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Programa de Submarinos sofre com crise fiscal

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ProSub é o programa mais importante da Marinha e prevê fabricação de quatro submarinos convencionais com suporte francês; o quinto deve ser movido à propulsão nuclear e desenvolvido com tecnologia brasileira – Custódio Coimbra / Agência O Globo

Meta era lançar primeira embarcação ao mar no terceiro trimestre de 2018

Por Jeferson Ribeiro

RIO — O Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Prosub), projeto mais estratégico da Marinha brasileira, corre o risco de não atingir a meta de lançar ao mar, no terceiro trimestre de 2018, seu primeiro submarino. O risco não vem do mar ou de um inimigo, e sim do contingenciamento orçamentário adotado pela equipe econômica. Para tentar cumprir o objetivo diante da escassez de recursos, a Marinha já fez um downgrade do projeto inicial e, nessa reta final, reduziu o ritmo de obras no estaleiro de manutenção, na base naval e no complexo radiológico. Agora, torce por uma nova liberação de recursos.

— Mesmo com esse contingenciamento que teve, de 30% até o dia de hoje, nós não estamos atrasados com pagamentos. Todos os compromissos foram quitados. Mas existem compromissos para o segundo semestre. Alguns deles, dependendo de (os recursos) serem descontingenciados ou não, serão cumpridos. Se não forem descontingenciados, alguns compromissos podem não ser quitados — reconheceu o coordenador-geral do Prosub, o almirante de esquadra Max Roffé Hirschfeld.
O Prosub está orçado em cerca de R$ 30 bilhões e já consumiu aproximadamente R$ 16 bilhões desde 2008, quando foi anunciado. Esse montante considera os pagamentos do financiamento internacional e as obras. O programa é feito em parceria com a França, que detém a tecnologia de propulsão nuclear para submarinos, e prevê a construção de quatro submarinos convencionais e um movido à energia nuclear.

BLOQUEIO DE 32% ESTE ANO

Este ano, o orçamento do Prosub era de aproximadamente R$ 2 bilhões e foi contingenciado em 32%, o que coloca em risco o cronograma de lançamento ao mar da primeira embarcação. Para a Marinha, o programa é estratégico principalmente por dois motivos: renovar sua frota de quatro submarinos ativos, mas já bastante desatualizados, e conquistar a tecnologia de construção de um submarino nuclear. Ao final do programa, hoje previsto para 2029, o Brasil entraria para um seleto grupo de países (Estados Unidos, China, França, Inglaterra e Rússia) que detêm essa capacidade e poderia se tornar um importante integrante nesse mercado restrito. Seria o único latino-americano com essa tecnologia em mãos.

Comandante da Marinha, o almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira disse ao GLOBO que o contingenciamento “dificulta um pouco as coisas” no que se refere ao cronograma e que está fazendo tudo o que pode para concentrar os recursos na conclusão do submarino Riachuelo — o primeiro do programa. Segundo ele, se o corte for definitivo, como vem demonstrando a equipe econômica, a Marinha terá problemas. Leal Ferreira, porém, disse manter as esperanças de que haja uma nova liberação de recursos, apesar de não ter recebido qualquer sinalização do presidente Michel Temer a esse respeito.

— Ele não se comprometeu. Não há nenhum compromisso formal — disse o comandante.

Com contingenciamentos anuais desde que foi lançado, o Prosub já passou por várias adaptações. Áreas como o estaleiro de manutenção e a base naval, que estão sendo edificadas no complexo em Itaguaí, no Rio, onde são construídos os submarinos e onde eles serão lançados ao mar, tiveram seu ritmo de construção reduzido desde 2015. Para garantir o cronograma de lançar ao mar o primeiro submarino convencional no ano que vem, a Marinha priorizou a conclusão do estaleiro de construção e do ship lift (o elevador de navios). Mesmo essas obras podem sofrer atrasos, dependendo do orçamento disponível para este e o próximo ano.

O comandante alerta, porém, para o risco de o Prosub naufragar e o país ter sua imagem associada a um fracasso.

— Assim como o sucesso vai representar uma nova perspectiva para o Brasil no cenário internacional em termos de respeito e credibilidade, o fracasso pode representar exatamente o oposto. Ou seja, o Brasil não conseguiu. Seja por qual for o motivo, e o mais claro são as dificuldades orçamentárias. Mas isso vai sempre ficar marcado como um fracasso — disse Leal Bacellar.

Questionado pelo GLOBO sobre a possibilidade de descontingenciamento de recursos do Prosub, o Ministério do Planejamento condicionou qualquer mudança à melhora da arrecadação, o que parece difícil num quadro em que o governo está ampliando sua meta de déficit fiscal em R$ 20 bilhões argumentando frustração com as receitas previstas.

“Esse contingenciamento atingiu a todos os órgãos da União, que estão passando por um profundo processo de contenção na execução dos gastos, dada a limitação orçamentária. Os ministérios têm relatado, ao Ministério do Planejamento (MP), possíveis prejuízos na prestação de alguns serviços. Entretanto, qualquer ampliação de limites, sem que haja redução em outros ministérios, depende do aumento do espaço fiscal”, disse a pasta em nota.

O Ministério da Defesa afirmou que a Marinha é responsável pelas informações do Prosub.

O comandante da Marinha disse compreender as dificuldades orçamentárias do governo e reconheceu que áreas essenciais da administração, como Saúde e Educação, também estão sofrendo cortes. Mas argumenta que o país precisa ter um mínimo de força de defesa.

— O Brasil hoje transporta 10% do volume mundial de carga no mar. Somos o maior produtor de petróleo da América Latina. Pode haver cobiça. Por isso, o Brasil tem que ter uma capacidade mínima de defesa. A necessidade de corte na Defesa já chegou ao limite. Já até ultrapassou o limite — sentencia o comandante.

Segundo ele, na década de 1950, o orçamento da Defesa era de aproximadamente 25% do Orçamento da União. Hoje, seria de apenas 5%.

Diretor-geral de desenvolvimento nuclear e tecnológico da Marinha, o almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior disse ao GLOBO que o maior desafio do Prosub é justamente a questão orçamentária:

— O maior desafio é a garantia de um fluxo contínuo de investimento orçamentário. E, além disso, compatibilizar os prazos de desenvolvimento no país de alguns equipamentos e sistemas, pela dificuldade de adquiri-los em outros países, principalmente na área nuclear.

Muitos países evitam vender produtos, sistemas e serviços à Marinha brasileira quando informados de que serão empregados no Prosub. Os almirantes ouvidos pela reportagem relataram episódios em que mesmo peças ou sistemas simples são negados ao governo brasileiro para dificultar o acesso do país a essa tecnologia.

FONTE: O Globo

71 COMMENTS

  1. É lamentável a situação fiscal que a irresponsabilidade e megalomania dos governos Lula e Dilma legaram ao país. Ou se aumenta impostos, já escorchantes, ou se reduz custeio e investimentos, ou o governo apela para “pedaladas” e cai como aconteceu com o governo Dilma. No caso específico do Prosub, creio que não há muito a pensar. A solução é paralisar por tempo indeterminado o desenvolvimento do SubNuc, as obras do complexo radiológico e demais estruturas que não comprometam o funcionamento da base naval nem a conclusão dos Scorpène, e tentar lançar ao mar pelo menos as três unidades em construção até 2023. É isso ou nada!

  2. Não é tão difícil resolver isso; é só reduzir o contingente 85000 militares(ou seja pessoal de mais totalmente desnecessário ainda mais para uma marinha sem navios igual a nossa- demonstrando que as Faz são um mero cabide de emprego, local onde as pessoas querem um emprego federal com todas as benesses e privilégios que isso trás). Em tempo pra que as Tamandarés com o preço absurdo que custarão? As Sigmas holandesas ou as Milgens turcas são melhores e custam menos, mas talvez a corrupção justifique a opção pelo projeto tupiniquim. Também pode-se deixar de adquirir o Ocean, um navio totalmente desnecessário para o Brasil já que não vamos atacar ninguém e portanto não precisamos dele para desembarcar fuzileiros na África ou retomar Fernando de Noronha, é um caso típico de desperdício de dinheiro, aliás é proposital, adquirindo um navio assim vai ter lugar para uns mil tripulantes( incluindo grupamento aéreo), aí que tá o pulo do gato, vai ter que manter todo esse pessoal ( emprego publico federal) arruma-se uma boquinha pra todo mundo e faz a roda girar, e a missão constitucional fica literalmente a ver navios, o importante são os empregos, repito 85000, bem superior a marinhas maiores, mais eficientes e com projeção global tal como a RN.

  3. Interessante que a Classe Riachuelo é bem maior que a Classe Tupi mas tem a mesma quantidade de tripulantes. Muito mais automatizado.

    No mais, são os militares tirando leite de pedra, como sempre!!!!

    Como dizia Ruy Barbosa: ” Esquadras não se improvisam..”

  4. Alm Leal fará o necessário para concluir os SBR. Já o SNBR… tenho lá minhas dúvidas. Itaguaí corre o risco de ficar inacabada

  5. Vocês já viram aquelas fotos do estaleiro Stormi na Argentina com com três ou quatro cascos inacabados de TR 1700??
    Efeito Orloff……..
    Se tivesse que apostar, eu diria que o Riachuelo sai até 2020, o segundo que não me ocorre o nome agora, tem 50% de chance e o resto só Deus sabe.

    G abraço

  6. Caro José Benetido,
    Antes de propor “cortar” o pessoal da MB, não seria o caso de avaliar quem e onde estão alocados? Talvez você tenha razão, e 85.000 seja um número excessivo (imagino que seja mas não posso afirmar). Talvez seja exatamente o tamanho necessário. O que não pode é “achar” isso ou aquilo.

  7. Olá JB;
    Por exemplo, são 18.000 fuzileiros navais. Na página do MD, diz que o efetivo máximo da MB seria de 80.507 (sendo 87 oficiais-generais, 10620 oficiais e 69.800 graduados e soldados. Mas é o número máximo. Na wikipedia diz que a MB tem um efetivo de 60.000, incluindo os fuzileiros. Ou seja, no máximo, a MB teria 62.500 e no mínimo 42.000. Será que são números desproporcionais mesmo?

  8. Vergonha
    Dispensem 40 mil militares e sobrará dinheiro para tudo.
    Vergonha as forças armadas servem de cabides de emprego, manda 50% embora deixa só os competentes e os necessários.
    Pois quantos navios, submarinos, e barcos temos.
    Garanto que não cabem 20mil dentro de todos.
    Portanto desnecessário.
    Abraços

  9. A MB tem função de Guarda Costeira, função burocrática, função assistencialista e etc… A Marinha não é só “Marinha de Guerra”, infelizmente.

  10. Caro Bardini,
    discordo do seu ponto de vista.
    Considerando o papel estratégico e integrador das forças armadas e da necessidade de maximizar os recursos do Estado para manter a MB ativa mesmo em tempos de paz, é muito bom que a MB desempenhe múltiplas ações, inclusive de guarda costeira. Caso a GC e os FN fossem desmembrados da MB, isso implicaria em duplicar ou triplicar a estrutura burocrática, piorar a integração das forças armadas e ainda, o orçamento da MB seria menor, pois ela seria menor. E daria no mesmo.

  11. Não tem que se duplicar, triplicar ou criar estrutura coisa nenhuma… A MB tem diversas estruturas Brasil a fora, é só separar as que a MB precisa para ser Marinha, coisa que da para contar nos dedos de uma mão. O resto vira estrutura de “Guarda Costeira”.
    .
    E o orçamento?
    Joga a Guarda Costeira na conta da PF, são forças que atuaram em conjunto, podem dividir estrutura, pessoal, equipamento e etc. Deveriam ser uma coisa só.
    .
    A Marinha deixa de fazer missão que não é de Marinha e acaba a enrolação de chamar Guarda Costeira de Marinha e ter marinheiro de escritório. A MB tem que parar de ser polícia.
    .
    Fuzileiros Navais são nossa força profissional. Por mim, ampliaria-se o CFN e o EB viraria Guarda Nacional de uma vez, coisa que já é. Só que essa “GN” teria que ter pelo menos metade dos mais de 200 mil integrantes do EB, já que não estamos nem perto de uma Guerra.

  12. ‘ país tem que ter capacidade mínima de defesa.” nõ são minhas palavras. pergunta: a MB recebia ou recebe parte dos royalts que tem direito? Questão de gerenciar e administrar uma força não é assim tão fácil. 62 mil homens de MB são suficientes visto nosso extenso território. O que não temos são meios de dissuasão. Da mesma forma que EB e FAB não recebem a porcentagem pelo o que se produz e vendem dos minérios. País é imenso territorialmente. Precisamos de meios, pesquisa, adequar nossas Forças ao mundo tecnológico. Há desperdício em verbas para projetos que não geram nada só mais desperdícios. Sem contar os gastos excessivos em outros poderes e instituições que não valem nem a pena comentar. Há vereadores que( por baixo, imaginemos deputados, senadores, juízes, promotores…) recebem em cidades miseráveis mais do que o soldo de oficiais -generais e aqueles não fazem absolutamente nada para melhorar a vida da população. Ao passo que oficiais estudam e buscam se aprimorarem ao longo da carreira para manterem uma força minimamente aptas para. Temos sim é que profissionalizar os praças desde soldados e não termos conscritos que dão mais despesa anualmente pra no final irem para reserva sem se quer aprender algo. Desde 1980 nossas forças armadas beira no total de 300 mil homens, incluindo a contribuição de funcionários civis e estes ganham pouco e se aposentam mal. Quer uma Força armada enxuta, equipe-a, modernize-a, produza parcerias de pesquisa com universidades. Para isto usem o mesmo que a maioria dos governos fazem utilizem a propaganda, informação diária. Mostrem à população menos esclarecida dá necessidade de fortalecer nossas forças Armadas contra a soberania. Deixem de utilizar recrutas e EB, CFN para manutenção da ordem em Estados cujos governantes são incompetentes em resolverem questões de segurança pública a cargo das forças auxiliares. Mudem código penal. Questões de criminalidade não é para EB ou CFN se meterem e sim competência estadual. é fácil falar em enxugar o contingente militar em detrimento a tanto desperdício e mazelas causados por políticos envolvidos em corrupção. É um crime colocar um recruta ou militar de uma Força Armada par ter papel de polícia. É um desmerecimento às nossas forças públicas auxiliares, visto que governadores e seus representantes em segurança pública são incompetentes. concordo com SR. Camargoer. Não é bem assim procurem almanaque abril e leiam sobre o total do contingente militar no Brasil nos últimos 25 anos. Abraços a todos. Observação: podemos manter o serviço obrigatório e ao mesmo tempo preparar concurso para profissionalizar o soldado até o posto de subtenente. ESA seria complementação. OU criar serviço voluntário e acabar o serviço obrigatório. temos de ter profissionais que saibam utilizar todos os meios disponíveis e não apenas fuzil de mais de 60 anos e varrer OM durante nove meses. Abraços a todos.

  13. Diante das dificuldades financeiras, a solução de continuidade do Prosub será adiar por tempo indeterminado o desenvolvimento e construção do SubNuc, a construção do complexo radiológico e demais instalações do estaleiro e base naval que não comprometam o lançamento dos Scorpènes ao mar. E focar a conclusão dos 3 submarinos já em produção (e em diferentes fases de construção), até 2022. É isso ou nada.

  14. Onde a novidade? Alguém realmente acreditou que sob a batuta esbanjadora eneadáctila a nação progrediria de modo sustentável e se livraria da maldição dos ciclos malogrados e atualizações forçadas? Que se arruínem todas as esperanças dos ordinários e incapazes, é lei férrea que vale para indivíduos e nações. O Hell de Janeiro é hoje o Brasil de amanhã. Se um Brasil houver até lá…

  15. Simples. Cancelem essa orca superfaturada. É a melhor coisa que a marinha pode fazer pelo povo brasileiro.

    Isso ai vai ser +- igual os projetos espaciais brasileiros, Os projetos espaciais mandam o dinheiro pro espaço enquanto essa orca vai mandar o dinheiro pro fundo do mar.

    Isso vai proteger o que ? De quem?

  16. o brasil está sempre em um “seleto” grupo, disso e daquilo, mas nunca sai da lama. Prova da nossa incompetência. Estávamos sempre a frente da Austrália no passado na competição do hemisfério sul, hoje veja onde a austrália está e onde estamos…

  17. Talvez seja somente uma doce ilusão gerada pela minha ignorância no assunto.
    Vejo esse programa de submarinos da Marinha do Brasil como algo de muito promissor e excepcionalmente bom.
    Este, junto com uma valorosa frota de helicópteros, fazem com que nossa marinha seja uma das melhores do mundo.
    Creio que posso afirmar isso.

  18. Crise fiscal? Não é bem esse o termo.
    A crise é fomentada porque os agentes políticos-econômicos que deveriam organizar a economia, tomam medidas diametralmente paradoxais em todos os âmbitos.

    É uma crise intelectual, moral, ética, e, econômica, o que pode refletir no âmbito fiscal, porém, a única instituição pública que funciona com mínima competência no brasil é a receita federal. Ela que nos faz pagar o maior imposto do mundo (uma vez que é o pior retorno).

    Quanto ao “submarino”, não tem jeito, já não dá pra cancelar. Passou do ponto. No dia que foi entregue a primeira subseção do insubmersível, a marinha, de fato, acabou. Agora é uma simples guarda costeira. Logo tera 1 submarino “chiquérrimo”, porém incapaz de submergir (a manutenção do bicho não é lá muito barata…) e assim prosseguem as crônicas de banânia.

  19. E o resultado icônico das escolhas e das submissões aos delírios de lunáticos junto com os desmandos e roubalheiras da ORCRIM.
    Agora, aguentem, a nau faz água por todos os bordos, principalmente o moral.

    G abraco

  20. Este era o cronograma original de pagamentos para o Prosub. Observar que o programa já foi atrasado e as parcelas renegociadas.

    2009- Desembolso: R$ 2,108 bilhões (€ 753 milhões) Contrapartida da União

    2010- Início da construção do estaleiro e da Base Naval (até 2014)
    Elaboração do Projeto dos submarinos convencionais
    Desembolso: R$ 2,314 bilhões (€ 826 milhões)

    2011- Início da construção do 1º submarino convencional (entrega em 2014)
    Início do projeto do submarino de propulsão nuclear (em projeto até 2014)
    Desembolso: R$ 2,165 bilhões (€ 773 milhões)

    2012- Desembolso: R$ 2,333 bilhões (€ 833 milhões)

    2013- Início da construção do 2º submarino convencional (entrega em 2017)
    Desembolso: R$ 2,315 bilhões (€ 827 milhões)

    2014- Entrega do estaleiro e da Base Naval
    Desembolso: R$ 1,769 bilhão (€ 632 milhões)

    2015- Entrega do 1º submarino convencional
    Conclusão do projeto do submarino de propulsão nuclear
    Início da construção da propulsão nuclear (até 2020)
    Início da construção do 3º submarino convencional (entrega em 2019)
    Desembolso: R$ 982 milhões (€ 351 milhões)

    2016- Início da construção do submarino de propulsão nuclear (até 2018)
    Desembolso: R$ 905 milhões (€ 323 milhões)

    2017- Entrega do 2º submarino convencional
    Início da construção do 4º submarino convencional (entrega em 2021)
    Desembolso: R$ 832 milhões (€ 297 milhões)

    2018- Desembolso: R$ 783 milhões (€ 280 milhões)

    2019- Entrega do 3º submarino convencional
    Desembolso: R$ 665 milhões (€ 238 milhões)

    2020- Conclusão da construção da propulsão nuclear
    Desembolso: R$ 555 milhões (€ 198 milhões)

    2021- Entrega do 4º e último submarino convencional
    Entrega do submarino de propulsão nuclear
    Desembolso: R$ 440 milhões (€ 157 milhões)

    2022- Desembolso: R$ 189 milhões (€ 67 milhões)

    2023- Desembolso: R$ 125 milhões (€ 45 milhões)

    2024- Desembolso Final: R$ 254 milhões (€ 91 milhões)

    TOTAL– R$ 18,733 bilhões (€ 6,691 bilhões), que deveriam ser pagos pelo Tesouro até 2029.

  21. Essa crise fiscal vai longe,” se tudo der certo”, só lá para 2020, 21 que esse déficit fiscal vai parar de atrapalhar a economia e o funcionamento do Estado Brasileiro. Se próximo presidente tiver peito e coragem vai ter que mexer nesse nesse vespeiro que é o orçamento para a defesa, no qual a maior parte vai para o pagamento de salários e pensões, sobrando muito pouco para aquisição, manutenção de equipamentos mínimos adequados e razoavelmente atualizados no estado da arte, como também para as pesquisas. Separar desse orçamento a parte para a aquisição, manutenção e pesquisa de novos equipamentos e “proibir” o seu contingenciamento seria uma boa medida. Mesmo pouco, se usado com bom planejamento esse orçamento pode render muito mais…

  22. Porque será que nós brasileiros, sempre procuramos soluções simplistas para os nossos interesses. Brasileiro ACHA , brasileiro não PENSA , uns querem que diminuamos Efetivos , outros que devemos cortar isso ou aquilo , porém o que se vê ,que este é uma Programa n Realmente Estratégico e que então devemos usar as Reservas , de quase 400 Bi de Dolares , quase sem rendimentos em Bancos estrangeiros e este ano serão mais 65 Bi de Dolares de saldo de Comércio Exterior , Reservas existem para isso , seria um pequeno Valor , que até poderia ser Reposto , existe Falta de Vergonha e de Vontade para com os Interesses brasileiros !

  23. Gastou-se metade do orçado e não há sequer data certa para o lançamento do 1º submarino. De fato um planejamento muito bem feito!

  24. Para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016 não faltou dinheiro, mas para um programa estratégico como o Prosub não há. Difícil entender esse país.

  25. Peço aos amigos que abram bem os olhos e vejam bem de quem é a culpa da “crise”. Achar que oque está acontecendo é culpa dos servidores públicos é uma visão simplista e míope do que está acontecendo. Trabalho a 26 aos no serviço público e em todo este tempo nunca vi sobra de servidores em setor algum. acho dificil ser diferente na MB.

  26. Marcos,
    Mais papel e mais controles inúteis para dar uma segurança que não existe. A maior parte do serviço público é inútil e sou servidor público também. Cito:
    1) Inspeção veicular: nenhum item realmente crítico na segurança é verificado. As pastilhas de freio podem estar no metal, por exemplo, e o carro é aprovado.
    2) Emissão de CNH: serviço corrupto, caro e que não avalia o condutor. Após todas as etapas se dá carteira para alguém que não sabe dirigir.
    3) Cartórios (para-público): quase tudo que é registrado está errado, incompleto ou fruto de crime. Serviço caríssimo e péssimo. Escrivão que não conhece a lei de registro. Segurança jurídica é zero.
    4) Fraudes em licenças médicas: pessoas que estão de licença médica no serviço público e trabalham no privado ao mesmo tempo. Aos montes.
    Só pra citar alguns.

  27. Um monte de papel, de controle, de taxas… Tudo mais caro e mais demorado para dar “segurança”. Contudo, os órgãos mais burocráticos são aqueles em que há mais corrupção e a bandidagem rola solta. Quanto mais difícil e complexo é o sistema, mais se incentiva as pessoas a burlá-lo. Já paguei despachante duas vezes esse ano pra não me estressar. Quando fui vender o carro (documentação perfeita, único dono e sem multas), tive que ir no DETRAN três vezes para dar baixa no documento.

  28. Galante, por favor não bloquear este comentário, por mais cunho político que possa ter.
    Amigos vejo que são inteligentes e sábios, porém não é difícil ver que devido a mudança de grupo que governa este país influência a verba dos programas criados pelo antecessor.
    Simples ano eleitoral, a idéia de um submarino moderno ser inaugurado em ano eleitoral meche com a fantasia dos políticos e sabem que será divulgado em todas as mídias o nome do ex presidente que o iníciou.
    Para político não importa a nação e sim o voto.
    Então por melhor que seja as obras ou programas criados no passado eles faram de tudo para derrubar.
    Corrupção existe neste e em qualquer governo da história do Brasil.
    Mas quem sofre é o povo ao tirar direitos, falir obras e descontinuar investimentos.
    Não é uma defesa é um ponto de vista. Liberaram 4 bilhões em imenda para o Presidente não cair.
    Qual o motivo de não ter disponibilidade para os projetos estratégicos ?
    Resposta Ano político eleitoral.
    Abraços Desculpas não quero ofender ninguém.
    Apenas meu ponto de vista.
    Obrigado

  29. A reiterada justificativa de Galante para os gastos militares (enquanto a qualidade e tamanho dos projetos são o cerne das críticas) se assemelha a do MP e ministros do STF em defesa de reajustes do judiciário.
    .
    Enquanto muitos por aqui criticavam, anos atras, as escolhas políticas para a Defesa e o conluio com os estrelados das três FFAA; muitos outros tripudiavam com ideologia e números jogados na imprensa sem a menor crítica, mas me lembro bem te ter lido de qualificados comentaristas o argumento resumido em “é melhor isso que nada”.
    .
    Pois bem, com essa ética utilitarista defenderam o errado pra ter algo e hoje não temos nada, só o erro, é o Maquiavél invertido já que o fim era o erro e não o meio como pensavam.

  30. Alexandre Galante 21 de agosto de 2017 at 12:44
    Para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016 não faltou dinheiro, mas para um programa estratégico como o Prosub não há. Difícil entender esse país.” — na verdade, é até bem fácil de entender, Galante. É a velha lógica política do ‘panis et circus’!, como dito por Juvenal.

  31. Com os 3 bilhões e 660 milhões do fundão para as eleições dos partidos dava para terminar os submarinos (e não estou falando dos mais 1 bi do fundo partidário).

  32. Srs
    Considerando que o objetivo da MB é obter o submarino nuclear e que o contrato com os franceses não contempla o reator e o sistema de propulsão, o sensato é a MB renegociar o contrato, postergando a construção dos submarinos convencionais e utilizar o dinheiro para manter o desenvolvimento do reator e dos sistemas de propulsão (trocadores de calor, turbinas a vapor, geradores, etc.) que, de fato, são os únicos itens essenciais que a MB não domina (o casco a MB deve/deveria saber fazer, pois o AMRJ construiu os 209).
    O que não se justifica é a falta de bom senso da MB que, mesmo sabendo que o país vinha caminhando para trás (PIB encolhendo perto de 10% nos últimos 3 anos), não tomou medidas de racionalização, como a redução de pessoal e de OM´s e/ou a revisão do PROSUB, ajustando-o a nova realidade.
    Como resultado desta imprevidência, hoje ela corre o risco de não obter o seu sonho, o subnuc, e ficar sem a força de superfície. Uma armada sem navios e reduzida a uma guarda costeira meia boca.
    Sds

  33. Não sei, parece ter muito adivinho aqui e quanto a MB ser cabide de emprego só pode ser piada, uma vês que todo pessoal da ativa passa por concurso público. o efetivo 85000 mil militares é pequeno para o tamanho do Brasil. Se não tem verbas a culpa é dos políticos de todos os partidos!

  34. Esse titulo:
    ‘Poder Naval, a informacao naval comentada e discutida.’, ficou muito bom. Merecia aparecer com mais destaque. E dificil visualizar.

  35. Resumo: vai atrasar.

    Fato além do resumo: provavelmente vai diminuir o número de subs inicialmente previsto.

    Nem tem o que dizer, é mais do mesmo…

  36. Rui Chapéu ( 21 de agosto de 2017 at 8:55 );
    .
    Receio que não poderiam cancelar nem que quisessem… Está claro a essa altura que o projeto já passou do ponto de não retorno.
    .
    Ao menos dois submarinos já estão em fase avançada de construção, com os demais já estando iniciados.
    .
    Ademais, as multas certamente são pesadas…

  37. jose luiz esposito ( 21 de agosto de 2017 at 12:12 );
    .
    Mexer nessas reservas é um suicídio econômico… Qualquer quantia removida joga o valor do real pra baixo e a especulação lasca o resto…

  38. Control ( 21 de agosto de 2017 at 15:40 );
    .
    Discordo.
    .
    O submarino nuclear representa um projeto de risco consideravelmente maior.
    .
    São muito mais obstáculos com que lidar em uma época em que dinheiro já não é mais um luxo.

  39. RR, a máquina de fazer dinheiro está quebrada e se fizerem sem lastro, já sabe né, no outro dia, o nosso rating vai para baixo da bunda do cachorro.
    Pessoal, acabou o dinheiro, estou avisando faz tempo. E vou dizer mais:

    TODO SÃO CULPADOS, POLÍTICOS E MILITARES, não me refiro ao atual comando da marinha, mas seus antecessores que sabiam muito bem aonde isto iria terminar, e ainda, vou fazer a pergunta pela MILÉSIMA VEZ ,porque ninguém me respondeu até agora:
    De onde iria sair os recursos para manter e operar um Subnuc, partindo do princípio que sua operação é n vezes mais cara do que um sub convencional????

    Que porr………………..a de planejamento é este da Marinha que não prevê que nem dia de são nunca com orçamento de custeio poderíamos manter uma Subnuc???
    E sabe o que eu fica mais brabo, pessoas aqui surpreendidas com esta noticia, só podem viver em Marte. Senhores, faz seis ou sete anos que muito de nós vem alertando para o Armagedon naval, que chegaríamos um brete, e aí está, chegamos.
    Parabéns Imperador, parabéns miquinho amestrados, vocês em conluio como babalorixá de Garanhuns e com elementos da ORCRIM vingaram os Paraguaios, acabaram com a MB sem dar se quer um só tiro.
    Uma façanha imemorável.

    G abraço

  40. O que precisamos é que a economia volte a crescer, para que a arrecadação volte aos níveis normais. Os orçamentos já estão congelados pelo emenda do teto, então, sem aumento de despesas e com aumento de receitas, a tendência, é que pelo menos os contingenciamentos, que matam qualquer planejamento, diminuam.
    E para a economia voltar a crescer, de forma sustentada, é preciso pelo menos que se façam as reformas da previdência (para não matar o teto de gastos) e alguma coisa da tributária (para organizar as receitas), mas com esse governo estas possibilidades estão cada vez mais distantes.

  41. Control, não faz sentido deixar de terminar os 4 subs convencionais para focar no nuclear. Primeiro, porque renegociar o contrato sairá caro. Segundo que parar a construção dos subs no meio é quase uma sentença de morte para eles, pois podem ser abandonados ou, ainda que voltem a ser construídos, o custo será muito maior para mantê-los até lá, haverá deterioração, treinar novas equipes, compra de equipamentos novos e etc. Terceiro o Brasil não domina a construção de subs, pois o 209 teve partes construídas na Alemanha. Quarto, o Brasil, muito menos domina a construção do reator atômico. Quinto,o Brasil ainda precisa de tempo para construir seu reator. Sexto, podemos ficar sem nenhum sub novo e com os velhos sendo descomissionados se adotarmos sua solução.
    .
    Enfim, melhor a MB ter os 4 subs convencionais na mão antes de querer agarrar seu sonho nuclear que está voando.

  42. jose luiz esposito
    “sempre procuramos soluções simplistas para os nossos interesses”, vou ter que concordar. Outra coisa que sempre noto e o imediatismo, nao sei se isso e exclusivo do brasileiro ou se e comum em outros paises, mas no Brasil se algo nao acontece da noite pro dia o povo ja sai por ai reclamando. Em sites de noticias relacionados a politica, economia e ate mesmo aqui na trilogia tem muito isso

  43. Juarez e Rafael Oliveira estão certos, o melhor a fazer é concluir os subs convencionais. A infraestrutura necessária à construção e operação dos mesmos já estão prontas, e a maior parte dos equipamentos dos mesmos já se encontram no almoxarifado desalfandegado da UFEM (semelhante aos equipamentos de Angra, que ficaram por décadas na Núclep).
    Já o SubNuc …, bem, nesse o buraco é (bem) mais embaixo. Para alcançá-lo, a MB tem 3 desafios hérculos a ultrapassar:
    1) A construção e validação (em terra) do protótipo do reator;
    2) A construção do complexo nuclear;
    3) A construção do SubNuc;
    O plano da MB era tocar esses 3 desafios em paralelo. Loucura total, pois não vai acontecer nesse cenário fiscal. Terão de priorizar um dos 3. Já disse isso aqui MILHÕES de vezes aqui. O mais caro é a construção do complexo nuclear, que equivale a uma usina nuclear. Sem ela, nada de SubNuc. Essa parte sequer foi iniciada em Itaguaí. Pelo prazo médio da construção das usinas de Angra, 30 anos, podemos ver quando teremos o SubNuc.
    É priorizar pra não morrer na praia.

  44. o Problema nao e so a marinha em administrar os recursos, o problema maior e politico ,pois acabem com a corrupcao no congresso nacional [senado e camara]que sobra dinheiro pr as forças armadas ,nao posso generalizar mas estes politicos do nosso Brasil sao tds uns parasitas sangue sugas lesa patria , como a marinha terminar os submarinos ? e digam me a Quem interessa o BRASIL em NAO dar Continuidade ao SBNUC?

  45. Olá Juarez,
    .
    Só há uma maneira: uma reestruturação brutal de toda a estrutura do Estado… Não tem choro… Vão ter que passar muita coisa para a iniciativa privada e vão ter que diminuir a estrutura do que restar. E vai ser amargo…

  46. Olá a todos!
    .
    Já mudaram a END. Então as portas estão abertas para darem prioridade a qualquer outra coisa e deixarem o Prosub pra lá. Eu quase posso apostar que isto vai acontecer.
    .
    Quanto à efetivo: não interessa quantos militares precisamos ter e sim quantos cabem no orçamento sem sacrificar a capacidade da Marinha de operar, se equipar e modernizar. O efetivo atual é demais para o orçamento que está aí.

  47. Srs
    A principal razão da MB se abraçar com o este contrato com os franceses foi conseguir realizar o sonho do subnuc. Subs convencionais e estaleiro vieram como aditivos necessários para justificar o gasto, nada mais.
    Se o objetivo fosse adquirir subs convencionais, a MB mantinha o acordo com os alemães.
    Apenas o subnuc se caracteriza como um objetivo estratégico e poderia justificar o gasto.
    É bom lembrar que o contrato é da ordem de 10 bilhões de dólares, o que daria um gasto de 2,5 bilhões de dólares por sub convencional. Onde está a lógica em tocar o projeto para obter os 4 subs a tal custo?
    A solução possível e mais sensata é aproveitar o fato de que o contrato caiu na malha das investigações de corrupção, inclusive na França, e buscar uma renegociação, reduzindo os custos ou, pelo menos, esticando os prazos de forma a diminuir ou eliminar os aportes agora, quando a situação financeira é crítica.
    É claro que nem hoje e nem em futuro próximo há din din para manter e operar o subnuc, mas aí por 2030, é possível que haja e, de qualquer forma, o investimento no reator e no sistema de propulsão não será dinheiro perdido.
    É bom lembrar também que o mundo está em mudança com novas potências em ascensão e sinais claros de uma expansão armamentista; e que, por mais que o Brasil queira ficar de fora, ele não vai conseguir, devido a sua importância como fonte de recursos naturais e, principalmente, alimentos.
    Sds

  48. Olá _RR_!
    .
    Também penso como vc: que seria necessária “uma reestruturação brutal de toda a estrutura do Estado”.
    .
    Só acho que isto não vai acontecer. Pacificamente, de forma ‘democratica’ não vai ocorrer. Vão empurrar isto aí até estourar.

  49. Olá Control!
    .
    Lá em 2007, 2008, se procurar aqui no PN, vai encontrar comentarios meus e de outros questionando o Prosub, exatamente porque não temos continuidade em nada. O preço lá à época dava pra comprar 13 IKL de prateleira.
    .
    Pelo andar da carruagem, vamos repetir oque fizemos lá atras quando compramos submarinos alemães com transfêrencia de tecnologia. No fim construimos apenas um submarino adicional e o segundo foi cancelado e perdemos a expertise.
    .
    O Prosub seguiu e estamos após muitos atrasos, correndo o risco de não conseguir desenvolver o submarino nuclear, que era a finalidade maior deste programa. Eu penso que após termos gastado tanto, temos a obrigação de terminar. Temos de desenvolver a qualquer custo o submarino nuclear, mesmo que isto represente o fim da frota de superfície. Decidiram fazer…., gastaram os tubos….., agora terminem.
    .
    Se somar, em valores corrigidos, oque foi gasto no programa de construção dos Tupi, oque foi gasto no Prosub (incluindo-se aí também as verbas do PAC), os gastos nos ultimos 40 anos com o programa nuclear da Marinha, tudo isto com intuito de desenvolver um submarino nuclear, deve dar um valor proximo ao que foi gasto nos 2 eventos juntos. Para chegarmos agora e não termos Submarino Nuclear? Então é melhor mesmo fazer Copa do Mundo e Olimpíada. Pelo menos tivemos os eventos aqui. Se no fim, não tivermos a capacidade de construir um submarino nuclear, todo este dinheiro foi jogado no lixo.

  50. Eu pessoal se preocupou em “chover no molhado” e esqueceram de falar sobre uma informação que, até aqui, não havia muito detalhe. O infográfico comparativo entre o Scòrpene comum e o nossos S-BR.

  51. Qualquer medida agora terá que ser apocalíptica quando comecei a ler e a buscar entender assuntos relacionados ao meio militar,pelo que já li em pouco mais de um ano e meio de leitura estudos que gosto de fazer da área em pouco tempo cheguei a conclusão que na atual conjuntura essa estrutura orçamentaria que a MB aportou para construir tais meios seria quase como amarrar uma bola de metal na perna para afundar mais rápido,o orçamento disposto e atual situação funcional e previdenciária era quase m suicídio financeiro da instituição essa empreitada do subnuc concordo plenamente com o que o amigo Juarez disse.

  52. Não seria a hora de cancelarmos o subnuc concluirmos os que ai estão e voltarmos nosso foco para a frota de superfície que esta desaparecendo,não seria melhor pensarmos em prioridades mais ao nosso alcance acabar com a mania de importante e comprarmos excelentes navios ingleses,ou chineses,ou franceses que sejam,mas que se tenha algum navio para operar.Pois não adianta ter um efetivo de 85000 militares na marinha se não tem navios.O que precisamos agora é concluir a estrutura de Itaguaí renegociar esse contrato concluir os submarinos convencionais,criar expertise em fazer submarinos convencionais,e ter meios de superfície..E aguardar o próximo governo e esperar torcendo para que o mesmo tenha peito para fazer reformas e cortar o necessário da estrutura estatal e funcional brasileira equilibrando as finanças e gastos do governo para assim pensarmos na década de 2020 reconstruirmos a nossa marinha.Enfim sou só entusiasta,espero de verdade ver a nossa marinha voltando a ter o orçamento que merece,anos sombrios vem por ai.

  53. Caramba R$18 bilhões por 5 submarinos?

    Seria melhor ter comprado tudo de prateleira mesmo.
    Não sei número exatos mas acho que dava para comprar uns 12 submarinos tranquilamente.

  54. Ze Abelardo 21 de agosto de 2017 at 13:04
    “Marcos,
    Mais papel e mais controles inúteis para dar uma segurança que não existe. A maior parte do serviço público é inútil e sou servidor público também. Cito:…”

    Fale por você mesmo, quando diz que o serviço público é inútil… talvez o seu seja, o meu com certeza não é. Se eu pensasse assim, já teria deixado o serviço público a muito tempo.
    Pode taxar de ineficiente, burocrático, caro, etc. Más inútil não.

  55. O Prosub saiu caríssimo, foi direcionado para a Odebrecht e muita gente deve ter ganho pixuleco em cima.
    Mas comparar ele com a mera compra de submarinos de prateleira é sacanagem.
    Certo ou errado, para o bem e para o mal, estão sendo construídos um estaleiro, uma base naval, outras estruturas relacionadas, túnel, estradas e etc. Nessa conta também deve estar o Labgene e estruturas correlatas em Aramar (Iperó-SP). Tudo isso é caro e consome boa parte dos valores envolvidos no programa.
    Que eu saiba, talvez tirando a Rússia, nenhum país vende submarinos nucleares e, se venderem, será muito, mas muito mais caro do que um convencional. Não dá para colocar na mesma conta de padaria convencionais e nuclear.
    Não estou defendendo que não façam o nuclear, só acho que devem terminar os 4 convencionais antes e, paralelamente, ir tocando os programas paralelos do nuclear. O que discordo frontalmente é paralisar a construção dos convencionais para priorizar o nuclear. Isso para mim é inaceitável, pois seria um enorme desperdício de dinheiro público e correríamos o risco de ficar sem nenhum sub operacional na próxima década.

  56. Caro ZorannGCC,
    .
    O incêndio já começou… Agora, é mero controle de proporções…
    .
    Vamos ficar sobre terra arrasada por muito tempo.
    .
    Das duas é uma: ou vão fazer o certo e racionalizar o que der, adequando o gasto ao que se arrecada… ou vão “brincar” com juros, e/ou congelar preços e imprimir papel moeda. E pronto. Voltamos definitivamente aos anos 80 ( e é o que acho que vão fazer… ).
    .
    Tem quem acredite poder auditar ao menos uma parte da divida pública, descobrir o que se deve, e monetizar o que der ou converte-la ( ao menos uma parte ) em ativos do Estado ( terras, metais, etc ) para oferecer aos credores, quer seja por meio de concessão ( no caso de terras para se produzir ou outras zonas de exploração mineral ) ou concedendo posse definitiva… Mas quem vai ter a coragem de mexer naquele vespeiro e fazer algo assim…? E quais seriam as implicações políticas e econômicas de se faze-lo? E mesmo que fosse possível, ainda não se resolve o todo, pois os gastos devem no mínimo manter-se em patamar aceitável.
    .
    Seja como for, o que interessa é que chegou-se a um ponto de inflexão… Não vai dar pra ficar empurrando eternamente…

  57. Juarez 20 de agosto de 2017 at 21:40
    2022 o 1º.
    Falta medicamentios nas Farmácias Populares (Federal) que deverão ser fechadas, tem mais coisa neste tema.
    O homem da planilha (Monsueto) já avisou, NÃO haverá dinheiro.
    Já mandaram a MB buscar recursos externos sem aval do GF. (rsrs)
    ++++++++++++++++++++++++++++++++++
    Bardini 20 de agosto de 2017 at 23:17
    Também.
    ____________________________________________

    “Roberto Santana 21 de agosto de 2017 at 17:14
    Esse titulo:
    ‘Poder Naval, a informacao naval comentada e discutida.’, ficou muito bom. Merecia aparecer com mais destaque. E dificil visualizar.”
    Perfeito.
    Fui advertido, censurado e suspenso por falar a verdade neste tema,
    Eu e um Colega frequente na trilogia.
    _______________________________
    “Juarez 21 de agosto de 2017 at 18:19
    RR, a máquina de fazer dinheiro está quebrada e se fizerem sem lastro, já sabe né, no outro dia, o nosso rating vai para baixo da bunda do cachorro.
    Pessoal, acabou o dinheiro, estou avisando faz tempo. E vou dizer mais:

    TODO SÃO CULPADOS, POLÍTICOS E MILITARES, não me refiro ao atual comando da marinha, mas seus antecessores que sabiam muito bem aonde isto iria terminar, e ainda, vou fazer a pergunta pela MILÉSIMA VEZ ,porque ninguém me respondeu até agora:
    De onde iria sair os recursos para manter e operar um Subnuc, partindo do princípio que sua operação é n vezes mais cara do que um sub convencional????

    Que porr………………..a de planejamento é este da Marinha que não prevê que nem dia de são nunca com orçamento de custeio poderíamos manter uma Subnuc???
    E sabe o que eu fica mais brabo, pessoas aqui surpreendidas com esta noticia, só podem viver em Marte. Senhores, faz seis ou sete anos que muito de nós vem alertando para o Armagedon naval, que chegaríamos um brete, e aí está, chegamos.
    Parabéns Imperador, parabéns miquinho amestrados, vocês em conluio como babalorixá de Garanhuns e com elementos da ORCRIM vingaram os Paraguaios, acabaram com a MB sem dar se quer um só tiro.
    Uma façanha imemorável.

    G abraço”
    É Amigo,
    falávamos e fomos jogados as masmorras, lembra-se ?
    Agora ficam miúdinhos, pipipi papapa popopo …..
    O tempo Juarez …. o tempo sempre ele.
    Abraços aos Amigos Juarez, Lord Vader, Oganza, Iväny e outros pouquíssimos e raros
    que afirmavamos sobre esses davaneios e sobre a real situação do país.
    O tempo sempre ele …. Obrigado meu D’US.

  58. Primeiramente amigos….. Vamos parar com esse sonho ufanista de Brasil potência…..

    Segunda coisa, esse programa pode não ser a melhor opção, mas os gastos ja foram feitos e abandonar esse projeto agora seria jogar todo esse dinheiro no lixo de vez. Devemos agora adotar esse SBR como o padrão a ser usado pela MB e investir em mais cascos. Com o conhecimento adquirido lá no futuro investir em um novo projeto. Esqueçam os tempos de projetos alemães, agora é levantar a cabeça e seguir esse novo caminho. Mas sobre o SNBR, esse sim pode e deve ser cancelado, permanentemente.

    Terceiro ponto, pelo amor de Deus, parem de ficar falando de que o problema é político…. Amigos, é bater em cachorro morto. Precisamos é ser realistas e discutir oque a marinha pode fazer com os recursos que tem, e como reestruturar a força e cortar despesas, oque otimizar e como. E principalmente, formar um fluxo de caixa para que possa com recursos próprios invista em seus projetos realmente necessários.

    O resto, é sonho…

  59. Srs
    Jovem Rafael Oliveira
    Só uma observação:
    O contrato com os franceses não inclui nada referente ao reator e sistema de propulsão. Labgene, Aramar e quaiquer despesas com o tema nuclear são despesas a parte.
    Sds

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