quinta-feira, janeiro 27, 2022

Saab Naval

Marinha dos EUA no Governo Obama: o que vai mudar?

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

americasdefensemeltdown

O CDI – The World Security Institute’s Center for Defense Information, é um grupo independente que provê análises de especialistas sobre os diversos componentes da segurança nacional dos EUA, segurança internacional e sobre a política de Defesa americana. O CDI promove uma ampla discussão e debate sobre questões de segurança, tais como armas nucleares, segurança no espaço, defesa contra mísseis, armas de pequeno calibre e transformação militar.
O instituto é um monitor independente do Pentágono e das Forças Armadas americanas, e tem como objetivo a  investigação e análise das despesas militares, das políticas e sistemas de armas. Ele é composto de altos funcionários aposentados do governo e ex-militares, bem como experientes analistas de defesa. O CDI é financiado exclusivamente por doações públicas e de fundações, não aceitando dinheiro do Pentágono ou da indústria militar. O instituto disponibiliza suas análises militares ao Congresso, à mídia e ao público, através de uma variedade de serviços e publicações, e também presta assistência ao governo federal e às Forças Armadas, se solicitado.
A publicação acima é uma proposta do CDI para a reforma das Forças Armadas dos EUA no Governo Obama. Para baixar o arquivo PDF, é só clicar na imagem acima ou aqui.
Eis um resumo das recomendações do CDI para a reforma da US Navy:
  • A principal deficiência da Marinha dos EUA é o seu corpo de oficiais dominado por técnicos, quadro que reforça a cultura de segunda geração da Marinha. A reforma requer a adoção da cultura de terceira geração, mandando os engenheiros de volta às praças de máquinas. A razão pela qual isto é problemático na Marinha é que a maneira de pensar do engenheiro é diferente da maneira de pensar militar-tática-estratégica – são modos opostos de pensamento. A guerra não é um problema de engenharia. O adversário são homens, não máquinas, e eles usam suas mentes para criar táticas assimétricas e surpresa, coisas que os oficiais atuais têm dificuldade em lidar. Para ganhar as guerras do futuro, as pessoas são mais importantes, as idéias vêm em segundo lugar e por último, o equipamento.
  • As guerras de quarta geração exigirão que a Marinha mude o foco Mahaniano de batalhas pelo controle do mar, para o controle de áreas costeiras. Ao contrário do que se pensa, a US Navy nunca esteve preparada para enfrentar a Marinha Soviética, pois o paradigma naval americano continua(va) sendo o porta-aviões, criado para enfrentar a Marinha Imperial Japonesa. Em caso de guerra com a Marinha Soviética durante a Guerra Fria, os porta-aviões americanos não durariam dois dias, segundo o almirante Hyman Rickover, pois seriam alvos prioritários dos submarinos lançadores de mísseis.
  • Os submarinos são os navios capitais de hoje e a US Navy deve manter-se dominante nessa área, inclusive explorando outros designs, como a volta dos submarinos convencionais para operações costeiras.
  • Os navios-aeródromos são “caixas grandes” úteis, mas eles precisam dissociar-se das clássicas alas aéreas embarcadas para transformarem-se em navios de emprego múltiplo, transportando tudo o que for necessário para crises específicas ou conflitos.
  • A Marinha deveria adquirir uma aeronave similar ao A-10 Thunderbolt II para ser realmente efetiva no apoio aéreo aproximado, já que o F/A-18 deixa muito a desejar nesse quesito.
  • Cruzadores, destróieres e fragatas são navios de guerra obsoletos e precisam ser desativados. Suas funções podem ser cumpridas por pequenos navios-aeródromos ou navios mercantes convertidos. “A melhor escolta para um navio-aeródromo é outro navio-aeródromo”.
  • A Marinha deveria formar uma flotilha de pequenos navios de guerra adequados para águas verdes e marrons, capazes de operar de forma autônoma em conflitos de quarta geração. O atual “Littoral Combat Ship” é aparentemente uma tentativa falha de design nesta direção.
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WAR

ÔPA! Será que já estamos na direção certa?

Flamenguista

Pra dizer a verdade, acho que o LCS é um pouco superdimensionado se for pra interceptar lanchas com drogas!É claro que nao é só pra isso mas parece que os americanos querem enfatizar essa funcao.

rodrigo rauta

po essa eu não esperava…quer, todo um conceito de como uma marinha deve ser, que praticamente é predominante no mundo hj seria totalmente ultrapassado?!?!?!?!?!?!?…caraca..ehehehhe…juro que agora to totalmente pasmo…

Marine

Amanha com mais tempo vou ler o relatorio completo com calma, mas quero ressaltar que isso e um estudo e uma opiniao de um “think-tank” e opiniao no mundo e o que nao falta…

Com certeza certos desses pontos apresentados aqui seriam revolucionarios e sem querer tirar o valor dessa analise certos pontos ate agora implicariam que todas as Marinhas do mundo estao completamente erradas e tenho que concordar que parece a primeira vista pouco provavel…

Sds!

fabio

PARA TUDO , CHAMA A NASA !!!!! PESSOAL VAMOS USAR A LOGICA QUER DIZER QUE TODA A MARINHA AMERICANA , INGLESA , FRANCESA , BRASILEIRA ESTÃO ERRADAS ??? QUE DEVEMOS ENTÃO USAR OS CONCEITOS SOVIETICOS , QUE A MARINHA AMERICANA ESTA PREPARADA É PARA ENFRENTAR A MARINHA JAPONESA QUE OS BILHÕES GASTOS EM NAVIOS ESTÃO ERRADOS , BEM ALGUEM TEM QUE LEVAR ESSES RELATORIOS PARA OS MILITARES E CHAMAR OS NAVIOS E PORTA AVIOES E VENDER PARA O FERRO VELHO !! O QUE VCS ACHAM ??
EU ACHO QUE TEM GENTE EXAGERANDO NO UISQUE

M. Souza

Se esse relatório transformar-se em paradigma, com certeza vai revolucionar a forma como se pensa a guerra no mar!

Rodrigo

Caramba! Estou abismado…

É preciso observar que isso não é a nova doutrina da USNavy. Mas se isso for para frente e virar corrente de pensamento daquela marinha, então eles terão jogado uma bela grana fora…

Abrivio

Vamos fazer o da MB, pessoal? Vou dar sugestões: 1) Não gastar o parco orçamento em pensões de “filhas” (netas adotadas, amantes entre outras agregadas) de militares. 2) Não colecionar sucata ultrapassada sem valor militar que não consegue sequer sair do porto. 3) Menos whiskey, mais armas. 4) Acabar com os desvios nas licitações. 5) Lugar de marinheiro é em navio, acabar com a imensa frota de “navios de concreto”, onde quem não tem vocação se esconde. 6) Usar os royalties na marinha na marinha. 7) Reformar o ensino militar conforme os novos desafios do mundo. 8) Tradição é importante,… Read more »

storm

Como todos sabem, hahaha…, não sou nenhum especialista, mas esse ponto me chamou a atenção: “A Marinha deveria adquirir uma aeronave similar ao A-10 Thunderbolt II para ser realmente efetiva no apoio aéreo aproximado, já que o F/A-18 deixa muito a desejar nesse quesito”. Vejam que uma versão naval do Super Tucano para a MB, não é realmente uma idéia absurda, pelo contrário é muito plausível se uma marinha deseja projetar sua força em terra e apoiar fuzileiros por exemplo presisa e um avião de ataque confiável e capaz. Acredito que o que esse relatório mostra é uma verdade que… Read more »

Bosco

Me desculpem os experts que formularam esse relatório mas eles não entendem nada e não falam coisa com coisa.

João-Curitiba

Parece que eu estou lendo o Plano do Mangabeira/Jobim.
Quem roubou de quem?
Ou várias pessoas, em locais diferentes, pensaram igual?

Bosco

Os F-18 são adequados ao apoio tático já que o mesmo hoje em dia não é mais realizado a baixa altitude com bombas burras, foguetes e canhões, e sim à média e com uso intensivo de armas guiadas por GPS, laser, etc. Tudo bem que uma aeronave mais específica e de baixo custo possa ser desenvolvida, mas daí a dizer que o F-18 não se presta à tarefa é outra estória. Como um “pequeno navio” apto a operações costeiras (corveta?) vai ter autonomia para operar a 8000 milhas de casa de modo eficiente? Vai usar um porto de um país… Read more »

Bosco

Um NAe multifunção que considero o ideal para o Brasil, só é possível para quem operar o F-35B que tem capacidade VTOL e helicópteros para a função AEW. Caso contrário não passará de um porta-helicópteros de assalto anfíbio.
Se o Brasil não adotar (e não vai) esse caça, ele se verá obrigado a ter um porta aviões clássico, com aeronaves convencionais lançadas por catapultas (ou sky jump) e recuperação por cabos de contenção.

Sérgio

Estava observado a Baía da Guanabara neste ultimo Domingo, e olhando a quantidade de navios parados e pensava o q é dinheiro jogado fora, pois uma série desses navios (Ex-Doce/Loyd, etc.)estão parados a anos e agora vem uma sugestão para aproveitar mercantes como “faz tudo” militar, mas a nossa Marinha dispensou o (ex-Loyd) “Atlântico Sul”, em seguida no mesmo momento, sobrevoando São Gonçalo estavam 2 A-4 – Pessoal em VOO!! – assim como os AMX ou F-5 fazem de vez em quando. provavelmente vindos de Sta.Cruz e pensei, com o Opalão estacionado, nada mais justo do que o pessoal adotar… Read more »

Edilson

è importante observar que o realtório se refere ao período da guerra fria em que amarinha soviética contava com uma força de submarinos inúmeras vezes superior à americana. o que eu vejo é que o relatório é pacional num ponto. as forças ditas de intervenção, CVN, LPD; LHD deveriam ser desativadas e deveria se dar maior enfase a defesa próxima do território, desmembrabndo assim a capacidade de ataque global. de fato esta é esatratégia da Marinha Russa, que se preocupou em defender as suas águas, deixando as águas internacionais para os subs. porém é de destaque que mesmo esta anuncia… Read more »

Edilson

porém como bem disse o Marine, opiniões tem de sobra pelo mundo.

André

Por esse estudo, a Us Navy deveria ser toda reformulada. Será que devemos dar tanto crédito ao mesmo?
Sds a todos!

Pedro Rocha

Olá senhores! Apesar de ser um estudo independente acredito que vários de seus tópicos podem ter voz ativa no governo dos EUA! Principalmente no congresso! Vejam bem nessa crise econômica os congressistas estadunidenses não vêm com bons olhos os bilhões gastos com os novos CVN Ford e suas caríssimas escoltas. Acredito que lá os próximos orçamentos para investimento em defesa serão substancialmente cortados. Vejo que os caríssimos programas CVN, DDGX, LCS, MV-22, F-35, etc. serão suspensos ou encerrados! Quanto à questão dos CV os EUA já estudaram o conceito de navios multi-propósito como os italianos, espanhóis, coreanos, australianos, etc. antes… Read more »

Nimitz

Como é difícil abandonarmos paradigmas, não é pessoal? Agora imaginem o que pensam os caras do complexo industrial-militar americano, ávido em vender novas armas, cada vez mais caras para o Pentágono? O fato é que “a casa caiu”, amigos, a US Navy, do tamanho que está, não pode ficar. O custo astronômico dos novos navios-aeródromos, destróieres e submarinos não poderá continuar a ser suportado por uma economia em declínio. Haverá cortes em vários programas com certeza e a estratégia americana vai ter que mudar, senão o país quebra de vez. Não sabemos até que ponto Obama vai seguir essas diretrizes,… Read more »

Abrivio

Sérgio,

Vc é pé-de-coelho, jogue na megasena que vc ganha fácil!!! Vc viu dois, não um, mas dois A-4 voando!!!

Parabéns.

Bosco

A projeção de poder oferecida por um NAe de 90.000 toneladas é maior do que seria possível com 3 NAes de 40.000 toneladas. Um NAe de 30000 ou 40000 toneladas não é um alvo menos cobiçado que um de 90.000 t. Um NAe de 30.000 t não é um alvo mais difícil de ser atingido que um de 90.000. O custo de dezenas de NAe menores, tanto de aquisição quanto de operação talvez não compense, embora claramente trás benefícios no sentido de versatilidade e de sobrevivência devido à dispersão. Mas implica numa menor capacidade de projeção de força de modo… Read more »

Sérgio

Abrivio A p____ da minha casa fica na rota dos caras que estão em Alerta Aéreo (de Sta.Cruz) e de vez ou outra “ganham” a oportunidade de uma volta de raio longo -aí passam em cima da minha cabeça com aquele barulhão- e identifiquei os A-4. A residência de um familiar é em São Pedro d’ Aldeia e os caras quando estavam voando, por lá – já faz algum tempo – faziam a aproximação para toque e arremetida e/ou pouso, passando bem perto e a silhueta dos “Falcões”zinhos, me é bem familiar, não tendo dúvidas no que presenciei. Vai lá!,… Read more »

Azevedo

Neste tema, mas num nível mais político-estratégico, segue link de artigo da Proceedings que tem dado o que falar em blogs militares dos EUA:
http://www.usni.org/magazines/proceedings/story.asp?STORY_ID=1733

Bosco

A US Navy não precisa de submarinos convencionais salvo em operações “clandestinas” de infiltração/extração de tropas ou espionagem. Para isso, se os Virgínias não derem conta do recado (coisa que eu duvido) ela poderia adquirir alguns poucos AIPs. Submarinos nucleares são invulneráveis a tudo que o “inimigo” possa ter salvo outro submarino nuclear ou uma arma nuclear de profundidade. Um sub convencional ou um navio de superfície só eventualmente conseguiria atingir um submarino nuclear. Teria que contar com o fato “sorte”, complicado de se levar em consideração em uma situação de combate real. Na década de 80 era comum se… Read more »

Bosco

Só lembrando, me corrijam se estiver errado, “faixa litorânea” para questões militares corresponde a 100 milhas náuticas mar adentro e 50 milhas náuticas terra adentro.

Noel

Caso a Royal Navy não possuisse porta-aviões, nunca retomaria as Malvinas, e caso os Argentinos tivessem utilizado o seu, com competência, poderiam, ou ter mudado o desfecho da guerra, ou ter cobrado um preço maior aos britânicos. Se não estou enganado, foi a única guerra naval após a IIGM, portanto um grande laboratório. As esquadras Italiana e Alemã, mesmo tendo uma força de Sub poderosa, nunca poderiam dominar os mares, exatamente por não os possuir, na IIGM. Sem os seus PA os EUA não seriam nunca a potência global, invejada, admirada e, por muitos, odiada, que são desde os anos… Read more »

Douglas

O Bosco tem razão. Na minha avaliação, os pensadores das ideias postadas pretendem ver a US Navy podada da capacidade de intervenção global. A doutrina de porta-aviões nasceu quando do enfrentamento com a marinha japonesa, mas sua doutrina evoluiu como parte da política de projeção de poder global dos EUA. Sem os Nae classe Nimitz a capacidade de intervenção dos EUA é quase nula. E as escoltas, ditas “obsoletas”, compoem os grupos de batalha e ataque nucleados em porta aviões, além de comporem o sistema multiplo de defesa anti aerea e anti submarina. Como atacar subs e prover defesa aerea… Read more »

Alexandre Galante

Bosco, o amigo precisa obter informações de fontes mais confiáveis a respeito do desempenho dos submarinos nucleares americanos. Os Los Angeles e mesmo os Virginias têm hardware e software voltados para enfrentar submarinos nucleares, em águas profundas. Em águas rasas, seu desempenho é deficiente e inferior aos submarinos convencionais modernos. A US Navy ainda está aprendendo a lutar contra submarinos convencionais em águas rasas, pois seus complexos e caros sistemas sonar não foram feitos para este tipo de ambiente, que tem muita reverberação e ecos espúrios, onde o submarino convencional, navegando com baterias ou AIP, torna-se virtualmente indetectável. Um submarino… Read more »

Dalton

Vc adivinhou meus pensamentos Bosco… Um porta-avioes de 90.000 toneladas alem de transportar mais avioes, pode suprir seus avioes com uma quantidade maior de combustivel e armas, ou seja, o numero de sortidas é muito maior. Sendo nuclear entao, nao precisa levar combustivel para si, podendo levar no lugar mais combustivel e armas para sua ala aerea. Neste ponto até o Charles DeGaulle nao foi um completo sucesso, pois enquanto os grandes porta-avioes nucleares americanos só precisam reabastecer seus reatores nucleares após 25 anos, o frances necessita a cada 8, 9 anos. Equipado com avioes de alerta aereo antecipado Hawkeye,… Read more »

Abrivio

O mundo mudou, Bush governava como se estivesse na década de 60. Não existe uma única forma de dominar, ela deve se adequar a sua época. No colonialismo, era necessário manter um corpo burocrático e forças militares na colônia. Volta e meia haviam revoltas. Muito mais simples e barato era o modelo posterior, de dominação econômica. Os paises podem fazer o que quiserem, desde que não afetem o interesse econômico dos impérios. Caso alguém faça fora do penico, é só mandar uma força punitiva para realinhar as coisas. Acho esse modelo já ultrapassado, pois envolve atualmente custos políticos, humanos e… Read more »

Pedro

Vou concordar com o Almte Nimitz aqui às 9:18 do dia 29/01. Como é dificil o pessoal se confrontar com idéias que jogam por terra tudo o que foi apostado até agora. O Welington e a Vovódka devem estar “vibrando”: “Ao contrário do que se pensa, a US Navy nunca esteve preparada para enfrentar a Marinha Soviética, pois o paradigma naval americano continua(va) sendo o porta-aviões, criado para enfrentar a Marinha Imperial Japonesa. Em caso de guerra com a Marinha Soviética durante a Guerra Fria, os porta-aviões americanos não durariam dois dias, segundo o almirante Hyman Rickover, pois seriam alvos… Read more »

Bosco

Até as caravelas do Cabral estariam seguras dentro de um perímetro coberto por um Nimitz e dois ou três Los Angeles, portanto, fica fácil dizer que os Ticonderogas e Burkes são obsoletos e dispensáveis. Só que na prática a teoria é outra.

Dalton

Tao pouco a marinha sovietica estava preparada para enfrentar a marinha americana. havia uma serie de deficiencias na epoca,anos 80 ,inclusive com relaçao a precisao dos misseis…de ambas as marinhas ! Além do mais seria suicidio tanto para um como para outro, pois poderia levar a uma guerra nuclear de consequencias inimaginaveis. Ter uma marinha grande é necessário pois vc só poderá contar com uns 40 por cento dela q qualquer tempo . Assim, ter 11 porta-avioes, significa poder contar com 4 a qualquer tempo e outros 2 num periodo de mais 1 mes e só. A partir dai precisa-se… Read more »

Bosco

Galante,
mas é por isso mesmo que eles são invulneráveis. Podem fugir e se posicionarem melhor a grande velocidade. Não quer dizer que com 35 nós eles sejam eficientes para atacar mas o são para melhor se posicionarem e para se evadirem.
Eles até podem não detectar a presença de subs convencionais mas é muito difícil os mesmos serem atingidos por torpedos desses submarinos, salvo se eles entrarem desavisadamente na área de atuação dos mesmo.
Mas é claro que é o que eu penso. Considero muito balizada a sua opinião.
Um abraço.

Corsario-DF

Esse relatório é uma grande reviravolta na “idéia” de marinha moderna e eficiente. Concordo em muitos aspectos e com as reflexões desse relatório, ainda mais que deixa bem claro é a questão de otimização dos recursos, sem a política atual de gastos exorbitantes para ameaças assimétricas. Quem sabe não poderemos ter uma MB assim??? E depois os colegas vem me criticar por defender as Corvetas e Navios Patrulhas bem armados e em grande quantidade…

Sds.

Alexandre Galante

Bosco, imagine-se um comandante de submarino nuclear navegando numa plataforma continental, com um submarino convencional inimigo com AIP detectando você, te acompanhando de perto e disparando torpedos à queima roupa (cerca de 3.000 a 5.000 jardas). Até você detectar o torpedo e acelerar, já era. É caixão e vela preta, amigo.

Dalton

Sou um dos que lamenta o abandono por parte da US Navy dos subs convencionais. Eles tinham um projeto muito bom na classe barbel mas apenas tres foram construidos. Também…só o gasto que eles tiveram para desenvolver o Seawolf e apenas tres foram construidos deve ter causado panico aos administradores da epoca e os cortes vieram. Outra questao interessante quanto a velocidade dos subs nucleares é quanto ao transito para as areas de operaçao. Eles podem chegar mais rapido, e quando se tem problemas lá do outro lado do mundo isso torna-se importante…para eles, pois outros paises podem se dar… Read more »

Bosco

Não se pode esquecer que a velocidade de patrulha de um sub nuclear é pelo menos o dobro da de um convencional, o que dificulta muito o acompanhamento. Por isso é que eu vejo meio que como sorte o sub nuclear entrar na área de atuação do convencional onde ele possa tomar medidas ofensivas que sejam eficazes. Eu acho o submarino convencional uma arma fantástica mas como muito já se discutiu aqui no blog é uma arma de “espreita”, usando a tática da “posição” e não de “manobra” como o “carrapato”. Se passar perto ele ataca. Sua furtividade é o… Read more »

Zero Uno

O DCI está certo sim!!! França, Espanha e outros países estão investindo em navios que não são nescesssáriamente SOMENTE porta aviões. Não que não sejam nescessários, claro que são. Tanto que a França vai construi o irmão mais novo do Charles de Gaulle o Clemenceau. Más os EUA e Inglaterra vão começar a operar novamente submarinos convencionais e navios menores para águas marrons. Qual o problema? Essas pessoas – do DCI – são ex-militares e antigos funcionários do Pentágono, estão capacitadas e são pensadoras de um instituto que até mesmo o Governo e o Congresso dos EUA recorrem quando precisam… Read more »

Zero Uno

Mais notícias Russas. O cruzeiro lança-mísseis “Variag”, considerado pelo Otan como “ assassino de porta-aviões”, iniciou hoje tiros de combate em alto mar: informou o porta-voz da Frota russa do Pacífico, o capitão Roman Martov. “A tripulação do cruzeiro “Variag” realizará uma série de tiros de artilharia contra os alvos terrestres, navais e aéreos. Ainda mais , os sistemas da defesa antiaérea da bordo se ensaiam em técnicas de tiro de combate contra os alvos volantes”, precisou o porta-voz. O navio da Frota do Pacífico efetua sua primeira saída a alto mar após submeter-se a uma reparação a fundo. O… Read more »

Alexandre Galante

Bosco, submarino nuclear em patrulha de combate, para poder escutar bem, tem que navegar a 5 nós, mesma velocidade dos convencionais. Se navegar a 10 ou 15 nós, já começa a ficar surdo e provocar cavitação, sendo escutado pelo inimigo mais facilmente.

Dalton

Sim, a Russia tem apenas um porta-avioes porque nao teve condiçoes de contruir outros, inclusive havia projetos de navios ainda maiores que o Kusnetzov, que foram engavetados quando a URSS deixou de existir, alias, o Kusnetzov passou a maior parte de sua vida no porto, até agora, e nunca embarcou uma ala aerea completa. Os porta-avioes americanos da classe Ford sao pouca coisa maiores que os Nimitz e sua ala aerea continuará sendo de 70 aeronaves no maximo embora possa levar até 90, mas o importante é vc poder dar sustentabilidade aos seus avioes, assim, mesmo levando menos que sua… Read more »

Douglas

Galante,
Dentro do seu raciocínio, considerando que o Brasil não aspira a uma presença intervencionista de alcance global, mas restringindo-se ao Atlantico, a opção pelo nuclear no Brasil é muito controvertida não?
Considerando-se ainda o fator orçamentário e a falta de perspectiva para diversas necessidades mais urgentes…

Bosco

Eu achava que a velocidade de patrulha de um nuclear era em torno de 12 a 14 nós, e que não adiantava ir mais devagar por não fazer diferença em relação ao nível de ruído emitido. Se for de 5 nós como a de um convencional, limitada pela sensibilidade do sonar, aí o convencional com AIP pode se sair melhor em um número maior de possibilidades. Mas eu ainda acho que a defensiva (não me chame de cabeçudo!) ainda está do lado do convencional e que o nuclear tem maior liberdade em usar o sonar ativo, já que como tem… Read more »

Bosco

A visão desse relatório independente é mais simplista que a minha visão de batalhas navais. No entender dos “experts” que o elaboraram a USN vai lutar apenas contra “cachorro morto”. Países com a marinha de um Afeganistão ou uma Somália. Para esse tipo de combate assimétrico, até eu que sou leigo, sei que a USN é superdimensionada e supersofisticada. Bastariam alguns LHDs repletos de AV-8B ou até mesmo uma versão navalizada do A-29, um monte de barcos patrulhas bombados armados com canhões e alguns submarinos convencionais com AIP. E de preferência um país aliado nas proximidades. O problema é que… Read more »

Dalton

Caro Bosco…

Afeganistao nao tem marinha…porque nao tem mar…mas de resto concodo com a sabedoria do amigo :>)

abraços

Alexandre Galante

Bosco, faz muita diferença, ainda mais em águas rasas. Submarino, mesmo nuclear, só usa sonar ativo em última instância, pois se fizer isso, revela sua posição e deixa de ser stealth. As táticas são diferentes, mas em águas rasas, que é a questão, o submarino nuclear está em desvantagem, pelo tamanho e nível de ruído maior. A superioridade do nuclear se dá nas velocidades de sprint para alcançar posicionamento em curto espaço de tempo, mas precisa fazer isso em grandes profundidades para reduzir a cavitação, que denuncia sua presença. A outra vantagem óbvia é que ele não precisa esnorquear, pois… Read more »

Alexandre Galante

Por falar em sonar, tô preparando a terceira parte sobre sonares. Vamos chegar depois da parte sonares de submarinos, que é onde o bicho pega.

Bosco

Dalton,
kkkkkkkk. Realmente meu caro.
Obrigado pela lembrança. Mas serviu bem de exemplo.
kkkkkkkkkkk

Galante,
estou atento e ansioso ao tema “sonar”.

Um abraço a todos.

Marine

Galante,

Poxa, vcs colocaram aqui um relatorio longo e muito especializado…Poucos vao poder compreender o inlges e o contexto em que foi escrito.

Digamos que esteja em um nivel muito alto para a maioria entender e ja tem gente aqui achando que isso e doutrina oficial da US Navy…

Sera que na proxima vez poderiamos ter esse post em diferentes partes lidando com seus diferentes capitulos?

Sds!

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