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Sub-Harpoon para Taiwan

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A longa lista de compras de material militar da República da China (Taiwan) entregue aos EUA (ver maiores informações no blog aéreo) apresenta uma discreta e desapercebida aquisição. Foram solicitados 32 mísseis UGM-84L Sub-Harpoon Block II, além de dois mísseis de exerecício, dois sistemas de controle, 36 containeres e diversos equipamentos associados. O valor indicado para esta negociação é de 200 milhões de dólares.

Esta venda chama atenção para dois fatos. Primeiramente parece que os técnicos de Taiwan não conseguiram atingir um estadus operacional para o seu projeto de míssil lançado de submarino Hsiung Feng-II. Em segundo lugar, os chineses acreditam que seus submarinos de construção holandesa são plenamente compatíveis (após pequenas alterações) com o sistema norte-americano.

Além dos GUPPY de treinamento, Taiwan possui dois submarinos de ataque classe Zwaardvis modificada. Ambos foram construídos no final da década de 1980 e possuem 20 anos de serviço. A construção dos mesmos foi cercada de forte oposição da China continental. Uma eventual aquisição de outros quatro era o desejo de Taiwan, mas novamente esbarrou em questões políticas.

Atualmente Taiwan procura adquirir entre seis e oito unidades convencionais novas. Modelos como IKL-214 e o francês Scorpène são o sonho de consumo de Taipei. Mas a China continental já ameaçou Alemanha e França com eventuais retaliações caso algum acordo comercial seja acertado com Taiwan na área submarina. No ano passado foi ventilada a possibilidade de se construir oito unidades diesel-elétricas nos estaleiros norte-americanos de Connectcut. Mas esta idéia não prosperou (pelo menos não até o momento) e, além disso, os EUA não constrõem um submarino convencional há meio século.

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Bosco
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Bosco

Se não me engano o Harpoon Block II (data-link, GPS, etc) não foi adquirido pelos USA, sendo desenvolvido exclusivamente para exportação para fazer frente aos novos mísseis ocidentais como o RBS15, Exocet MM-40 Block III e o Teseo, que possuem um alcance maior, capacidade otimizada de operação no litoral e possibilidadede ser usado contra alvos no solo. É um caso atípico dos americanos venderem uma versão melhor do que a que operam. Eles encomendaram a Block III na forma de kits para atualizarem os seus Harpoons, como uma solução de compromisso até a entrada em operação dos novos mísseis anti-navios… Read more »

Bosco
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Bosco

Correção: o Harpoon Block II não possui atualização do alvo em vôo não. Apenas a versão Block III é que terá um data-link de 2 vias.

Vassily Zaitsev
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Vassily Zaitsev

Vejam só: 32 mísseis, 2 de treinamento + algumas outras coisas por 200 milhões de verdinhas americanas, ou seja, 6,4 milhões por unidade. Bem caros, pois são “estado da arte”.

Se fosse o Brasil que fizes-se tal pedido, este blog estaria cheio de opniões mais ou menos assim: “Só 32????????????????, melhor não comprar nada e deixar como está.

Quanto será que o Exocet Block III custará?????? Se, um dia vierem a até nossas mãos a versão mais nova do Exocet, acho que 36 seria um excelente número para equipar nossos navios de guerra + 12 da versão Sub-Exocet.

Guilherme Poggio
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Vassily Zaitsev,

São 32 somente para dois submarinos. Submarinos do tamnaho de um Zwaardvis podem transportar um máximo de 16 a 18 torpedos/mísseis por navio. Considerando uma carga máxima mista de meio a meio ainda vai sobrar muito míssil para um segundo ataque (se eles conseguirem).

No Brasil nós não temos mísseis MM-40 para equipar a dotação máxima de todas as escoltas. O que dizer das sobras.

EMERSOFULLY
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TALVEZ DEVESEMOS REPENSAR O USO DE MATERIAL RUSSO EM NOSSA ARMADA,POIS OS RUSSOS ALÉM DE FAZER VENDAS DE MATERIAL QUE ELES JÁ POSSUEM EM ESTOQUE,ELES IRIAM ADORAR VER O TIO SAM PERDENDO FEIO PRO URSO.JÁ QUE EM MUITOS ASPECTOS OS MISSEIS RUSSOS SÃO MELHORES DO QUE OS AMERICANOS,SEM FALAR DO QUE OS EUROPEUS. ALÉM DO QUE O BRASIL PODERIA ADQUIRIR UMA GAMA DE MISSEIS JAMAIS SONHADOS POR AQUI,DEVIDO AO VETO AMERICANO,E A FALTA DE RECURSOS! HOJE NÓS PODEMOS VER Á RUSSIA COMO UM NOVO E EXELENTE PARCEIRO DE NOVOS NEGÓCIOS EM POTENCIAL.JÁ QUE OS AMERICANOS VÃO MAL DAS PERNAS. JÁ… Read more »

Vassily Zaitsev
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Vassily Zaitsev

Guilherme Poggio,

concordo plenamente, como exemplo cito a fragata nossa ( não lembro qual) que, à algumas semanas estava em manobras com navios norte-
americanos sem os MM-40.

mais um exemplo?? então lá vai: Já faz quanto tempo que não se dispara um AM-39 aqui no Brasil, talvez uns 7 anos?????????????

Vassily Zaitsev
Visitante
Vassily Zaitsev

Emersofully,

falou certinho:

Devido a falta de recursos, PRINCIPALMENTE. Se o tivessemos em quantidade suficiente para um melhor adestramento, combustível, cursos de capacitação para a Tropa, e é claro, verba para um soldo
um pouco melhor, poderíamos comprar ou pensar em desenvolver um com algum parceiro estrangeiro. O veto americano é de menos, com cash em mãos, Rússia, França, Índia e China vendem até a mãe.

EMERSON FULLY
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TALVEZ SE FOSSEMOS UM POUCO MAIS ATENCIOSOS COM A NOSSA INDÚSTRIA BÉLICA,(ENGESA,AVIBRAS,IMBEL,ETC).E TIVÉSSEMOS UM POUCO MAIS DE CASH,NÃO PRECISARÍAMOS ESTAR PEDINDO MIGALHAS DE MATERIAL USADO PELAS ATUAIS POTÊNCIAS MUNDIAS.
TEMOS EXELENTES SOLUÇÕES,QUE PODERIAM SER DESENVOLVIDAS PARA SUPRIR NOSSAS NECESSIDADES E,ATÉ EXPORTAR, COMO O MISSEL MÉDIO ALCANCE MATADOR,CONCORRENTE DIRETO AO AMERICANO TOMAHAWK,OU O TANQUE OSÓRIO,QUE APESAR DE SER DA DÉCADA DE 80 AINDA HOJE SERIA EXTREMAMENTE MODERNO.
É DIFÍCIL SABER QUE PODEMOS FAZER,PORÉM,NÃO PODEMOS FAZER!MEIO COMPLICADO NÉ?

Raphael
Visitante
Raphael

Emerson, o caps lock esta com problemas no seu teclado?

Bosco
Visitante
Bosco

EMERSON FULLY, sinto desapontá-lo mas o Matador não passou de uma boa idéia. Nunca foi colocada em prática e se brincar não fizeram nem um modelo de madeira pintado. Quanto a ser um concorrente do Tomahawk eu bem que gostaria que fosse, caso tivesse passado da fase de imaginação e foto-montagem para as revistas S&D e T&D. Mas mesmo que tivesse sido construído pelo menos 1 protótipozinho ele não chegaria a ser um concorrente do Tomahawk como alguns “experts” assim o anunciaram. Para começar o míssil americano tem 1800 km de alcance quando dotado de ogivas convencionais (em torno de… Read more »

EMERSON FULLY
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Bosco,você não me desapontou.Apenas reafirmou o que eu disse.Grandes idéias e soluções inovadoras surgem aos montes,e a do missel matador foi uma que não se concretizou justamente pelo que eu disse anteriormente. Falta no Brasil e sempre faltará uma mentalidade empreendedora,na qual não se vise apenas lucros,e sim um trabalho forte de desenvolvimento do nosso parque inustrial e tecnológico.Afim de podermos desenvolver equipamentos sofisticados e de qualidade elevada. E foi isso que todas potências fizeram,ou você acha que eles ficavam contando os centavos pra comprar produtos de segunda linha e obsoletos como nós fazemos? E pacotes fechados com o repasse… Read more »

João-Curitiba
Visitante
João-Curitiba

Prezado Emerson Acredito que aqui todos concordam com você. Mas o que devemos ter em mente é que em lugar nenhum do mundo um empresário se mete a desenvolver sozinho. Ele precisa do apoio governamental. Veja os exemplos mostrados aqui mesmo no blog de empresas brasileiras que tentaram caminhar somente com as próprias pernas e acabaram tropeçando. Mais vergonho ainda é o exemplo da Bernardini, que fez um tanque seguindo todas as especificações do EB. E depois foi abandonada à própria sorte. Certa está a Embraer. Só vai desenvolver o C-390 se o governo financiar. Em muitos países e principalmente… Read more »

Paulo-Salvador
Visitante
Paulo-Salvador

Compras militares com pacote tecnológico à primeira vista parece ser bom negócio. Mas vamos sempre comprar equipamentos com caixa preta aberta? Enquanto as potências estão desenvolvendo novas tecnologias, nós estamos adquirindo pacotes. Estaremos sempre atrás? Quando estaremos na vanguarda, desenvolvendo produtos? Sempre copiando, atualizando, e a vanguarda? Prefiro um produto com tecnologia inferior desenvolvido aqui, do que um superior importado.

Lucas
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num país onde treino de tiro de canhão é com chumbinho pra baixar custos, está alienado quem acha que teremos a última geração de mísseis. Consequir usados, se surgir oportunidade, pode ser um negocião. Forças armadas usam e se desfazem de equipamento toda hora, só não se pode querer o que eles mais valorizam. Aí tu vai ter que vender um “Alaska” pra comprar alguma coisa.