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Porta-aviões ‘Minas Gerais’ na Operação UNITAS XXI, em 1980

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Helicóptero SH-3D decolando enquanto 5 aviões P-16 aguardam na fila da catapulta

Nas fotos, o Navio-Aeródromo Ligeiro (NAeL) Minas Gerais operando com helicópteros antissubmarino SH-3D Sea King do Esquadrão HS-1 da Aviação Naval e aviões antissubmarino Grumman P-16E Tracker do 1º Grupo de Aviação Embarcada (1º GAE) da Força Aérea Brasileira na UNITAS XXI, em 1980.

Nas imagens aparece também o destróier USS Arthur W. Radford (DD-968) da US Navy. As operações embarcadas do GAE naquele ano ocorreram entre 21 outubro e 4 de Novembro de 1980.

Segundo a página do NAeL Minas Gerais no site Navios de Guerra Brasileiros – NGB, o porta-aviões brasileiro participou em setembro e outubro de 1980 da 2ª Fase da Operação UNITAS XXI, realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e Recife-PE, integrando o GT brasileiro sob o comando do Contra-Almirante Walter Faria Maciel.

O GT norte-americano, sob o comando do Contra-Almirante (USN) Peter K. Cullins, era composto pelo USS Arthur W. Radford – DD 968USS King – DDG 41, fragata USS Pharris FF 1094 e pelo submarino nuclear de ataque USS Snook – SSN 592. Os navios escalaram em Salvador-BA.

FOTOS: Coleção Luís Martini Thiesen, via Facebook – as fotos foram feitas pelo sargento Erasmo.

Helicóptero SH-3D Sea King
Helicóptero SH-3D da MB e avião P-16E Tracker da FAB
Um helicóptero Esquilo da MB à vante da ilha do Minas Gerais
Destróier USS Arthur W. Radford – DD 968 visto pela popa do NAeL Minas Gerais
Destróier USS Arthur W. Radford – DD 968

 

52 COMMENTS

  1. Sikorsky SH-3D Sea King parece exercer a função de salvamento e resgate da tripulação do Grumman Tracker em alguma eventual emergência na decolagem. Pesado, grande e caro, mesmo não sendo o helicóptero padrão para essa função na Marinha do Brasil, é de se imaginar as razões pelas quais o Brasil não quis adotar Aérospatiale Alouette na aviação naval. Helicóptero de valor, com condições de superar todo encalhamento político que porventura houvesse à época e até mesmo romper a feliz tradição de nossa marinha em preferir os confiáveis ingleses Westland.

  2. Tracker em ação nas fotos.
    Como ficaram as (4) aquisições “quase” recentes dos Tracker pela MB ?
    Vão operar em quê e como se vierem ?
    Conseguiram cancelar ?
    Sim, eu li a entrevista do Charlie 01 aqui na trilogia, mas de lá para cá nada mais foi divulgado.
    Afinal de contas é o meu dinheiro e o seu dinheiro, nosso dinheiro.

  3. Na década de 90 tive a oportunidade de visitar a USS Arthur W. Radford e a USS Pharris no Cais da Praça Mauá no Rio de Janeiro. Ainda devo ter os folhetos de visitação das mesmas.

  4. Bom dia amigos…
    Muito se fala do tempo que tínhamos um Nae operacional e tal… Mas vendo estas postagens lá da época de operação do Minas Gerais, chego a conclusão que nada mudou…
    Naquela época tínhamos o que? Um porta aviões para atividade exclusiva de asw e só… treinávamos para isso com a US Navy… não tinha nada de mais nele… não havia a tal “propagação de poder”… apenas éramos uma marinha para missões de interesses de outros e não propriamente nossa…
    Abraços
    Ribeiro

  5. Em 1980…por conta da guerra fria todas as marinhas eram maiores do que são hoje…mesmo a US Navy é uma “sombra” hoje
    do que era em 1980 e estava em clara expansão.
    .
    Quanto a não adotar o “Alouette” como comentado pelo Roberto, a US Navy também utilizava o SH-3 para missões
    de busca e salvamento e “plane guard” , mais capaz que o helicóptero francês e com a necessidade se se ter alguns
    “Esquilos” a bordo, encareceria e complicaria ainda mais do ponto de vista logístico se ter outro tipo de helicóptero a bordo.
    .
    Quanto ao “Ocean” não é absolutamente necessário que haja “escoltas” para ele…ainda mais em tempo de paz…navios anfíbios
    tem se movido sem escoltas o tempo todo, um exemplo brasileiro foram às missões para o Haiti…então não será a “falta” de
    escoltas que pesará na decisão e sim falta de grana.
    .
    Ribeiro…não acho que treinar com a US Navy não servisse para salvaguardar interesses do Brasil…em “1980” ainda estava “fresca”
    na memória a II Guerra e os submarinos nazistas…e a maior ameaça em potencial nos anos 80 eram os submarinos soviéticos…então havia ainda
    a necessidade de se manter uma “doutrina” e cooperação com os EUA…a união faz a força como fez em 1942.

  6. Olá Ribeiro. Acho que você razão em muitos pontos. Eu li em vários lugares (um pouco aqui outro acolá… mas nada que eu lembre que possa dar a referência) que durante a guerra fria, a MB tinha um papel de ASW mesmo. Se não me engano, os submarinos da MB tinham a função de treinar as equipes de superfície em ASW. No caso de um conflito mundial, o Brasil estaria alinhado com os EUA e a nossa teria o papel de ASW no Atlântico sul contra os soviéticos… esse era o desenho da MB. Neste aspecto, acho que hoje estamos menos aparelhados mas temos felizmente saímos do modelinho ASW. Sob este ponto de vista, estamos melhor agora.

  7. Com o fim da ameaça dos submarinos soviéticos até a US Navy “relaxou”…o esquadrão de 10 aeronaves A/S S-3 embarcados nos NAes,
    começou a diminuir de tamanho até que começaram a ser utilizados em outras funções, como reabastecimento aéreo e finalmente
    foram retirados de serviço faz mais de 10 anos agora.

  8. “….apenas éramos uma marinha para missões de interesses de outros e não propriamente nossa…”
    .
    A missão ASW no Atlântico Sul, para proteger nossas rotas de comércio marítimo num contexto de guerra fria eram sim de nosso interesse, tanto que a MB planejou seu reequipamento ao final da década de 1960 (e parte desse reequipamento estava pronto em 1980) pensando justamente nisso.

  9. “camargoer 6 de novembro de 2017 at 8:30
    Carlos colegas… Minas Gerais não tem litoral. Tem que contar com o Espírito Santo….”
    Camargoer, vc está enganado ES é um território mineiro autônomo, rsrs.

  10. Esses navios da Classe Spruance eram , para mim, um dos vasos mais bonitos já construídos, os quais os desenhos sobrevivem na Classe Ticonderoga de Cruzadores, mais parrudos!!

    mas treinando ou não, o Minas foi muito mais ativo que o SP, mesmo que sendo utilizado a mais tempo!!

  11. Quem não entende o por quê de investirem tanto em ASW se esqueceu de quando os nazistas encostaram submarinos aqui e começaram a afundar os navios brasileiros.

  12. O Esquilo era o helicóptero que realizava a função de guarda de aeronaves, era apelidado de Pedro e Paulo porque eram normalmente dois que ficavam voando a postos durante as decolagens e pousos de P-16 para recolher tripulações em caso de queda na água.

    O SH-3D era para função antissubmarino, pois tinha sonar mergulhável, e eventualmente transportava de tropas em operações anfibias com a retirada do volumoso equipamento de sonar.

  13. Observem que integrava a força-tarefa americana nessa operação um submarino nuclear. Nas Operações Unitas a MB tinha a oportunidade de treinar o combate a submarinos nucleares e nessa operação fragatas brasileiras lançaram mísseis Ikara contra o submarino USS Snook.

    Um submarino de propulsão nuclear é muito difícil de ser engajado pela sua velocidade e capacidade de ocultação, já que não precisa usar esnorquel. Então as táticas eram diferentes e precisavam da integração de meios aéreos, de superfície e submarinos para lograr êxito.

    E para conseguir uma mínima chance de sucesso contra um submarino nuclear, o torpedo tem que ser lançado o mais próximo dele possível, de preferência bem em cima (lançado por aeronave ou míssil), pois o submarino nuclear pode escapar de torpedos simplesmente acelerando.

  14. Srs
    A diferença da MB de 1980 e a de hoje é que a de 1980 tinha em vista quais seriam os prováveis inimigos e se preparava para atuar de acordo.
    Hoje a MB não sabe quais seriam seus prováveis inimigos e, portanto, não consegue ter uma diretriz para se preparar e cumprir seu papel.
    Menos que dificuldades orçamentárias, esta é a principal razão do seu atual estado de penúria, pendulando entre sonhos de subnucs e uma realidade de uma esquadra caminhando para a sucata.
    Uma guarda costeira envergonhada com arroubos de armada.
    E achar que o Ocean é um equivalente do velho Minas é ignorar o papel e as capacidades de cada um.
    É até uma ofensa ao Mingão e seus tripulantes, por mais respeito que o Ocean mereça.
    Sds

  15. Não foi nessa operação que a MB detectou um submarino Kilo soviético espionando as redondezas? E ainda que depois o submarino nuclear norte americano engajou uma perseguição e depois o perdeu?!?

  16. Sim, Luiz, mas não era um submarino Kilo (cujo primeiro da classe entrou em serviço em dezembro de 1980), era um de propulsão nuclear não identificado.

    Neste trecho do livro “Os Cardeais” de Mauro Lins Barros, que conta a história do 1º GAE, em 1980 os P-16E da FAB estrearam usando seu sistema de sonobóias Julie/Jezebel e detectaram um submarino soviético espreitando os exercícios da UNITAS XXI:

  17. Que doidera hein, um sub soviético bem observando o treino em que a finalidade era ter êxito em detê-lo e ou seus iguais em caso de conflito. Este foi um êxito e tanto pros pilotos e operadores do P-16E.

  18. Tomcat, no livro “As Garras do Cisne” do Roberto Lopes tem a descrição de um diálogo entre um diplomata brasileiro e um taxista em Moscou. O russo quando fica sabendo que o passageiro é brasileiro, fala de seus tempos na Marinha Soviética, tripulando submarino. Ele diz que muitas vezes foi enviado ao Brasil para missões de reconhecimento, fotografando nosso litoral.

  19. ué, expanto sobre isto ??, ja foi postado aqui que o S. Amazonas ja esteve proximo de um deles …

    Alias tbm sem sentido, navios Sovieticos eram regulares no brasil, ja pensou se tivesse selfie a época, ia ter de monte … (sem contar as com as prima SANTA da Área Alfa …. ) 😛

  20. Pergunta aos entendidos: nosso sistema ASW da época teria condições de ter enfrentado os subs da Royal Navy numa situação semelhante a das Malvinas? Estávamos em melhor condições na guerra ASW que os argentinos? Como teria se saído o Minas Gerais numa hipotética participação no conflito do Atlântico Sul?

  21. S Diniz, a MB era mais preparada que a ARA em guerra antissubmarino porque participou de comboios na Segunda Guerra Mundial no Atlântico Sul e do combate aos submarinos do Eixo, enquanto a Argentina permaneceu “neutra”. Nossas tripulações antissubmarino foram treinadas nos EUA e depois da guerra esse conhecimento aumentou ainda mais.

    Os navios brasileiros também eram mais preparados para a guerra antissubmarino, duas das nossas fragatas tinham sonar de profundide variável (VDS) e quatro tinham o míssil antissubmarino Ikara, com 20 km de alcance, além do helicóptero Lynx que também lançava torpedos.

    Também tínhamos 3 submarinos classe Oberon, que eram excelentes para guerra antissubmarino.

    As aeronaves do nosso NAeL Minas Gerais poderiam detectar e rastrear os submarinos nucleares britânicos, mas afundá-los seria outra história, porque depois que o torpedo cai na água o submarino nuclear tem várias táticas para escapar do ataque.

    Por mais recursos que uma Força-Tarefa tenha, o submarino sempre está em vantagem, principalmente o nuclear, porque ele tem a iniciativa das ações.

    Os ingleses, por exemplo, quando estavam a caminho das Malvinas esgotaram seus estoques de torpedos antissubmarino atacando alvos falsos (cetáceos) pensando serem o submarino argentino San Luis.

    Na foto abaixo, a fragata União lançando um míssil antissubmarino Ikara.

  22. Show Alexandre, muito obrigado pelas informações.

    Quanto ao episódio do taxista soviético foi espetacular. Tb tenho este livro. A parte que ele fala das nossas praias é de arrepiar, mas, no fundo e naqueles dias, acho que todo mundo espionava todo mundo!!! Imagina a zona que deveria ser a Falha GIUK, com suas redes de sonobóias e subs passando de um lado para o outro ao melhor estilo de “Caçada ao Outubro Vermelho”.

    Saudades desta época quando sabíamos que eram os inimigos, hoje….

  23. A guerra naval no Atlântico – Norte, Sul ou na Linha do Equador – foi, é e será principalmente travada com submarinos e/ou contra submarinos.
    .
    No século passado, durante a primeira e segunda guerra mundial, bem como nas Malvinas/Falklands, foram os submarinos e as forças antissubmarino (ASW) que ditaram o rumo das guerras.
    .
    Incrivelmente até mesmo nas Malvinas/Falklands (batalha aeronaval e anfíbia) foi a ação exitosa dos SSN ingleses que contiveram a Armada de la República Argentina (ARA) nos portos (afundando o Belgrano), bem como a falta de êxito dos submarinos diesel-elétrico argentino com seus torpedos mal calibrados em atacar a Royal Navy, que determinou inicialmente quem podia se movimentar e quem não podia.
    .
    O velho Minas com os Cardeais e Seakings tinha seu valor em um cenário de garantia das rotas marítimas do Atlântico Sul e Central.
    .
    Sds.,
    Ivan, o Antigo.

  24. Os Argentinos deveriam ter comprado o Minas gerais na época que ele deu baixa,pois o 25 de maio sairia de circulação é o preço estava tentador pelo menos não perderiam sua prontidão mas acho que por orgunho não aceitaram.Claro que ele ficaria na argentina por um longo tempo. A função ASW é muito importante se os srs. se lembrar basta o reino unido trazer os subnucleares a sua frota foi toda por litoral inclusive o 25 de maio é deixou a tropa na malvinas entregues a própria sorte,sendo que a força aérea que teve que dar seus pulos para socorrer a tropa a centenas de km.

  25. Apenas uma correção.Pedro era diurno, normalmente um Esquilo. Paulo era noturno, normalmente um UH-15, Pégaso. a aeronave guarda era sempre uma e não duas

  26. Alexandre Galante 6 de novembro de 2017 at 16:42

    “Os ingleses, por exemplo, quando estavam a caminho das Malvinas esgotaram seus estoques de torpedos antissubmarino atacando alvos falsos (cetáceos) pensando serem o submarino argentino San Luis.”

    Galante, estes torpedos acertam os alvos, no caso essas baleias? Se sim, há estatísticas da quantidade de acertos?

  27. Nessa época, 1980, os 2 NAes franceses inclusive o futuro “São Paulo” operavam apenas 2 helicópteros…”Alouette III” , ambos
    apelidados “Pedro” que apesar de serem capazes de transportar torpedos o fato de serem apenas 2 os “condenava” a helicópteros
    utilitários e guarda de aeronaves.
    .
    Para guerra A/S utilizavam-se a bordo aeronaves de asa fixa “Alize” normalmente 7 eram embarcadas, mas, diferente da US Navy e
    da marinha brasileira que complementava os “asa fixa” com helicópteros como o SH-3, os franceses até por falta de espaço não
    podiam se dar a esse luxo já que a ala aérea compreendia 10 F-8(Crusader) aeronave dos EUA com uma variante construída especificamente
    para os 2 NAes franceses e cerca de 20 “Etendard” substituídos ao longo dos anos 80 pelo “Super Etendard”.
    .
    Na US Navy o SH-3 tinha que fazer também a função de guarda de aeronaves pois era o único helicóptero embarcado…normalmente 6
    eram embarcados.

  28. MO…
    .
    o “ASRoc” nunca esteve operacional a bordo dos D 25 e D 26…não havia impedimento por parte dos EUA, caso contrário teriam sido
    removidos antes da transferência…pelo visto faltou verba para adquirir os mísseis e manutenção do sistema e só mesmo em 1989 quando
    se adquiriram as 4 “Garcias” é que a marinha brasileira passou a ter o “ASRoc” operacional…sabe-se lá quantos mísseis foram adquiridos,
    mas, não devem ter sido muitos não.
    abs

  29. Dalton
    Colega discordo totalmente da sua afirmação.
    Precisa de escolta sim, NÃO de um NAe …. mas precisa de escolta.

    Embarcados Hélis para inúmeras funções, tropas, embarcações, viaturas etc ….
    Pare, pense e reflita.

    E os Tracker’s comprados dos Âmis com MRO dos Israelis etc etc, estão em quê status ?

  30. Carlos…
    .
    então qual a situação dos demais navios anfíbios ? Há escolta suficiente para o “Bahia”, “Almirante Saboia” “Garcia DAvila” e o “Mattoso Maia”
    este último deverá retornar ao serviço em 2018 ? Há escolta para o NT “Almirante Gastão Motta” ? Só o “Ocean” mereceria escolta ?
    Você já parou para pensar que o”Almirante Sabóia” completou 50 anos e uma possível aquisição do “Ocean” poderia estar vislumbrando a
    baixa dele ? Qual seria na sua opinião a escolta ideal para cada navio do Esquadrão de Apoio que citei ? Duas fragatas/corvetas para cada um ? Que “ameaças” estas escoltas terão que dar conta…ou serão suficientes ? Alguma vez os navios envolvidos na operação “Haiti” necessitaram de
    escolta?
    .
    Mesmo o “ARG” da US Navy, composto por um LHD/LHA, um LPD e um LSD partem de suas bases sem escolta nenhuma…e o LPD costuma
    destacar-se dos outros dois operando sozinho e muitas outras marinhas tem enviado seus “anfíbios” sem companhia também, o próprio
    HMS Ocean enviado ao Caribe.
    .
    Quanto aos “Trackers” nada de novo ainda que eu saiba.

  31. mas Dalton, vc citou dois casos que não se tratava de guerra, por isso não necessitava de escoltas, Haiti e Caribe.

    E os navios Anfíbio americanos operam sim em um grupo de batalha anfíbio, com suas escoltas e navios de apoio, me corrijam se eu tiver viajando!

  32. Srs
    Temos uma disfunção lógica na discussão sobre os navios anfíbios.
    Tratamos de uma marinha de guerra e de seus meios considerando seu uso durante um período de paz.
    É óbvio que navios anfíbios e mesmo PA´s não precisam de escolta durante períodos pacíficos.
    Agora, em caso de guerra, para eles exercerem sua função, precisarão, não apenas de escoltas como de proteção aérea.
    Por isto é que vem a pergunta:
    Qual a utilidade de navios anfíbios se eles, para exercerem o papel para qual foram construídos (operações de desembarque em uma costa hostil), precisarão da escoltas e da proteção de aviões de um PA?
    Ter toda uma série de meios e recursos para operações anfíbias (FN, navios especializados, etc.), sem dispor de escoltas e recursos para apoio aéreo é tentar construir um prédio começando pelo telhado. O que parece ser a lógica preponderante na MB e aqui no PN.
    Falar no uso de tais navios para operações humanitárias e apoio a missões de paz é fugir de seu fim primário que é para missões de guerra e não tem muito sentido, pois para casos eventuais é mais barato contratar transporte em navios mercantes e, no caso de crises humanitárias, navios hospitais seriam bem mais úteis.
    Sds

  33. Srs
    Corrigindo: onde se lê “. O que parece ser a lógica preponderante na MB e aqui no PN.”, leia-se “. O que parece ser a lógica preponderante na MB (e aqui no PN).
    Sds

  34. Marcelo…
    .
    não houve atualização no site da US Navy…lá eles se referem a um “ESG” ou Grupo Expedicionário de Ataque…cujo conceito ainda existe,
    apenas não é regularmente aplicado, como foi na década passada, quando um cruzador, um destroyer, uma fragata…não há mais fragatas
    em serviço e até um submarino foram adicionados aos 3 navios “anfíbios”… é possível ver no site a composição e datas de alguns na década passada e provavelmente veremos algo do tipo novamente no Pacífico ano que vem quando o grupo do USS Wasp que está de mudança para o Japão sairá em patrulha com 3 destroyers…apesar destes, serem enviados da costa oeste dos EUA e não baseados no Japão.
    .
    Em todo caso o meu ponto é que não se deixará de adquirir o “Ocean” por conta de não haver “escoltas” para ele…até há…se você considerar
    uma das fragatas ou corvetas e considerar também que sempre haverá um “anfíbio” em manutenção ou mesmo um que poderá ser retirado de serviço, pode se considerar as escoltas como obsoletas, etc, mas, elas existem.
    .
    Navios anfíbios tem sim sido utilizados para missões humanitárias e a US Navy parece discordar daqueles que acham que não se destinam a esse fim também, seja para consumo interno como recentemente em Porto Rico, território dos EUA ou em terremotos no Japão…esse tipo de ajuda
    sempre é muito bem visto pelos aliados.
    .
    Também tem que se ter em mente onde os navios irão operar…certamente não se está pensando em enviar o “Bahia” para uma zona de guerra,
    no máximo a mais uma missão humanitária, fora isso ele manterá a eficiência dos fuzileiros onde eles possam ser mais necessários, no território
    nacional mesmo e até que alguém dê nome aos “bois” continuo esperando por toda essa “ameaça” por outras potências no Atlântico Sul.
    .
    abs

  35. Alexandre Galante 6 de novembro de 2017 at 21:32

    Putz! Quantos engajamentos enganosos ocorreram nestes últimos cem anos de uso dos submergíveis ??!! Os sonares atuais nao conseguem diferenciar?

  36. Galante, andei dando uma breve pesquisada e parece q os sonares mais modernos já conseguem diferenciar as baleias dos submarinos.

  37. Então, quem diferencia a baleia do submarino é o operador de sonar, o software do sistema auxilia o trabalho, mas o operador de sonar tem que ser muito bem treinado.

  38. Vários oficiais da MB aprenderam a voar o S 2 Tracker na US Navy na década de 60. Após a proibição da asa fixa esses oficias passaram a voar helicópteros. Entre eles o Almte. Daldegan que comandou o NAeL e a Aviação Aeronaval.

  39. O Minas Gerais foi o mais belo exemplar da classe Colossus, pena que acabou nas praias de Alang cortado por maçaricos, deviam tê lo transformado em museu.

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