domingo, janeiro 23, 2022

Saab Naval

Hamina, navios-patrulha com poder de fogo de fragata

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

hamina.jpg

Aproveitando o tema dos navios-patrulha e seu armamento, que vem a calhar no momento em que a MB planeja a construção destes em grande escala, trazemos para o debate a classe finlandesa “Hamina”, de 250 toneladas, praticamente o mesmo deslocamento dos nossos atuais classe “Gurupi”.

É um conceito completamente revolucionário de navio-patrulha, pensado para um país totalmente diferente do Brasil, mas que traz algumas características que poderiam ser aproveitadas nos nossos navios.

O casco da classe “Hamina” é feito de alumínio e a superestrutura de material composto. Os navios são equipados com water jets no lugar de hélices, o que lhes dá a capacidade de operar em águas extremamente rasas e de manobrar de maneiras não convencionais.

Embora pequenos, são navios com capacidade de vigilância e poder de fogo encontrado normalmente em navios com mais de o dobro de seu deslocamento. O projeto enfatiza as características “stealth”, com mínimas assinaturas magnética, infravermelha e de radar. A forma do casco reduz a seção reta radar e as partes de metal são cobertas por material que absorve ondas eletromagnéticas.

A superestrutura em material composto protege os equipamentos eletrônicos do navio contra pulsos eletromagnéticos e também impede que os sinais de radiofrequência gerados pelo navio escapem, denunciando sua presença.

O casco feito de poucas partes de metal gera um campo magnético muito pequeno, que é anulado pelo sistema degaussing, protegendo o navio contra minas de influência. Os gases de exaustão são direcionados sob a água para minimizar a assinatura infravermelha. Cinqüenta nozzles ao redor do convés e superestrutura podem espargir água do mar sobre o navio para resfriá-lo e limpá-lo depois de um ataque químico ou radioativo.

Com relação ao armamento e sensores, as “Hamina” realmente impressionam. São equipadas com um sistema de controle tático Ceros-200 da Saab, um radar de navegação Selesmar, um radar 3D multimodo TRS-3D/16-ES da EADS, um sonar de casco Simrad Subsea Toadfish e um towed array Sonac/PTA.
Cada “Hamina” pode monitorar cerca de 200km de espaço aéreo do redor do navio e é capaz de engajar até oito aeronaves a 14km de distância, com mísseis antiaéreos Umkhonto VLS.

A capacidade antinavio reside em 4 mísseis RBS-15 Mk.3 com 200km de alcance e um canhão Bofors de 57 mm. O sistema alemão MASS garante a defesa contra mísseis e duas metralhadoras 12.7 mm são usadas contra alvos menos capazes. Os navios podem ser usados também em ações de minagem.

O calcanhar de Aquiles da classe é a pequena autonomia, de apenas 500 milhas a 30 nós, mas que não chega a ser um problema para o litoral da Finlândia. Clicar nos vídeos abaixo para ver uma demostração da classe “Hamina”.

hamina-3.jpg hamina-2.jpg

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Bosco

Navios como este só serviriam para a Marinha Brasileira se fossem mantidos “estocados” em locais secretos e/ou bem protegidos de ataques à longa distância (Tomahawks, etc) e distribuídos ao longo do litoral brasileiro. No caso de uma ofensiva os mesmos seriam “soltos” para ajudar os submarinos, caças e AWACS para um ataque à esquadra inimiga, liberando os aviões patrulha e as corvetas (umas 12 a 18) para as operações anti-submarino e protegidas dentro da cobertura aérea dada pelos caças baseados em terra e pelos navios de defesa aérea (umas 3 fragatas) Como patrulhas/escoltas eles não servem para nós devido à… Read more »

André

Se eu não estou enganado, um participante aqui da blog, numa ocasisão, postou num de seus comentários um link do youtube mostrando um vídeo em que é demonstrada a performance desse navio patrulha. Vídeo bastante interessante, assim como esse navio.

CARV

Qual é o preço do brinquedo?

Bosco

Correção: quis dizer “convôo” e não hangar.

André

O vídeo é justamente esse, mas quando acessei o post ele não aparecia juntamente com a notícia, apenas as fotos.

KURITA

Amigos esse navio pra MB é a mesma coisa que dar uma MERCEDEZ para um morador de rua.

Baschera

Impressiona o pequeno espaço destinado aos lançadores VLS Umkhonto e o RBS. Combinado com munição inteligente é uma arma letal.
Este armamento todo nos NAPA 500 tava de bom tamanho, e põe bom nisso.
Embora pequenas, poderiam servir no TO Amazônico e fronteira do Paraguai com MS. E não devem custar “Us$ 263 milhões”.
Sds.

M Gilbert

caros amigos se em um navio patrulha de 250 ton. pode ter esse poder de combate , fica aqui a pergunta e nos atuais de 500 ton. o que mais poderia tem e ainda nos de 1000 ou 1600 ton. que serão lançados ainda o quanto poderosos seriam esses navio de patrulha oceanica.

Abraços

Baschera

Galante,
Parabéns por “garimpar” esta classe de navio patrulha.
Achei impressionante e pergunto : não era esta que o EB testou na amazônia alguns anos atráz ??
O primeiro vídeo, apesar de ser uma animação, é impressionante, principalmente quando lança o míssil anti-navio RBS. O Contâiner suspende…. fantástico!!! Vai para o meu arquivo pessoal.
Sds.

Rogério

Me pergunto.
As caracteristicas do návios são impressionantes, stealth, com materiais compostos, até artificios para limpar o navio existem em caso de ataques quimicos e biologicos. Ok, até ai ótimo.
Armamento. RBS com alcançe de 200km, e radar de vigilancia aérea com captura de 200km. Seria impossivel aplicarmos materiais de fabricação nacional, como os radades SABER M200 e o missel TM Tático da Avibrás que possuem ambos cobertura e raio de ação em torno de 300km?
Misseis Piranha AA1-B com alcance de 15km, Misseis FOG da Avibrás que possui um alcance consideravel?

Enfim, fica ai a pergunta.
Abraços.

König

E se aumentar o tamanho dela concerteza ficaria bom.
Quanto ao Piranha a essas alturas ele ja é ultrapassado e ja estamos trabalhando no A-Darter que devera ter esse alcance com algumas modificações.
Saudações

Bosco

Rogério, Com exceção dos “Piranhas” que já nasceram obsoletos e foram (graças à Deus) produzidos em poucas quantidades (se é que teve o que podemos chamar de produção) os FOG e TM não existem. Nunca foram produzidos. Tiveram seu desenvolvimento interrompido provavelmente por falta de apoio e de verbas. São sonhos em uma noite de verão. Bravatas. Os TM, que a imprensa alardiou como sendo o Tomahawk brasileiro (só que melhor) não deve ter passado da maquete. Nunca foram disparados em guerra nenhuma, muito menos no Iraque. O único míssil (arma guiada autopropulsada) que salvo engano o Brasil chegou a… Read more »

Bosco

PS:
O TM passou da fase de maquete porque me lembro de ver uma foto do mesmo sendo disparado (fase de booster) de um lançador Astros. Não me recordo se era uma foto ou uma foto montagem, mas acho que era de verdade. Pelo menos uma coisa com o o formato de um suposto TM foi disparado por um motor foguete de um lançador Astros.

Mahan

na amazônia e paraguai? não são fraquinhas não? melhor não seriam monitores fortemente blindados.

Bosco

A sorte das nossas fábricas de mísseis é que elas produzem outras coisas que não os tais mísseis que sempre são divulgados mas nunca são encomendados e produzidos, porque senão estariam quebradas.
Mas junto com outras “cocitas mas” elas mantém no portfólio os tais mísseis de alta tecnologia. Vai que alguém se interessa. Agora, se as FA do próprio país de origem da fábrica não se interessou (ou não valorizou ou incentivou, como queiram), quem vai se interessar se no mercado existem produtos competitivos, exaustivamente testados e de eficiência comprovada em combate.

Bosco

Baschera,
o Brasil testou a CB-90 de origem sueca

http://img95.imageshack.us/img95/1815/cb90lx6.jpg

Tobí

Pessoal, o que o Bosco descreveu não é exatamente a doutrina sueca, que utiliza suas patrulhas rápidas desta forma? Se não me engano saiu uma matéria na Tecnologia & Defesa a alguns anos atras sobre exatamente este assunto. Estes barcos (perdoe a comparação) são autenticos caças, capacitados a uma resposta rápida a qualquer ameaça. Levando em consideração os comentários anteriores de vocês sobre as diferenças de teatro operacional, seria tão dificil assim aumentar a autonomía e adaptação deste projeto às nossas aguas? Acredito sinceramente que não. A propósito e indo mais além ou até mudando bem de assunto, será que… Read more »

Farragut

Este debate tá bom!

Salvo engano, nos anos 70, o Alte. Vidigal já entendia que devíamos ter uma quantidade razoável de pequenas unidades que cumprissem a tarefa de “negar o uso do mar”(NPa c/ mísseis, lança-minas e subs) e um núcleo de esquadra para “mostrar bandeira”. Eu tirei da memória este comentário, mas há algo mais fresco na página da EGN (Uma Jeune École à brasileira para as ameaças do século XXI):
http://www.mar.mil.br/egn/cepe/trabCurriculares/ensaioCcLeonardoMattos.pdf

Rogério

Bosco.
Concordo com você quanto ao fato de utilizarmos o A-Darter por se tratar de um projeto mais moderno.
Quanto aos FOG e TM, é uma pena não termos passado do estágio de protótipos.

O meu grande sonho, seria ver o Brasil fazer o que fez por exemplo a India recentemente. Comprar a carcaça do EMB145 R99 para preencher o interior com avionica própria. No caso dessa embarcação, poderiamos comprar a carcaça e preencher com nossa tecnologia que acredito ser totalmente capaz, desde que haja o único ponto que falta para que possam engrenar. APOIO GOVERNAMENTAL.

Abraços.

Rogério

Bosco. Veja este link.
Lá vc encontra outras imagens do missel TM e outras informações a respeito de nossas forças armadas.

Para quem interessar.

http://defesabr.com/

Bosco

Nossos empresários reclamam mas no site da MECTRON, que vale salientar não muda a pelo menos uns 5 anos e que é em português exclusivamente, não tem nenhuma informação (nem uma simples referência) ao “moderníssimo” míssil MAR que eles estão desenvolvendo. Não tem nenhuma informação sobre sua parceria com a Denel no A-Darter. Não tem uma vírgula sobre o Piranha B (“que tem uma performance entre o R73 e o Python IV” acreditem se quiserem!). Será que eles não se interessam em divulgar informações tão importantes? Mas continuam lá as informações “exclusivamente em português” sobre o míssil anti-tanque guiado a… Read more »

Bosco

Rogério,
eu já conheço o “defesabr”. É muito bom. O cara que o mantém é um verdadeiro guerreiro e patriota. Como os caras deste blog que também o são.
Outro muito bom é o “Sistema de Armas” e o do “Campo de Batalha”.
Tem outros também.
São todos uns figuraças da melhor qualidade os mantenedores destes sites e blogs que fazem a alegria da galera que curte o assunto.
Um abraço!

Nelson Lima

o comentário do Kurita foi viralatista de extremo mau-gosto. Viram que navio stealth pode ser bonito.Avisem aos americanos

konner

Sr. KURITA, sua analogia com respeito a MARINHA DO BRASIL, carece de PROBIDADE.

edilson

lembro-me de ter postado a alguns meses atras uma sugest~ao detes navios ou mesmo a classe de corvetas Visby suecas como modelo de navios que poderiam ser avaliados para um poss´ivel reaparelhamento da marinha. na altura, alguns experts disseram que tal n~ao se adequava as nossas realidades… bem a julgar pelas dimens~oes e o relativo poder de fogo deste navio vejo que o que muitos dizem ser improv´avel para os nossos navios dado seu deslocamento e dimens~oes ´e sim poss´ivel para os navios dos outros. oque me leva a crer que ou estamos muito enganados ou o resto do mundo… Read more »

Mahan

estes barquinhos aí em cima só serviriam para uma “guerrilha naval lá no meio das ilhas aland, ao estilo das philipinas na IIWW, ou então para fugirem para a costa da suécia!Se alguém acha que a MB deve realizar guerrilha naval contra as prováveis( e realistas) ameaças ao Brasil…

Nunão

Concordo com o primeiro comentário do Bosco. Primeiro, precisamos de uma quantidade decente de Navios-Patrulha e Navios-Patrulha Oceânicos armados / equipados para cumprir as tarefas básicas dos mesmos. Satisfeita essa necessidade (ou enquanto ela caminhar para ser satisfeita), a incorporação de versões mais pesadamente armadas dos mesmos seria interessante, a meu ver.

Falando em armamento, acabei de ver nas bancas uma Segurança & Defesa com uma matéria sobre armamento de tubo, começando em 57mm e indo até 127mm. Parece ser interessante, vou ler. Tinha uma foto de um “Spruance” alvo recebendo um disparo de 57mm.

Nunão

Voltando à Hamina, o que achei interessante foi o fato desse pequeno navio contar com lançadores de Umkhonto, que por terem guiamento infra-vermelho avançado e capacidade LOAL “Lock on after launch”, não requerem outro guiamento além do que é dado no momento do disparo pelas informações provenientes do TRS3D (que aliás também equipa as Meko200A sul-africanas, se não me engano, e está nas Bremen atualizadas e padronizadas com as K130, ambas alemãs), podendo ser atualizado também por data-link. Acho que lançadores e radares assim (ou de capacidade similar) em sucessoras da Barroso seriam interessantes…

Nimitz

Ninguém aqui percebeu o atraso que estamos em relação a outros países? Que nenhum navio de combate brasileiro tem sistemas tão avançados como este pequeno navio patrulha, que tem towed array e até radar 3D, inexistentes na nossa Marinha?
Senhores, caiamos na real, a Marinha do Brasil não é guarda-costeira. Navio de combate é uma coisa, navio de polícia naval é outra.
Mais vale ter meia dúzia de Haminas, que poderiam até fazer a defesa antiaérea do Rio de Janeiro, do que uma Esquadra que tem um navio-aeródromo sem aviões e fragatas que só servem para mostrar a bandeira.

Nimitz

Mahan, só restará à MB a opção de fazer guerrilha naval contra alguma potência, pois não temos condições de travar um combate clássico contra uma marinha de águas azuis de verdade.
Como indicou o Farragut, precisamos de uma Jeune École à brasileira. Investir em pequenos navios dotados de armamento e sensores de combate com REAL capacidade de dissuasão e submarinos.

Nunão

Hum… Já tivemos uma “Jeune École à brasileira”, há uns cento e poucos anos: Encouraçados “guarda-costas” Floriano e Deodoro, e cruzadores torpedeiros (na real, nem uma coisa nem outra) Tupy, Tymbira e Tamoyo, além de outras pequenas torpedeiras, fora o Cruzador Barroso, este sim navio decente para a época e destoante do resto. Até que duraram bastante tempo pra além da obsolescência, esta já herdada do estaleiro. E como a gloriosa esquadra de 1910 que a sucedeu, só navios, sem capacidade de mantê-los direito. E, é claro, tanto uma esquadra como a outra seguiam conceitos diversos e ficaram restritas a… Read more »

Jorge Lee

As Hamina representam o que penso sobre as ideais pequenas plataformas navais. Furtivas, velozes e letais, com robusta capacidade de fogo SSM e SAM. Sem dúvida que a defesa marítima não pode somente pautar-se nelas, mas constituir um “mix” de plataformas de menor complexidade para plataformas mais avançadas. Vigilantes 400 CL54 (NAPA 500), Harminas e Combattante BR70, além das “futuras” escoltas maiores.

paulo costa

Excelentes para baias,canais e rios fluviais.
Pequenas para mar aberto,do tipo atlantico.

Baschera

Galante,
Para dar sequência ao assunto navios-patrulha, sugiro a Classe Armidale da Austrália, isto não for pretenção demais…..

https://www.naval-technology.com/projects/armidaleclass/images/1-armidale-boat.jpg

Sds.

João das Botas

Joune ècole..é coisa de francês né (olha eles aí de novo)? Porque nós Brasileiros sempre queremos ficar do lado dos perdedores ( e seus conceitos)?

König

Isso é verdade João das Botas e ja vimos no que deu quando algum cliente que foi contra algum pais da OTAN ganhou um baita pé na bunda dos franceses não venderam mais nada…
Melhor fasermos parceria com paises não alinhados.
Continuo achando que esses navios com umas 50/60 Toneladas a mais e Upgrade nos motores ficaria muito boas para nos ja que isso deveria aumentar a capacidade de combustivel delas.
Saudações

Bosco

Nunão, depois que li seu comentário entrei no site da S&D e li sobre a intenção da MB de mudar para canhões mais pesados como os de 127mm. Ainda não comprei a revista e não li a matéria inteira mas já adianto que se for verdade é um disparate. A única vantagem de um canhão de maior calibre que os de 114mm (que já acho grande) é dar maior capacidade de apoio de fogo aos fuzileiros ou em ações punitivas. Estas armas não são características de marinhas de países alinhados com a paz e que não têm pretensões de ocupar,… Read more »

Moriah

O conceito da Visby é igualmente interessante para nós. Mas acredito que devido as restrições orçamentárias, teremos mesmo variantes do modelo 54 da CMN que esta sendo feito pela INACE. Este link cai direto nos modelos da CMN:

http://www.cmn-group.com/pageLibre00010ad2.htm

Nunão

Calma, Bosco… Acabei de ler, não é necessariamente intenção da MB, tá mais pra elocubração de quem escreveu o artigo, que é bem amplo, e certamente ultrapassa qualquer visão realista da MB ao tratar dos futuros canhões eletromagnéticos de 64 joules.

Pode apostar que as primeiras “6.000” toneladas, quando e se sairem, vão ter Mk8. A MB aparentemente gosta muito deles.

Jonas Rafael

E não é são bem bonitas as tais das bichas? Mas além do problema da autonomia como ficaria a estabilidade em alto-mar? Não haveria problemas com um mar territorial tão grande como o nosso?

paulo

Quando postei esses links, da hamina e da Visby, alguns meses atrás, visava justamente questionar a opção “sempre francesa” de aquisição nacional. Efetivamente a hamina não serviria para mar aberto, mas imagino o grau de defesa que poderíamos usufruir com algumas delas postadas em cada um de nossos principais portos (Santos, RJ, Tubarão p.exe), muito maior que qualquer “opalão velho” armado com seus aviões de papel e pirocópteros…. O custo de cada uma é de 50 milhões de libras, enquanto que as Visby totalmente armadas encontram-se na casa dos 250 milhões de libras cada (The Guardian/UK), coloquei o link com… Read more »

Douglas

Essas classes de navios patrulha, tem mais poder de fogo que a Barroso. E tem gente aqui que acha que a Barroso não poderia receber esse tipo de armamento em razão de limitação de casco ou peso. Pelo sistema de armas acima descrito nesse pequeno navio, vê-se que o problema brasileiro é falta de verba, e de planejamento geral também. sobre as canhoneiras, acho que são ideais para a função de guarda costeira. tem esperança de que sendo de manutenção barata, sem alta tecnologia, sejam encomendadas as 50 inicialmente faladas. Sobre naves de guerra de superfície, não vejo nada no… Read more »

Douglas

A questão do míssil piranha é emblemática. Os formadores de políticas militares, ainda não perceberam que nós não podemos criar um sistema de armas sem ajuda e comprometimento externo. O Brasil não é grande o bastante para absorver a produção industrial de uma arma que só será usada pelas nossas FA. Daí, gasta-se o que não tem encomenda-se muito pouco e a arma demora o triplo do tempo para ficar pronta. E quando é testada o mercado externo já está testando e fabricando uma ou duas gerações acima.

Douglas

Paulo, a resposta é sempre uma das tres opções a seguir: não há verba, não precisamos disso, eles não transferem tec. Abraço

Douglas

As pessoas quando falam que o brasil deve ter um poderoso parque industrial militar não perceberam que o país tem outras prioridades (educação, saúde e segurança interna), que não entra em uma guerra há 60 anos, que não está em região com conflito deflagrado , por enquanto. então só há viabilidade no desenvolvimento de armas com parceria externa. Não importa se o “irmão” é mais fraco ou mais forte, o que importa é a parceria. O orçamento das FA hoje é ridículo, mas não pensaem que haverá no futuro tanto dinheiro assim para uma industria tão ampla. Perdemos o bonde… Read more »

Jorge Lee

Mauro excelente seu posicionamento. Apesar da baixa autonomia, essas plataformas serviriam muito bem para negar o uso do mar, dentro da zona exclusiva econômica. E, reitero, o seu emprego somente é válido como complemento a outros meios. Portanto, não podemos nos pautar, somente, em uma só plataforma para a defesa da Amazônia Azul, qualquer que seja o meio naval. Outro comentário bastante pertinente, é quanto a reversão do parque industrial. Como bem expôs todos os países desde o século 18 que disponham um parque industrial tem uma certa vantagem, desde que o conflito dure o tempo necessário para que esta… Read more »

Bosco

Nossas patrulhas não podem ser tão caras e armadas (e com pequena autonomia). É contraproducente interceptar barcos de traficantes de drogas ou de contrabandistas ou de navios pesqueiros com mísseis RBS15. Precisamos de Patrulhas Oceânicas e Costeiras armadas com canhões e metralhadoras e grande autonomia.
De resto, precisamos de corvetas de uso geral com ênfase em ASW, fragatas anti-aéreas e submarinos DE. Se sobrar uma graninha podemos ter umas destas Haminas no caso da coisa ficar preta que elas são bem bonitinhas.

König

Um pais pode ficar 1000 anos sem fazer guerra mas deve estar pronto para ela.
Basta ver o que aconteceu no Libano a infraestutura do pais foi pro Brejo,iraque e concerteza sairia muito mais caro….
Aqui concerteza temos dinheiro para todas as necessidades basicas e para as FA’s e ainda sobraria.
Aqui isso tem outro nome mau investimento.
Saudações

Douglas

Pois é Bosco.
Também vejo assim, que venham os 50 barcos com canhao. Pra exercer guarda costeira, não precisamos de equip. de ponta. Minha única critica é sobre a vel. desses barcos, acho baixa.

Douglas

Mauro, sobre os Mirage III OK. Mas vc sabe o que queimou a França em boa parte do mercado? quando Israel estava a ponto de ser destruído e pediu com urgencia mais avioes, os franceses negaram com argumentos populistas. Ai, Israel caiu no colo dos americanos.Varios paises viram nisso falta total de compromisso frances. Não disse que o produto frances é lixo, mas não é ponta não. O EC 725 é um fracasso de vendas, nem eles querem o helo, e querem diminuir o prejuízo conosco. Eles lá adotaram o EH 90. Sobre o F 35 vai repetir o sucesso… Read more »

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