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SSBN da classe ‘Columbia’ entrará em serviço em 2031

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SSBN Columbia

WASHINGTON — A Marinha dos EUA fechou um contrato de US$ 5,1 bilhões com a General Dynamics Electric Boat para o Integrated Product and Process Development (IPPD) do submarino classe “Columbia”, em 21 de setembro.

O contrato do IPPD é para o desenvolvimento do projeto, conclusão, componentes e tecnologia e esforços de prototipagem para os submarinos de mísseis balísticos da frota da Classe Columbia (SSBNs). Este trabalho também incluirá esforços únicos do Reino Unido relacionados ao compartimento comum de mísseis.

“O submarino da classe “Columbia” é o programa de aquisição mais importante que a Marinha dos EUA tem hoje”, disse o secretário da Marinha Richard V. Spencer. “Este contrato representa um investimento significativo na manutenção da nossa dissuasão estratégica para o futuro, bem como a nossa parceria contínua com o Reino Unido”.

O fechamento do contrato segue uma aprovação bem sucedida do Milestone B (MS B) em 4 de janeiro de 2017.

O MS B iniciou formalmente a entrada do Programa Columbia na Fase de Desenvolvimento de Engenharia e Manufatura.

“Conceder este contrato é um passo importante para assegurar um início de construção em tempo no ano fiscal de 2021”, disse o almirante David Goggins, gerente do Programa da Classe Columbia. “A Marinha e os nossos parceiros da indústria estão entusiasmados por começar esta fase importante da prioridade de aquisição número um da Marinha”.

A classe Columbia de 12 submarinos substituirá a força submarina nuclear balística existente da classe “Ohio”, que fornece à nossa Nação um dissuasor estratégico crível e com capacidade de sobrevivência baseado no mar. A primeira patrulha do navio principal, SSBN 826, está prevista para o ano fiscal de 2031.

O Programa de Classe “Columbia” é gerenciado pelo Program Executive Office (PEO) Submarines. O PEO Submarines concentra-se no projeto, construção, entrega e conversão de submarinos e sistemas submarinos e antissubmarinos avançados, incluindo sistemas de lançamento de Forças de Operações Especiais, sistemas de resgate submarino, torpedos, sensores acústicos rebocados e sonar submarino exclusivo, controle, imagem e sistemas de guerra eletrônica.

FONTE: US Navy

39 COMMENTS

  1. É assim Washington que gente grande pensa na sua Defesa.

    Impressionante a capacidade deles de projetar navios e submarinos em uma escala industrial que se retroalimenta com milhares de empresas e empregos na cadeia produtiva.

    Pena que não temos esta cultura, somente o “tá mas, quanto vou levar?”

  2. Marcelo Andrade, perfeito seu comentário!! Os americanos perceberam que o que ganha guerra, é a capacidade técnico/industrial. Escolas + universidades + indústrias = sucesso

  3. Meus caros,

    de acordo com estimativas preliminares, o sub principal da série(Columbia PLBN) custará ao cofre dos EUA a bagatela de US $ 14,5 bilhões, dos quais (como o site da Us Navy informa…) US $ 5,1 bilhões serão destinados apenas à pesquisa…

    É muito dinheiro, mas, a preocupação em manter a dianteira em sistemas submarino faz os americanos entender que vale a pena o investimento. O custo de construção do primeiro barco, portanto, deverá segundo prognóstico ficar em torno de US $ 8,8 bilhões.

    Segundo informes o custo total estimado para o orçamento dos EUA de toda a série de submarinos “Columbia” será de cerca de US $ 97,0 bilhões. Deste total, US $ 12 bilhões serão destinados à pesquisa e desenvolvimento e US $ 85,1 bilhões diretamente para a compra de todos os barcos da série.

    Assim, em média, cada SSBN da classe Columbia poderá custar US $ 5,2 bilhões.

    É interessante notar que especialistas em orçamento nos EUA estão preocupados por conta da Marinha americana nos últimos tempos vir subestimando o custo de novos navios, afinal em média estes vem sendo comissionados por cerca de 27% a mais do valor inicial. Agora, os especialistas temem que algo semelhante possa ocorrer no custo do projeto da série Columbia…

    E, vejam bem como são as coisas, essa circunstância, mesmo com a intenção declarada da Marinha para a economia, obriga os observadores competentes nos Estados Unidos a se preocuparem com o impacto do programa SSBN da classe Columbia sobre a capacidade da Marinha de comprar outros tipos de embarcações nas quantidades requeridas nos anos 2020 e início da década de 2030…

    Como estamos vendo agora, a US Navy está trabalhando dentro de seu programa de construção naval de 30 anos, que envolve a construção de outros 32 navios, incluindo 8 submarinos de ataque da classe Virgínia, 8 destroyers e outros 16 navios de grande porte. Assim, o alto custo da próxima geração de dissuasão estratégica no mar exige medidas extraordinárias para garantir o seu financiamento.

    O fato é que a Us Navy vai ter de suar a camisa para conseguir atingir seus objetivos planificados…

    Pra se ter uma melhor noção da empreitada por assim dizer, dos custos envolvidos, deve-se notar que os custos acima mencionados não incluem o custo do sistema de mísseis do submarino. Vai vendo, está previsto que os mísseis balísticos Trident II D-5 será utilizado até 2042. Logo, é de se prever que os submarinos da classe Columbia serão equipados com esses mísseis comprovados e tecnicamente avançados de propulsão sólida e três estágios, equipados com ogivas separáveis.

    Deve-se notar que desde 2008, os mísseis Trident representam 32% das ogivas nucleares implantadas nos Estados Unidos. Assim, no momento, o componente estratégico naval dos EUA é igual a um terço da tríade estratégica geral dos Estados Unidos. Quando consideramos a implementação do programa Columbia, estamos a falar da modernização da terceira das capacidades militares estratégicas dos Estados Unidos.

    É assunto sério, tem de ser muito bem planejado…correndo-se o risco se assim não o for de não ser implementado…

    Uma informação interessante sobre a classe Columbia é que em vez dos 24 silos de mísseis que há no Ohio, a classe Columbia estará equipada com apenas 16 silos de lançamento. Mas, apesar de uma redução quantitativa significativa(um terço de redução no armamento de mísseis), o deslocamento (subaquático) do Colômbia será maior(20 815 toneladas em vez dos 18 750 toneladas do Ohio). Consequentemente, pode-se afirmar com confiança que o Columbia estará mais bem equipado com todos os tipos de equipamentos novos, que obviamente não fazem parte do portfólio dos Ohio.

    Grato

  4. Muito dinheiro jogado fora…
    Certamente os russos têm capacidades similares por preços bem mais em conta…
    Os EUA venceram a guerra fria endividando a União Soviética…
    Parece que agora China e Rússia estão dando o troco.
    Trump quer começar a reduzir o déficit de 20 trilhões…
    Mas desse jeito não dá.
    Tem que ter eficiência. Mais por menos.
    Inclusive, talvez, várias corvetas modernas e quem sabe automatizadas…
    Não adianta reinventar a roda.
    Um NAE por 10 bilhões de dólares?
    Tem que melhorar a governança.
    É muito dinheiro jogado fora…
    Em todos os sentidos…
    “Ooohhh, estamos investindo em defeeeesa…”. Estão nada.
    De onde estão gastando 400 bilhões em alguns aviões?
    As empresas estão se dando bem… Faturam alto…
    Um aviãozinho de caça por 100, 200 milhões de dólares… Onde já se viu..
    Radares e mísseis também são ou deveriam ser algo descartáveis…
    Vejam o caso do Tomahawk. Já devem ter produzido milhares.
    E cada um custa 2 milhões de dólares?
    Um mero cilindro cheio de combustível, uma bombinha na frente (os assaltantes de bancos no Brasil ou terroristas islâmicos usam dinamite a vontade…), com um GPS melhorado…
    Ah, mas demandou pesquisas… Ooohhh…

  5. Enquanto isso, a China vai construindo porta aviões, fragatas, corvetas, encouraçados, destroieres, submarinos, etc a rodo.
    Já EUA, Inglaterra têm que desembolsar de 2 a 10 bilhões por um navio…
    Não vejo motivo…
    Aperfeiçoem métodos de produção.
    Até esse navios mercantes de 400.000 Ton. Levam menos tempo para construir…

  6. Também acho muito caro esses equipamentos que os ocidentais compram, US$5.2 bilhões é muita grana e concordo com o Nonato, os russos têm capacidade de construir equipamentos similares bem mais em conta, por qual motivo isto acontece eu não sei. Seria a mão de obra que é mais cara? P&D? Controle de preços?

  7. Nonato…
    .
    já que você citou os russos…os 3 novos “SSBNs” russos conhecidos como “Borei” foram construídos utilizando grande parte dos cascos de 3 grandes SSNs que tiveram sua construção paralisada com o fim da URSS e mesmo assim o primeiro deles levou quase 20 anos para ser incorporado sem mencionar os anos de atrasos com o novo míssil “Bulava”devido à uma série de falhas que finalmente foram contornadas.
    .
    O primeiro SSN/SSGN da classe conhecida como “Yasen” também levou quase 20 anos para
    ser incorporado e custou até mais que o “Borei”…caro até para os padrões ocidentais e
    apenas mais 6 “modificados” entrarão em serviço.
    .
    Quanto ao novo avião “stealth” russo…chamado agora de SU 57, ocorreram uma série de atrasos e ele ainda não está operacional e por hora apenas 12 serão construídos e os subsequentes deverão vir com modificações.
    .
    Quanto a “navios mercantes de 400.000” você parece não compreender que são navios ocos
    vazios sem recheio que exigem uma tripulação de apenas algumas poucas dezenas de pessoas…simplesmente não se pode comparar com navios de combate.
    .
    Os navios que você descreve como a China construindo a rodo…boa parte deles são navios
    relativamente pequenos e portanto mais baratos…mas…evidentemente que os mais sofisticados também custam menos, quando comparados com o de outras nações porque a China é consideravelmente diferente de uma democracia como se conhece…a força de trabalho lá simplesmente é mais barata e tem menos regalias…portanto a China é exceção…ao menos
    por enquanto.
    .
    O novo submarino americano utilizará um novo método de propulsão e também um novo reator
    e o novo NAe, o USS Gerald Ford também é uma evolução da classe “Nimitz”…é o preço que se paga por inovações caso contrário tais plataformas podem tornar-se obsoletas antes do tempo ou serem alvos fáceis …por enquanto os chineses e russos não apresentaram nada muito inovador…teremos que aguardar como se sairão por exemplo com seus futuros NAes com
    catapultas.

  8. É o custo de ser manter na ponta, o domínio americano é incontestável, claro que os russos, com suas excelentes escolas, universidades e um povo hiper culto também podem tudo que quiserem, mas na economia os EUA estão a anos-luz, lá se compra tudo que quiser, a economia se retroalimenta, os impostos são justos, os salários tem poder de comprar, tudo é prático e funciona para o bem da sociedade. Aqui no Brasil, só a título de exemplo, se a gente compra um equipamento no exteior que não existe aqui, é cobrado icms sobre imposto de importação, isso mesmo, o II paga ICMS, a mercadoria dobra de preço, é IMPOSSÍVEL crescer desse jeito, a gente só consegue sobreviver, só isso, paga-se 5X mais que qualquer americano, ganhando 5X menos, não tem como isso funcionar, para vcs terem uma idéia, nos EUA se paga IPVA sobre o PESO do automóvel (porque é isso que destroi as estradas, o peso) , aqui é sobre o valor, penaliza-se quem tem dinheiro para comprar uma Ferrari, aqui tudo é invertido, enquanto não mudar a economia para se igualar aos países de 1º mundo que cobram IVA e não impostos em cascata, o Brasil NUNCA vai decolar.

  9. Sr.Vitor Ribas. Perfeito. Quanto aos submarinos, já disseram tudo. a indústria americana se realimenta, há milhares de empregos e bons salários e acima de tudo dinheiro pra pesquisa. Forma-se capacitação, aperfeiçoa o conhecimento busca pelo desenvolvimento, liberdade de criar e superar. Não sou americanófilo mas reconheço que são superpotência por lutarem e amarem o país os quais criaram.

  10. Se serão construídos apenas 12 unidades desta classe, em respeito a tratados, o conceito dos SSGN morrerá após a aposentadoria dos quatro atuais?

  11. Rafael os novos Virgínias poderam levar mais mísseis Tomahawk, sem contar com os Sea Wolf que levam uma carga significativa de mísseis, nenhum deles levariam a quantidade dos Ohios convertidos para ssgn mas dá pro gasto

  12. E queria aproveitar o posto de submarinos e deixar uma dúvida minha. Os novos submarinos russos classe Yasen serviram para que serao subs de ataque tipo os Virgínias/los Angeles? Serão subs ssgn ? Serão ssbn ? As informações que acho na internet são muito conflitantes e como toda informação de arma russa eles falam que o submarino poderá fazer tudo. Desda já grato se puder me responder .

  13. Refael…
    .
    só complementando o que o Augusto escreveu…futuros submarinos da classe “Virginia” terão um comprimento maior para 4 grandes silos atrás da “vela” cada um capaz de acomodar 7 “tomahawks” o que juntamente com os 2 silos adiante da “vela” capazes de acomodar 6
    “tomahawks” cada um dará uma capacidade total de 40 “tomahawks”.
    .
    Como normalmente um “SSGN” classe “Ohio” embarca cerca de 120 “tomahawks” serão necessários 3 dos novos “Virginias” para se ter a mesma capacidade, porém, sempre haverá pelo menos um “Virginia” na área enquanto que muitas vezes não há nenhum SSGN por perto
    dado que existem apenas 4 deles e 2 estão sempre em manutenção longa enquanto os outros
    dois em teatros distantes um do outro podem estar passando por uma manutenção de rotina e troca de tripulação em Guam ou Diego Garcia quando se pode precisar deles.
    .
    abs

  14. Augusto…
    .
    os novos “Yasen” serão uma mistura de SSNs e SSGNs, uma necessidade russa e portanto
    não encontrado na US Navy…porém, não serão SSBNs, ou seja capazes de portar mísseis
    intercontinentais, como o “Bulava”, para esse míssil estão sendo construídos 5 “Borei Modificados” que juntamente com os 3 primeiros “Borei” já incorporados constituirão a força
    de SSBNs russa…4 deles na Frota do Norte e os demais 4 na Frota do Pacífico.
    .
    abs

  15. “Vejam o caso do Tomahawk. Já devem ter produzido milhares.
    E cada um custa 2 milhões de dólares?
    Um mero cilindro cheio de combustível, uma bombinha na frente (os assaltantes de bancos no Brasil ou terroristas islâmicos usam dinamite a vontade…), com um GPS melhorado…
    Ah, mas demandou pesquisas… Ooohhh…”

    Impressionante a tese acadêmica desse sujeito!

    O Brasil deve ser muito merda mesmo pois, não conseguimos sequer produzir e operar este “cilindro cheio de combustível com uma bombinha na frente e GPS melhorado”

    Sabe tudo!!!!

  16. Desenvolvimento de projeto? 5 bilhões? As pessoas não se tocam. Isso é muuuiito dinheiro.
    Afinal de contas, o que eles querem com esse novo submarino? Ser maior que os outros?
    Aumentar tamanho não demanda tanto dinheiro .
    Reduzir o ruído?
    Será que precisa de tanto dinheiro?
    Novo compartimento de mísseis?
    Com esses preços astronômicos estão quebrando as economias de seus países e reduzindo o tamanho das forças armadas.
    Muito dinheiro jogado fora.
    Como são gastos esses 5 bi?
    100 engenheiros em reunião?
    Refinando ouro para fazer novas ligas para os novos vasos?
    Ou seriam 5 mil trabalhadores trabalhando 5 anos seguidos para cortar chapas de aço, fazer soldagem?

  17. O caro não sai barato…
    A Embraer desenvolveu vários aviões distintos, tipo legacy, Lineage, Phenom.
    Coisa normal do dia a dia de uma empresa…
    Rápido, barato…

  18. Sinceramente o que se gasta com os SUBs eu creio ser um valor elevado demais pelo beneficio que proporciona, considerando o que já se tem, ainda mais quando se fala que os russos e os chineses tem a sua disposição não é superior ao EUA.

  19. Construir um míssil é tão difícil que a Coreia do norte não consegue…
    Oh, é muita tecnologia.
    Nem aviões conseguimos construir.
    Se fosse usar esse tipo de pensamento não existiria Embraer.
    Nem o Brasil teria tinta RAM.
    Em vez de o governo americano gastar 5 bi para desenvolver o projeto, as empresas americanas já deveriam era apresentar suas soluções ao governo, para este decidir o que queria.
    Afinal de contas, em que a nova classe vai agregar?
    Mais espaço para mísseis? Isso não é inovação tecnológica, é apenas aumento de tamanho…

  20. A imprensa enche a boca para dizer que a produtividade do trabalhador brasileiro é baixa e que por isso o Brasil fica para trás…
    Quer dizer que os trabalhadores americanos ganham altos salários e produzem pouco?
    Já que qualquer projeto militar custa os tubos…
    Essa de dizer que radares, mísseis custam caro…
    Sim, porque os fabricantes cobram caro… É aparece besta para pagar…
    Por exemplo, se no reino unido querem cobrar 2 bi de euros para construir uma fragata, aí o governo não tem dinheiro e não constrói ou constrói pouco. Pergunto: em que isso contribui para a manutenção de empregos bem pagos?
    Já se os navios, submarinos, aviões custassem mais barato, os governos construiriam mais, outros países comprariam. E os empregos seriam mantidos… É novos criados.
    Capitalismo é eficiência.
    Construir mais e melhor por menos e não o contrário…
    Do que adianta salários altos com pouco emprego?
    Preço baixo dinamiza a economia…

  21. Nonato,
    Não há como deixar de te dar razão. Esses valores são realmente astronômicos. É como se o mundo do dólar estivesse vivendo uma carestia e uma inflação comparável à que ocorreu no Brasil na Década de 70 e 80.
    E interessante que a grande promessa da informática que iria baratear tudo que tocasse como se fosse um Rei Midas ao contrário nunca se realizou. Pelo contrário. Além de encarecer, complicou.
    Me lembro quando a gente ia numa agência bancária resolver um problema e tinha aquela fichinha de papel. Levava 10 minutos. Hoje, com tudo informatizado e ao alcance de um toque leva…… 1 hora. O pessoal parece que fica inebriado e anestesiado olhando pra telinha e tudo passa lentamente, enquanto a fila de espera aumenta.
    O mesmo falavam da informatização dos processos de desenvolvimento de aeronaves (e navios, submarinos, edifícios, etc). Diziam que iriam baratear e que haveria simulações por computador e coisa e tal.
    Moral da história: hoje levam-se 20 anos pra desenvolver um caça e o custo se compara aos da colonização de Marte. rsrsss

  22. O novo submarino não terá “mais mísseis”…serão 16 contra 24 ou 20 atuais, já que novos tratados pedem que 4 dos silos sejam lacrados, então 16 é considerado o ideal.
    .
    Porém nos mais de 40 anos em que cada submarino permanecerá em serviço…o primeiro entre
    2030 até pouco mais de 2070, haverá necessidade de um novo míssil que poderá ser ligeiramente maior que o velho porém confiável “Trident II”…assim o novo submarino será
    construído de acordo …não pode ser uma cópia dos atuais.
    .
    Um novo e maior reator permitirá que não seja necessário um “reabastecimento” depois de
    cerca de 20 anos de serviço…então sim será outra vantagem.
    .
    A tripulação praticamente será do mesmo tamanho que a dos atuais “Ohios” porém, haverá
    uma melhoria na habitabilidade …algo que todas as marinhas do mundo tem se preocupado
    afinal, marinheiro feliz é marinheiro eficiente.
    .
    Maquinário mais silencioso é absolutamente imprescindível quando trata-se de submarino,
    especialmente um “SSBN”.
    .
    Haverá maior geração de energia igualmente imprescindível para novos equipamentos eletrônicos/sistemas de combate.
    .
    Finalmente haverá também uma margem para crescimento de capacidades…pode não parecer
    tão importante agora…mas se está falando de submarinos que começarão a operar na década
    de 2030 e sabe-se lá o que potenciais adversários terão.
    .
    É caro ? Sim com certeza…mas…também não é o fim do mundo para o que se espera deles…
    não há mágica e mesmo russos e chineses estão sentindo no bolso a sofisticação cada vez
    maior necessária para certas plataformas.

  23. Dalton e Augusto, grato pela atenção e respostas.
    .
    Porém, há um outro ponto também importante, a questão da acomodação para um contingente maior e melhor equipado de forças especiais, bem como equipamentos para ações de inteligência, sabotagem, etc, como USS Jimmy Carter.
    .
    Uma embarcação da Classe Columbia conseguirá aglutinar tantas funções de uma única vez e de forma constante?

  24. Rafael…
    .
    um SSBN não é utilizado para “outras” missões…a finalidade é que ele “desapareça” e permaneça longe das linhas de navegação, navegando lentamente o menos ruidosamente
    possível aguardando ordens para disparar seus mísseis durante o período de patrulha.
    .
    Quanto ao USS Jimmy Carter, que substituiu o USS Parche, um SSN da classe “Sturgeon” modificado, sua principal função, assim como era a do “Parche” é coletar inteligência, servir de plataforma para testes de novas armas e equipamentos…não que não possa operar com “comandos” mas, sendo único, não se pode esperar muito dele nessa capacidade, tanto que basicamente todo SSN e principalmente os SSGNs também apoiam apoiam “forças especiais”.
    .
    abs

  25. Preços dos subsídios modernos, SSNs e SSBN : classe Ohio -2 bilhões U$ Virgínia-2,5 bilhões U$. Astute-1,7 billhões U$. Borei-entre 790 a 950 milhões U$ Yasen-1,6 billhões U$. Lê Triumphan- 4,16 milhões U$ Type 093 – cerca de 900 milhões U$. Resumindo os submarinos ocidentais são bem mais caros sim, tirando Astute que é bem próximo do Yasen o mais caro russo ou outros são bem mais caros. Uma coisa que me chamou atenção é o Borei ser bem mais barato que o Ohio sendo que ele foi desenvolvido para ser equivalente ao Ohio uns dos mais silenciosos do ocidente, sem contar que o Borei tem tecnologias novas como reator que não precisava de reabastecer depois de meia vida

  26. Os Columbians teram novas tecnologias como a propulsão por pump-jet ou lagarta aos amantes do outubro vermelho, eletric drive, superfícies de controle de popa em forma de X (hidroplanos), e sonar de grande abertura.

  27. Augusto…
    .
    O “Borei”, os três primeiros utilizaram boa parte do casco de submarinos de ataque (971) que
    tiveram sua construção interrompida quando do fim da URSS e mesmo assim o primeiro levou
    quase 20 anos para ser incorporado…ou seja, mais barato, até por ter utilizado parte de um
    casco cuja construção havia sido interrompida e já deveria ter entrado em serviço muitos anos atrás forçando a marinha russa a manter submarinos mais antigos em serviço o que significa
    mais dinheiro gasto com revitalizações.
    .
    Comparações são sempre complicadas e custar mais barato não necessariamente significa ser
    melhor ou mesmo equivalente…sabe-se muito pouco sobre as reais possibilidades de cada plataforma e cada país tem suas prioridades…os russos por exemplo tem investido mais em novos mísseis não apenas lançados de submarinos mas também de silos terrestres.

  28. Tem que avisar para o pessoal da General Dynamics não deixar miguem da Lockheed Martim não passar nem para uma visita, arriscado triplicar o preço dos SUBs.

  29. Nonato 22 de setembro de 2017 at 20:27
    Vá trabalhar numa industria militar na China ou Russia.
    Depois voce vem aqui e posta bos …..
    ________________________________________________

    Admiral Dalton,
    onde assino em todos seus comentários aqui ?

  30. Desde o século XIX que eles pensam assim: “O domínio dos oceanos era essencial para a segurança da marinha mercante e, consequentemente, o comércio americano. Depois da II Guerra extrapolaram esse conceito para a tecnologia aeroespacial.
    Se o Brasil investisse em pesquisa científica e tivesse empresários com visão estratégica, poderíamos ter algo parecido. Mas, infelizmente, nem governo temos!

  31. Dalton 22 de setembro de 2017 at 21:16
    “(…)O novo submarino americano utilizará um novo método de propulsão(…)”
    Fiquei curioso! O amigo sabe dizer o que poderia esse novo método de propulsão de um sub? Seria algo no estilo “esteira eletromagnética” (como no romance ‘Caçada ao Outubro Vermelho’ de Tom Clancy)? Imagino que, seja lá o que for essa novo método de propulsão subaquática, o foco seja o silêncio, mais do que a velocidade.
    De resto, concordo (em parte) com as críticas do comentarista Nonato quanto aos custos estratosféricos dos orçamentos de defesa.
    Abraços.

  32. Bosco,
    meu caro, o que você está questionando tem total validade e foi esmiuçado em The Ascendancy of the Scientific Dictatorship de 2004 escrito por Phillip Darrell and Paul Darrell Collins, infelizmente não sei se tem em português, mas é uma análise fabulosa sobre a “ditadura da ciência”, a “escravização pela tecnologia” e o estado do indivíduo como autômato do século XIX ao XXI.

  33. André…
    .
    só agora vi se comentário…caso você retorne aqui, não há nada de “assombroso” sobre a “nova propulsão” que não é tão nova assim…apenas havia sido deixada de lado que é conhecida como “Eletric Drive”…isso resultará em um submarino mais silencioso e necessitará menos manutenção…além claro de se ter um novo reator nuclear mais capaz de gerar eletricidade e isso tudo acaba custando mais.
    .
    Seria mais cômodo e barato apenas continuar copiando …como por exemplo continuar
    construindo NAes da classe “Nimitz”…desde que o “inimigo” também parasse no tempo e isso
    não está acontecendo.
    .
    abs

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