubmarino inteligentes e helicópteros).

Helicóptero SH-16 Seahawk e NPaOc Apa

Por fim, esquadrões de helicópteros antissubmarino, com grande autonomia e longo alcance, complementariam o aparato, tanto permitindo atacar em áreas onde houver sensores, mas não minas, bem como advertir eventuais invasores sobre as leis de passagem inocente. Um protocolo defensivo padrão seria acionar o sistema quando houvesse passagem não-programada de um submarino; se parecer ser um movimento de rotina, pode-se apenas escoltar o submarino até o limite das AJB – Águas Jurisdicionais Brasileiras.

A lição a aprender com a Guerra das Malvinas não é que o submarino nuclear ‘desarmado’ nos colocaria em pé de igualdade com as potências, mas que essa é a Ordem de Batalha das potências navais para o Atlântico Sul e será esse primeiro movimento de qualquer potência que deseje intimidar um país da América do Sul. A defesa moderna e eficaz contra os submarinos nucleares alheios – muito mais do que a sua posse – é de real relevância estratégica para o país. Assim, ficaria fechada a principal vulnerabilidade nacional – que é seu imenso litoral e a possibilidade de intimidação ou ataque por submarinos – repetindo o que aconteceu nas Malvinas com a Armada Argentina, que ficou retida nas bases após o ataque de um submarino com propulsão nuclear.

*É jornalista e tradutor cientifico ligado ao INCT/PPED – UFRJ.

Referencias

NOTA DO EDITOR: a opinião do autor não representa necessariamente a opinião do corpo editorial do site Poder Naval.

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64 COMMENTS

  1. Ótima matéria..concordo com ela!.

    Sei que sub nuclear é o ideal mas no caso do Brasil por motivos financeiros(se os Âmis deixarem é claro), o Brasil deveria fazer compra de Prateleira e compra no minimo para começar a proteger o litoral Brasileiros uns 10 U-boot Alemães o” U-214 “seria o ideal para ter uma defesa eficaz poie ele foi feito para patrulha e guarda de litoral.

    A doutrina do Almirante Karl Dönitz estava certo em relação a defesa, o almirantado Brasileiro
    deveria se espelhar nele.

  2. Soldat boa tarde!

    Concordo contigo em gênero, número e grau. Não faz tempo disse o mesmo, a discordância minha está somente no número de submarinos SSK. Penso que o mais sensato e para médio prazo seria 15 SSK com AIP.
    Se um dia tivermos condições de lançar o SNB que bom…

    CM

  3. Excelente Artigo, eu realmente pensava nesse tipo de redes anos atrás.Mas eu pensei também em microfones subaquáticos para águas profundas dispostos , segundo a capacidade tecnológica do fabricante, de 10 em 10 ou 20 em 20 milhas que pudessem detectar e nos alertar sobre qualquer navio de superfície ou submarino que cruzassem nossas águas.

  4. Acho submarinos convencionais mais condizentes com a realidade brasileira. Além do mais, os SSN são mais passíveis de detecção, especialmente dentro dos limites da plataforma continental.

  5. Artigo pra matar de raiva os defensores de SubNuc e NAe. Parte da estratégia de defesa naval que sempre compartilhamos nesse e outros fóruns: escoltas e NaPaOc’s com aviação orgânica, SSKs e aviação de patrulha baseada em terra.

  6. Materia excepcional, muito boa!!!!
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    Sobre nós, isto faz todo o sentido, embora ainda seja duvida para mim como abarcar toda o raio de curva hipotetico que um SubNuke poderia adotar de posição de tiro….o tamanho teorico da rede teria de ser imenso…cobertura dificil mesmo que com minas e sensores….
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    Outro ponto, e que podem me achar maluco e rei dos puxadinhos….mas acredito piamente que Airships poderiam voltar a operar. Eles inclusive casam perfeitamente com o cenário desta rede submarina de sensores e minas remotas.
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    que outro vetor poderia lhe dar 7 a 10 dias de operação ininterrupta? a 4 ou 5 vezes mais veloz que o mais rapido dos navios? com um alcance de até 9 mil milhas??? Isto foi realizzado por um antigo N class americano em 1957…o que um moderno hybrid airship não faria?
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    Imagino que um belo e grande airship poderia possuir instalações organicas para radar, heli organico e lançadores de torpedos anti submarinos….
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    Poderiam inclusive sanar um dos grandes problemas relativo ao alto custo de sonoboias que custam US$ 5 mil/cada em media cada. Elas poderiam ser recuperaveis retornando ao dirigivel apos a area ser coberta pelo tempo de patrulha, como drones retornando a nave mãe.
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    Segue o link do conceito que menciono:
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    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/2016/01/30/coast-guard-hybrid-airship-patrol-dirigiveis-para-a-guarda-costeira-brasileira/
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    Lendo a materia do autor Marcelo Souza em referencia, percebo que os conceitos poderiam conjugar muito bem.
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    Um airship poderia ser a base movel de cobertura e entrelaçamento da rede ( um dos), pois conseguiria chegar rapido e possuir os requisitos de necessarios para acionar as unidades remotas da malha defendida pelo autor.

  7. Ótimo artigo! que com certeza não chega aos cérebros dos nossos comandantes militares em especial da marinha.
    A colocação de minas é uma estratégia antiga masainda viável e barata, bons helicopteros anti sub e no mínimo do mínimo uma dúzia de submarinos convencionais, são opções muito mais inteligentes do que este submarino nuclear, que vem sendo construído desde a quase trinta anos, com custos dignos da bandalheira nacional.

  8. Agora, abarrotar o Atlântico sul de minas e sensores virou a solução para conter um ataque sabe-se lá de quem.
    OTAN?
    USA?
    Chinas?
    fala sério…
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    O que a MB precisa é de patrulhas. OPVs e IPVs, aos montes. Começar a mostrar bandeira, coisa que não o faz na sua jurisdição, quem dirá em toda nossa região de influência. Essa conversa de que minas seriam uma saída ideal, com o canto da seria de que seria “barato” investir mundos e fundos para dificultar a ação de SSNs, olha… Conversa de vendedor.
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    A MB já está mais do que enrolada para concluir 4 SSKs e 1 SSN. Ainda tem de arranjar escoltas, etc… Hoje, nem munição para canhão 40 mm deve ter em quantidade suficiente nos paióis. É completamente fora da realidade sonhar e planejar essa “caçada” a um SSN a lá “Malvinas, Volveremos!”.
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    Foca nos OPVs e IPVs para cumprir e bem a função de guarda costeira, termina os intermináveis submarinos e a base, para terminar a sangria e parte para reaparelhamento de esquadra de guerra, sem planejamento mirabolante que não vai dar em nada.
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    E se nos atacarem com “Submarino Nuclear”?
    Olha, quem tem um Submarino Nuclear hoje? Temos condições de bater de frente com tais países?
    Não é difícil saber qual a resposta…

  9. Discordo terminantemente. O uso de minas de acordo com os novos meios detectores/varredores tem sua eficácia bem reduzida nos dias de hoje. Um simples sub-drone pode varrer rapidamente uma grande área.
    Não da pra mina fazer trabalho de escolta, bem como, 1 sub nuclear será pouquíssimo (ainda mais que irá operar com certa classe de insubmersíveis convencionais).
    Querem tapar o sol com a peneira, e por sua vez, tapar a peneira com pano furado.
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    Maionese bad trip never ends.

  10. Pra mim totalmente sem cabimento esse artigo, principalmente tendo em vista o cenário que o própria artigo nos traz, que é o de um ataque com mísseis cruise. Submarinos nucleares podem nos atacar muito além da nossa plataforma continental onde essas minas seriam inúteis.
    Sem falar que haveria protestos da comunidade internacional se formos instalar minas dormentes ao longo de nossa costa.
    Esse tipo de arma (rede de sensores e minas de controle remoto ou torpedos cativos, como se queira) funcionam para regiões específicos do globo e não ao longo da costa brasileira.

  11. Primeiro de tudo, a menos que o próprio adversário esteja pensando em negar o uso dos recursos em si para nós, não acho que alguém vai simplesmente pegar o pré-sal e por nas costas; e menos ainda rebocar trocentas plataformas por milhares de quilômetros de mar para colocar bem no nosso cangote…
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    “Sempre que qualquer potência for nos atacar, o ataque inicial deverá ser desta forma. O posicionamento de uma flotilha de submarinos nucleares de última geração (com mísseis de cruzeiro) ao largo da costa…”
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    Misseis de cruzeiro normalmente não resolvem sozinhos a questão… Considerando haverem sistemas antiaéreos no mar ( navios com capacidade AAW ) e em terra, torna-se essencial liquidar essa capacidade do adversário para garantir o sucesso da ofensiva missilística. E normalmente não é possível alocar somente caríssimos mísseis de cruzeiro lançados de submarinos para elimina-las. No que tange a navios de defesa aérea, haverá a necessidade de submarinos ou outros meios para combate-los; e para ataque a terra especificamente, o deslocamento de um componente aéreo embarcado para atacar esses alvos se torna necessário. E por causa da distância, deverá haver um deslocamento combinado de forças para um ataque simultâneo; algo difícil de esconder. Logo, é improvável que alguma potência que venha a ameaçar algum país a grande distância não apresente uma força naval completa.
    .
    Minas como essas realmente podem ser eficientes na negação do mar… O problema é o que se faz quando se perde o contato com elas… Há também óbvios riscos inerentes ao mecanismo de escuta… Pode se estar negando o mar a si mesmo… E até onde se estenderia essa rede…? Aliás, é realmente possível instala-la…? Se já seria algo difícil em regiões mais próximas da costa, que dirá longe dela… Ademais, mina para operações defensivas é algo extremo… É quando definitivamente não se tem mais como revidar… Esse recurso é muito melhor utilizável por um potencial adversário do que por nós mesmos ( para fechar nossos portos, por exemplo ), já que não levaria qualquer risco as águas deles.
    .
    Já que é pra pensar tão “pra frente”, considero muito mais factível uma rede de escutas subaquáticas de fronte a pontos que se julgue sensíveis, coordenando com os meios ASW quando de qualquer contato hostil…

  12. Creio que nem 8 nem 80. Deveríamos ter a capacidade de, caso necessário, rapidamente minar inúmeros pontos estratégicos próximos a nossa costa. Isto obrigaria o inimigo a atacar de longe com ICBMs, aí entra a necessidade de:

    1. Uma defesa antiaérea;
    2. Capacidade de localizar alvos no mar e ataca-los, seja com aeronaves de patrulha seja com submarinos (aí o nuclear seria interessante).

  13. Quanto tivermos dinheiro e foco para instalarmos minas na costa brasileira os potenciais inimigos terão mísseis cruise capazes de nos atacar a partir do Pacífico.
    Aliás, os russos alegam que seus mísseis convencionais 3M14 Kalibr têm 2500 km de alcance o que em tese já o habilita a atingir Brasília a partir do Pacífico.

  14. Nações que possuem um subnuc: EUA, Rússia, China, Reino Unido e França.
    Não acredito que nenhum desses países queira iniciar um conflito armado com o Brasil. Não há motivos aparentes para imaginarmos tal ameaça.

    Se os EUA quiserem eles entram onde quiser no mundo e não vai ser as minas ou o que quer que seja que vai resolver isso. Os demais países citados estão com sua capacidade bélica ou na goela, ou abaixo do necessário, para manter seus compromissos de defesa atualmente e pelas próximas 2 décadas.

    Sim, o nosso SUBNUC (se sair do papel algum dia) é para projetar poder na região e no Atlãntico Sul para nossos vizinhos além mar, nada mais.

    Hoje a maior e mais premente ameaça que o Brasil (e todas as nações do globo) enfrenta/enfrentará vem pelo cyberespaço. Somos totalmente vulneráveis a um ataque de qualquer proporção e temos toda nossa cadeia de comando militar sujeita a um total desmantelamento através de meios virtuais. É este o grande flaco que temos aberto.

  15. E vamos combinar?

    Muito melhor invadir a Venezuela decadente e que possui a maior reserva de petróleo do mundo a 1 pé de profundidade do que tomar esta bosta de pré-sal que nem interessados no leilão aparecem. O custo de um conflito bélico a tal distância não pagaria nunca os parcos lucros de uma operação de extração dessa magnitude.

    Agora que já morreu este mito que vão invadir a Amazônia pra roubar a água que está acabando no planeta, falta criatividade para os lunáticos ufanistas de plantão criarem o novo TO de Guerra no Brasil.

    Vejam os senhores a desgraça que não está sendo esta guerra na Síria. Tem base russa instalada na região, tem ataque dos EUA, porta-aviões francês… e não conseguem dar fim num conflito que ocupa uma área menor que a Bahia. O Brasil é uma melancia recheada de pregos. Não se come isso aqui tão fácil.

    Nessa metáfora a ameaça cibernética é o canudinho que entra na melancia, suga todo suco e deixa o fruto aparentemente intacto.

  16. Corsário,
    Não seja tão pessimista, além do pré-sal e da Amazônia ainda temos o nióbio, as terras raras, a área agricultável, o aquífero guarani, e as mulatas do Sargentelli.
    Todos querem o Brasil!!!
    O povo então é maravilhoso!!!
    Rsrsss

  17. Carvalho 2008,
    Eu tenho a impressão que dirigíveis não são bem vindos para operações navais por conta de sua fragilidade em mal tempo. Eles voam baixo, geralmente abaixo de 2000 metros, e estão sujeitos a mal tempo.
    Fossem seguros e com certeza estariam sendo utilizados. Uma ótima utilização, ao meu ver melhor que a ASW, seria como aeronave radar (AEW). Tivessem uma autonomia de umas 4 semanas e podendo ser reabastecidos em navios e teriam grande utilidade complementando ou mesmo substituindo aviões AEW. Dois ou três manteriam uma vigilância a grande altitude praticamente constante.
    Mudando de pato pra ganso e falando da mesma coisa, pegando o gancho da viagem do autor da matéria, está passando da hora de desenvolverem algum sistema de radar “elevável” para navios. Por exemplo, um drone cativo, tipo helicóptero movido a eletricidade, com um sofisticado radar (que não precisa ser tão grande) e que fique ligado ao navio por meio de um fio elétrico. Ele poderia subir a uns 1000 metros de altura e se manter lá acompanhando o navio por dias, semanas, já que sua energia seria gerada no navio.
    Nessa altitude de 1000 metros ele iria pelo menos multiplicar por 6 vezes o horizonte radar, ampliando o tempo de reação da defesa contra mísseis sea-skimming e ajudaria os helicópteros em encontrar ameaças de superfície além do horizonte, como por exemplo, navios ou enxames de pequenos barcos. Em condições de tempo ruim poderia ser recolhido.
    Esse conceito já tem sido aplicado em terra na forma do israelense “ETOP – Electric Tethered Observation Platform”.

  18. Corsário.
    Há uma diferença importante entre o combate ao EI e um ataque a um exército regular, a um governo.
    Lá, são guerrilheiros, espalhados, e se multiplicam igual a ratos.
    Um exército regular, basta atacar a capital, o palácio do governo, as principais bases aéreas, bases navais. Pronto. Poucos países resistiriam.
    A população não vai à guerra.
    Não há milícias internas treinadas.

  19. Mestre Bosco,
    .
    O equipamento rebocado que você menciona já Existe! É o Valkirie um drone girocoptero rebocado pelo navio a tela altura teórica de 5000 pés

    http://www.popsci.com/technology/article/2013-04/is-navy-bringing-back-autogyro

    Quanto ao airship ele foi muito bem utilizado por décadas sem estes registros de quedas por tempestades. Não se esqueça 1ue são rápidos 120 km/hora e com plena capacidade de contornar formações atmosféricas adversas. Existindo ainda as categorias estruturais de se mi rígidos e rígidos. Porque não se produzem mais? Acredito que seja justamente pelos caminhos evolutivos adotados e instalados.

  20. Carvalho,
    Beleza! Vou me inteirar desses Valkirie!
    Quanto aos dirigíveis, também sou fã deles e gostaria de vê-los de volta. Se não tiverem restrição quanto ao mal tempo pra mim é uma incógnita a resistência à sua volta, tanto para finalidades civis quanto militares.
    Outro conceito que deveria voltar é o dos ekranoplanos, principalmente em relação ao transporte de grandes cargas sobre o mar. Havia conceito de ekranoplanos com capacidade de 1000 t de carga que só podiam voar sob o mar (no máximo a 30 metros de altura quando completamente carregados). Ele iriam revolucionar o transporte aéreo/naval.
    Um abraço.

  21. Se o SubNuc não saiu até hoje é porque não investimos o suficiente. É claro que SSN são peças chaves para defesa do oceano que banha o Brasil, para ataque a outros SSN, navios de superfícies e se armados com misseis para atingir alvos terrestres próxima à costa do adversário, serão ainda mais eficientes na dissuasão. Não acredito em minas para defesa. Não existem regiões de passagens estreitas em nosso litoral, vamos lança-las por milhares de quilômetros de costa?? O inimigo nem precisa de SUbNuc, os sistemas AIP combinados com mísseis de cruzeiro como os Sub Russos bastariam para qualquer paiseco bananeiro como a venezuela nos render, visto a concentração de alvos próximos a costa na região vital do SE e até mesmo Brasilia poderia ser atingida (nada contra meter um Tomahawk pela janela de certas autoridades…). Precisamos urgente de SUbNuc, corvetas A/S e aviação de patrulha e para guerra anti submarina de longo alcance.

  22. “O mar é muito grande e controlar a entrada de submarinos alheios, usando uma frota de submarinos, exigiria um grande número deles em mobilização permanente.”
    .
    Foi o que achei mais interessante e verdadeiro…o número de submarinos devidamente armados e treinados sempre será uma fração do número total e embora em caso de emergência um número maior possa ser disponibilizado isso seria apenas por pouco tempo, pois à medida que os submarinos precisem retornar à base um número menor irá ocupar o lugar deles.
    .
    Não à toa existe uma máxima, um tanto imperfeita, mas, razoável que diz que para cada navio/
    submarino em sua área de patrulha haverá um em manutenção de rotina e outro em treinamento/trânsito além de unidades que estejam passando por manutenções de maior monta.
    .

  23. No escopo do SisGAAz, se é que um dia este projeto sairá do papel em sua plenitude, existe a possibilidade de instalação de uma rede de hidrofones na Plataforma Continental, complementando com o Comcotram.

  24. Haja mina para a costa brasileira. Voyage dans la mayonnaise. Que eu entenda, a finalidade da minagem é restringir temporariamente a operação do inimigo em determinada área. A marinha produz minas nacionais de influência acústica e magnética. Salvo contrário senso, é justamente uma das áreas de conhecimento que dominamos.

  25. Bardini,
    Sem diminuir uma letra do seu post, acrescentaria mais um esquadrão P3 para a FAB. Localiza e ataca alvos de superfície e submarinos. Mísseis harpoon, cargas de profundidade e m46 são bons argumentos.

  26. A primeira parte, que fala da nossa proteção natural por estarmos longe de tudo e de todos e isso torna mais difícil um ataque, é chamado de “Stopping Power of Water”! É muito aplicado para entender o desenvolvimento da Inglaterra e dos EUA.
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    Dalton, essa máxima explica perfeitamente a doutrina dos franceses e britânicos de manter 4 SSBN.
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    Bosco, concordo plenamente! O autor viajou! Uma mina pode até ter um custo baixo, mas quantas são necessárias para minar o litoral brasileiro? Mais de 10 (sic)!!!
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    O Sub é o negador do uso do mar por excelência. Quantas marinhas possuem ou possuirão SSKs, ou SSGNs, em quantidade como escritas no texto? Elas colocarão TODOS os navios pra navegar e ninguém vai reparar em uma atividade anormal? Eles vão simplesmente decidir atacar de surpresa? Sem nenhuma pressão política anterior? Sem ameaças? Sem uma sanção pra preparar a opinião pública? Sem buscar aliados?Tenha dó… A frança, que é uma das maiores, encomendou apenas 50 mísseis MdCN para seus 6 SSNs barracuda.
    Um ataque só seria plausível por ar, com as dificuldades mencionadas no texto, por mar, onde entram os nossos SSKs e SSNs, ou com ataque nuclear.
    Contra um ataque nuclear nós devemos procurar um padre, confessar nossos pecados e rezar pela misericórdia de Deus. Contra um ataque aéreo existem, várias possíveis estratégias, nenhuma deve ser longamente debatida aqui. Um ataque por mar, que pode/deve incluir a projeção do poder aéreo pelo mar, a melhor defesa são os submarinos. Um Submarino é uma arma terrível, não que seja invencível, mas que possui um potencial de destruição tão grande que torna improvável um ataque pelo custo. Guerra e Paz ainda são decididas pela relação Custo x Benefício. Não adianta querer ter uma marinha capaz de derrotar a USN, nós não teremos! É possível sonhar com uma marinha capaz de impor um possível alto custo que torne não desejável uma aventura militar! Isso é dissuasão. Isso nos da mais chances de olhar nos olhos e negociar.
    .
    PS: Mas tem gente que vai dizer: pra que 5 ou 6 subs se a USN tem 50? A anta não entendeu que o objetivo é realmente não ter atrito com eles, mas sem precisar se curvar o tempo todo, principalmente quando não queremos.

  27. Fiquei com pulgas atrás das orelhas, essas minas, microfones subaquáticos ou sistemas subaquáticos não correm o risco de serem arrastadas ou se chocarem com apetrechos pesqueiros?

  28. Bosco teria utilidade um sistema composto por bóias oceanicas com conexão via satélite e alimentadas pelo sol e pelo efeito pendulo e submerso um sonar ativo ou passivo que a cada determinado intervalo executa a escuta e envia os dados cru(raw) para o satélite e daí a base fica responsável por processar o áudio.
    Se hoje existem bóias meteorológicas acho que isso seria possível.

  29. Tenho a mesma dúvida, Negrão.
    Na verdade, nunca entendi como se dá a guerra antisubmarino.
    Se os submarinos ficam escondidos, um navio e helicóptero só têm utilidade se souberem mais ou menos a localização daquele.
    Para a detecção em extensas áreas como a nossa acho que não existe meios eficazes.
    A não ser esperar o primeiro disparo, que hj pode ocorrer submerso.

  30. Off tópico
    Já que ninguém respondeu perguntarei de novo. Alguém sabe se os nossos Scorpene virão com o sistema MESMA? Li um comentário em outro site que viriam sem o sistema. Caso seja verdade o por que da Marinha abrir mão de um sistema como esse que até é superior ao AIP?

  31. Delmo…
    .
    só complementando…britânicos e franceses tem 4 SSBNs, mas, além da máxima que citei, um
    em missão, outro treinando e capaz de juntar-se ou substituir o que está em missão em caso de necessidade, um em manutenção de rotina e o quarto passando por manutenção mais complexa,funciona…mas também porque há duas tripulações …no caso da Royal Navy são chamadas de “Port” e “Starboard” no caso francês, “azul” e ” vermelha” e no caso da US Navy “Gold” e “Blue”.
    .
    Os franceses também empregam duas tripulações para seus submarinos de ataque, hoje
    classe “Rubis” e futuramente para seus novos ora em construção o que permite uma maior
    disponibilidade.
    .
    abraços

  32. Adson…
    .
    “MESMA” é o “AIP” francês…os submarinos brasileiros não serão equipados com ele ao invés
    serão um pouco maiores que o “scorpene padrão” com maior capacidade para estocar mantimentos, maior capacidade de baterias e diesel, tudo visando um maior alcance.
    .
    A marinha fez estudos e concluiu que as dificuldades logísticas para operar com “AIP” não compensariam e/ou não seriam ideais para o teatro de operações, ao menos na época da assinatura do contrato, ainda mais com o objetivo final de se ter submarinos de ataque de propulsão nuclear.
    .
    abraços

  33. Afrodescendentão e Nonato,
    Esses sistemas de sensores em geral ficam leito submarino. As minas idem. São (em geral) torpedos cativos que ficam no leito e que são liberados (como a antiga CAPTOR americana) caso detectem a presença de um submarino. No caso seriam acionadas por um cabo submarino.

    Ádson,
    Nunca foi cogitada pela MB utilizar submarinos com AIP. Eles não terão nem o sistema MESMA.

    Charles,
    Esse tipo de sensor flutuante, diferente dessas boias meteorológicas ou de navegação se tornariam um perigo à navegação já que não seria de fácil localização. Sem falar que seriam necessárias “centenas” delas ao longo da costa. Não sei se seria uma boa ideia.

    Groosp,
    Valeu! Não conhecia. Minha ideia não é nada original. rsrsss

  34. Srs

    O autor parece desconhecer a geografia e a matemática, senão teria visto que há uma inconsistência básica nos argumentos definida pelo número de sensores e minas para atender o requisito, o que leva, é claro ao velho problema custos. O Atlântico Sul é grande e o número de sensores e minas seria uma enormidade.
    Sds

  35. Esquisito minar o litoral todo para se defender sabe-se lá do que, sabe-se lá quando.
    Acho que precisamos de meios de superfície primeiro para tratar dos nossos problemas de hoje, e qual é, tráfico de armas e drogas, depois agente trata desse tipo de “ameaça” do sabe-se lá quando, sabe-se lá do que.

  36. Se não parece ser possível aspirar, a curto e médio prazo, reconstruir e manter um Poder Naval à altura do desejo e das necessidades de defesa dos interesses nacionais, é importante aumentar a capacidade operativa da Marinha, adaptando uma estratégia naval que seja compatível com a dura realidade orçamentária. Como forma de ampliar os debates, uma teoria do tipo Jeune École francesa do sec. XIX seria uma opção a ser considerada como multiplicadora da capacidade de combate da Esquadra atual.
    Assim, a defesa das águas jurisdicionais brasileiras seria composta basicamente por quatro linhas a partir do litoral: 1ª) minagem defensiva junto aos principais portos e áreas de interesse no litoral e instalação de sensores acústicos: grande parte do litoral brasileiro é favorável às operações de minagem e o lançamento de minas pode ser feito por embarcações de menor porte e sofisticação; 2ª) dotar os navios-patrulha com capacidade de lançar mísseis superfície-superfície. Seriam mais 18 navios que poderiam atuar em conjunto com a Esquadra em caso de ameaças, a partir dos Distritos Navais: atualmente, a MB conta com 12 navios-patrulha classe Grajaú, 2 classe Macaé e 3 classe Amazonas. Para adaptar esses meios a essa proposta eles passariam por uma modernização que incluiria a capacidade de receber lançadores com pelo menos dois mísseis superfície-superfície, equipamentos de guerra eletrônica desenvolvidos pelo IPqM, lançadores chaff, também desenvolvidos pelo IPqM, e sistema de enlace de dados compatível com os adotados nas aeronaves da FAB; 3ª) aviação de patrulha e ataque baseada em terra: para missões de interceptação de aeronaves inimigas, para missões ASW/ASuW contra forças navais hostis que se aproximassem do litoral e para missões de esclarecimento em apoio às ações dos navios-patrulha contra navios de forças navais hostis; e a 4ª e última linha formada por submarinos convencionais, meios de dissuasão e negação do uso do mar por excelência, para atacar os alvos que eventualmente escapassem de ataques aéreos/ navais.
    Inicialmente, seria importante aperfeiçoar os procedimentos e incrementar os adestramentos conjuntos entre as aeronaves da FAB, os navios-patrulha distritais e os meios da Esquadra. Durante esses exercícios, também seria oportuno o adestramento da aviação naval em missões ASW/ASuW, com helicópteros orgânicos de escoltas ou embarcados em outros meios como, por exemplo, o navio doca multipropósito Bahia.
    O emprego dos navios-patrulha como lançadores de mísseis em águas abertas como o nosso litoral pode parecer estranho, por limitações de operação pelo estado do mar, reduzida capacidade de defesa anti-aérea, reduzida autonomia e necessidade de apoio de aeronaves para a designação dos alvos de superfície fora do alcance dos radares do navio, principalmente em condições de silêncio eletrônico.
    Entretanto, há vantagens no emprego desses navios nas proximidades do litoral contra forças navais hostis que dele se aproximarem, pois algumas das limitações acima citadas seriam atenuadas pelo maior tempo de cobertura pelas aeronaves operando de terra, e pela proximidade das bases de operação a limitação da autonomia dos navios-patrulha seria irrelevante. Além do que, principalmente nos períodos noturnos, em baixa visibilidade e em áreas de elevado tráfego de pequenas embarcações, como os pesqueiros, a identificação desses navios por aeronaves oponentes seria bastante dificultada.

  37. Existe um engodo que já pensei ser muito útil em situacao de beligerância temporária contra alguma força invasora naval, diante de escassos ssks da MB
    .
    Seriam similares a Minas de superfície, não explosivas mas que pudessem simular os ecos e assinatura de superfície de um periscópio. Esferas que somente a olho nu pudesse confirmar que não trata se de um ssk real
    .
    Vc pulveriza o oceano em várias posições diferentes e prováveis de uma task adversária chegando até a criar bosques de esconderijo para nossos tu pais e scorpene
    .
    A task invasora ficaria inviabilizada de confirmar cada plot em seus sensores e nossos ssk teriam uma larga folga para recarregar suas bateriass

  38. Talvez estas minas sejam uma ameaça contornável nos dias de hoje, mas dão trabalho para tal e isto aumenta os custos e recursos de um invasor, por conseguinte a dissuasão.

  39. Dalton, tenha a bondade de me explicar melhor esse esquema de duas tripulações. Como assim? Eu fiquei achando que são apenas duas tripulações para operar os 4 submarinos ou duas pra cada (o que é ainda menos provável). Isso nos de ataque é pior ainda.

  40. Delmo…
    .
    vou reproduzir aqui parte do texto de um livro que tenho sobre a classe “Rubis”…
    .
    ” Existem duas tripulações para cada submarino, cada uma composta de 9 oficiais e 57 praças,
    assegurando a máxima utilização do navio. Cada patrulha tem a duração estimada de 45 dias.
    O Rubis e suas duas tripulações foram submetidos a um rigoroso teste de capacidade, em 1985, quando realizaram uma viagem ao redor do mundo. Partindo de Toulon, no dia 25 de março, o submarino dirigiu-se à Nouméa , chegando neste porto a 10 de maio e depois de 3 semanas de manutenção de rotina e mudança de tripulação, participou de exercícios conjuntos no Pacífico, antes de deixar o Taiti no dia 28 de julho, retornando a Toulon no dia 4 de setembro.
    .
    Apenas a marinha francesa utiliza duas tripulações em submarinos de ataque de propulsão nuclear , a US Navy continuou usando duas tripulações para seus 4 SSGNs que são SSBNs convertidos.
    .
    No caso dos SSBNs da US Navy , uma curiosidade, quando um necessita passar pelo “reabastecimento” do reator ,aproveita-se para uma revitalização geral do submarino e as
    duas tripulações , dourada e azul , somando cerca de 300, torna-se uma só com pouco mais de
    100 tripulantes que permanecerão em contacto com o submarino durante os cerca de 3 anos
    da duração do processo e essa tripulação passa a ser chamada “verde”.
    .
    abraços

  41. Que legal!!! Muito obrigado Dalton! Uma verdadeira descoberta para mim!!! É sempre muito bom poder contar com suas lições!

  42. Provavelmente esta questão do numero de tripulações esteja ligada a insalubridade do vida confinada no sub… o sub ate aguenta mais partidas de missão, mas a tripulação depois de 45 dias deve ficar num pico de stress danado….é muito pouco espaço…

  43. Carvalho…
    .
    não se trata de “insalubridade” e sim do esgotamento de mantimentos a bordo, quando então
    um submarino precisa interromper a patrulha…a troca de tripulações necessariamente não precisa ocorrer após uma primeira patrulha de 45 dias que pode inclusive incluir visitas à
    portos estrangeiros o que normalmente acontece.
    .
    Os franceses com apenas 6 submarinos de ataque, decidiram tirar o máximo proveito deles e
    assim nada melhor que duas tripulações, pois sempre haverá uma completa e devidamente treinada enquanto a outra permanece em terra treinando, inclusive novos tripulantes, já que
    sempre há uma certa rotatividade de pessoal.
    .
    Veja por exemplo que os SSBNs da US Navy normalmente fazem patrulhas de 2 meses, quando então retornam para troca de tripulações, mas, há ocasiões em que o limite da tripulação é testado em patrulhas de mais de 90 dias ou mesmo mais de 100 dias, com apenas
    uma ou duas visitas a portos, normalmente bases americanas como Pearl Harbor sem muito
    estresse.
    .
    Os submarinos de ataque cumprem missões de 6 meses, sendo enviados ao Mar Arábico ou
    aos confins do Pacífico, eles visitam um número maior de portos estrangeiros que os SSBNs,
    mas não muitos, e possuem tripulações bem maiores que os submarinos de ataque franceses, porém, quando retornam, eles tem o privilégio de passar mais de um ano em casa, cumprindo apenas missões curtas de rotina quando não em manutenção.
    .
    Não a toa a comida a bordo dos submarinos é considerada a melhor na maioria das marinhas
    o que ajuda a manter o moral.
    .
    abraços

  44. Ádson
    .
    Sobre o AIP, o Dalton explicou acima. Aconselho o colega a ler o artigo da wiki em inglês que explica razoavelmente todos os sistemas AIP do mercado. O MESMA é diametralmente oposto em eficiência a outros sistemas.
    .
    https://en.wikipedia.org/wiki/Air-independent_propulsion
    .
    Ainda sobre eficiência, veja qual o recorde de endurance com AIP, em matéria aqui do naval mesmo…
    http://www.naval.com.br/blog/2008/11/19/submarino-u-214-sul-coreano-bate-recorde-de-tempo-em-imersao/
    .
    Saudações.

  45. Obrigado Dalton, mas eu tinha informação que apesar de equivalentes os sistemas AIP e MESMA eram tecnologias diferentes e sendo o MESMA superior. Verei se consigo essa informação novamente, pois faz anos que tinha recebido essa informação, só que de forma informal em um intervalo de uma faina.

  46. Delmo…
    .
    considero-me um membro honorário da tripulação do submarino “Seaview” o mesmo do meu “avatar”… são décadas de estudos, tenho planos, livros, revistas, episódios selecionados e
    alguns modelos, não confeccionados por mim, pois nunca tive muita habilidade embora tenha
    tentado o resultado sempre foi sofrível 🙂
    .
    abraços

  47. Delmo…
    .
    considero-me um membro honorário da tripulação do submarino “Seaview” o mesmo do meu “avatar”… são décadas de estudos, tenho planos, livros, revistas, episódios selecionados e
    alguns modelos, não confeccionados por mim, pois nunca tive muita habilidade embora tenha
    tentado o resultado sempre foi sofrível 🙂
    .
    Ádson…
    .
    a sigla “AIP” significa “air independent propulsion” em inglês, ou seja, propulsão independente do ar e o “MESMA” é o tipo de “AIP” adotado pelos franceses…os alemães
    utilizam como “AIP” células de combustível, os suecos motores Stirling, são tecnologias
    diferentes, mas, todas são “AIP”.
    .
    abraços aos dois !

  48. Ádson…
    .
    o que eu quis dizer é que a sigla “AIP” que em português significa propulsão independente do ar,
    os franceses desenvolveram o “MESMA”, os alemães adotam células de combustível, os suecos
    os motores stirling, etc, são de fato tecnologias diferentes, mas, todas são “AIP”…”MESMA” é
    um tipo de tecnologia “AIP”.
    .
    abraços

  49. Subjugaram-nos. Cercaram o Rio de Janeiro com corsários high Tec como no séc. XVIII. E o day after. O que a nação dominante fará? Tentará administrar uma área de 8.500.000 km2 e uma nação com todos
    os problemas que temos? Não vejo país no mundo que já não tenha problemas o suficiente para isso. Os EUA por exemplo. Tem um presidente cuja a meta é o isolacionismo. Com disse o general Colin Powell ” Quem quebra paga” (Invasão do Iraque 2003).

  50. O melhor e mais adequado meio de defesa para um país com este tamanho de costa é uma mistura e diversidade de formas. Navios patrulha com misseis anti navio e anti submarino, submarinos dispostos ao longo da costa. no caso no mínimo 20, helicopteros e aviões com misseis exocet, barcos para rapida minagem em pontos estratégicos, sistemas de defesa em terra ao longo do litoral em nossa serra do mar (escondidos) com S-300 e S-500 russos e finalmente corvetas e fragatas (no mínimo 20 de cada) com real capacidade operacional e com capacidade de lançar misseis anti navio e torpedos. Fora isso um satélite militar disposto com os olhos ao longo de nossa costa e em banda independente. Caro?? Sim, mas eficaz.

  51. O artigo possui falhas conceituais:
    – o emprego de minas não é adequado para áreas abertas e e extensas… o autor desconsidera a eventual necessidade de plantar mais minas e o risco ao tráfego marítimo… minas são empregadas para dificultar o acesso a portos, por exemplo… os nossos e os do inimigo…
    – sensores são parte do sistema de vigilância, o controle de área é possibilitado pela presença de meios navais e aeronavais…
    – embora o helicóptero embarcado seja um inimigo mortal do submarino, o predador natural de um sub é, sem dùvida, outro sub… isso é inquestionável…
    abraço…

  52. Bosco 17 de novembro de 2016 at 7:19
    Carvalho,
    Beleza! Vou me inteirar desses Valkirie!
    Quanto aos dirigíveis, também sou fã deles e gostaria de vê-los de volta. Se não tiverem restrição quanto ao mal tempo pra mim é uma incógnita a resistência à sua volta, tanto para finalidades civis quanto militares.
    Outro conceito que deveria voltar é o dos ekranoplanos, principalmente em relação ao transporte de grandes cargas sobre o mar. Havia conceito de ekranoplanos com capacidade de 1000 t de carga que só podiam voar sob o mar (no máximo a 30 metros de altura quando completamente carregados). Ele iriam revolucionar o transporte aéreo/naval.
    Um abraço.
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Acredito que o ressurgimento dos airships esteja comprometido pelos projetos e caminhos alternativos adotados pela industria aeroespacial. A propria industria aeronautica está repleta de projetos sensacionais que jamais entraram em produção face a colisão de prioridades com outros projetos industriais já instalados. Afinal, para construir um moderno dirigivel hibrido de estrutura rigida seria quase como construir um navio na linha de produção de uma industria aeronautica. é um misto de estaleiro com fabrica de aviões… provavel seja por isto que os recentes prototipos sejam semi rigidos, bastando apenas um grande galpão….
    .
    Mas vejamos, se com a tecnologia de materiais disponivel no pos guerra era possivel contruir naves de 100 metros, 128/km/hora, persistencia de até 10 dias, com enormes radares e antiquada eletronica embarcada para AEW ASW e apenas 2 motores de 800 hps… o que não poderiamos fazer hoje?
    .
    Eu acho que ao menos para ASW seria um senhor matador de Subnukes.
    .
    Imagine um de 150 a 200 metros, com um radar mediano tal como o mesmo Seaspray dos bandeirulhas, uns 12 a 16 torpedos antisubmarino, uma boa carga de sonoboias comuns adicionadas de sonoboias drones que possam sair do dirigivel, pousar na agua com os hidrofones e depois de horas ou dias, voltar ao dirigivel mãe quando retornar de curso para resgate?
    .
    Muito dificil do Subnuke escapar se a eletronica das sonoboias o captarem, o airship é quatro vezes mais veloz e poderá implantar uma rede de piquete em qualquer curso hipotetico de fuga. Ele seria cercado de sonoboias e a triangulação acarretaria na possibilidade de bons disparos de torpedos a altitude e distancias seguras. No minimo, o subnuke ficaria imobilizado por uma semana sem poder alertar sua posição…

    https://projetosalternativosnavais.files.wordpress.com/2015/12/sonobuoy-drone-5.png?w=1200

    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/2016/01/30/coast-guard-hybrid-airship-patrol-dirigiveis-para-a-guarda-costeira-brasileira/
    .
    Um modelo similar a isto pode:
    a) Cobrir uma patrulha de area 24 vezes superior a um veloz navio;
    b) Realizar operações SAR sem problemas de alcance e resgate.
    c) Montar uma consciencia de AEW 24X7 por 7 dias ao menos, cada unidade

  53. Então a História que não temos Dinheiro é Piada ,não temos Dinheiro para o que realmente interessa a Nação ,mas para Bolsas Ongs ,Mst ,Mtst ,Lei Rouanet ,desvios ,roubalheira ,superfaturamentos , regalias de políticos ,Judiciário, Executivo etc ,como repito sempre a Rússia tem Dinheiro e tem o PIB menor que o nosso e igual ao do México , me expliquem se o Estado russo tem Mágicos ou Ilusionistas?

  54. Corsario 137

    Eu acho que nós já perdemos a oportunidade de anexar meta da Bolívia quando o Evo Morales assumiu a presidência e tínhamos muito brasileiros lá tendo as terras e demais negócios roubados pelo governo do Evo , alem de que tínhamos a simpatia da população e algumas regiões de lá , quem acompanhou na época sabe bem o que estou falando.

    Abraços

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