domingo, junho 26, 2022

Saab Naval

Fique por dentro parte 1: Classe Nimitz*

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

cvn-75-cutaway.jpg 

Muitas vezes entramos em grandes discussões sobre navios, características, deslocamento, armamentos, aquisições e modernizações. Mas não é fácil ter em mente como são complexos os navios de guerra. Uma boa forma de conseguir isso é conhecê-los por dentro, ao vivo. Mas quando essa experiência não é possível, uma visita virtual já ajuda. Na internet, pode-se encontrar com alguma facilidade exemplos interessantes de “cutaways” de navios, como esta,  do CVN 75 Harry S. Truman, pela qual pode-se ter uma vaga idéia da complexidade de um Navio Aeródromo.

Imagem: Defense Industry Daily

Comentário do Blog: suponhamos de forma bastante “rasteira” que o A12 São Paulo, com aproximadamente 1/3 do deslocamento de um Classe Nimitz, tenha algo como 1/3 da complexidade deste. Dá para imaginar, ainda que levemente, um pouco dos desafios vividos diariamente em sua manutenção e modernização.

*Para ser mais preciso, do subgrupo Theodore Roosevelt – CVN 71 em diante – com melhorias na proteção passiva em relação ao primeiro subgrupo composto pelos CVN 68 Nimitz, CVN 69 Dwitght D Eisenhower e CVN 70 Carl Vinson.

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Corsario-DF

Realmente são navios complexos. Por isso são intitulados “cidades flutuantes”, com todos os igredientes da administração de uma de verdade, com o agravante de que não possui cidades “vizinhas” para uma ajuda imediata. O governo tem que ser muito sólido e definido sua estratégia global para ter uma ‘criança’ dessa. Mas de qualquer jeito, eu gostaria muito que o Brasil tivesse um! Sonho meu, sonho meu… Mas sonha por enquanto ainda não é cobrado imposto, então posso sonhar. Sds.

Corsario-DF

É verdade Mauro, tô até com medo agora, já que dei essa idéia a eles… Lembrando que nem pra ter idéias novas eles servem, só lembrar que queriam refazer a CPMF mas com a modificação do nome. Nesse país tudo pode, desde que seja para tirar o dinheiro do cidadão de bem… Mas só não pode é colocar algemas em banqueiros, falar (prender para ser mais exato) dos amigos dos companheiros, contrariar o molusco. É um grande circo mesmo. rsrsrsrsrs.

Vassily Zaitsev

É, isso sem falar que a manutenção de um “bixo” desses não sai por menos que uma boa fortuna. Extremamente complexo e caro, muito caro de se ter. Mas, sem sombra de dúvidas, uma das armas mais poderosas que uma nação pode ter.

Ulisses

Cada um desses custa 4,5 bilhões de dólares.Até a Inglaterra se recusou de construir um PA nuclear.

Giovani Modjewski

Hoje o A-12 atende a nossas expectativas, em especial se pensarmos na América do Sul.
É necessário que ele esteja operacional e os vetores que formam seu braço armado possam no mínimo voar, e que na menor das necessidades ele possa ser um elemento de vantagem para a Marinha.
Manter um Nae é complicado e caro, mas mais caro ainda é ter um e não poder contar com seu poder de dissuassão em caso de necessidade.
O Brasil não pode mais ter um Nae só para desfiles navais. É por demais despendioso e por demais sem sentido.

airacobra

ae galante,
recentemente li algo sobre a MB estar estudando a compra de 6 s-2t, sendo 3 deles aew e 3 cod(1 deles configurado para revo), seriam celulas s-2f, estocadas em que seriam instalados propulsores honneywell, e as mesmas seriam modernizadas pela embraer, vc sabe algo sobre o assunto?
no caso especial das celulas aew, será que manteriam a capacidade asw?, mantendo as 16 sonoboias em cada nacele de motor, alem do detector de anomalias magneticas e o bomb bay?
quando sai um tópico sobre o assunto?
sds

airacobra

não seria o que realmente quero, mas ja seria um tapa buraco: NAESPO modernizado e armado navegando com 12 A-4M e 3 S-2T e 1 S-2T revo e 2 S-2T cod e mais uns 2 S-70B e 2 UH-2 no convôo seria interessante essas aeronaves manterem sua capacidade asw, pois não confio muito em só helicopteros cumprirem a função asw, os s-2t mesmo plataformas antigas cobrem uma area bem maior lançado suas sonoboias e fechando um sub, alem de poderem ficar bem + tempo em patrulha, bem mais pratico do que um he tendo que ficar pairando para “dipar” com… Read more »

Bosco

Sem dúvida são armas poderosas, mas ao meu ver até mesmo os EUA deveriam ter alguns NAes menores para controle de área marítima somente, sem uma grande capacidade de projeção de força.
Deslocando umas 25.000 t, rampa sky junp, com umas 18 aeronaves (12 F-35B e 6 MH-60R) e com lançadores Mk41 para ESSMs, Harpoon III, Standards, etc.
Viajando mais na maionese, poderiam ainda ter um perfil stealth, serem nucleares e a parte de projeção de poder ficar por conta de uns 6 UCAVs vtols, que poderiam ser uma versão não tripulado do F-35B.

Nunão

Airacobra, como esse post não é do Galante, talvez ele não tenha lido ainda seu comentário, com a solicitação de um artigo sobre a compra de S-2T.

De qualquer forma, um artigo a respeito há pouco tempo:

http://www.naval.com.br/blog/?p=1486

Novas matérias sairão quando aparecerem notícias novas sobre o andamento do projeto. Na dúvida sobre se saiu algo ou não, o campo de busca no canto superior direito da página pode ajudar. Saudações!

airacobra

nunão, valeu, mas uma duvida ainda me persegue, e que não é citada no post, que é o caso que citei acima, a possibilidade dessas anv manterem a capacidade asw em paralelo com a função aew…

deixariam as anv bem + versateis

Nunão

Versatilidade pra mim é sempre interessante, mas pessoalmente acho isso bem difícil. Fazer caber consoles, operadores etc para realizar a contento as duas funções numa mesma aeronave de tamanho limitado como o Tracker me parece complicado. Imagino que ASW deverá continuar fora dos planos da MB para asa fixa, a prioridade para os S-2T na MB, ao que tudo indica, é AEW. Taticamente, também vejo pouco sentido, as altidudes para cumprir cada uma das missões são diferentes numa aeronave como o S-2T, se não estou enganado. Além do que, não me lembro de nenhuma aeronave por aí, seja de asa… Read more »

airacobra

nunão,

realmente, tinha me esquecido desse “pequeno” detalhe, a altitude de operação

mas quanto ao espaço acho realmente pequeno para consoles, mas não podemos esquecer que os p-16 da FAB tambem operavam com radar para esclarecimento, como tambem os s-2 argentinos nas malvinas, outro pequeno detalhe é o radar será que seria usado o searchwater?
porque ele pode ser facilmente colocado no mesmo radome do s-2, não precisando de alterações na celula

Walderson

amigo Mauro,

acho que entendi o que o Giavane quis dizer. A espectativa da MB era ter um NAE e alguns aviões. Já os tem. Funcionar é apenas um detalhe. Rsrsrsrs.
Uma brincadeirinha só pra descontrair.

Um abraço.

Nunão

Airacobra, pelo que sei o radar que planejam instalar é o Searchwater sim, similar ao utilizado nos Sea King de AEW, sendo retrátil e instalado no ventre, na mesma posição que os antigos radares de busca de superfície dos P-16. A questão é que para operar plenamente como AEW, não é só um operador em um console, como é no caso de esclarecimento / patrulha naval, precisa de um pouco mais de gente e equipamentos pra controlar defesa aérea. E, de qualquer forma, não é só altitude a diferença das missões, tem os padrões de busca etc, tudo muito diferente.… Read more »

[…] nuclear como o R91 Charles de Gaulle da mesma marinha, ou o CVN 75 Harry S. Truman mostrado na primeira matéria desta série, ou mesmo em relação ao nosso A12 São Paulo., de propulsão “convencional”, mas […]

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