Home História Um ‘Fletcher’ e um ‘Foxtrot’ quase provocaram a 3a. Guerra Mundial

Um ‘Fletcher’ e um ‘Foxtrot’ quase provocaram a 3a. Guerra Mundial

1370
18

dd471.jpg

Na conferência dos 40 anos da Crise dos Mísseis, realizada em Havana em outubro de 2002, com a presença de veteranos americanos e russos envolvidos nas operações, foi revelado que o mundo chegou mais perto de uma guerra nuclear do que se pensava.
No dia 26 de outubro de 1962, o destróier americano USS Beale, da classe “Fletcher” (foto acima), que participava do bloqueio naval a Cuba, atacou um submarino não-identificado com cargas de profundidade, para obrigá-lo a vir à tona.
O submarino era um “Foxtrot” russo (foto abaixo), que estava armado com torpedos dotados de ogivas nucleares.
O comandante do submarino, Valentin Grigorievitch Savitsky, acreditando que uma guerra já tinha começado, preparou-se para lançar um ataque de retaliação com torpedos nucleares. Mas Savitsky só podia lançar os torpedos se o Agente Político Ivan Semonovich Maslennikov e o imediato, Capitão Vasili Arkhipov, concordassem. Uma calorosa discussão irrompeu entre os três, pois Arkhipov era contra o ataque. Por fim, Arkhipov acabou por convencer Savitsky a emergir o submarino e aguardar ordens de Moscou.

foxtrot_submarine.jpg

18
Deixe um comentário

avatar
18 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
13 Comment authors
Fabio ASCAlmeidaVoluntário da PátriaNunãoJoaca Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
João-Curitiba
Visitante
João-Curitiba

Qual é o alvo de um torpedo com ogiva nuclear? Se explodir perto, o sub vai junto.

BVR
Visitante
BVR

Caras…episódios como esse fazem pensar quantas vezes estivemos perto de uma guerra nuclear.

Li uma vez na extinta revista machete, acho eu, que certa vez houve um problema com uma equipe naqueles silos subterrâneos de mísseis, em que os caras quase apertaram o botão.

Recomendo assistirem “Os treze dias que abalaram o mundo” do kevin costner. O filme aborda, justamente, a crise dos mísseis em Cuba.

Mais uma vez parabéns ao blognaval por “trazer à tona” essas preciosidades.
SDS.

BVR
Visitante
BVR

Aproveitando a deixa do “quase”…

Na recente guerra do Kosovo, russos e ingleses (pela Otan) QUASE se estranharam pelo domínio do aeroporto da região.

Pelo que li naquela época, alguém teve o bom-senso de perguntar (ao comando) primeiro e atirar depois; visto que ambos estavam do mesmo lado.

SDS

Hornet
Visitante
Hornet

Durante a Guerra Fria tivemos muitos momentos em que a vaquinha quase foi dar uma voltinha, sem volta, no brejo. Mas com certeza a crise dos mísseis em Cuba foi o momento em que o mundo esteve mais perto de concretizar a célebre frase do Einstein: “Não sei como será a III Guerra Mundial, mas certamente a IV será com paus e pedras”. Para quem gosta do assunto e gosta de cinema, fica aqui uma dica: o documentário “The Atomic Cafe” (acho que existe em versão legendada em português), produzido em 1982, que é sobre o “medo” nuclear, e a… Read more »

Hornet
Visitante
Hornet

BVR,

só agora vi que vc também tinha indicado um filme…pensamos coisas semelhantes, embora com filmes diferentes…mas vale as duas dicas…

Esse filme que vc indicou também achei muito legal. Enfim, blog naval rumo ao Oscar!!!

abraços

Athos
Visitante
Athos
Fábio Max
Visitante

Um torpedo com ogiva nuclear?

Caraca! Se atingisse o destróier, evaporaria tudo…inclusive o próprio submarino!

RL
Visitante
RL

Mauro, blog de cinema não né..rssrrss…. Senão vai ter tb o blog dos amigos da Moranguinho, blog dos Fãns da Caverna do Dragão e por ai vai. Desse jeito, o Galante fecha isso aqui e nós ficamos no fundo do mar. Bom. Quanto a situação ai, sabe o que me parece todos esses enroscos? O que vem a tona, é informado, más é possível que houveram muitos outros incidentes envolvendo os dois Bombasticos Nucleares ai do que podemos imaginar, más que não foram divulgados. Interpreto isso tudo como uma fogueira que espirra fagulhas ao lado de um tanque de gasolina.… Read more »

BVR
Visitante
BVR

Hornet,

Ainda não vi o doc. que vc indicou, mas já tinha ouvido falar nele. Vou dar uma olhada na rede pra ver se encontro. Valeu a dica.

Mauro e RL,

Nem tanto gente, nem tanto…foram só trocas de dicas. Quem quiser ver que procure. Nada de sobrecarregar o pessoal do blognaval.
Agora…(pilhéria):RL, desenho da moranguinho vc via, não via?????
rsrsrsrsrsrsrs…..

Camilo
Visitante
Camilo

Qualquer semelhança com filme Maré Vermelha (acho que no original chama-se Crimson Tide) como o Denzel Washinton é mera coincidência. Será que que escreveu o filme já conhecia este incidente?

Paulo
Visitante
Paulo

Mas e ai? De que serve um torpedo nuclear? Alguém tem a resposta para a necessidade desse tipo de armamento? Sobraria alguma coisa do submarino?

Joaca
Visitante
Joaca

Serve para Afundar, com um único tiro, qque não precisa ser no alvo um porta aviões de ataque.
At
JM

Nunão
Visitante
Nunão

A ogiva nuclear era, no mais das vezes, uma solução para aumentar o poder de fogo em torpedos de trajetória reta e longo alcance (suficiente para deixar o submarino lançador fora de perigo) e, se não me engano, detonava tanto por impacto quanto por distância percorrida (no caso da primeira opção não se concretizar). Alvo principal, FTs nucleadas em Nae, além de comboios. Não lembro bem do poder da ogiva, estou escrevendo de memória, mas era algo próximo de 1 KT, o que não difere muito da carga de profundidade levada pelo ASROC da US Navy. Paulo, digitando ASROC no… Read more »

Nunão
Visitante
Nunão

Mudando um pouco o assunto, eu já sou suspeito pra falar de Fletcher, mas acho essa configuração criada nos anos 50 uma das mais belas conversões ara ASW, com só duas torres de canhões de 5 polegadas, a “Weapon Alpha” no lugar da torre 2 e os dois reparos duplos de canhões AA de 3 polegadas automáticos à popa.

Voluntário da Pátria
Visitante
Voluntário da Pátria

Vejo aí a FALSIDADE da dicotomia SUBMARINOS ou FORÇAS DE SUPERFÍCIE. O Submarino não tem a opção de ameaçar ou de operar defensivamente, pois seu emprego tem por base sua “furtividade” para atacar. Então, temos que possuir SUBMARINOS NUCLEARES e FORÇAS DE SUPERFÍCIE se quisermos ser DISSUASIVOS.

Almeida
Visitante
Almeida

Nobel da Paz para o Capitão Vasili Arkhipov, por favor! O cara merece!

Hornet
Visitante
Hornet

BVR e RL, acho que estou desatualizado…ou então velho demais, sei lá…que diabos é isso de “Moranguinho” e sei lá mais o quê que vcs falaram?…rs.rs.rs. Acho que estou velho mesmo…sou do tempo de “Viagem ao Fundo do Mar” (chegaram a ver isso?), “Tunel do Tempo”, Star Treck (mas antes da “modernização” da Enterprise, era a boa e velha Enterprise de antigamente, que “só” viajava em dobra 6, no máximo dobra 7, já quase estourando os motores…uma carroça das estrelas por assim dizer…rs.rs.rs…), enfim…tudo coisa do tempo de antigamente, ou do tempo do guaraná com rolha… E é curisoso…todos esses… Read more »

Fabio ASC
Visitante
Fabio ASC

Existem várias “Estórias” e “lendas urbanas” de vários “quases”:

de cabeça:

– O Bombardeiro americano que caiu perto da costa espanhola com mísseis nucleares. Dizem que o mundo todo procurou o bicho e chegaram a se estranharem para ver quem achava;

– Os dois subs que teriam se chocado sob o Ártico afundando os dois;

– Escaramuças entre a URSS e os USA no Vietnã eram comuns; e na Coréia com a China.

– Os quase em Guantánamo com os cubanos;

– No Estreito de Bering;

– Em Berlim, dizem, os tanques ficaram a poucos metros, e segundos, de entrarem em combate….

E por aí vai.