AHTS Sea Vixen, um dos três adquiridos pela MB

Segundo o Portal Marítimo, a Solstad Farstad venceu licitação junto à União e conseguiu vender três Supply Vessel de Apoio Marítimo para a Marinha do Brasil.

Os navios em questão eram de propriedade da Deep Sea Supply, uma das empresas que compõem a gigante do Apoio Marítimo, formada após a fusão de Solstad, Farstad e Deep Sea Supply, e foram oferecidos antes da fusão.

Os AHTS (Anchor Handling Tug Supply) Sea Vixen, Sea Stoat e Sea Fox foram vendidos, segundo dados divulgados no Diário oficial da União (clique aqui para acessar), por R$ 82.800.000,00 em negócio homologado pela EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais).

Os AHTS, que são tecnicamente aptos a serem utilizados tanto para suprimento como para manuseio de âncoras, foram construídos em série nos anos de 2010 e 2011 no estaleiro ABG Shipyards, na Índia, e são todos da mesma classe, com 63 metros de comprimento por 15,8 metros de boca, calado máximo de 5,5 metros e aproximadamente 90 Toneladas de tração estática (bollard pull).

Segundo o Portal Marítimo, eles estiveram sob contrato da Petrobras por alguns anos e receberam uma bela melhoria em seus lemes, em projeto que aumentou suas capacidades de manobra e permitiu uma melhoria significativa na perfomance dos mesmos.

Pelas especificações, os Supply Vessels devem realizar serviços de SAR (Busca e Salvamento) ou reboque oceânico.

Porém, os AHTS também podem ser empregados no reabastecimento de navios no mar, tanto de carga seca como líquida, já que possuem sistema de posicionamento dinâmico, ou até mesmo no posicionamento de boias e, dependendo das adaptações, no serviço de patrulha, apesar das limitações de velocidade, neste último caso.

A Marinha do Brasil dá mais um passo na direção de uma frota mais moderna, com navios relativamente novos e com um bom nível de tecnologia embarcada.

126 COMMENTS

  1. Cada vez mais uma guarda costeira… Mas isso poderia ser feito por uma outra organização marítima se a MB tivesse algo mais pra fazer…

    A MB precisa reequilibrar a relação navios x almirantes se não a opinião pública vai achar que esses últimos são demais…

    Então tá bom.

  2. estaleiros nacionais fechados, milhares de profissionais desempregados e os otários comprando imundície no exterior…

  3. Engraçado, muitos aqui sempre defenderam uma aquisição dessas, cadê estas pessoas?

    Acho uma boa pois os nossos RbAm estão no osso!!!

    Quanto ao Ocean, sugiro que leiam a matéria do Roberto Caiafa no site da Revista Tecnologia & Defesa – ” O affaire HMS Ocean: Uma “oportunidade” que a Marinha do Brasil não precisa.”

  4. Esses tipos de navios poderiam ser fabricados por aqui mesmo.
    Agora o dito Almirantado no Brasil são apenas fantoches que puxam para traz. Um bando de comi quieto, uma máfia que deve ser expurgada e colocada gente que preste serviço verdadeiro ao seu país.

  5. A MB chora 100 milhões de dólares para comprar o OCEAN, mas tem cerca de 26milhões de dólares para comprar esses 3 buques, então como pode pedir dinheiro ao MD? Qual é a prioridade?? Não podia dar esses 26 milhões de entrada no OCEAN e parcelar o restante? se não me engano os Ingleses ofereceram parcelamento. Depois reclamam da situação.

  6. Gostei, tem que aproveitar as oportunidades, ficar só sonhando com navios novos não da.
    Se o Brasil não tem Guarda Costeira ou Serviço Nacional SAR como a Indonésia e outros, nada mais natural que a MB tenha que executar estas atividades.
    Serviço Nacional SAR da Indonésia que atende pelo telefone emergencia 115, são conhecidos pelo uniforme laranja, operam navios com helicopteros, veículos, hovercrafts e tem muitos veículos para atender ocorrencias diversas, não só no Mar.
    . http://www.basarnas.go.id

  7. Os navios se enquadram nos critérios da MB pois tem menos de 20 anos. Foi uma ótima compra de oportunidade, com excelente relação custo/benefício. O preço é condizente com a atual capacidade de investimento da Marinha. As tarefas subsidiárias não requerem meios 0 km.

  8. A tempos a marinha estava a procura de rebocadores que se encaixassem no seu orçamento. Excelente compra de oportunidade!

  9. Pelo que esta no texto esses já eram utilizados pela Petrobras e foram feitos melhorias. “Segundo o Portal Marítimo, eles estiveram sob contrato da Petrobras por alguns anos e receberam uma bela melhoria em seus lemes, em projeto que aumentou suas capacidades de manobra e permitiu uma melhoria significativa na perfomance dos mesmos”.

  10. Cadê o MO ?
    Nós dê uma luz sobre as capacidades dessas crianças.
    Achei uma compra interessante, e não invalida os pontos de vista do Alte Ozawa.
    Mas a compra deve ser vista sob uma ótica distinta pra mim: Ela supre necessidades com um valor de aquisição razoável?
    Esse é o cerne da questão.
    Outra, o Ocean não tem nada com essa compra, não misturar alhos com bugalhos.

  11. Tem que aproveitar as compras de oportunidades, ainda mais quando é de equipamento bom e que está em falta nas Forças Armadas. Esqueçam essa ideia de “fabricar” no Brasil, além de não termos escala, demorar décadas para ficar pronto, a corrupção rola solta em todos os níveis…
    Precisamos de equipamento para ontem! Só vale a pena se contratar os serviços de empresas estrangeiras e construir no exterior.
    O Brasil não é um país sério para se investir e construir nada aqui, se depender do nosso governo já era…

  12. Depois da MB perder aquela excelente compra de oportunidade que foi o HNLMS Amsterdam ” Não tem tu, vai tu mesmo!’

  13. O trem tá feio para as FFA’s, a maré não tá pra peixe pro lado da MB. Ó, que saber? tá precisando? o navio é bom? Serve pro serviço? Tem precisão? o preço tá bão? tem dinheiro? Então compra! Simples assim! Haaá, e se não tem machine gun tipo .50 então bota uai! É assim que tem que ser! Pro EB e a FAB também, eu acho!

  14. Alex Nogueira 5 de setembro de 2017 at 18:04
    Concordo e discordo.
    Devemos comprar aquilo que é bom e com preço dentro da razoabilidade.
    Acredito que há empresas sérias no Brasil que fazem esse tipo de embarcação, principalmente pelo fato de não embarcar grande tecnologia.
    Não tem como comparar um Ocean com essa embarcação da matéria, são coisas bem distintas.
    Eu acredito que havendo empresas brasileiras a preferência de compra deve ser interna, justamente para gerar externalidades positivas para o país.
    Não podemos aceitar o corporativismo, monopólios e barreiras internas a produtos estrangeiros.
    Seria um absurdo, por exemplo, pagar 50 milhões em um barco nacional, sendo que no exterior o barco similar custa 20 milhões.
    Abraço!

  15. Poderia dar apoio logístico (reabastecimento e reboque) a missão na África, mas andando a 8 nós fica difícil acompanhar o Bahia ou possivelmente o Ocean futuramente!

  16. Built / Yard 2011 / ABG Shipyard LTD India / Yard No. 274
    Main Class +1A1, SF, E0, DK(+), HL(2,8), TUG, SUPPLY VESSELl, DYNPOS-AUT, FiFi I, TMON
    LOA 63m
    Breadth Moulded 15,80m
    Draft (max) 5,50m + 0m Skeg/Nozzle
    Deadweight 1889mt (d= 0m)
    Gross Register Tonnage 1943
    Deck Dimensions 403m² (31m x 13m)
    Deck Load 600mt
    Deck Strength 5mt/m²
    Fuel Oil 665,9m³ / 4189bbls
    Pot Water 868,90m³ / 5465bbls
    Drill Water / WB 251,60m³ / 1583bbls
    Mud 275,40m³ / 1732bbls
    Brine 130m³ / 818bbls
    Base Oil 167,4m³ / 1053bbls
    Dry Bulk 206m³ / 7274cuft (4 tanks)
    Deck Cranes 1 x SWL 3mt@12m – Fixed with 1 manipulator
    Main Engines 2 x 2500KW
    Total BHP 6800 BHP
    Bow Thrusters 1 x 680BHP
    Stern Thrusters 1 x 680BHP
    Bollard Pull 88,44mt
    Consumption at Service Speed 16m³ / 24hrs @ 13,5Knots
    Consumption at Economy Speed 12m³ / 24hrs @ 10Knots
    Winch Type Hydraulic Double Drum
    Special Handling Brake (Static/Band Brake) 250mt
    Towing/Working Winch Brake (Static/Band Brake) 250mt
    Towing/Working Winch No 2 Brake (Static/Band Brake) 250mt
    Rope / Reel Storage 1 x 1300m of 62mm
    Chain Locker 2x60m³ = 120m³
    Tow Pins Missing information!
    Shark Jaws Missing information!
    Stern Rollers 1 x 3,6m x Ø1,5m – MWL 200mt
    Total Capacity 28 Persons

  17. Ship Overview
    Vessel Name SEA VIXEN IMO Ship No 9420021 Call Sign 5BKK3
    Flag Cyprus – Port of Registry Limassol – Status In Service / Commission
    Official No 9420021
    Group Beneficial Owner Solship Invest 3 AS Location Norway
    Shipmanager Deep Sea Supply Plc Location Cyprus
    Shiptype Anchor Handling Tug Supply
    Operator Deep Sea Supply Plc Location Cyprus
    DOC Company Deep Sea Supply Navegacao Location Brazil
    Owner DESS Cyprus Ltd Location Cyprus

    Commercial History
    Date Name Flag Owner Country Operator Country Manager Country Registered Owner Country Sale Price US$
    2017-07 Solship Invest 3 AS Norway
    2011-09 DESS Cyprus Ltd Cyprus
    2011-09 Deep Sea Supply Plc Cyprus
    2011-09 Deep Sea Supply Plc Cyprus
    2011-09 Cyprus
    2011-09 SEA VIXEN

    Construction Details
    Summary
    Shipbuilder Name Built Keel Laid Launched Alteration Date Alterations
    ABG SHIPYARD LTD
    Delivered: 2011-09-26 – KL: 2010-02-28 – Launched: 2011-03-31
    Newbuild Sections
    Shipbuilder Name Yard No Type Material Launched Completed Commissioned
    01 ABG SHIPYARD LTD 274 WHOLE SHIP Steel (Unspecified) 0000-00-00 2011-09-26 0000-00

    Disposal
    No disposal data

    Engine Details
    Summary
    Propulsion Screw Service Speed Consumption
    OIL ENGINE(S), GEARED DRIVE TWIN-SCREW 10.50 0.00
    Detail
    Builder Type Position Make Model BHP KW RPM
    Yanmar Diesel Engine Co Ltd – Japan Oil Engine PORT Yanmar 8N280-EN 3,400 2,501 720
    Yanmar Diesel Engine Co Ltd – Japan Oil Engine STARBOARD Yanmar 8N280-EN 3,400 2,501 720

    Propellers
    Position Type
    PORT PROPELLER : CONTROLLABLE PITCH
    STARBOARD PROPELLER : CONTROLLABLE PITCH

    Thrusters
    Position Type
    FORWARD Tunnel thruster

    Scantling Details
    Internet Ships Register: Help Customer Care Contact Us About Public Home
    Welcome to ISR prabar02 | Log Out
    Tonnages
    Deadweight 1,350 Gross 1,943 Net Registered 646
    System New System (International 1969) Type One tonnage, unspecified Compensated Gross 0
    Panama Canal Net 0 Suez Canal Net 0 Light Displacement 0
    Dimensions
    Draught 5.100 KTMH 0.000 Depth 6.800
    Length Overall 63.370 Length (BP) 56.480
    Breadth Extreme 0.000 Breadth Moulded 15.800

    Classification Details
    Shiptype Anchor Handling Tug Supply
    Classed by DNV-GL (VL)
    Class Date 2011-09

    Hull Notation
    P and I Club GARD AS
    Official Number 9420021 Class ID NV27554

    Communications Details
    Call Sign 5BKK3 MMSI No 209981000
    Sat Comm ID Sat Comm Answer Back

    Specialist Details (Dry Cargo, Liquid, Passenger, Ro-ro, Unitised Cargo, Other)
    Dry Cargo

    Bale 0 Grain 0 Ore Decks 1
    Hatch Size Number of Hatches Holds
    Gear Summary

    Container Arrangement
    TEU 0 TEU@14t 0 Reefer Points 0 Insulated 0
    Other

    Container Arrangement
    TEU TEU@14t Reefer Points Insulated
    Bollard Pull 94.00
    Sister Ships
    8 vessels found. Click here to view details
    LR/IMO Ship No MMSI No Vessel Name Built Gross DWT Shiptype Operator Status
    9420019 370054000 SEA BADGER 2011 1,943 1,575 Anchor Handling T… Deep Sea Supply Plc In Service / Commission
    9419993 209013000 SEA FOX 2011 1,943 1,905 Anchor Handling T… Deep Sea Supply Plc In Service / Commission
    9420007 209268000 SEA JACKAL 2011 1,943 1,898 Anchor Handling T… Deep Sea Supply Plc In Service / Commission
    9420033 209409000 SEA STOAT 2011 1,943 1,923 Anchor Handling T… Deep Sea Supply Navegacao In Service / Commission
    9420021 209981000 SEA VIXEN 2011 1,943 1,350 Anchor Handling T… Deep Sea Supply Plc In Service / Commission
    9378993 419789000 TAG-5 2009 1,904 1,350 Anchor Handling T… Tag Offshore Ltd In Service / Commission
    9379002 419098100 TAG-7 2010 1,906 1,350 Anchor Handling T… Tag Offshore Ltd In Service / Commission
    9419981 538005767 TOPAZ ORYX 2010 1,943 1,575 Anchor Handling T… Topaz Energy & Marine Ltd-BER In Service / Commission
    [ TOP ]
    Safety Management Certificate
    Reported Name SEA VIXEN Reported Flag Cyprus
    DOC Company Deep Sea Supply Navegacao Type Convention
    Auditor NV Issuer Det Norske Veritas
    Date of Issue 2014-03-06 Date of Expiry 2019-03-06

  18. Uma marinha não é formada apenas por fragatas, corvetas, submarinos…, mas também por navios com funções menos “nobres” como os rebocadores de alto mar. Se a classe de navio presta, ou não, aí sim cabe uma boa discussão com os mais experientes a respeito.

  19. Bhaaa… compra de navio de manobras?? Liga ou manda um zap pro Tramp e pede umas 8 OHP via fms, creio que vem de graça só paga o PMG pra funcionar a contento por mais 10/15 anos, fica a dica.

  20. Cada um dos rebocadores saiu menos que os R$ 33,500 milhões de reais que a Polícia Federal apreendeu num apartamento de amigos de Gedell Vieira Lima, em Salvador-BA, nesse dia 05 de setembro. Logo, O dinheiro dá para pagar um dos rebocadores e sobram R$ 6 milhões de reais para ajudar no pagamento do 2º rebocador.
    Qaundo a aquisição dos mesmo, se fazem necessários, pois ajuda em muito, pois a MB está com os meios de deslocamento reduzidos. Para patrulha, é colocar uma Canhão na proa, e duas metralhadoras, lateralmente atrás. Se for para SAR, daí dotar de meio de lançar cabo e ter alguma lancha a bordo.

  21. O único que defendia isso era eu ….. nego nem sabia que tipo de navio era esse, e pelos coments ainda nem sabem ….

    Postegaram anos e quando compraram compram uma bosta (com tanto a disposição no mercado ….)

    MO, quando eu vi que demorou para sair um post teu neste tópico, me deu um cutuco da Mãe Dinah, aí tem merd….
    PQP, demoram, e ainda compram uma merdas indianas problemáticas, meu Deus. Bom MO, depois daquelas filme da Misilex 2017, eu espero tudo Marinha……
    G abraço

  22. A marinha está a beira do precipício, e a cada “compra de oportunidade” dá um passo a frente.
    Vai virar capitania de portos, apenas, desse jeito.
    Não dá pra usar ele pra suprir uma escolta. Simplesmente não dá.
    E lá se vão 20 milhões de trumps.

  23. Walfrido Strobel 5 de setembro de 2017 at 18:24
    De novo essa conversa de Oficial General barrigudo, me diga um país que não tem…..
    ____________________________________

    Costa Rica.

  24. Luiz Monteiro 4 de setembro de 2015 at 9:51
    Prezado Ricardo Cascaldi,

    A MB, por meio do Centro de Projeto de Navios, estuda o projeto de Rebocador de Alto Mar de pequeno Porte (RbAMP), que destina-se a realizar operações de socorro e salvamento e Patrulha Naval nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), podendo ser empregado, também, em missões de fiscalização contra a pesca predatória e de outras relacionadas à prevenção da poluição nessas Águas, em apoio aos órgãos governamentais. Além das atividades específicas, pode prestar Apoio Logístico Móvel a outros navios, contribuir para a Garantia da Lei e da Ordem e, da mesma forma, colaborar em ações de Defesa Civil.
    CARACTERÍSTICAS
    Comprimento 69,0m
    Boca Moldada 17,2m
    Calado Carregado 4,4m
    Deslocamento Carregado 2843t
    Raio de Ação 7900mn
    Autonomia 30 dias

    Segue abaixo o link para que você possa ver a concepção artística:
    https://www1.mar.mil.br/cpn/rebocador_alto-mar

  25. Caro Jorge,
    Uma grande sacada a sua (riso)… deveríamos adotar esta nova unidade.. “geddéis”.. um geddel é vale 50 milhões de reais, ou 16 milhões de dólares.

  26. Fabricar no Brasil pra pagar três vezes mais? Tem que pagar o preço justo e não ficar financiando o empresário “amigo,”. Síndrome de Estocolmo, gostam de ser roubados.

  27. Caro Bardini, nestes tempos sombrios de pósverdade, onde qualquer um emite uma firme opinião sobre qualquer coisa, estes navios não irão prestar até alguém afirmar o contrário. Também estou esperando algum promotor anunciar no facebook suspeitas que isso envolve o pagamento de propina. Sabe… estes barcos foram usados pela Petrobras…

  28. MO, tem como você dizer o que vivia quebrado nesses navios e se o problema foi sanado?
    .
    Em príncipio fiquei feliz com a notícia, pois é algo que você defende a tempos e me convenceu que era algo essencial e de ótimo custo-benefício para MB, além do preço ter me parecido muito bom. Mas se os navios vivem quebrados é um péssimo negócio.,.
    .
    E o pro pessoal que é ou parece adolescente, um rebocador é essencial para qualquer marinha e pode ser utilizado como reabastecedor não só de navios, como de OMs, como o POIT. Não é um navio feito para escoltar os navios de guerra. Ridículo não é a MB comprar um navio desse para essa função. Ridículo era a MB usar fragatas para abastercer o POIT.

  29. Rafa, como falei com tanto AHTS no mercado pegaram um (tres) que são subutilizados …a propria Farstad tem excelentes … nos mesmo na bandeira brasileira temos mrlhores, em termos de operacionalidade eles tem mais potecia e versatilidade que os nossos Salvamar de hoje, massssssssss depende de suas reais condicoes, lembre que eles nao faziam movimentação dd ferros por baixa capacidade e isto para um AHTS é como um CT sem capacidade ASW. Como realmente estão as maquinas, não sei mas acho que olharia outros (Apesar de nao sabermos as motivações de escolha deste trio)

    Agora que ta divertido ver as opinioes sapiencias ta

  30. Carlos, muito obrigado pela citação, pena que quando houve troca de servidor do PN na transição (não me pergunte como ou pq) todas as imagens desapareceram e no caso tbm do meu PC que foi formatado, pena mesmo não poder mostrar mais como são os AHTS por dentro e sessação de multioperacionalidade do navio

    Apenas ressalto que foi lançado mes passado o Bram Power em Itajai, e apenas comparativamente de 27. tantos bhp e 272 bp ( 3 x e meio mais potente)= https://www.facebook.com/pg/NAVSHIP-179488235431072/posts/

    https://www.facebook.com/naviosmercantesbrasileiros/photos/a.691691374369232.1073742179.513300665541638/691691384369231/?type=3&theater

  31. no minimo era sub operado, mas as funcionabilidades para Petrobras são bem diferentes em teoria para a MB

    Pessoalmente olharia mais classes, pois literalmente está quase tudo “disponivel” para venda

  32. Muito obrigado, MO .
    Agora já nem estou mais feliz com a notícia. Ainda mais ae tiver algum esquema ilícito por trás dessa compra.
    O preço pelo menos foi bom? Rsrs .

  33. Bom dia MO, realmente como você falou “as funcionalidades para a Petrobras são bem diferentes em teoria para a MB”, na Petrobras o navio fica praticamente 70% do ano no mar enquanto que na MB é exatamente o contrario, 30% do ano no mar (pra um RbAM claro), e creio tambem que a Petrobras usava com mais frequencias algumas capacidades do navio que dificilmente vai usar na MB (no caso movimentação de ferros), na MB sua função seria basicamente RbAM e nisso eles são melhores que qualquer RbAM que a MB usa atualmente, começando pelo Bollard Pull.

  34. O BP dessa classe pode parecer baixo se comparado a outros AHTS, mas para as necessidades da MB está bem dentro das suas, tanto que a MB não opera plataformas ou algo do tipo, 90 de BP está muito bom pra um reboque em alto mar ou um desencalhe, que é algo mais rotineiro para a MB

  35. foi sim, sempre falei que estes navios são “baratos” … ficam nessa de navio de 22342423452423.923323342 and 60 centavos para patrulha com ICBM VLS e no fundo ha navio mais funcional e multiproposito muito mais barato

  36. Sim, comparativamente salvo engano a a comparação o Guillobel tem 23,5 bp (ou o Tridente, um destes ai) e eles tem 88 bp, e outra vai fazer ebeeeeeeeemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm melhor oque faziam as IM, substituir NDCC em muitas ap logs e tals …. masssssssssssssssssssssssssssssss tbm se viesse um com ROV Facilities teriamos até um NSS melhor capacitado, se o vestissem direitinho tbm …..

  37. Os serviços do Salvamar poderiam (e deveriam) ser transferidos para uma Defesa Civil Marítima, especializando-se a MB na sua atividade finalística, com uma estrutura mais enxuta. Mesmo algumas atividades logísticas navais aqui citadas, como por exemplo o abastecimento de OMs e o POIT poderiam ser delegadas à empresas de offshore sob contrato com a Marinha após licitação pública…

    Mas se a MB deixar de fazer essas coisas parece, como disse acima, que não haverá atividades residuais suficientes que justifiquem o absurdo de seu efetivo, em especial o número de seus “barrigudos” (para entrar na polêmica), oficiais-generais…

  38. Caro Ozawa,
    Sobre esta questão de criar uma nova organização, seja uma guarda-costeira ou uma defesa civil marítima, tenho dúvidas sobre sobre os benefícios reais. Se por um lado resulta em uma MB menor e enxuta, o custo para o tesouro seria equivalente, mas o sinergismo do comando unificado poderia ser perdido. Essa discussão é parecida ao controle e defesa do tráfego aéreo… se tirar da FAB, ela fica menor, mas no fim o desembolso terá que ser feito e perde-se o que se tem de melhor, que é a integração do sistema. A questão não é o tamanho do efetivo ou do orçamento total, mas é ter os meios mais eficientes para cumprir a missão. Se a missão estiver bem definida e os meios eficientemente alocados, pode ser 1000, 10.000 ou 100.000.

  39. Navios bastante flexíveis…ótima compra. A US Navy também está no processo de substituir
    seus 4″rebocadores oceânicos” um dos quais está na reserva e seus 4 “navios de salvamento”
    dois dos quais na reserva e que também possuem capacidade de reboque por uma classe de 8
    unidades que terão todos aparência semelhante dos rebocadores oceânicos atuais e dos novos
    navios adquiridos pela marinha brasileira e cumprirão variadas funções também com a vantagem de se ter uma padronização dos meios.

  40. Bem por ai Souto, veloc de cruzeiro de um RbAM é nessa faixa, de maxima deve ser uns 12 ou 13 nós mas veloc de cruzeiro de Rebocador de Alto Mar é baixa mesmo, um navio desse nada mais é que um trator do mar, ja viu algum trator veloz por ai? Rebocador tem que ter Bollard pull e não velocidade, seria algo como que um trator precisa ter torque e não velocidade

  41. Não Alexandre, o unico apoio que um desses rebocadores de auto mar podem dar a um navio como Ocean é se o Ocean quebrar e ficar a deriva o RbAm vai la e reboca

  42. Pelo amor de deus a ignorância que alguns comentaristas aqui me fazem ranger os dentes. Uns acham que será usado em combate e patrulha, outros reclamam da compra etc…

    Esse é um navio navio rebocador apenas e a MB comprou por oportunidade, pois se comprar um novo e nacional, acabaria custando mais caro e provavelmente só seria recebido daqui alguns anos. Compra de navio não é tão fácil quanto as compras de prateleira tão comuns no exército e forças aéreas.

  43. Perdão Walfrido, mas no caso do AF 447 11 navios da MB participaram das buscas, e não somente uma fragata como você citou

  44. Dalton e Camargoer, obrigado pelos esclarecimentos sobre esta aquisição de oportunidade..devagar e sempre a MB faz aquilo que pode com o que tem…

  45. Defesa Civil Marítima? Guarda Costeira?
    Excelente ideia… criara mais uma instituição, q terá gente só pra funções adm e Log, além da necessidade de bases e meios, pra fazer a mesma coisa, já q o orçamento será o mesmo e dividido pras duas…
    Além disso, vejam PF, PM, PC, BM, Controlador de Tráfico Aéreo, todos fazem greves e, quando a situação é realmente de risco, quem eles chamam? quem? quem?
    Sds

  46. Agnelo, a grande maioria dos países está ativando suas Guardas Costeiras, seja no sistema americano de GC militar autonoma, ou no Japonês com GC civil do Ministério da Infra-estrutura, Turismo e Transportes ou no sistema peruano com GC subordinada a Armada.
    A verdade é que a MB não presta um serviço adequado de GC e o Brasil é praticamente desprovido de um serviço SAR adequado com helicopteros, outro dia deslocaram um helicoptero de Santa Maria para atender um navio, pois fora o RJ a MB só tem helicopteros no litoral em Rio Grande -RS, e são Esquilos.
    Quando converso com algum Oficial da MB sempre se tem esta desculpa que a criação de uma GC só criaria uma nova estrutura e que a MB da conta do serviço.

  47. Eu não consigo entender pq se criariam novas estruturas e se incorporaria mais pessoal etc… Já está tudo aí, só esta mal organizado e funcionando mal.

    Na minha visão, de achista que fique claro, poderia se repassar as funções de Polícia da Marinha para a Polícia Federal. A estrutura, os meios e o contingente de Patrulha, vai tudo para uma divisão da PF. Melhor integração possível para cumprir a lei e a função policial é exercida por uma força policial.

    A Marinha, passa a ser apenas Marinha. Precisa de muito mais estruturas do que se pode contar nos dedos de uma mão para ser Marinha de Guerra?

  48. Os contrários e críticos a aquisição, um ano atras, leiam já havia o reconhecimento de que a MB deveria adquirir rebocadores, tendo em vista necessidade imperiosa, matéria neste mesmo site/blog, só que não entendo o valor, na época a Sons conseguiu junto ao BNDES R$ 49,6 de reais para construir 6 rebocadores em estaleiro em Guarujá.
    Ademais, estaleiro de Itajaí/SC também domina a tecnologia, e não fica nada devendo aos produtos de lá de fora, e já com 6 e 7 anos. Só que não se sabe qual estudo fez o Almirantado da MB ao lançar oa licitação para compra, como tb se poderiam aguardar eles serem aqui construídos. É matéria subjetiva.
    Então é só ir lá:
    http://www.naval.com.br/blog/2016/09/02/fundo-da-marinha-mercante-disponibiliza-us-496-milhoes-a-wilson-sons/
    abraço

  49. As estruturas criadas teriam de ser na GC e não na Marinha.
    A PF está com um déficit de pessoal na ponta da linha gigante, e na adm, maior ainda.
    O q precisa é a Marinha “abraçar” melhor esta função, o q tem sido difícil com poucos recursos, então ela prioriza a Guerra.
    Mas, vendo como o Brasil funciona, sinceramente, criar mais uma coisa vai dá só pau pra obra, muito gasto e pouco resultado.

  50. Bardini, as GC fazem mundo afora várias coisas, dependendo de cada país.
    Vou citar 3 atividades que aqui são feitas pela MB.
    – Polícia Judiciária, na Coreia do Sul a GC foi dividida e a parte operacional passou ao Min. da Segurança Interna e a parte judiciária de investigação de acidentes e ocorrencias criminosas passou a Polícia. Acho muito difícil uma Polícia operar a estrutura operacional de uma GC.
    – Manutenção e instalação de farois, boias de sinalizações etc, No Japão a GC assumiu toda esta atividade que antes era da JMSDF.
    – Parte Operacional, esta deve na minha opinião ficar com uma GC, como ja disse acima não vejo como atividade possa ser exercida pela PF.
    .
    As Polícias, não só a PF, como também as PMs e PCs tambem podem ter seus barcos e lançhas para fazer patrulhamento de praias e eventos, ou utilizar em operações policiais.
    Como ja postei aqui tem Polícia mundo afora com navio com helicoptero, e a Marinha não se sente ameaçada por isso, cada um exerce sua atividade.
    . http://img.antaranews.com/new/2013/02/ori/20130215penanggulangan-perampokan.jpg

  51. Se os navios são bons ou não o tempo dirá.
    Não há a necessidade de ser veloz e sim forte pois fico com o comentário que um trator não precisa correr.
    Se a mecânica estiver em boas condições, a longo prazo trará economia a MB.
    E mais importante do que tudo são 3 novos meios realmente necessários portanto Boas aquisições.
    Quanto ao post de termos uma marinha exclusivamente de Guerra. É a melhor forma de acabar com os barrigudos pois como cobrar desempenho de um fuzileiro se fisicamente você não é capaz de fazer melhor. Serviço militar tem que ter aptidão física.
    Temos que ter uma marinha de guerra com o corpo voltado aos seus meios. Se tem x oficiais é porque são necessários e todos tem meios que justifica suas patentes.
    Assim no caso quantos meios temos hoje 11 mais os submarinos. Pois bem o que é necessário para operar?mais os fuzileiros.
    O resto manda embora.
    Cria GC de carreira civil, diminuindo o impacto na previdência militar.
    Cria uma divisão marítima responsável pelos SAR. Mas totalmente civil.
    Contrata 3 empresas de logísticas e 3 empresas de manutenção. Assim diminui o custo total das manutenções necessárias.
    Pronto terá uma Marinha que não superá 10.000 homens. E com recursos para investimentos necessários.
    Isto deve ser feito nas 3 forças.
    Abraços

  52. Bem, cada um com sua opinião, mas não acredito que criar uma GC vá resolver… de início, vai ficar pendurada em qual Ministério ??? Já postei isso uma vez… nos EUA, a GC é subordinada ao Homeland Security… e aqui ??? Ministério da Justiça ??? Do Interior (nem sei se existe ainda, na verdade)… vai fazer o que com o pessoal dos Distritos e Capitanias ??? Vira funcionário do tal Ministério, vira civil ??? Essa implementação não seria simples… reparem, não é areia da minha parte, apenas acredito que essa idéia teria de ser muito bem planejada e executada para valer a pena… o que não acredito, por sinal…
    Outra coisa, SAR é compromisso internacional… e se a tal “GC de carreira civil” resolver entrar em greve ??? Não sei se essa questão existe lá fora, mas seria um problemão aqui…
    Eu não vou chutar qual é o efetivo adequando para a MB, mas, camarada, 10.000 não será mesmo… para suporte do pessoal operativo, deve haver uma infraestrutura de apoio que, desculpe, não vejo como possa ser atendida nesse Brasil… acham mesmo que podem terceirizar ??? Qual empresa no Brasil tem capacidade de apoio ??? Quanto custará ??? A essas dúvidas soma-se a possibilidade de empregados das tais empresas entrarem em greve e atrasarem a manutenção ou apoio a um navio… como fica ??? O navio não sai ???
    Sobre recursos, ainda que passem eventualmente essas atividades subsidiárias citadas, o orçamento vai baixar, ou acham que fica o mesmo valor após esse downsizing nas tarefas ???
    Não basta apenas vislumbrar opções, há que saber se são eficientes e eficazes…
    No fim, a solução passa pelo que a MB já começou a fazer… redução do pessoal até 2031…
    Abraço cordial a todos…

  53. Olá XO. Você enfatiza a questão da greve para defender o atual modelo de uma marinha com funções abrangentes. Acho que não é o melhor argumento. Também não acho que a dificuldade operacional deva ser o impedimento para qualquer reestruturação. Coloco como exemplo o desastre que foi a fusão do Min. Ciência e Tecnologia (MCT) ao Min Comunicação (MC), criando o absurdo atual com a desculpa de reduzir o número de ministérios para economizar. Desarticulou programas de pesquisa que levaram décadas para serem montados, desde a fabricação de vacinas até novos materiais para a área de energia. Muita coisa parou e se perdeu… acho que nem começando de novo. Coloco isso para dizer que pode ser um erro juntas estruturas. No caso da FAB, a integração da defesa e controle aéreo foi sempre criticada, inclusive vi um episódio do Mayday-Desastres Aéreos que os caras falam que o acidente da Gol foi por causa disso e se fossem civis no controle aéreo, “isso não teria acontecido” (tolice). Aqui mesmo já discutimos que 11/set não ocorreria no Brasil devido a integração dos sistemas. Medidas de economia precisam impactar o tesouro e não os ministérios individualmente. Transferir os custos de um ministério para outro pode reduzir as despesas de um lado mas aumentará no outro, e por fim, o gasto para o tesouro será igual. É preciso definir a missão e avaliar os recursos para seu cumprimento. Seja isso pouco ou muito. Para mim é mais grave a manutenção de uma polícia rodoviária federal ao invés de deixar essa responsabilidade às polícias estaduais por motivos de integração e eficiência. Agora, mesmo nunca tendo estudado este problema com detalhes, não encontro motivos que justifiquem o desmembramento de uma CG, mesmo que ela fique sob a coordenação do MinD. Não penso nas dificuldades, mas não consigo ver vantagens. Seria legal se os colegas que defendem isso listassem as vantagens de uma CG independente da MB para o cumprimento da missão.

  54. Apenas umas ideais…
    .
    Nós temos uma Polícia Marítima, uma divisão da PF, subordinada ao Ministério da Justiça. É só tornar esta, de forma gradual, a força responsável pela aplicação da lei nas águas jurisdicionais brasileiras. Até pq, não se tem dinheiro para fazer este projeto acontecer do dia para a noite. Tem de ser uma reestruturação gradual, feita ao longo de alguns anos.
    .
    Estruturas da MB sem maior importância espalhadas pelo Brasil viram sede de Nepom… A Marinha fica com o que precisa para ser Marinha de Guerra. Precisa de muita coisa? Não acho…
    .
    Mas e o efetivo? O que fazer? Como reduzir?
    Dá-se duas opções aos integrantes: Ou o remanejamento para a Polícia Marítima, já que é pessoal capacitado ou a continuidade na MB, sendo aproveitado onde for necessário. A MB monta um planejamento e para de adquirir pessoal ao longo do tempo para estas funções que a PM virá a englobar, enquanto a PM passa a crescer gradativamente.
    .
    Mas e o orçamento?
    Nós temos de construir toda uma Marinha nova. Não temos escapatória, pq as condições de combate atuais são lastimáveis e vão piorar ainda mais, logo, a saída seria não mexer no orçamento da Marinha. Como o montante de dinheiro para aquisições ficaria gradativamente maior, a Força passaria a tocar os novos projetos dentro do seu orçamento e de acordo com o que poderia operar e manter. Seria também uma forma de ter maior previsibilidade e tentar barrar o sucateamento por conta da falta de decisões governamentais.
    .
    Seria necessário dar um dispositivo legal para proteger o orçamento das FFAA neste caso, para o Governo não passar o facão nos gastos, como passa hoje em momento de crise. Teria de ser ter uma porcentagem mínima do PIB a ser investida em defesa. Isso não existe e é um grave erro…
    .
    Mas isso é loucura, não é um bom acordo para o Governo!
    Talvez seja um bom acordo…
    Para o Governo, haveria o benefício de não precisar fazer caros desembolsos extras, em “programas estratégicos”. (Alguns perderiam as boquinhas $$$)
    O Brasil tem de investir urgentemente em segurança pública, isso com tanto ou mais urgência do que investir em meios de Guerra, então o aumento de gastos ocorreria virtualmente no orçamento de uma força policial e não no orçamento de uma força voltada para a Guerra. Isso pegaria bem com a opinião pública. É gasto que teria apoio.
    .
    Enfim, mataria dois coelhos com uma paulada só. A falta de dinheiro para investimentos na Marinha e a construção de uma força realmente de carácter policial.
    .
    SAR fica nas mãos da FAB e da Polícia Marítima… Cria-se um dispositivo legal que impeça a PM de parar o cumprimento destas missões. Mesmo em estado de greve, deve-se exercer um mínimo de funções, no caso, SAR seria mantido.

  55. Olá, camargoer, minhas ponderações foram sobre a implementação do modelo alternativo com GC…
    A questão da disponibilidade é fundamental para mim, daí a preocupação em citar uma possibilidade de greve do pessoal responsável… o Bardini citou uma medida para remediar esse risco… é assim lá fora, onde uma agência cumpre tal papel ?
    Sobre as dificuldades, realmente, não podem ser empecilho para reestrutuação, mas tem de ser bem estudadas para embasar o planejamento… se não, já começa torto…
    Eu procurei lançar dúvidas para que os defensores dessa idéia mostrassem o que fariam para torná-la realidade… no mais, minha preocupação não é defender status quo, mas debater, como você e o Bardini bem fizeram, com relação às medidas para tornar essa alternativa viável, eficiente e eficaz…
    Cordial abraço…

  56. camargoer 8 de setembro de 2017 at 16:05 tem razão quanto às policias rodoviárias. Por decreto presidencial as rodovias federais se tornariam interestaduais e seu policiamento seria transferido às policias rodoviárias estaduais em suas jurisdições. Uma emenda constitucional extinguiria a Polícia Rodoviária Federal e transferiria seus agentes à Polícia Federal, cujo efetivo mais do que dobraria sem necessidade de novas contratações. E ainda permitiria a extinção do DNIT, provavelmente um dos órgãos federais mais ineficientes, corruptos e sorvedores de recursos públicos. Uma puta economia e otimização de recursos!

  57. Bardini,
    Levando-se em conta as remunerações dos agentes e delegados da Polícia Federal e do pessoal da MB, essa sua ideia sairia muito mais cara.

  58. Rafael Oliveira,
    .
    Concordo, seria um tanto mais caro. Mas hoje, do jeito que está, esta mal arranjado e o resultado é ineficiência no cumprimento da lei.
    Com um reforço considerável a atuação Policia Federal e a Marinha sendo apenas Marinha de Guerra, não seria deveras mais efetivo? Será que não valeria o custo ter as missões melhor definidas?

  59. Bardini,
    Não sei se seria mais efetivo. Ou melhor, pode ser que do ponto de vista de combate ao crime, a atuação da PF fosse mais efetiva, mas não sei se compensaria do ponto de vista financeiro.
    E tem mais alguns poréns. Por exemplo, quem ficaria com o salvamar? A MB ou a PF? Ou teria também uma GC para salvamar?
    Acho que esses serviços funcionam melhor concentrados numa mesma instituição, a MB. O que falta é uma maior colaboração entre a MB, a PF, o Ibama e etc. Os NaPas e NaPaOcs deveriam contar, sempre, com agentes desses órgãos para fiscalizações. E, claro, esses órgãos teriam que arcar com uma boa parte da “conta”. No orçamento da PF constaria uma rúbrica para fiscalizações em parceria com a MB, por exemplo.
    Também me parece que os Distritos Navais deveriam ser mais prestigiados dentro da MB. Mas isso é só uma impressão que eu não sei se corresponde à realidade.

  60. Olá Bardini,
    Talvez fosse razoável criar uma CG militar independente da MB mas vinculada ao MinD, por exemplo, integrada às forças armadas. servindo até como reserva militar para épocas sombrias. O importante é não dar à esta GCM responsabilidades de polícia, que seriam da PF. A vantagem de ser estar vinculado ao MinD e ser militar é que o ingresso seria por serviço militar enquanto que nos outros casos teria que ser por concurso. j

  61. Olá Bardini,
    Talvez fosse razoável criar uma CG militar independente da MB mas vinculada ao MinD, por exemplo, integrada às forças armadas. servindo até como reserva militar para épocas sombrias. O importante é não dar à esta GCM responsabilidades de polícia, que seriam da PF. A vantagem de ser estar vinculado ao MinD e ser militar é que o ingresso seria por serviço militar enquanto que nos outros casos teria que ser por concurso.

  62. Guarda Costeira militar é mais do mesmo…
    .
    O que eu estou propondo é expandir uma divisão da PF, para que ela possa fazer as funções de polícia com mais eficiência, liberando a MB para fazer a Guerra.
    .
    Não precisa se falar em operações interagências e etc. A PF faz o serviço internamente com os meios próprios e especializa o pessoal para atuar no cumprimento das suas missões.
    .
    SAR, poderia-se contratar empresas para fazer o serviço. Aliás, seria o ideal.
    http://www.cobhamaviationservices.com/what-we-do/search-rescue/

  63. Depois de ler todos os comentários, e diante da realidade atual e dos próximos anos, a MB deveria reforçar os meios distritais, distribuindo entre eles as melhores fragatas e corvetas para atuarem como Littoral Combat Ship, terminar a construção dos SSK classe Riachuelo, assumir a aviação de patrulha da FAB e reduzir o efeito do CFN. Com a Força de Submarinos, mantém a capacidade de negação do uso do mar. Com aviação de patrulha e meios distritais mantém o controle e fiscalização do mar territorial e ZEE. Com os meios de apoio existentes, e talvez com a aquisição do Ocean, mantém alguma capacidade de projeção de poder e ajuda humanitária. A MB ficaria assim um meio termo de GC e marinha de guerra, e eu imagino que é isso que caiba no orçamento, com redução do efetivo para +/- 30.000. No meu comentário anterior sobre polícias rodoviárias, se viesse a acontecer, os meios (viaturas e helicópteros) e efetivo da Polícia Rodoviária Federal seriam incorporados à PF, que os utilizaria nos postos de fronteira e controle de fronteiras secas.

  64. Bardini,
    Eu gosto da ideia da terceirização de serviços, o problema é que o Brasil não está preparado para isso. Qualquer contingenciamento de dinheiro, a empresa não receberia os valores e logo deixaria de prestar os serviços. Aí o contrato seria rompido, haveria nova licitação e nesse interim, ficaríamos sem salvamar.
    A PF não é lá um grande exemplo para assumir novas funções, vide o caso dos Vants que ela comprou e já deixou de operar, resultando em um prejuízo milionário ao país.
    Levaria um bom tempo para a PF obter know-how para operar uma frota de navios de patrulha e a incorporação de marinheiros para seus quadros esbarraria na necessidade de concurso público – a menos que se forçasse muito a barra para eles entrarem pela porta dos fundos, com cargos de confiança.
    Acho que a PF poderia começar a cuidar dos rios, principalmente os fronteiriços. Se ela obtivesse êxito, poderia pensar em atuar no mar, longe dos portos.

  65. Olá Bardini,
    Eu fico pensando no papel da PF e não consigo vê-la atuando como uma CG civil. Por isso imagino que se fosse desmembrar uma CG da MB (e não sei dizer se é a melhor coisa a ser feita; esta é uma pergunta que precisa ser respondida antes de qualquer outra coisa), ela poderia estar no âmbito do MInD. A vocação do MJ e a missão da PF é muito distantes daqueles que seriam de responsabilidade de um CG. Cabe ao MinD integrar as forças armadas e uma CGM poderia ser a quarta força militar, inclusive padronizando equipamentos e outros coisas. E temos que lutar pela recriação do MCT urgentemente.

  66. Conheço o pessoal da PF, tenho até familiares próximos na PF e não a vejo operando como GC.
    Mesmo países que tem uma Polícia bem equipada para fazer suas operações independentes, como a da Indonésia que tem navios com helicopteros e transportes de tropa para 500 pessoas, ainda tem sua Guarda Costeira separada.
    O serviço da GC é permanente e ostensivo na fiscalização e a Polícia faz suas operações independentes eventuais de acordo com seus levantamentos do serviço de inteligência.
    No sistema atual do Brasil o atendimento SAR no litoral está desguarnecido, citei como exemplo os helicopteros SAR, em relação a aviões temos os 3 Esq. de patrulha da FAB pelo menos, vários outros países como EUA, Japão, Coreia do Sul, Espanha, Indonésia etc tem aeronaves SAR independentes da Patrulha Marítima que tem natureza militar.
    Mesmo países como a Espanha onde os dois serviços são separados, a Força Aérea tem Orion para Patrulha e CN-235 e C-212 para SAR.
    A Inglaterra e a Austrália terceirizaram o serviço SAR marítimo.

  67. camargoer e Rafael Oliveira, assistam a série do vídeo que postei mais acima. Retrata a atuação do Nepom situado na divisa com o Paraguai. É o que eu proponho. Operação policial.

  68. Olá Walfrido. Tenho bastante proximidade com o MEXT, que é o ministério da educação, cultura, esportes, ciencia e tecnologia do Japão. A estrutura dos ministérios lá é bem diferente. São superministérios. Não dá para comparar. Nossa estrutura é muito diferente. Sobre a questão de passar a aviação de patrulha para a MB, tanto faz, porque quem paga o combustível é o MinD. Mais imporntate do que colocar a aviação de patrulha aqui ou acolá, é integrar as equipes com pessoal da MB e da FAB e principalmente, integrar a MB e a FAB no mesmo datalink.. mesma criptografia e mesmo protocolo.

  69. Bardini, mas isso já existe, ao menos em tese, tanto nas fronteiras quanto nos portos.
    Essa é uma “reportagem”, de 2010, sobre a DEPOM no Porto de Santos.
    http://www.fenapef.org.br/28975/
    Mas não é tão ruim quanto parece. Mês passado a PF fez uma mega-operação no Porto de Santos e prendeu mais de 70 traficantes.
    O que eu acho complicado é a PF fiscalizar em alto-mar, que demanda navios, por exemplo, coibindo a pesca predatória praticada por navios asiáticos em nosso litoral.

  70. Só para conhecimento do pessoal:
    Na austrália o SAR tem um orgão de coordenação, o “Australian Maritime Safety Authority (AMSA) is the Australian search and rescue (SAR) Authority and has a statutory duty to provide the national SAR service for Australia.”
    E o serviço SAR e fiscalização é prestado na sua maioria por empresas terceirizadas.
    .
    Cobham Aviation Services (CAvS) is a Division of Cobham PLC, a global manufacturing and services company. CAvS is a contract aviation services company with operations in the UK, Europe, Middle East, South East Asia, Australia and the Caribbean.
    In Australia the CAvS Special Mission Business Unit operates ten surveillance modified Dash-8 aircraft under a long term contract with the Australian Border Force. It also operates a Dash 8 modified for hydrographic survey for the Australian Navy under a sub-contract from Fugro.
    . http://www.fieldav.com/media/1034/coastwatch900-350.jpg

  71. Muito triste ver gente que nunca pisou a bordo desses navios escrevendo besteira aqui.
    Principalmente essa de que “viviam quebrados” e que “dão 8 nós”.
    Os barcos são bons para o que a Marinha precisa e isso eu falou conhecendo os barcos, pois fui superintendente de frota da empresa por quase 3 anos.
    Foi uma ótima compra de oportunidade e por um preço que não se acha todo dia.
    Bravo Zulu para a Marinha.

  72. XO 8 de setembro de 2017 at 14:47
    camargoer 8 de setembro de 2017 at 16:05
    Boas colocações
    Reforço:
    Para que serve a Força Nacional de Segurança Pública?
    Outra ideia bizarra, q exemplifica o q poderia ser a GC aqui no Brasil.

  73. Agnelo, a Força Nacional de Segurança Pública é um caso a parte, não usa nem pessoal próprio, usa policiais cedidos pelos Estados.
    .
    XO, no caso de greve da GC a Marinha assume seus serviços, como no caso de uma greve da PM onde o Exército foi as ruas em Recife quando eu morava lá.
    .
    Uma GC tem seu pessoal próprio com equipamento próprio, veículos, navios, barcos, aviões e helicopteros, além de sua escola de formação, nem da para comparar com esta Força Nacional criada em 2004.

  74. Walfrido, na linha de ação proposta aqui, isso não seria possível, pois entendi que a MB iria transferir pessoal e meios, perdendo assim essa capacidade de atuar na missão… abraço…

  75. Ótimo investimento, 26mi cada barcão desses com só 5 anos de uso. Classe Dp ainda. Só pintar nas cores da nossa esquadra, colocar uns 3 reparos de .50, e talvez melhorar o radar de superfície que já dá para usar até como NPaOc.

  76. A máquina burocrática no país é tão entrelaçada que todo ministério ou força “quer puxar sardinha para seu lado” esqueçam GC pois a MB jamais abriria mão de Capitania dos Portos e …quantoá aquisição dos rebocadores. Parabéns. só existirá seriedade quando for extinhto determinados órgãos. Polícia rodoviária federal, Dinit, Engepron. colocar metade do almirantado na reserva, vão fazer outro tipo de trabalho, ou fiquem bebendo e jogando dominó. Diminuir números de ministérios significa extinguir órgãos que não servem e sim só despesas. tarefa difícil, porém não impossível. Vários comentários excelentes, entretanto depende de nós comentaristas ou daqueles que estão no momento administrando a coisa pública?

  77. Caro Sergio.
    Não espere do atual governo qualquer coisa boa. Houvesse seriedade, o MCT teria sido preservado. Aqui, é um excelente lugar para reflexão e aprendizado, até para o contraditório. Não é para ação política.

  78. Camargoer, sem querer defender o Temer (nunca votei e jamais votaria nele), mas o governo dele fez algumas coisas boas:
    – devolução ao Tesouro de dinheiro do BNDES (R$ 100 bi esse ano);
    – liberação de parte do FGTS aos trabalhadores;
    – distribuição do lucro do FGTS aos trabalhadores;
    – PEC do teto;
    – boa parte da Reforma Trabalhista (com algumas mudanças ruins);
    – regras mais duras para selecionar ocupantes de cargos em comissão de fundos de pensão e de estatais;
    – aumento da participação no crédito público para micros e pequenas empresas e pequenos produtores rurais.
    .
    E eu ainda espero:
    – mais privatizações;
    – mais concessões;
    – fim da multa de 10% do FGTS que vai para o governo;
    – reforma da Previdência.
    .
    Claro que você pode apontar coisas ruins que ele fez, mas isso não quer dizer que ele não tenha feito coisas boas.
    E sobre o MCT, estão colhendo o que plantaram. Passaram anos gastanto com coisas bizarras como o “Turismo Sem Fronteiras”, CEITEC, Campus do Cérebro e etc e agora o dinheiro “acabou”.

  79. Sr. Camargoer concordo quanto à reflexão e aprendizagem, porém não esperemos muito enquanto não houver mudanças significativas e isto é política sim. Depende se nós (povo) como um todo. Votar numa democracia é muito importante , porém boa parte da população não está nem aí para assuntos relacionados à defesa. esta parte adora “pão e circo”. Nós somos exceção pois discutimos, inclusive peço desculpas pela forma um pouco grosseira nas formulação das palavras. Abraços.

  80. Quanto à gastar dinheiro a MB gastou e ainda gasta mal seus recursos. extinguir certos órgãos federais deveria ser prioridade. A MB deve se atualizar, se reorganizar e para com megalomanias. manter o Prosub , prioridade; modernizar alguns IkLs, prioridade, construir localmente quatro corvetas ou comprá-las; três fragatas, prioridade; mandar para reserva muito almirante, extinguindo engepron, prioridade; solicitar a FAB á vigilância marítima e aeronaves para tal, prioridade. solicitar ao Ministério da Fazenda participação nos royalts, prioridade( este , então é pura política). deixar de baixar á cabeça para o ministro da defesa e exigir providências para à Força, prioridade e política. Finalmente , se o ministro da defesa tem receio de solicitar à Mda fazenda pelo menos metade do que é prioridade, o comandante da MB peça ao ministro a saída deste. “Chute o pau da barraca”. É política. O que não pode é ficar o comandante de uma força bélica ficar mendigando ou chorando pelas beiradas. “Chute o mastro do navio, Comandante, é política.

  81. Olá Sergio. De fato, os tempos estão sombrios. As ruas estão esperando a ação política e que bom que estamos juntos. Talvez o problema é que ainda há alguma esperança em 2018. Sem esta esperança, já teria explodido um caracazo. Dia desses, eram 51 milhões de motivos para chutar o pau da barraca, ontem outros 31 milhões motivos. Portanto, motivos não faltam, só precisa acabar com a esperança. Um grande abraço, meu amigo.

  82. Bom dia sergio ribamar ferreira
    Pelo q sei, a engepron é importantíssima. Muito de nossa munição vem dela, por exemplo.
    Sds

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