Home Guerra de Minas Governo indiano cancela programa de caça-minas ‘Make In India’

Governo indiano cancela programa de caça-minas ‘Make In India’

3479
41
Defesa Store
Teste de resistência à explosão subaquática de um MCMV sul-coreano

Por Rajat Pandit

NEW DELHI – Em mais um golpe importante para o plano ‘Make in India’ no setor de defesa, o governo indiano cancelou o projeto Rs 32,000 crore (US$ 5 bilhões) para construir 12 caça-minas avançados em colaboração com a Coreia do Sul no estaleiro de Goa.

Os navios caça-minas avançados ou os navios de contramedidas de minas (MCMV) são navios de guerra especializados de cerca de 900 toneladas que detectam, rastreiam e destroem minas subaquáticas colocadas por forças inimigas para atrapalhar portos e instalações offshore, perturbar o transporte marítimo e o comércio marítimo.

A Marinha Indiana, que iniciou este processo de aquisição em julho de 2005, precisa de 24 MCMVs para proteger as costas leste e oeste, mas está trabalhando apenas com quatro navios-varredores de minas de 30 anos de idade no momento.

Este “grande fosso de capacidade operacional” é ainda mais alarmante porque os submarinos nucleares e convencionais chineses, que podem silenciosamente lançar minas, estão fazendo regularmente incursões no oceano Índico atualmente.

Fontes importantes dizem que o governo dirigiu o Estaleiro de Goa para iniciar o processo todo novamente para o projeto de MCMV já atrasado, que foi fortemente pressionado pelo ministro chefe de Goa, Manohar Parrikar, quando ele era o ministro da Defesa, depois de desfazer as prolongadas negociações comerciais com o estaleiro sul-coreano Kangnam. “O Estaleiro de Goa foi convidado a emitir uma nova manifestação global de interesse (EoI) para os MCMVs. O novo RFP (pedido de proposta) ou concorrência virá a seguir.

As negociações finais com o Kangnam ficaram paralisadas por muito tempo porque este queria desvios do RFP original. Havia também algumas questões de ToT (transferência de tecnologia), estratégia de construção e problemas de custos”, disse uma fonte.

FONTE: Times of India

41 COMMENTS

  1. Jr 9 de Janeiro de 2018 at 15:31
    U$ 5 bilhões por apenas 12 caça minas!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O casco deles são feitos de ouro?

    É o preço que se paga por querer transferencia de tecnologia e produção em casa.

    Tudo isso tem um custo. Vemos bem isso com o Gripen aqui no Brasil.

  2. Talvez sirva de parâmetro pra quem defende projeto Koreano feito fora da Korea e com ToT, tudo custando uma ilusória “merreca”…

  3. Com 17 bilhões de reais é melhor fazer aqui, produz externalidades positivas aqui: emprego, impostos, desenvolvimento e possiveis mercados.
    Exceto se esse navio tem tecnologias fora do normal, coisa que não acredito.

  4. Ser vizinho da China é um custo de vida tão alto assim? kkkkkkkkkkkkk Então não temos do que reclamar morando ao lado dos hermanos kkk.

  5. Olha ter a China ou Rússia como vizinho não deve ser nada confortavel, agora ter os Estados Unidos, amigo do céu é muita apelação. Tenho dó do Canada e do México!

  6. Amaria ter os EUA e detestaria ter a China como vizinhos…
    Alias, passei im tempo em Boston e era bem próximo ao Canadá. Todos se entendem bem ali(America do Norte). Com ou sem muro. Dificil é ser vizinho da Russia e acordar sem uma Crimêia, em pleno Sex XXI kkkk

  7. Make in India”?… Independente da cifra absurda (não é à toa que eles, os indianos, usam um ‘múltiplo’ extra para números grandes, o ‘crore’ !…), por que o nome do programa é ‘Make in India’ ao invés de ‘Made in India’ ?… (preciosismo da minha parte? talvez!… 😛 )
    Sim, a Índia tem de lidar com uma conjuntura geopolítica para lá de complicada! O arqui-inimigo Paquistão a oeste, o ‘bicho papão’ China a noroeste, barris de pólvora de todos os lados (Afeganistão, Bangladesh, e sei lá mais o quê…!). Não tem jeito, se querem se fazer minimamente respeitados e preservar sua soberania e política de não alinhamento, têm que investir pesado em capacidade militar autóctone! E isso não sai barato!…

  8. É verdade, Walfrido. Um se livrou de um ditador narcotraficante e o outro de um governo comunista totalitário a la Coréia do Norte. Tudo por culpa dos amigos do Norte. rsrsrs

  9. “por que o nome do programa é ‘Make in India’ ao invés de ‘Made in India’?”

    André, o conceito do programa é que empresas estrangeiras se estabeleçam na Índia ou façam parcerias locais para produzir na Índia, ou seja, tem embutida uma ideia de convite, de vir para o país e “fazer na Índia”, é convite aos estrangeiros visando o presente e o futuro, de fazer no país e não simplesmente exportar para a India. Já “made in India” tem ideia de passado e de exportação de produtos indianos. Conceitualmente é isso.

    Tem um monte de matérias que abordam de alguma forma esse conceito “make in India” no Poder Aéreo, da época do finado programa MMRCA que visava adquirir 126 caças médios multitarefa na India (108 a serem produzidos na Índia mais 18 fornecidos diretamente pelo fabricante que ganhasse).

  10. ‘Make in India’ – algo como feito na Índia;
    ‘Made in India’ – algo como feito pela Índia.
    .
    Semântica?
    Não.
    Completamente diferente.
    Porém pode fazer parte de um planejamento evolutivo, se for tratado de forma inteligente e persistente.

  11. Não querendo corrigir o pessoal, mas eu to achando que 5 BILHÕESde dólares AMERICANOS por 12 caça-ferro é muita coisa, isso daria em uma conta de padaria mais de 400 milhões por unidade, algo fora da realidade para um caça-ferro a menos que eu esteja bem por fora do assunto, até porque as ninas navais são armas bem limitadas, são estáticas, não possuem contra medidas, não se movem, se o custo da contra-minagem for assim tão grande a compensar o custo de 5 Bi então vamos jogar toda a nossa marinha do lixo e minar nosso litoral inteiro, pronto problema resolvido kkkkk … nem presisa mais gastar com oficiais, marinheiros, é só espalhar minas navais no Atlântico Sul e é SUCESSO .

  12. Caça-ferro? Acho que o corretor te sacaneou. Um caça-minas ser de ferro é praticamente um contra-senso.

    Sobre contramedidas de minagem, sua complexidade atual e os sistemas e equipamentos bastante caros e de alta tecnologia envolvidos (o que não enfraquece totalmente o argumento de que US$ 5bi para 12 navios parece um tanto salgado, mesmo levando em conta o custo de se instalar de infraestrutura específica para produção na Índia, por exemplo, de cascos e sistemas), há matérias recentes do Poder Naval:

    http://www.naval.com.br/blog/2017/10/25/na-guerra-de-minas-brasil-e-suecia-estao-navegando-no-mesmo-canal/

    http://www.naval.com.br/blog/2017/11/01/guerra-de-minas-experiencia-operacional-sueca-classe-koster-e-sistemas-da-saab/

  13. Nunão 10 de Janeiro de 2018 at 12:56
    Ivan 10 de Janeiro de 2018 at 15:00
    Nunão e Ivan, obrigado!
    Sim, agora faz sentido! Eu eu pensando que fora só um erro de revisão…!

    Ivan 10 de Janeiro de 2018 at 15:05
    ‘Make in India’ – algo como ‘feito na Índia’;
    ‘Made in India’ – algo como “faça na Índia” 😉

    Mas, cá entre nós… US$ 5 bilhões por 12 caça-minas realmente é pra chamar o programa de “Make Big Money in India” !!!

  14. NUNÃO …. o que eu disse referendo-se aos caça-ferro é porque antigamente (não sei hoje) as minas eram feitas de ferro e devido isso alguns caça-mina e caça-submarinos eram apelidados de caça-ferro e se eu não me engano alguns eram chamado e de caça-pau (esse eu não entendi) …

    Mas aproveitando sua presença gostaria de perguntar, a quantas vai nossa capacidade anti mina, eu não me lembro muito bem, mas alguém disse que o Atlântico Sul não era um lugar propício para o uso de minas navais, talvez por sua profundidade ou por não haver estreitos ou locais cujo sua eficiência seria tão eficiente, eu tenho para mim que a minagem em áreas como nos numerosos canais e bocas do Pacífico e Indico na região da Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia e áreas em mares mais confinados é mais eficiente do que em áreas como o Atlântico e as longas áreas abertas do Pacífico … isso procede ?

    • Fellipe, “caça-ferro” era um apelido dado a uma classe de oito pequenos navios caça-submarinos que a MB recebeu da USN na Segunda Guerra por eles terem cascos metálicos, diferenciando-os de uma outra classe de 8 caça-submarinos recebidos que tinham cascos de madeira, e por isso eram chamados de “caça-pau”. Não eram caça-minas, que era uma categoria que até onde sei não existia na época, pois as contramedidas de minagem eram feitas por varredores.

      A guerra de minas é viável no Atlântico Sul, tanto que estratégias navais de Brasil e Argentina ao longo do século XX incluíram guerra de minas ofensiva e defensiva. Nas vésperas da Segunda Guerra, ambos os países se preocuparam em construir navios mineiros-varredores, como a nossa classe “C”, que acabou convertida em corvetas antissubmarino. Apenas curiosidade: recentemente até saiu matéria aqui sobre navio que a Armada Paraguaia estava desativando, e era um ex-navio mineiro argentino dos anos 30/40 há muito tempo vendido ao Paraguai e convertido para patrulha fluvial.

      Sobre guerra de minas, sugiro ler as matérias que coloquei links acima. E nelas também há links para matérias anteriores sobre o tema.

  15. Prezados,

    Considerando que navios caça-minas, quando adquiridos por construção diretamente no estaleiro internacional estão custando 250 milhões de dólares nas versões menos sofisticadas e 350 milhões os mais complexos, o preço anunciado pelos indianos, para construi-los na própria Índia, não me parece absurdo.

    Abraços

    • Obrigado pela informação, Luiz Monteiro. Achava que 250 milhões de dólares já bastariam para um bom caça-minas novo e completo. Alguns preços de navios sempre assustam.
      E vale destacar que os caça-minas planejados pela Índia, conforme o video da matéria, eram de porte maior que as classes mais comuns pelo mundo – e muitas vezes o porte, mais do que aumentar a autonomia, pode ser ditado pela necessidade de sistemas e equipamentos maiores e mais caros (mais câmaras para apoio a mergulhadores, ROVs maiores e em maior quantidade, por exemplo), o que também eleva o custo.

  16. André Luiz.’. 10 de Janeiro de 2018 at 16:06
    Corrigindo a ordem das coisas…
    ‘Made in India’ – algo como ‘feito na Índia’;
    Make in India’ – algo como “faça na Índia” 😉
    Bolas, aquela opção de edição dos comentários faz falta… A gente olha, mas só vê a bobagem que escreveu depois que postou! rsrsrsr

  17. Prezado Nunão,

    Como você sabe (explicando aos leitores menos interados com assuntos navais), os modernos caça-minas são navios bastante complexos, com tecnologia de ponta e cascos especiais. Por esta razão são caros de adquirir e manter. Justamente por isso poucas marinhas do mundo podem possui-los.

    Para se familiarizar com essa nova tecnologia, e, ainda, possuir uma capacidade crível (mesmo que em número reduzido) de detecção e destruição de minas, seria bastante interessante para a MB adquirir pelo menos 2 caça-minas usados, mas modernizados com tecnologia de ponta. Esses 2 navios poderiam sair pelo preço de um único navio novo.

    Grande abraço.

  18. A sorte da MB é que tem muitas opções de caça minas usados no mercado, tem os suecos, Holandeses, Italianos, Britânicos, Franceses e parece que os Belgas também vão retirar os seus de serviço. Bom, por esse preço de 350 milhões cada, a MB só pode sonhar com usados mesmo, pelo menos por enquanto

    • Sim, Luiz Monteiro.

      Sabia que eram caros, ainda mais quando completos com integração de veículos remotamente controlados ou autônomos, mas também com instalações para os mergulhadores e tudo o mais. Só não imaginava que chegavam na cifra de US$350-400 milhões, estava me fiando em contratos que vi tempos atrás na faixa de 250 milhões cada.

      De fato, terá que se manter essa proficiência com uns dois exemplares usados mais completos e, talvez, com a incorporação da tecnologia de construção e manutenção de cascos compósitos, construir outros menos equipados em novos cascos, mas com capacidade inicialmente reduzidas (por exemplo, varredura), para serem melhor equipados aos poucos, se possível conforme novos sistemas sejam desenvolvidos pelo IPqM e outras instituições e empresas daqui.

      Ficando só em dois novos para começar essa nova capacidade (e substituir os quatro varredores remanescentes da classe Aratu), e sem perspectiva de mais navios para se voltar ao menos à quantidade anterior de seis da ForMinVar, acho que a possibilidade de mudança de Aratu para Itaguaí se tornaria quase uma obrigação, já que uma das principais atividades seria a proteção da base mais nova e potencialmente vulnerável (em relação ao prejuízo que pode ser causado) à Guerra de Minas.

  19. U$ 250 milhões faz mais sentido por um navio destes…
    .
    A questão do que encarece o preço dos indianos talvez resida no tocante aos treinamentos e afins. Eles queriam uma força de 12 navios. Isso deve envolver uma grande logística.
    .
    Talvez o navio em si nem seja muito mais caro que os tais U$ 250 milhões.

  20. Prezado Nunão,

    Tivemos a oportunidade de analisar diversas propostas para aquisição de navios caça-minas recentemente. Estão caros mesmo.

    De forma geral, os navios militares estão caríssimos.

    Concordo com sua visão sobre as aquisições de novos caça-minas. Pode-se adquirir navios com espaço para crescimento e ir incorporando capacidades e tecnologia aos poucos.

    Sim, a MB implantará força de minagem e varredura em Itaguaí. Pelo menos 4 caça-minas serão operados lá.

    Grande abraço

  21. De fato, Luiz Monteiro.
    O que quis ressaltar é que, pela quantidade reduzida de meios usados e novos que se poderá operar, ao menos no primeiro momento em vista da realidade orçamentária e prioridades, esses “pelo menos 4 caça-minas” a serem operados em Itaguaí, na prática, serão toda a ForMinVar (que atualmente opera, coincidentemente, 4 varredores).

    Abraço!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here