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Prosub: comparativo Tupi, S-BR e SN-BR

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Por: Fernando “Nunão” De Martini

Quando visitamos o Complexo Naval de Itaguaí, em 4 de junho, foi distribuído como subsídio informativo um folheto com uma interessante tabela comparativa. A tabela traz dados (boa parte deles apenas aproximados, como é de se esperar para informações sensíveis) comparando os submarinos da classe “Tupi”, atualmente em serviço na Marinha do Brasil, com os futuros S-BR, de propulsão convencional diesel-elétrica, e SN-BR, de propulsão nuclear, do Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos).

Publicamos abaixo uma reprodução da tabela, na qual se pode conferir várias informações de interesse para discussão (clique na imagem para ampliar).

Autonomia – Uma dessas informações é a considerável diferença de autonomia entre o S-BR e a classe “Tupi”: um aumento de 45 dias para 70 dias. Como comparação, o  Scorpene original, como o modelo operado pelo Chile, sem a seção acrescentada ao S-BR que permitiu ampliar a capacidade de combustível e víveres (além de melhorar a habitabilidade), tem autonomia de cerca de 50 dias.

Em relação à classe “Tupi”, o S-BR poderá navegar até 13.000 milhas (com snorkel), contra 10.000 milhas náuticas. Já no caso do SN-BR, devido ao reator nuclear que pode produzir energia por vários anos antes da troca dos elementos combustíveis nucleares, o limite para sua autonomia é dado pela resistência de sua tripulação e duração dos víveres transportados a bordo, e não pelo combustível (diesel) transportado nos tanques, como é o caso dos convencionais.

Velocidades – A velocidade máxima “snorkeando” do S-BR e da classe “Tupi” é superior a 11 nós, conforme a tabela. Já sem o uso do snorkel, ou seja, abaixo da cota periscópica e empregando apenas a energia acumulada nas baterias, o alcance indicado no folheto é o mesmo: 400 milhas náuticas a 4 nós (o que, numa conta simples, significa 100 horas de navegação mergulhado a essa velocidade).  Ambos os tipos são capazes de velocidades de pico (submersos e empregando apenas a energia das baterias) de cerca de 20 nós, porém sabe-se que essa velocidade pode esgotar as baterias em poucas horas – embora esse tempo não seja, obviamente, divulgado.

Porte do SN-BR – Em relação ao submarino nuclear, primeiramente chama a atenção o seu porte: com o comprimento total superior a 100 metros e diâmetro interno do casco resistente maior que 9 metros, o deslocamento do SN-BR está projetado em aproximadamente 6000 toneladas quando na superfície, e 6.500 toneladas em imersão. Esses números são semelhantes aos da consagrada classe “Los Angeles” de submarinos nucleares da Marinha dos Estados Unidos. Abaixo, uma comparação do S-BR com o SN-BR:

S-BR e SN-BR

Velocidade do SN-BR – Outro dado que chamou a atenção foi a velocidade máxima do SN-BR quando mergulhado (abaixo da cota periscópica), divulgada no folheto como “>19 nós”. Em comparação, os dados do S-BR e da classe “Tupi”, na mesma tabela, são de >20 nós. Essa velocidade máxima do SN-BR causou estranhamento à primeira vista. É certo que esse valor, ou números próximos a ele, poderão ser mantidos por longo tempo no SN-BR, devido à propulsão nuclear que permite grandes deslocamentos submersos em alta velocidade, frente às pouquíssimas horas permitidas pelas baterias no caso dos submarinos convencionais, quando em velocidades de pico semelhantes.

Também é certo, por outro lado, que o porte do SN-BR (6.500t), é cerca de duas vezes maior que, por exemplo, a classe “Rubis” francesa, equipada com reator de potência térmica similar, de 48MWt, e que é creditada com velocidades acima de 25 nós em mergulho. Ainda assim, esperávamos um valor que, mesmo eventualmente abaixo da classe “Rubis” devido ao porte maior do SN-BR frente a uma potência semelhante, ficaria não tão distante dela – mesmo porque, em materiais mais antigos divulgados pela própria Marinha, dizia-se que “a planta de propulsão, desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, garantirá a navegação à velocidade acima de 20 nós.” Clique aqui para baixar folder do Prosub com essa informação, do qual reproduzimos abaixo uma parte:

Porém, é fato que, mundialmente, esses dados não costumam ser divulgados em números exatos, por serem classificados – velocidades máximas em emergência, por exemplo, costumam ser mais altas que as máximas divulgadas para o público. Daí também o costume de não divulgar valores exatos, e sim com o uso do “maior que” (símbolo >). E isso não é diferente no caso do programa brasileiro, e nem deveria ser. Questionamos nosso anfitrião na visita a Itaguaí, Contra-Almirante (EN) Celso Muzutani Koga, Gerente do Empreendimento Modular de Obtenção de Submarinos, sobre essa informação. Ele gentilmente nos respondeu que, realmente, esse dado é classificado, e que a informação que pode ser disponibilizada é a que está no folheto.

Como o projeto do SN-BR seguiu para a fase de detalhamento, e as obras no protótipo em terra de sua propulsão nuclear (LABGENE) prosseguem com previsão de testes completos e início de comissionamento em 2021 (e a tecnologia que permite o aproveitamento da potência térmica de reatores evoluiu desde a mencionada classe “Rubis”), as variáveis que poderão influir na velocidade máxima do primeiro submarino nuclear brasileiro – seja ela divulgada ou não – ainda poderão passar por alterações até que ele esteja em construção, o que é previsto para meados da próxima década.

Sonares e comunicações – Entre outras informações disponibilizadas na tabela, de interesse para a discussão, estão a introdução no Prosub de tecnologias e capacidades não existentes na atual classe “Tupi”, não só na detecção, como o uso de sonar de flanco (Flank Array – LOFAR), como na comunicação, com sistemas Narrow Band (Longa distância e Classificação) e capacidade VLF em imersão, com uso de antena flutuante. O SN-BR deverá dispor de sonar rebocado (Towed Array – LOFAR). Em comum entre S-BR e SN-BR, estão os mastros não penetrantes para os periscópios optrônicos, radar e comunicações (nos Tupis, apenas as Medidas de Apoio à Guerra Eletrônica – MAGE – e o esnorquel não são do tipo penetrante).

Observação: a concepção artística do alto da matéria mostra o submarino Tikuna por motivos estéticos, assim como um SN-BR com lemes em X, apenas para fins ilustrativos. As configurações do SN-BR mais recentes divulgadas são semelhantes às do S-BR, como a versão em escala reduzida para testes em tanques de prova da foto abaixo:

86 COMMENTS

  1. Uééééé!!!!! Frustou essa história do SNBR com 19 nós. Tomara que seja bem maior que isso ou que esse dado melhore quando sistema de propulsão estiver concluído.

    Uma das vantagens do submarino nuclear é justamente a velocidade.

    Vejam bem que não estou criticando a MB ou o projeto em si. Sempre defendi o nosso submarino nuclear desde antes de 2009.

    Fato é que uma melhora na valocidade deve ser perseguida pelos engenheiros envolvidos no projeto.

  2. Uma dúvida: uma vez a MB divulgou uma ilustração do SNBR com VLS na proa (logo atrás dos tubos de torpedos).
    Será que essa configuração será mantida?
    Pois sabe-se que a MB andou sondando a empresa que fabrica os motores foguetes do SM-39 para aquisição de tecnologia para futuro desenvolvimento da versão Sub/Sup do Marlim (MANSUP-01).
    Tendo como resposta positiva da empresa detentora da tecnologia.
    Ainda mais depois que absorveremos tecnologias relativas ao VLS, que será embarcados nas futura CCT,s (apesar que em minha modesta opinião, já termos conhecimentos para desenvolver um VLS nacional baseado nos conhecimentos do projeto SLDM+ torre de lançamento do foguete VLS).

    • “Uma dúvida: uma vez a MB divulgou uma ilustração do SNBR com VLS na proa (logo atrás dos tubos de torpedos).
      Será que essa configuração será mantida?”

      Não, foi apenas uma concepção artística muito antiga. Depois passou a divulgar sem lançadores verticais, e o padrão divulgado do compartimento de torpedos, já há um bom tempo, é o mesmo dos S-BR (Scorpene), com torpedos e mísseis armazenados horizontalmente para lançamento pelos tubos de torpedo, porém com mais espaço disponível no compartimento devido ao diâmetro maior do casco.

    • Só pra esclarecer: VLS em uso naval (em inglês) significa “vertical launch system”. Já o VLS de Alcântara que parece ter sido citado também, significa (em bom português mesmo) “veículo lançador de satélites”, ou seja são coisas completamente distintas.

      • Evoluíram, mas 19 nós de velocidade constante para um submarino ainda dificulta muito a situação dos navios inimigos.

        • Mas ai é que ta galante, fugir de um meio de superfície a 30 nós fazendo muito barulho é mais eficiente que fugir do mesmo meio a 19 nós fazendo muito barulho do mesmo jeito, enquanto que fugir a 20 nós silenciosamente (mesmo que por poucas horas) é mais eficiente também que fazendo barulho a 19 nós

        • Outro detalhe Galante, enquanto que em relação a autonomia e capacidade de se posicionar estrategicamente em relação a um alvo essa velocidade mantida de >19 nós é uma vantagem incontestável em comparação a um SSK com 4 nós mantidos ou 11 esnorqueando, mas mesmo assim ainda é baixa comparada a um SSN capaz de >30 nós

  3. Senhor Alexandre Galante poderia me explicar a se a diferença na navegação do submarino com os lemes de popa em X ao invés de + e qual o melhor?

    • Eu acho que a razão do raio de ação estar estimado em 15000 milhas náuticas é a necessidade do ciclo de manutenção em 90/30 dias. Assim para uma velocidade constante de 20,8 nós o sub navegaria 14976 milhas náuticas em 30 dias. Não sei se é possível manter velocidades altas durante tanto tempo, mas eu interpreto que tenha a ver com a necessidade de manutenção. Ou +/- 60 dias a 10 nós.

  4. Se não me engano o submarino Barracuda, que será de porte semelhante ao SNBR terá uma potencia consideravelmente superior, mas uma informação que me chamou a atenção há alguns anos tendo sido divulgada por outros sites foi de que o SNBR precisará ser reabastecido a cada 5 anos,e que inclusive esse procedimento será feito sem a necessidade do corte do casco de pressão, pois haverá um “abertura” projetada exatamente para isso, essa autonomia parece pequena se realmente corresponder a verdade.

  5. Se não estiver errado, um nó=1,852 km/h. Então , os submarinos brasileiros deslocarão entre 37 e 48 Km/h. Para os padrões atuais, uma velocidade considerável para submarinos convencionais e nucleares. ( não sou muito bom de náutica, apenas curioso incorrigível).

  6. Fernando de Martini, há alguns anos foi dito nos comentários aqui do site, não lembro por qual dos especialistas, que o primeiro submarino teria esse reator com cerca de 48.

    A partir do segundo submarino o reator teria uma nová configuração, usando outro material radioativo nas palhetas e que isso aumentaria a potência em 50% atingindo cerca de 70MW.

    O senhor lembra? Pode explicar novamente?

    Obrigado

    • Sim, lembro. Mas não foi só comentarios, deve ter matéria com declarações da Marinha também, é só procurar.

      O que se falou tinha a ver com o tipo de elemento combustivel, por exemplo, usar as tradicionais pastilhas (empilhadas em tubos metálicos) ou usar placas. E, conforme se estudava na época, o nível de enriquecimento. O nível de enriquecimento pelo que foi dito recentemente não deverá mudar, mas a forma do elemento combustível (pastilhas ou placas) poderá.

    • Prezados Flávio e Nunão,

      Se me permitem ajudar, a MB estuda para a partir do SN 11 em diante, trocar a pastilha de urânio por placa. A troca de pastilha por placa pode melhorar a superfície de troca de calor em até 50%, o que permitiria um acréscimo na potência do reator de 48MW térmico para 72MW térmico.

      Grande abraço

  7. Galante, me chamou a atenção a pouca reserva de flutuabilidade do scorpene !!!, apenas 170 Ton contra quase 300 Ton do Classe Tupi ….

    É isso mesmo ??, se for é um navio com muita pouca flexibilidade para embarcar material para operações especiais e principalmente se embarcar água em caso de emergência na superfície ….

    • Dependendo do equipamento que você quer saber, está mencionado na tabela.

      E se não estiver na tabela, está na última dúzia de matérias publicadas desde o dia 4 deste mês, ou em outras dúzias publicadas antes.

  8. 19 nós ?
    Eu soube que a MB em exercicios manda o submarino na frente por dias num lugar determinado até que as fragatas ou corvetas possam ir depois. Pq se elas forem primeiro , o submarino ñ conseque acompanhar. Procede essa informação?
    Mas estou feliz, tantas barreiras e a MB esta se tornando capaz com o reator nuclear !
    Num futuro ñ muito distante eu gostaria de ver numa fragata , seria intetessante numa classe tamamdaré

    • Wellington,

      É só você ver na tabela da matéria as velocidades máximas dos submarinos convencionais, tanto na superfície quanto com snorkel, e comparar com a velocidade de cruzeiro de forças-tarefas, e ver que sim, a informação procede.

  9. Marcelo me referi a torre do VLS em Alcântara e não ao foguete.
    Pois se não sabe a TMI (Torre de Integração Móvel) possue características muito semelhantes ao VLS naval, ou seja humbilicais de alimentação de combustível, dados, energia etc.
    Muitas das tecnologias presentes nos tubos do sistema VLS ( Sistema de lançamento vertical).
    Antes de ironizar entenda o conceito técnico!

  10. Li, a algum tempo atrás, aqui no Poder Naval, uma matéria com um infográfico comparando o nível de ruído das principais classes de submarinos soviéticos/russos e americanos ao longo das décadas.
    Seria possível um infográfico desses, comparando o nível de ruídos entre a Tupi, o S-BR e o SN-BR? Ou, ao menos, entre o Tupi e outras classes de sub atualmente usados por outros países da américa Latina?
    Estou achando essas matérias sobre o PROSUB fenomenais. Meus parabéns.

  11. Aproveitando:
    O que seria esse “ciclo de manutanção” de 90/30 ou 60/30? 90 dias de manutenção para cada 30 dias no mar? Ou é o contrário?

    • Wilber…
      .
      submarinos devem ser capazes de permanecer mais tempo em patrulha do que 30 dias…se necessário for…então faz mais sentido 90 dias de mar e 30 dias de manutenção básica…e eventualmente ocorrerão períodos de manutenção muito maiores que 30 dias ao longo da vida útil do submarino também.
      .
      A US Navy tem um pequeno esquadrão de submarinos, 4 unidades, baseados em Guam
      lá nos confins do Pacífico…esses submarinos não precisam se deslocar muito para ir e voltar de suas áreas de patrulha, então costumam fazer patrulhas de normalmente
      3 meses…às vezes um pouco mais, as vezes um pouco menos, então retornam para
      um período de manutenção…cito esse exemplo porque me parece que será dessa forma que os futuros submarinos de propulsão nuclear da marinha brasileira irão operar e não como os demais esquadrões da US Navy baseados no continente que gastam dois meses apenas para ir e voltar…o chamado “trânsito”.
      .
      abs

      • Faz sentido o ciclo ser de 90 dias de mar para 30 de manutenção, nessa linha de interpretação, mesmo porque tanto Tupi quanto S-BR têm autonomia superior a 30 dias (45 no Tupi e 70 no S-BR).

  12. Parabéns pela matéria, Nunão! É sempre bom a gente ter uma visão geral, mesmo que com números aproximados, dos submarinos. Tabela é ajuda muito nisso.
    Apesar dos questionamentos, acredito que todos admiram esse projeto e todo o esforço das equipes que estão por trás desse submarino, mesmo diante dos problemas técnicos e políticos. Sem dúvidas é algo realmente difícil.
    Abraço!

  13. Parabéns a vcs , Galante, Nunão e Poggio, pela excelente serie de materias.

    Um comentario adicional a respeito das concepções dos lemes traseiros, em “+” ou em “X” : como bem colocado pelo Galante, a configuraçao em X necessita de um sistema de controle e acionamento mais complexos. Vejamos:
    Na configuração +, os dois elementos “verticais” operam “convencionalmente”, ou seja, impoe curvas na trajetoria tangentemente à direção longitudinal do casco m um plano ortogonal ao eixo da vela; ja os elementos “horizontais” sao responsaveis pelo controle de arfagem (mergulho ou imersao, conforme o caso), o que ainda conta com a ação conjugada a eles dos hidroplanos mais à frente..
    Na configuraçao X, quando se deseja fazer, por exemplo, uma simples curva “na horizontal”, ha que se conjugar todas as quatro pas dos lemes; nesta conjugaçao o ângulo de giro em torno do eixo de cada pa é definido de forma tal que nao seja imposto um movimento de arfagem e nem de torçao (giro em torno do eixo longitudinal do casco pois, afinal, isso nao é uma broca…rsrsrs). Se a alteraçao desejada na trajetoria consiste, por outro exemplo, em uma composiçao de movimentos de translado em relaçao á superficie maritima mais um movimento de imersao, as quatro pas sao entao conjugadas segundo uma outra lei de operaçao, para obter o novo curso. Notar que nesta conjugaçao de posições dos elementos de controle, os lemes traseiros sao operados em conjunto com os hidroplanos mais à frente (aqueles que podem estar posicionados na vela, ou no casco, e podem ser rotacionados individualmente, ou nao, conforme o caso).

    No post do Naval a respeito de hidroplanos ha algumas referencias que detalham como sao realizados estes controles.

  14. Prezado cmte Monteiro: entendo que, em relaçao a esse possivel incremento na potencia termica do reator, substituindo os elementos radiotivos do formato pastilha para placas, havera uma substancial alteraçao no sub, praticamente significando outro projeto, totalmente novo. Por exemplo, o circuito de condensadores do lado vapor, irao requerer desde novas bombas de circulaçao até novos trocadores de calor, exigindo espaços maiores. A propulsao necessitara desde novo motor eletrico principal (imagino que nesse caso teriamos algo em torno de 16MW de potencia util no eixo), novo helice, novos lemes etc.
    Considero essa hipotese fascinante, seria a segunda geraçao de sub-nucles brasileiros! Que toda a equipe do Sub Nucle e a propria MB continue nessa linha! Agradeço, como brasileiro, a todos.

  15. Velocidades superiores a 19 nós pode ser 26 nós.

    Segue o jogo, só faltou pedirem os registros técnicos termais e acústicos dessas armas de guerra.

  16. Faltou o armamento e o tipo de armamento e quantidade lembrando que o SN-BR é maior e tem um diâmetro maior ?
    Sds

    • Joel, esse assunto já foi apresentado em matérias anteriores, seguem algumas:

      http://www.naval.com.br/blog/2017/08/11/os-100-anos-da-forca-de-submarinos-e-o-prosub-parte-5/

      http://www.naval.com.br/blog/2018/01/14/os-100-anos-da-forca-de-submarinos-e-o-prosub-ultima-parte/

      O tipo de armamento no caso do Tupi é torpedo, podendo levar até 16 torpedos (metade acondicionados nos 8 tubos, metade para recarregar).

      No caso do S-BR, o armamento é de torpedos e mísseis antinavio. O Scorpene, do qual o S-BR é uma versão alongada porém com o mesmo tamanho de compartimento de torpedos (o acréscimo no comprimento do submarino é à ré da vela) leva até 18 armas, tendo 6 tubos de lançamento.

      Até onde sei, não há impedimentos técnicos para que tanto S-BR quanro SN-BR possam disparar também mísseis de cruzeiro pelos tubos de torpedo, podendo essas armas fazer parte do “mix” de armamento levado, nas proporções adequadas às missões.

      Os dados para o SN-BR provavelmente continuarão classificados, mas pelo diâmetro maior do casco resistente (cerca de 1/3 maior que o do S-BR) provavelmente ele terá um compartimento de torpedos mais largo que o do S-BR, podendo levar mais alguns torpedos e mísseis em relação a este. Lembrando que, como são lançados pelos tubos de torpedo, esses armamentos são acondicionados na horizontal.

  17. Caro Ricardo: deslocando 6500 t submerso e com MEP de apenas 11MW (apenas 2 MW a mais do que o do SBR o qual desloca “somente” 1870 t e com superficie molhada bem menor – leia-se atrito e arrasto em valores inferiores) acredito que a velocidade maxima do SNBR seja mesmo inferior. Contudo, conform discriminado no texto postado, sua velocidade media sustentada é muito maior do que a dos SBR. As unidades futuras dotadas com reator com placas (significa maior energia dissipada) poderao ter velocidade maxima incrementada desde que as perdas por atrito nao sejam muito maiores.
    Alguem ai acima estranhou a margem de flutuabilidade do SNBR. Realmente, me pareceu pequena (500t); é isso mesmo, caro Galante? Não chega ao dobro de um IKL? E dos SBR, que é até inferior (290 > 170)? Na tabla os valores foram obtidos na mesma base; por exemplo, seriam sempre completamente armados, supridos e com tripulaçao plena?

    • Rommelqe, tem certeza sobre a potência do SBR / Scorpene ser de 9MW? Ou como você escreveu, apenas 2MW a menos que os 11MW do motor que deverá equipar o SN-BR?

      Os dados que conheço do Scorpene são outros, o Chile por exemplo informa potência de 2,3 MW para seus Scorpene:

      https://www.armada.cl/armada/unidades-navales/submarinos/clase-scorpene/ss-22-carrera/2014-04-17/125937.html

      Vale lembrar, de qualquer forma, que 11MW equivale a cerca de 15.000 cavalos de força no eixo (shp), equivalente a, por exemplo, submarinos como os antigos SSBN Resolution britânicos, de porte maior (8400t submerso) que o futuro Álvaro Alberto (6500t) e cuja velocidade máxima em imersão era divulgada como 25 nós.

      Como deixei claro no texto da matéria, esse não é um tema em que os cálculos sejam fáceis, ou exatos na sua divulgação, pois as variáveis envolvidas são consideráveis.

  18. As características técnicas do SN-BR são as seguintes 6000 t, 107 m de cumprimento, 9.8m de diametro, velocidade maxíma de 30 nós, propulsão PWR (48 MW á 50 MW com combustivel nuclear para 6 anos) com auxilio de 2 motores electricos de 3.5MW cada, quanto a tripulção são 90 a 80 elementos ( incluindo 9 a 12 MECS- Mergulhadores Especiais de Combate da MB), vai armado com 6 tubos de torpedos de 533mm , não terá sistema VLS para misseis de cruzeiro, téra uma profundidade operacional de 350 m, a máxima é de 750m ( profundidade de esmagamento).
    Serão construídos 6 unidades. Se prevê que na proxima unidade tenha um reactor de 72 MW e sistema VLS para lançamento de misseis de cruzeiro.

    • Prezado Filipe: esses dados sao os mais atuais e sao oficiais? Os motores citados de 3,5MW cada nao sao o de propulsao (MEP), certo?

        • Filipe, sua informação é atualizada?

          A configuração com dois motores elétricos de 3,5MW em linha era mencionada lá no início do projeto, vários anos atrás.

          Hoje a configuração da propulsão, conforme mostrado no LABGENE, é de um único motor, bem maior (aliás, o maior do seu tipo já fabricado pela francesa Jeumont, como já publicamos aqui mais de uma vez).

          • de acordo com o projecto inicial do SNBR seria essa a motorização escolhida, mas até agora so temos o LABGENE, ainda não temos o projecto estrutural do Submarino, apenas no final desse ano teremos o projecto, saberemos ao certo quais serão os componentes, as dimensões e capacidades do SNBR.

          • Filipe,
            O Labgene foi concebido para ser o protótipo em terra da propulsão do SN-BR. Tem a parte não nuclear e a nuclear. A não nuclear já está nos primeiros testes (houve até cerimônia neste mês) e a configuração é com um único motor elétrico de propulsão.

          • Nunao e Filipe: em uma das postagens que li a respeito dos MEPs , nas versoes Jeumont e na aventada pela WEG (nao concretizada)’, haviam sido divulgadas as potencias a que me referi. Lembrar tambem que estamos falando de diversas versoes de projeto, que foram evoluindo no tempo, e diversas fontes de informaçoes, misturando Scorpene com SBR e SNBR e LabGene, bem como alguns motores que nao necessariamente sao para propulsao. Por exemplo, me lembro ter lido a respeito dos motores das bombas de circulaçao de agua do reator – estes sim serão totalmente nacionais e de fornecimento WEG. Tais motores possuem uma tecnologia fantastica que utiliza água de resfriamento circulando direto na parte ativa . Vou procurar no meu PC quando voltar das férias pois aqui no meu Ipad nao encontrei os arquivos. Mas realmente as potencias citadas tanto no site da MB quanto em outras que acessei dao conta de potencia do MEP do Scorpene nessa ordem de 3000KW. Alguns dos foristas da MB eventualmente poderiam esclarecer a duvida. Por favor, se tiverem uma confirmaçao a respeito divulguem.

          • Motor de Scorpene / S-BR é uma coisa.

            Motor do Labgene / SN-BR é outra. Tamanhos e potências diferentes.

          • Prezado Nunao: no seu post de 8 de junho, a respeito da nacionalizaçao de motores eletricos, conversamos um pouco a respeito, certo? Por essa ocasiao, li em outro blog uma postagem, tambem muito bem elaborada, que citou as potencias e ilustrou com interessantes fotos do MEP ja instalado no primeiro S-BR. Estou tentando achar. Abs

    • caro Bavaria, so lembrando para os nossos colegas leitores do Naval:um coeficiente de segurança usual quanto ao colapso do casco é da ordem de 1,5 a 2. Ou seja, embora nao recomendada, a condiçao de operaçao imerso a 500 m de profundidade pode ser atingidade em condições especificas/excepcionais/emergenciais. Tambem deve ser considerado, que os dimensionamentos numericos utilizando elementos finitos tem la suas restriçoes, nem sempre aprsentando uma confiabilidade adequada principalmente quando estamos falando em estados de tensão fora dos limites elasticos do material como é o caso de flambagem de membranas (casco) reforcadas por perfis transversais compondo as cavernas. No caso que vc citou – acho que ja havia lido algo a respeito aqui mesmo – acredito que o IKL estava todo repleto com strain-gages e demais sensores que compoe a instrumentaçao ti pica de ensaios estruturais em prototipos, sendo os carregamentos externos (profundidades de ensaio) impostos de forma muito cuidadosa e paulatinamente . Se foi sssim acho que ate eu gostaria de estar presente. Agora se mergulhou fugindo de alguma bomba de profundidade tô fora (de preferencia numa lancha na Superficie tomando uma cerva gelada).

  19. Gente! Mais uma vez…. Não e nunca acreditem nas informações de “capacidade” de qualquer coisa militar. É SEGREDO ESTRATÉGICO DE GUERRA. Tem muitas dissimulações e mentiras nesses “manuais”.
    Saddan que o diga….foi tão eficiente em seus blefes que abriu as portas para o “justificável”.
    Essa eterna briguinha de indignados…”só isso??!!” X os deslumbrados…”esse equipamento é o blaster, master, super…” alimenta os acessos…claro…como num Fla Flu ou Palmeiras Corinthians, mas não levem tão a ferro e fogo tá?!

  20. Marcelo, é isso aí. Me lembro de um amigo contando que estava acompanhando uma delegaçao estrangeira que veio testar um dos primeiros prototipos do CTRA Urutu. Quando chegou na fase final dos testes eles exerceram o direito de contrato de testar a blindagem com tiro real. O pessoal da Engesa entregou um Fal com pente de balas reais. o que eles fizeram? Acintosamente substituiram o pente entregue por outro que haviam trazido, sabe-se la com quantis grains em cada cartucho. A blindagem aguentou….yessssssssssss! Venda realizada!

  21. Por gentileza pesso aos especialistas que enumere os armamentos comparativamente por classes apenas para ter ideia de evolução sem contar a autonomia se o SBN10 pelo porte físico terá tão mais capacidade que os demais. Outra pergunta partir do SBN11 será outra classe ou será a mesma se a mesma seria possível utilizar as novas placas de combustível em vez das pastilha no SBN10???

    Desde ja obrigado
    ALEX Tiago

  22. Uma pergunta ao Fernando “Nunão”. Na tabela onde é apresentada a velocidade, se coloca o esnorquel no submarino nuclear.
    Minha duvida é: submarino nuclear usa esnorquel?
    Achei que esse equipamento era usado para alimentar os motores diesel e renovar o ar, mas num submarino nuclear isso não seria necessário. E o ar fosse filtrado por equipamento próprio para tal, possibilitando imersão total pelo número de dias apresentado.
    É sério, não estou querendo achar cabelo em ovo, fiquei na dúvida mesmo. Obrigado.

  23. Lendo tudo… Cada comentário , cada ´postagem!!
    Muito obrigado pelas matérias postadas, nível altíssimo
    Estamos vivendo um momento histórico das nossa FFAA S-BR SN-BR, Tamandaré , FX2, K390, MANSUP, ASTRO 2020 Guarani … Muita emoção

  24. Seria interessante uma matéria sobre a segurança na operação de propulsão nuclear. Assuntos como a proteção da tripulação, medidas de controle, os planos de emergências para situações extremas e um pouco da história disso ao redor do mundo.

    Parabéns pelo blog, acompanho desde minha época de embarque!

  25. Esqueçam esse papo de velocidad máxima do SNBR, isso é dado sigiloso e nunca saberão a verdadeira velocidade.
    Nem a US Navy relata a verdadeira velocidade de seus navios de superfície, imaginem a de um Subnuc.
    Uma vez assiti um programa denominado Feras da Engenharia ( se não me engano), onde o apresentador além de visitar um LHD também participou da construção de um.
    Ao visitar a casa de máquinas do navio, perguntou ao chef qual era a velocidade máxima do navio, o mesmo alegou 28 nós fácil, ao ser questionado qual a velocidade real, desconversou e não relatou em hipotese alguma a informação.
    Ou seja, um navio de superfície que em tese não ofereceria tanto sigilo assim, agora imaginem um subnuc, que requer mais sigilo que isso.
    Acredito que nosso subnuc terá velocidade maiores que essas e alcance indeterminado, pois os reatores nucleares oferecem essa possibilidade.
    Um dos maiores trunfos deste SNBR é testar e validar o projeto do reator, que quando pronto e havendo verbas poderá ser instalado em um futuro NAe nuclear nacional.

  26. É uma pena que o SN-BR não tenha pelo menos 8 silos para lançadores VLS, só o fato de ser nuclear já nos garante uma importante posição do Atlântico Sul, se tivesse os VLS seriamos imbatíveis no cenário, principalmente por termos (ou quase) mísseis de cruzeiro (AVTM-300). Com 2 navios de assalto anfíbio (NDM Bahia e PHM Atlântico) junto ao SNBR torna a Armada uma força de respeito! É uma pena que não tenhamos um Porta-aviões e escoltas com cobertura anti-aérea de área.

    • Matheus,

      Tecnicamente não vejo impedimento para, caso seja desenvolvida uma versão do míssil de cruzeiro referido para disparo por submarino, que este seja lançado pelos tubos de torpedo, como se faz em outras classes de submarino.

  27. VLS é imprescindível em SSBN, pela razão óbvia de que um míssil balístico de longo alcance com ogivas nucleares não cabe num tubo de torpedos. No caso de um SSN não há necessidade de VLS

  28. Os americnos são muito comedidos a respeito das capacidades dos seus submarinos. Tenho uma revista antiga onde descrevem o primeiro Sea Wolf. Profundidade máxima – 2000 pés; potencia no eixo 52000 HP. Armamentos – 52 torpedos M48, misseis Harpoon, anti navio e misseis Tomahawk de cruzeiro. Mais minas e engodos.Velocidade máxima e permanencia no mar: classificados.

  29. Sou muito cético em relação aos planos futuros do PROSUB: 15 S-BR e 6 SN-BR? Planos que acho mirabolantes, baseado no histórico do que se planeja, promete e não acontece. Falta de dinheiro crônica é uma realidade. Se chegarmos a ter um segundo lote de S-BR ficarei muitíssimo feliz e acho que ficaremos só no primeiro SN-BR, mas acho uma boa idéia testar seu reator com vistas a um possível uso em um novo NAe, pois haverá mais espaço para mais aeronaves, víveres e armamento. Temos que encarar que somos uma marinha modesta e com poucos recursos para manter uma esquadra com grande número de naves custosas. Planejavam 2 esquadras, com 2 NAe, 48 caças navais, 2 LPD, fragatonas de 6000 ton., 15 S-BR e 6 SN-BR. Sinceramente…prá quem já viu uma esquadra que chegou a ter até 18 escoltas e 8 submarinos, o que achava que era isso o que poderíamos manter e viu esse quadro se dissolver e gostaria que pudéssemos, algum dia, recuperar esse número ou próximo dele. Precisamos ter muito pé no chão e não sonhar com promessas. Precisamos ter cuidado prá usar muito bem o pouco dinheiro que dispomos e não disperdiçá-lo com projetos que continuarão perpetuando os mesmos problemas que temos hoje (navetas mal armadas, com pouca autonomia e espaço e em pequeno número cumprindo missões e compromissos internacionais) e esperando que com essa ninharia que dispomos tenhamos uma marinha de 1° mundo.

    • Ricardo…escrevendo rapidamente no intervalo do jogo…
      .
      desde sempre a marinha brasileira faz planejamentos…desejar 2NAes por exemplo, não é coisa recente como revistas dos anos “80” que ainda guardo comprovam…mas…são apenas estudos do que seria o ideal e não sonhos megalômanos…marinhas são diferentes das outras forças quando se planeja um reequipamento…e com certeza leva-se em conta que nem tudo ou a maioria será conseguido assim como já aconteceu no passado e provavelmente voltará à acontecer.
      .
      De fato a marinha já teve “18 escoltas”, mas, não durante muitos anos,houve épocas que ficou abaixo disso, mesmo considerando a “guerra fria” e boa parte desses anos quando se teve “18”, principalmente anos “90” foi conseguido mantendo em serviço navios já obsoletos e quanto aos “8 submarinos”…ainda nos “80” caiu para 6 unidades . 3 “Oberon” e 3 velhos “Guppy” que tinham pouco valor militar até cair para 4 unidades no início da década passada até meados dela quando subiu para 5 com a incorporação do “Tikuna”.
      .
      Então a ideia de que a marinha já foi melhor, ou, muito melhor não se sustenta, o que acredito é que o orçamento da marinha é pequeno e não deverá aumentar significativamente nos próximos anos, ou seja à marinha continuará fazendo o que pode
      independente de às vezes fazer algum planejamento que possa parecer mais ambicioso.
      abs

  30. JT8D, boa noite! O VLS de que se fala aqui são para a utilização de mísseis anti-navio ou de cruzeiro, poupando espaço interno para que não se comprometa demais o número de torpedos! No caso, um SSN pode sim vir a tê-los e, no caso de levar mísseis de cruzeiro, o submarino seria classificado como SSG ou SSGN. Os nossos submarinos de futuro próximo ainda estão num patamar mais inferior aos SSBN ou SSB.

    • Ricardo, eu não disse que um SSN não pode ter VLS, eu disse que não é imprescindível. Não faz sentido encarecer e complicar o projeto do nosso primeiro SSN por cauda disso, na minha opinião

  31. Tempos diferentes, máquinas diferentes ….
    Cada qual com suas características.

    Mas valeu a matéria.

    Ainda na vejo vantagem no SN,
    as desvantagens são infinitamente maiores.

  32. O sesenvolvimento de baterias de Litiun ion promete uma revolução nos submarinos que dependem de armazenamento de energia com acumuladores elétcos. Essa tecnologia já se estabeleceu nos veículos e nas usinas geradoras de energia. A NASA desenvolveu um avião elétrico viável que já está em testes, justamente com essas baterias. Nos submerinos vão provcar uma grande vantagem, o menor tempo submerso, sem necessitar vir a tona para recarregar. Também o tempo de recarga é bem reduzido. O submarino, dito convencional tem seu calcanhar de Aquiles na recarga das baterias e na dependencia de snorkel, que não opera bem no mar agitado. Ver o caso do sub Argie, que começou a ter problemas com a agua infiltrada no snorkel. De quebra, ainda se transforma no mais silencioso submersível possivel de construir. A maior capacidade de acumulação significa tb uma redução gigantesca de peso, o que dará maior capaciadade de carga, e mais conforto para a tripulação que terá mais espaços de vivencia. Quando vejo os esforços para desenvolver baterias de submarino me ocorre que a MB poderia mobilizar suas equipes nessa matéria e logo pensar em substituir as baterias de chumbo que são, ainda, do tempo da primeira guerra. Os Scorpene com essas baterias serão uma arma formidável.

  33. A única coisa que acho, é que precisamos investir massivamente na pesquisa em reatores de fusão nuclear.
    Pois quando nosso SNBR entrar em operação, os projetos de submarinos futuros já serão com reatores de fusão nuclear.
    recentemente o MIT declarou que daqui a 20 anos terão desenvolvido o primeiro reator de fusão a frio.
    O que tornará os reatores de fissão ultrapassados.
    Mas já é um enorme avanço para o país, mas não podemos e nem temos o direito de nos acomodar.
    Um passo importante seria a participação de pesquisadores da MB/EB no programa de reatores de regeneração rápida, reatores para uso espacial, separação isotópica de urânio a laser e reatores de fusão do IEAV/FAB.
    Somando meios financeiros, mentes e pessoal nos projetos, dai a falta de uma agência semelhante a DARPA ou DRDO para coordenar as equipes multi disciplinares e investir e captar mais recursos.

  34. “Os periscópios SAGEM dos Scorpène não possuem estadimetro e o sistema eletrônico instalado não tem precisão e não funcionam na determinação da distancia periscópica.
    É importante salientar que estes periscópios não são os utilizados pela marinha da França.
    A câmara de salvamento dos Scorpene é de difícil acesso e não foi aprovada pelas tripulações chilenas.
    O sistema de compensação de lastro do submarino é lento e não atende às necessidades operacionais de uma rápida imersão ou uma situação de emergência; foram observados tempo superiores há 20 minutos para um submarino retornar à cota periscópica, o que pode colocar em risco o submarino ou o sucesso de um ataque.
    O Scorpène manobra mal na superfície, pior que o classe 209, porque o leme vertical fica 70 % fora da água.”

    http://www.naval.com.br/blog/2009/08/31/problemas-tecnicos-que-a-marinha-tera-de-enfrentar-no-scorpene/

    • Submarinos de propulsão nuclear de ataque (SSNs) na faixa de 4000 toneladas são coisa dos anos 1960…são inadequados para os dias de hoje, já que necessitam ser maiores para acomodar sensores de última geração e gerar energia para os mesmos e
      coisas assim.
      .
      Os franceses por muito tempo orgulharam-se de possuir os menores SSNs do mundo…a classe “Rubis” que submersos deslocam menos que 3000 toneladas e estão partindo agora para SSNs que deslocarão mais de 5000 toneladas submersos.
      .
      Então para os dias de hoje o mínimo é mais ou menos 5000 toneladas…então o SSN brasileiro deverá estar em uma camada intermediária considerando-se os maiores
      classe “Virgínia” da US Navy e os futuros SSNs franceses.

  35. Boa tarde. Sou bem leigo no assunto e tenho uma dúvida não muito direta ao tema. Mas já existe no mundo a classe ao qual pertence o submarino nuclear que o Brasil está construindo? Algum país já opera ele?
    Valeu

    • Marcus Vinicius, o submarino nuclear brasileiro é de projeto nacional, com assessoria técnica francesa. Ele terá muitos sistemas dos submarinos convencionais Scorpene (S-BR), que o Brasil está construindo com transferência de tecnologia em Itaguaí-RJ.

  36. Poxa Muito obrigado! Podemos dizer que a diferença pode se resumir ao tipo de propulsão? No mais terá a mesma base.

    • A diferença será o tipo de propulsão e o porte do submarino. O Nuclear deslocará cerca de três vezes mais que o convencional.

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