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Lançamento da pedra fundamental do RMB e início dos testes de integração dos turbogeradores do LABGENE

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LABGENE em construção no inicio de 2018 - imagem de palestra da MB em evento da indústria nuclear

Os Ministérios da Defesa, da Saúde, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e a Marinha do Brasil (MB) realizaram hoje, dia 8 de junho, no Centro Industrial Nuclear de Aramar (Iperó-SP), com a presença do Presidente da República, a cerimônia de Lançamento da Pedra Fundamental do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e de início dos testes de integração dos turbogeradores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE).

O RMB é um reator nuclear que tornará o Brasil autossuficiente na produção de radioisótopos – insumo fundamental para a fabricação de rádiofármacos, de grande importância para o tratamento de doenças em diversas áreas da Medicina, como a cardiologia, oncologia, hematologia e neurologia.

O LABGENE – parte essencial do Programa Nuclear da Marinha (PNM) – é o protótipo, em terra, da planta nuclear do futuro submarino com propulsão nuclear brasileiro.

REATOR MULTIPROPÓSITO BRASILEIRO (RMB)
Sob a responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Complexo do Reator Multipropósito Brasileiro será erigido no Município de Iperó, em uma área de 2,04 milhões de m2, cedida pela Marinha do Brasil e pelo Governo do Estado de São Paulo, adjacente ao Centro Industrial Nuclear de Aramar.

Acima e abaixo, imagens de apresentação realizada pelo coordenador técnico do empreendimento RMB (Reator Multipropósito Brasileiro) na Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), José Augusto Perrotta, durante evento sobre Indústria Nuclear realizado pela WNU (World Nuclear University) em março de 2018

O Complexo terá, além do reator nuclear de pesquisa, toda uma infraestrutura de laboratórios para realizar um grande e valioso conjunto de atividades. Os principais laboratórios associados são: laboratório de processamento e manuseio de radioisótopos; laboratório de feixe de nêutrons; laboratório de análise pós-irradiação; e laboratório de radioquímica e análise por ativação, além de instalações de apoio para pesquisadores. O Empreendimento RMB, da forma concebida, será o catalisador para um grande centro de pesquisa nacional de aplicação de radiação para benefício da sociedade.

O RMB será capaz de produzir os radioisótopos que o Brasil precisa, e que hoje são importados, reduzindo os riscos de desabastecimento e diminuindo os custos para a produção dos radiofármacos, o que permitirá maior volume de exames e tratamento de doenças, em especial de diferentes tipos de câncer. Isso significará melhores condições para o investimento na área médica, com a consequente ampliação do atendimento em medicina nuclear, para um maior contingente populacional.

Registra-se que em 21 de dezembro de 2017, durante a 51ª Reunião de Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, na presença dos Presidentes Michel Temer e Mauricio Macri, foi celebrado o contrato entre a Fundação Parque de Alta Tecnologia da Região de Iperó e Adjacências (Fundação PATRIA) e a empresa argentina Investigación Aplicada (INVAP), com o propósito de iniciar o projeto detalhado dos sistemas nucleares para a futura construção do RMB.

Da mesma forma, em 27 de março do corrente ano, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL) e o Ministério da Saúde assinaram um acordo de cooperação técnica que garante investimento de R$ 750 milhões, a serem aportados por aquele Ministério até 2022, para a implantação da parte do Empreendimento voltada para a fabricação dos componentes de interesse da medicina nuclear brasileira.

É importante ressaltar que, com sua instalação em área adjacente à Aramar, a Região de Iperó comportará dois reatores nucleares, o do Complexo RMB e o do LABGENE. Esses empreendimentos certamente farão com que o Município se torne o mais vigoroso pólo de desenvolvimento de tecnologia nuclear do país, promovendo a atração de novas empresas e indústrias, a geração de empregos para todos os níveis de formação e qualificação, e o incremento da atividade econômica local.

PROGRAMA NUCLEAR DA MARINHA
O Programa Nuclear da Marinha (PNM) foi iniciado em 1979, em razão da necessidade estratégica do País possuir submarinos com propulsão nuclear. Concebido para utilizar tecnologia totalmente nacional e independente, o Programa foi dividido em duas vertentes: o domínio do ciclo do combustível nuclear; e o desenvolvimento de uma planta nuclear de propulsão naval.

LABGENE no inicio de 2018 - imagem da palestra da MB em evento da indústria nuclear
LABGENE em montagem no início de 2018 – esta imagem e a do alto da matéria foram divulgadas em palestra da Marinha em março deste ano, em evento da indústria nuclear promovido pela WNU

Atualmente, graças ao PNM, o Brasil domina o ciclo completo do enriquecimento do Urânio e estamos construindo, na cidade de Iperó (SP), no Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), um Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), que é o protótipo, em terra, da planta nuclear do nosso primeiro submarino com esse tipo de propulsão. Verifica-se, assim, a indissociável ligação entre o PNM e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o PROSUB.

O combustível nuclear é fabricado a partir do urânio natural, encontrado em abundância no Brasil, que detém uma das maiores reservas desse minério no planeta.

Fruto do PNM, a MB contribui de forma decisiva para possibilitar a produção pelas Indústrias Nucleares do Brasil S.A. (INB) de parte do combustível nuclear utilizado nas usinas Angra I e II. Além disso, por meio de atividades e projetos desenvolvidos pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, em parceria com universidades, institutos de pesquisa e com a indústria nacional, o Programa vem trazendo elevados ganhos em tecnologia e desenvolvimento científico numa área reconhecidamente sensível.

LABGENE e seus equipamentos
LABGENE e seus equipamentos (clique na imagem para ampliar)

 

Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE)
O LABGENE foi concebido como um protótipo, em terra, dos sistemas de propulsão que serão instalados no futuro Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR), a fim de possibilitar a simulação, em condições ótimas de segurança, da operação do reator e dos diversos sistemas eletromecânicos a ele integrados, antes de sua instalação a bordo do SN-BR. Outro ponto importante a ser destacado é que, pela sua característica dual de utilização, o LABGENE servirá de base e de laboratório para outros projetos de reator nuclear de potência no Brasil.

O LABGENE foi projetado para ser formado pelas seguintes Seções:
• Bloco 10 – Freio Dinamométrico;
• Bloco 20 – Motor Elétrico da Propulsão;
• Bloco 30 – Turbogeradores; e
• Bloco 40 – Reator Nuclear.

A fase atual do Projeto do LABGENE, celebra o início dos testes de acionamento dos Turbogeradores (Bloco 30), bem como a integração destes com os demais equipamentos auxiliares dessa Seção. Durante essa fase, o vapor que acionará os Turbogeradores será gerado por uma caldeira de vapor saturado seco, a qual será substituída, em 2021, por um equipamento produtor de vapor acionado pela energia térmica gerada pelo Reator de Água Pressurizada (PWR).

Quando em plena operação, o LABGENE será composto de uma planta nuclear com 48 Megawatts de potência térmica, capaz de alimentar todos os subsistemas necessários para a propulsão de um submarino – tal energia é suficiente para iluminar uma cidade de aproximadamente 20 mil habitantes.

Maquete do reator nuclear brasileiro PWR
Maquete do reator nuclear brasileiro PWR

VÍDEO DO EVENTO DE LANÇAMENTO DE HOJE

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gabrielCaerthalJT8DZé ManéJuarez Recent comment authors
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Baschera
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Baschera

Excelente matéria. Simples, concisa e explicativa.

Sds.

gabriel
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gabriel

muy parecido al Carem 25Mw

Bueno
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Bueno

muito legal!! so uma curiosidade , é comum convidar embaixadores para este tipo de evento? convidaram o embaixador da Ucrânia… (??) Será que deram um auxilio técnico como fazer para não ocorre uma Chernobil na America …

Paulo H
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Paulo H

Chernobyl se encontra hoje na Ucrânia, porém, quando ocorreu o desastre de Chernobyl, ela fazia parte da Rússia, e era uma das principais cidades da união soviética

Gilson Elano
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Gilson Elano

Não sei se nesse formato serviria, mas utilizando um projeto um pouco maior e mais potente, porém menor e menos potente que os das usinas nucleares convencionais, estes reatores intermediários não serviriam para substituir as termoelétricas, do sistema Eletrobrás?

Camargoer
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Camargoer

Olá Gilson. O reator multipropósito e o reator do SubNuc são coisas diferentes. O RMB será um reator de pesquisa e de uso para a síntese de radiofármacos. Ele não terá capacidade de gerar energia elétrica. O reator do SubNuc foi projetado para servir como fonte de energia (48 MW) para o submarino nuclear. Claro que nada impediria usa-lo para gerar energia elétrica para uso civil. Apenas para comparação, o reator de Angra 1 gera 640 MW e o de Angra 2 gera 1350 MW. Se formos considerar apenas as 26 usinas termoelétricas brasileiras que usam carvão (que geram juntas… Read more »

Marcelo Baptista
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Marcelo Baptista

Gilson
Existem estudos do IPEA prevendo esta substituição. Mas uma coisa de cada vez. A Marinha esta tomando todas as precauções no desenvolvimento do equipamento. A partir disto, podemos pensar em Reatores maiores.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Noble Member

Marcelo e Gilson, só complementando:

No próprio vídeo institucional sobre o Labgene (entre os minutos 44 e 49 do vídeo) é mencionado o eventual desenvolvimento do reator para instalação em projetos modulares (ou seja, com mais de um vaso de reator numa mesma instalação).

Andre Ric
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Andre Ric

Considerando que o LABGENE ainda não está pronto (quase 40 anos!!!), vejamos quanto tempo vai levar o RMB.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Noble Member

Andre Ric, O Labgene não está em construção há 40 anos. Antes dele vieram outras etapas do domínio do ciclo nuclear, como o enriquecimento de urânio e produção de elementos combustíveis, além de muita pesquisa e testes com diversos equipamentos. A construção dos equipamentos para a propulsão nuclear do Labggene, além das instalações do mesmo (apesar de bem mais lenta do que o desejado) é coisa dos últimos 10 anos, aproximadamente. Quando estive em Aramar pela primeira vez, há cerca de seis anos, a construção das instalações prediais do Labgene ainda estava nas fases preliminares, e realizavam-se testes com turbinas… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Noble Member

Para quem assistir o vídeo de toda a cerimônia (cerca de 1h de duração) e se interessar mais pelos vídeos institucionais sobre o RMB e o LABGENE mostrados no evento, e menos pelos discursos das autoridades (embora em várias partes dos discursos haja informações importantes), sugiro os trechos:

RMB – aproximadamente dos 26 aos 30 minutos

LABGENE – aproximadamente dos 44 aos 49 minutos

Marcos R.
Visitante
Marcos R.

André, o labgene é o auge de uma pesquisa que nesses 40 anos partiu do beneficiamento do urânio para produção do yelow vale, passou pelo enriquecimento através das ultracentrifugas até culminar no pwr, com tecnologia totalmente autóctone, o que não é pouca coisa.

Airacobra
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Airacobra

Acho que você quis dizer yellow cake né Mauricio R., varias vezes esse teclado de celular me deixa na mão tbm, “v” do lado do “c” e “l” do lado do “k” deu pra entender sua mensagem

Silas
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Silas

Excelente matéria, vocês estão de parabéns.

F-5
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F-5

Off-topic:

Rademaker no dique seco hoje.
Como envio fotos?

Rodrigo
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Matéria simplesmente Sensacional, pois eu que não entendo nada, consegui entender 🙂

Somente investindo em tecnologia e educação é que um pais se torna realmente soberano , Parabéns a Marinha Brasileira !!!

Blindmans Bluff
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Blindmans Bluff

Legal a materia, porem acredito que tudo isso deveria ser sigiloso.

Camargoer
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Camargoer

Olá Blind. O RMB será para pesquisa e para síntese de radiofármacos, então não faz sentido que seja sigiloso. Pelo contrário. Considerando o custo para fabrica-lo, é fundamental que a sociedade saiba dos ganhos que terá. Caso contrário, alguem pode simplesmente mandar parar tudo alegando que não precisa. O Labgene é mais complicado mas acho que as informações divulgadas são aquelas de domínio público. De um modo ou de outro, a nossa comunidade aqui no blog sabe como funciona um reator PWR, sabe como um submarino nuclear funciona. Os detalhes técnicos e sigilosos são e serão preservados. Acho também que… Read more »

VEIGA 104
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VEIGA 104

Parabéns a MARINHA DO BRASIL e a todos os que tornaram possível esse dia.

Augusto
Visitante
Augusto

Pegando gancho na última matéria, sobre os motores elétricos dos submarinos, me surgiu a dúvida: no caso específico deste reator, quem é o fornecedor do MPE?

Augusto
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Augusto

MEP*

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Noble Member

Augusto, está escrito na matéria anterior sobre o MEP, com bastante clareza. Quem forneceu o MEP instalado no Labgene foi a Jeumont: A Jeumont também projetou e construiu o motor elétrico da planta experimental de propulsão do submarino nuclear (LABGENE) que a Marinha do Brasil está construindo no Centro Experimental de Aramar – Iperó-SP. Em nota à imprensa divulgada pela Jeumont em junho de 2015, quando estava prestes a entregar o equipamento para o LABGENE, ela informou que se tratava do “maior e mais potente motor síncrono de imã permanente do mundo”, que com “seis metros de comprimento, três metros… Read more »

Augusto
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Augusto

Nunão, realmente. Acabei não voltando à matéria anterior para verificar esse trecho.

Esteves
Visitante
Esteves

Penso que a sociedade deveria saber o destino dos rejeitos. Mas como ainda estão em construção talvez pareça precipitação perguntar aonde os rejeitos serão armazenados. Ou escondidos. Os editores tem sido didáticos e pacientes explicando tim tim por tim tim o que é o multiproposito e o reator do sub. Eu com a minha ignorância que não cessa e quanto mais leio e pergunto, mais ela se alimenta, estava pensando que o resfriamento se daria externamente. Que tolice. Até receber o esquema do reator PWR dos editores. Não que tivesse deixado de ler antes. Mas não compreendia. Prestei mais atenção… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Noble Member

“Penso que a sociedade deveria saber o destino dos rejeitos. Mas como ainda estão em construção talvez pareça precipitação perguntar aonde os rejeitos serão armazenados. Ou escondidos.” Esteves, Existe mais de uma abordagem para depósito de rejeitos radioativos, e as mais em voga atualmente não buscam “esconder” os rejeitos, mas armazená-los adequadamente e em instalações visíveis, para que as comunidades próximas sempre possam cobrar as autoridades pela boa manutenção das mesmas, e mesmo poder sempre visitá-las e comprovar a segurança. No caso do Brasil, assisti em março deste ano uma palestra do CDTN (Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear), ligado… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

Goiânia foi acidente. Os rejeitos foram sepultados após. No caso de Aramar/Ipero e a partir do link enviado sobre El Cabril, faremos antes. Planejando.

Achei a topografia dos dois locais semelhantes. Então pensei no Morro de Aracoiaba e no entorno.

A região não tem local para depositar lixo. Sorocaba discute usinas para queima. O assunto está na Câmara. Estudando…estudando…

Grato. Novamente.

Dumond
Visitante
Dumond

Caro Nunão. Faço duas pequenas observações. 1) A quantidade de rejeitos a ser produzida dentro do PROSUB é bastante inferior a produzida pelas usinas em operação. A capacidade de armazenar e segregar os rejeitos da produção de energia do meio ambiente é uma vantagem da tecnologia nuclear, que, comparativamente, não produz um grande volume de rejeitos. 2) As atividades citadas em curso se referem ao rejeito “de baixa e média”. O país ainda não decidiu o destino a ser dado aos combustíveis usados, que podem ser reprocessado ou armazenados, ai sim (muito provavelmente), em um depósito tipo geológico. (Ver, por… Read more »

filipe
Visitante
filipe

E assim vai o nosso programa nuclear, nas calmas vamos chegar lá, temos que sair do TPN e pensar em evoluir o nosso programa, ter know how para construir algumas bombas , continuar com o VLS , mas esse programa têm de ser secreto, para não termos problemas com a comunidade internacional, pelo menos umas 50 ogivas de 100 KT bem armazenadas e desenvolver um ICBM com 5000 km de alcance, tal como fez a India com o Agni-5 , a par desse reactor , deveriamos ter um outro reactor dedicado ao enriquecimento de urânio, eu sei que muitos vão… Read more »

Diogo araujo
Visitante

Senhor, que responsabilidade, mas é agora! boa sorte aos engenheiros e técnicos! vai Brasil!

robson
Visitante
robson

os reatores sao fabricados na argentina?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Noble Member

São dois reatores diferentes, robson. De qual você pergunta?

JT8D
Visitante
JT8D

O RMB é um reator de projeto argentino, pois o INVAP é um dos líderes mundiais no projeto e construção de reatores deste tipo. O reator do LABGENE (e do submarino) será de projeto e construção totalmente brasileiros

Saldanha da Gama
Visitante
Saldanha da Gama

Salve a gloriosa e histórica Marinha Brasileira! Parabéns e aliás, outro parabéns, nesta segunda, dia 11, faremos o 152o aniversário da batalha do Riachuelo, que todos que pereceram durante e depois da mesma, tenham o descanso e a paz, e que Deus os acalante!!!! st4

Juvenal Santos
Visitante
Juvenal Santos

Se aquele contra-almirante não tivesse roubado tanto já teríamos tudo isso há décadas, infelizmente o poder subiu a cabeça, ele e a filha embolsaram milhões de reais, conforme escrito na denúncia do MPF e na condenção em 1ª instância, o que lhe valeu 48 anos de cadeia, se não me falha a memória, não existe paralelo em países de primeiro mundo um cientista roubar desavergonhosamente o próprio país assim, casos como esse só acontecem aqui. No mais, Parabéns a MB e todos os envolvidos!

Mk48
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Mk48

Engano seu em afirmar estas coisas se está se referindo ao Almirante Othon. Sem ele não estaríamos no caminho de possuir um sub nuclear. Tem que se parar com esse falso moralismo. O interesse nacional precisa prevalecer, sempre. Os EUA hoje são uma potência tecnológica, mas para chegarca esta posicao precisaram fazer vista grossa para muitas coisas, visando o ganho que iriam ter. Exemplo 1 : Werner von Braun e toda sua equipe eram nazistas de carteirinha. Deram aos EUA a supremacia tecnológica na área aeroespacial. O míssil Polaris e todos os outros existentes no arsenal americano foram desenvolvidos a… Read more »

Camargoer
Visitante
Camargoer

OLá Mk48. Fico feliz em saber que pensamos parecidos. Ás vezes acho que a esquerda sofre de cegueira ideológica, mas a direita sofre de cegueira e surdez. Muita gente achou estranho aquela pressa em condenar o Alm. Othon, mas não adiantou nada avisar.

nonato
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nonato

Entendo perfeitamente o que você quer dizer. Também em parte concordo. Por sinal também achei estranha a pressa em condenar Eduardo Cunha. Há outros políticos envolvidos em mais escândalos… E anteriores aos casos de Cunha. Chegaram até a destituir um presidente da Câmara, algo inadmissível na república. Mas Presidente do senado aliado da esquerda ninguém toca no assunto. Não sai nada na imprensa. As gravações da JBS também foram só de adversários da esquerda. De uns tempos para cá, a imprensa faz de tudo para queimar candidatos que não apoiam a esquerda. AVISO DOS EDITORES: A DISCUSSÃO DESVIOU DO TÓPICO… Read more »

Caerthal
Visitante
Caerthal

Pouca gente nessa banda reclamou quando a bola da vez foi o Collor. Mas pedir critério e senso de justiça pra quê?

JT8D
Visitante
JT8D

Juvenal, o almirante Othon nunca foi acusado de nenhum crime enquanto responsável pelo programa nuclear da MB. As irregularidades pelas quais ele foi condenado se referem á sua atuação na presidência da Nuclebrás, quando já havia deixado o comando do programa nuclear militar.
Não é justo jogar no lixo toda a contribuição dada ao Brasil pelo almirante Othon por conta de um evento isolado, pelo qual ele já está respondendo perante a justiça

wwolf22
Membro
Noble Member
wwolf22

uma duvida que eu tenho e que nao vi ninguém comentar.
Todo equipamento(metais especias, válvulas, sensores, eletrônica, …) utilizado nas instalações Centro Industrial Nuclear de Aramar (Iperó-SP) são nacionais?? desde a matéria prima ate a finalização dos equipamentos são brasileiros??

Paulo H
Visitante
Paulo H

Cara eu acho que não, pois a mão de obra em outros lugares são mais baratas, então algumas coisas até podem ter sido feita no Brasil e outras em outros lugares…

Gaineth
Visitante
Gaineth

Nunão, O RMB será feito por argentinos? Se sim é porque não dominamos a tecnologia de fabricação de reatores. E será que eles vão nos passar essa tecnologia? Ou estamos pagando só pelo reator?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Noble Member

Gaineth, uma pergunta por vez:

O projeto do RMB está a cargo da Argentina, que já tem experiência em reatores desse tipo específico, de pequeno porte, voltado ao propósito do RMB. A Argentina participa do programa.

Meses atrás, a fabricação em si do RMB estava sendo negociada com a brasileira Nuclep.

O Brasil tem capacidade de projetar e construir reatores, tanto que está terminando o desenvolvimento do que equipará o Labgene, que já teve várias de suas partes fabricadas na Nuclep. Mas é um reator de tipo e propósito diferente do RMB.

Esteves
Visitante
Esteves

A Invap colaborou na construção do reator multiproposito Opal na Austrália. Foi contratada para fazer (colaborar) o mesmo tipo de reator aqui. Não é porque é argentino que não presta. É um reator para produção de medicina nuclear e pesquisa, 10 vezes mais potente que o reator do IPEN. Tipo piscina. Fixo. Não sai do lugar. O reator do Almirante Othon e da MB é da MB. De cabo a rabo. Vai mover o submarino. Fica dentro do submarino. Vai com ele a todo lugar. O jornal local (edição de hoje) teve chilique. Querem (MP também) saber do RIMA e… Read more »

filipe
Visitante
filipe
GUPPY
Visitante
GUPPY

Acho que quem não acreditava no submarino nuclear brasileiro agora, depois dessa reportagem, vai acreditar.

Juarez
Visitante
Juarez

Prezado Guppy, só os mais desavisados que vão acreditar piamente, pois apesar de se tratar de mar, aqueles com os pés no chão e que sabem que ter, comprar ou até mesmo construir continuam sem saber de onde sairá para operar.

Zé Mané
Visitante
Zé Mané

Enviei um comentário sério que, aparentemente, foi vetado pelo administrador do blog. Eu dizia que tudo isso é para acobertar o desenvolvimento da capacidade de produção de um artefato nuclear. Não se vai produzir uma bomba, mas sim a capacidade de fazê-la.

NOTA DOS EDITORES: NÃO HÁ COMENTÁRIO SEU RETIDO NO SISTEMA.

filipe
Visitante
filipe

Zé Mené o seu comentario é parecido com o meu, mas estou orgulhoso por tudo o que foi feito até aqui, descrição acima de tudo, estamos no caminho certo, se termos toda a infra-estrutura para em 2 ou 3 anos produzirmos uma Bomba, já seremos tidos em conta, nações como a Alemanha,Canada, Coreia do Sul, Japão, Belgica, Espanha, Holanda, Africa do Sul, Israel, Irão, têm essa capacidade e essa infra-estrutura, até a Argentina , estamos apenas acelerando o nosso programa nuclear, ser independente, ser auto-suficiente e dominar todo o ciclo, para fazer a Bomba teremos toda a massa crítica humana,… Read more »

Mk48
Visitante
Mk48

“Somos pacíficos , mas vivemos num mundo que não é pacifico”

Somos pacíficos ?

Só em 2016 foram registrados no Brasil quase 70.000 mortes por arma de fogo e você acha que somos um povo pacífico ?

filipe
Visitante
filipe

Tens razão, mas isso ai o SIFRON e o SIAGAZ resolvem, as armas entram pelas nossas fronteiras, falei no sentido de relações internacionais, não somos uma nação beligerante, não atacamos ninguém, não temos ambições territoriais ( fora o Paraguai ) somos uma nação de paz, as quadrilhas dos nossos morros têm Armamento porque não existe um controlo efectivo de todo o contrabando das fronteiras , dos nossos portos e aeroportos, basta fechar tudo, ninguém entra e ninguém sai, e alterar algumas leis brandas ( incluir a pena de morte com fuzilamento para os crimes violentos) , a criminalidade vai baixar… Read more »

Juarez
Visitante
Juarez

Felipe, não entendi a tua preocupação em possuir “ogivas”, pois já vão lá uns 30 anos que as temos.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caros Colegas. Sobre a existência de artefatos nucleares brasileiros escondidos, eu colocaria a pergunta fundamental do Dr Strangelove “Of course, the whole point of a Doomsday Machine is lost if you KEEP IT A SECRET! Why didn’t you tell the world, eh?”.