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CTMSP testa modelo do submarino de propulsão nuclear (SN-BR)

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Modelo do SN-BR

Dentro das atividades de desenvolvimento e pesquisa para sistemas e equipamentos de propulsão naval, o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) desenvolveu, no dia 15 de março, o Modelo Livre (ML) para apoio às atividades de projeto hidrodinâmico do Submarino de Propulsão Nuclear (SN-BR).

O ML constitui um dispositivo experimental, em escala 1:16, e é utilizado para medição de características hidrodinâmicas de cascos submersos, cujos cálculos apresentam-se muito difíceis. Também é útil para a execução de diversos tipos de manobras como curvas de giro, emersão em grande velocidade e ângulos de ponta, entre outros.

Igualmente importantes, foram testados sistemas inerciais desenvolvidos no CTMSP, na execução do programa de testes.

Poucas Marinhas possuem esse tipo de meio para apoio a projetos navais. Na atual fase, o ML fez testes de estanqueidade e manobras padronizadas na região de Arraial do Cabo (RJ), tendo desempenhado satisfatoriamente suas programações, contando com o apoio das equipes do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, da Base Almirante Castro e Silva e da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia.

FONTE: MB

39 COMMENTS

  1. Yellow submarine, kkk, mas acho que a escolha da cor se deu mais por questões de visibilidade do que pela qiestão beatleniana

  2. Como leigo gostaria de saber se é normal testar o modelo em escala no mar, ou é porque não temos nos institutos de pesquisa tanques grandes o suficiente p/ isso. Agradeço se alguém puder me responder. Abs.

  3. Nosso país é interessante… por um lado brigamos para “alimentar os pobres” e por outro, desenvolvemos alta tecnologia, lembro da expressão “Belgíndia”, que tínhamos uma classe média comparada a da Bélgica e a base igual à da Índia. Temos plena capacidade para levar o país ao primeiro mundo e ao desenvolvimento social, temos centros de tecnologia, escolas, parque industrial (não sei por quanto tempo), mercado consumidor, terras férteis, recursos minerais, mas …. falta cidadania, patriotismo, caráter e isso não dá para importar!

  4. Luciano, Aqui na UFRJ existe um tanque hidrodinâmico que é operado junto com a Petrobras, inclusive a MB já testou uma réplica do casco da Corveta Barroso. Este tanque simula ondas e movimentos de correntes.

  5. Só não temos liberalismo econômico que já provou funcionar muito bem (vide Chile).
    O vitimismo inerente ao catolicismo e que impregnou nossa nação na nefasta dobradinha: padre da comarca mais politico populista; moldou nossa cultura para sentirmos compaixão, não dos cidadãos que trabalham e estudam durante 13-16 horas diárias, mas dos preguiçosos e sem foco/persistência, cheios das desculpas e trejeitos de coitadinhos para se encostarem na sociedade produtiva. Sempre tem uma trouxa para abrir carteira, perpetuando atividade dos enganadores, cada vez em maiores números nas ruas e no metrô. Novo30

  6. Marcelo Andrade, obrigado pela atenção, mas a questão que eu levantei não é sobre a existência do tanque que eu já vi em video, e sim saber se no Brasil o que temos tem dimensões suficiente p/ ensaiar uma maquete desse tamanho e que por ser um submarino talvez exija recursos que não são necessários p/ navios de superfície e plataformas petrolíferas. Ou seja, foi ensaiado no mar por não termos meios p/ fazer tudo o que precisa em laboratório ou mesmo que tenhamos é normal ir ao mar c/ o modelo, ok ? Abs.

  7. Só complementando meu comentário anterior, puxando pela minha memória o video que eu vi foi sobre o Coppe e procurando no google vi que deve ser o LabOceano, no site diz : “Em operação desde 2003, o LabOceano já realizou mais de 70 projetos envolvendo ensaios com modelos hidrodinâmicos em escala reduzida, incluindo testes com semi-submersíveis, plataformas do tipo FPSO ancoradas em turret e por outros sistemas de ancoragem, plataformas do tipo auto-elevatória, mono-colunas, balsas e navios, além de ensaios de instalação e operação de equipamentos submarinos, tanto para clientes nacionais como internacionais. ” Veja que fala em “semi-submersíveis” talvez não tenhamos nada apropriado p/ um verdadeiro submersível, no caso o Submarino Nuclear. Outra coisa, li há algum tempo que o SN-BR terá 100 m de comprimento por 10 de largura, sendo assim esse modelo teria que ter algo como 6,25 x 0,625 m e pelo menos nas fotos parece menor que isto, mas posso estar enganado.

  8. Ferreras, amigo vc não leu direito o que escrevi, veja 100 x 10 m dividindo essas medidas por 16, teremos o que eu coloquei : modelo deveria ter 6,25 x 0,625 m, e a impressão que me passam as fotos é que o modelo teria menos que estas últimas medidas, entendeu agora ? Abs.

  9. Luciano, a mim me parece que o modelo tem as dimensões da escala 1:16. Agora é uma foto, e portanto não dá para afirmar nada. Mas a minha preocupação quanto a este projeto nunca foi o casco em si. Se não me falha a memória, as dimensões do SN-Br são as mesmas da classe francesa Barracuda. Daí, não é nenhum absurdo acharmos que se trata de um submarino baseado nesta classe francesa. Mas e o reator nuclear ??? É baseado em algum modelo que funciona, ou estamos inventando a roda?

  10. Aurélio, oficialmente toda a parte nuclear é de tecnologia e fabricação brasileira. Um protótipo do reator está sendo construido no LABGENE em Aramar, mas não há notícias ( pelo menos eu não li nada sobre isso ultimamente ) sobre em que estágio ele se encontra. Abs.

  11. Galante, eu lembro dessa matéria, mas ela não cita o reator propriamente dito, ela fala dos ‘acessórios’, por exemplo :”Nesse programa de testes, incluiu-se a operação conjunta de diversos sistemas eletromecânicos, em escala 1:1, como turbinas a vapor saturado, condensadores, painéis elétricos, bombas de circulação, sistemas de controle e instrumentação associada. A maioria dos componentes ora em montagem foi projetada e construída no Brasil.” O mais importante de tudo que é o reator, nada. Como o assunto é muito sensível, entendo que não surjam muitas informações, mas o que poderia ser noticiado é se está dentro do cronograma ou se devido a problemas financeiros ou até pelo grande desafio tecnológico está sofrendo atrasos. Abs.

  12. Luciano, a Marinha vem divulgando informações sobre o reator do submarino nuclear brasileiro desde os anos 2000, em matérias de jornais e revistas.

    As informações disponíveis são de que é um reator PWR com potência elétrica de 11 megawatts (50 megawatts térmicos), suficiente para produzir energia elétrica para uma cidade de 20.000 habitantes.

    Na imagem, a maquete do reator:

  13. Galante, vc não me entendeu. No meu comentário as 13:49 escrevi : ‘não há notícias ( pelo menos eu não li nada sobre isso ultimamente ) sobre em que estágio ele se encontra’ ou seja o que me refiro não é sobre suas características e sim em que estágio está sua construção, porque isso que vc colocou é a teoria, mas na prática é que veremos se o projeto alcançará o desempenho desejado e sem falar no mais importante : uma operação segura e confiável, ficou mais claro agora ? Abs.

  14. Caro Luciano, no texto foi informado que a escala é1:16 e o modelo que aparece nas fotos aparenta possuir um comprimento compativel com as dimensoes divulgadas. No Brasil temos varios laboratorios fisicos e numericos que permitem desenvolver/simular a hidrodinamica de navios. Pelo visto os ensaios em modelo livre (ML) foram necessarios em função de estarem sendo medidos parametros em condiçoes para as quais uma simples analogia baseada em numero de Reynolds nao seria suficiente. Quando se tem, por exemplo, condiçoes bifasicas (liquida e gasosa), ha necessidades complementares tais como manter o numero de Stroual, o numero de Froude e assim por diante. Trocando em miúdos, as dimensoes minimas do modelo tornam-se cada vez maiores e ao inves de montar tanques enormes ja se faz no mar mesmo. Claro que estamos sendo extremamente simplistas. Se quizer se aprofundar no tema (mesmo nao sendo “tripulante” beatloniano de modelo amarelo) ha muita literatura a respeito no dr. Google. Outro fator muito importante, como dito no texto, é que simulaćões de emersao nesta escala de 1:16 ja devem requerer uma profundidade de ensaio bem significativa, inclusive para desenvolver velocidade compativel com o teste etc. lembre que a propulsao é um “detalhe” muito importante neste contexto, devendo manter a analogia, acredito, do helice! A instrumentaçao para aquisição de dados deve ser muito interessante. Se alguem puder divulgar algo mais detslhado fico grato. Tambem estou curioso! Abs

  15. Rommelqe, o meu olho calibrado pelo Inmetro ( rs ) diz que pela 2ª foto ( aquela c/ os marmanjos em volta ) o bicho tem menos de 6,25 m ( 1/16 de 100 m ) de comprimento, mesmo se compensarmos o pedaço na proa sem o revestimento amarelo c/ a proporção que aparece na 1ª foto, mas isso não importa, o que importa realmente foi que vc confirmou o que desconfiava : ensaiar um submersível é mais complicado, tanto que o trecho que colei ( comentário 31 de maio de 2017 at 16:10 ) do site do LabOceano se limita a citar “semi-submersíveis”. Então volto a minha curiosidade inicial : os grandes fabricantes de submarinos nessa fase do projeto partem logo p/ o mar ou c/ os recursos que tem conseguem fazer isso em laboratórios ? Abs.

  16. Uma aplicação muito interessante em que se mostra quao importante é complementar dados fisicos com simulaçöes numericas e ensaios em modelo reduzido e prototipos esta detalhada no paper que mais à frente referencio. Neste caso a meta foi verificar as limitações existentes quanto às manobras que seriam realizadas pelo Astute para sair do estaleiro. Neste estaleiro ja haviam sido produzidos os Vanguard (que tem 150 m de comprimento), os quais precisaram navegar ao longo de um canal de 15 km de extensão, em aguas rasas e com diversos obstaculos a ultrapassar – ate chegar a uma região do litoral apropriada para a navegação “normal” .
    Os Astute tem 100 m de comprimento mas seu raio de curva minimo em manobra é de 7L (seven lenght) o que deixa uma margem para “erro” muito pequena pois o canal tem um limite de curvatura em 710m. Muito onteressante, por que ha que se estudar o efeito das mares, das ondas, dos ventos, das forças que se aplicam ao casco quando se tem uma distancia pequena entre o leito do canal e o sub (chamadas de Forças do tipo Froude Kuriak). Identificaram-se, por exemplo, que a iteração entre o propulsor e o leme entre 0 a 20 graus da posição deste mesmo leme, o Astute tem um comportamento vontrario ao normal (ele gira no sentido oposto aquele que seria o “normal”).

    PMM tests (Planar Motion Mechanism, see Figure 6) were performed in two different depths, covering the range of water depths that the submarine will encounter during the exit manoeuvre. They were carried out to provide input for the mathematical model in the form of the forces and moments on the ship as function of different combinations of velocities, drift ajngles, rotation rates, rudder angles and propulsor thrust. The mathematical model was then used to simulate basic manoeuvres, which were compared to free-running model tests: zigzag tests, turning circle tests and autopilot manoeuvres. In general, the verification showed that the mathematical model was accurate.
    Figure 6: PMM tests with the scale model of the Astute Class Submarine.
    In the course of the PMM tests, a particularity was discovered regarding the forces and moments recorded at specific rudder angles. At smaller rudder angles, say between 0 and 15 degrees, the force and moment generated by the rudder appeared to have a reverse effect and the vessel turned in opposite direction. For larger rudder angles (above 20 degrees) the submarine did turn in the intended direction. When this very particular behaviour would also occur in reality, it would be very relevant: firstly because of its impact on the turning ability, and secondly for the familiarisation of the crew. For both reasons it was important to correctly include it in the mathematical model.

    Quem quiser ver muitos outros detalhes

  17. …..pode obter o artigo na referencia citada mais acima, obtida no dr. Google ha umas 10 horas atras. Boa leitura.!

  18. Rommelqe, pô veio, pra que essa ingnorânça, rs. Custava só me responder “os grandes fabricantes de submarinos nessa fase do projeto partem logo p/ o mar ou c/ os recursos que tem conseguem fazer isso em laboratórios ?” com um simples sim ou não. Agora vou ter que ler isso tudo até minhas próximas 10 encarnações, isso se eu não voltar em uma delas como cobra e sem mão, não vou poder usar o computador. Abs.

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