quarta-feira, agosto 10, 2022

Saab Naval

Toma lá, dá cá: contratos para porta-aviões noticiados também no Reino Unido

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

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Estruturas das seções de proa dos navios já começaram a ser construídas, trabalho que corresponde a mais da metade dos 90 milhões de libras em contratos anunciados nesta sexta-feira

Ontem mostramos que foi assinado um contrato de preparação para construção do segundo navio da nova classe de porta-aviões da US Navy. Nesta sexta-feira, 16 de janeiro, a Royal Navy (Marinha Real Britânica) também noticiou contratos relativos aos seus dois novos navios-aeródromos (CVF). Foram anunciados contratos que somam 90 milhões de libras em trabalhos de construção de estruturas, cabines modulares, equipamentos de cozinha, além de outros equipamentos para o HMS Queen Elizabeth, que dá nome à classe, e o HMS Prince of Wales.

Os contratos mostrados abaixo fazem parte do contrato global de três bilhões de libras assinado com a Aircraft Carrier Alliance em Julho de 2008. Compõem esta aliança a BVT Surface Fleet, BAE Systems Marine, Babcock, Thales UK e o Ministério da Defesa. Mas circulam informações de que os custos totais deverão ficar na casa dos 4 bilhões de libras.

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Cinquenta milhões de libras foram para a construção das seções de proa dos dois navios pelo estaleiro Appledore da Babcock, em Devon, que iniciou os trabalhos já em dezembro do ano passado. Três milhões e quatrocentas mil libras em equipamentos de cozinha foram para a Kempsafe Ltd, de Southampton. Cabines modulares e espaços molhados ficaram com a McGill Services Ltd, de Billin, custando 23 milhões. A mesma empresa está encarregada de mobiliário para os navios, por 4,4 milhões. Janelas (ou vigias) custarão 1, 3 milhões, sendo fornecidas pela Tex Special Projetcs Ltd de Ipswich, portas e escotilhas, por 3,9 milhões são responsabilidade da Mc Geock Marine Ltd, de Inchinnan. Finalmente, equipamentos para suprimento de eletricidade para aeronaves ficaram com a Ultra Electronics PMES de Rugeley, por quatro milhões de libras.

Outros trabalhos dos principais estaleiros envolvidos na construção deverão ter início ao longo deste ano. É esperada a criação e sustentação de 10.000 empregos no Reino Unido no período de pico da construção dos dois navios. Os contratos anunciados nesta sexta-feira respondem por 190 desses empregos, 150 dos quais no estaleiro Appledore da Babcock.

Fonte e imagens: Royal Navy (Marinha Real Britânica)

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Wilson Johann

Mesmo com cortes substanciais no seu orçamento de defesa (Vide os Type 45), a Inglaterra sabe que precisa desses navios para sua marinha. São naves estratégicas de projeção de poder. Mesmo sendo extremamente vulneráveis à ameaça submarina, requerendo um grande número de escoltas para sua proteção, nenhuma grande marinha abre mão de possuí-los, nenhuma delas pode prescindir do poder aéreo embarcado, renúncia que seria fatal para a sobrevivência de qualquer marinha de águas azuis. E podem esperar, a França deve seguir os memos passos, não só para manter a paridade com os inglêses, mas em razão daquela “velha máxima”: quem… Read more »

Lecen

É o mundo andando e o Brasil olhando…

JACUBÃO

E babando também.

zocca

e sonhando tanbem.

Hornet

e planejando também.

rodrigo rauta

Uma pergunta: Na popa do navio , na primeira foto, tem um sitema CIWS Phalax, mas do lado direto dele tem um outro sitema que parece um Goalkeeper. É isso mesmo????
Abraço!!!

Dalton

Rodrigo !

Ainda nao há nada de concreto em se tratando do armamento, mas o que vc está vendo na ilustraçao é um canhao de 30 mm para uso contra pequenos alvos de superficie.
Nao faria sentido mesmo utilizar dois tipos de sistemas CIWS, mas de certa forma lembra o Goalkeeper sim.

Abraços

KURITA

Senhores é tempo de BBB E CARNAVAL 2009

rodrigo rauta

Dalton, com certeza não faria sentido..por isso a pergunta. Agradeço pelo esclarecimento.Mas que é igual ao Goalkeper isso é!
Abraços!

Bosco

Se optarem por um Ciws Phalanx block 1B não precisarão de um Ciws e de um Cigs separados (como nos casos dos Ticoderongas) para defesa contra alvos assimétricos já que o Block I B tem as duas funções, sendo tão bom na função de defesa de ponto anti-míssil quanto contra alvos de superfície como lanchas, botes, etc.
Não acredito que essa configuração de defesa aproximada irá ser a definitiva, com um Phalanx e um canhão de 30 mm (Mk44) controlado remotamente ou com opção de ser “tripulado”.
https://www.royalnavy.mod.uk/upload/img_400/IMG_1769small.jpg
Um abraço a todos.

Walderson

caros amigos,

com a corja de políticos que os senhores de todo o Brasil mandam aqui pra Brasília, não é moleza conseguir dinheiro, não. Faço uma sugestão: porque não escrevem pra eles e exigem o investimento nas FAs? As FAs não têm poder de barganha. O que eles poderiam oferecer em troca. Penso que o ideal pra eles seria a sugestão de alguns militares que estão na reserva se candidatarem. Aí, poderia ser que desse algo. No mais, peço encarecidamente: escolham melhor. Os que tem aqui, não fazem e não querem fazer nada pelas FAs.
Um abraço.

Dalton

Bosco!

Os navios americanos complementam o CIWS block 1B com seus canhoes bushmaster de 25 mm, normalmente dois sao transportados alem claro de metralhadoras 0,50.

abraços

Bosco

Dalton,
eu acho que não.
Os navios, como os Ticos, que possuem os canhões de 25 mm, não usam a versão Phalanx Block 1B e sim versões mais antigas que não têm capacidade antisuperfície pela falta da câmara térmica/telémetro laser associado.
Posso estar enganado mas acho que não estou.
Um abraço meu caro.

Dalton

Bosco! De certa forma, vc nao está enganado nao. Muitas fragatas mais antigas receberam o Block 1B até para compensar a desativaçao dos seus misseis Standards. Mas mesmo elas estao levando os bushmasters e as sempre presentes 0,50. O motivo é que apesar do block 1B ser letal para alvos pequenos, a marinha americana acha muito pouco até porque pode ser que tenha que enfrentar dois ou mais botes terroristas ao mesmo tempo. Por isso a redundancia. Depois do que aconteceu ao USS Cole, quanto mais melhor, principalmente os navios que estao sendo enviados ao Golfo Persico mas talvez em… Read more »

[…] para o fornecimento de dois radares de busca de longo alcance S1850M, que serão instalados nos novos porta-aviões que estão sendo construídos para a Marinha Real Britânica (Royal Navy). A construção dos dois navios-aeródromos classe Queen Elizabeth é responsabilidade […]

[…] Aircraft do Ministério da Defesa Britânico, de modo a operar nos dois novos Navios Aeródromos da classe Queen Elizabeth. Assim, a aquisição dos três exemplares de teste permitirá aos britânicos dar um novo passo no […]

[…] A classe de dois navios, HMS Queen Elizabeth e HMS Prince of Wales, em conjunto com as aeronaves de combate F-35 JSF (Joint Strike Fighter) e os destróieres de defesa aérea Type 45, formarão a força de projeção de poder aéreo da Grã-Bretanha, em todo o mundo e a partir de terra e mar. Segundo o Ministro Quentin Davies, a versatilidade dos novos navios-aeródromos, assim como a longa vida útil esperada, permitirão ao Reino Unido lidar com as incertezas do futuro, dando suporte às forças do país desdobradas ao redor do globo.   […]

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