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Porta-aviões Liaoning se exercita no mar a caminho de Hong Kong

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O Liaoning, porta-aviões da classe “Kuznetsov” reconstruído pela China, e seu grupo de batalha estão navegando no Sudeste Asiático a caminho de uma visita inaugural a Hong Kong no próximo fim de semana.

A visita àquela cidade faz parte da celebração do 20º aniversário da recuperação do território da Coroa britânica pelo país e será um dos maiores símbolos do poder militar e geopolítico da China cada vez maior na região.

A frota chinesa atravessou o Estreito de Taiwan durante o fim de semana, uma operação que chamou a atenção de Taipei. Caças e aviões de patrulha marítima decolaram da ilha para acompanhar de perto o trânsito da frota, mas não houve relatos de ocorrências inesperadas.

No vídeo acima divulgado pela China, o Liaoning aparece operando caças J-15 (clone do Sukhoi Su-33) armados com mísseis ar-ar de médio alcance PL-12 e mísseis ar-ar de curto alcance PL-8. Alguns J-15s ostentam os mísseis antinavio YJ-83K “Eagle Strike” sob suas asas.

O vídeo inclui alguns momentos interessantes, como a filmagem no cockpit das operações de combate do J-15 e os oficiais de sinalização de pouso que orientam os jatos.

O Liaoning em sua visita a Hong Kong será aberto à visitação pública, juntamente com seus escoltas.

72 COMMENTS

  1. Lembro de pessoas no blog zombando a 2, 3 anos, quando a China começou a renovar mais fortemente sua marinha, ah é chinês, solta pecinha, lá na na 25 de março tem, e outras piadas inúteis,
    Enquanto rimos, nossa marinha vira guarda costeira, ou guarda fluvial, e eles somente avançam,
    Ah mas nós não precisamos de tanto como eles, mas não é questão de comparação, é questão de fazermos algo, cortar pessoal, não gastar 17 vezes mais com um inativo do que se gasta com um aposentado simples, e não ter tanto pessoal pra quase nenhuma esquadra.
    Talvez devessemos parar de rir dos outros e ver o quão pequenos somos.
    Brasil putenfia.

  2. É.
    Com isso e mais as últimas postagens aqui apresentadas, encerra-se em definitivo nos blogs Forças de Defesa, qualquer debate que possa colocar em dúvida a capacidade da indústria bélica chinesa, assim como a eficácia de suas força armadas.

  3. Monólogo
    O Mundo inteiro movimentando e o Brasil só na roubalheira.
    Até chegar a hora de um “homem ” de verdade para curar esse câncer que se chama “políticos “, e reorganizar nosso exército . Ora pra quê um exército forte ? Não temos inimigos !!!!
    Bem sabemos que no fundo do âmago vai estourar uma guerra, e vai sobrar para nós como da última vez ,fomos para uma guerra com armas e treinamento da (primeira guerra) hoje não fica distante ,sem armas adequadas Não sobrepomos nem uma semana de guerra entre as Américas , sem munição e alimentação adequada para os soldados , sem radares sem tropas sem carros adequados para tal atividade .
    Precisa chegar essa hora logo , alguém de olho no presente para preservar o futuro.

  4. diz a lenda que foi a MB que ensinou a doutrina de operações de porta avião para os chineses…
    e que não foi uma “operação oficial”, …

  5. E pensar que esse porta-aviões foi comprado sob o pretexto oficial chinês de torná-lo um cassino. Não me parece um cassino!

    E também não consigo deixar de me perguntar o porquê desta afobação chinesa em formar uma marinha de guerra tão abrangente e tão poderosa. Bem… a resposta já está dada, ao menos para quem tem um pouco de bom senso.

    Enquanto isso, nossa Marinha vai a passos largos se tornando uma Guarda Costeira.

  6. Achar que uma cultura milenar como a chinesa não tem bom senso por criar uma poderosa frota oceânica baseada em Porta-Aviões é ter a visão muito prejudicada por propaganda e miopia na visão politico-estratégica. Ora, a maior economia do mundo se lança numa disputa planetária e requer uma demonstração clara de poder para afirmar essa posição, para MOSTRAR A BANDEIRA (alguém aí lembra desse conceito?).

  7. Esse tipo de modernização e aprendizagem que gostaria de ver em nossas forças armadas… aff por que nosso governo não leva a DEFESA a sério… Aff
    Parabéns aos militares da China, estão caminhando a passos firmes e longos.

  8. ninguém vai segurar a China…a omissão de Trump no fechamento dos EUA para o mundo e politicas externas equivocadas era tudo que eles precisavam.
    O dragão ta cuspindo fogo e cada vez mais forte.

  9. O mais legal dos chineses (e dos russos) é que nenhum programa de armas deles dá problema e gera contra-tempos no desenvolvimento e quando prontos funcionam como um relógio suíço. Diferente dos americanos que tudo dá problema, haja vista o F-35, o CVN-78, o LPD-17, o LCS Freedon, o LCS Independence, o M-1, o M-2, o B-1, o Patriot, o F-117, M-16, etc.
    O legado comunista sem dúvida é o responsável por essa expertise e esse jeito praticamente irretocável de fazer as coisas.
    Ah! Mas poltrona de escritório e relógio de pulso eles ainda não aprenderam como é que faz.

  10. kkkkkkkkkkkkk
    Bosco, você falou tudo.

    Logo, logo, a China vai dominar os sete mares.
    Aham…
    Vou ali que o saci tá me chamando.

    Abraço a todos.

  11. Bosco,
    Problemas com certeza devem dar, só que tem essa política de não noticiar. Agora, ninguém no mundo paga pra ver né?

    Achei muito pertinente seu comentário num desses posts sobre os navios deles – vc disse que se apresentam como fortes e poderosos, mas precisa ver se estão realmente operacionais todos os sensores e sistemas de armas. Isso é uma verdade.

    Mas nem os EUA pagam pra ver….estão recolocando em serviço até as OHP

    Abs!

  12. Com certeza tem e terão muitos problemas ainda. Vão perder muitas aeronaves e pilotos, seja por problemas de operação ou de funcionamento. Mas é impressionate o quanto conseguiram fazer em tempo recorde. E tem outra: quem tenta tem alguma chance de conseguir, quem desiste nunca conseguirá.
    Dois detalhes: 1) ele parece fazer bem menos fumaça que o Kuznetsov. 2) a pintura cinza dá mais cara de avião moderno aos Su-33, aquele tom de azul dos russos é muito bonito, mas dá muita pinta de relíquia da guerra fria.

  13. Guizmo…
    .
    não há nada de concreto por parte da US Navy em trazer de volta ao serviço meia dúzia de
    “OHPs”, para cumprir missões secundárias que aliás já vinham cumprindo. Trata-se apenas
    do sonho de se ter uma US Navy com 355 unidades quando se tem dificuldade para operar
    280 unidades até o fim desse ano !
    abs

  14. Acho que os equipamentos chineses não dão problemas no desenvolvimento porque são, em sua maioria, cópias de desenhos consagrados tanto da indústria bélica soviética como da ocidental.

    No entanto eu não duvido em nenhum momento da capacidade deles. O investimento em ciencia e tecnologia dos chineses nas ultimas 2 décadas são impressionantes. Vejam o programa espacial deles!!!

    Uma conhecida participou daquele fiasco chamado Ciencia Sem Fronteiras, em uma universidade no Canada, ela disse que os estudantes locais tinham raiva dos chineses que faziam intercambio pois os chinas inflacionavam as notas para cima!!! fazendo com que os professores exigissem mais dos alunos! Ela dizia que enquanto ela e os outros 2 brasileiros iam pras baladinhas com os gringos locais os chineses passavam o fim de semana na biblioteca estudando!

  15. Bosco, há três questões:

    a primeira é a evidente e intencional omissão dos chineses em noticiar falhas, seja por quererem se mostrar cada vez mais fortes e desenvolvidos tecnologicamente (o que de fato estão conseguindo, a passos largos), seja por preferirem mostrar os progressos alcançados, ao invés dos reveses (que, obviamente, acontecem, sejam em que escala for);

    a segunda é que os EUA produzem o estado da arte em tecnologia e quem é precursor está sujeito a percalços, porque está tratando de algo desconhecido. Os chineses, na maioria dos casos (por enquanto), trabalham com equipamentos que não representam o estado da arte e cuja tecnologia está assentada e relativamente disseminada, além de poder contar com dados prontos de países que já detêm essas tecnologias a um bom tempo (que o digam os ataques hackers a sites da Lockheed Martin, Boeing, etc);

    a terceira é sobre saber diferenciar o tipo de equipamentos sobre o qual se comenta. Uma coisa é a intencional falta de controle de qualidade chinês sobre equipamentos baratos, como cadeiras e relógios de pulso, exportados para quem está disposto a comprar no Alibaba, uma vez que eles precisam exportar a qualquer custo para manter sua mão de obra ocupada. Outra coisa é o controle de qualidade da alta tecnologia que eles andam produzindo e que não será vendida no AliExpress. Esse controle, ao que tudo indica, interessa ao Estado, e isso significa que é feito sob lupa do quase onipotente Partido Comunista, que muito provavelmente deve ter técnicos qualificados nos melhores centros de tecnologia da China e do mundo (inclusive nos EUA, Alemanha, etc).

  16. Ainda bem que não houve incidentes com Taiwan, pois imagina um caça batendo no outro para averiguar a prontidão…

  17. Não vejo nada demais aí, o porta aviões é uma cópia e os caças são uma cópia no maior estilo dos produtos xing ling!

  18. Augusto,
    Eu acho impressionante a pujança chinesa, só encontrando similar nos EUA na época da SGM, mas sou um pouco cético sobre todo esse milagre. Queiramos nós ou não lá continua fazendo parte do planeta Terra e nesse planeta não tem “almoço grátis”. Alta tecnologia tem um custo alto e desenvolvimento lento e vejo os chineses avançando muito rápido e muito otimistas.
    Só pra você ter uma ideia, os americanos já lançaram mais de 1000 torpedos Mk-48 em testes e continuam a fazê-lo dado às novas versões. Outro exemplo é do míssil RAM, que só na fase de desenvolvimento teve cerca de 150 lançamentos com índice de sucesso maior que 95%.
    O que a gente vê dos chineses é um desenvolvimento desenfreado de alta tecnologia mas por outro lado nada é dito sobre o desenvolvimento dessa tecnologia. Ela meio que “nasce” por “geração espontânea”. Nem os russos conseguem ser tão céleres assim em desenvolvimento de alta tecnologia e mesmo levando-se em conta as particularidades da cultura chinesa e que seus alunos ficam estudando em vez de irem pra balada, é no mínimo curioso toda essa celeridade.
    Mas, “vamo que vamo”!!!

  19. Dalton,

    Que seja, mas é inegável uma velada corrida armamentista na região, com os EUA inseridos. A Guerra Fria com a URSS foi a mesma coisa – escalada de investimento militar na aposta que a mão do adversário era quente

    Abs

  20. Galante…
    .
    na década de 80 os chineses já tinham submarinos de propulsão nuclear…não eram uma
    “maravilha”, mas, estavam pavimentando o caminho para coisa melhor…talvez a marinha chinesa não fosse prioridade na época para eles, que estavam desenvolvendo novas armas nucleares, mas, eles tinham uma marinha bem mais mais capaz que a brasileira com apenas 6 navios novos…justamente as 6 “Niteróis”.
    .
    abs

  21. “Quero ver eles em ação, ai sim vai dar para ver a eficácia…
    Construir é diferente de operar.”
    .
    A China produz todo tipo de coisa, de muamba até boa parte dos mais avançados equipamentos utilizados no EUA; de bicicleta de carbono que a Europa não faz até os Iphones, passando pelos pcs e seus componentes. Dá pra falar mal deles? Lógico, cada um fala o que quer. A verdade é que eles produzem de tudo e não estão nem aí pra gente cuja balança comercial bate recorde (ridículo, diga se de passagem) pelas “safras recordes”…
    .
    Antes era difícil desenvolver; depois era difícil produzir; depois é difícil operar; no futuro vão dizer que é difícil aniquilar o adversário; depois que é difícil dominar o mundo e, finalmente, que eles não dominaram o espaço.
    .
    Em tempo, os japoneses sofreram preconceito maior dos norte-americanos e depois mostraram que qualidade total lhes caiu como uma luva. A China não é tãaao diferente assim.

  22. Dalton, os navios de superfície da Marinha Chinesa eram péssimos e os submarinos mais perigosos para seus tripulantes que para os inimigos.

  23. Para alguém que possa ter dificuldades de interpretação de texto, muito provavelmente pela minha limitação em relação à língua pátria, mas eu não estou falando mal de chinês. Aliás, nem conheço chinês nenhum e não guardo nenhuma mágoa dos tempos em que eles praticavam um comunismo desumano porque nenhum parente meu foi para o paredão por conta disso. Ou seja, tirando que eles comem cachorrinhos, não tenho nenhum problema com chinês e poderia ficar repetindo expressões de espanto maravilhado com a tão deslumbrante pujança do país, principalmente se levar em conta o meu que cresce rápido igual rabo de cavalo.
    Em vez de ficar só no “oh!!”, “nossa”, “puxa vida”, etc. , seguindo a maré, como estamos num site que trata do tema “defesa” e como aqui só tem brucutu sem sensibilidade que acha bonito armas, não tendo inocentes entre nós sabendo que todos têm a certeza que armas foram feitas pra destruir coisas e matar pessoas, eu muitas vezes me deixo levar e desconsidero a sensibilidade dos brucutus que frequentam sites de defesa. Pois bem! Eu não falo mal da China e muito menos de chinês. O que me dou o direito de fazer é ventilar a ideia que eles estão indo muito rápido com seu desenvolvimento militar e que isso é no mínimo inusitado tendo em vista que se sabe pouco sobre esse desenvolvimento na linha do tempo já que tudo isso nos chega de repente. A maioria absoluta sequer já tinha ouvido falar da metade das armas que eles alegam possuir e deixam claro já estarem prontas e operacionais. Mas sou eu o esquisito e intolerante que não gosta de chinês.
    Tá bom! Pra vocês não me excluírem da patota eu vou passar a jogar no time dos senhores e vou começar, em vez de tecer considerações que possam levar ao debate, ficar só no elogio porque realmente só um idiota como eu pra não acreditar que o Grande Dragão do Oriente, o maior império que já se viu na face da Terra, com um povo sem igual em toda a história da humanidade, pode acreditar que elas não possam colocar 500 mil toneladas de navio por anos por um século se for preciso e tudo com o mais alto nível de tecnologia pelo menos uns 20 anos à frente de qualquer outro país do Ocidente e a um custo de fazer inveja à prefeitura de Cambuacú do Norte.

  24. Alexandre Galante,
    Você deve lembrar daquele repórter inglês que nos anos oitenta conseguiu visitar um base aérea chinesa equipada com MiG-19, acho que foi em 1982. O Brasil tinha o F-5 e o Mirage.
    Hoje a China tem o que vemos nesse vídeo.

  25. Bosco, uma piada (na verdade, isso realmente aconteceu) já que você falou do inexplicável “custo de fazer inveja à prefeitura de Cambuacú do Norte” dos chineses: uma amiga minha comprou uma capinha (que vinha acompanhada de 3 películas de vidro) para seu novo celular no AliExpress por 1 dólar, já com frete. Aí eu pergunto: como uma capinha de silicone e mais três películas de vidro são produzidas, atravessam o mundo por meio dos oceanos e me chegam ao Brasil, mais especificamente à casa dela, por 1 dólar? Isso não paga nem a conta da energia gasta para produzir uma única película!

    É você falando aí duvidando do “custo de fazer inveja à prefeitura de Cambuacú do Norte”!!! Kkkkkkkkk

  26. Pois é, Roberto Santana. A Força Aérea Chinesa também era uma porcaria nos anos 80 e hoje tem caça de 5a. Geração.

  27. Na China, vale tudo para manter a economia ativa. Keynes ainda vive, por lá.
    Constroem cidades inteiras que não são habitadas por ninguém.
    Inventam estradas que levam do nada ao lugar algum, em pistas duplas de quatro faixas cada.
    Sei lá, mas me ocorreu que pode ser que nem haja tripulantes para tantos navios, ou pilotos para tantos aviões.
    Acho que a ruína da economia chinesa não vai tardar. E vai levar meio mundo junto.

  28. Detalhe que eles imitaram até mesmo o que não se usa mais, as marcas de alerta na entrada do motor, que os aviões da US Navy usavam nos anos sessenta.
    Aliás, ficaram muito boas.

  29. Galante…
    .
    “péssimos” quando comparados ao que havia na marinha soviética e na US Navy nos anos 80…mas…comparados ao que a marinha brasileira tinha e na quantidade que tinha , penso que não…os destroyers tipo 51 principalmente suas últimas variantes e os submarinos “Romeo” e suas variantes ao menos estavam sendo construídos na China e com grande engenhosidade depois que as relações com a URSS esfriaram enquanto que no Brasil foram construídas apenas duas “Niteróis”, as demais 4 e também os 3 submarinos “Oberon” vindos do Reino Unido.
    .
    Concordo que a marinha brasileira parou no tempo, mas, os chineses não estavam atrás do
    Brasil e se perdiam em qualidade em algumas áreas, em outras superavam, pois já possuíam artefatos nucleares, compensavam em quantidade, afinal, por melhor que seja um navio ou aeronave, não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.

  30. Bosco,
    Compreendo o que você quis dizer, mas uma das provas dessa suposta eficiência, por assim dizer, está bem no final do vídeo, pousar uma coisa dessas num porta-aviões não é para qualquer um.

  31. Uboot 4 de julho de 2017 at 15:35
    Perfeito!
    Inclusive a estratégia chinesa, desde o início, foi semelhante a japonesa. Começaram com produtos de baixo valor agregado e depois avançaram para produtos tecnológicos! Para quem não sabe diversos administradores e economistas dos EUA trabalharam para o governo da China nos anos 70, inclusive tem uma frase bem famosa de um Presidente chinês: Nós queremos ser competitivos!
    Será que conseguiram?
    No início diziam a mesma coisa, japonês explorado, mão de obra barata e excesso de carga horária. Hoje ninguém mais lembra disso!
    40 anos depois o Brasil é um grande sucesso com 54 milhões no bolsa familia e 14 milhões de desempregados kkkkk mas importante é a CLT do Nazismo/Fascimo.

  32. Dalton,

    Não dá para comparar os classe “Luda” com as “Niterói”.

    Eram navios primitivos, enquanto as Niterói eram estado da arte.

  33. Para entender melhor o conceito produtivo asiático (não apenas chinês), procurem pela teoria dos Gansos Voadores e dos Patos Sentados

  34. Ivan,
    O mundo não é unidimensional, preto e branco, bem vs mal. A China não é a reencarnação do capeta tampouco a lixeira do mundo.
    .
    A China foi, durante mais tempo que qualquer outra nação, uma potência. Não vou tentar comparar mas me parece que sequer Roma se aproximou (apesar dos avanços em diversas áreas).
    .
    Somos totalmente ignorantes sobre a História e cultura oriental e temos o costume de tratar o que desconhecemos com desdém. Porém, isso tem seu custo: os chineses subvalorizaram os europeus até que eles chegaram e impuseram pesadas derrotas aos chineses; os japoneses passaram pelo mesmo, em menor escala.
    .
    Agora, não podemos cometer o mesmo erro: achar que porque nossa “civilização” Ocidental dominou os “7 mares” que será sempre assim. O Brasil tomou de 7×1 por algo parecido (e seria mais se os alemães quisessem).
    .
    Eu tenho bastante produtos que considero de qualidade e praticamente todos vieram da Ásia. Tirando algumas poucas peças de vestuário e os alimentos, quase nada é nacional. Logo, não posso afirmar que os orientais fazem mal o que fazem: tudo depende do que e de quanto se deseja pagar.
    .
    Existem celulares vagabundos de marcas de todo o globo, assim como existem marcas boas, bons modelos. Todos vem da Ásia: tudo depende de qual você pode pagar. Com armamento, não é/não será diferente.
    .
    Nós, ao comprarmos o que tem valor agregado transferirmos grana pra lá, estamos bancando a indústria deles. Eles fizeram merda, fizeram produtos de baixa qualidade, obsoletos perante os EUA porém, hoje, já há quem cogite comprar deles, dos chineses. Daqui 50 anos, vamos continuar vendendo grãos e bifes enquanto os chineses terão bases no espaço, o mesmo laser dos EUA, tudo que um dia sonhamos e nunca conseguiremos.
    .
    Azar do país das bananas, soja e picanha. Ao menos temos futebol e churrasco o ano todo….

  35. Com mísseis SeaCat como principal armamento AA nos anos 80 não dá para dizer que eram
    “estado da arte” além do mais nem havia MM 38 e outras coisas em número suficiente para todas, apesar de não ser culpa do projeto e sim da eterna falta de dinheiro da marinha brasileira.
    .
    Mas, Galante, não digo que as “Niteróis” fossem navios ruins nos anos 80, apesar de serem projeto dos anos 60 e sim que os chineses estavam já, nos anos 80, modernizando seus navios e já projetando melhores para a década de 90…ou seja, tudo o que vemos de positivo hoje na marinha chinesa em que pese nada de revolucionário até o momento, começou antes mesmo da década de 80.

  36. Roberto,
    Eu também aprecio muito o que os chineses estão realizando no campo militar. Eles são uma potência, com uma imensa população espalhado num imenso país e têm mais é que fazerem o que estão fazendo. Só fico com um pé atrás com tanto otimismo por parte deles tendo em vista lá não ter muito lugar para o contraponto.
    Mas o desenvolvimento deles é sem dúvida louvável e admirável e espero que perdure e tenha êxito, mesmo porque já sou meio velhinho pra me preocupar com qual vai ser a próxima potência dominante ou para que rumo a chamada Civilização Ocidental irá tomar.

  37. O Sea Cat era o único sistema defasado das fragatas. Os chineses não tinham nada melhor nos Ludas.

    Nem sequer um sistema de comando e controle os chineses tinham.

    No final dos anos 80 a MB decidiu equipar todas as fragatas com MM40.

  38. Bosco,
    Você tem razão, chinês copia tudo mas se der problema fica calado! No fim de contas, apesar do capitalismo selvagem, ainda são governados pelo Partido Comunista Chinês que dá porrada grossa a quem falar em democracia como aconteceu em Hong Kong. Os ocidentais é que têm essa mania chata de falar mal de tudo e de preferência do próprio governo. Gostava de ver todos estes sistemas funcionar em caso guerra a sério…!
    Outro aspeto que temos de ter em conta é que dinheiro compra tudo! Nos anos 80-90 estava na moda vender licenças e material de guerra aos chineses. O que eles fizeram foi produzir. Em terceiro lugar há empresas europeias que continuam a vender tudo a troco de dinheiro. As máquinas de alta tecnologia que fabricam as centrifugadoras para fins nucleares da Coreia do Norte, foram vendidas por empresas europeias a uma empresa chinesa que depois as revendeu à Coreia…
    Isto não quer dizer que os chineses não tenham feito um investimento gigantesco em educação e novos institutos tecnológicos militares. Daqui a 30 anos muita coisa pode mudar no mundo.
    Um abraço

  39. Alguns detalhes interessantes.
    .
    Asas rotativas de origem francesa (Dophin e Super Frelon construídos localmente). Colocaram até torreta FLIR no nariz do Super Frelon (Z-8).
    .
    Nas imagens os caças usaram sempre a pista de maior comprimento para decolagem STO.
    .
    O padrão das diferentes equipes do convoo segue o padrão Ocidental. Observar que os militares com colete roxo são da equipe de reabastecimento.
    .
    Imagens que mostram muito profissionalismo e competência. Parece que dominaram a técnica STOBAR muito bem.

  40. O “Ikara” não teve duração muito longa e o “BORoc” não era considerado uma arma efetiva então não acho que apenas o “SeaCat” estava defasado e quanto ao MM 40, apenas na década de 90 foram adquiridos e não muitos então é a velha história, quantidade compensa a qualidade e a marinha brasileira com apenas 6 fragatas, nem todas com sonar de profundidade variável, não estava melhor preparada do que à Armada Argentina para enfrentar modernos submarinos por exemplo.
    .
    Tô de saída…abraços !

  41. Mesmo assim Dalton, eram bem mais avançadas que os Luda chineses, como já disse. O ponto é que a China avançou e o Brasil não.

  42. Exatamente Galante…..rsrs
    Na verdade os patos e gansos fazem referência a toda região (Ásia e Latam). O conceito produtivo da Ásia, para recuperação da economia nos Anos 50, entendeu que os países deveriam complementar a oferta. Ou seja, nos anos 60 quando ríamos dos rádios e transistores japoneses, os chineses plantavam arroz, nos anos 80 quando o Japão cresceu tecnologicamente, a China exportava têxteis (cadeia produtiva de menor valor agregado), e eles promovem assim, um intercâmbio entre os países para que todos cresçam. Atualmente, compramos carros da China e roupa do Vietnã, e assim por diante. Esta “troca” de posições em produtos e serviços é justamente como os gansos fazem para voar, o ganso da frente faz mais esforço mas leva de esteio os gansos de trás, com revezamento. Patos Sentados vc sabe quem são, rsrs

  43. Entendo que queiram comparar o Brasil com a China. Mas a verdade é que nunca estivemos, de fato, no jogo. Uma país em desenvolvimento, com população relativamente jovem ainda e carências estruturais enormes, mas que gasta 25% de seu orçamento público com previdência, em grande parte com aposentados do setor estatal que garantiram o benefício antes dos 60 anos de idade? Ninguém vê incoerência em chamar este país de “país do futuro”????

    Entre 2002 e 2012, a taxa media ANUAL de crescimento da produtividade industrial na Coréia do Sul foi de 6,7% (ao ano). No Brasil, o crescimento de produtividade foi de 6,6% NO TOTAL para os 10 anos! Ué?! Não foram os “gloriosos” anos da era Lula??? Pois é… Estávamos bêbados, comendo o futuro…

    Nesse país, somos recordistas mundiais em cobrar imposto sobre produção, trabalho e consumo. Como se não bastasse, temos os maiores custos contábeis, o maior volume de ações trabalhistas e os maiores juros para capital de giro e investimento do mundo. E tem gente que quer taxar ainda os dividendos… Ou seja, se enforcamos o empresário ao longo do mês e ele ainda resiste, vamos esganá-lo com as mãos ao final, então! Quem ainda investe nesse bananão é apenas um iludido!

    Simplesmente porque “tudo tem que virar óleo, para por na máquina do Estado”. E não adianta mover as pensões militares para outra rúbrica, pois o orçamento correspondente irá se mover junto. Precisa-se é mudar o conceito do Estado inteiro, que hoje é corporativista, assistencialista e patrimonialista. Mas aí vão me chamar de neoliberal, capitalista selvagem, blá, blá, blá…

  44. Hernâni – O partido comunista chines morre de medo que Hong Kong e Taiwan contaminem o resto do país com manifestações pró democracia, com os chineses tendo mais educação, liberdade de informação e podendo viajar para outros países, eventualmente isso vai acabar acontecendo. Por enquanto que o país cresce sem parar a população vai aceitando o domínio de um único partido, mas quando enfrentarem a primeira crise duvido que continuará assim, não são mais miseráveis e completamente alienados pelo governo que nem antes. Não é atoa que o governo parece desesperado para incrementar o PIB construindo até cidades inteiras que ficam completamente vazias, resta saber até onde o partido está disposto a ir para manter a população satisfeita, pode sobrar até para o Brasil que tem a comida, minérios e outros recursos de que a China depende bastante!

  45. Hernani,
    Ontem, lendo sobre as LCS, me deparei com uma nota dizendo que um míssil Harpoon havia sido lançada com sucesso (já faz algum tempo) de um desses navios mas que havia errado o alvo. De qualquer forma o teste foi considerado bem sucedido já que ele visava ajustar os parâmetros para lançamento a partir do dito cujo navio.
    De russos, chineses e mais alguns não se ouve nada a respeito de falhas. Em tese tá tudo dando certo e só quem falha é os EUA. Ninguém sabia de um dado míssil, nunca se ouviu falar dele e de repente é anunciado que ele já é uma realidade inconteste e a toda prova. Só como exemplo o THAAD levou 13 anos até a primeira interceptação com sucesso (desde quanto eu comento em blog de defesa o míssil tava sendo desenvolvido e naquela época internet era via tambor e sinal de fumaça), e todo mundo acompanhava esse programa desde o início do programa. Um outro exemplo, um dia desses saiu a notícia que os russos vão lançar o míssil Zircon… pronto! Virou uma realidade insofismável e que não admite contestação sob pena do incauto ser virtualmente linchado.
    Por exemplo, todo mundo acha um absurdo os sei lá quantos bilhões de dólares que o programa F-35 vai custar pra substituir umas 3000 unidades de uns 4 tipos de aviões diferentes em 3 forças armadas dos EUA ao longo de uns 20 anos. Mas de forma completamente inusitada todo mundo acha super natural a China lançar ao mar quase 200.000 t de navios de guerra com alto nível de tecnologia embarcada, estar com uns 30 programas de mísseis de alta tecnologia, estar com um programa super ambicioso nas forças aéreas e terrestres. Lá não tem problema de verba, lá tá tudo bacana, lá eles são super gestores, o povo tá feliz… e no Ocidente… só tem debiloide!!!
    A China tá de vento em popa, não corre risco de falir, não corre risco de uma convulsão interna (se tiver é por conta da CIA), não tem pobreza e fome, não tem insatisfação popular, a verba empregada para a Defesa é bem vista pela população que tá hipersatisfeita com o Estado e com os governantes, etc.

  46. SmokingSnake e Bosco
    Os ocidentais já foram enganados nos anos 80 e 90 com essa ideia de que a abertura da China ao capitalismo iria, por arrastamento, trazer os direitos individuais e políticos, a democracia e, não aconteceu. Por isso a China é um fenómeno económico e politico. Quando é que isso vai acontecer? Como é que a classe média chinesa, em crescimento, com educação superior não exige as nossas liberdades? será uma questão cultural? talvez tenha de acontecer uma grande crise económica para caírem na realidade.
    Bosco, em relação aos armamentos eu dou já um desconto enorme, em Portugal existe uma enorme comunidade chinesa que se dedica ao comércio de produtos chineses de péssima qualidade, estamos habituados a fazer isso! Agora os navios são bonitos. Contudo já me questionei sobre a eficácia dos radares, os AEGIS americanos estão sempre a ser actualizados, o sea Ram chinês parece igual mas não sei o que está lá dentro…! Ninguém mostra os testes e o resultado dos testes. Há uma coisa que me descansa, se os judeus não se importaram que o tio Sam venda F15 aos aliados árabes do golfo para eles ficarem com o F35 é porque é um avião realmente muito bom e está muito à frente de tudo o resto. Os judeus têm experiência própria da eficácia das armas ocidentais.
    Por isso é que eu comento tão pouco no blog, também tenho aquele hábito muito ocidental de criticar tudo, o governo, o país, os americanos!!! aquela do míssil lançado pelo super Hornet não ter acertado num velho avião russo foi de fugir… mas há por aí verdadeiros seguidores dos russos e dos chineses.
    Um abraço

  47. Concordo com o amigo Gustavo, porém com ressalvas. A política protecionista de Trump pode prejudicar relações a longo prazo com seus antigos parceiros e esses podem ser inclinados a darem mais atenção a China, com isso os chineses aumentam ainda mais suas influências.

    Os comentários irônicos(se é que estava ironizando) do Bosco são sensacionais. kkkk
    O problema dos chineses e russos são suas mídias, a credibilidade desses países passam por questões militares, na Rússia é ainda maior esse sentimento, já que ao meu ver a principal política do Czar é questões de defesa, embora eu acredite que isso seja necessário por conta da OTAN e dos EUA, mas ainda sim é uma política exagerada do Czar. Na China, o PCC controla a mídia, me lembro de um economista chinês que falou mal da economia da China e esse foi mandado embora da emissora por pressão de membros do PCC, isso evidencia a influência dos “comunistas” na mídia chinesa. Na Rússia, posso ser suspeito para falar sobre isso, mas o Czar controla algumas principais mídias na Rússia, até pode ser que algumas podem ter algum tipo de liberdade, mas ainda sim está longe se comparado a liberdade de informação com o ocidente.
    Na China, além de questões militares, a questão econômico é a principal política, a credibilidade do PCC é justamente na economia e minoritariamente em questões militares, por isso eles insistem em manter a taxa de crescimento acima de 7%, me lembro de uns anos atrás que os políticos chineses não podiam aceitar uma taxa menor do que isso, hoje esta taxa está entre 6,2% a 6,8%, um crescimento alto se comparado com outras economias, mas a cada ano desacelerando, alguns dizem que isso é natural devido ao tamanho de sua economia, outros dizem que isso não é normal, isso é irrelevante ao tópico desta matéria. Mas a questão militar é estritamente relacionada com a econômica, e se a economia cresce, os gastos militares crescem, os gastos militares estão crescendo em um ritmo maior do que a economia, porque eles estão aumentando a porcentagem sobre o PIB, antes era 1,5% do PIB, atualmente deve ser entre 1,8% a 2%, isso deve ser levado em consideração no debate aqui.
    Na Rússia é totalmente diferente, em 2007, o crescimento ficava por volta de 8%, mas foi reduzido em 2014 para 1,5% e recessão em 2015 e 2016, mas os gastos militares ainda continuavam na altura, logo os gastos militares russos não se refletia na real condição econômica do país.
    Comparando alguns dados como expectativa de vida, diferença de 10 anos em relação a UE, principalmente pela mortalidade precoce masculina provocada por fatores de risco como alcoolismo, tabagismo e causas externas, incluindo violência, suicídio, acidentes de trânsito, todos relacionados ao consumo excessivo de bebida alcóolica. Cinquenta e sete por cento da mortalidade masculina na Rússia está associada a acidentes cardiovasculares. Aproximadamente 25% dos homens russos morrem antes de completar 55 anos. Em comparação, o número dos americanos é de 1%, e dos britânicos, 7%. Segundo estudos, 35% dos homens russos disseram que bebiam mais de três litros de vodca por semana. O consumo de vodca na Rússia é o maior do mundo: aproximadamente 2 bilhões de litros foram consumidos em 2012, o equivalente a quatorze litros
    por cada homem, mulher e criança do país. Por conta de todos esses problemas, o governo informou ao Parlamento Russo que, a partir de 2011, programaria novas mudanças no sistema de saúde, com gastos previstos de US$ 10 bilhões para a modernização das instituições de saúde com fortalecimento da tecnologia médica, aumento de salários de médicos e aprimoramento da eficiência dos hospitais para permitir o acesso da população a uma saúde de qualidade. Parte dos recursos viria do aumento da contribuição das empresas aos seguros de saúde. Pareciam promessas de eleição e, de fato, eram exatamente isso. A Rússia gasta pouco comparativamente ao seu nível de renda, mas, mesmo assim, deveria gastar melhor. Investimentos maiores em saúde pública, com ênfase em políticas de promoção, prevenção e mudança de comportamentos de risco, poderiam, no curto e médio prazo, reverter as más condições de saúde da população e melhorar a gestão das políticas de saúde, porque a falta dessas políticas está na raiz dos graves problemas que a população enfrenta.
    Outro grande problema da Rússia ainda é a questão demográfica, tal como outros países desenvolvidos, a Rússia possui uma população idosa, embora haja mais jovens em média do que na Europa Ocidental, a variação demográfica entre 2002 e 2010 foi de -0,2% ao ano, e a
    taxa de fecundidade foi de 1,4 filho por mulher. Mas isso vem mudando e o governo russo obteve um pequeno sucesso nessa questão.
    A Rússia gasta 6,2% de seu PIB em educação pública, menos do que se gasta no Brasil, 5,2%. Mas a Rússia investe 13% de seu orçamento na educação, cujo sistema gratuito é garantido pela Constituição a todos os cidadãos. O ingresso ao ensino superior é altamente competitivo e há grande ênfase em ciência e tecnologia. A prioridade sempre foi formar médicos, matemáticos, cientistas e pesquisadores aeroespaciais. Os russos educados são altamente qualificados. Embora o estudo universitário seja gratuito, certas instituições de ensino superior começaram a cobrar nos últimos anos.
    A recuperação da última década foi possível graças a um renovado esforço governamental para fazer avançar as reformas estruturais. Isso aumentou a confiança das empresas e dos investidores para a segunda década de transição. Mas a Rússia ainda permanece dependente de exportações
    de matérias-primas desde a época da URSS, como já mencionado, em particular do petróleo, gás natural, metais e madeira. Esses produtos correspondem a mais de 80% do total das exportações e deixam o país vulnerável às oscilações dos preços do mercado mundial. Em anos recentes, no
    entanto, a economia também foi impulsionada pela crescente demanda interna, que cresceu aproximadamente 12% ao ano entre 2000 e 2004 e, de novo, após a queda de 2009.
    As principais causas da boa fase econômica recente são: A estabilização política, que permitiu aumentar a confiança interna e externa no governo, especialmente após o fim da guerra na Chechênia e do combate contra algumas das poderosas máfias existentes na Rússia, a estabilização econômica, com o controle da inflação e a renegociação da dívida externa; uma
    moeda valorizando em relação do dólar, garantindo um maior poder de compra da moeda, o aumento das exportações em volume e em valor de petróleo, gás e derivados da indústria
    petroquímica, agroquímicos (agrotóxicos e fertilizantes), minerais metálicos, aço, ferramentas
    e máquinas pesadas e o investimento estrangeiro, que dobrou, chegando a US$ 50 bilhões/ano.
    Algo igualmente importante de ser lembrado em relação à Rússia é a importância do Ártico, onde, aparentemente, não se pouparam gastos públicos. O derretimento da camada polar permite que rotas de comércio sejam abertas e que os recursos naturais do polo – petróleo, gás e minérios – sejam explorados, o que inevitavelmente aumenta o interesse e as tensões nessa região. O mar Ártico é importante na definição das relações internacionais russas. Um submarino participante de uma expedição científica russa ao Polo Norte fincou, em agosto de 2007, uma bandeira do país no fundo do mar Ártico, num gesto de fortalecimento da reivindicação de Moscou sobre toda aquela
    área. Os jornais publicaram mapas com aproximadamente 45% da região – uma área com o tamanho dos territórios da França e da Itália combinados – com as cores do país. Foi, sem dúvida, um surto de nacionalismo, com muito interesse comercial implícito.
    O Financial Times publicou um artigo de Sergei Guriev, ex-reitor da New Economic School, no qual o pesquisador argumenta que a corrupção arruinou a economia russa. Guriev diz que, enquanto o fruto dessa corrupção eram as contas numeradas na Suíça e os apartamentos em Londres, o Ocidente achava ótimo. Mas essa corrupção comprou também o apoio da população, cujo poder de compra aumentou substancialmente graças aos anos de fartura que a Rússia conheceu recentemente. Enfim, os russos conseguiram produzir, de novo, o milagre do governo grátis mas, desta vez, dentro do sistema capitalista. Quando todos estavam felizes, passaram a deixar que a liderança em Moscou fizesse o que bem entendesse, não somente em nome da Rodina – a “Mãe Pátria Russa” – mas em seu próprio nome. Uma recessão na Rússia significaria que o governo não poderia usar mais o dinheiro para comprar o apoio popular. A repressão e a propaganda também aumentariam até ocuparem um papel mais importante, como na triste história da URSS. Nessas circunstâncias, nada poderia ser mais útil politicamente que uma pequena aventura militar bem-sucedida. Vitórias tangíveis – independente do preço e do tamanho – revigoram a popularidade de
    um líder. Não é surpreendente que a popularidade de Vladimir Putin tenha chegado a 80%. Portanto, seu objetivo foi alcançado.
    Depois de um período de crise, a Rússia está conseguindo se reerguer e tenta tornar-se um Hegemon na Eurásia. Como sempre, a Rússia, especialmente comPutin na presidência, reassume seu passado autoritário. Talvez a crise de 1998 não tenha sido, realmente, um ponto de inflexão definitivo, com a inserção da Rússia na economia mundial. Tal como a Argentina, a Rússia não se conforma de ter perdido a riqueza e o poder que teve no passado. E, como a Venezuela, a Rússia não conseguiu diversificar sua economia para ser menos dependente do petróleo. O sonho do retorno a uma era perdida de esplendor autoritário talvez volte a falar mais alto na alma russa. O ponto de retorno ao autoritarismo depende, no entanto, do isolamento da sociedade russa. O povo quer progredir e consumir, sem pagar com a perda da liberdade. Por enquanto, o pragmatismo milita ainda vence o delírio do governo grátis, acenado pelo atual mandante autoritário.

    Obs: Oitenta por cento do gás utilizado pela Europa, 60% do consumido na Ucrânia e 39% do consumido pela Alemanha provém da Rússia. Setenta por cento da exportação do petróleo e gás russos passam pelo território da Ucrânia. Portanto, qualquer interrupção da passagem de gás russo pelo território ucraniano afetaria as contas públicas de Moscou, de Kiev e de outras capitais europeias, embora existam oleodutos paralelos aos que atravessam o território ucraniano. Trata-se de uma completa interdependência. Nunca a expressão “todos num mesmo barco” foi tão precisa
    quanto para definir a geopolítica da Rússia, Europa ocidental e Ucrânia. Na minha humilde opinião, Petro Poroshenko já deveria ter feito um referendo para decretar de vez a secessão da parte oriental e abraçar o Ocidente de vez, assim poderia nacionalizar a Gazprom e seus gasodutos que passariam na nova Ucrânia. Embora eu acredite que as chances são mínimas, porque a Rússia já deu piti e advertiu sobre o risco de nacionalizar a Gazprom na Ucrânia, mas a Rússia ganharia o leste da Ucrânia e encerraria essas discussões de vez.
    http://exame.abril.com.br/mundo/nacionalizar-propriedades-da-gazprom-pode-gerar-reacao-russa/

  48. Roberto,
    Pois é! O regime lá tem que ser bem do tipo “tolerância zero” pra manter a turma na linha porque chinês não é lá um povo muito paciente, apesar da milenar e proverbial paciência chinesa. rssss

  49. Bosco “O mais legal dos chineses (e dos russos) é que nenhum programa de armas deles dá problema e gera contra-tempos no desenvolvimento e quando prontos funcionam como um relógio suíço. Diferente dos americanos que tudo dá problema, haja vista o F-35, o CVN-78, o LPD-17, o LCS Freedon, o LCS Independence, o M-1, o M-2, o B-1, o Patriot, o F-117, M-16, etc.”

    Talvez porque eles quase nunca criam novas tecnologias ?, só esperam os ocidentais criarem e testarem e divulgarem relatos, testes, e etc. Um exemplo?, Submarinos nucleares, Porta-aviões nucleares, Bomba Nuclear, Bomba de Hidrogênio, Canhões de laser, Canhões eletromagnéticos, Tecnologia invisível, Até mesmo recentemente, um navio invisível, etc etc; Esse é o preço que se paga pela inovação.

  50. Gente, mais uma vez vou bater na mesma tecla que eu insisto em bater. Os chineses desde muito tempo atrás, no mínimo desde a década de 1970, mas arrisco à dizer que desde o final da Guerra Civil Chinesa em 1949 (ou antes), já tinham em mente o que queriam para si. Serem fortes, desenvolvidos e não sofrerem mais o risco de ingerência externa. Ao longo das décadas foram atingindo seus objetivos e atualizando a forma com a qual os alcançariam. Com o avanço na tecnologia e a facilidade de comunicações experimentada de meados para final da década de 1980, bem como certos acontecimentos alarmantes como o próprio protesto lá da Praça da Paz Celestial e o desmembramento da URSS, as mudanças causadas por esses acontecimentos, acabaram por acelerar o desenvolvimento Chinês.
    .
    É bom lembrar que Gorbachev queria transformar a URSS, através da Perestroyka e da Glasnost, em algo parecido com o que a China é hoje. Se a linha dura comunista não o tivesse deposto, causando todo aquele rebuliço que ocasionou a quebra da URSS, talvez ela ainda estivesse por aí e muito bem. A China aprendeu muito com isso e manteve a linha dura até que pudesse ter uma economia que começasse à atender os anseios de sua população e, ao mesmo tempo, gerar recursos técnicos e econômicos necessários para alavancarem seu próprio desenvolvimento interno (e militar), buscando sempre cada vez mais independência em relação ao Ocidente e à Rússia. Não digo independência na forma de confrontar uma ingerência externa em seus assuntos, mas sim de ter pano para manobra no cenário internacional que não fosse o tamanho de seu exército (quantas vidas poderiam usar para exaurir um inimigo), limitado à ações dentro de seu continente, bem como o peso de suas armas nucleares. A China simplesmente decidiu que seria um Global Player para manter-se livre de qualquer tipo de influência ocidental no destino de seus cidadãos.
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    E eles estão sim caminhando à passos largos nesse sentido. Criando um perímetro defensivo nos mares à sua volta, criando meios de expansão de sua influência econômica que agora estão passando à contar cada vez mais com respaldo militar com uma verdadeira Marinha de Águas Azuis. Há mais de dez anos atrás um amigo que era oficial da Marinha Americana me alertou para essa corrida Chinesa para o mar quando muitos nem sonhavam com a possibilidade de construções navais desse vulto e teor tecnológico na China. Dito e feito.
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    Ao mesmo tempo em que estão construindo os meios, os Chineses vão, aos poucos, adquirindo o que lhes será ainda mais precioso. Experiência. Não importa o nível tecnológico ou numérico de seus navios se eles ainda não possuem experiência de operações militares longe de suas águas e em grande intensidade. Atualmente os chineses não tem essa experiência. De nada adianta vídeos maravilhosos em que tudo funciona perfeitamente, pousos perfeitos, plásticos no convôo do seu NAe, se eles não conseguem encarar operações noturnas de grande intensidade em mar bravio e à noite. Acidentes VÃO acontecer. Faz parte do negócio, mesmo em tempos de paz. Falhas humanas e de material que vão ter que acabar corrigindo através de um brutal processo de auto-crítica. Esse conhecimento só é adquirido com experiência.
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    Um bom exemplo disso foram os graves incêndios no USS Forrestal e USS Enterprise, sendo que o do Forrestal foi causado por falta de experiência da tripulação ao lidar com armamento no convés ante ao tempo das operações. Esse tipo de coisa acontece, mesmo que o Forrestal estivesse em operações de combate, o Enterprise estava em operações de treinamento antes de ir para a Yankee Station.
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    Combinar essa falta de experiência com equipamentos ainda não totalmente testados em condições operacionais, acho que conseguimos um grande ponto de interrogação sobre a real capacidade da Marinha Chinesa de realmente fazer frente à Marinhas bem equipadas e experientes. Mas não tenho qualquer ilusão de que eles próprios sabem disso e que estão correndo atrás dessa experiência com todo o metodismo, calma e recursos necessários que, não a já mencionada balela da milenar sabedoria e paciência Chinesa ensinam, mas sim um plano de Estado sólido, de longo prazo e completamente apoiado pela classe política, consegue conferir à uma nação.
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    Imagino que em breve veremos navios de guerra chineses, forças tarefas inteiras, navegando pelos mares do Mundo entrando em operações de vigilância e até mesmo de harassment de navios da USN/RN/OTAN, por exemplo, apenas para testar como suas tripulações e equipamentos se comportam, podemos ver uma presença cada vez maior em operações e exercícios perto do Japão, talvez até a busca por alianças com pequenas Marinhas e exercícios conjuntos com outros países para verificarem interoperabilidade e desenvolvimento de doutrinas e táticas baseadas nas capacidades reais de seus equipamentos, e por aí vai. É tudo um processo de aprendizado.
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    É justamente na falta desse plano de Estado sólido, de longo prazo, com total apoio da sociedade civil (até porque seria a maior beneficiada), que falta ao Brasil. Aliás, arrisco à dizer que atualmente falta isso na esmagadora maioria dos países do ‘Mundo Ocidental,’ que por mais que tenham uma certa quantidade de planos de longo à médio prazo para melhorias internas, estes parecem mais reações à acontecimentos alheios à suas vontades, como o enfrentamento à determinados cenários geopolíticos que surgiram ou saneamento de crises econômicas do que realmente projetos de desenvolvimento. E por mais que em um Estado controlado à punhos de aço por um Partido Comunista tenha uma facilidade infinitamente maior em determinar objetivos nacionais e, principalmente alocar recursos financeiros, materiais e humanos para o cumprimento das tarefas necessárias para a obtenção desses objetivos, o que lhes daria uma certa vantagem competitiva em relação às democracias liberais ocidentais, essas mesmas democracias moveram mundos e fundos para obtenção de objetivos estratégicos de alto nível sempre que foram necessárias em situações extremas. Situações extremas envolvendo armas nucleares ainda não aconteceram, e sinceramente eu gostaria que não acontecessem jamais, mas acho que para isso o Ocidente como um todo precisa acordar para a nova realidade e os cenários futuros, cada vez mais claros do sistema internacional. A competitividade ocidental sempre acarretou em liderança no desenvolvimento tecnológico, a maior salvaguarda militar, econômica e social do Ocidente ante às ameaças de ‘culturas e sistemas intolerantes e insensíveis’ aos valores e liberdades individuais típicas dos países ocidentais, deixou de ser exclusiva do Ocidente após a fragmentação da URSS e a abertura econômica Chinesa, que simplesmente tornaram-se novos agentes competidores após absorverem nível suficiente de tecnologia.
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    Como o Brasil nunca realmente teve projeto de Estado, exceto por uma ou outra fagulha de esperança aqui e ali ao longo de sua História, nós jamais vamos ter como acompanhar o ritmo real de reequipamento, ou mesmo apenas de equipamento de nossas FFAA, exatamente porque nunca saberemos que ameaças poderíamos enfrentar para nos equiparmos de maneira consciente, já que não criamos demanda para isso, por falta de desenvolvimento, seja lá em qual direção for, e mantemos a demanda por Defesa estagnada, reagindo como possível às crescentes demandas de Segurança (como a criação lei do abate e foco supressão de ilícitos transnacionais, por exemplo). Por mais que a aquisição do Gripen, por exemplo possa ser alardeada como uma aquisição bem racional, um dos motivos principais por sua escolha foram justamente os custos operacionais. É a FAB declarando que não faz a mínima idéia de quanto dinheiro terá no futuro para operar as aeronaves de alta performance que precisa para manter um nível de disuassão adequado ante à nossos vizinhos. Não estou dizendo que o Gripen é uma aeronave ruim de qualquer forma. Tenho muita fé no projeto do Gripen E/F e acredito que sairão conforme planejado, mas não deixa de ser uma opção para quem precisa contar os trocados para manter as operações em dia, e mesmo assim não se sabe se essa racionalidade de custos será suficiente.
    .
    Como não temos direção como nação, nossas FFAA tentam se preparar para diferentes cenários da melhor maneira possível, acabamos com diversos planos estratégicos independentes que variam muito de acordo com o que cada força consegue colocar em operação. Sem o interesse da classe política ou mesmo da classe acadêmica (no geral), e principalmente da sociedade, não há como suportar maiores aportes na área de Defesa, até porque ela tem que ser condizente com a importância que o país tem no campo regional e global. Regionalmente somos muito importantes, mas não somos nem uma gotinha do oceano global. Um player sem soft power ou hard power, mas ainda assim não temos meios necessários para adequadamente cumprir mesmo com responsabilidades internacionais. Nossos pilotos, soldados e marinheiros fazem o que podem com o que temos à disposição, mas isso é apenas um reflexo da falta de direcionamento nacional em prol de um objetivo de desenvolvimento de longo prazo e nada mais. O melhor exemplo disso cada um pode ver por conta própria em um microcosmo. Sua cidade é bem urbanizada? Seu crescimento é ordenado? Os problemas da sua cidade são abordados de maneira racional? Existe um plano de crescimento para ela? Se não conseguimos fazer isso em cidades, imaginem à nível nacional…
    .
    Não compro toda esse papo de eficiência operacional chinesa por esses motivos, que englobam as dúvidas que o Bosco postou e que o Galante complementou. Eles ainda não tem experiência operacional em águas azuis e o Brasil ficou parado no tempo. Mas os Chineses certamente estão correndo atrás dessa experiência aumentando cada vez mais sua presença e permanência nos mares, e pode demorar até para lá de 20 anos, mas eventualmente irão adquirir essa experiência. Talvez até mesmo se envolverem em algum conflito de baixa intensidade em sua região como forma de adquirirem experiência em combate, mas ainda chegarão lá.
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    Já o Brasil… vai continuar perseguindo o rabo e perdendo o bonde da História pelo futuro previsível. Como sempre. Acho que falei demais, mas precisava desabafar.

  51. “Construir é diferente de operar.”
    .
    Nós não construimos nem operamos. Não é síndrome do vira-lata, mas a dura realidade do nosso país.

  52. Essa pujança bélica chinesa precisa, a meu ver, ser analisada com grande reserva.
    Li certa vez um alto integrante da diplomacia internacional, se não me engano Henry Kissinger, discorrendo sobre a China. Ele alertou para a diferença de pensamento entre o ocidente e os oriente, especificamente os chineses, e o fez comparando jogos de tabuleiro. No ocidente, o jogo de xadrez preconiza o desenvolvimento de uma estratégia para se desferir um golpe brutal, infalível, um check-mate. Diametralmente oposto à essa filosofia, o jogo de GO, ou Whei-Chi, popular no oriente, não possui jogada triunfal. Baseia-se em tomar território, e posicionar-se, lenta e gradativamente, de forma a impedir seu oponente de fazê-lo. Parece simples, mas traduz-se numa estratégia terrível (o Tibete que o diga).
    O que vem acontecendo hoje no mar da China reflete tipicamente isso. A China imprime uma marcha, lenta mas inexorável, de ocupação de espaços, forçando seus opositores a posições insustentáveis. Se ocorrer uma reação, pode recuar um pouco, e obter um ganho real. Caso contrário, continua sua marcha. Declara uma porção de águas internacionais como propriedade chinesa, constroe ilhas artificiais e desconsidera totalmente os direitos de seus vizinhos e do resto da comunidade internacional.
    O mesmo ocorre na Korea do Norte. Alguém aqui acredita que não seja do interesse do PCC manter tal regime, polarizando as discussões e desviando as atenções?
    Todo o fornecimento tecnológico para os programas norte-koreanos foi feito pela China.
    E esse mantra é repetido em todas as áreas. Anos atrás a Vale construiu super navios para não depender de fretes internacionais. A China proibiu sua atracação em portos chineses, e foi necessário baldeação de carga para navios menores nas Filipinas. A situação se tornou insustentável, e a Vale foi forçada a vender os navios aos chineses. Dominam assim o frete de metálicos à granel no mundo.
    Ressalta-se também outro fato. A Empiricus noticiou a pouco tempo que uma alta consultoria internacional resolveu analisar com uma lupa os números da economia chinesa, e encontrou discrepâncias assustadoras. Não tenho a certeza agora dos números, mas era algo como apesar de crescimento de PIB de quase 2 dígitos, o transporte de cargas havia crescido metade disso, o que, tecnicamente é impossível. Esse tipo de discrepância se repetia em vários setores, evidenciando manipulação estatal (como alguns países sulamericanos alterando fórmula de cálculo de PIB e inflação, por exemplo). É a mão pesada do partido.
    Não se pode negar que os chineses fizeram o dever de casa melhor do que nós, mas, nem tudo está às claras. Não estourem a champanhe ainda.

  53. Vejo eles como a URSS , muitos homens , muitas maquinas e pouca eficiência, os EUA tem tudo isso, mas tem eficiência, pois esta com uma força desenvolvida a muitas décadas e a China tem dinheiro, maquinas etc, mas sera que tem capacidades reais de combate?

  54. A propósito, o helicóptero C-SAR que aparece no vídeo (Z-8, cópia chinesa do Super Frelon) começou a ser substituído na PLAN e na PLAAF por sua versão evoluída,o Z-18, que recebeu modificações aerodinâmicas, estruturais e de motores e aviônicos. Na PLAN, o Z-18

  55. Bosco, parte das suas críticas são compreensíveis. Outra não.
    Isso de dizer ah, mas os equipamentos americanos apresentam falhas. Os chineses não.
    É fato que estão construindo ou entregando dez ou mais navios por ano.
    Se o Brasil não consegue fabricar uma corveta sequer ou se os Estados Unidos fabricam um navio de 2 bilhões de dólares cheio de problemas, isso não é problema dos chineses.
    O fato é que estão fabricando.
    Quem quiser achar que não funciona e quiser arriscar…
    Ora, os suecos fabricam submarinos, mísseis, aviões.
    Israel fábrica armas de primeira linha.
    Por que não os chineses?
    Você dúvida dos navios de 12.000 ton deles?
    Será que afundam?
    Será que os radares são ruins? Será que os mísseis são frágeis e imprecisos?
    Talvez. Mas estão fabricando…
    Se não presta I problema é deles.
    Mas eles terem essas armas não é nada do outro mundo se países bem menores têm coisa parecida ou muito melhor.
    O que dizer do KC 390? Não, um país sem dinheiro, etc, como pode projetar, sem falhas em tão “pouco” tempo esse avião, enquanto a Airbus patina com o A 400?
    A Rússia fabrica pouco e não esconde.
    Pouquíssimos navios…
    SU 35 só compraram uns 50.
    Muito poucos para uma potência militar.
    E esses outros comentários: ah como pode o poderoso AIM x não acertar um antiquado su24?
    É muita falta de bom senso acerca de equipamentos militares…
    É achar que produtos ocidentais são infalíveis ou russos, depois de 50 anos de experiência, não conseguem despistar mísseis americanos…

  56. Bem, muito boa essa discussão.

    Com toda a certeza, falhas ocorrem nas tecnologias chinesas e isso é óbvio e todos sabemos disso. O que difere eles do seu concorrente é o quanto eles estão dispostos a divulgar. ao observar o andar da carruagem, eles abafam e guardam para sí seus erros. Até ai nada demais. Também é de conhecimento geral o uso intensivo de espionagem e engenharia reversa por parte dos chineses. Eles não são burros, sabem o custo de desenvolver algo totalmente novo, então preferem deixar que outros o façam e depois, buscam de forma obscura estas informações e com isso galguem muito tempo e dinheiro. Esse é o fato.

    E para aqueles que não acreditam no potencial criativo dos chineses, melhor reverem seus conceitos. É o unico povo na história humana que é considerado milenar com aproximadamente 4.000 anos. E diferente de outras civilizações humanas, continuam a existir como povo.
    Muitos não devem saber, mas muito doque existe que permitiu o mundo chegar onde esta hoje teve seus primórdios na China.

    Todos conhecemos a invenção da pólvora, talvez a sua invenção mais difundida, mas vai ai mais algumas….e seus impactos no mundo não tem precedentes:

    – PAPEL – Foi inventado pelo cortesão do império chinês Tsai Lun (50-121). Sim, o papel, na forma como o conhecemos foi inventado pelos chineses.
    – TIPOGRAFOS – Foram inventados em 1041 pelo alquimista Bi Sheng. Sim, os primeiros equipamentos de reprodução conhecidos foram chineses.
    – PAPEL-MOEDA – Devido à falta de cobre, a dinastia Tang introduziu esse novo sistema monetário no ano 806; mais de 800 anos antes de o papel-moeda surgir na Europa. Então, como podemos dizer, eles são os verdadeiros pais do sistema econômico baseado no modelo papel moeda.
    – BÚSSOLA – Os chineses descobriram o efeito direcional da magnetita no século 4 a.C. Nada a declarar…
    – SINOS – Foram inventados em meados de 3.000 a.C. e eram chamados de lings.
    – CARRINHO DE MÃO – Foi inventado pelo chanceler chinês Zhuge Liang durante a dinastia Han. E pensar que o carrinho que uso na obra lá de casa teve sua idéia original lá na China…..
    – SISMÓGRAFO – Versões rudimentares foram inventadas pelos chineses por volta de 132 a.C.
    – CÂMERA PINHOLE – Esta câmera sem lentes e apenas uma pequena abertura foi descrita pela primeira vez no século 5, pelo filósofo Mo Jing. O conceito original das máquinas fotográficas.
    – PAPEL HIGIÊNICO – O registro mais antigo do uso de papel higiênico é chinês, do século 6, quando Yan Zhitui, erudito e oficial do governo, emitiu um alerta contra usar textos com dizeres filosóficos para limpar o traseiro. Caraca….essa eu também não sabia….

    Além desses, ainda são encontrados relatos sobre os primeiros CINEMAS conhecidos na história humana, no qual eram apresentados projeções de sombras.

    Uma divergência que ainda intriga muitos historiadores, refere-se a navegar à bolina, bolinar ou velejar de contra-vento. Hoje já é de conhecimento geral relatos de navios chineses fazendo uso deste ainda no ano de 1279 durante a dinastia Yuan. No ocidente, este só passou a ser utilizado primeiramente pelos portugueses no período da Era dos Descobrimentos, nos primórdios do século XV. Por isso, muito se especula que este conhecimento foi trazido para a Europa, mas sua origem foi na China.

    Então, se alguém ainda duvida da capacidade chinesa de inventar, melhor rever conceitos……… No mais, nada impede que estes a anos(mesmo sendo desconhecido do publico como nós) possam estar pesquisando estas tecnologias a muito tempo, mas isso nós meros mortais nunca saberemos.

  57. Então, na minha humilde opinião, diante de uma história tão longa como esse povo possui, e diante de tantas realizações que eles já fizeram na história (olha que nem citei todas acima) e que modificaram o mundo antigo e permitiram existir o mundo que conhecemos hoje, não é ainda cabivel ou no inteligente desdenhar da capacidade deste povo.

    Eles já viveram momentos de glórias mas também já experimentaram o fundo do poço……Viveram na pujança mas também na m*****, sendo explorados e roubados por invasores (e a lista de povos que fizeram isso é grande). Então não se enganem com os chineses. Diferente de muitos países ocidentais, eles não esquecem seu sofrimento no passado e não estão dispostos a repeti-los.

    Vamos aguardando……e vendo esse dragão aos poucos mostrando suas asas……..pois esse é um fato…….eles estão se preparando para alçar voo, e quando isso acontecer, e vai acontecer, ou você esta com eles ou contra eles, não haverá meio tempo. E como a história já ensinou……Impérios surgem e caem, mas o povo chines continua ali sempre o mesmo, então tempo para eles não é o problema.

  58. E mais um fato que vi agora e achei interessante………

    Pesquisas estão sendo patrocinadas e podem por em cheque a questão do descobrimento das Américas pelos Europeus. Sim……..existe um mapa chines datado de 1418 no qual o mesmo já mostra uma terra redonda e apresenta além do contorno da África e Europa, um continente separado muito similar as 03 Américas de forma a mostrar que eles deram a volta no continente.

    Como eu disse, são apenas pesquisas e nada ainda totalmente comprovado. Mas as mesmas batem com o período do Almirante Zheng He e sua incrivel frota de 300 navios. Se este for confirmado, será mais um incrivel feito daquele povo que faz coisas que soltam pecinhas.

  59. Sem querer fazer apologia, na Italia, por exemplo, ha desde cursos de pos-graduação ministrados em chines (!) – exigencia dos clientes- quanto lojas de grifes que nao mais permitem chineses fotografar seus produtos.
    Na semana passada eu fui consultar o mercado para a compra de um perfil de aço especial. Encomenda pequena (5.000m em barras de 6000mm, aco A36, total de apenas 100 t). Consegui cinco propostas factiveis de cinco distintas fabricantes chinesas; nao recebi uma sequer brasileira. Ate questões muito simplorias, tal como dificuldade de entender o desenho que enviei , obtive como resposta. Todos fornecedores tem suas dificuldades e meritos. Ja compramos e utilizamos muitas toneladas de produtos chineses, assim como italianos, americanos, indianos etc,etc,etc Tambem, em contrapartida, vendemos para eles. Uma coisa é certa: nem tanto ao mar nem tanto à terra. Temos que respeitar a todos e melhorar infinitamente o Brasil. Estamos centenas de 13 anos luz de regressão a passos largos. Nao falamos mais em falta de escolas, falamos agora de crisnças mortas no ventre da mãe e professores ensinando a escavar trincheira na sala de aula.

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