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Estaleiro propõe Meko 100 à Marinha da Malásia por menos de US$ 129 milhões

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KD Kelantan (175) da Malásia, no estreito de Malacca

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Um navio-patrulha oceânico tipo Meko 100, de 1.850 toneladas, por menos de 129 milhões de dólares?

Segundo notícia publicada pelo grupo britânico Jane’s, o estaleiro Boustead Heavy Industries Corporation (BHIC), da Malásia, chegou a esse patamar de valor em recente proposta que fez aos chefes navais de seu país.

A BHIC já construiu quatro desses navios para a Real Marinha da Malásia (RMN na sigla em inglês) – a conhecida classe Kedah –, no âmbito do Projeto New Generation Patrol Vessels (NGPVs), aprovado no fim da década de 1990, e dispõe, portanto, de muitos dos recursos materiais e humanos necessários à fabricação de outras unidades,

Vinte anos atrás, o plano original do governo de Kuala Lampur era obter 27 navios Meko 100, de projeto concebido pela indústria alemã Blohm+Voss. Mas apenas os seis primeiros – na Força Naval da Malaísia classificados como corvetas – foram efetivamente produzidos.

Dois navios foram construídos na Alemanha entre 2001 e 2003, e entraram em serviço em 2006. A BHIC construiu as quatro unidades restantes na Malaísia – a última das quais ficou pronta em 2010.

As informações foram atribuídas ao chefe de Planejamento e Coordenação de Projetos da BHIC, Zulkefli bin Mohd Ghazali, que conversou com a reportagem da Jane’s na quinta-feira da semana passada (19.4), na capital da Malásia, durante a mostra internacional de armamentos Defense Services Asia (DSA).

Ghazali explicou que a oferta feita agora por sua companhia consiste em fornecer dois lotes adicionais desses navios, em uma versão revisada e melhorada do projeto original.

As entregas atenderiam a uma demanda formalizada pela Marinha de 12 corvetas classe Kedah, sob o guarda-chuva de um planejamento mais amplo aprovado pela Força, de reduzir de 15 para apenas cinco o número de classes de embarcações na Esquadra.

Redução que visa, antes de tudo, diminuir custos operacionais da corporação, e depois aumentar-lhe a eficiência.

Teto

Ghazali ressaltou: a meta de 12 novos navios tipo Kedah é “orientada pelo orçamento, com um teto de custos que não podemos exceder”.

Nos círculos navais internacionais, a crítica mais objetiva que se faz à classe Kedah é a de seu pobre armamento: um canhão Oto Melara de 76 mm na proa, e uma segunda peça de artilharia, tipo Breda-Mauser, calibre 30 mm (além de lançadores de chaffs e outros equipamentos de autodefesa).

Embora a maior parte das dimensões e especificações aprovadas para essa segunda entrega de navios sejam as mesmas das primeiras seis embarcações, e essas plataformas sejam bem providas de radares e outros sensores, o executivo da BHIC admitiu: agora, o baixo custo de fabricação das unidades precisará será alcançado “reduzindo” algumas das configurações e capacidades do navio, incluindo sistemas de armas.

Mudanças que, segundo Ghazali, não foram ditadas por sua companhia, mas resultaram de observações feitas por um comitê integrado por oficiais da Força Naval e por especialistas do estaleiro.

95 COMMENTS

    • Delfim,

      Talvez a crítica venha do fato (ao menos pelo que intuo a partir do texto da matéria) de serem navios classificados naquela marinha como corvetas. E, dentro do que se espera de uma moderna corveta, são sim mal armados. Mas, como navio-patrulha oceânico/ OPV, são bem armados.

      Esteves,

      Sobre navios-patrulha oceânicos sendo entregues em outros países, alguns são mais armados que os nossos, outros são menos. O armamento da classe Amazonas está na “média” dos OPVs por aí, o que, para uma compra de oportunidade, está ok. Só valeria a pena mudar ou padronizar numa modernização mais à frente, na minha opinião.

  1. Eu tenho uma opnião diferente da maioria.
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    Na minha opnião a MB deveria focar seu reequipamento na patrulha. Com OPVs (não necessáriamente este), NPa de 500t, aviação de patrulha. Como não dá pra atender tudo, as corvetas que fiquem pra depois. Até mesmo porque 15 OPVs + aviação de patrulha bem equipada, fariam muito mais por nossa defesa do que 4 Tamandarés.
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    A MB deveria focar no que determina (ou determinava, nao sei se já mudou) a END. Construção de uma frota de submarinos de envergadura que permita negar o uso de mar + patrulha. Na minha opnião, não faz sentido deixar de construir mais submarinos, cuja tecnologia foi comprada, cujos submarinos vem sendo construidos com índice de nacionalização crescente, para construir corvetas. Seria uma absurdo, depois de gastar tanto, dar baixa nos Tupis, sem substitui-los por novos submarinos, porque decidimos fazer corvetas.
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    Não tenho conhecimento técnico para opnar qual seria a melhor classe de OPVs e/ou a que atende melhor os requisitos da MB. Porém há as OPV-80 construidos no Chile e Colômbia que devem custar metade do valor da Meko 100.

    • Zorann,

      Também não vejo sentido em interromper programa de construção de submarinos, mas o fato é que nossa força de fragatas e corvetas é que vem sendo reduzida a níveis abaixo das necessidades nos últimos quinze anos, e está com muitos navios que já ultrapassaram suas vidas-úteis e estão fazendo “hora extra”.

      Hoje são onze navios no papel (oito fragatas e três corvetas), mas oito de fato, pois três estão passando por longas manutenções e revitalizações, e quando voltarem à ativa, provavelmente até a virada da década, outros três atualmente em operação já deverão dar baixa por total obsolescência e desgaste, ficando de fato os combatentes de superfície reduzidos a oito – e velhos em sua maioria, com pelo menos metade precisando dar baixa logo na primeira metade dos anos 2020, e a outra metade pouco depois.

      Enquanto isso, a frota de navios-patrulha se manteve e até cresceu em qualidade nesses últimos quinze anos, com novos navios substituindo os mais velhos, e ainda tem navios razoavelmente dentro de suas vidas úteis – embora parte também precise começar a ser substituída na próxima década, mas em geral por navios baratos, de 500t.

      Ou seja, não dá pra esperar mais para renovar minimamente a força de fragatas e corvetas, enquanto a de navios-patrulha pode esperar um pouco mais – e é menos cara para se renovar mais rapidamente. A Marinha precisa de uma força mínima que seja de corvetas e fragatas para a guerra antissubmarino e de superfície, coisa que navios-patrulha não farão de forma alguma, e que a aviação de patrulha fará, mas sem a proteção mais constante que só navios podem garantir.

      Assim, a construção de pelo menos 4 corvetas iniciais visa garantir que esse mínimo de escoltas tenha modernidade e efetividade em metade de seus meios, e se ganhe algum fôlego para renovar depois a outra metade, mantendo esse mínimo de oito escoltas em serviço (quantidade mais ou menos similar às das armadas da Argentina e do Chile, por exemplo, e não é desejável ter menos que isso).

      As 4 corvetas classe Tamandaré são, assim prioritárias em relação a meios de patrulha, ficando atrás apenas dos submarinos nesse momento.

      • Olá Nunão!
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        Vou expor minha opnião com mais detalhes.
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        Ter é diferente de operar. Já cansei de ler matérias aqui e em outros espaços de que nunca tivemos estoque de mísseis/munição para sustentar um combate com nossas escoltas. Geralmente os navios sempre navegam com algum tipo de restrição. Fora manutenções/PMGs que se arrastam por anos, devido à “falta de verbas”. Temos aí 2 submarinos navegando e outros 3 parados por diversos motivos, possivelmente esta situação tem alguma coisa a ver com “falta de verbas”.
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        Por outro lado temos projetos de mísseis, torpedo nacional, que quando saem do papel, nossas FAs compram meia dúzia. Os projetos são criados, não tem continuidade e logo criamos outros.
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        Quantos dias de mar estes navios fazem por ano? Sabemos que a verba de custeio é ridícula, basta olhar o orçamento para ver isto. Qual o nível de prontidão destas tripulações? Os caras disparam um míssel por ano, quando muito.
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        Veja que estas situações não são novas. Isto aí acontece a décadas, pelo menos desde que leio sobre o assunto. As situações só se repetem.
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        Levando tudo isto em conta, numa situação de necessidade, qual a real capacidade destes navios em sustentar um combate? Se pensarmos nas grandes marinhas do mundo, 4 Tamandarés, ou que sejam 8, ou as escoltas que já temos, não fariam diferença nenhuma. Ainda mais se operarem do jeito que operamos hoje. Quem garante que teremos em estoque mísseis para os VLS das Tamandaré?
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        Se é para operarmos assim, melhor não ter. Porque no fim, não fazem diferença nenhuma. Estes navios não verão um dia de combate em suas vidas úteis e se virem, serão alvos fáceis.
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        Deixando as grandes marinhas de lado, quando levamos em conta nosso TO, onde praticamente não há escoltas no Atlântico Sul, fica mais patente a inutilidade destes navios.
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        Na minha opnião, A MB precisa sim focar na Força de Submarinos e na Patrulha.
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        Com uma aviação de patrulha moderna, monitoramento por satélite, OPVs em quantidade, NPa de 500t, a MB coibiria a pesca ilegal, a pirataria, navegaríamos mais e teríamos uma consciência situacional sobre nossas águas/ZEE, que nunca tivemos. Antes de você atacar e/ou se defender de um alvo, você tem de ser capaz de espota-lo e a gente nem sabe quem navega aqui.
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        Com uma força de submarinos de envergadura, que navegue, com tripulações em alto nível de prontidão, negamos o uso do mar. É oque preconiza (ou preconizava – porque os caras mudam a END todo ano) a END: “A prioridade é assegurar os meios para negar o uso do mar a qualquer concentração de forças inimigas que se aproxime do Brasil por via marítima. A negação do uso do mar ao inimigo é a que organiza, antes de atendidos quaisquer outros objetivos estratégicos, a estratégia de defesa marítima do Brasil. Essa prioridade tem implicações para a reconfiguração das forças navais. Se a Marinha Brasileira aceitasse dar peso igual a todas as tarefas, seria grande o risco de ser medíocre em todas elas.” Sei que você deve conhecer este documento melhor do que eu. Se continuassemos neste caminho, poderíamos ter, em 2030, 12 a 15 submarinos modernos e nosso primeiro submarino nuclear. Imagine esta frota dividida em duas bases, uma em Itaguai e outra no norte/nordeste. Qual o poder de dissuasão de uma frota de submarinos desta? Qual o poder de dissuasão de 4 corvetinhas? É covardia comparar.
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        Todos sabemos que não há dinheiro pra tudo. Se vamos embarcar na construção de corvetas, há o grande risco de perdemos oque foi conquistado no PROSUB. Nós temos a capacidade instalada de manter sempre 3 ou 4 submarinos em construção: 2 na nuclep + 1 ou 2 no estaleiro (1 em construção + 1 em manutenção ou 2 em constrrução). Lembrando também que o cronograma original do PROSUB foi extendido por “falta de verbas”. Será uma sacanagem deixar capacidade ociosa em Itaguai, perder a capacidade alcançada (se vc não constroi submarinos, se vc não desenvolve a tecnologia adquirida, ela torna-se obsoleta), para fazer qualquer outra cosia.
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        RESUMINDO: dito tudo isto: pra mim, minha opnião: precisamos de uma patrulha bem equipada + força de submarinos robusta. Mas não é somente ter, é operar! Como não dá para ter tudo (e operar principalmente, como já está provado), escoltas são desnecessárias.
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        OBS: Falta de verbas está entre áspas, porque na verdade não falta verbas. O dinheiro é mal gasto mesmo.

        • Olá, Zorann,

          Respeito sua opinião, mas acho que o cenário mostrado de que construir corvetas seria uma inversão de prioridades da época da primeira END (à qual tenho minhas reservas quanto ao que acarretou em esticar além do aceitável a obsolescência de outras áreas que tinham mais urgência de reequipamento) valia para quando a MB ainda possuía uma força de escoltas de cerca de dezesseis ou mais fragatas e corvetas. Hoje tem, na prática, metade disso.

          Ou seja, a priorização de submarinos e patrulhas já foi seguida, e continua sendo, com uma redução enorme já feita na força de superfície, hoje numa quantidade mínima que garante, ao menos, a realização de controle de área marítima / escolta / operações independentes em âmbito limitado – e na minha opinião esse mínimo não pode deixar de ser feito.

          Priorizar uma área (negação do mar) na visão estratégica escolhida à época daquela versão da END, para ter alta dissuasão naquela área à custa de outras, sob o argumento de que isso é melhor do que ser mediano em todas, já foi feito. E continua sendo feito. E já trouxe seus resultados com a redução pela metade do número de corvetas e fragatas para custear manutenção tripulação e armas. Não é preciso estinguir a força de superfície pois, mesmo resuzida, ela é capaz de realizar tarefas que submarinos, navios-patrulha e aviação não cumprem, como já mostrei, e que são muito necessárias para a efetiva dissuasão – pois são justamente as lacunas que um adversário vai explorar.

          Quatro boas e modernas corvetas na próxima década, seguidas de outras quatro corvetas (mesmo ao custo de, nesse processo, não se ter mais fragatas por algum tempo, mas ainda assim as corvetas serão mais capazes que as envelhecidas fragatas atuais) na minha opinião melhoram e muito a qualidade da força de escoltas, e não representam um impacto de custos a ponto de inviabilizar a construção e operação de uma frota significativa de submarinos.

          Mesmo porque, sendo menos navios que no passado, mais modernos, efetivos e com conceitos mais econômicos de operação, a tendência é de otimização de custos e de melhor capacidade para armá-los decentemente.

          Ou seja, na minha opinião não dá pra se pensar em oito ou oitenta, tudo ou nada, a própria END falava em priorizar uma área, mas não de extinguir totalmente outras para isso. A redução na força de superfície (feita de uma maneira que discordo) já ocorreu e continua a ocorrer, não é preciso acabar de vez com ela para alcançar objetivos. Hoje já se tem bem menos fragatas e corvetas para tripular, manter e armar decentemente, e que podem ser efetivas sim na escolta de um grupo-tarefa e outras atividades necessárias e que outros meios não podem fazer. E a própria estratégia de priorizar a negação do mar, para ser efetiva, implica em ter pelo menos um mínimo de capacidades nas outras áreas, dentro do nosso Teatro de Operações, para fazer sentido como dissuasão efetiva e capacidade de reação e defesa em caso de conflito, e já coloquei os porquês no comentário anterior.

          Mas é só a minha opinião, respeito seus argumentos, mas discordo totalmente da extinção da força de superfície.

    • Uma coisa não elimina a necessidade da outra. O que eu sou contra é a MB querer um novo projeto de NPO, quando já temos os direitos de construção de mais Amazonas.

    • Concordo com você Zoramm. OPVs, NaPa 500ton, SSKs e aviação de patrulha/ASW/AsuW baseada em terra. Para controlar e defender efetivamente nosso mar territorial e ZEE. O resto vem depois…

      • Apenas mais uma observação: a ideia de extinguir completamente uma capacidade, pensando em “o resto vem depois”, significa que se perderá a capacidade por muito tempo e será difícil e custoso retomar.

        Por exemplo, extinguir totalmente a frota de fragatas e corvetas significará perder a capacidade de adestrar no mar uma geração inteira (ou mais) de tripulantes na guerra moderna e em conhecimentos acumulados por décadas e que não se passa só em livros e simuladores. Vai se perder o adestramento em defesa de navios isolados, comboios e forças-tarefa contra ameaças aéreas, de superfície e submersas. Com perda do adestramento nos meios reais de emprego, perde-se capacidades que só poderão ser retomadas, se forem, após muito tempo (com custos e riscos financeiros e de defesa). E nada disso se adestra e se mantém com navios-patrulha.

        • Olá Nunão!
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          Eu penso: se for só para adestrar, não precisamos ter. Os meios/tripulações tem de ter condição de pronto emprego, e nestas condições, real poder de dissuasão.
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          No fundo, acho que nem há a preocupação com isto. Os governos atendem às demandas das FAs como se fossem um ‘cala a boca’. Ninguém questiona os gastos ou se importa de fato com o assunto. Por sua vez os militares querem ter suas demandas atendidas, sem se dar conta da situação econômica do país, sem olhar para o tanto que gastam e o pouco que entregam. É aquele esquema: o governo finge que se importa com defesa e os militares fingem que defendem o país. Não estou generalizando, porque sei que há muitos que de fato se importam, mas o corporativismo é grande, a resistência à mudanças é enorme.
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          Independente de minha opnião ser diferente da sua, e ambos querermos FAs mais capazes, não acredito em mudanças (por estes motivos citados no parágrafo anterior). No fim, com muita tristeza, acredito que não teremos novos submarinos tão cedo, Os Tupis serão retirados sem substituição, as Tamandarés navegarão mal municiadas, os PMGs continuarão se arrastando por anos….enfim….
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          Desculpe o desabafo.

          • Zorann,

            Quando falo em adestramento, estou falando em prontificação para o emprego real, é assim que funciona.

            O militar recebe o treinamento e pratica o que aprendeu e isso precisa ser adestrado continuamente.

            Não existe isso de “só para adestramento”. É como um engenheiro que se forma mas, se não trabalhar fazendo o que aprendeu, perde a capacidade. Ou um químico, ou um publicitário, um músico. Se não se adestrar (trabalhando) perde a capacidade.

            Muita gente confunde essas coisas, pelo seu histórico não é o seu caso, mas como você usou a expressão “só para adestramento”, e outros usam também equivocadamente “só para manter doutrina”, achei por bem pontuar. Como o militar (a maioria) não tem ou nunca terá guerra real pra praticar (e a razão maior de sua existência é dissuadir) o adestramento precisa ser frequente, na paz, e nos meios que serão utilizados na eventualidade de guerra. E não se faz guerra antissubmarino, antiaérea etc, em OPV, pra ficar no exemplo que estou explorando.

            É claro que a MB está longe, muito longe, da perfeição, mas é óbvio que a força de superfície já foi enxuta ao máximo pelas desativações, e está no limite do que é, numericamente, capaz de cumprir suas tarefas. Menos qu isso ou sua extinção, como você defendeu, aí sim significaria “só para adestramento”, e um adestramento sem os meios de guerra, o que e militarmente inútil.

            Desculpe se pareço incisivo nesse aspecto, mas isso é o Bê a Bá de Defesa quando se fala em adestramento. Não é, como na fala infeliz de um ex-presidente, pra generais “brincarem de guerra”. Não existe essa história de um meio ser “só pra adestramento” como atividade-fim, a não ser quando é um meio específico de treinamento ou de uso tantobpara treinamento quanto para a guerra (caso do Super Tucano, por exemplo, mas dentro de um siatema com outros meios).

  2. Uns 120 milhões por OPV na faixa das 1.800t é algo que eu acho razoável. Nem muito caro, nem muito barato. Mas depende muito do recheio.
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    Para “Guerra”, eles compraram 6 LCS dos Franceses, um derivado da Gowind 2500: http://www.malaysiandefence.com/wp-content/uploads/2016/11/LCS.jpg
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    Os alemães ofereceram uma Meko 100 Bombada para a Malásia nesse programa do LCS, mas eles despacharam. Muito provável que iram comprar mais 6 LCS dos franceses.
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    A intensão deles é sair de 15 classes de navios para apenas 5 classes. 15 to 5 program…

  3. Já temos o projeto da Classe Amazonas, basta arrumar um estaleiro nacional e fazer mais 9 a 12. Bota um canhão de 57 ou 76mm, já deixa de ser piada e vira crítica, kkk.

  4. Delfim,
    Não obstante a sua boa piada, o fato é que um NPaOc / OPV com canhão de 30mm está longe de ser piada. Está, como já salientei, na média do que se usa para armar navios-patrulha.

  5. Acho que a Marinha está no caminho possível: para a esquadra, os 4 submarinos e as 4 Tamandaré, além do pagamento/implantação do Ocean e seus Helis; para os distritos navais, reinício da compra dos NaPa de 500 ton; para ambos, se der, alguma compra de oportunidade, além de reativação de algumas unidades paradas; e continuidade de projetos já contratados e/ou de resultado indefinido, como LabGene/SubNuc, Trader, SuperLynx modernizado, mísseis, sensores, outros que não consigo lembrar agora.
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    Novas despesas graúdas, como construção de fragatas, de mais submarinos, de NPaOc, ou outras que venham a ser consideradas prioritárias, só depois de bem pagos e encaminhados os 3 principais programas em andamento (ProSub, Tamandaré, 500BR). Acho que não dá para comprometer com mais do que isso por ora.

  6. Nunão, os comentaristas aqui esquecem que o TO é muito diferente. O Estreito de Máláca é uma região quente, tanto quanto o chifre da África. Perguntem a qualquer Mercante da Vale. A pirataria ronda solta.

  7. O Brasil precisa de navios patrulha, achei esse preço razoável, mas como escolta, precisa um navio com tonelagem maior.
    O armamento depende da necessidade de cada país. 30mm é ótimo para um NPaOc.

  8. Marcelo a foz do rio Amazônas tb e uma região quente, com ratos d’agua (piratas), claro que não estão “ainda ” com AK-47, mas logo veremos , só quem mora na região sabe do que estou falando!

  9. “Fernando “Nunão” De Martini 23 de Abril de 2018 at 17:11
    Não, Nilson, o projeto de NPaOc do Centro de Projetos de Navios, visivelmente, também deriva do desenho básico do casco da Barroso. ”
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    Entendi, Nunão, o NPaOc do CPN seria um Barroso menor. Em que pé estará o projeto, projeto básico pronto? em condições de passar para o detalhado??

    • Nilson, pra ir a projeto detalhado é preciso haver prioridade para alocar recursos a essa etapa, visando depois uma seleção de construtor, tal qual está sendo feito no programa classe Tamandaré. Ou seja, muito caminho a andar, pois a classe Tamandaré é a prioridade.

      E creio que só faça sentido, como programa, após o início da construção da classe Tamandaré, de forma a se buscar o máximo possível de comunalidade – por exemplo, na propulsão, que poderia ser “meia” Tamandaré, com dois motores diesel do mesmo tipo que os quatro que a Tamandaré terá. E também padronizar diversos outros itens, ainda que em quantidade menor, como geradores, sistemas de arrefecimento, quadros elétricos, redes diversas, bombas, válvulas e até mesmo portas, escotilhas, vigias, mobiliário etc, para gerar escala.

  10. Se não usarmos o projeto base da classe Amazonas temos que produzir um projeto muito melhor. Se as Rivera deram patrulha nas Malvinas certamente e’ um bom navio. Lá as condições de mar são terríveis.

  11. A Malásia desenvolveu três interessantes plataformas de operação:
    A primeira é uma plataforma, que é deslocada para uma zona de interesse e é fixada. E as outras duas são baseadas em um navio.
    Vejam: http://www.malaysiandefence.com/wp-content/uploads/2016/10/trio.jpg?x80338
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    Extremamente interessante…
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    Fico imaginando o potencial que um navio ao estilo do tal do “Tun Azizan” poderia agregar ao CFN, se dimensionado para os rios do Norte do país.

    • Bardini, sem retórica, você não acha que seria um alvo fácil? Lembro quando alguns foristas defenderam o uso do A12 como um aerodromo avançado, uma base mesmo, para suporte em operações mais longe da costa, mas fixo e essa sugestão foi amplamente criticada por se tornar um alvo relativamente fácil de ser afundado por submarinos justamente por não ser móvel…
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      Sds

    • Sei que você escreveu nos rios no norte do país, mas como a plataforma que estava no link parecia ser offshore, foi o que me passou pela cabeça…
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      Sds

  12. Se é pra sonhar porque não pensar na Marinha do Brasil nos próximos 05 anos ter um Porta-Helicoptero + 03 NDM + 03 NDC + 06 cruzadores anti-aéreos classe Fremm + 12 Fragatas classe Tamandare + 12 Corvetas/NPO classe Malo A100 + 24 NPa 500 BR

  13. Desde o ataque a Pear Harbour e aos couraçados de SM, Repulse e Prince of Wales que está assentada a doutrina de que não se domina os mares com navios, exclusivamente. O dominio do Ar é imprenscindivel, seja desde bases em terra ou seja com asas embarcadas. Tio Sam tem uma frota poderosa para defender seus interesses em qualquer lugar do mundo. O Brasil tem suas ilhas oceânicas e uma costa extensa que domina boa parte do Atlântico Sul. Podemos e devemos ter nossos submarinos (AIP, de preferência), mas qualquer dispositivo naval tem que se estabelecer com forte apoio aéreo. A MB tem que contar com asas fixas e rotativas das mais diversas especialidades, inclusive helis de ataque para o CFN.
    E bases aero-navais bem distribuídas, desde a ilha da Base em Rio Grande até Belém, na foz do Amazonas. Manter nossa frota concentrada no Rio é criar um alvo crítico e dentro de uma cidade chave densamente povoada.

  14. Não discuto muito os canhões,claro que tem que ser maior que 30mm,poderia e ter um casulo de misseis antiaéreos de médio ponto, e que vejo que a aviação evoluiu muito e qualquer navio seje patrulha,corveta ou fragata deveria reforçar muito a defesa aérea,pois canhões antiaéreos hoje são ineficazes,pois muitos aviões ,ou a maioria não necessita chegar nem a 20 km dos seus alvos para leva-los a pique.Muitos dos srs poderia falar que são patrulhas,mas em caso de ataque talvez nem tenha tempo de dar um alarme pois seus radares são de curto alcance.

  15. Bem…se marinha de guerra é meios e para cada 4 meios, 2 ficam indisponíveis, acabou a defesa de quem defende as 4 Tamandarés.

    Muitos concordam que estamos bem de patrulhas. E sucateados do resto. Precisamos de novas corvetas ou fragatas para dar baixa em 4 ou 6 dos 11 meios disponíveis.

    Entram 4, saem 4 ou 6.

    Então concordo com o Zorann. Melhor ter mais 10 patrulhas como esse da postagem porque afinal de contas são mais 10 meios.

    Mas, patrulha não é navio de combate e desse jeito nossa marinha de guerra não poderia fazer guerra, ou só poderia contar com os subs que também estão sucateados aguardando os Scorpenes.

    Isso parece a Síria.

        • Olha , com todo respeito a você e a ele, mas acho que essa informação não procede.

          Se não me engano dos 5 subs IKL, temos 2 que estão em serviço. Os outros 3 dividem-se entre estar em manutenção ou estar parado, mas por questão de economia mesmo.

          Seria bom alguém com uma informação mais atualizada dar uma posição mais precisa.

          Abs.

        • Eu nunca escrevi que nossos classe Tupi e Tikuna estão sucateados.

          O que escrevi como resposta a mais de um comentarista é que há dois modernizados operando, dois em manutenção e modernização, e um aguardando na fila.

          Nunca escrevi que estão sucateados, nem costumo usar essa palavra.

  16. Essa história de linha do horizonte e 20 km que li algumas vezes aqui, entendo assim:

    As Tamandarés terão defesa contra mísseis anti navio? Canhão de corveta não presta como defesa antiaérea nem contra navio. Serve como último dos moicanos.

    Então…corveta presta pra que? Se corveta afunda sem saber de onde veio o míssil e quem atirou e, tem canhão porque todas têm, é um vaso bestial.

    Ponto pros patrulha porque se uma corveta de 400 afunda com um míssil, melhor lutar com um patrulha de 150 que se afundar (certamente vai) custou menos e tem mais quantidade.

    Outro ponto pro Zorann. Melhor investir em patrulhas e subs e deixar essas corvetas pra lá.

    • “As Tamandarés terão defesa contra mísseis anti navio?”

      Sim, leia as dezenas de matérias anteriores sobre a classe Tamandaré, usando o campo busca do blog.

      “Canhão de corveta não presta como defesa antiaérea nem contra navio.”

      Errado. Em conjunto com os mísseis antiaéreos, os canhões de médio e pequeno calibre, de alta cadência, complementam a defesa a médio e curto alcance, aumentando o número de ameaças que se pode contrapor, desde que complementados por bons sistemas de direção de tiro.

      Acho que você está precisando ler mais, e melhor, as dezenas e dezenas de matérias do site que tratam do assunto.

    • Entendi as colocações do colega. Não digo que concordo.
      O colega parece ter endossado o pensamento de outro (no smartphone fica difícil ficar rolando a tela… E esse recaptcha também atrapalha bastante…) de acordo com o qual como é difícil ter realmente uma boa esquadra de guerra, em qualidade e quantidade adequada (até porque oito corvetas e fragatas considerando que metade vive em manutenção – acho isso muito estranho e falta de organização logística esses meios viverem em manutenção… Deveriam comprar e usar pouco corvetas e fragatas já que não vivemos em guerra. Para na hora da guerra estarem todas disponíveis…), então, considerando as restrições orçamentárias, poderíamos ter apenas navios patrulha para fazer o serviço de guarda costeira e os submarinos como únicos meios de guerra marítima.
      Não digo que concordo.
      Entendo que fragatas e corvetas desdentadas têm pouca utilidade.
      O colega se equivocou quando afirmou que as Tamandaré não teriam defesa antimíssil (na verdade também não sei se terão).
      É complicado um navio “pequeno” ter todos os tipos de armamentos necessários. Tipo defesa antinavio, defesa antiaérea, defesa antissubmarino, em quantidade e qualidade.
      Até aqueles “canhões” de proa acho muito fraquinhos.
      Não podem ser usados contra outro navio de guerra (diferente da segunda guerra na qual muitos navios contavam com uns oito reparos duplos de canhões com alto poder de fogo e alcance), especialmente porque os radares são de curto alcance ou contam com poucos mísseis, contra aviões costumam usar mísseis de curto alcance (15, 25 km, distância sem sentido algum numa guerra moderna na qual o avião dispara um míssil a 150 km de distância), contra submarinos têm que contar com sonar de casco e rebocado, com helicóptero e torpedos.
      Ou seja, um multimissao precisa ser grande para contar com todo o poder de fogo.
      Dou valor a navios americanos que contam com 126 mísseis e não essas corvetinhas com 4 mísseis antinavio com 70 km de alcance, e uns 16 mísseis antiaéreos com 25 km de alcance.
      Proteção zero.
      Se não contarem com o apoio de outros meios não duram meia hora numa guerra.

    • Acho que precisamos otimizar recursos
      É gente demais.
      Bases navais demais.
      Muito pessoal de apoio para poucos navios…
      Muitos navios de apoio, incluindo o Bahia e o Siroco para navios de guerra de menos.
      Deveriam ser umas oito fragatas de primeira linha, umas seis corvetas para segurar o piano e uns cinco submarinos.
      Passa a régua…
      O pessoal deveria ser apenas a tripulação desses meios, os oficiais necessários, algum pessoal administrativo, alguns soldados para protegerem as bases navais e uns 5 mil fuzileiros…

  17. Não sei de onde veio esses estudos de necessidades. Nem sei como são feitos. No PAEMB e no PROSUPER tem os meios. Mas não tem as contas. Imagino que a MB fez muito Excel.

    Leio necessidades em todas as postagens. Não vamos atirar em nenhum pesqueiro chinês. Criaria mais problemas que a invasão das águas. Vamos criar dificuldades e dissuasão e isso pode ser feito com patrulhas oceânicos.

    Não vamos enfrentar nenhum cascudo inglês com nossos meios porque as Malvinas estão aí como tormento. Ainda que infringirmos baixas não temos capacidade de reposicionar.

    Não precisamos de corvetas para cuidar de piratas. Se a IV Frota aparecer vamos repetir 1941 (o primeiro filme de Spilberg) e tocar berimbau.

    Sejamos francos. 10 patrulhas fazem mais sentido que 4 Tamandarés. Mesmo que o Dalton venha me ensinar a ordem do dia.

  18. “Fernando “Nunão” De Martini 23 de Abril de 2018 at 19:18
    projeto detalhado do NPaOc da Marinha: “creio que só faça sentido, como programa, após o início da construção da classe Tamandaré, de forma a se buscar o máximo possível de comunalidade”
    .
    Entendi. Parece que melhor então será partir do projeto da Tamandaré, enxugando-o o máximo possível para transformar em NPaOc e mantendo a comunalidade no restante (inclusive com grande aproveitamento do projeto). Ou seja, é coisa para só depois que a primeira Tamandaré estiver sendo construída ou mesmo finalizada (se o seu projeto for o vencedor no processo seletivo em andamento).

  19. Sinceramente não gosto desta alternativa (fazer um downgrade do Tamandaré) pois vamos ter um OPV vitaminado a um preço de quase uma corveta.
    Um OPV não é um navio de Guerra, serve para patrulhar e se for o caso dar uns cascudos nos piratas, mostrar bandeira para os pescadores que se “perdem”, não é projetado para enfrentar navios como Corveta para cima.
    Não tem sentido em ter um canhão de 76 pois isto impacta no peso, necessidade de sensores, um preço alto, espaço (tanto para o canhão como para o paiol de munição), tripulação e é claro, melhoria no controle de avarias.
    Uma OPV não é projetada para sofrer impactos de um armamento mais pesado pois para diminuir o seu preço, não é estruturalmente preparado (sem tantos “estanques” como escoltas) para aguentar danos. Seria algo como o Ocean sem comparada a uma classe WASP.
    Acho que cada macaco tem que estar no seu galho.
    Muitos OPVs, várias corvetas e algumas fragatas.

    • Realmente não tenho nenhum conhecimento técnico de engenharia, o tal downgrade da Tamandaré para OPV é um achismo baseado no que tenho lido por aqui, alguns construtores têm projetos modulares que ora são corvetas, ora são OPVs. Seria justamente tirar do projeto Tamandaré o que você citou e mais diversas coisas: trocar o 76 por 30, diminuir o comprimento e a força de propulsão/geração, tirar os mísseis e torpedos, reduzir os compartimentos estanques e blindados, reduzir compartimentos desnecessários para OPVs, diminuir espaço para a tripulação proporcionalmente à tripulação que for reduzida, reduzir sensores no que for necessário (estudando a comunalidade, talvez compense manter algo mais do que o necessário para OPVs, a exemplo das River II), talvez diminuir o tamanho do helicóptero operável no convôo e hangar, e outros itens que não consigo lembrar ou imaginar.
      .
      Mas, volto a dizer, minha opinião é um mero achismo, somente os engenheiros poderiam avaliar se a redução de custos possível (inclusive aproveitamento do projeto, da linha de produção e manutenção ao longo da vida útil) seria suficiente, ou se seria melhor partir de outro projeto. E isso também se a Tamandaré Tamandaré for construída, e não a Tamandaré NAPIP.

      • Vou deixar claro, já que outro comentarista lá em cima deturpou totalmente o que escrevi mais de uma vez sobre a força de submarinos, antes que alguém diga que escrevi que o projeto de NPaOc da Marinha é um “downgrade” da Tamandaré.

        Não é.

        O que ele poderá ser é um casco com desenho e proporções semelhantes à da “família” Barroso-Tamandaré (linhas que diferem consideravelmente da classe Amazonas, por exemplo), aproveitando as qualidade marinheiras das linhas que foram aprimoradas e outras características já testadas em tanques de prova e em navios no mar. Não precisa seguir a divisão interna e compartimentação da Tamandaré, entre outras características de cascos feitos para a guerra.

        O que seria desejável, e já foi expresso mais de uma vez, é que se pode conseguir ganhos de escala num NPaOc que compartilhe certos equipamentos etc com a corveta, e mencionei exemplos, no comentário mais acima, que vão desde a família de motores até as mais singelas válvulas etc.

          • Ô Esteves,

            Você quer dizer então que fui eu que deturpei o que o Nunão disse ?

            O seu post está lá em cima e fala por si mesmo.

            Sem mais comentários sobre esse assunto.

    • Não tem grana pra muito de nada. Nem pra varias. Tem que decidir com a grana que tem e que tá acabando. Não vai dar para terminar o Prosub. Tem uns 10 bilhões, falta terminar o Riachuelo, começar o nuclear, acabar o vaso, fazer volume no enriquecimento e empurrar o reator da Nuclebras para o Ministério da Saúde, algo que já está sendo feito. E, faltará os 3 Scorpenes. Não tem grana pra mais nada. A despesa está congelada por 20 anos.

      Quem foi o esperto que botou o reator multiproposito da Nuclebras no Labgene? Ok, ok, está ajudando na construção do reator do Comandante Othon, mas compete com os recursos do sub. É tudo Aramar.

      • Esteves, são coisas diferentes, são reatores diferentes.

        Está sendo aproveitado apenas o sítio de Aramar (Marinha cedeu uma parte, o Estado outra), que é enorme e já conheci numa oportunidade, para instalação da infraestrutura do reator multipropósito brasileiro (RMB), com as vantagens resultantes em licenciamento ambiental e outras do tipo.

        RMB, que visa principalmente a pesquisa (inclusive de combustíveis), e a produção de radioisótopos / radiofármacos para a crescente demanda brasileira, não tem nada a ver com Labgene (que é uma instalação em outra parte do sítio de Aramar) nem em projeto do reator, nem em seu custeio, nem em seus parceiros principais ou seu financiamento. A Marinha ajuda no que lhe compete pois é de seu interesse, mas os recursos do Prosub são de outro financiamento, outro ministério, é outra coisa.

        Acho que você precisa se atualizar mais nesses assuntos e como tem sido articulados nos últimos anos pra opinar com mais clareza sobre o tema, pois está misturando as coisas num caldeirão só.

        • Não fui eu que misturei. Sei que o reator da Nuclebras é um e o reator de vaso do Othon é outro. Esse reator da Nuclebras está dentro de Aramar competindo com a dotação do Ministério da Defesa/Marinha. Bem…sendo um reator de piscina teria que estar em algum lugar.

          O projeto da Nuclebras/Invap foi apresentado ao Ministério da Saúde para obter recursos desse Ministério e aliviar Aramar.

          Os 2 estão em Aramar. Quando têm greve, param os dois.

  20. Concordo com o Zorann e com o Nonato. Peço desculpas ao Nunao por ter afirmado que ele disse que tem 3 subs sucateados. Tem 3 subs…no salão. Eu que digo.

    Não precisam ficar bravos. Nem tentem me convencer que estaremos prontos para uma guerra oceânica com os meios que temos. É só olhar o mapa e ver o tamanho do Atlântico Sul.

    Nossas corvetas e fragatas de 40 anos seriam afundadas sem saber de onde vêm o perigo. Quando e se perceber, afundou. Quando entregarem a última das 4 Tamandarés duas ou três estarão ou em treino ou em manutenção foi o que todos afirmaram. Guerra com 2 Tamandarés?

    O Japão está optando por AIP com propulsão stirling porque o Mar do Japão tem as mesmas características dos fiordes no norte da Europa. Muito vale. Um sub em silêncio não será encontrado. Mas o Pacífico é como o Atlântico com plataforma continental e abismos. Então, penso eu, que um AIP stirling nesse tipo de oceano sendo um vaso lento por ser essa a característica principal dos stirling, baixo torque e extremamente silencioso, não faria sentido. Mas faz para os japoneses que compraram a tecnologia da Saab e estão produzindo com a Kawasaki.

    Então…advinhando que o subnuclear não sai antes de 2035, poderíamos acelerar o Prosub com vasos AIP. Se tivesse grana. Os subs seriam nossa principal linha de defesa. Não de ataque.

    A segunda linha seriam os patrulha oceânicos como as Meko 100 do post e alguém vai dizer que patrulha não entra em combate, mas a grana não dá pra construir uma guerra com fragatas e corvetas porque nosso mar é imenso.

    O resto derrete e usa o aço para alguma coisa que não existe e que chegará após 2040. Estamos presos a conceitos do passado.

    Eu, com minha ignorância no assunto se é que alguém notou, não compreendo guerra com meios incapazes de manter uma guerra. A salva de mísseis sobre a Síria, mais de 100, durou 2 horas? 4 horas? Em quanto tempo françeses e americanos disparariam mais 100? E mais 200?

    Canhão de corveta irá impedir um Taurus, um BrahMos, um Tomahawk? E 10 desses?

    Se eu tivesse o número do telefone desse pessoal da MB enviaria um WhatsApp para trocar nossa estratégia para patrulhas e subs e deixar esse história de corvetas ou fragatas pra lá.

    Acho que concordo também com o Nunao sobre a comunalidade preservada de uma Tamandaré aplicada em um NPO ou OPV. Acho que dava pra fazer com 200 milhões. Metade do valor pensado hoje para a corveta desdentada como vários comentaristas afirmaram aqui.

    Eu só acho. Não entendo. Se tiver o número dos Almirantes, ligo pra trocar ideias. Vai que gostam.

    Não é fácil escrever em tablete de 20 anos com essa chave de reCaptcha que derruba a página a cada 5 minutos.

    • Esteves,

      Comunalidade, se for o caminho decidido no futuro, é pra gerar escala entre corveta e NPaOc. Se não houver a corveta, não haverá escala de eventuais equipamentos comuns para o NPaOc e economia comum a ambos em custos de aquisição e manutenção. Aí, sem corveta, passa a ser mais vantajoso, provavelmente, se escolher projetos já consagrados para uma quantidade de meios que não será grande.

        • Não entendi. Uma “corveta mãe” gerando escala? Uma unidade não gera escala, só várias unidades somadas é que geram.

          No caso que você coloca são os navios-patrulha oceânicos que gerariam escala para as corvetas.

          Mas a necessidade maior da Marinha hoje, em navios de superfície, é de corvetas, e não de navios-patrulha oceânicos, ainda que haja opiniões contrárias que eu respeito, mas discordo.

          • PS – a classe Tamandaré, conforme planejada, está longe de ser “desdentada” para um navio de seu porte, emprego oceânico e com capacidade equilibrada entrenAAW, ASW e ASuW.

          • Ok. Entendi. Comunalidade. O que é comum entre os dois e pode gerar escala na produção de patrulhas. Não é escala em tamanho. É escala de produção que pode ser repetida com ganho de custos nos patrulha.

            Grato pelo debate.

  21. Chegamos ao cumulo, de em um Blog de defesa, dedicado a assuntos navais, ter que ver gente pregando o fim das capacidades da Marinha fazer a Guerra na Superfície.
    .
    “Esquadras não se improvisam”…
    Mas Rui Barbosa não disse que aqui, a Gambiarra corre forte no sangue.
    .
    Temos uma plataforma continental gigantesca.
    Temos uma costa gigantesca e algumas ilhas no meio do oceano.
    Temos uma economia gigantesca, que depende quase que totalmente do mar para existir.
    Temos a maior parte da população do país situada na faixa litorânea do país.
    Temos bilhões de bilhões de dólares para explorar na imensa ZEE.
    Temos um pleito por um aumento gigantesco no tamanho de nossa ZEE.
    Temos que exercer o papel de liderança regional e no Atlântico Sul, para garantir e manter nossos interesses.
    Temos que manter meios para exercer peso a nossa via Diplomática.
    Temos que manter meios para exercer também o Soft Power na nossa zona de influência.
    .
    A Marinha de Guerra é sem sobra de dúvidas, a mais importante e vital força do nosso país. Mas querem acabar com as capacidades da mais antiga fazer a Guerra Naval na superfície.
    .
    Um país só prospera se investe em Defesa.
    Defesa é um dos pilares que sustentam um país… Defesa não é só a “Guerra”. Defesa alavanca TODO o desenvolvimento do país. Os EUA são o maior exemplo do nosso tempo. Todo o desenvolvimento deles está fundamentado em investimentos no setor de defesa.
    .
    Aqui, no Brasil, Defesa é tratado como um apêndice, é um “gasto”, é perda de tempo, pois dizem que não temos necessidades e inimigos.
    .
    Vamos ficar ricos plantando a nossa terra… Até o dia que ela não for mais a nossa terra.

      • COMENTÁRIO APAGADO. SOLICITAMOS AGUARDAR A MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS OFENSIVOS ANTES DE RESPONDER A OFENSAS. AJUDEM A MANTER A DISCUSSÃO EM BOM NÍVEL.

    • Permita-me apenas opinar que um país prospera se investir em CT&I… pesquisa, capacitação, inovação… isso redunda em desenvolvimento em todos os setores… abraço

  22. Tornando a perguntar.
    O projeto da classe Amazonas, que foi adquirido com os 3 OPVs em compra de ocasião, possuem alguma deficiência para não ser aproveitado ? Já que há 3 unidades, não há escala para aproveitar ?
    Ou há um desejo de se ter um casco mais reforçado, que aguente mais danos, para as próximas OPVs ?

    • Não Delfim, o desejo é ter um navio pensado desde o início para nossas necessidades (a classe Amazonas foi compra de oportunidade, de navio com especificações de outro país, ainda que fosse em boa parte adequado ao que se precisava), e que possa ter comunalidade com outros meios para facilitar o apoio ao longo do ciclo de vida.

      Nada contra a classe Amazonas em princípio, são bons navios e foram boas compras de oportunidade. Podem ser uma opção com novas construções, sofrendo adequações como a instalação de hangar e outras mudanças, se o NPaOc de projeto brasileiro não vingar, mas isso não é para agora, há outras prioridades.

  23. Rui Barbosa morreu. Nossa economia nunca será gigantesca. Ela representa 0,4% do comércio mundial. Não li nenhum comentário defendendo que a MB não exerça sua missão constitucional.

    O que se debateu aqui foram os meios. Mais ou menos meios conforme o orçamento que se tem para nunca mais alguém ler que levamos a vida com fragatas de mais de 40 anos ainda que a realidade militar brasileira seja diferente dos 25 anos das marinhas europeias e americanas, com exceções, é claro.

    Mais ou menos meios. Nunca nenhum meio. Mais defesa. Nunca ausência dela. A indústria de defesa pressiona as economias para mais defesa. Mais guerra. Dindin.

    Quem inventou a escala foi Heny Ford. Acabou. A indústria de hoje em dia é a da inteligência. Um míssil de 6 milhões afunda uma corveta de 400. A Apple tem 20% do mercado de smartphones. Quem vale mais? O que vale mais? IOS ou Android? Apple ou Google com 80% do seu Android montado nos fabricantes de smartphones?

    Comentaram aqui que a IBM vendeu a ThinkPad para a Lenovo. Não interessa mais volume nem indústria. Interesse ficar rico.

    Em construção naval é diferente. Até quando?

    Recomendo a leitura de Noam Chomsky. É mais atual que Rui Barbosa.

  24. Provavelmente, essa proposta se baseia no ORP Ślązak, um Meko A-100 construído para a Polônia, que deveria ser uma classe de sete corvetas, mas, por restrições orçamentárias, foi reduzida a um único NPaOc. O ORP Ślązak possui as seguintes características:

    1) Dimensões:

    – Deslocamento leve: 1.800 t
    – Deslocamento carregado: 2.150 t
    – Comprimento: 95,2 m
    – Boca: 13,5 m
    – Calado 3,60 m
    – Pontal: 9,35 m
    – Tripulação: 97 homens

    2) Propulsão:

    – CODAG, com 01 turbina a gás GE LM2500+ e 02 motores diesel MTU 12V595TE90;
    – 02 eixos;
    – 02 hélices de passo controlado;
    – 01 bow thruster retrátil.

    3) Desempenho:

    – Velocidade máxima: 30 nós;
    – Raio de ação: 2000 mn a 18 nós;
    – Autonomia: 20 dias.

    4) Armamento:

    – 01 canhão Oto Melara de 76 mm;
    – 02 canhões Oto Melara Marlin-WS de 30 mm em reparos singelos;
    – 04 metralhadoras WKM-B .50 pol;
    – 02 reparos duplos de MANPADS PZR Grom;

    4) Sensores:

    – 01 radar 3D de busca combinada Thales SMART-S Mk 2;
    – 01 radar de direção de tiro Thales STING-EO Mk 2;
    – 01 alça optrônica Thales MIRADOR;
    – 02 radares de navegação.

    5) Facilidades:

    – Turcos para 02 RHIB;
    – Convoo para 01 helicóptero de médio porte (com reabastecimento, mas sem hangar).

  25. Zorann ( 24 de Abril de 2018 at 10:14 ),

    A verdadeira dissuasão não é obtida meramente pela capacidade de negar um dos espectros da guerra, mas sim pela capacidade de causar danos irreparáveis ao adversário…

    Não se pode levar em conta apenas as grandes marinhas, posto as maiores possibilidades apontarem na direção de um enfrentamento contra as outras 99% que não são tão grandes assim… E se houver oportunidade de se obter supremacia ou equilíbrio contra esses outros prováveis adversários, então não há razão para não se investir em novas escoltas. Muito pelo contrário. Isso significará dissuadi-los de fato.

    Outra: a negação do uso do mar não depende somente de submarinos, radares em terra, aeronaves e satélites… Submarinos, embora tenham “ouvidos” excelentes, são seres cegos e mudos na maior parte do tempo, além de serem incapazes de negar o espaço aéreo sobre o mar por onde passam. Aeronaves, quando muito, podem patrulhar um determinado lugar durante algumas horas ( e se coloca-las no ar por muito tempo, acabam todas hangaradas… ); e o alcance e tempo de reação sempre serão limitados. Radares em terra sempre terão alcance definido, além de outras limitações. E satélites nem sempre podem oferecer dados completos.

    Escoltas são um complemento importante da consciência situacional de uma rede de defesa, adicionando seus sensores aos dos demais meios. E por serem capazes de navegar semanas a fio, podem superar por larga margem o endurance de qualquer aeronave, o que significa mais dados sendo enviados por mais tempo, além de uma presença de maior constância na zona a ser defendida e prover pronta resposta a maior parte das ameaças potenciais.

    Aliás, os sensores e as armas presentes em escoltas também estão muito além do que qualquer OPV pode vir a oferecer. É um sistema de armas “mais completo”. Novos modelos de sonares rebocados já superam a margem dos 150 km de detecção e torpedos ASW evoluíram ao ponto de se tornarem ‘torpedos anti-torpedo’. Radares AESA de grande desempenho podem localizar muito mais alvos e mais longe, provendo engajamento para mísseis cada vez mais performantes. Enfim…

  26. Esteves ( 24 de Abril de 2018 at 13:43 );

    Sim… Um vaso de superfície de 400 milhões pode ser afundado por um míssil que custa cerca de 2% do seu valor. Só que esse míssil precisa ser levado ao local de lançamento… E aí, temos algumas opções:

    a) uma aeronave, o que pode chegar a uns 200 milhões ou mais por unidade, se estivermos falando de uma aeronave de caça multifunção… Aí, põe na balança a necessidade de um ataque de saturação, o que pode significar algumas dezenas de mísseis e mais algumas aeronaves, o que dá aí algumas centenas de milhões e investimento…

    b) um vaso equivalente, o que exige minimamente um investimento similar.

    c) um submarino, o que é no mínimo um investimento de custo igual…

    Resumo: no custo/benefício, ter vasos de superfície ainda compensa, se forem equipados a altura do desafio a que se propõem…

    • Pelo que tenho visto, nos países ocidentais parece que há uma tendência geral de redução da quantidade de combatentes de superfície, não sei se pelo preço abusivo que têm tomado, se pela dificuldade de captar e manter tripulações (principalmente na Europa) e/ou construir naves com tanta tecnologia, se por uma redução do seu papel numa guerra moderna (devido ao maior uso de novos meios e armas), se por sua dificuldade em enfrentar sistemas A2/D2 ou outro(s) fator(es). Para o caso do Brasil, pareceu-me estar havendo uma convergência entre vários comentaristas deste blog que o suficiente (e possível) para nossa Esquadra, no horizonte de uns 5 a 10 anos, seriam 8 modernos combatentes de superfície, provavelmente as 4 Tamandaré, a Barroso, depois 3 a 4 fragatas (essas imagino que serão de 2ª mão, para conseguir um fôlego nessa difícil tarefa de reconstrução do poder naval).

    • Não tenho como acompanhar conhecimento militar de forma tão abrangente. Tentei fazer uma relação com os valores informados pela MB para cada Tamandaré considerando a vulnerabilidade de corvetas e seu uso como escoltas. Fui esclarecido que escolta é somente uma convenção assim como corvetas depende dos estaleiros e das marinhas para as quais são designados.

      Coloquei na balança tudo que li e para mim isso tem um valor enorme ainda que alguns me considerem um tonto.

      No caso das Meko 100 que podem ter uma configuração diferente da mostrada no post ainda que inferior a qualquer vaso denominado corveta, teríamos 10 meios pelo orçamento da MB de 1,5 bilhões.

      Nós não temos patrulhas iguais. Gastando a grana, hipoteticamente não haveria como tocar em frente as Tamandarés.

      Entendi que uma improvável comunalidade poderia fazer de 1 Tamandare, um modelo para produzir 6 patrulhas. A descrição técnica da minha viagem foi feita por outro comentarista a qual pensei ter compreendido.

      Vi no site da Ficantieri os PPA. Polivalentes, dizem os italianos. Ao gosto do freguês, digo eu. É só esticar. Diferente da construção naval americana.

      Entendo a dependência de vasos como corvetas e fragatas. Também adivinho que conflitos contra potências estão aquém dos nossos meios. Sempre estarão e não é por culpa do PIB.

      Nossa defesa ou nossos meios devem ser de quantidade ou de modernidade? Os dois, claro. Com cobertor curto alargo a modernidade? Ou encomendo corvetas mesmo sabendo que a quantidade X disponibilidade nunca será a ideal.

      Entre vamos com o que temos prefiro ir com mais mesmo que esses sejam inferiores em armas. Parece que os dois, patrulhas e corvetas, tem desengajamento/velocidade semelhante em torno de 30kn

      Nelson fez fama porque sua esquadra era ágil. Raposa do Mar é um filme. Só na marinha de guerra da RN aconteceria aquilo embora o destróier capitaneado por Mitchum ter sido americano.

      Então…com 1,5 bilhões na mão eu compraria as Meko 100. E pensaria muito mesmo nos AIP. Depois os multiproposito como o Ocean. E passa a régua. Quando acabar esse inferno do nuclear vai sobrar grana pra repor as corvetas.

      Também não entendi porque a MB sempre recebeu e recebe aquém, muito aquém, do que planeja. Não tinha e não tem grana para o auxílio moradia dos juízes. Não tem e não terá como sustentar campanhas políticas feitas com dinheiro público.

      Se passou moradia e passou financiamento de campanha com grana pública, passa qualquer planejamento das Armas.

      • “Parece que os dois, patrulhas e corvetas, tem desengajamento/velocidade semelhante em torno de 30kn”

        Não, isso varia bastante.
        Mas a regra geral é que corvetas tenham mais potência instalada (e quanto mais potência, mais cara é a aquisição e operação) e velocidade que navios-patrulha oceânicos.

        No caso da classe Tamandaré estabeleceu-se uma velocidade máxima modesta, o que tem sido comum mundo afora, de 25 nós ou pouco mais (nas gerações anteriores Inhaúma e Barroso se estabeleceu 27 e 30 nós). Para o NPaOc projetado pelo Centro de Projetos de Navios, especificou-se 22 nós.

  27. Nilson,
    Na minha opinião, 8 fragatas e corvetas estão longe de ser o suficiente, mas são, hoje, um número em que convergem o mínimo aceitável com o máximo possivel para a realidade orçamentária, frente à necessidade de investimentos em outros programas prioritários de defesa das três forças.

    Mas não são suficientes para as necessidades de defesa do país conforme estudadas pela Marinha, que calcula o dobro disso como o minimo desejável para atendê-las (e não estou falando do PEAMB / PAEMB, em que o realmente desejado seria o quádruplo).

  28. Futuro provável, vamos lá: continuação do PROSUB, início de mais 2 Scorpene, modernização dos 3 IKL faltantes, Barroso e mais 8 Tamandarés (patrulhas), 3 Amazonas 2 Inhaúmas 3 ou quatro Niterói (NPaOC). Sou quase capaz de apostar nessa possibilidade.

  29. Everton Ribeiro

    Obrigado pela informação geográfica. Mas conheço bem o Norte. Já estive em Belém e assisti o Cirio de Nazaré. No Amapá fui até a fronteira com a Guiana Francesa e fiquei alguns dias na cidade de Ferreira Gomes. Isso para explicar que quando falei em Foz do Amazonas me referi a macro região sob influencia de Belém. Macapá tem um belo forte da época colonial, mas sem infra estrutura para uma base de porte, que requer diversos fornecedores. Abço.

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