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Submarino Riachuelo é movimentado para a Base Naval de Itaguaí

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O futuro submarino Riachuelo, S-BR1, primeiro da classe Scorpene construído no Complexo Naval de Itaguaí, foi movimentado para a etapa final da construção na Base Naval de Itaguaí.

O Riachuelo é o primeiro de quatro submarinos convencionais que estão sendo construídos no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), com transferência de tecnologia do Naval Group (ex-DCNS) da França, que também inclui a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro (SN-BR).

O lançamento do Riachuelo está programado para dezembro de 2018.

Os demais submarinos convencionais têm previsão de serem entregues em 2020 (S-BR2), 2021 (S-BR3) e 2022 (S-BR4). O Submarino com propulsão nuclear deverá ser lançado ao mar em 2027.

Itaguaí – Estaleiro e Base Naval

178 COMMENTS

  1. Isso é a prova material de que existem engenheiros e técnicos brasileiros que não estão de brincadeira não. Pra quem duvida de nossa capacidade tá aí, tome! E não interessa se o projeto é francês ou do raio que o parta, se me derem uma planta de um arranha céu, detalhada, bonitinha, eu não consigo erguer nem a primeira coluna. É conhecimento que eles têm e não é pouco não.

  2. Itaguaí – Estaleiro e Base Naval
    Eu não conheço esse local e nem a região. É uma ilha? Como os insumos chegam até esse local? parece de tão difícil acesso…de um lado de um porto isolado, do outro tem uma ponta.

  3. Krioka, vós recebemos as fotos de uma outra fonte nossa via WhatsApp, não é a mesma fonte de outros sites. O Poder Naval é muito mais antigo que os demais sites de defesa no Brasil (começamos em 1997), e temos mais fontes que os sites de novatos. Em vez de copiar, somos copiados.

  4. ” ivan BC em 13 de Janeiro de 2018 at 20:24
    Itaguaí – Estaleiro e Base Naval
    Eu não conheço esse local e nem a região. É uma ilha? ”

    Não.

    “Como os insumos chegam até esse local? ”

    Por estrada, mas podem também chegar por mar, se necessário.

    Era um fim de mundo quando a Marinha desejava uma base naval na região, há mais de 100 anos:

    http://www.naval.com.br/blog/2017/12/22/impressionado-com-itaguai-nao-e-de-hoje-que-marinha-busca-uma-base-na-regiao/

    Mas tudo isso mudou e há décadas a região tem até indústria pesada, como é o caso da Nuclep ali para trás das montanhas que aparecem na foto ao fundo da base (e junto à Nuclep está a fábrica onde foram unidas e equipadas as seções do submarino, ligadas à base pela estrada que se vê nas fotos e por um túnel). E tem também porto e outros estaleiros próximos. E a Base Aérea de Santa Cruz, a poucos quilômetros.

  5. Esse 2018 promete para a Marinha do Brasil, que deve receber muitos buques e outras armas ao longo do ano. Só de memória, teremos:
    Ocean
    Scorpene Riachuelo
    Navio Patrulha Macaé
    03 helicópteros super lynx modernizados
    02 helicópteros EC 725 armados com Exocet
    03 caças A4 modernizados
    Mais CLANFS
    Finalização do contrato das novas corvetas.
    Qual marinha da região faz o mesmo?
    Abcs amigos.

  6. Tamandaré, depois de muito enrolação, finalmente assinaram essa joça, o mais hilário é que precisou o Macri e o Temer chegarem no poder para fazer esse negócio funcionar, a Dilma e a boca de botox eram amigas, mas o que interessava a elas, era só retórica e conversa fiada.
    Quanto a matéria, fico muito feliz que finalmente temos notícia sobre os submarinos e a melhor parte é que a notícia é bastante positiva

  7. Tamandaré 13 de Janeiro de 2018 at 21:18
    Tamandaré, sei não mas dar-se a impressão que a Argentina esta querendo pegar carona no que estamos desenvolvendo. Ficamos com a pesquisa, com a dificuldade, com os riscos e eles com parte dos louros. Há de se confirmar isto com fontes nacionais.

  8. Nunao,aproveitando que mencionou a base de santa cruz,sabe dizsr se há planos para posicionar gripens nessa base ? Eus sei que as primeiras unidades vao para anapolis,mas é possivel que posteriormente o esquadrao de caça de santa cruz receba esses avioes ? Seriam perfeitos para cobertura aerea da cidade do rio de janeiro !

  9. Alguns comentários dão a entender que as pessoas estão confusas com o que de fato ocorreu.

    Pelo que eu entendi, e as fotografias parecem mostrar, as várias seções do casco foram unidas, restando agora (além de completar algumas partes) “apenas” colocar tudo dentro: cabeamento, motores, equipamentos, instrumentos etc. etc. É isso mesmo?

    Não estou desmerecendo o feito, até porque é um casco de grande porte e última geração (capaz de ser usado por submarinos nucleares, daí a importância) e foi 100% produzido no Brasil. É para comemorar mesmo.

    Mas nem de longe significa que está pronto e o veremos singrar nossos mares em breve.

    Procede?

  10. “Mauricio R. 13 de Janeiro de 2018 at 21:50
    O submarino veio do lado direito da foto, ou do fundo?”

    No fundo, onde a parte construída se projeta mais pra dentro das montanhas, há um túnel um pouco à esquerda, que se conecta à unidade de fabricação de estruturas metálicas, atrás das montanhas, bem ao fundo da parte à esquerda da foto, junto à Nuclep.

  11. “Ádson 13 de Janeiro de 2018 at 21:49
    Tamandaré 13 de Janeiro de 2018 at 21:18
    Tamandaré, sei não mas dar-se a impressão que a Argentina esta querendo pegar carona no que estamos desenvolvendo.”

    Não, esse acordo já vem após outros que já têm vários anos. A pesquisa em pequenos reatores, por parte da Argentina, vem de bastante tempo.

  12. “Arnaldo F 13 de Janeiro de 2018 at 22:08
    Pelo que eu entendi, e as fotografias parecem mostrar, as várias seções do casco foram unidas, restando agora (além de completar algumas partes) “apenas” colocar tudo dentro: cabeamento, motores, equipamentos, instrumentos etc. etc. É isso mesmo?”

    Não, a maior parte dos equipamentos, motores, sistemas, tubulações, cabeamentos etc é instalada em cada seção antes delas serem unidas. Assim já se fazia com os IKL construidos aqui deade a virada dos anos 80-90.

    O submarino, nesse estágio, já está quase pronto.

  13. “Dodo 13 de Janeiro de 2018 at 22:03
    Nunao,aproveitando que mencionou a base de santa cruz,sabe dizsr se há planos para posicionar gripens nessa base ?”

    Até onde sei, sim. Primeiro dois esquadrões em Anápolis (1º GDA e 1º/16º GAV, este a ser reativado), depois, especialmente com um novo lote, reequipar outros esquadrões , o que inclui o 1ºGAVCA de Santa Cruz. Mas isso é tema para o Poder Aéreo.

  14. “PickPeck 13 de Janeiro de 2018 at 22:18
    Os nossos “scorpenes” tem os tubos para lançamento vertical?”

    Scorpene não tem lançadores verticais. Os torpedos e mísseis são lançados pelos tubos de torpedo. A nova classe Barracuda francesa, de submarinos nucleares de ataque, também só terá tubos de torpedo para lançar torpedos e mísseis.

  15. “Jr em 13 de Janeiro de 2018 at 21:31
    Quanto a matéria, fico muito feliz que finalmente temos notícia sobre os submarinos e a melhor parte é que a notícia é bastante positiva”

    Jr, não entendi o “finalmente temos notícia”. O que não falta aqui no Poder Naval é notícia sobre o andamento do Prosub, desde o início do programa em 2008. E a última notícia do Prosub trazida aqui, antes dessa, foi há pouco, em dezembro.

  16. Diogo de Araújo Carvalho 13 de Janeiro de 2018 at 20:11

    Errado.

    Na década de 80 e 90 já “fabricávamos” sub’s por aqui no AMRJ baseado em modelo Alemão.

    Esse Túnel que o Nunão mencionou é “preparado”.

    Gostei do “desenho”.

  17. Uma coisa deve ser dita: os franceses são elegantes até para desenhar suas armas. Vide o Rafale, os subs das classes Le Triomphant,a Barracuda, o SMX-Océan e os nossos Scorpene. Parece que Paris ( ou o Vale do Loire) não foi um acidente.

  18. Cara, incrivel como conseguem enfiar comentario sobre a Dilma nesse contexto e ainda citar a ex-presidente da argentina.
    Cara, esquece isso.
    Enfim, o importante é que o bichao ta saindo. Só queria que o prazo do nuclear fosse mais próximo e não só em 2027.

  19. Muita gente falou mal do programa, muita gente condenou, e agora temos essa boa notícia da perseverança da MB no programa, está dando certo apesar do pessimismo de alguns.

  20. Olá, boa noite à todos.
    Delfim Sobreira, a Polônia não conseguirá os submarinos alemães. Eles precisam de plataformas que sejam nucleares e lancem Tomahawks para operar restrição naquela parte do mundo onde os russos se excitam para a guerra cada vez mais. Nesse sentido, acho que eles encontrarão outra solução (sub´s franceses talvez).

  21. Boa notícia! Apesar de não ter achado legal a mudança dos IKL para os Scorpene pelo menos o programa parece seguir apesar de todos o problemas da MB e do país.

  22. Fernando “Nunão” De Martini 13 de Janeiro de 2018 at 22:10
    Nunão, sei disso, mas em que estágio eles estão? O que podem colaborar? Não sou contra uma cooperação com outros países, principalmente com los hermanos, mas em áreas tão sensíveis há de se pensar!

  23. Olá Adson. Desde a década de 80, com o fim dos governos militares no Brasil e na Argentina, os dois países iniciaram uma estreita colaboração na área nuclear, inclusive com a criação de uma agência bilateral (Brasil-Argentina) para mútua fiscalização e promoção de colaboração científica. Isso encerrou uma corrida armamentista nuclear na região. Essa colaboração tem sido muito mais efetiva do que qualquer protocolo internacional. O Brasil e a Argentina são os países que mais colaboram cientificamente na região. Como exemplo, temos o laboratório nacional de luz síncrotron (o LNLS) em Campinas que sempre tem investigadores argentinos lá. Aliás, muitas universidades brasileiras têm professores argentinos e muitos brasileiros são professores lá. Um dos melhores meios de você estreitar laços de amizade é por meio da comunidade científica. Como já foi mencionado, o programa nuclear argentino é mais antigo do que o nosso. Eles têm muito a colaborar conosco.

  24. Fernando “Nunão” De Martini 13 de Janeiro de 2018 at 21:14
    ” ivan BC em 13 de Janeiro de 2018 at 20:24
    Itaguaí – Estaleiro e Base Naval
    Eu não conheço esse local e nem a região. É uma ilha? ”

    Não.

    Nunão, tecnicamente não, mas na realidade já foi uma ilha, tanto que a localidade é conhecida como Ilha da Madeira. Batimetrias francesas do séculoXIX mostram que aquilo foi uma ilha, cercada por grandes porções de mangue. A ocupação desordenada, incontáveis aterros (como o do porto) acabaram por unir o que foi uma ilha ao continente. Mas hoje não se consegue distinguir.
    Ivan BC, o local faz parte da “Costa Verde”, região do litoral carioca. O acesso se dá pela antiga Rio-Santos.

  25. Senhores
    Em Dez 2018, ele será entregue.
    Quanto tempo dura para efetivamente ele estar operando? Como é o processo de testes etc?
    Obrigado

  26. Nunão, eu acho que me expressei mal, quando falo de notícias estava me referindo ao submarino e não ao programa como um todo, as últimas notícias foram sobre o estaleiro, sobre atrasos, sobre a MB tendo que se desdobrar para fazer os pagamentos e não ficar em dívidas com as empresas envolvidas no programa e coisas do tipo, mas depois dessas fotos já deu para ter uma ideia de quanto se avançou na construção do submarino em si.

    Ádson o programa nuclear argentino e mais antigo que o nosso e eles tem experiência nesse tipo de reator, o Australiano foi feito por eles, aliás pelo que li eles usariam o reator que eles fizeram para os Australianos como base para ajudar no projeto executivo do nosso, não subestime os Argentinos nessa área, o problema deles nessa área não é técnica, mas sim financeira.

  27. Diogo de Araújo Carvalho14 de Janeiro de 2018 at 7:58
    Será que o armamento utilizado pelo sunbmarino será produzido aqui ou será importado? Alguém sabe?

    Diogo, os torpedos e mísseis serão franceses, compatíveis com o sistema de combate (francês também)… abraço…

  28. Eu tenho fé na engenharia brasileira ! Diferentemente do setor de humanas que é a decomposição da inteligência e da civilização , a área de exatas nos orgulha.

  29. Prezado Galante, mesmo o seu site sendo o mais antigo e com mais fonte, como você diz…vejo que foi o ultimo a por a matéria no ar… Independentemente de onde veio a sua fonte, suprimir ela é a maior falta de ética que uma mídia jornalistica possa fazer!!! Fica a Dica, ok!!!

  30. Alimentando a discussão de forma saudável fica até bacana acompanhar as opiniões.
    Quando entram as siglas partidárias, mela tudo.

    Quanto a matéria, Excelente notícia.

    Quantos subs os amigos particularmente consideram necessários para a MB?

    Seria interessante as diversas opiniões e justificativas dos amigos.

    Eu penso que seriam ideais:
    15 subs alemães IKL fabricados aqui para águas rasas.
    15 subs Scorpene fabricados aqui para águas profundas.
    3 Subs nucleares fabricados aqui para cobrir toda a costa brasileira.
    Total de 33 unidades.
    Sonhar paga alguma coisa?
    Kkkkkk

    ABS.

  31. Ótima notícia de Ano Novo, assim como o Ocean foi ótima notícia de Natal. Demonstra o acerto de priorizar os recursos do Prosub para a construção dos convencionais e respectiva estrutura de estaleiros, a parte nuclear pode andar mais lentamente, na medida dos recursos disponíveis. Espero que daqui uns dois anos seja anunciada a extensão da construção dos convencionais, talvez um a cada 4 anos, inclusive para não se perder a tecnologia que está sendo adquirida.
    Quanto às fotos, se possível, peço sanar dúvidas:
    – então o Riachuelo passou pelo túnel entre as partes norte e sul da base naval?
    – as fotos são já na parte sul, rumo ao grande prédio que fica em frente ao ship lift?
    Agradeço.

  32. RL “Sonhar paga alguma coisa?” Ainda bem que você sabe que esta sonhando e que não vai pagar nada
    Creio que 9/10 submarinos convencionais e 5 nucleares seriam números bem decentes

  33. Esse é o maior engenho militar construído no continente sul Americano. Demonstra grande capacidade nossa de absorver tecnologia e resolver problemas.
    Nessas épocas de desnacionalização e desindustrialização é um grande feito para quem acredita em tempos melhores!

    Valeu MB!

  34. Parabéns à MB e aos engenheiros navais brasileiros por mais esta conquista!. Mesmo com orçamento apertado,mas tá avançando o programa de submarinos. São poucos os países que conseguem projetar uma imagem como essa. Só não gostei de uma coisa: depender do armamento de uma nação estrangeira, na qual já tivemos alguns probleminhas no passado, é meio duvidoso.

  35. “…vejo que foi o ultimo a por a matéria no ar… ”

    Você está certo disso? Último em relação a quem?

    Hoje deve haver, pelo menos, uma dúzia de sites e canais brasileiros na Internet dedicados a cobrir assuntos de defesa, com alguma relevância ou audiência. A grande maioria, pelo que vi, ainda não publicou nada, inclusive um dos considerados mais tradicionais na área.

  36. Olha o vídeo postado pelo Flávio Cardia, a enorme satisfação do funcionário com a camisa da NUCLEP.
    Fazendo história… esse submarino é como um filho pra ele… espero que ele seja testemunha do lançamento dos outros 4… parabéns a todos….
    Vamos com tudo.

  37. Boa noticia.. O maquinário instalado nesse estaleiro e o mesmo necessário pra construir corvetas ou fragatas?? Não poderiam concentrar todas as construções dos meios navais nesse mesmo local??

  38. Parabéns aos envolvidos, que gastaram uma fábula do rico dinheirinho dos pagadores de impostos para trazer para a MB um outra classe de submarinos convencionais que nada acrescenta em relação aos Type 209 que já operávamos e construímos aqui. A empreiteira “cúmpanhêra” agradece!

    Vamos esperar pelas conclusões da força tarefa da Lavajato sobre o programa…😉

  39. Pra quem não sabe onde fica Itaguaí, fica a oeste do município do rio de Janeiro (Santa Cruz éo último bairro por ali – ou seria Sepetiba?).
    Fica na baía de Sepetiba, que tem o seu importante terminal da ilha da Madeira.

  40. RL vamos sonhar, mas nem tanto! Rs
    Prefiro ser mais realista! Rsrs
    Contratar mais 1 SBR, mais 1 SNBR é dotar toda a frota com armas modernas já estaria de bom tamanho para o nosso cenário regional.
    Também seria interessante manter os subs IKL 209 atualizados, ou seja, um programa de modernização para garantir a efetividade deles nonos próximo 10 anos.
    Bravo Zulu Brasil!

    • “Também seria interessante manter os subs IKL 209 atualizados, ou seja, um programa de modernização para garantir a efetividade deles nonos próximo 10 anos.”

      Vicente, o programa já existe e até o momento modernizou dois dos atuais submarinos da MB, com um novo sistema de combate e novos torpedos Mk48. Resta terminar esse processo nos outros três (dois que estão em estágios diferentes de revisão e modernização no AMRJ, de forma simultânea, e um aguardando para iniciar). Isso se os contingenciamentos orçamentários permitirem, é claro.

  41. Será mesmo Galante? Sei não viu!?

    http://www.naval.com.br/blog/2008/12/07/25-scorpene-marlin-versus-u214-o-duelo-tecnico/

    Basta ver nesse comparativo que não há muita diferença entre o Scorpene e o Type 214 (que basicamente é uma versão do 209), inclusive com o sub alemão levando vantagem em alguns aspectos.

    E agora eu te faço uma pergunta: não era melhor trabalhar e aperfeiçoar o design alemão tal como fizeram os israelenses até chegar na classe Dolphin?

  42. Segundo o relatório de operação vazado do scorpene, ele perde praticamente em tudo pro U-209 (profundidade, perfil acústico, endurance, performance, sonar e armamento, tomando por base os 209 egípcios e indonésios, os últimos entregues). Porém, ninguém sabe como será o modelo brasileiro, o mais caro do universo (1 bilhão de euros por trolha).

    Chegou pela estrada. Talvez a maneira mais segura de operar esse bicho, tomando por base o modelo malaio.

    O sub mais caro e mais poderoso de todos os tempos. Nem entregue foi e já destruiu uma marinha de guerra todinha, transformando-a em uma capitania de portos. Viva ao insubmersível e parabéns aos envolvidos.

    Feliz ano novo.

    • Errado Bavaria, o Scorpene é melhor em quase tudo em relação ao 209, mas também é mais caro em quase tudo.

      Se quiser desqualificar o Scorpene pelas características dele, vai se dar mal. O único problema é o preço de comprar e manter, mas é o preço que se paga pela qualidade.

  43. Não HMS Tireless, o Type 214 não é um 209, é muito mais capaz.

    Ficar discutindo se a continuação com os submarino alemães seria melhor para a MB é a mesma coisa que ficar defendendo a vitória do Rafale no F-X2.

    Já era, acabou, estamos em 2018, com o primeiro S-BR sendo entregue em dezembro, bola pra frente.

    Chega de ficar remoendo decisões do passado.

    • De fato, Galante, boa comparação com a defesa (ou quase torcida…) que ainda se vê em relação a Rafale, F-18, e até Su-35.

      Isso tudo já é história, é passado a ser analisado e compreendido para se refletir em subsídios para novas decisões do presente e futuro, para quem souber entender esse passado aproveitar as lições.

      É fruto de decisões tomadas em 2007-2008, que na época noticiamos e também apresentamos diversas visões críticas e editoriais a respeito para embasar o debate (como o caso da matéria mencionada no link do HMS Tireless e muitas outras), e que aliás geraram inúmeros ataques ao site e seus editores, numa verdadeira campanha de insinuações e calúnias ao site, de fundo eminentemente político, num momento em que, basicamente, o Poder Naval buscava colocar toda a questão em perspectiva mais ampla.

      Eu mesmo fui abertamente crítico em minhas matérias (e em meus comentários também), à época das decisões do Prosub, principalmente sobre o excessivo otimismo em relação ao cronograma desse grande projeto e ao fato de que a Força de Submarinos era em média bem mais nova que a de superfície. Isso tudo sem desmerecer, pelo contrário, a importância do programa do submarino nuclear, mas apenas alertando para essas outras questões também importantes. Perdi a conta dos ataques sofridos por apenas expressar uma visão crítica e construtiva e colocá-la em debate.

      Mas isso tudo, como escrevi, é passado, não volta, e o que importa agora é aprender com os erros e acertos das decisões do passado relacionadas ao Prosub (pois ambos, erros e acertos, existem para serem analisados, e não para serem usados como munição de toscos debates de fundo político-partidário ou de pucuinhas pessoais). É claro, e reafirmo: servirão de forma útil para quem souber analisar esse passado de forma abrangente e crítica, visando subsidiar novas decisões.

  44. Galante e Nunão,

    Estou emocionado. Muito feliz de ver e acompanhar o Riachuelo sendo concluído. Parabéns pela matéria.
    Eu já tive a felicidade de visitar o classe Guppy III Amazonas em maceió, acho que foi exatamente no momento em que retornaram da africa. Vi e falei com o comandante barbudo do submarino, ele fumava um cachimbo, vim saber que era o comandante em uma entrevista recente.
    Tive a feliz oportunidade de visitar um classe Tupi e também o PA Minas Gerais em Maceió.
    Infelizmente quando os navios atracam em Recife-PE(onde atualmente moro), o porto não libera visitação por questões de segurança.
    Existe algum calendário para visitação de navios da marinha pelo nordeste ?

  45. _______________________
    _______________________
    COMENTÁRIO APAGADO. PROVOCAÇÕES E ATAQUES PESSOAIS NÃO CONTRIBUEM PARA O DEBATE.

  46. E ainda, complemento sua informação, Alexandre, que é um erro pegar o valor e atribuir somente aos submarinos, esqueceram que há uma Base em construção, tecnologias de casco nuclear incluídas, as quais os alemães não tem expertise e transferências de tecnologia.

    Ou seja, sempre haverá os abutres de plantão!!!!

    Parabéns aos técnicos e operários envolvidos neste Projeto!!!

  47. Galante

    Infelizmente não estou mais conseguindo achar o report leakado do insubmersível indiano. Mas lá existiam os dados (que nesse pdf que envio estão encobertos) que mostrava que os níveis do insubmersível eram, em todos os regimes, maiores que o do U-209 (principalmente os mais novos). Existiram até piadas de oficiais da própria india na ocasião.

    https://cryptome.org/2016/08/dcns-scorpene-sub-leak.pdf

    Afora relatório dos militares chilenos disponível aqui mesmo no naval.

    Mas o mais emblemático é o “desempenho operacional” dele na malásia.
    defenseworld.net/news/4164/Malaysia_s_Scorpene_submarine_refuses_to_submerge#.Wlt6565Kvbg (link sem o protocolo, só copiar e colar). Um submarino que não pode submergir de 2010 até 2016. Que maravilha!

  48. Durante a disputa pelo contrato de submarinos da MB, entre alemães e franceses, éramos a favor da continuação com os submarinos alemães, chegamos a visitar a Alemanha a convite do estaleiro etc.

    Mas a MB escolheu o Scorpene, por vários motivos. Vamos ficar chorando até 2035 por isso?

    Claro que não. Comemoramos e torcemos para que o programa seja um sucesso.

  49. Bavaria, todos os problemas com o Scorpene ocorreram devido ao fato de ser um projeto novo, sempre há ajustes a fazer quando entra em operação. Isso é normal em todos os navios e submarinos.

    O projeto agora está mais maduro e o Brasil deverá se beneficiar do aprendizado de outras Marinhas, não vamos precisar reinventar a roda.

    O Scorpene é um ótimo submarino convencional, discreto, rápido, de grande autonomia e bem armado, será uma grande adição ao Poder Naval brasileiro.

    É um salto em relação aos 209.

  50. Galante, tem uma diferença abissal entre o PROSUB e o FX-2. No FX-2 o Rafale era a escolha política, e a FAB lutou para que a sua escolha, o Gripen, fosse a escolhida.Aliás, e é preciso que se diga isso, a Trilogia manteve-se como firme apoiadora da FAB. Não por esse ou aquele vetor mas sim para que a escolha da força fosse respeitada pelos civis encarregados da mesma. E por essa posição vocês sofreram a maior torrente de ataques que um site poderia sofrer, ataques esses desferidos por um exército de trolls de bunker que queriam a todo custo a escolha “político – etílica”.

    Por seu turno no PROSUB deu-se o inverso. A escolha técnica, o Type 214, foi preterida em prol da escolha política que para piorar possui aspectos nebulosos é pouco explicados tal como a escolha pelo contratante francês e sem licitação da notória empreiteira “cúmpanhêra” como parceira nacional. Não é à toa que o programa está sob escrutínio da força tarefa da Lavajato….

    Agora, concordo quando você diz que trata-se de um fato consumado. Contudo, é preciso ter uma reflexão crítica acerca do processo.

  51. HMS Tireless, segundo a Marinha, a decisão pelo Scorpene também foi técnica e a reflexão crítica já foi feita. Existem centenas de posts sobre o Prosub de 2008, 2009 etc.

    Agora é comemorar a chegada do Scorpene e do futuro submarino de propulsão nuclear que será baseado nele.

  52. Se o Riachuelo funcionar bem, o que devemos saber em 2 ou 3 anos, sou favorável a contratar a construção de mais 2, além dos 4 iniciais. Pelo que tenho visto, o maior problema tem sido a descontinuidade dos projetos. Os 209 deram certo, foram melhorados no Tikuna, aprendemos a fabricar, se tivesse continuado estaríamos bem de sub. As Niterói deram certo, se tivéssemos continuado… A Barroso deu certo, se tivéssemos continuado… As Amazonas são boas, se pedíssemos mais 2… As 2 Inhaúma poderiam ter sido manutenidas e continuado a navegar, talvez até resumidas para NaPaOc, mas se preferiu outra coisa…Ou seja, está sempre largando o que tem em troca de um sonho, e perde o que tem e não alcança o sonho. Além da perda da capacidade tecnológica duramente adquirida, que se não é utilizada vai se perdendo.
    Então, quanto aos subs, mesmo que seja o Scorpene um pouco mais limitado do que o 214 ou até do que o 209, melhor continuar com o programa Scorpene que já está em andamento e temos domínio, sob pena de outra interrupção e perda do avanço que já houve. A busca do ótimo geralmente impede o alcance do bom.

  53. Galante, se fosse você o encarregado pelos processos decisórios teria trocado o 214 pelo Scorpene, ainda mais tendo que aceitar um sistema de gerenciamento de combate e torpedos diferentes dos que sua atual frota de submersíveis usa? Quanto ao subnuc, virou uma obsessão tão grande que a meu ver termina por embotar a razão dos nossos almirantes…rs!

  54. O Scorpene não é mais limitado que o 209, muito pelo contrário, é um submarino mais complexo, mais capaz e mais avançado. É de uma classe superior.

    A vantagem do 209 é que ele é mais simples e mais barato, é o fusquinha dos submarinos.

  55. Opinião de leigo: acho que o Brasil optou pelo scorpene (que não deve ser um submarino mediano e muito menos ruim), justamente para ter a parceria final na construção do submarino nuclear. Dessa forma, o país consegue ter 5 convencionais e terminar o projeto do submarino nuclear (300 anos sendo construído).
    Você acreditam que os scorpenes serão os útlimos submarinos convencionais da MB? Será que o foco será nos nucleares nas próximas décadas?

  56. “tendo que aceitar um sistema de gerenciamento de combate e torpedos diferentes dos que sua atual frota”

    Neste ponto concordo com o HMS Tireless. É um problema comum em se tratando de produto francês. Eles praticamente impõem a aquisição de seus sistemas e armas.

    • Mercenario e Tireless,

      O sistema de combate alemão dos cinco IKL 209, em natural obsolescência assim como os torpedos Tigerfish, está sendo substituído por um sistema e torpedos novos de origem americana. Não entendi a relevância do argumento pois, pesados todos os fatores, decidiu-se pela continuidade se manter dois sistemas de combate e torpedos diferentes mesmo com a modernização dos IKL, ao invés de eventualmente padronizar num só.

      Ou seja, entre os fatores mais importantes na decisão de 2007-2008 de se mudar de fornecedor (de alemão para francês) para a geração seguinte de submarinos, o fator da não padronização futura de torpedos e sistemas de combate parece ter sido de importância muito menor que outros fatores.

  57. É duro Galante e Nunão, ter de ler (e no caso de vocês responder) sempre os mesmos comentários derrotistas e com pouco ou sem o menor embasamento técnico/teórico, dos foristas inconformados de sempre.
    Eles tentam em vão rebobinar a história e agem como meros torcedores, deste ou daquele modelo de armamento.
    Bela matéria e imagens.
    As instalações construídas em Itaguaí são todas de primeira linha e se mantivermos uma cadência de construção de novos subs após a conclusão do lote inicial, o conhecimento adquirido irá gerar os nossos futuros submarinos projetados e construídos localmente.

  58. Mercenário, não é um problema apenas dos franceses, é de todos os fabricantes. Todos querem puxar a sardinha para o seu lado e maximizar o lucro.

  59. Complementando Galante,
    Os scorpenes BR, tal como os demais que os precederam em outros países, são equipados com o sistema de combate, “Naval Subtics – Submarine Tactical Integrated Combat System”, cuja certificação de armamentos logicamente contempla os torpedos e mísseis de procedência francesa.
    Seria possível certificar no “Subtics” outros armamentos procedentes de outros países, porém todos os custos e riscos deste projeto de customização teriam de ser arcados pela MB, e definitivamente experiências anteriores demonstraram que não vale a pena.
    Sugiro aos que se interessem assistir ao vídeo: https://youtu.be/4beK1jLHNZs.

  60. Mercenário 14 de Janeiro de 2018 at 13:50
    A MB está negociando para que sejam capazes de lançar os torpedos MK48.
    É provável que consigam, note que uma limitação ao uso de armas pode afastar futuros clientes, hoje a concorrência é muito grande, e quem oferece mais vantagens tem mais chances de levar um contrato.

  61. Claudio Luiz 14 de Janeiro de 2018 at 14:15
    “Seria possível certificar no “Subtics” outros armamentos procedentes de outros países, porém todos os custos e riscos deste projeto de customização teriam de ser arcados pela MB, e definitivamente experiências anteriores demonstraram que não vale a pena.”

    – É a famosíssima “venda casada”! Infelizmente é um dos clássicos expedientes que os franceses usam em seus negócios envolvendo armas. O próprio Rafale até hoje somente pode usar um sistema de armas de origem não-francesa, a bomba GBU-12. O outro expediente é não querer se submeter aos certames e negociar por fora tal como estão fazendo no intuito de empurrar o Rafale goela abaixo dos belgas.

  62. Os navios da classe Tupi estão recebendo o AN / BYG 501 MOD 1D da LM, que os capacita a lançar o Torpedo Mk-48 ADCAP 6. Por seu turno os Scórpenes utilizam, respectivamente, o SUBTICS e o F21. Ou seja, a MB terá de manter duas linhas logísticas diferentes em sua força de submarino no que tange a esses itens, algo que nem a poderosa US Navy faz.

  63. Bravo Zulu, Riachuelo!

    Sem desmerecer em absoluto a patrulha, a hidrografia, a logística, mas já estava na hora de uma renovação das boas notícias da tão ultimamente esquecida linha de batalha …

    É, hoje, a arma estratégica por excelência da MB e a única a se contar como deterrência crível em situação de combate contra qualquer oponente, assim, sem prejuízo da observância às normas de Direito aplicáveis, não pode haver homenagem ao comedimento, à moderação, à frugalidade, à contenção, à parcimônia, ao racionamento, num projeto assim …

    Que venham tantos quantos forem possíveis!

  64. Caro Nunão,

    Certamente outros fatores foram mais importantes na tomada de decisão do que a comunalidade de sistemas. Mas isso não retira a relevância do argumento. Pode ser relevante, apesar de não ter sido preponderante.

    Salvo engano, o torpedo F21 acredito que apenas o Brasil e a França, por ora, tenham decidido adotá-lo. Os australianos acredito que não o tenham selecionado para a sua nova classe de submarinos.

  65. Antonio de Sampaio 14 de Janeiro de 2018 at 14:20
    Já estão tratando disso, o primeiro S-BR já vai sair configurado para lançar também os MK-48.
    Consenso geral na MB.

  66. Depois de diversos problemas no submarino grego, depois de suspeitas de pagamento por fora no caso dos submarinos Portugueses, depois do escândalo que acontece nesse momento em Israel que envolve os estaleiro TKMS, o primeiro ministro e seu advogado, os problemas de rachaduras que apareceram em alguns dos primeiros submarinos Sul Coreanos, do atraso na entrega de 6 submarinos para a marinha da Turquia e o consequente pagamento de uma multa de mais de 100 milhões de dólares por esse atraso e mais recentemente a devolução de forma inédita de uma fragata por deficiências graves, alguns aqui insistem que deveríamos continuar com a parceria com os alemães. Os estaleiros alemães vivem um verdadeiro CAOS neste momento, e essa matéria do link abaixo feita pela imprensa alemã em novembro passado mostra um dos motivos da negativa Australiana em comprar seus submarinos, que a MB tome cuidado ao examinar a proposta deles para a corveta tamandaré

    https://global.handelsblatt.com/companies/thyssenkrupp-shipbuilding-rapidly-sinking-856111

  67. JT8D 14 de Janeiro de 2018 at 14:35

    Amigo, não seja precipitado! Isso é mais comum do que você pensa. As pessoas da área de exatas, por terem muito contato com literatura técnica em inglês, até por uma questão de praticidade utilizam-se desse expediente. Os próprios “Dijons Boys” ao receberem os Mirage fizeram isso e incorporaram na FAB termos como “acrochar” (do francês “acrocher”, que é o mesmo que travar o radar no alvo).

  68. HMS TIRELESS 14 de Janeiro de 2018 at 14:21
    Repasse de know how
    Entre os acordos assinados com a França, o contrato de transferência de tecnologia é visto como o mais estratégico por especialistas brasileiros. Pelo acordo, os franceses estão repassando “know how” para determinadas indústrias fabricarem no Brasil os itens usados nos submarinos.
    Estima-se que cada um dos submarinos a ser fabricado no Brasil conta com mais de 36 mil itens produzidos por mais de 30 empresas brasileiras. Entre esses equipamentos estão quadros elétricos, válvulas de casco, bombas hidráulicas, motores elétricos, sistema de combate, sistemas de controle, motor a diesel e baterias especiais de grande porte, além de serviços de usinagem e mecânica.
    O estímulo, pelo Prosub, à indústria de fornecedores nacionais, aliado ao grande processo de capacitação empreendido, é considerado o maior trunfo do programa. Entende-se que, uma vez capacitado e com a manutenção do parque industrial ativo, o Brasil não irá depender de outro país para fazer submarinos convencionais e/ou de propulsão nuclear.
    Em tempo, tal como no caso do Gripen na FAB, a MB receberá o código fonte do sistema de combate “Subtics”, o que caso venhamos um dia a produzir torpedos e/ou mísseis capazes de serem lançados pelos Scorpenes BR, bastará a MB inseri-los no sistema, validá-los mediante uma extensiva campanha de testes e posteriormente certificá-los para uso.
    O que a MB buscou foi adquirir independência tecnológica e não uma simples aquisição de novas plataformas de combate.

  69. Caro Incansável, eu sou da área de exatas e quem fala assim são pessoas que aprenderam inglês sem nunca ter aprendido português. É típico de gerentes que em suas apresentações de powerpoint dizem coisas como “performar”. Me desculpe, não quero ser deselegante, mas a ignorância de quem teve a oportunidade de estudar é inadmidsivel

  70. Os 209 da MB com o tempo serão desativados, o futuro pertence aos S-BR e derivados.

    A modernização dos Tupi foi uma solução intermediária, mas o torpedo Mk48 é uma caixa preta, não temos domínio nenhum sobre o equipamento.

    Por isso, no futuro, a MB vai ter que desenvolver seu próprio torpedo pesado.

  71. O planejamento incial da MB era ter 15 submarinos SBR, se ela conseguir depois dos 4 iniciais lançar ao mar um submarino novo a cada dois anos, no ano 2044 terá atingido o total planejado.

  72. Tenho claro que se fosse para construir apenas subs convencionais, era melhor continuar com os alemães, mais confiáveis, padronização da frota, etc. Pelo que tenho lido, o diferencial dos franceses era a ToT relativa ao sub nuc, exceto a parte nuclear. Então, foi contratado o francês, e de qualquer forma Itaguaí está aí, ou seja, passamos a ter um centro de excelência em construção de subs convencionais (Nuclep, UFEM, Estaleiros da Base Naval), que não pode ser sucateado. Justamente pelo motivo levantado pelo HMS Tireless, para manter a padronização da frota, seria interessante chegar a 8 Scorpene, a não ser que sejam muito ruins, o que, espero, não vai acontecer. Ou seja, o decidido e aplicado já está lá, o pior dos mundos seria novamente mudar os planos, descontinuando mais um projeto que já consumiu muito dinheiro (a não ser, como já disse, que o Riachuelo não se mostre operacional a contento). Quanto à parte nuclear do Prosub, acho que deveria continuar como o grande projeto estratégico da Marinha, como foi definido há cerca de 40 anos atrás. O Prosub deu um up-grade no sonho do subnuc, ao conseguir um casco francês e os projetos das instalações nucleares, insumos que não existiam antes. Agora é torcer para que o pessoal de Iperó consiga fazer o reator funcionar, mesmo que demore bem mais do que o planejado, com dinheiro a conta gotas (e sabendo disso, bem aplicado, prioridade por prioridade, sem gastar com o que ainda não é necessário).

  73. Claudio Luiz 14 de Janeiro de 2018 at 14:52

    Amigo, esse é o discurso que a DCNS e a Odebrecht usaram. Deigual forma a Airbus e sua subsidiária Apertaparafusobrás dizem o mesmo para justificar a fábula que se gasta no EC-725. Ademais já houveram outros “repasses de Know how” no passado (ex: as Fragatas Niterói e o próprio Type 209) que tiveram voo de galinha. Por que dessa vez seria diferente?

    O único desses negócios que me passa alguma confiança diz respeito ao Gripen não apenas por tratar-se dos suecos (cujo país é um dos menos corruptos do mundo) e ao próprio histórico da FAB, onde as tecnologias absorvidas nos programas do Xavante e do A-1 terminaram por impulsionar a EMBRAER para o que ela é hoje.

  74. Pois é, Cláudio Luiz, concordo que no passado tenha havido erros. Justamente por isso entendo que o papel dos independentes é gritar para tentar que os erros não se repitam. E descontinuar o Scorpene, perder o que já foi e será ganho, a meu ver, seria novamente um grave erro contra o contribuinte. Caso Itaguaí não pare, talvez daqui 15 a 20 anos possamos ter a felicidade de constatar que, pelo menos na área dos subs convencionais, o Brasil conseguiu absorver a tecnologia e dar continuidade.

    • Se a Marinha conseguir recursos para lançar um novo submarino a cada dois anos a partir de 2024, a “Embraer dos submarinos” pode se tornar realidade.

  75. Agora, MB, não busque ser no mar uma Itália, França e muito menos Inglaterra porque não dá, mas uma Austrália já está de bom tamanho … Deixe a ideia fixa de asa fixa e fixe-se em submarinos e escoltas na linha de batalha … É o que dá, e olhe lá, enquanto os atuais foristas estiverem vivos por aqui.

    Espero viver para ver uns 10 “Riachuelos”, umas 4 “Fremm” e umas 6 “Tamandarés” na linha de batalha da MB …

    E um “Tupi” como submarino-museu no Centro Cultural da Marinha …

  76. Nilson 14 de Janeiro de 2018 at 15:31

    Apenas se tornará uma EMBRAER dos submarinos se privatizar. Caso contrário….

    Ps: Tem comentário meu preso…

  77. Vejamos o seguinte…….falemos aqui do tal reator ainda sabe-se la em que fase………A mais de 30 anos q a MB vem mandando informes gerais sobre esse tal projeto e reclamando vultosas verbas para sua execuca. Entao e afinal de contas……sera q ja conseguiram pelo menos um prototipo para testes operacionais ou ainda estao so no papel. Esse SubNuc pode ate ser que saia algum tempo a frente, eu com certeza ja nao estarei mais por aqui….rsrsrsr ja passei dos 60……apesar de todo o ufanismo de muitos aqui, penso q essse projeto vai dar com os burros n* agua e drenar centenas de milhoes dos contribuintes , q a guisa de informacoes conficenciais e segredos de estado nunca ficarao sabendo dos fatos reais e deixando a margem de penalizar os responsaveis. Brasil, pais de otimistas e ufanistas , so para nao escrever outros adjetivos nao tao elogiosos.

  78. Celso 14 de Janeiro de 2018 at 15:52

    Eu francamente nem falo mais nada sobre o tal Subnuc pois isso virou “vaca sagrada” quer no almirantado, quer nos fóruns de defesa. A turma prefere depredar a marinha inteira para ter o brinquedinho nem que demore 1.000 anos…

  79. Uma questão… também acho que o mais provável, é que depois do quinto SBR, que será o SN Álvaro Alberto, a MB vai continuar o programa de construção de mais algumas unidades desse modelo.
    A pergunta é se os próximos serão convencionais, ou de propulsão nuclear?
    Acho que depois de completar o ciclo do domínio de construção completo, incluindo o SN, o mais lógico seria seguir na construção de apenas modelos SN.
    Triste ver alguns que se acham entendidos, supostamente comparando um Scorpene com um IKL, não faz o menor sentido. Esse modelo é passado, serão descomissionados à medida que se tornarem obsoletos do ponto de vista de seus sistemas e da segurança para navegação.
    A arma de submarinos da MB se padronizará em torno dos Scorpenes e na capacidade de produção aqui no Brasil.
    Mas fica a pergunta, fabricar mais SBR ou SN, depois do quinto?
    _____________
    O Torpedo Pesado Nacional, pelo que tenho entendido, também poderá ser incorporado aos SBR.

    • “Mas fica a pergunta, fabricar mais SBR ou SN, depois do quinto?”

      Antonio de Sampaio, creio que a construção seguinte ao SN-BR, caso este seja realmente construído, será de um submarino convencional ainda.

      Isso porque o SN-BR, pelo seu caráter de primeiro submarino nuclear brasileiro e por ser um projeto novo (e não uma evolução um pouco maior de classe existente, como é o caso do S-BR que é um Scorpene com alterações) terá que passar por um periodo muito mais longo de provas para sua aceitação e para atestar os aspectos positivos e negativos do projeto, antes de se construir um segundo, no qual serão aplicados os aprimoramentos necessários. É o caminho natural, que outros países também seguiram.

      Nesse meio-tempo de alguns anos entre a entrega esperada do SN-BR e o início da construção de um segundo a partir da experiência operacional do primeiro, o lógico será a construção de pelo menos mais um S-BR (convencional) para manter a continuidade do programa e o uso da mão de obra e instalações, continuando o processo planejado de gradualmente ampliar o número de submarinos e também substituir os cinco da frota atual (IKL).

      Também faz parte do planejamento (até onde eu sabia), para continuar o processo de elevação da capacidade de projeto nacional, projetar um novo submarino convencional, com base nas experiências operacionais com os primeiros S-BR e para incorporar novas tecnologias, capacidades e características desejáveis para o cenário das próximas décadas. Assim, este já poderia ser o submarino convencional a seguir a construção dos 4 S-BR, ao invés de um quinto S-BR/Scorpene.

      De qualquer forma, as oficinas em Itaguaí também estarão no final da próxima década às voltas com as primeiras manutenções mais pesadas dos primeiros S-BR construídos, além das últimas dos IKL remanescentes, o que também deverá ocupar boa parte da mão de obra.

  80. Prezados, boa tarde.
    .
    Em primeiro lugar, BZ MB. Que venha o Riachuelo e os demais SBR a quanto antes, possibilitando que o SNBR venha o mais rápido possível, de acordo com as condições orçamentárias.
    .
    Sobre os comentários, parabéns Nunão e Galante. Pragmaticamente, bola avante.
    .
    Acerca dos scorpenes x os IKL, a minha dúvida seria: procede que os franceses são melhores para águas profundas, ao passo que os alemães teriam vantagem em águas rasas? Se positivo, e diante do teatro de operações (costa brasileira, Oceano Atlântico, plataforma continental), realmente foi acertada a escolha da MB (isso sem considerar a importância da ToT relativa ao casco do SNBR, o que evidentemente acrescenta mais valor ainda à opção feita).
    .
    Obrigado.

  81. Alexandre Galante 14 de Janeiro de 2018 at 13:07

    “Agora é comemorar a chegada do Scorpene e do futuro submarino de propulsão nuclear que será baseado nele.”

    Concordo, Galante. A hora é para comemorar e torcer para que tudo dê certo e que a gente consiga manter o cronograma:
    1) 2018; 2) 2020; 3) 2021; 4) 2024
    e SNBR em 2027.

  82. Resposta a Celso 14 de Janeiro de 2018 at 15:52
    Pelo que tenho lido, o próximo passo para o reator é a construção do LABGENE em Iperó, que é um laboratório com um protótipo em tamanho real do reator do sub nuc. De memória, tenho a impressão que o custo do LABGENE monta nuns 300 milhões de reais, previstos no prosub mas ainda não liberados. Ou já foi liberado e está em construção? (quem pode atualizar?)

    • “Nilson em 14/01/2018 às 16:23”

      O Labgene está em construção, com previsão para terminar em 2021. Ele também será tema de uma matéria em breve, somando-se à que o Galante mencionou.

  83. Pergunta a Alexandre Galante 14 de Janeiro de 2018 at 15:40
    Considerando que o HMS Tireless levantou a hipótese de futura privatização, aproveito para perguntar: a UFEM é pública, privada ou tem componentes mistos? Não consegui ainda ler o suficiente para entender a natureza jurídica do empreendimento, vi que a operação é da ICN – Itaguaí Construções Navais, que me parece ser privada (DCNS + Odebrecht), mas pelo visto o dinheiro investido foi público, do Prosub. Ou a construção da UFEM está incluída no preço dos submarinos? Ainda não entendi quem é dono de que e quem faz o que nessa complexa estrutura do Prosub.

  84. Tudo belo e maravilhoso, mas, temos que ponderar algumas coisas que vem acontecendo, sem ufanismo
    e essessos de confiança porque dá para desconfiar de tudo neste país, que vive em um deserto de areia, sempre propicio às tempestades sem aviso prévio. muito belas fotos. Parabens à todos envolvidos, inclusive nós contribuintes!!

  85. Pessoal ainda fica chorando pelos IKL 214.. … mas o modelo oferecido a MB se eu n me engano foi o IKL-212….
    no mais so da orgulho o programa do PROSUB .. e o principal e esta acima de qualquer outro programa em andamento ou q possa sair do papel ainda ,dentro do atual reequipamento da MB ..

    • “BrunoFN em 14/01/2018 às 16:33
      Pessoal ainda fica chorando pelos IKL 214.. … mas o modelo oferecido a MB se eu n me engano foi o IKL-212….”

      Não, Bruno. O 212 é um submarino projetado segundo especificações mais voltadas às marinhas da Alemanha e Itália, enquanto o 214 foi projetado visando concorrer no mercado mundial.

      Foi o Tipo 214 o submarino oferecido à MB, a qual chegou a anunciar a seleção do mesmo em 2007 (concorreram outros com ele, incluindo o Scorpene), numa variante específica que não teria AIP, e num pacote de construção de um submarino 214 no AMRJ e modernização dos cinco das classes Tupi e Tikuna (Tipo 209). Era um plano mais “modesto”, embora se falasse também na época que a MB pretendia um segundo 214, para uma frota de cerca de sete submarinos a médio prazo. O submarino nuclear era visto como importante, mas o prazo para o mesmo era mais dilatado.

      Depois, em 2008, a MB reviu a decisão, pois decidiu priorizar um pacote mais completo que incluísse de uma vez o projeto de um submarino nuclear, para acelerar sua perspectiva de projeto e construção, o que obrigatoriamente incluiria uma nova base e estaleiro para o mesmo (pois o AMRJ no Rio e a BACS em Niterói não são compatíveis com a construção e operação de um submarino nuclear). Assim, mudou os planos e assinou o reconfigurado Prosub com os franceses, num pacote bem mais caro, abrangente e de pretensões muito maiores.

  86. Nilson, vamos publicar na série de matérias sobre os 100 anos da Força de Submarinos e o Prosub a última parte detalhando essas questões que você levantou.

  87. Resposta de um leigo a Antonio de Sampaio 14 de Janeiro de 2018 at 16:09
    Pelo que tenho visto, o subnuc será um protótipo operacional, ou seja, muito caminho há até que seja construído e aprovado em operações. Assim, não vejo expectativa de que se tenha possibilidade de passar para um segundo antes de 2030.
    Ou seja, pensando com os pés no chão, depois dele (o SN-10 Álvaro Alberto) , ou até antes dele, entendo que devem ser construídos mais SBR, para manter a flotilha com uma quantidade boa de submarinos convencionais em operação, em especial pq o descomissionamento dos Tupi vai começar a bater na porta daqui a alguns anos.

  88. Alexandre Galante 14 de Janeiro de 2018 at 16:36
    Obrigado pela atenção, Alexandre, fico na alegre expectativa de ver mais esses esclarecimentos nesta ótima publicação, da qual me tornei um assíduo leitor.

  89. Peço licença para entrar no debate:

    HMS TIRELESS

    Quem se f…u nessa foi a TK, construiu uma usina, em parte pensando no aço para sub’s etc …., depois virou CSA e a Ternium agradece, comprou quase de graça e os alemães entubaram um preju de quase 10 Bi de Euros.

    “Alexandre Galante 14 de Janeiro de 2018 at 13:18

    A vantagem do 209 é que ele é mais simples e mais barato, é o fusquinha dos submarinos.”

    ‘Não é um Sub para assustar, mas impõe respeito’

    “Alexandre Galante 14 de Janeiro de 2018 at 12:15
    Errado Bavaria, o Scorpene é melhor em quase tudo em relação ao 209, mas também é mais caro em quase tudo.

    Se quiser desqualificar o Scorpene pelas características dele, vai se dar mal. O único problema é o preço de comprar e manter, mas é o preço que se paga pela qualidade.”

    “….O único problema é o preço de comprar e manter….”

    Mas é o contribuinte quem paga as contas, nós !

    Verdade, é passado.

    Mas novos capítulos surgirão, veremos.

    Nada que começa errado termina bem, isso nunca aconteceu. Do Céu o planeta é azul.

  90. Parabéns MB!! Na foto podemos ver o sonar de flanco. Minha pergunta e se ele pode ser mais longo e se isso implicaria em ganhos na capacidade de detecção e discriminação da direção do alvo pelo TMA?
    Obrigado.

  91. Carlos Alberto Soares 14 de Janeiro de 2018 at 16:42

    “Mas é o contribuinte quem paga as contas, nós !

    Verdade, é passado.

    Mas novos capítulos surgirão, veremos.

    Nada que começa errado termina bem, isso nunca aconteceu. Do Céu o planeta é azul.”

    Agora você falou a minha língua…..

  92. Grato pelo esclarecimento ”Nunão” .. tinha ctz q era o 212 proveniente dos encomendando ate então pela marinha alemã (um deles ) ..sendo um de entrega imediata e outro apenas montado aki alem da modernização dos Tupi

  93. Galante
    O cronograma alongado na minha opinião é muito melhor que um justo.
    Pois se for fabricado 1 a cada 2 ou 3 anos sempre teremos atividade industrial e os meios sempre estaram relativamentes novos e com prazos espaçados de manutenção. Favorecendo a prontidão. E para os nucleares um a cada 5 anos. Não temos capacidades financeiras para ser melhor do que isto.
    O que acha?
    Abraços.

  94. Obrigado pelas respostas, faz todo sentido esse planejamento da MB para os próximos SBR.
    Outra questão: Quanto tempo um SBR pode permanecer em patrulha sem reabastecer e ou sem subir a superfície para renovar ar???
    Sei que ele é um pouco maior que o modelo original, e que esse espaço entre outras coisas é para acondicionar mais víveres.

  95. Muito bom ver a renovação da MB e particularmente a Força de Submarisos. Só mostra a capacidade das nossas FFAA , Engenharia e Operários, apesar da luta constante contra forças contrárias que as querem desmoralizadas a contra idéias ultrapassadas.

  96. Guilherme Santos 14 de Janeiro de 2018 at 0:34
    “Cara, incrivel como conseguem enfiar comentario sobre a Dilma nesse contexto e ainda citar a ex-presidente da argentina.”

    Fanatico é fanatico. O assunto são os subs, contratados no governo do Barbudo. O cara, pra não falar disso, fala nas Tamandarés e na Dilma (responsável pelos Gripen). E diz que “graças ao Temer” ( o corrupto de estimação dessa gente, que de uma hora pra outra parou em falar em corrupção, a não ser se for do PT)

    Fanático é fanático. E vamos os dois ser chamados de esquerdistas por esses fanáticos.

  97. BZ MB. Discussão inútil. Querendo ou não, achando bom ou não, tendo propina ou não, sendo melhor ou pior, a FORSUB receberá a partir de agora S-BR. Ponto final.

  98. Fernando “Nunão” De Martini 14 de Janeiro de 2018 at 16:40

    “uma evolução um pouco maior de classe existente, como é o caso do S-BR que é um Scorpene com alterações”

    Fernando, tem algum link daqui do Naval que trate das diferenças entre o projeto S-BR e o Scopene original?

    A quem poder responder: O Riachuelo tem superfícies de controle (leme, sei lá, sou leigo) na vela?

  99. Foi bom ler o post e os comentários, que ajudam a desmitificar muita coisa.
    .
    O IKL-209 é como um F-5. Um projeto limitado de 50 anos. E anda afundando porrai.
    .
    Quantos carros de fabricantes franceses se vê enguiçados nas ruas ? A engenharia francesa é boa.
    .
    Se houve pixuleco, que se investigue e se prenda. Parar o programa não dá. Afinal não se comprou porcaria.
    .
    Escândalo em Israel por causa de submarinos que saíram quase de graça, a conta espetada no remorsismo alemão ? O_o.
    .
    Se o torpedo acertar e explodir, ótimo. E se há ToT para fabricação e desenvolvimento local, melhor ainda.
    .
    Já houve matéria do PN sobre as vantagens táticas e estratégicas de SubNucs. Acabam sendo mais decisivos que vários vasos de superfície.

    • ” IKL-209 é como um F-5. Um projeto limitado de 50 anos. E anda afundando porrai”

      Discordo. Ao contrário do F-5, o IKL-209 continua sendo fabricado, e dentro da sua categoria não é limitado (Scorpene, por exemplo, é de uma categoria superior em porte e capaz de ser ampliado ainda mais, como foi o caso so S-BR).

      E desconheço IKL-209 afundando por aí. Continua sendo um dos mais utilizados no mundo e ainda será por muito tempo.

  100. Nada me tira da cabeça que parte das razões para irmos com os franceses tem mais a ver com as necessidades da Odebrecht (Itaguaí Construções Navais) do que da MB.

  101. Eduardo, a Odebrecht se associaria com qualquer empresa que a MB selecionasse. O motivo para a escolha dos franceses foi seu domínio da tecnologia de submarinos nucleares

  102. Fernando “Nunão” De Martini 14 de Janeiro de 2018 at 21:48

    E cumpre lembrar do gigantesco potencial de crescimento mostrado pelo IKL 209. Enquanto os primeiros navios deslocavam 1.100 toneladas seus últimos descendentes da classe Dolphin já deslocam 2.500 toneladas.

    • Tireless, aí você está falando de submarinos diferentes. Dolphin já é outro braço da família, com boca maior, ainda que na sua configuração/ conceito geral tenha uma relação na “árvore genealógica” do IKL 209 e nas suas ideias básicas e tecnologia, como outros submarinos têm. Mas é outra categoria, não é um IKL 209.

      Talvez eu não tenha feito me entender bem devido à brevidade do comentário em que “defendi” o IKL 209 da comparação com o caça F-5 mas ao mesmo tempo, ao comparar com o Scorpene, indiquei que o IKL 209, em sua última versão de 1500t, já está no limite do desenvolvimento desse tipo, quanto a aumento do deslocamento, dentro de um projeto que começou com 1100t.

      O que eu quis ressaltar também é que o IKL 209 está longe de ser limitado, isso sim, como arma de guerra e no seu potencial de ainda receber atualizações e aprimoramentos, sem desmerecer o meio, indicando que a comparação com caça F-5 não é a mais indicada em todos os sentidos. E quis ressaltar em comparação que o Scorpene, por outro lado, já parte de um deslocamento inicial maior, podendo crescer bem mais que o IKL 209 pôde, como mostrou a ampliação do Scorpene comum para o modelo brasileiro, que tem 71m de comprimento e cerca de 2000t, dimensões que o IKL 209 (especificamente) não chega, somente outros “braços” da família, com projeto já pensado para dimensões ainda maiores, e que não são a mesma coisa.

      Algumas matérias pra ajudar:

      http://www.naval.com.br/blog/2008/12/15/100-anos-de-submarinos-alemaes-parte-3/

      http://www.naval.com.br/blog/2008/12/17/100-anos-de-submarinos-alemaes-parte-5/

  103. Cadê os “çábios” que diziam que o Prosub iria parar e que a Base Naval de Itaguaí iria ser um imenso areal incompleto? Cadê? Ninguém “çabe” , ninguém viu. No mais, parabéns à MB e parabéns ao Poder Naval.

  104. JT8D 14 de Janeiro de 2018 at 22:25
    .
    A opção pelo IKL estava forte até 2007, tanto que foi até assinado um contrato com a empresa para a aquisição de mais um submarino. De repente, não mais que de repente, surge um super projeto de 4 submarino, mais uma base, mais um estaleiro, mais um casco oco e a MB larga o que já estava em andamento e corre para assinar com os franceses em 2008.
    Sabendo o que sabemos hoje como foram tocados os negócios com a Odebrecht, dá para pensar que os interesses dela orientaram o posicionamento da Marinha, e não o contrário. Ou de outra forma, a Marinha foi atrás de onde estava o dinheiro (no acordo com a Odebrecht/DNCS/PT).

    A Dassault e a Embraer tentaram fazer isso na década passada com o Mirage 2000, mas a FAB não entubou. Na outra rodada a Embraer ficou de fora da escolha e só entrou no negócio depois de escolhida o fornecedor estrangeiro.

    • “Bueno em 15/01/2018 às 15:01″
      A frente não deveria ser coberta, não da para deduzir quantidade de torpedo a ser lançado ou isto não é segredo?”

      Bueno, nunca foi segredo algum que submarinos da família Scorpene têm 6 tubos de torpedo.

    • Ozawa,
      A princípio não é necessário desativar nenhum dos atuais, só se o orçamento apertar de tal forma que se torne impossível ampliar a ForSub com os novos submarinos.
      Mas…
      Como a incorporação do Riachuelo se dará entre este ano e o próximo, como há dois IKL 209 já modernizados e com PMG feito recentemente, como há outros dois passando simultaneamente por manutenção pesada e modernização no AMRJ, sobra o que está aguardando na fila para PMG e modernização, no caso, o Timbira.
      Ou seja, se algum tiver que ser desativado para a entrada em operação do Riachuelo, meu palpite (apenas lógica) é que seria o Timbira, devido aos demais terem modernização realizada ou em curso e mais tempo de operação antes do próximo PMG, e desativar o Timbira significaria poupar os recursos com PMG e modernização do mesmo. A perspectiva de curto prazo desses gastos ainda não realizados dá assim, ao Timbira, uma pior relação custo-benefício de mantê-lo em operação frente aos demais nesse cenário, ainda que na perspectiva de tempo de vida e operação no médio e longo prazos fazer seu PMG e modernização sejam vantajosas por ele ser um dos mais novos.
      Mas eu espero que essa possibilidade de desativação prematura dos IKL 209 da MB não ocorra, e prevaleça a perspectiva de longo prazo e não a de curto. Tudo depende do cobertor não ficar também curto demais.

  105. Apenas para esclarecer… a chegada dos S-BR trará certamente a baixa dos SCT, mas isso não deve ocorrer, existe um cronograma a ser cumprido, cujo início não coincide com a incorporação do S Riachuelo… abraço…

  106. Fernando “Nunão” De Martini 15 de Janeiro de 2018 at 15:57
    Entendi… Obrigado! no video da chegada da seção de vante já dava para ter a ideia dos 6 torpedos,o que devia ser preservado foi coberto

  107. Aos que falam mal, um pequeno detalhe: O SNB só vai sair do papel pq a Marinha vinha desenvolvendo sozinha esse projeto, se o governo tivesse apoiado antes o SNB ja estaria no mar impondo respeito.

  108. Bem, sem o sistema AIP (e mesmo com, já que o MESMA é o pior sistema AIP do mercado, ocupando simplesmente 300t no sub), não vejo argumentos concretos sobre a performance supostamente superior do insubmersível em relação ao U-209, a não ser a tonelagem.

    O próprio naval tem depoimentos de marujos do Chile dando seu testemunho sobre o vetor operado lá.

    A espanha cancelou em favor do S-80, que também é extremamente problemático…

    A ver adiante quando entrar em operação.

  109. Obrigado, Nunão. Antes de ler o XO eu concordaria com sua lógica quanto ao Timbira…

    Só espero que qdo a hora dos “Tupi” chegar algum deles, tendo obviamente a MB disponibilidade orçamentária, seja preservado como museu, e de preferência, como destacou acima o Rafael M. F., em exposição seca no Centro Cultural da Marinha. Foi uma classe icônica para a ForSub da MB. Seria um espetáculo ao público leigo vê-lo por inteiro e traria um benefício imenso à divulgação da cultura naval.

    • “Obrigado, Nunão. Antes de ler o XO eu concordaria com sua lógica quanto ao Timbira…”

      Ozawa, só pra deixar claro: eu coloquei minha opinião, baseada em fatos de meu conhecimento sobre os submarinos em questão, apenas para responder à hipótese que você levantou de que um classe Tupi/Tikuna daria baixa quando da entrada em operações do Riachuelo. Ou seja, respondi de acordo com sua hipótese, e de forma hipotética. Não escrevi que o Timbira ou qualquer um será desativado quando da entrada em operação do Riachuelo, como fato.

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