terça-feira, agosto 9, 2022

Saab Naval

Gastos do MRE com cooperação internacional superam recursos para reaparelhar a Marinha

Destaques

Guilherme Poggio
Guilherme Poggiohttp://www.naval.com.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

O órgão público federal que mais colaborou com os fundos internacionais em 2008 foi O Ministério das Relações Exteriores, que gastou R$ 370,5 milhões de seus recursos para a manutenção de pactos internacionais. Este orçamento é superior ao aplicado, por exemplo, no programa de “Reaparelhamento e Adequação da Marinha do Brasil”, que recebeu cerca de R$ 350 milhões no ano passado.

O Brasil participa, atualmente, de 202 ações relacionadas a contribuições a organismos internacionais. Para garantir esse direito, a União gasta, em média, R$ 520 milhões anualmente a título de “cooperação internacional”. Em 2008, pagou R$ 637,8 milhões para aperfeiçoar a gestão das políticas internacionais e, principalmente, para garantir a participação em organismos internacionais. De 2001 para cá, em valores corrigidos, R$ 5,5 bilhões já saíram do Brasil rumo a programas de cooperação internacional. Para 2009, estão previstos R$ 701 milhões.

O programa do governo federal de “Gestão da Participação em Organismos Internacionais” foi o que mais repassou verba para o exterior a título de contribuições financeiras em 2008, um montante de R$ 435,6 milhões. Nesse programa, incluíam-se as contribuições à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O programa de “Adestramento e Emprego Combinado das Forças Armadas” teve o segundo maior montante gasto sob o abrigo da cooperação no ano passado. Foram R$ 123,7 milhões pagos até o dia 31 de dezembro.

Em segundo lugar no ranking de maiores colaboradores no ano passado está o Ministério da Defesa, com R$ 128,2 milhões enviados para Intercâmbio e Cooperação Internacional Militar, participação brasileira em Missões de Paz e outros projetos. No entanto, em 2009, o Ministério do Planejamento passa a ser o principal ministério administrador dos recursos de cooperação internacional.

Leia a íntegra do texto no site “Contas Abertas”

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Norberto Pontes

pois é, gastam aqui e ali, festinhas etc… etc..
e o submarino não sai…..

Sandro

Por isso que nunca tem dinheiro nessa M…., troca governo e sai governo e o desperdicio de dinheiro continua, realmente sao tudo farinha do mesmo saco, enquanto isso ficam sucateando as forças armadas, e uma cambada de FDP…. mesmo.

Patriota

o Brasil em minha opinião tem muito bem condições de gastar tanto
em relações exteriores como nas forças armadas o problema é
que gastamos um absurdo com salarios dos politicos e funcionarios publicos e suas mordomias, o Brasil tem dinheiro o problema e que
gastamos muito mal o que temos.

Aluisio

Concordo com o que o Patriota falou, nao dá pra simplesmente cortar as “contribuições” a ONU (contribuição lembra algo voluntário,o que não é o caso,já que aquele que não fizer a sua “contribuição” é simplesmente expulso…) e os demais organismos internacionais,o que o paí precisa fazer é gerir melhor os demais gastos,como alguns contratos com a iniciativa privada que o governo pagava CPMF até hoje… Deixar de fazer essas contribuiçoes a organismos para investir nas FAs é o mesmo que trocar o almoço pelo jantar.

Fabio

Rapidamente , sem pensar : Respondam os nomes dos deputados e senadores que voceis votaram nas ultimas 3 eleições. Outra: Seus votos ignoram partidos e ideologias , ou seja votam para presidente de um partido , deputados de outros e senadores de outros? Criando com isto a barganha venda de cargos? Outra Quantas vezes nos ultimos anos voceis entraram em contato com seus eleitos ou politicos em geral para cobrar ou exigir uma postura? Garanto que tudo fica registrado e eles e suas equipes tem conhecimento dos e-mails , e conforme o interesse muitos politicos mudariam suas plataformas para obterem… Read more »

João-Curitiba

Atrasar as “contribuições” à ONU não gera exclusão do órgão, mas vamos para uma lista de inadimplentes. Quem quer ser do CS do organismo, tem que por a mão no bolso. E quando formos membros permanentes, a fatura será maior ainda. E como disse a uns 30 anos atrás um dos expoentes da administração mundial, Peter Drucker, não existem países ricos ou pobres, existem países bem administrados e países mal administrados. O Hornet não gosta de comparações entre países, mas não resisto a fazer uma: Suécia X Brasil. Tamanho, PIB, riquezas naturais, população e muito mais. Se a gente mostrasse… Read more »

Dunga

Cade o tribunal de Contas Federal para verificar se isto procede ou ocorre mais um desvio de verbas para o ambiente internacional.

Iuri Korolev

1) Fabio, de pleno acordo. Somos ainda analfabetos politicos.
“Politico só tem medo de uma coisa : de voto.”
(frase do Delfim Neto)

2)Calma pesoal ! A tradição brasileira é do soft power, é diplomática. Agora é que estamos começando a equilibrar com o hard power.

3) Mas evidentemente tem que ter um equilibrio entre custo e beneficio.
Embaixada (ou consulado) que não dá retorno político ou comercial tem que reduzir orçamento.

Sds
Iuri

taer

Então como fica a pretensão do Governo do Brasil em fazer parte do CS da ONU com a possível libertação do “terrorista” italiano C.Batistti, já que por sorte (a Itália), ocupa no momento a presidencia do G-8!
Sds.

João-Curitiba

Taer

Quanto à Itália, não há nenhum prejuízo. Eles sempre foram contra nossa entrada como membro permanente. O problema é com os demais países, onde passaremos a ser mal vistos inclusive pelos que nos apioam, como Alemnha e França. Se não me engano, a Itália também é contra nossa entrada no G8.
Mas como já advertiu o Mangabeira, pra gente peitar tudo isso, precisamos de um “escudo”, bem lembrado aqui pelo Hornet.

Abraços

EMERSON FULLY

Dinheiro sempre haverá,como sempre teve.O único problema sempre foi, e continuara sendo,essa incrível falta de impunidade que ocorre no Brasil.Os caras fazem oque querem,gastão como se o dinheiro fosse deles,e sempre acaba em pizza.Vai fazer isso lá nos EUA, ou na Europa.Garanto que no mínimo esses políticos iam apodrecer na cadeia.
Espero que dessa vez as nossas forças armadas não paguem o pato( acho difícil ).
Já estou vendo o LULA dizendo que os cortes nos projetos de defesa nacional são culpa da crise.”Vôcê acredita?”.

Abrivio

O problema de custos no MRE não está nas contribuições a ONU, mas em embaixadores incompetentes que se esbaldam em regalias sem trabalhar.

É sempre bom ressaltar que não são todos, temos pessoas muito capazes no itamaraty, o problema é que este virou encosto. Todo mundo que fica sem espaço acaba lá, vide o Delegado ex-diretor da ABIN.

Ricardo

Vou resumir a uma palavra apenas… “absurdo!”

Abrivio

problema algum, Fábio, aproveito para listar todos os meus votos nas últimas eleiçoes. Nas demais para dep e senador é o mesmo.

Presidente: Alkmin (contra Lula e a ideologia da esquerda chapolin-bolivariana e o bolsa-voto)

Governador: Sérgio Cabral (não me arrependi, está consertando o estrago dos garotinhos, faz o papel dele, não é omisso)

Deputado: Chico Alencar (acompanho o deputado a 20 anos, foi indicado para diversos prêmios por seu trabalho parlamentar, não é bom, é excelente, um dos cinco melhores deputados do país)

Senador: Sempre na legenda do PSOL, parlamentar tem que futucar o executivo

Abrivio

Político não é extra-terrestre, político não desceu de um disco voador. Ele vem da sociedade. Os políticos são corruptos porque a sociedade é corrupta.

As pessoas estacionam seus carros em qq lugar, cruzam sinais vermelhos, cospem no chão, jogam lixo nos bueiros, ouvem música alta de madrugada, compram produtos piratas…

Enquanto cada um não fizer a sua parte, não adianta. E não vai me dizer que isso é coisa de pobre, cansei de ver madame no carro importado jogando lixo no chão ou falando no celular.

Hornet

amigo João-Curitiba,

pode comparar sim, mas com coisas comparáveis. Eu particularmente achei muito interessante sua comparação, pois mostra que um país não se resume a PIB, tamanho, recursos naturais etc. (coisas que geralmente são os fatores de comparação).

A Suécia tem uma coisa que nós ainda estamos muito longe de ter: distribuição de renda e direitos de cidadania alargados para todos. E pelo visto, isso se torna mais importante – no frigir dos ovos – que PIB, tamanho do país etc.

abração

João-Curitiba

Caro Hornet

Eu sabia que você iria entender. Arrisco a tentar complementar os tais direitos de cidadania: educação, saúde, emprego, segurança, lazer e todos os demais serviços públicos de qualidade.

Abraços

Hornet

João-Curitiba,

cidadania é isso aí mesmo…eu estava me referindo a isso tudo…cidadania pra mim não é só ir votar…

mas foi bom vc ter deixado tudo bem claro…nunca é demais esclarecer isso.

abração

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