Home Energia Nuclear Lançamento da pedra fundamental do RMB e início dos testes de integração...

Lançamento da pedra fundamental do RMB e início dos testes de integração dos turbogeradores do LABGENE

6943
54

LABGENE em construção no inicio de 2018 - imagem de palestra da MB em evento da indústria nuclear

Os Ministérios da Defesa, da Saúde, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e a Marinha do Brasil (MB) realizaram hoje, dia 8 de junho, no Centro Industrial Nuclear de Aramar (Iperó-SP), com a presença do Presidente da República, a cerimônia de Lançamento da Pedra Fundamental do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e de início dos testes de integração dos turbogeradores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE).

O RMB é um reator nuclear que tornará o Brasil autossuficiente na produção de radioisótopos – insumo fundamental para a fabricação de rádiofármacos, de grande importância para o tratamento de doenças em diversas áreas da Medicina, como a cardiologia, oncologia, hematologia e neurologia.

O LABGENE – parte essencial do Programa Nuclear da Marinha (PNM) – é o protótipo, em terra, da planta nuclear do futuro submarino com propulsão nuclear brasileiro.

REATOR MULTIPROPÓSITO BRASILEIRO (RMB)
Sob a responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Complexo do Reator Multipropósito Brasileiro será erigido no Município de Iperó, em uma área de 2,04 milhões de m2, cedida pela Marinha do Brasil e pelo Governo do Estado de São Paulo, adjacente ao Centro Industrial Nuclear de Aramar.

Acima e abaixo, imagens de apresentação realizada pelo coordenador técnico do empreendimento RMB (Reator Multipropósito Brasileiro) na Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), José Augusto Perrotta, durante evento sobre Indústria Nuclear realizado pela WNU (World Nuclear University) em março de 2018

O Complexo terá, além do reator nuclear de pesquisa, toda uma infraestrutura de laboratórios para realizar um grande e valioso conjunto de atividades. Os principais laboratórios associados são: laboratório de processamento e manuseio de radioisótopos; laboratório de feixe de nêutrons; laboratório de análise pós-irradiação; e laboratório de radioquímica e análise por ativação, além de instalações de apoio para pesquisadores. O Empreendimento RMB, da forma concebida, será o catalisador para um grande centro de pesquisa nacional de aplicação de radiação para benefício da sociedade.

O RMB será capaz de produzir os radioisótopos que o Brasil precisa, e que hoje são importados, reduzindo os riscos de desabastecimento e diminuindo os custos para a produção dos radiofármacos, o que permitirá maior volume de exames e tratamento de doenças, em especial de diferentes tipos de câncer. Isso significará melhores condições para o investimento na área médica, com a consequente ampliação do atendimento em medicina nuclear, para um maior contingente populacional.

Registra-se que em 21 de dezembro de 2017, durante a 51ª Reunião de Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, na presença dos Presidentes Michel Temer e Mauricio Macri, foi celebrado o contrato entre a Fundação Parque de Alta Tecnologia da Região de Iperó e Adjacências (Fundação PATRIA) e a empresa argentina Investigación Aplicada (INVAP), com o propósito de iniciar o projeto detalhado dos sistemas nucleares para a futura construção do RMB.

Da mesma forma, em 27 de março do corrente ano, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL) e o Ministério da Saúde assinaram um acordo de cooperação técnica que garante investimento de R$ 750 milhões, a serem aportados por aquele Ministério até 2022, para a implantação da parte do Empreendimento voltada para a fabricação dos componentes de interesse da medicina nuclear brasileira.

É importante ressaltar que, com sua instalação em área adjacente à Aramar, a Região de Iperó comportará dois reatores nucleares, o do Complexo RMB e o do LABGENE. Esses empreendimentos certamente farão com que o Município se torne o mais vigoroso pólo de desenvolvimento de tecnologia nuclear do país, promovendo a atração de novas empresas e indústrias, a geração de empregos para todos os níveis de formação e qualificação, e o incremento da atividade econômica local.

PROGRAMA NUCLEAR DA MARINHA
O Programa Nuclear da Marinha (PNM) foi iniciado em 1979, em razão da necessidade estratégica do País possuir submarinos com propulsão nuclear. Concebido para utilizar tecnologia totalmente nacional e independente, o Programa foi dividido em duas vertentes: o domínio do ciclo do combustível nuclear; e o desenvolvimento de uma planta nuclear de propulsão naval.

LABGENE no inicio de 2018 - imagem da palestra da MB em evento da indústria nuclear
LABGENE em montagem no início de 2018 – esta imagem e a do alto da matéria foram divulgadas em palestra da Marinha em março deste ano, em evento da indústria nuclear promovido pela WNU

Atualmente, graças ao PNM, o Brasil domina o ciclo completo do enriquecimento do Urânio e estamos construindo, na cidade de Iperó (SP), no Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), um Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), que é o protótipo, em terra, da planta nuclear do nosso primeiro submarino com esse tipo de propulsão. Verifica-se, assim, a indissociável ligação entre o PNM e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o PROSUB.

O combustível nuclear é fabricado a partir do urânio natural, encontrado em abundância no Brasil, que detém uma das maiores reservas desse minério no planeta.

Fruto do PNM, a MB contribui de forma decisiva para possibilitar a produção pelas Indústrias Nucleares do Brasil S.A. (INB) de parte do combustível nuclear utilizado nas usinas Angra I e II. Além disso, por meio de atividades e projetos desenvolvidos pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, em parceria com universidades, institutos de pesquisa e com a indústria nacional, o Programa vem trazendo elevados ganhos em tecnologia e desenvolvimento científico numa área reconhecidamente sensível.

LABGENE e seus equipamentos
LABGENE e seus equipamentos (clique na imagem para ampliar)

 

Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE)
O LABGENE foi concebido como um protótipo, em terra, dos sistemas de propulsão que serão instalados no futuro Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR), a fim de possibilitar a simulação, em condições ótimas de segurança, da operação do reator e dos diversos sistemas eletromecânicos a ele integrados, antes de sua instalação a bordo do SN-BR. Outro ponto importante a ser destacado é que, pela sua característica dual de utilização, o LABGENE servirá de base e de laboratório para outros projetos de reator nuclear de potência no Brasil.

O LABGENE foi projetado para ser formado pelas seguintes Seções:
• Bloco 10 – Freio Dinamométrico;
• Bloco 20 – Motor Elétrico da Propulsão;
• Bloco 30 – Turbogeradores; e
• Bloco 40 – Reator Nuclear.

A fase atual do Projeto do LABGENE, celebra o início dos testes de acionamento dos Turbogeradores (Bloco 30), bem como a integração destes com os demais equipamentos auxiliares dessa Seção. Durante essa fase, o vapor que acionará os Turbogeradores será gerado por uma caldeira de vapor saturado seco, a qual será substituída, em 2021, por um equipamento produtor de vapor acionado pela energia térmica gerada pelo Reator de Água Pressurizada (PWR).

Quando em plena operação, o LABGENE será composto de uma planta nuclear com 48 Megawatts de potência térmica, capaz de alimentar todos os subsistemas necessários para a propulsão de um submarino – tal energia é suficiente para iluminar uma cidade de aproximadamente 20 mil habitantes.

Maquete do reator nuclear brasileiro PWR
Maquete do reator nuclear brasileiro PWR

VÍDEO DO EVENTO DE LANÇAMENTO DE HOJE

54 COMMENTS

  1. muito legal!! so uma curiosidade , é comum convidar embaixadores para este tipo de evento? convidaram o embaixador da Ucrânia… (??) Será que deram um auxilio técnico como fazer para não ocorre uma Chernobil na America …

    • Chernobyl se encontra hoje na Ucrânia, porém, quando ocorreu o desastre de Chernobyl, ela fazia parte da Rússia, e era uma das principais cidades da união soviética

  2. Não sei se nesse formato serviria, mas utilizando um projeto um pouco maior e mais potente, porém menor e menos potente que os das usinas nucleares convencionais, estes reatores intermediários não serviriam para substituir as termoelétricas, do sistema Eletrobrás?

    • Olá Gilson. O reator multipropósito e o reator do SubNuc são coisas diferentes. O RMB será um reator de pesquisa e de uso para a síntese de radiofármacos. Ele não terá capacidade de gerar energia elétrica. O reator do SubNuc foi projetado para servir como fonte de energia (48 MW) para o submarino nuclear. Claro que nada impediria usa-lo para gerar energia elétrica para uso civil. Apenas para comparação, o reator de Angra 1 gera 640 MW e o de Angra 2 gera 1350 MW. Se formos considerar apenas as 26 usinas termoelétricas brasileiras que usam carvão (que geram juntas 3.730 MW), a potência média de cada uma é de 140 MW. Para substituir uma usina de carvão teriam que ser instalados 3 reatores de 48MW. No total seriam 78 reatores iguais aos do SubNuc. Não sei sei seria possível subtituir todas as usinas a carvão. Talvez as mais antigas e poluentes ou aquelas mais afastadas.

    • Gilson
      Existem estudos do IPEA prevendo esta substituição. Mas uma coisa de cada vez. A Marinha esta tomando todas as precauções no desenvolvimento do equipamento. A partir disto, podemos pensar em Reatores maiores.

      • Marcelo e Gilson, só complementando:

        No próprio vídeo institucional sobre o Labgene (entre os minutos 44 e 49 do vídeo) é mencionado o eventual desenvolvimento do reator para instalação em projetos modulares (ou seja, com mais de um vaso de reator numa mesma instalação).

    • Andre Ric,

      O Labgene não está em construção há 40 anos. Antes dele vieram outras etapas do domínio do ciclo nuclear, como o enriquecimento de urânio e produção de elementos combustíveis, além de muita pesquisa e testes com diversos equipamentos.

      A construção dos equipamentos para a propulsão nuclear do Labggene, além das instalações do mesmo (apesar de bem mais lenta do que o desejado) é coisa dos últimos 10 anos, aproximadamente. Quando estive em Aramar pela primeira vez, há cerca de seis anos, a construção das instalações prediais do Labgene ainda estava nas fases preliminares, e realizavam-se testes com turbinas e outros sistemas auxiliares em outra parte do complexo.

  3. Para quem assistir o vídeo de toda a cerimônia (cerca de 1h de duração) e se interessar mais pelos vídeos institucionais sobre o RMB e o LABGENE mostrados no evento, e menos pelos discursos das autoridades (embora em várias partes dos discursos haja informações importantes), sugiro os trechos:

    RMB – aproximadamente dos 26 aos 30 minutos

    LABGENE – aproximadamente dos 44 aos 49 minutos

  4. André, o labgene é o auge de uma pesquisa que nesses 40 anos partiu do beneficiamento do urânio para produção do yelow vale, passou pelo enriquecimento através das ultracentrifugas até culminar no pwr, com tecnologia totalmente autóctone, o que não é pouca coisa.

    • Acho que você quis dizer yellow cake né Mauricio R., varias vezes esse teclado de celular me deixa na mão tbm, “v” do lado do “c” e “l” do lado do “k” deu pra entender sua mensagem

  5. Matéria simplesmente Sensacional, pois eu que não entendo nada, consegui entender 🙂

    Somente investindo em tecnologia e educação é que um pais se torna realmente soberano , Parabéns a Marinha Brasileira !!!

    • Olá Blind. O RMB será para pesquisa e para síntese de radiofármacos, então não faz sentido que seja sigiloso. Pelo contrário. Considerando o custo para fabrica-lo, é fundamental que a sociedade saiba dos ganhos que terá. Caso contrário, alguem pode simplesmente mandar parar tudo alegando que não precisa. O Labgene é mais complicado mas acho que as informações divulgadas são aquelas de domínio público. De um modo ou de outro, a nossa comunidade aqui no blog sabe como funciona um reator PWR, sabe como um submarino nuclear funciona. Os detalhes técnicos e sigilosos são e serão preservados. Acho também que vivemos um período sombrio de desconfiança e por isso a MB está certa em dar muita transparência. Até alguns colegas entusiastas se acostumaram a lançar dúvidas e suspeitas apenas porque discordam ou discordavam ideologicamente deste ou daquele governante.

  6. Pegando gancho na última matéria, sobre os motores elétricos dos submarinos, me surgiu a dúvida: no caso específico deste reator, quem é o fornecedor do MPE?

    • Augusto, está escrito na matéria anterior sobre o MEP, com bastante clareza.

      Quem forneceu o MEP instalado no Labgene foi a Jeumont:

      A Jeumont também projetou e construiu o motor elétrico da planta experimental de propulsão do submarino nuclear (LABGENE) que a Marinha do Brasil está construindo no Centro Experimental de Aramar – Iperó-SP.

      Em nota à imprensa divulgada pela Jeumont em junho de 2015, quando estava prestes a entregar o equipamento para o LABGENE, ela informou que se tratava do “maior e mais potente motor síncrono de imã permanente do mundo”, que com “seis metros de comprimento, três metros de largura, e quatro metros e meio de altura, pesa 72 toneladas.”

  7. Penso que a sociedade deveria saber o destino dos rejeitos. Mas como ainda estão em construção talvez pareça precipitação perguntar aonde os rejeitos serão armazenados. Ou escondidos.

    Os editores tem sido didáticos e pacientes explicando tim tim por tim tim o que é o multiproposito e o reator do sub.

    Eu com a minha ignorância que não cessa e quanto mais leio e pergunto, mais ela se alimenta, estava pensando que o resfriamento se daria externamente. Que tolice. Até receber o esquema do reator PWR dos editores. Não que tivesse deixado de ler antes. Mas não compreendia. Prestei mais atenção depois da “bronca” dos editores.

    Reator de submarino é reator de submarino. É grande. Não cabe em aldeia de índio e não dá pra levar por aí eletrificando selva. Nem oca.

    Assim como o Atlântico é um porta-helicópteros. Já vem enfeitado.

    Para essa finalidade (eletrificação rural) existe outro tipo de reator chamado reator rápido. São pequenos. Tem mestrados e estudos publicados na internet. Só não tem financiamento.

    Se esse país tivesse a grana dos americanos…

    Os estudos, a produção, a inteligência, sobre o uso de reatores nucleares PWR começaram nos anos 1950 no IPEN da USP que cedeu suas instalações e suor para a MB na década de 1980. Lá nasceu a CNEN. Os 40 anos citados se referem a esse prazo. 20 anos + 20 anos.

    Mas isso não tem nada com Ipero e com Aramar. Dominada a tecnologia, o ciclo, o conhecimento, resta fazer. É o que a MB está fazendo (não no gerúndio) porque conhecendo professor e cientista, se dependesse somente do pessoal da USP a gente estava ainda, estudando…estudando…conectando…

    Que o morro de Aracoiaba nos proteja.

    • “Penso que a sociedade deveria saber o destino dos rejeitos. Mas como ainda estão em construção talvez pareça precipitação perguntar aonde os rejeitos serão armazenados. Ou escondidos.”

      Esteves,

      Existe mais de uma abordagem para depósito de rejeitos radioativos, e as mais em voga atualmente não buscam “esconder” os rejeitos, mas armazená-los adequadamente e em instalações visíveis, para que as comunidades próximas sempre possam cobrar as autoridades pela boa manutenção das mesmas, e mesmo poder sempre visitá-las e comprovar a segurança.

      No caso do Brasil, assisti em março deste ano uma palestra do CDTN (Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear), ligado à CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), ministrada pela tecnologista Clédola Cássia Oliveira de Tello, doutora em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Campinas (com aperfeiçoamento em Decision Making Stakeholder Involvement Repository pela International Atomic Energy Agency). A palestra foi sobre a atual situação dos repositórios de rejeitos radioativos no mundo.

      Após apresentar diversos exemplos pelo mundo, ela chegou ao caso do Brasil, e informou que o repositório brasileiro em planejamento para receber os rejeitos de suas usinas nucleares (atualmente armazenados no próprio complexo de Angra) e de outros geradores de rejeitos deverá ser do mesmo tipo usado na Espanha, em El Cabril. Espera-se que seja construído nos próximos anos.

      O objetivo é que seja uma instalação propositadamente visível como é a de El Cabril (ou seja, não “esconde” os rejeitos para não se correr o risco de um dia “esquecê-los”, pois isso deve ser pensado no longo prazo e em gerações futuras), e foi ressaltado que El Cabril é considerado modelo para vários países.

      Para saber mais sobre El Cabril e como funciona um repositório desse tipo:

      http://www.enresa.es/esp/inicio/actividades-y-proyectos/ca-el-cabril

      Vale lembrar a todos (pra você eu já passei esse link uma vez) que o Brasil já possui um repositório em Abadia de Goiás, onde estão depositados os rejeitos de Césio 137:

      http://www.crcn-co.cnen.gov.br/

      • Goiânia foi acidente. Os rejeitos foram sepultados após. No caso de Aramar/Ipero e a partir do link enviado sobre El Cabril, faremos antes. Planejando.

        Achei a topografia dos dois locais semelhantes. Então pensei no Morro de Aracoiaba e no entorno.

        A região não tem local para depositar lixo. Sorocaba discute usinas para queima. O assunto está na Câmara. Estudando…estudando…

        Grato. Novamente.

      • Caro Nunão. Faço duas pequenas observações. 1) A quantidade de rejeitos a ser produzida dentro do PROSUB é bastante inferior a produzida pelas usinas em operação. A capacidade de armazenar e segregar os rejeitos da produção de energia do meio ambiente é uma vantagem da tecnologia nuclear, que, comparativamente, não produz um grande volume de rejeitos.
        2) As atividades citadas em curso se referem ao rejeito “de baixa e média”. O país ainda não decidiu o destino a ser dado aos combustíveis usados, que podem ser reprocessado ou armazenados, ai sim (muito provavelmente), em um depósito tipo geológico. (Ver, por ex, https://www-pub.iaea.org/books/iaeabooks/8535/Geological-Disposal-Facilities-for-Radioactive-Waste )

  8. E assim vai o nosso programa nuclear, nas calmas vamos chegar lá, temos que sair do TPN e pensar em evoluir o nosso programa, ter know how para construir algumas bombas , continuar com o VLS , mas esse programa têm de ser secreto, para não termos problemas com a comunidade internacional, pelo menos umas 50 ogivas de 100 KT bem armazenadas e desenvolver um ICBM com 5000 km de alcance, tal como fez a India com o Agni-5 , a par desse reactor , deveriamos ter um outro reactor dedicado ao enriquecimento de urânio, eu sei que muitos vão comentar contra, mas a ideia é ser discreto, envolver a ABIN, a comunidade de inteligência, sem dar muito nas vistas, sem a midia saber e assim que o primeiro SN-BR estiver pronto e operacional começar a projectar um SSBN derivado do SN-BR , sem dar muito nas vistas começar a projectar um SLBM com alcance de 3000 Km, assim teremos um programa nuclear completo, tanto para o uso civil , assim como para o uso militar. Porque só o SNBR não nos dá garantia de ter um lugar no CS da ONU, um programa pacifico é bom , mas não chega, temos que camuflar o programa militar com o pacifico, ter essa astucia e audácia. OBS: Não estou delirando, é apenas um pensamento estratégico.

    • O RMB é um reator de projeto argentino, pois o INVAP é um dos líderes mundiais no projeto e construção de reatores deste tipo. O reator do LABGENE (e do submarino) será de projeto e construção totalmente brasileiros

  9. Salve a gloriosa e histórica Marinha Brasileira! Parabéns e aliás, outro parabéns, nesta segunda, dia 11, faremos o 152o aniversário da batalha do Riachuelo, que todos que pereceram durante e depois da mesma, tenham o descanso e a paz, e que Deus os acalante!!!! st4

  10. Se aquele contra-almirante não tivesse roubado tanto já teríamos tudo isso há décadas, infelizmente o poder subiu a cabeça, ele e a filha embolsaram milhões de reais, conforme escrito na denúncia do MPF e na condenção em 1ª instância, o que lhe valeu 48 anos de cadeia, se não me falha a memória, não existe paralelo em países de primeiro mundo um cientista roubar desavergonhosamente o próprio país assim, casos como esse só acontecem aqui. No mais, Parabéns a MB e todos os envolvidos!

    • Engano seu em afirmar estas coisas se está se referindo ao Almirante Othon.

      Sem ele não estaríamos no caminho de possuir um sub nuclear.

      Tem que se parar com esse falso moralismo. O interesse nacional precisa prevalecer, sempre.

      Os EUA hoje são uma potência tecnológica, mas para chegarca esta posicao precisaram fazer vista grossa para muitas coisas, visando o ganho que iriam ter.

      Exemplo 1 : Werner von Braun e toda sua equipe eram nazistas de carteirinha. Deram aos EUA a supremacia tecnológica na área aeroespacial. O míssil Polaris e todos os outros existentes no arsenal americano foram desenvolvidos a partir do conhecimento dos nazistas.

      Exemplo 2 : Almirante Hyman Rickover. Nunca foi flor que se cheirasse , colocado sob suspeição diversas vezes, mas foi o homem que viabilizou toda a tecnologia de reatores nucleares embarcados em submarinos.

      Portanto, veja que o interesse nacional deve e precisa prevalecer sobre qualquer outra questão, inclusive moral.

      • OLá Mk48. Fico feliz em saber que pensamos parecidos. Ás vezes acho que a esquerda sofre de cegueira ideológica, mas a direita sofre de cegueira e surdez. Muita gente achou estranho aquela pressa em condenar o Alm. Othon, mas não adiantou nada avisar.

        • Entendo perfeitamente o que você quer dizer.
          Também em parte concordo.
          Por sinal também achei estranha a pressa em condenar Eduardo Cunha. Há outros políticos envolvidos em mais escândalos… E anteriores aos casos de Cunha. Chegaram até a destituir um presidente da Câmara, algo inadmissível na república.
          Mas Presidente do senado aliado da esquerda ninguém toca no assunto.
          Não sai nada na imprensa.
          As gravações da JBS também foram só de adversários da esquerda.
          De uns tempos para cá, a imprensa faz de tudo para queimar candidatos que não apoiam a esquerda.

          AVISO DOS EDITORES: A DISCUSSÃO DESVIOU DO TÓPICO E MUDOU TOTALMENTE PARA O DEBATE POLÍTICO EM SI. SOLICITAMOS QUE VOLTEM AO TEMA PRINCIPAL. LEIAM AS REGRAS DO BLOG.

          http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

          • Pouca gente nessa banda reclamou quando a bola da vez foi o Collor. Mas pedir critério e senso de justiça pra quê?

    • Juvenal, o almirante Othon nunca foi acusado de nenhum crime enquanto responsável pelo programa nuclear da MB. As irregularidades pelas quais ele foi condenado se referem á sua atuação na presidência da Nuclebrás, quando já havia deixado o comando do programa nuclear militar.
      Não é justo jogar no lixo toda a contribuição dada ao Brasil pelo almirante Othon por conta de um evento isolado, pelo qual ele já está respondendo perante a justiça

  11. uma duvida que eu tenho e que nao vi ninguém comentar.
    Todo equipamento(metais especias, válvulas, sensores, eletrônica, …) utilizado nas instalações Centro Industrial Nuclear de Aramar (Iperó-SP) são nacionais?? desde a matéria prima ate a finalização dos equipamentos são brasileiros??

    • Cara eu acho que não, pois a mão de obra em outros lugares são mais baratas, então algumas coisas até podem ter sido feita no Brasil e outras em outros lugares…

  12. Nunão, O RMB será feito por argentinos? Se sim é porque não dominamos a tecnologia de fabricação de reatores. E será que eles vão nos passar essa tecnologia? Ou estamos pagando só pelo reator?

    • Gaineth, uma pergunta por vez:

      O projeto do RMB está a cargo da Argentina, que já tem experiência em reatores desse tipo específico, de pequeno porte, voltado ao propósito do RMB. A Argentina participa do programa.

      Meses atrás, a fabricação em si do RMB estava sendo negociada com a brasileira Nuclep.

      O Brasil tem capacidade de projetar e construir reatores, tanto que está terminando o desenvolvimento do que equipará o Labgene, que já teve várias de suas partes fabricadas na Nuclep. Mas é um reator de tipo e propósito diferente do RMB.

  13. A Invap colaborou na construção do reator multiproposito Opal na Austrália. Foi contratada para fazer (colaborar) o mesmo tipo de reator aqui. Não é porque é argentino que não presta. É um reator para produção de medicina nuclear e pesquisa, 10 vezes mais potente que o reator do IPEN. Tipo piscina. Fixo. Não sai do lugar.

    O reator do Almirante Othon e da MB é da MB. De cabo a rabo. Vai mover o submarino. Fica dentro do submarino. Vai com ele a todo lugar.

    O jornal local (edição de hoje) teve chilique. Querem (MP também) saber do RIMA e do impacto ambiental. Essa gente nem desconfia de El Cabril.

    Eu que não conto.

  14. Prezado Guppy, só os mais desavisados que vão acreditar piamente, pois apesar de se tratar de mar, aqueles com os pés no chão e que sabem que ter, comprar ou até mesmo construir continuam sem saber de onde sairá para operar.

  15. Enviei um comentário sério que, aparentemente, foi vetado pelo administrador do blog. Eu dizia que tudo isso é para acobertar o desenvolvimento da capacidade de produção de um artefato nuclear. Não se vai produzir uma bomba, mas sim a capacidade de fazê-la.

    NOTA DOS EDITORES: NÃO HÁ COMENTÁRIO SEU RETIDO NO SISTEMA.

    • Zé Mené o seu comentario é parecido com o meu, mas estou orgulhoso por tudo o que foi feito até aqui, descrição acima de tudo, estamos no caminho certo, se termos toda a infra-estrutura para em 2 ou 3 anos produzirmos uma Bomba, já seremos tidos em conta, nações como a Alemanha,Canada, Coreia do Sul, Japão, Belgica, Espanha, Holanda, Africa do Sul, Israel, Irão, têm essa capacidade e essa infra-estrutura, até a Argentina , estamos apenas acelerando o nosso programa nuclear, ser independente, ser auto-suficiente e dominar todo o ciclo, para fazer a Bomba teremos toda a massa crítica humana, não devemos deixar os nossos cérebros imigrarem , ou fugirem do país, ai mataria todo o esforço do governo e do estado, o desenvolvimento cientifico têm de ser local, não importando mais nada, é um programa pacifico dada a nossa constituição e ao TPN (Tratado de Não proliferação Nuclear), mas se haver necessidade em 2 ou 3 anos o Brasil sem muito esforço produza uma Bomba de Ficção ou Fusão Nuclear, hoje temos centrifugadoras que enriquecem o urânio a 19% no máximo, razão pela qual o combustível nuclear não tem longa duração, em media são 5 a 6 anos, os reactores mais modernos (UK e EUA) o enriquecimento é na ordem dos 90%, e tens combustivel para mais de 30 anos, ou seja são plantas nucleares bastante evoluídas, nesse momento disponível apenas para o CVN-79 Gerald Ford , o SSN Astute, o SSN Virginia, o futuro SSBN Dreadnought do Royal Navy e o futuro SSBN Columbia da US Navy, os franceses estão com dificuldades de evoluir o SSN Barracuda, tudo porque estão utilizando um derivado de um reactor cuja a planta foi a mais de 40 anos, o K-15 da Areva, logo digo que o Reactor do SNBR é a parte mais exigente e complexa do projecto, o casco é mais fácil, para fazermos os Reactores têm esses projectos todos ( vários protótipos em terra), muito laboratório (LABGENE), criamos em escala um reactor igual ao do SNBR, e no final de tudo temos 7 a 9 anos de muito trabalho,não é fácil, estamos fazendo o que todas as nações que hoje detêm submarinos nucleares passaram, vai ser um longa jornada , vamos ter altos e baixo, mas é necessário manter a fé na nossa marinha e nos nossos cientistas, esse projecto deve ter financiamento ilimitado, deve ser um projecto de estado, não projecto de governos, não pode ficar refém de uma greve de camioneiros ou a contigências de orçamento da união, estamos prestes a ser Grandes de novo. Força MB. Somos pacíficos , mas vivemos num mundo que não é pacifico, a melhor garantia de manter a soberania infelizmente são as armas nucleares , vemos isso com o exemplo da Coreia do Norte e Israel, não precisamos de chegar ai, mas se as outras nações saberem que nos temos infra-estrutura para chegar lá em pouco tempo, vão levar as nossos interesses mais a sério. Não ambiciono a cadeira do CS da ONU, mas deixaremos de certeza de ser um anão diplomático, pacíficos mas fortes.

      • “Somos pacíficos , mas vivemos num mundo que não é pacifico”

        Somos pacíficos ?

        Só em 2016 foram registrados no Brasil quase 70.000 mortes por arma de fogo e você acha que somos um povo pacífico ?

        • Tens razão, mas isso ai o SIFRON e o SIAGAZ resolvem, as armas entram pelas nossas fronteiras, falei no sentido de relações internacionais, não somos uma nação beligerante, não atacamos ninguém, não temos ambições territoriais ( fora o Paraguai ) somos uma nação de paz, as quadrilhas dos nossos morros têm Armamento porque não existe um controlo efectivo de todo o contrabando das fronteiras , dos nossos portos e aeroportos, basta fechar tudo, ninguém entra e ninguém sai, e alterar algumas leis brandas ( incluir a pena de morte com fuzilamento para os crimes violentos) , a criminalidade vai baixar rápido, bem rápido.

  16. Caros Colegas. Sobre a existência de artefatos nucleares brasileiros escondidos, eu colocaria a pergunta fundamental do Dr Strangelove “Of course, the whole point of a Doomsday Machine is lost if you KEEP IT A SECRET! Why didn’t you tell the world, eh?”.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here