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Umkhonto: o míssil antiaéreo VLS sul-africano

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O Umkhonto é um míssil antiaéreo de lançamento vertical (VLS) baseado no U-Darter ar-ar, produzido pela empresa sul-africana Denel Aerospace Systems (ex-Kentron). Ele tem duas versões, Umkhonto-IR, guiada por infravermelho e Umkhonto-R, guiada por radar.

Projetado para fazer frente a ataques aéreos simultâneos de múltiplos alvos, o Umkhonto-IR é o primeiro míssil VLS guiado por IR e também o primeiro com capacidade “lock-on-after-launch”, isto é, após o lançamento, o míssil voa até um ponto determinado por guiagem inercial e só depois ativa seu buscador de IR de duas cores.

Updates sobre a posição do alvo são enviados pelo navio até o míssil por data-link, possibilitando ao Umkhonto atualizar sua trajetória para conter manobras evasivas.

O Umkhonto tem superfícies de controle aerodinâmicas e saídas de empuxo vetorado, permitindo ao míssil manobrar até 40G. O sistema de direção de tiro 3D permite o engajamento de até 8 alvos simultâneos. O míssil usa um propelente de pouca fumaça para evitar a detecção visual pelas aeronaves adversárias.

Em julho de 2005, o Umkhonto foi testado com sucesso em vários cenários contra drones Skua da Denel.

O míssil é utilizado pela Marinha da África do Sul nas suas fragatas Meko A200 e pelo Exército, em sua versão terrestre. É usado também pela Marinha da Finlândia, nos navios-patrulha classe “Hamina“. Em 2004, a Marinha do Brasil teria demonstrado interesse na compra do míssil para o NAe São Paulo.

Cada Umkhonto pesa 130kg, tem 3,3m de comprimento, alcance de 12km (25km na versão R) e velocidade de Mach 2,5 (800m/s).

umkhonto.jpg

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Nunão
Nunão
11 anos atrás

Duvido um pouco desses alcances divulgados, assim como os do Barak e do RAM. Mas isso é desconfiança minha, é claro. O modelo “R” já está homologado?

Bosco, taí a complementação da resposta que eu comentei lá em outro tópico. Oito alvos simultâneos só mesmo com radar 3D pra dar a informação correta para os sistemas de guiagem inercial de todos os oito mísseis lançados em salva.

BVR
BVR
11 anos atrás

Quantas qualidades!!! Só faltou o fabrricante dizer que o bixo também faz café. (Kkkkkkkk!!!!!…..)
Agora é sério, é uma alternativa que se apresenta diante do eixo USA-UE-RÚSSIA em matéria de aquisição deste tipo míssil para emprego na MB.

BVR
BVR
11 anos atrás

Amigos, permitam um pequeno desvio, mas ainda dentro do assunto defesa aérea de um navio.
A questão é a seguinte: Por que não operamos Phalanx ou goalkeeper como defesa de ponto nos navios da MB? Por padronização? Por eficiência?
Impressão de leigo: parece que os trinity bofors Mk não dão a mesma cadência de tiro que os citados acima.
Porque também vai lá que o “1conto” falhe contra um míssil. Só restará
a defesa aproximada.
Com a palavra os que podem salvar-me da dúvida.

edilson
edilson
11 anos atrás

Na minha Humilde opinião é o que falta na Barroso.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Nunão,
valeu! (Mas então funciona sem o 3D na defesa contra ataque singular, né?)

BVR,
sem dúvida, o melhor é ter um sistema de míssil anti-aéreo com capacidade anti-míssil numa camada mais externa e um sistema de canhão como último recurso, tudo combinado.
Os Trinity compensam a pouca cadência de tiro (300 t/min + ou -) com o uso de uma munição de maior calibre, mais pesada (1 kg), de alta fragmentação e uma expoleta de proximidade.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Nunão,
só agora li sua resposta no post do Barak. Considero tudo explicado.
Obrigado!

Nunão
Nunão
11 anos atrás

Bosco, só relembrando que tudo explicado numas, né? Supor é uma coisa, ver se funciona, integrar, homologar etc é outra. A maior vantagem de todas para se utilizar radar 3D (e no caso, o modelo da Thales – ainda é Thales? – TRS3D) em conjunto esse míssil é que… já funciona!… Não tem que gastar tempo, esforço, dinheiro etc buscando fazer funcionar de outro jeito (por ex, radar 2D + diretora). Às vezes o que parece mais barato pode sair mais caro e pior. Quanto ao Trinity comparado com Goalkeeper / Phalanx, é isso mesmo, conceitos diferentes. Um tenta destruir… Read more »

Nunão
Nunão
11 anos atrás

Lembrei qual é o sistema “meio termo” que citei: Oerlikon Millenium 35mm: 1000 tiros por minuto com granada de fragmentação em 152 balins (mas não sei se o projétil tem tecnologia como a 3P da munição do Bofors) Acho que é esse CIWS que está no perfil da futura fragata dinamarquesa noticiada aqui semana passada ou retrasada.

marujo
marujo
11 anos atrás

Se é que os alcances dos Umkhonto IR e R estão mesmo certo, seria uma combinação eficiente para nossas futuras escolas: um para a defesa de ponto curta, ou para a estendida.

BVR
BVR
11 anos atrás

Agradeço os esclarecimentos postados pelo Nunão e o Bosco.

Pedro Rocha
Pedro Rocha
11 anos atrás

Olá senhores! Um sistema de mísseis muito interessante e já desenvolvido. Acho que temos uma oportunidade de parceria com a África do Sul num outro segmento: Um reparo ou silo com vários propósitos (tipo VLS Mk 41 ou VLS Mk 57). Esse silo seria compatível com vários diâmetros de mísseis diferentes. Eu não sei até que ponto um míssil antiaéreo conseguiria abater um alvo manobrável e hipersônico a baixíssima altitude, essa informação nunca é divulgada. Como sou um fá do Indo-Russo Brahmos, acredito que nenhum sistema de mísseis de defesa de área e de ponto consiga abatê-lo em sua aproximação… Read more »

Rogério
Rogério
11 anos atrás

Eu tenho a seguinte visão.

Porque o Brasil não compra logo a KENTRON e a DENEL.
Pronto..assunto resolvido.

Repassariamos os projetos para Avibrás, Mectron, Atech, Orbisat, Bernardinni, Enfim.

Eh Rogério hein..sonhando algo impossível.

Já foi a Engensa pro saco, a Avibras ta indo para o mesmo caminho e eu querendo que a DENEL e KENTRON sejam brasileiras.rsrsrsrs.

Paulo Costa
Paulo Costa
11 anos atrás

Tanto o Umkhonto e o Barak,me parecem adequados à MB, o Barak deve ser menos dispendioso,para a atual conjuntura. No site da Bofors,a munição 40mm tem seis tipos de granadas,essa chamada de 3p.A cadencia do trinity pode ser baixa em relação aos novos 35mm,e antigos 30,e20mm, mas por ter um alcançe maior ,o 40mm,o engajamento pode ser com maior distancia,ou seja tem mais tempo para destruir o alvo.A altura do sistema /reparo influencia tambem o inicio do engajamento.Repararam que as novas Burke tem um palanx bem em frente ao passadiço?Novos misseis com cabeça de busca radar/IR,desviam e vem de frente… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

No caso dos CIWS rotativos não atingirem a cadência máxima de imediato não é muito significativo porque os mesmos, antes do disparo, já podem fazer girar as culatras/canos já que tal movimento depende de uma fonte de energia externa (elétrica, hidráulica, pneumática) e não da carga dos projéteis. Quando já estão com a rotação máxima é que são inseridos a munição na câmara, portanto não existe este “lapso” entre o primeiro tiro e a cadência máxima. No caso do Vulcan M61 quando usado em caças isto realmente pode se tornar um problema porque o tempo em que o “alvo” fica… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Nunão,
o Milenium 35 mm realmente não usa munição com expoleta de proximidade. A munição de HF explode em um ponto previamente determinado pela diretora de tiro e a nuvem de fragmentos toma uma forma cônica e não anelar/esférica como as dos projéteis com expoleta 3P. Somando a alta cadência do canhão de 35 mm com a grande quantidade de fragmentos o resultado é uma parede de aço.
Na prática funciona realmente como um sistema híbrido munição sólida / munição explosiva.

Nunão
Nunão
11 anos atrás

Bom, se é previamente determinado pela diretora então usa o “P” mais interessante do 3P, a meu ver, o “Programável”. Valeu.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Pedro Rocha,
salvo engano a munição de urânio exaurido foi “proibida” por fazer mal à saúde…rs.
No seu lugar agora só o tungstênio. Para todas as perfurantes cinética, incluindo as munições APFSDS dos tanques.
As novas versões do Phalanx têm o seu cano aumentado em 20 % e uma munição de alta energia, desenvolvida para compensar seus projéteis de urânio que foram retirados para não prejudicar a saúde do inimigo…rs.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

A convenção que proibiu o uso do urânio deve ter sido presidida pelo Maluf e acolheram a sua máxima: estupra mas não mata kkkkkkkkk.

Douglas
Douglas
11 anos atrás

O novo canhão da BAE o MK 110 de 57 mm tem cadencia de 220 disparos e alcance de 15 km. Também usa uma diversidade de munições. Será a nova arma para sistemas “close in” dos futuros destroyers da US Navy. Pode ser instalado em barcos a partir de 150 ton. é um equip. a ser visto para as novas classes de patrulha da MB e para as futuras Barroso.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Douglas e Nunão,
eu não sei se o 57 usa munição 3P ou airburst programável para a tarefa anti-míssil, alguém sabe?
Contra alvos na superfície eu sei que ele tem a programável 1P…rs, mas contra alvos aéreos eu não sei se tem algo parecido com o de 35 mm.
A de 35 mm além de ter sua explosão programada ela tem um arranjo dos “fragmentos” de modo a formarem um cone.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Nunão,
contendo 152 subprojéteis cada munição AHEAD de 35mm da Millenium, se ela disparar uma rajada de 20 tiros em pouco mais de 1 segundo, haverá mais de 3000 projéteis saturado uma região do espaço.
Um Phalanx dispara em geral rajadas de 100 tiros a 4500 tiros por (75 por segundo) minuto saturando uma região específica da trajetória do alvo. Ou seja, teoricamente o Millenium é bem mais eficiente na tarefa anti-míssil por saturar o espaço com muito mais fragmentos (3000 x 100) no mesmo espaço de tempo (pouco mais de 1 segundo).

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Eu acredito que o alcance de 12/14 km para o Umkhonto seja correto. Ele não é uma versão sup/ar de um míssil ar/ar de curto alcance. Ele já foi projetado como um SAM e pesa 130 kg. O RAM ao contrário pesa 85 kg e seu alcance não passa de 9 km. Uma nova versão (se não me engano a block II) terá a sessão do motor com diâmetro e peso aumentados e chegará aos 15 km. Logo logo deve vir uma versão com TVC, data link e lançamento vertical. Os novos mísseis semelhantes ao Umkhonto que estão sendo desenvolvidos… Read more »

Temístocles
Temístocles
11 anos atrás

Prezado BVR Em 24 de julho, o Sr. manifestou interesse em livros que foram citados pelo Nunão, caso ainda tenha interesse, segue algumas dicas: O Livro “A Revolta dos Marinheiros – 1910” do Vice-Almirante Hélio Leôncio Martins; e, o Livro “A Revolta da Chibata” de Edmar Morel, estão esgotados. Todavia, é possivel encontrá-los em sebos, indico o seguinte endereço: http://WWW.estantevirtual.com.br (trata-se de um conglomerado de mais de 1.000 sebos), pesquise bem os preços e peça informações sobre o estado de conservação dos livros. Há ainda um bom livro do Professor Álvaro Pereira do Nascimento “A Ressaca da Marujada” que trata… Read more »

Baschera
Baschera
11 anos atrás

O Umkhonto é um excelente AA, no entanto, dependendo da versão (R ou IR) custam entre Us$ 800 mil à Us$ 1 milhão à unidade. Infelizmente, perdi o link com a fonte. Além disto, há necessidade de um radar 3D , etc elevando o custo de instalação nula belonave.
Sds

Moriah
11 anos atrás

Eu não tinha conhecimento dessa versão R, mas era óbvio a muito tempo que a Kentron poderia utilizar o seeker do A-Darter para ter uma versão de busca ativa. Poderia-se utilizar as duas versões no msm VLS. 25km de alcance para o R já é um bom alcance. Li na net que a velocidade maxima era de Mach 3 e não 2,5. Se for 2,5 pode ser do R por ter um maior alcance. No Brasil seria interessante em navios novos, nos atuais com a idade já avançada, não teria muito “retorno” pois logo estes estarão inaptos a operar e… Read more »

Moriah
11 anos atrás

Correção: R-Darter…

Bosco
Bosco
11 anos atrás

De todos os mísseis de defesa aérea navais atuais com orientação por seeker de IR o Umkhonto é o que tem o conceito mais complexo e elaborado. O Mistral necessita de travar no alvo antes do lançamento o que reduz o seu alcance para no máximo 6 km. O RAM apesar de poder travar no alvo após o lançamento (LOAL) não recebe atualização via data-link, portanto tem menor alcance operacional (máximo de 9 km) e é menos efetivo contra alvos velozes e manobráveis. O sistema Umkhonto é completo. Possui data-link, capacidade LOAL e esta associado a um radar 3D e… Read more »

trackback
11 anos atrás

[…] cooperação com a Marinha do Brasil para o desenvolvimento da versão guiada por radar do míssil Umkhonto. A informação foi divulgada hoje (17/10) no site “Engineering news” da África do […]

trackback
11 anos atrás

[…] inicialmente não serão equipadas com mísseis, mas estão preparadas para receber os mísseis Umkhonto, fabricados pela Denel da África do Sul e selecionados pelo Governo Sueco. O Umkhonto é guiado […]

Cap San
Cap San
11 anos atrás

Pela falta de tradição que a Africa do Sul possui com esse tipo de armamento, eu (se fosse a MB) jamais correria o risco de adquiri-lo, mas, como nas nossas forças armadas o que vale é o preço…
Opção para a Barroso? Míssil Sthil (versão naval do Buk M2).

david
11 anos atrás

xe em o brasil nem tem nada qualquer pais que tenha um missel que atinja mais de 10 km ja pode arrebentar com a defesa do brasil o lula nao liga pra defesa da nossa naçao quero ver se um dia o brasil entrar em guerra vamos ser disimados ..

mendonça-diadema
mendonça-diadema
10 anos atrás

Bosco e Nunão vocês esqueceram do sistema russo Kashtam-M
que em termos de poder de fogo é muito mais perigoso que esses
dois citados,canhão ultra rápido combinado com mísseis,
em uma única plataforma,no you tube tem um video sobre esse
sistema.

mendonça-diadema
mendonça-diadema
10 anos atrás

david,os politicos de nosso pais não pensam nisso eles(a maioria)tem raiva de militares,das forças armadas(subarmada) porque?boa parte deles sofreram durante o regime militar, o lula apanhava direto aqui no ABC,quando era metalurgico e grevista por exelencia,só não morreu ou foi preso,porque DEus não quis, o FHC precisou deixar o pais,foi para o exilio no chile,e tantos outros(centenas)de desaparecidos “politicos” em razão de terem participação em grupos de guerrilha. coisa um pouco parecida aconteceu no chile,quando o caça F-16 foi escolhido para substituir os mirage,militares da força aérea daquele pais torceram o nariz,afinal compras de equipamento bélico quem da a palavra… Read more »

mendonça-diadema
mendonça-diadema
10 anos atrás

david,os politicos de nosso pais não pensam nisso eles(a maioria)tem raiva de militares,das forças armadas(subarmada) porque?boa parte deles sofreram durante o regime militar, o lula apanhava direto aqui no ABC,quando era metalurgico e grevista por exelencia,só não morreu ou foi preso,porque DEus não quis, o FHC precisou deixar o pais,foi para o exilio no chile,e tantos outros(centenas)de desaparecidos “politicos” em razão de terem participação em grupos de guerrilha. coisa um pouco parecida aconteceu no chile,quando o caça F-16 foi escolhido para substituir os mirage,militares da força aérea daquele pais torceram o nariz,afinal compras de equipamento bélico quem da a palavra… Read more »