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Marinha Indiana recebe primeiro dos seis submarinos Scorpene

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INS Kalvari, primeiro Scorpene indiano

O Mazagon Dock Shipbuilders Limited (MDL) da Índia entregou o primeiro dos seis submarinos diesel-elétricos classe Scorpene construídos sob licença para a Indian Navy (IN).

Batizado Kalvari, o submarino de 66 metros de comprimento foi entregue ao serviço em 21 de setembro, e deverá ser incorporado “em breve”, de acordo com uma declaração do construtor estatal de Mumbai.

O Kalvari foi lançado em outubro de 2015 e iniciou testes no mar em maio de 2016. Quase um ano depois, em março de 2017, o submarino testou com sucesso um míssil antinavio Exocet no mar da Arábia.

O submarino, que é capaz de guerra anti-superfície e antissubmarino, coleta de inteligência, lançamento de minas e vigilância de área, pode atingir uma velocidade máxima de mergulho de 20 nós e acomodar uma tripulação de 31, incluindo seis oficiais, de acordo com Jane’s Fighting Ships.

Os seis submarinos da classe fazem parte de um contrato INR230 bilhão (US$3,6 bilhões) assinado com o construtor naval francês DNCS (agora Naval Group), em outubro de 2005, no âmbito do programa de submarinos Project 75 da Índia. O MDL vem construindo os submarinos projetados pela DCNS sob licença em suas instalações em Mumbai.

Uma vez incorporados, os submarinos estarão configurados para formar o núcleo do braço de submarinos convencionais da IN e substituir os velhos submarinos das classes “Sindhughosh” e “Shishumar”.

A segunda unidade da classe Scorpene, o Khanderi, lançado em janeiro, está atualmente passando por testes no mar e deverá entrar no serviço no início de 2018. Os quatro submarinos restantes estão programados para o comissionamento em intervalos de um ano em um programa já atrasado por cinco anos.

Enquanto os torpedos Blackhead Alenia Sistemi Subacquei (WASS) planejados originalmente não foram adquiridos, os submarinos foram integrados para disparar os torpedos SUT existentes da IN até que um torpedo pesado de nova geração seja adquirido.

FONTE: Jane’s

36 COMMENTS

  1. O AIP não foi instalado nos Scorpene indianos, o sistema ainda está em desenvolvimento e só poderá ser instalado quando os submarinos passarem com revisão geral, com corte do casco para inserção do equipamento.

  2. “Bavaria Lion 25 de setembro de 2017 at 19:12
    O nosso insubmersível conseguiu a proeza de ser mais caro e pior que o indiano (lá eles usam um AIP local).

    Parabéns aos envolvidos.”

    Bavária, por gentileza, discorra sobre os motivos do por quê você acha que os nossos Scorpenes serão os piores. Não é a primeira vez que vc diz isso mas ainda não apresentou justificativas. Gostaria de conhecê-las.

    Grato

  3. Roberto Bozzo

    Primeiro: Serão os únicos sem nenhum sistema de AIP. Isso limita bastante o endurance submerso (os U-214 sul-coreanos bateram o recorde de um submarino não nuclear em endurance sem snorkel – 18 dias, tem matéria aqui no naval). Na medida que o submarino precisa snorkear mais vezes, fica mais vulnerável.

    O tamanho a ser construído (75 metros) é o maior da classe. Ele será o maior e mais pesado, porém, com lemes em “T” (únicos com esses lemes também) que limitam o movimento se comparado com os lemes em “X” (utilizado em submarinos convencionais pela primeira vez no U-212).

    Além de que, será “sub-armado” em relação aos demais, uma vez que utilizará torpedos menos avançados.

    São esses os meus motivos para ter sido contra o acordo desde o princípio.

    O programa custou, no início, 6.7 bilhões de euros. Foram pagos 4.1 e por aqui, os canais oficiais dizem que pagaram menos de 2. O obscurantismo também faz parte do programa, que aliás, está atrasado quando não deveria estar, pois o desenbolso está adiantado ao invés de atrasado.

    Além de tudo, se fosse um scorpene nos “trinks”, bem armado, bem mantido, e tal… ainda assim, seria um submarino limitado em vários aspectos. Da liga de metal utilizada, passando pelo perfil acústico, até, o tragicômico derrubamento da tripulação em beliches a partir de 35º de inclinação a qualquer direção.

    Saudações.

  4. Vamos relembrar um pouco sobre o S-BR, então:
    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2016/09/S-BR-corte.jpg
    .
    Nosso Scorpène é conta com 75 m e mais de 2.000 toneladas.
    Como todos os outros Scorpènes, apresenta leme em “+”
    Não tem AIP, mas foi adicionada uma seção que proporciona maior capacidade ao paiol de mantimentos, Tanques de Óleo Combustível e melhoria nas acomodações. O que gera aumento de autonomia.
    Conta com a maior capacidade de acomodação para tripulação da série, 35.
    Armamentos…
    Capacidade para: 18 Torpedos (F21) e/ou mísseis (SM-39), ou 30 minas.
    .
    Motorização MTU 12V 396 SE84: https://mtu-online-shop.com/print/3100721_MTU_General_WhitePaper_SubmarineChargingUnit_2011.pdf
    .
    Motor elétrico: Jeumont-Schneider EPM Magtronic 2,800 kW AC, produzindo 21 nós.
    http://www.jeumontelectric.com/wp-content/uploads/2015/12/JE-Marine.pdf
    .
    Sistemas de Sonar: https://www.thalesgroup.com/sites/default/files/medias/documents/thales%20S-Cube.pdf
    .
    Flank Array:
    http://www.thales7seas.com/html_2014/products/509/thales_Planar_Flank_AS.pdf
    .
    Interceptador de Sonar:
    http://www.thales7seas.com/html_2014/products/291/VELOX-M8.pdf
    .
    Mastros:
    https://www.safran-electronics-defense.com/naval-solutions/submarines/masts-and-periscopes
    .
    Sistema de combate:
    https://www.youtube.com/watch?v=Xlow8WOWoZM
    .
    Sistema de contra medidas:
    https://www.youtube.com/watch?v=Aeb2fCCutkU
    .
    Torpedo, no estado da arte:
    https://www.youtube.com/watch?v=eU66YGNCPwQ
    .
    Aço empregado equivalente ao HY-100:
    http://image02w.seesaawiki.jp/d/e/doramarine/bb9306865d3af821.pdf

  5. Aí eu faço a pergunta: Se não teria sido mais barato, rápido se tivéssemos optado pelos submarinos alemães, como os da classe U-214 ou U-212, com construção aqui no Brasil com adaptações para a nossa realidade.

  6. Bavária, você está errado nos elementos apresentados.
    Nenhum Scorpene até hoje construído recebeu sistema AIP, seja o MESMA ou outro.
    O nosso é mais pesado, mas o módulo adicional já é previsto no projeto original, mas para uso diferente.
    Os torpedos adquiridos não são inferiores, são os F-21, novíssimo torpedo francês que foi desenvolvido pra entrar em serviço junto com os Barracuda. É o Estado da Arte em termos de torpedo.
    Leme em T? Até onde eu sei é em +, mas posso estar errado…
    .
    Quanto a ser superior ou inferior aos alemães, é uma questão de análise, por isso não entrarei. Mas, lembre-se, o U-212 é um submarino projetado para combates em águas costeiras/rasa/mar fechado, enquanto o U-214 que seria o mais indicado para águas profundas/oceânicas. Por isso a opção que teríamos seria o U-214.

  7. Olá a todos… de novo esta discussão sobre Scorpenes x IKL? Sugiro aos colegas que ainda estão curiosos que busquem post anteriores onde encontrarão muitas informações interessantes, inclusive sobre as razões da MB em optar pelo Scorpene, sobre os custos envolvidos na construção dos submarinos e no custo para construir itaguaí, sobre os custos do Labgene em Aramar, sobre o reator multipropósito e por fim, sobre o financiamento externo sobre parte do projeto e sobre o desembolso do tesouro para a outra parte.. além de detalhes sobre a modificação do projeto do Scorpene para atender à demanda da MB.

  8. Bom, pesquisei apenas no Naval sobre o assunto, portanto se houver alguma informação incorreta, me avise por gentileza.

    “Primeiro: Serão os únicos sem nenhum sistema de AIP. Isso limita bastante o endurance submerso (os U-214 sul-coreanos bateram o recorde de um submarino não nuclear em endurance sem snorkel – 18 dias, tem matéria aqui no naval). Na medida que o submarino precisa snorkear mais vezes, fica mais vulnerável.”

    Os nossos terão 71 mts (não os 75 que vc citou) exatamente para aumentar o endurance para 60 dias (como solicitado pela MB), além de melhorar a habitabilidade para os submarinistas.

    ://www.naval.com.br/blog/2010/05/06/novas-pistas-sobre-o-s-br-o-novo-submarino-convencional-brasileiro/

    “O tamanho a ser construído (75 metros) é o maior da classe. Ele será o maior e mais pesado, porém, com lemes em “T” (únicos com esses lemes também) que limitam o movimento se comparado com os lemes em “X” (utilizado em submarinos convencionais pela primeira vez no U-212).”

    Se a MB escolheu os lemes em T deve ter seus motivos, não saberia dizê-los e não achei reportagens decentes para desmerecer a escolha. Quanto a ser maior e mais pesado, já foi explicado acima.

    “Além de que, será “sub-armado” em relação aos demais, uma vez que utilizará torpedos menos avançados.”

    Os Sbr dispararão torpedos e mísseis antinavio; a principio torpedos F-21 e Exocet. Os torpedos F-21, ao que se comenta, não será “menos avançado” que os atuais.

    ://www.naval.com.br/blog/2009/02/26/snb-operacao-de-financiamento-ainda-nao-foi-acertada/

    ://www.naval.com.br/blog/2017/05/23/centro-de-armas-submarinas-da-marinha-recebe-mock-up-dos-torpedos-f21/

    “O programa custou, no início, 6.7 bilhões de euros. Foram pagos 4.1 e por aqui, os canais oficiais dizem que pagaram menos de 2. O obscurantismo também faz parte do programa, que aliás, está atrasado quando não deveria estar, pois o desenbolso está adiantado ao invés de atrasado.”

    ://www.naval.com.br/blog/2009/08/22/brasil-pagara-e-36-bi-por-submarinos/

    Um trecho da reportagem: “O total dos gastos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), porém, será bem maior – € 6.790.862.142 – , por incluir transferência de tecnologia e a compra de sobressalentes, torpedos, um estaleiro e uma base para a nova embarcação. ”

    Então não acredito que os “4,1 bi já pagos” referem-se somente aos subs, como mostra o trecho acima da reportagem.

    “Além de tudo, se fosse um scorpene nos “trinks”, bem armado, bem mantido, e tal… ainda assim, seria um submarino limitado em vários aspectos. Da liga de metal utilizada, passando pelo perfil acústico, até, o tragicômico derrubamento da tripulação em beliches a partir de 35º de inclinação a qualquer direção.”

    A liga de metal é a mesma utilizada em outros subs pelo mundo, então não vejo nada que desabone. Provavelmente foi adotado o HLES 80 por ser conhecida, a décadas, sua forma de trabalho, elasticidade, etc.
    O perfil acústico só será conhecido quando o primeiro for ao mar, já que é praticamente uma nova classe; hoje os dados são apenas estimados e não realmente conhecidos.
    O “derrubamento da tripulação em beliches” será resolvida com a mudança de posição das mesmas, graças ao aumento do comprimento do Sbr.

    Portanto ainda não entendi do por quê vc achar que o Sbr será “insubmersivel” e/ou uma porcaria.

  9. Bozzo

    Sobre as medidas, existem muitas fontes, mas a maioria fala em 75m. Realmente não se compara Uboot com insubmersível.

    Essa liga de metal é utilizada em face da frança não deter o conhecimento do HY-100, nem da família de ligas HY. O HLES-80 é uma liga belga (Mittal), e é um paliativo em relação ao que se pode ter. Pelo composto, ele não é semelhante (nem em densidade nem em perfil magnético) nem ao HY-80, quanto mais ao 100.

    Os japoneses conseguiram ligas interessantes (Ns110) embora, via de regra, um pouco menos duráveis, a partir do NS80 da SSAB (gentleseas.blogspot.com.br/2015/01/japan-offer-to-australia-soryu.html) e mais pesadas. A “jogada” da Mittal foi nomear sua liga com o sufixo “80” tal qual o HY e o NS80. Nenhum submarino de verdade utiliza a HLES-80.

    Em outras ocasiões, já foram mostrados foruns de marinheiros chilenos criticando as capacidades do insubmersível. No naval, existe um post com um bom apanhado.

    Se você procurar “scorpene en chile”, vai ver como ele é nomeado de forma carinhosa lá.

    http://www.naval.com.br/blog/2009/08/31/problemas-tecnicos-que-a-marinha-tera-de-enfrentar-no-scorpene/

    Em suma, o projeto base é bem deficiente tecnicamente, e, o brasil arrumou uma boa maneira de piorá-lo.

    Saudações.

  10. Augusto…
    .
    o “MK-48” não é compatível com o sistema francês que obviamente já virá instalado a bordo
    dos futuros submarinos e que também permitirá o lançamento de mísseis anti navios através
    dos tubos de torpedo…algo inédito por aqui, mas, mesmo os dois submarinos de projeto alemão da marinha chilena foram adaptados para também lançar o “exocet”…o que é muito bom quando se tem um vizinho como o Peru.

  11. “Essa liga de metal é utilizada em face da frança não deter o conhecimento do HY-100…”
    Fala sério.
    Pq os franceses não teriam acesso a HY-100???
    A ArcelorMittal é certificada pra fazer esse aço até para os projetos das FFAA dos EUA… Assim como também é certificada para fazer HSLA-80 para US Navy.
    .
    “Pelo composto, ele não é semelhante (nem em densidade nem em perfil magnético) nem ao HY-80, quanto mais ao 100.”
    .
    Parabéns, você descobriu que o que se busca nesses aços são níveis de resistência semelhante a série HY, mas com melhor soldabilidade e outros fatores de processamento. $$$$…
    .
    “A “jogada” da Mittal foi nomear sua liga com o sufixo “80” tal qual o HY e o NS80. Nenhum submarino de verdade utiliza a HLES-80.”
    Que? Aí tu me quebra….
    Procure saber o pq da numeração “80”, “100”, “130” na série HY. Isso ai não é por acaso…
    Procure entender o que HSLA-80, HLES-80 e HY-80 tem em comum. Já dei a dica acima.
    .
    Francesês usam HLES-80 como os americanos usam HSLA-80… Ambos tentam fugir da dificuldade e dos custos de trabalhar HY-80.

  12. Karl Bonfin,

    Os alemães não ofereceram um pacote tão completo quanto os franceses. Esse é o ponto.

    A experiência francesa com submarinos nucleares também foi determinante para o fechamento do PROSUB com estes.

  13. Bardini

    Vê o link que eu postei acima. O NS80 japonês tem a densidade do que seria um HY-114. Mas essa densidade é explicada em relação a libra por polegada² de pressão suportada.

    Além da densidade, existe o requisito de ser não magnético, ou o grau de magnetismo da liga, além disso (densidade suportada) tem o peso e a ductibilidade da liga. E ainda além disso, tem a necessidade de se pagar pela propriedade intelectual que resulta na fórmula da liga de aço, além de matéria prima específica.

    Então, a dificuldade da solda é compensada pelo menor grau de magnetismo, alta densidade suportada, baixo peso da liga e ductibilidade parametrizada.

    Quem pode e tem a tecnologia usa a série HY, bem como, a nova série TKMS HYxs110 vem com uma nova liga, ainda mais leve do que a série HY Krupp normal.

    Mas é claro que os EUA usam a série HY em seus Subnucs porque a HLES e HSLA são melhores e eles querem pagar royalts a Krupp de graça.

    Isso é o que eu sei como entusiasta e amador, mas tem um bocado de material aí na internet. Quem pesquisa acha…

  14. Bavaria Lion 26 de setembro de 2017 at 10:14

    Bem, achei este aqui:

    http://www.nwitimes.com/business/steel/local-steel-used-in-navy-ships/article_ce989093-2f64-5032-9799-6302bf8b25bc.html

    “ArcelorMittal USA plate was used to make the USS Illinois submarine, a 377-foot-long vessel that can travel at more than 25 knots while submerged.

    The $2.7 billion Virginia-class submarine, which weighs 7,835 tons, was commissioned in December and can be used against submarines, surface ships and mines, as well as for surveillance and covert strike missions. A Virginia-class is a nuclear-powered attack submarine.

    ArcelorMittal plates are used throughout the hull, including the nuclear reactor, of a ship that’s capable of being submerged to extreme depths for months on end.”

    Ou, conforme o google tradutor:

    A placa ArcelorMittal USA foi usada para fazer o submarino USS Illinois, um navio de 377 pés de comprimento que pode viajar em mais de 25 nós enquanto está submerso.

    O submarino de US $ 2,7 bilhões em Virginia, que pesa 7,835 toneladas, foi contratado em dezembro e pode ser usado contra submarinos, navios de superfície e minas, bem como para vigilância e missões de greve secreta. Uma classe da Virgínia é um submarino de ataque nuclear.

    As placas ArcelorMittal são utilizadas em todo o casco, incluindo o reator nuclear, de um navio que é capaz de ser submerso em profundidades extremas por meses finais.

    Saudações

  15. Cara vc esta profundamente enganado, a série hy não é nada moderna, na verdade é datada de 1890, e tem um projeto de liga bastante obsoleto. O hles é datado de 1980, e não atingiu seu auge militar, principalmente por conta do fim da guerra fria. Contudo não há dúvidas quanto a sua maior aplicabilidade em diversos meios civis e militares principalmente por conta de sua maior economicidade e praticidade. A questão é que ainda falta conhecimento extensivo sobre suas características de tenacidade em condições reais de uso, muito por conta da timidez dos maiores estaleiros, de substituir o já cansado hy.

  16. Eparro

    A Mittal pode ter vendido a série HY, uma vez que já comprou a licença para outros fins há algum tempo, ou podem ser mesmo aços HSLA, ou o que seria inédito, HLES.
    E sim, a empresa belga é tradicionalíssima no desenvolvimento de aços. Se eles não dizem qual a liga que estão usando, não dá para saber. Pelo menos em comunicações oficiais, o que eu sei é que usam a série HY.

    (http://everyspec.com/MIL-SPECS/MIL-SPECS-MIL-S/download.php?spec=MIL-S-16216K.011494.PDF)

    Saudações

  17. Bavaria Lion 26 de setembro de 2017 at 11:39

    Compreendo!
    Acredito que interpretei mal seu texto sobre a Mittal. Pareceu-me que ela era uma “tonha” em termos de produtora de aço.

    Agradeço a atenção

  18. Bavaria

    “Essa liga de metal é utilizada em face da frança não deter o conhecimento do HY-100, nem da família de ligas HY. O HLES-80 é uma liga belga (Mittal), e é um paliativo em relação ao que se pode ter. Pelo composto, ele não é semelhante (nem em densidade nem em perfil magnético) nem ao HY-80, quanto mais ao 100.”
    Tem certeza que a frança não domina o HY-100 ?

    ://pubs.rddc-drdc.gc.ca/BASIS/pcandid/www/engpub/DDW?W%3DAUTHOR+%3D+%27Bird%2C+J.%27%26M%3D8%26K%3D511913%26U%3D1

    Pelo que pesquisei na internet, a nomenclatura HY e HLES dizem respeito as mesmas propriedades do aço, ou seja, HY-80 é igual ao HLES-80. HY é a nomenclatura norte-americana e HLES é a nomenclatura para europa, asia, etc….

    O aço HLES-80 (HY-80) é amplamente difundido na industria naval militar, sendo usado, inclusive, nos subs nucleares norte-americanos a décadas. Por ser tão conhecido, e com relativa facilidade de soldagem, de trabalho, deve ter sido o escolhido para os subs brasileiros.

    ://en.wikipedia.org/wiki/HY-80

    Aliás engenheiros franceses ligados a Industeel France (subsidiária da ArcelorMittal) criaram uma nova liga, melhorando a soldabilidade do HLES-80.

    ://www.google.com/patents/US20080213121

    Um aparte interessante.

    “A situação estratégica brasileira quanto a esse tipo de material é crítica. De fato, limitações técnicas impediram a produção, no Brasil, das chapas de aço HY-80 que foram utilizadas nos submarinos construídos pela Marinha no final da década de 1980. Tal material teve de ser importado da Alemanha. Surge aí um problema potencialmente grave: há restrições políticas bastante severas que dificultam enormemente a importação de aços que possam ter propósitos militares. A maior potência siderúrgica mundial, o Japão, de fato restringe severamente a exportação de aços que comprovadamente venham a ser utilizados nesse sentido. Desse modo, um boicote conjunto de fornecedores internacionais de aços especiais poderia eventualmente estrangular qualquer programa brasileiro na área militar, inclusive naval, que dependa desse material.”

    ://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0370-44672003000400012

    Como pode perceber, não basta apenas “querer” usar algum material, existem implicações técnicas e até politicas. Se não dominávamos a laminação do aço naquela época, com um produto largamente conhecido pelo mercado, imagine hoje com um aço mais “específico”.

    Por fim, as diferenças entre aços talvez não compense o uso do HY-100 pelo seu custo de aquisição, soldagem, etc.

  19. Bozzo

    São aços diferentes. O HY é Krupp, embora utilizado largamente pelos EUA. Tanto que no site da própria ancelor mittal tem um comparativo entre aços, embora sem dados e nada técnico.

    http://industeel.arcelormittal.com/products/protection-steels/naval-grades/

    Mas não, não são os mesmos aços, a frança não tem matéria prima e os royaltes para produzir o HY (80, 100 e 130 só mudam pela densidade do limite de escoamento, são a mesma liga).

    Saudações.

  20. “Bavaria Lion”
    .
    “Isso é o que eu sei como entusiasta e amador, mas tem um bocado de material aí na internet. Quem pesquisa acha…”
    .
    Tem um bocado de informação na internet. Se você não sabe o que interpretar ou não entende o mínimo de Ciência dos Materiais, Metalurgia etc, fala o amontoado de baboseira sobre aços e outras ligas.
    ___________
    “A Mittal pode ter vendido a série HY, uma vez que já comprou a licença para outros fins há algum tempo, ou podem ser mesmo aços HSLA, ou o que seria inédito, HLES.”
    .
    “O HY é Krupp”
    .
    Essa liga tá normatizada…
    HLSA é resultado de um estudo feito pelo setor de pesquisas da US Navy, para gerar uma liga competitiva com desempenho semelhante a série HY, só que com melhor soldabilidade e etc, pq isso custa muito dinheiro $$$ na construção do navio.
    Você pesquisa uma liga, gera uma COMPOSIÇÃO e um PROCESSO DE FABRICAÇÃO que atende os requisitos. Normatiza a porcaria toda, composição, requisitos, testes, qualidade, processos, soldagem e etc e etc.
    Decide usar nos novos projetos, depois de muito estudo.
    Então entrega na mão de quem pode fazer a liga (pq você não faz), junto da papelada dizendo: “olha, quero que você me faça isso, assim, assim e assado, pode ser? Quanto custa? Quem me entrega mais barato?”
    Foi isso que a US Navy fez e achou seus fornecedores.
    .
    A Industeel fez o mesmo que o setor de pesquisa da US Navy, gerou uma liga competitiva como alternativa a Série HY.
    Como eles FABRICAM a porcaria toda, eles oferecem. Os franceses compraram para seus submarinos. Nós compramos um projeto francês.
    .
    Você compra HY-80 até da China Steel Corp, se quiser…
    .
    Os britânicos fizeram concorrência para comprar o aço dos seus novos submarinos… Quem ganhou? França, via Industeel pq era a alternativa mais competitiva. Deu um bafafa desgraçado e serviu de munição para o Brexit.
    Ai tu tem que ler: “a frança não tem matéria prima e os royaltes para produzir o HY ”
    Fala sério.
    .
    “Quem pode e tem a tecnologia usa a série HY”
    Quem não quer inovar e quer usar as normatizações, a mão de obra já qualificada e etc usa essa série.
    .
    Enfim… Quer falar mal do submarino? Blz, mas sugiro falar de outra coisa.

  21. Bavaria

    Falei que são a produtos iguais, nomes diferentes pois achei em um blog de fisica falando disso, mas se está errado, desculpe.

  22. Até especialistas em metalurgia naval temos aqui, fantástico!

    Meu problema com os S-BR não é se são franceses ou alemães, HY100 ou HLES80, é o preço que pagamos. Compara aí com os indianos.

  23. Compare o que eles compraram e o que nós compramos…
    .
    – Contrato de construção de quatro Submarinos Convencionais (S-BR), dividido em pacote de materiais, construção e suporte logístico;
    – Contrato de construção do primeiro Submarino de Propulsão Nuclear Brasileiro (SN-BR) e é dividido em pacote de materiais e serciços para o seu desenvolvimento e sua construção;
    – Contrato de aquisição de trinta Torpedos F21 e cinquenta despistadores de torpedo;
    – Contrato para projeto e construção do Estaleiro, da Base Naval e da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM);
    – Contrato para administração do planejamento e da Coordenação do Objeto Principal (projeto e construção do submarino com propulsão nuclear);
    – Contrato de transferência de tecnologia de projeto e construção dos quatro S-BR, do desenvolvimento do projeto do SN-BR e de fornecimento de informações técnicas para o projeto do Estaleiro, da Base Naval e da UFEM; e
    -Contrato de Offset.

  24. Bardini

    Baboseira, blablabla, lenga lenga. Fica feliz aí no teu mundo. A série HY, no documento que mandei anteriormente, tem se mostrado mais resistente, leve e dúctil para o trabalho com grande pressão (submarinos é onde existe a maior pressão), apesar de ter a solda mais difícil. A USN não teve grana durante 6 décadas para fazer isso?

    Eu tomei por base um arquivo que o próprio Bozzo compartilhou novamente quando da discussão. Eu procuro entender por meio da minha concepção. Se você acha limitada, ou, desleal, ou qualquer coisa, te vira, o problema é teu. Não tenho problema de autoestima pra ficar dizendo que o raciocínio de fulano e cicrano é limitado, ou muito menos, ficar questionando lisura moral de alguém. Te resolve aí. Não enche o saco.

    Ninguém precisa falar especificamente do aço pra constatar problemas no insubmersível, os fóruns chilenos e malaios já o fazem.

    Mas o teu mundo é muito bacana. Os insubmersíveis foram bons negócios, compraremos escoltas que durarão 50 anos, e o HY é pior que o HLES. Fica a vontade nele aí.

  25. Senhores,
    Nosso sub é razoavelmente diferente dos outros scorpenes, e (espero) os erros aprendidos com a construção e operação dos Subs malaios e chilenos impactará sobre a construção dos mesmos.

    A falha dos nossos, no meu ponto de vista, foi o processo de aquisição,com ingerências politicas maiores que as usuais.

    Maiores que usuais pois não estamos comprando Corsinhas para um ministério, mas um meio de aquisição cara, de operação cara, que dependerá de uma linha de suprimentos internacional e pode ser cortada por desavenças regionais e principalmente, da capacidade de dissuasão frente a um possível ataque ao pais ou a capacidade de operação em situações reais de guerra. É esperado ingerência politica, mas aqui simplesmente resolveram fazer caixa pro partido e se “adiantar” financeiramente com a compra.

    Quanto ao aço, não precisa ser especialista em “metalurgia naval” ou coisa equivalente. Os nomes são normatizados (pela ASTM ou AISI, mas até MIL-STD ele tem), no caso do HY-80 é uma designação AISI em que os dois primeiros caracteres são o tipo de propriedade tênsil esperada (High Yield Strenght) e os dois (as vezes três) dígitos que se seguem são o valor de resistência a tensão em Kilo libras por polegada quadrada, o equivalente a 1000 PSI.

    Esse aço não tem proprietário, nem a Krupp, nem a ArcelorMittal, nem a China Steel, mas a Navy, assim como a DCNS ou quem compra um meio naval tem características e uma receita muuuuito especifica que passa aos fabricantes, mas no básico ele é um aço normatizado. Não é um aço fácil de fazer e exige uma aciaria com um CQ elevado, mas se tiver grana e vontade de fazer, faz. Essa informação me foi passada por um engenheiro metalúrgico. Você pode encontrar HY-80 com pequenas alterações nas suas características de ductibilidade e magnetismo, mas com o principal (como descrito na nomenclatura do aço) igual. Essas pequenas diferenças estão em alterações extremamente sutis nas proporções dos elementos e na maneira de se fazer o aço, e é isso que se tenta esconder, maaaaaaaaaaas (e ai um enorme mas) como em tudo na engenharia, depois que o gato sai do saco, qualquer um pode copiar.

    A MB já se posicionou quanto ao AIP, mesmo eu não aceitando alguns argumentos, eles são os especialistas, tem uma visão mais ampla da operação da coisa, e acharam (a época, com o desenvolvimento do sistema existente naquela época) que o retorno não seria interessante, então, bola pra frente, se luta com o que tem, e não com o que se quer.

    A comparação com a Índia é descabida por vários fatores, principalmente por um deles. A necessidade indiana de uma dissuasão crível e absurdamente maior do que a nossa. O que não significa que devemos largar tudo, mas, necessidades diferentes criam soluções diferentes. (Ivan, antigo, mapas explicam melhor como sempre, certo ?)

    Sempre é bom discutir e aprender com os Senhores …

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