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Revelado o projeto do terceiro porta-aviões chinês

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Construtor naval chinês mostra novo porta-aviões CATOBAR

A maior construtora de navios da China divulgou no dia 20 de junho uma imagem do que se acredita ser o primeiro porta-aviões na configuração CATOBAR (Catapult Assisted Take-Off But Arrested Recovery – Decolagem Assistida por Catapulta e Recuperação por Arresto) do país equipado com um sistema eletromagnético de lançamento de aeronaves, com especialistas militares especulando que o país terá três porta-aviões no futuro próximo.

Com o novo porta-aviões, conhecido como Type 002, no centro e o primeiro porta-aviões de construção nacional desenvolvido a partir do Liaoning, o Type 001A, a imagem mostra um grupo de batalha no mar liderado por três porta-aviões como pano de fundo numa reunião no Instituto de Pesquisa No.701. da China Shipbuilding Industry Corporation (CSIC), de acordo com a conta WeChat da empresa na quarta-feira.

É amplamente especulado que a China está construindo seu terceiro porta-aviões em Xangai.

Os caças a jato J-15 da China e um novo tipo de aeronave de alerta aéreo antecipado (AEW) de asa fixa aparecem a bordo do futuro navio-aeródromo.

O presidente da CSIC, Hu Wenming, visitou o instituto de Wuhan na terça-feira e participou de uma reunião onde a imagem foi mostrada, durante a qual oficiais e especialistas da CSIC discutiram o desenvolvimento de navios de superfície e submarinos da China, segundo o CSIC.

A imagem mostra dois porta-aviões com rampas “ski-jump”, mas o novo porta-aviões com convés de voo plano, o que possibilita um sistema de lançamento eletromagnético de aeronaves, disse Song Zhongping, um especialista militar e comentarista de TV, ao Global Times na quarta-feira.

A julgar pela imagem, o novo porta-aviões terá um deslocamento de mais de 80.000 toneladas, e junto com a Liaoning e a Type 001A, a China terá em breve três porta-aviões, um impulso significativo para as capacidades da Marinha Chinesa.

O Type 001A iniciou testes no mar em maio, e o Liaoning foi comissionado pela a Marinha do Exército de Libertação Popular da China em 2012.

Song acrescentou que, a julgar pelo tamanho do navio, o novo porta-aviões continuará a ser movido convencionalmente em vez de movido a energia nuclear.

Três catapultas a bordo mostram que o novo navio poderá lançar aeronaves com maior rapidez e frequência do que as porta-aviões anteriores e, portanto, possuirá capacidades de combate mais robustas, observou Song.

A CSIC é apelidada de “berço dos porta-aviões chineses”.

O ex-diretor do instituto, Zhu Yingfu, foi o principal projetista do programa de porta-aviões da China, com Wu Xiaoguang, atual chefe do instituto, como vice-projetista-chefe do programa.

A CSIC projetou e construiu, entre muitas embarcações navais proeminentes, o primeiro porta-aviões de fabricação nacional da China, conhecido como Type 001A, e a empresa também divulgou em fevereiro seu plano de construir o primeiro porta-aviões nuclear chinês como parte do armamento planejado para a Marinha Chinesa até 2025.

O post do Wechat com a imagem do futuro porta-aviões foi deletada pela CSIC ainda nesta quarta-feira, e a CSIC ainda não confirmou detalhes sobre a imagem ou o porta-aviões até o momento. Segundo o site da CSIC, Hu disse durante a reunião de terça-feira que os resultados dos testes mostram que a CSIC avançou em termos do desenvolvimento de um novo tipo de embarcação. No entanto, não houve menção específica a um porta-aviões.

A capacidade de defesa offshore da China será significativamente melhorada com três porta-aviões em serviço naval ativo, disse Zhang Junshe, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa de Estudos Militares Navais do Exército Chinês, ao Global Times.

O país também pode cumprir melhor suas responsabilidades internacionais no caso de um esforço humanitário global, quando há um desastre natural ou um comboio internacional, acrescentou Zhang.

Concepção do futuro navio-aeródromo Type 002
Uma concepção do futuro navio-aeródromo Type 002

FONTE: Global Times

68 COMMENTS

  1. Vamos a lista do tio Fellipe .

    1 porta aviões com rampa na faixa das 60.000 tons + caças SU-33
    8 destroyers Type 052D
    2 navios de apoio Type qualquer coisa

    Tudo com um financiamento camarada de Pequim, + alguns SU-35 para a FAB e se sobrar alguns ainda da para algum T-90 . Ainda faz uma média com Pequim e Moscou

    • O problema é pagar o financiamento depois.
      E é melhor nem pensar nisso agora. Agora que as forças armadas estão usando toda a influencia que tem pra conseguir o máximo de transferência de tecnologias (Torpedo Pesado, Missil Matador, ALAC, Submarinos, Jatos Gripen, Cargueiro KC-390, Corvetas, MANSUP, Blindados Guarani, Radar Além do Horizonte entre outros) o negócio é termos um pouco mais de paciência e ao invés de comprar qualquer coisa, tentar fazer aqui com técnologia nossa. Se os russos, chineses, americanos, britânicos ou franceses puderem nos ajudar com TdT, ótimo. Mas a era de comprar coisa pronta tem que acabar.

  2. pergunta,, porque a marinha do brasil… nao cola na china e trabalha juntio no desenvolvimento do type 02.. cola nos chineses.. ainda da tempo,,

      • Bardini minha visão é que a China não está preocupada em vender nada para fora por enquanto.
        Eles querem primeiro ficar de igual pra igual contra a Marinha dos EUA (ou chegar próximo disso). E como isso eu de vital importância na defesa dele então deixar de equipar sua marinha para vender para estrangeiros seria prejudicar sua marinha com menos unidades sendo entregues por ano.
        A China tem que fazer em 30 anos o que a Marinha americana levou um século para conseguir.

        Então venda de navios(por mais que os chineses consigam produzir) seria tirar 1 ou 2 unidades por ano de sua marinha.

        • A Navantia está inserida em concorrências de dezenas de bilhões de dólares nos EUA, no Canadá, na Austrália (que estão falando que deu Type-26). O Egito quer novas Fragatas, parece que estão analisando a possibilidade de F-100, já que a TKMS está desmoronando. Ainda tem uma encomenda dos árabes. Tem o LHD dos Turcos para terminar e os falou-se na mídia dos Turcos que eles queriam outro, mas com a questão do F-35 não sei se vai pra frente. Tem os AOR dos australiano pra terminar. Tem que tocar o projeto das F110.
          Enfim, eles realmente estão até o pescoço…
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          Os Chineses pelo que me lembro, tinham 3 grandes estaleiros na concorrência. 3… Nenhum deles entregou uma proposta.
          Eu acho que isso não se trata de ter serviço demais em carteira. Não faz o menor sentido deixar de inserir produtos militares em um novo mercado, para atender sua demanda interna.
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          Deixaram de lucrar, perderam em Marketing, perderam a oportunidade de enfraquecer a concorrência, perderam a oportunidade de aprofundar sua influência no Brasil…
          Pq? Só pra atender a demanda interna?
          Duvido que seja esse o motivo…
          Agora, se construir 4 navios de menos de 4.000t cada, que não tem nada de especial em termos militares, iria impactar tanto assim na indústria deles… Então eles não são de nada. São uma mentira.

      • É improvável que a Marinha aceitasse armar a Classe Tamandaré com armamentos exclusivamente chineses, que sequer têm características conhecidas.

        Então é possível que a ausência dos chinas tenha a ver com dificuldades deles em trabalhar e ter acesso a equipamentos ocidentais para equipar os navios, seguindo exigências da Marinha.

      • BARDINI o único motivo é simples
        Construção em solo brasileiro, transferência de conhecimento.
        Este nunca será o ideal a China
        Se fosse entregue ao menor preço com o escopo fechado de equipamentos listado a todos

        Com certeza a China faria uma proposta considerável. As custas de muito trabalho escravo e sub-humanas.
        Está é a minha visão deste assunto

      • Menos dizer que os Chineses correram da licitação das Tamandarés é a mesma coisa que dizer que um leão correu de um rato esse comentário poderia fazer sentido se fosse um negocio de 20 ou 30 navios mas são míseros 4 navios com um deslocamento menor que 2500 ton coisa que se a China quisesse entregava em 1 ano ou menos, a resposta pode ser bem mais simples do que qualquer teoria da conspiração ou xenofobia tenta explicar, simplesmente não era vantajoso $$$ podem não ter conseguido encontrar um estaleiro filiado decente no brasil já que a maioria já poderia ter se afiliado a outras empresas de melhor transito em terras brasilês ou a melhor resposta de todas simplesmente não quiseram e acabou.

  3. O Nosso será na faixa dos 42000 Toneladas e 261 m de cumprimento, vai ser equipado com 27 Sea-Gripens , será construído a partir de 2030 , será lançado em 2035 de acordo com o PRONAE.

  4. Esse novo projeto de porta aviões da China me parece até que tem a participação do projeto da equipe ultra profissional da engenharia do “Newport News Shipbuilding – Huntington Ingalls Industries”….. até a pintura do desenho de orientação da pista é o mesmo da U.S. NAVY….. A copia está mesmo bem evidente….. O governo dos EUA que se cuide….Para mim estão trabalhando com informações coletadas do parque industrial dos EUA para alavancar a sua marinha……..

    • Meu Xará,
      Os desenhos de PA`s não têm muita diferenças. Uma enorme plataforma com uma ou duas ilhas ao lado, como a Classe QE inglesa. Não se pode inventar muito não, por isso esta falsa ideia de cópia. A não ser que comecem fazer PA`s de dois ou três andares de pistas iguais ao do seriado “Patrulha Estelar”, da frota do Generalíssimo Deslok. rsrsrs

  5. O Dragão chinês avançando em passos largos, para a disputa de igual para, com a US Navi.
    Muito bom! Pena não virmos por aqui, essa ascenção militar.

  6. Isso que a China precisa. Enquanto não tive o minimo de cobertura aérea em aguas abertas as centenas de navios não passariam de suculentos alvos em aguas azuis.

    Podemos considerá-la hoje a mais poderosa marinha de cabotagem do mundo.

    • Não tenho esta ilusão, fatos.
      Existem programas que são mais estratégicos para a MB, primeiro os Submarinos convencionais (que devem ser entregues a partir deste ano) e depois o nuclear, se não houver atrasos, quem sabe dentro de 10 anos o subnuc estará navegando.
      Um segundo programa é o de corvetas, em tese a primeira corveta deve estar sendo entregue perto da entrega do ultimo submarino convencional, lá por 2022 ou 2023. Até lá, a MB não terá fôlego para algo diferente (temos que lembrar que nesta fase, o subnuc ainda estará sendo montado), qualquer ideia ou pretensão será mais conceitual que algo mais sério, então nada de PA.
      Agora modo bola de cristal.
      4 corvetas é pouco (vendo o número de escoltas atuais) além de ser digamos acanhados se comparados com as Fragatas modernas, com a aposentadoria dos atuais meios, a MB vai ter que encarar compras de oportunidades para complementar a sua frota, MAS mesmo neste caso, estas (possíveis) compras de oportunidade tem prazo de validade, a MB (na minha opinião) terá que correr para navios do porte de Fragas novos (seria a ressureição do PROSUP), sendo otimista, os estudos devem iniciar lá por 2022 (quando estiverem sendo entregues as primeiras corvetas) e um programa deste deve demorar no mínimo até 2026 até o início do recebimento (que em tese com todas as corvetas entregues).
      OU SEJA até 2026 (sendo muito otimista, que não teremos atrasos naturais destes programas, nem a falta de fluxo financeiro) nada de um estudo sério para um PA CATOBAR. Infelizmente até la, teremos perdido toda a doutrina (se é que já não perdemos) que foi adquirido com o Minas Gerais e o São Paulo e possivelmente nem os A4 da MB estará voando.
      Particularmente eu acredito que junto a um possível (não provável) prosuper, a MB irá priorizar a construção de outros submarinos.
      É duro dizer isto, a MB deveria abrir mão da aviação de asa fixa, é um prejuízo sem tamanho na doutrina mas sinceramente não faz muito sentido ter a aviação sem um PA, isto só gera melindre e atritos com a FAB. A MB está usando avião totalmente obsoleto e sem intenção de modernização dos que estão ai, para manter a expedisse ainda vai, mas a doutrina no uso do PA deve estar indo ralo abaixo.
      O cenário pode mudar? Claro, mas a priori teríamos que ter um crescimento (já tivemos isto na época do milagre econômico, que não deixou de ser uma bolha, mas já rolou) em ritmo cavalar ou entrarmos em guerra.

      • Humberto você tem razão, mas como fica o Sea Gripen ? como fica o C-2 Truder adquirido recentemente ? Como ficam os A-4 modernizados pela Embraer ? Será que foram modernizados atowa? Acho que não. Daqui a 10 anos a França estará construindo o PA2 para substituir o CVN Charles de Gole, o Naval Group já vem oferecendo um modelo CATOBAR para a MB seja ele de propulsão convencional (CODLAD /CODLOG) ou mesmo um desenvolvimento do reactor do SNBR para navios de superficie.

        • Uma pequena correção Filipe…trata-se de aeronaves C-1…o C-2 é muito maior e está em serviço na US Navy e tanto eles como os poucos A-4s que serão modernizados não viverão o bastante para ver um NAe lançado ao mar…com muito otimismo o lançamento ocorreria em meados da década de 2030.
          .
          E o fato de estarem ainda nos planos da marinha não necessariamente significa que um NAe com catapultas será construído e sim que as modernizações já podem estar em estado avançado e não valeria a pena interrompe-las até sob risco de se pagar multas.
          .
          Quanto ao “Sea Gripen” ainda não há nada de concreto que virão a ser
          adquiridos.

          • Concordo com o Sr em tudo que foi postado.
            Só complementado, o Sea Gripen é mais uma proposta de MKT do que algo mais real. No programa FX, o meu favorito era o F-18, depois o Grippen e por último o Rafale, particularmente, creio que se a MB decida por um porta aviões Catobar (mesmo que seja por vapor), o meu favorito seria o Rafale e não o Grippen, o primeiro já é provado e o segundo nem protótipo o é.
            Uma dúvida, para o EMALS funcionar de forma plena, creio que exista uma demanda muito grande de energia, o uso da mesma em um navio convencional, não iria impactar ou criar a necessidade de uma planta de geração de energia especifica para ele?

          • Humberto…
            .
            catapultas eletromagnéticas são coisa nova em NAes, ainda há muito à aprender e aperfeiçõar, mas, aparentemente a China diz que não precisa de um reator nuclear para faze-las funcionar a bordo de um NAe…isso sugere melhor tecnologia para gerar energia do que os EUA, o que só o tempo confirmará ,mas, também tem a questão de que os EUA há muitos anos atrás optaram por NAes de propulsão nuclear por outros motivos também.
            .
            abs

  7. É melhor os mandatários do Brasil começarem a administrar direito o país, dando atenção às nossas Forças Armadas porque o futuro próximo será quente. Basta ver o volume de dinheiro, trabalho e atenção que a China anda dedicando a se equipar militarmente. Obviamente eles não estão fazendo isso só para fazer filminho estilo top gun.

    • Nossos candidatos só pensam em cortar gastos para reduzir o déficite. Até 2040 nossos militares não veram um investimento muito alto do governo federal

  8. O interessante é que apesar de ainda manterem a propulsão convencional, eles já optaram pela tecnologia das catapultas eletro-magnéticas , que por sinal é um dos problemas, junto com o novo sistema de propulsão, que ainda não foram resolvidos no Gerald Ford.

  9. O pôster com os 3 NAes é uma bela propaganda e marinhas devem propagandear mesmo, mas, a realidade é sempre um pouco diferente. Ter 3 NAes significa que um estará disponível para missão, um estará em treinamento, inclusive servindo de escola para novos pilotos e mantendo a proficiência de outros esquadrões e um estará em manutenção básica, ao menos nos primeiros anos, depois, manutenções de maior monta serão necessárias diminuindo ainda mais a disponibilidade.
    .
    Os chineses certamente estão acompanhando os ciclos de emprego, manutenção e treinamento da US Navy e sabem que o uso excessivo pode causar problemas aos ciclos de manutenção que são previamente planejados e como não há NAe exclusivo para treinamento
    de pilotos e mesmo testes com novas plataformas como o F-35C e aeronaves não tripuladas, todos os NAes precisam servir para esse importante, porém, menos glamoroso papel.
    .

    • Mestre Dalton

      Sei que sempre anunciam este mantra, quem tem um tem quase nenhum, quem tem dois tem um e por aí vai….mas o principal é:

      – são três, dois, ou um Nae Chineses no mar da China…isto é superior estrategicamente a ter um, dois, ou três americanos no mar da china, em que pesem serNae muito melhores, o esforço que antes já era difícil, começam pesar de forma hercúlea ma balança…..haverá neste ritmo fôlego suficiente? Manter dois ou três Nae prontificadas para combate tão longe é um peso fenomenal de difícil , já manter 2 ou 3 Nae em suas próprias Águas é bem mais facil

      • Carvalho…
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        os EUA mantém um NAe baseado no Japão que costuma fazer duas patrulhas anuais de cerca de 3 meses cada embora seja possível estender isso se necessário e durante manutenções básicas nesse NAe outro baseado na costa oeste é enviado para cobrir esse período de manutenção e não há nenhuma necessidade de se desfilar 2 ou 3 NAes ao mesmo tempo…normalmente outro é mantido de prontidão na costa oeste encarregado também de continuar o treinamento de esquadrões aéreos.
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        Então falando especificamente de quantidade e qualidade de NAes, não há nada de preocupante do lado chinês por enquanto, mas, meu ponto foi que NAes chineses também terão seus períodos de indisponibilidade, aliás como já aconteceu com o “Liaoning” ainda jovem comissionado em 2012 e que já necessitou de manutenção e como você mesmo colocou, até que os chineses estreiem um NAe similar ao “Nimitz” continuarão inferiores aos NAes da US Navy.
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        Mas, nem China nem EUA são tão dependentes assim de NAes, existem outras cartas na manga e pessoalmente acho difícil que venha a ocorrer uma nova batalha nos moldes da “Batalha de Midway”, então necessariamente os EUA não precisam ter o mesmo número de navios que a China tem no Pacífico.
        .
        A “guerra fria” nunca tornou-se “quente” então ao menos podemos presumir que
        cabeças frias prevalecerão em ambos os lados.

  10. A china tinha que começar de algum lugar alguns leitores acham que os chineses tinham logo que construir 12 Nae e não e bem assim “Uma viagem de mil milhas começa com um único passo” os chineses já deram 10 passos dessa jornada e agora e hora de dar um salto, seu plano de 6 Nae e bem racional e realista é em alguns anos vai se consolidar como a segunda maior marinha de superfície do mundo ainda vai perder em numero de submarinos balísticos e de ataque e talvez em qualidade para as marinhas americana e russa mesmo já tendo a maior frota de submarinos convencionais da asia.
    Enquanto isso a MB não fica nem entre as 30 maiores forças marítimas do mundo e ficam sonhando com PA sendo que nem NaPa em quantidade decente tem.

  11. Fato é que os americanos já dominam a operação de NAe na sua plenitude há muito tempo e inclusive já estão um passo à frente em relação à “contra-tecnologia”.
    Os chineses muito sabiamente inventaram de ter porta-aviões mas “infelizmente” quando os americanos já dominam integralmente a tecnologia stealth (lê-se: F-35, LRASM, B-21…) e isso tem potencial de negar aos chineses a plenitude na operação de seus porta-aviões, coisa que os russos e chineses com seus inúmeros mísseis supersônicos e hipersônicos não conseguiram dado que optaram, ao meu ver, pela solução equivocada.
    A maior vantagem do porta-aviões (além da projeção de força sem igual) é o controle de área marítima, que pode se estender por centenas de milhas ao longo do eixo de ameaças, tirando a iniciativa do inimigo e comprometendo sua capacidade de vigilância e reconhecimento e negando a capacidade de seleção e aquisição de alvos, além de prover uma defesa em camadas muito mais capaz que a dotada apenas de meios antiaéreos das unidades navais.
    Esse controle de área marítima fica comprometido se o “inimigo” tem meios stealths consistentes e em quantidade. Daí o F-35 ser o maior programa militar da OTAN , inclusive comprometendo vários outros.
    Enquanto o mundo todo criticava a “burrice” americana e de outros (inclusive aí o Japão, a Coréia do Sul e a Austrália), o programa seguia firme.
    Os chineses chegaram atrasados e não vai ser desta vez que vão sentar na janelinha, pelo menos não dentro de um período previsível. Talvez bem depois de 2050!

  12. Sempre dou uma espiada nesta site, uma vez que sou fascinado por temas militares desde a adolescência. Mas gostaria de fazer algumas observações pessoais, a despeito de não ser militar : tenho notado que, de uns tempos para cá,este site tem trazido muitas informações sobre a China. E sempre com uma conotação subliminar,a meu ver, de que estamos diante de uma superpotência militar, já rival dos EUA, e claramente superior à Rússia. Ora, a China é um país com limitações políticas, industriais,militares e de domínio do power Soft. E também um país com inimigos ancestrais e milenares em suas fronteiras. Ex: India, Coreia, Japão, Vietnam( em 1979 a China tentou invadir o Vietnam e teve um derrota acachapante), a Rússia, as Filipinas, a Malásia, e o pior de todos os inimigos militares de qualquer país, os EUA. Acho que a China tem muitas qualidades.A principal, a meu ver, foi ter conseguido sair da sua pobreza milenar , com mudanças no seu paradigma socialista. Mas,num país onde ainda existem cerca de 350 milhoes de pobres vagando pelo seu território , a última palavra a se aplicar sobre um país como este é o de superpotência. Em suma,trata-se ainda de um país pobre, apesar de seu grande enriquecimento nas últimas décadas, mas ainda longe da riqueza e da qualidade de vida dos países ocidentais. E seu investimento militar e muito mais de autosobrevivencia do que de projecao de poder mundial, coisa que esta longe de alcancar.

  13. Srs
    Quanto a a China e a expansão de sua marinha, sofremos do problema de querer compará-las com o Tio Sam e a US Navy esquecendo que o modo de pensar oriental difere do ocidental. Os orientais, particularmente os chineses, planejam a prazos mais longos e tem mais paciência para aguardar os resultados que os ocidentais. E, como o Jovem Ivan, o mapento diz, eles jogam GO. Portanto, apenas por uma questão acidental, eles irão para um conflito frontal com o Tio Sam, até porque estão aguardando e tirando proveito das visão isolacionista e voltada para si que hoje impera entre os americanos. É só esperar e ir ocupando os espaços que o Tio Sam está deixando. Não precisa de partir para uma guerra.
    Cabe observar, ainda, que a primeira fase da expansão marítima chinesa, tirando as ações de atrito no Mar da China e Taiwan, é a proteção das rotas de suprimento de matérias primas e alimentos com o Oriente Médio, África e América do Sul. Tanto que as bases previstas estão distribuídas entre o Mar de Coral e o Atlântico Sul passando pelo Índico.
    Quanto aos NAes, os informes citam a previsão de 6 deles até o início da década de 30 e, apesar dos chineses estarem seguindo firmemente com seus planos, a história esta cheia de planos que acabam não se concretizando devido a imprevistos. Basta vermos os planos e previsões da década de 80 e como elas falharam devido ao fim da URSS.
    Portanto, as torcidas organizadas da China e do Tio Sam podem se acalmar, até porque ainda há necessidade de um esforço enorme da marinha chinesa para se equiparar a USN e esta, por sua vez, precisará de muitos dólares para manter sua posição hegemônica.
    Quanto aos meios e soluções tecnológicas maravilhosas que tornarão invencíveis as marinhas do coração de cada fã, seja a chinesa ou a americana, cabe lembrar que existe um grande “gap” entre a realidade e o que é divulgado. Navios, aviões, mísseis, etc, não são tudo aquilo que seus fabricantes dizem.
    E planejadores/pensadores militares nem sempre acertam, vide o que aconteceu com a USAF no Vietnã devido a crença dos sábios do Pentágono na efetividade dos mísseis e no uso de caças apenas armados com eles.
    Sds

    • Control,
      Não é questão de torcida organizada para o Tio Sam ou para a China. Sei que há pessoas melindradas toda vez que um atrevido ousa desafiar o senso comum de que o Ocidente está em derrocada e que os novos donos do mundo serão os chineses e russos, mas pra falar a verdade… tô nem aí pro senso comum!
      Voltando aos fatos e sob pena de ser repetitivo, é inegável que os chineses e russos desenvolvem táticas e armas para se contrapor aos porta-aviões da OTAN, notadamente os da USN. É inegável também que os americanos e a OTAN tentam negar aos russos e chineses o uso dessas armas e táticas, colocando em prática as suas próprias armas e táticas de modo a se oporem às dos “inimigos”.
      Independente da China ou da Rússia um dia entrar em guerra ou não contra os EUA fato é que nos EUA há mentes que desenvolvem armas e táticas para se contraporem às armas e táticas chinesas e russas.
      Uma dessas armas e táticas chinesas que a USN terá que conviver no futuro e que já se prepara hoje é o porta-aviões dotado de caças de alto desempenho e de aviões AEW, combinado com navios escoltas altamente avançados e tudo isso apoiado por satélites, etc.
      Os russos e chineses têm seus mísseis gigantes super e hipersônicos com alcance de milhares de quilômetros que prometem ser “carrascos dos porta-aviões”, mas que têm , ao meu ver, o “calcanhar de Aquiles” de obrigarem a um consistente processo de ISTAR, que é negado pela ala aérea embarcada no porta-aviões.
      Os americanos e aliados têm e terão outros meios que não serão necessariamente da mesma linha do “inimigo”. A abordagem americana ao mesmo problema é outra e eu a acho mais apropriada, quer você goste ou não, que tenha guerra ou não, caso funcione na prática ou não.
      O “míssil” antiporta-aviões americano é o F-35 (e no futuro o B-21 e o MQ-25) que pode atuar tanto como vetor de armas quanto plataforma ISTAR stealth, combinado com mísseis/drones subsônicos furtivos autônomos que podem ser largados de imensa distância numa determinada área, por aviões, navios e submarinos, e achar seus alvos por meios próprios , independentemente de ter sido possível efetuar o reconhecimento e uma designação de alvos mais aprimorada.
      Quanto ao caso repetido à exaustão do canhão do F-4 (ou da falta dele) , fato é que o equívoco foi detectado e corrigido e eu realmente fico admirado do caso ser tão emblemático.
      Só pra completar, em que pese os melindrados, esse é um blogue de discussão e se há um artigo que fala de porta-aviões haverá forçosamente comentários de alguém que fale como “afundá-los”. Pelo menos quando falam dos porta-aviões americanos isso é recorrente.

      Oft-topic:
      *Mais equivocado que o F-4 sem canhão pra mim são as fragatas britânicas Type 22 Batch 1 e 2 que não tinham canhões de médio calibre.

    • É interessante que o que mais tem é notícia de míssil hipersônico antiporta-aviões aqui, antiporta-aviões ali, etc. Faz o delírio da rapaziada.
      Quando eu falo que os EUA também tem a sua solução para igual “problema” eu levo uma “Quanto aos meios e soluções tecnológicas maravilhosas que tornarão invencíveis as marinhas do coração de cada fã” no meio dos cornos.
      Só quero deixar claro aos menos avisados que com meu comentário acima eu não estou afirmando que no caso de uma improvável (pra não dizer, impossível) guerra naval entre os EUA e a China/Rússia , os EUA irá dar de 10 a zero.
      Não é isso que eu estou afirmando. O que digo é que os russos e chineses irão utilizar de seus recursos contra a USN e esta irá utilizar os seus contra os daqueles.
      Qual lado terá melhor desempenho, mais sorte, mais determinação, etc. e levará vantagem ou chegará mesmo à vitória, não faço a mínima ideia.
      Pode ser que justo na hora que os chineses ataquem todos os caças e AEWs da força tarefa estejam no convés e os meios de reconhecimento ou os próprios aviões de ataque se aproximem a ponto de obter solução de tiro e adentrem a distância de lançamento e lacem seus mísseis hipersônicos de 1000 km de distância e nenhum alarme toque porque os radares todos podem estar apresentado problemas por conta de alguma ejeção de massa coronal solar que possa estar ocorrendo justo na hora.
      Ou então pode ser que os F-35 atacantes sejam todos detectados prontamente e derrubados facilmente pelos caças chineses.
      Não é este o ponto! Não é exercício de adivinhação aqui. É só comparação de meios tecnológicos já que é disso que trata o post. Um porta-aviões recheado de aviões militares é nada mais nada menos que um meio tecnológico para se chegar a um fim e dentro deste contexto cabe análise. É assim que funciona.
      A MB só está investindo em submarinos porque fez alguma avaliação. Só está investindo em submarino nuclear porque fez algum tipo de avaliação.
      Se pode parecer a alguns que isso é inapropriado quando se trata de “ofender” a China ou a Rússia já que esses locais sacrossantos estão acima de qualquer análise, eu só tenho a dizer que estou me lixando pra essa regra.

      • Perfeito Bosco…só gostaria de acrescentar que a situação dos NAes da US Navy nunca esteve tão ruim como agora e no próximo ano deverá piorar um pouco mais, para, talvez melhorar dentro de alguns poucos anos quando o USS Gerald Ford estiver plenamente operacional e assim ajudar a “carregar o piano” e um número maior de aeronaves chegarem…FA-18E/F Block 3, novos e convertidos a partir dos Blocks 2 e o tão aguardado F-35C, pois há uma falta de aeronaves hoje.
        .
        Então, ao menos por enquanto, os chineses não tem a menor ideia de como é difícil e caro manter múltiplos NAes e múltiplas Alas Aéreas e o impacto que causam no
        restante da marinha e no caso de NAes de propulsão nuclear é caro e complicado até para livrar-se deles quando são inativados…até agora apenas a primeira etapa da inativação do “Enterprise” foi concluída, falta iniciar o desmantelamento que também será diferenciado.

        • E investir em submarinos é um ótimo investimento. Ter frota de superfície e nao ter submarinos pouco serve. A costa Brasileira repleta de submarinos o inimigo pode ter quantos porta aviões e fragatas quiser, que vai pensar bastante antes de invadir um mar desse.
          Como não acharam o submarino argentino naufragado suponho que o rei dos mares é mesmo o submarino. Ou os EUA podem não ter achado o sub pra não revelar sua capacidade de detecção submarina, como um trunfo para o futuro.

  14. Nao vamos nos esquecer que,na 2a guerra mundial, o Japão, com toda a sua sabedoria e paciencia oriental ,com sua experiencia milenar, foi aniquililado pela competência ocidental,como se dizia na época, pelos EUA.

    • O Japão nem mesmo era prioridade para os EUA…”Alemanha ou Hitler primeiro !” era o
      mote. O próprio Almirante Yamamoto disse que por 6 meses a um ano poderia segurar as pontas, depois disso seria interessante fazer algum tipo de acordo com os EUA.
      .
      Para resumir o Japão nunca teve a menor chance…enquanto antes de Pearl Harbor os EUA estavam construindo 11 grandes NAes o Japão tinha apenas 1 quase equivalente em construção, um de meus favoritos, o “Taiho” e os EUA mais que duplicaram a produção depois do início da guerra.
      .
      A situação da China hoje, portanto é bem diferente da situação do Japão de 1941,
      mas, isso não quer dizer que necessariamente será “fácil”ou “mar de rosas” para os chineses.

  15. Penso que o motivo da China não ter se interessado pela concorrência das Tamandaré foi a insegurança comercial/financeira com Pixuléquia; creio que não viram garantia de recebimento e de prazos a serem cumpridos.

    • Aldo, a China não se preocupa com essas coisas — basta ver os parceiros comerciais dela (Paquistão, ditaduras africanas etc). Inclusive parece ser parte da estratégia chinesa justamente se associar a quem não pode pagar. Recentemente li sobre investimentos maciços chineses no Sri Lanka. Eles ofereceram projetos mirabolantes de portos e infraestrutura diversos e não pediram nenhuma garantia*. O governo do Sri Lanka viu aquela chuva de dinheiro e agarrou como se fosse uma oportunidade única de se modernizar. Os chineses terminaram as obras todas e o governo local, como esperado, não tinha como pagar e aí entra o * da estória — em caso de não pagamento todas as infraestruturas ficariam sobre controle chinês. Resultado, a China construiu um porto moderníssimo no Sri Lanka (bem na cara da sua rival Índia) para uso de sua própria marinha.

      A conquista de territórios estratégicos q teoricamente demandariam uma ação militar com grandes repercussões internacionais foi feita ali, quietamente e sem levantar poeira, disfarçada de um acordo comercial “mal sucedido”.

  16. Sempre nessas descupinhas…
    Se os Franceses levarem é pq teve roubalheira. Se os italianos levarem é pq estava tudo armado. Se a Damen/SAAB levar foi por lobby…

  17. Alguma empresa chinesa de defesa tem estaleiro no Brasil? Tem estaleiro parceiro? Até onde eu sei a MB deseja construção dos navios em solo brasileiro, com o máximo de nacionalização. Além disso, até onde eu sei, serão construídos apenas 4 navios…tudo isso torna o negócio pouco atrativo para alguma companhia da China, pois mata aquilo que eles tem de competitivo: eficiência/custos.
    Eles desejam construídos navios na China, navios com preço baixo, porém com fornecedores dele, aço deles, energia deles, mão de obra deles, tributos deles etc…
    Eu acho correto no setor de defesa priorizar a estratégia em detrimento de custos…Tempo atrás uma pessoa comentou no site do FORTE: “não é perigoso concentrar toda a artilharia/astros em um único ponto?” (falando do fato de estarem tirando a artilharia do Rio Grande do Sul e levando para o Centro-Oeste). Uma pessoa comentou com certa razão: não estamos em guerra no momento e a concentração facilita na redução de custo. Correto…nesse caso está correto, apesar de não ser o ideal, o ideal é deixar as armas próximas dos ambientes de uso (artilharia para defender o quê? Prédios públicos civis ou fábricas de motores, armadas, alimentos, refinarias etc…que em caso de guerra vão está produzindo) e de forma dispersa, até porque as vezes o inimigo não está fora da fronteira e nem toda guerra acontece com avisos prévios.
    É uma questão de abordagem…

  18. cacaroloss 22 de junho de 2018 at 22:26
    A China tem 350 milhões de pobres? Olha, 350 milhões deve ser na extrema pobreza, a população pobre da China (levando em conta nossos padrões) deve ser algo próximo de 1 bilhão de pessoas. A parte rica e média da sociedade chinesa deve ser uns 400 milhões. Levando em conta que a população chinesa é de 1,4 bilhão.
    Observação: 400 milhões é mais que a população dos EUA e é o dobro da nossa população.

    • 350 mihões de pessoas é muita gente, independente do parametro que se use. Um bilhão então, sem comentarios. É muita gente pobre. Não existe isto no mundo ocidental.É o chamado padrão chines ou indiano.

  19. Eu acho o seguinte, se o Brasil quiser ter meios navais, aéreos e terrestres condizentes com o tamanho e riquezas do nosso país, corram atrás, pois na vida não existe almoço grátis. Ninguém vai dar de mão beijada armas, sensores e equipamentos de pona à nós assim de graça.
    Mas as ditas ”otoridades” preferem mais nos roubar que investir no futuro do Brasil? Continuemos a adquirir ”sucatas” da OTAN, quando não damos sorte de adquirir embarcações como o ex Siroco e o ex HMS Ocean.

  20. Manter 3 Nae proximo a sua propria costa é muito diferente do que um adversario a milhas e milhas de distancia enviar 3 Nae contra voce.

    Isto por si só ja é uma grande vantagem aos chineses em que a balança muda em seu mar territorial. Sem contar com a aviação terrestre que podera atuar das ilhas ou do continente junto a esta força. Ao menos em seu proprio quintal, ela ja começa a conseguir um razoavel equilibrio

    • Carvalho,
      Sem dúvida que operando próxima à sua costa, a China (e Rússia) terá isso a seu favor no caso de um hipotético conflito com os EUA. Mas vale salientar que na região mais próxima da costa da China há a proximidade também dos outros países envolvidos nas disputas com os chineses (Japão, CS, Taiwan, Austrália) que se aliariam com os EUA.
      Vale salientar que os grandes “carrascos de porta-aviões” (Kh-32, Kinzhal (???), DF-21D, SSN19, 3M54K, P1000) chineses e russos não são lancáveis de caças embarcados mas somente de aviação com base em terra e navios e submarinos.
      Não há nenhum cenário fácil para os chineses. Eles estão fazendo o certo tendo em vista suas ambições futuras de ocupar os espaços deixados pelos americanos, mas ainda tão engatinhando.

  21. Srs
    Jovem Bosco
    Quanto ao comentário sobre os pensadores falharem.
    As dificuldades dos pilotos dos F4 no Vietnã não foi apenas a falta do canhão.
    Cabe lembrar que no final da IIGM, com a bomba atômica, os bombardeiros estratégicos portando bombas atômicas se tornaram “A arma” e, no caso dos EUA, a turma dos bombardeiros tomou conta do Pentágono e o SAC era a prioridade 0 (entre o fim da década de 40 até surgirem os boomers o SAC reinou). Os caças passaram a ser pensados basicamente para interceptar os bombardeiros, daí a pouca preocupação na capacidade de manobra e a ênfase no uso de mísseis (inclusive nucleares). O problema é que os mísseis AA ainda estavam em fase incipiente e mais falhavam do que atingiam os alvos. E caças que subiam rápido e atingiam Mach 2 não eram os mais adequados a funções táticas como o domínio de uma espaço aéreo combatendo caças adversários.
    Assim a USAF chegou a década de 60 e a guerra do Vietnã com meios e táticas inadequadas sendo o F4 o caso mais citado, porém não o único.
    Se quiser outro exemplo de decisões falhas do DOD veja a novela que foi o F111, ou mais gritante ainda, outro exemplo de maus pensadores estratégicos, veja as decisões do governo britânico que jogaram uma pá de cal na indústria aeronáutica britânica (e acidentalmente possibilitaram a hegemonia britânica na F1).
    Sds

    • Control,
      Um dos mais emblemáticos “equívocos” foi o cancelamento na década de 60 pela Força Aérea do Canadá do caça Avro CF-105 Arrow por conta de que chegaram à conclusão que o com o míssil sup-ar Bomarc (alcance de 700 km) os caças estariam ultrapassados.
      Um abraço.

  22. Tem uma matéria muito interessante num site chinês dedicado a assuntos militares (China Military) onde diz que o primeiro navio nuclear da China será um navio quebra-gelo para expedições ao Ártico. Só depois viria o tão esperado porta-aviões de propulsão nuclear. A matéria diz que os EUA e a finada URSS usaram esta estratégia de construir primeiramente um navio quebra-gelo nuclear para depois irem construírem seus porta-aviões nucleares.

  23. MARCELO: penso que são coisas diferentes, onde uma não explica nem justifica a outra.
    Continuo acreditando que a China temeu pelos problemas que destaquei antes, APESAR de já ter querido fazer parceria militar com o Brasil, que em mau momento não deixou a proposta progredir, sequer ser colocada em pauta.
    Realmente a China entope as nações que sua geopolítica interessa; a partir da África já está voltada para o Atlantico e, inclusive, ao que consta, ofereceu uma montanha de dólares para a Argentina.

  24. Tanta cabeça privilegiada especulando sobre embate naval frontal de potências nucleares sem sequer aventar a hipótese de que, com uma marinha global como a americana, a China a use, sob os usuais mantos das causas de empréstimo, pra sentar a pua nos coitadinhos mundo afora que estiverem entravando seus interesses…
    Vejo um futuro conturbado em África e America do Sul…

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