quinta-feira, maio 13, 2021

Saab Naval

França quer aumentar ainda mais as exportações de armas

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

francedefenseproducts

O apoio político do Governo ajuda a indústria de Defesa francesa a alcançar seus melhores resultados na exportação, nos últimos oito anos

A França exportou € 6,2 bilhões (US$ 8,1 bilhões) em armamentos em 2008, passando os € 5,5 bilhões ($ 7,3 bilhões) de 2007, segundo o ministro da Defesa Hervé Morin disse na semana passada no Air and Space Museum, em Le Bourget, durante encontro de Ano Novo com as indústrias de defesa.
Morin também afirmou que França ultrapassou a sua meta planejada de € 6 bilhões e pretende continuar a aumentar as exportações em 2009. Embora 2008 tenha sido o melhor ano desde 2000, ele vê ainda potencial na Indústria de Defesa francesa nos planos para superar Grã-Bretanha como o maior exportador de armas da Europa deste ano. Morin acrescentou que a França poderia chegar a US $ 9 bilhões em exportações de armas até 2010.

Rafale

Um dos principais pilares das exportações francesas militares neste ano poderá ser o avião de combate Dassault Rafale. A aeronave não foi exportada ainda, no entanto, têm potencial em vários países. O Rafale é um competidor para a Força Aérea Indiana como aeronave de combate de médio porte (MMRCA), com possibilidade de vendas de 126 aeronaves. O Rafale também poderia ser a opção preferida para a Suíça no Programa de substituição parcial dos Tiger (ETT) e no Programa F-X2  do Brasil. Os suíços terão mais de 25 novas aeronaves em sua primeira aquisição, enquanto o Brasil tem a intenção de comprar 36 aviões, para substituir seus caças Mirage 2000. Um potencial contrato pode ser de cerca de € 1,5 bilhões (US$ 1,9 bilhões) na Suíça e mais de € 1,9 bilhões (US$ 2,5 bilhões) no Brasil. No entanto, a oportunidade mais atraente é a Índia, valendo mais de € 7,6 bilhões (US$ 10 bilhões).
Além disso, a Líbia e os Emirados Árabes Unidos têm sinalizado forte interesse no caça francês.

Helicópteros

A Eurocopter baseada na França (uma empresa 100% EADS), tem sido muito bem sucedida em exportação. Cougar, Dauphin, Puma, Pantera, NH90 e Tiger são todos populares e as exportações estão em andamento, para forças armadas de todo o globo.

Navios de guerra

Um produto muito bem sucedido é a exportação de submarinos diesel-elétricos de ataque classe “Scorpène”,  construído conjuntamente pela DCNS francesa e espanhola Navantia. O Scorpène foi encomendado pela Marinha Chilena (2), Marinha Real da Malásia (2), Marinha da Índia (6), Marinha do Brasil (4).
A DCNS também está desenvolvendo conjuntamente a Fragata FREMM multimissão, com a empresa italiana Orizzonte Sistemi Navali (uma joint venture entre as empresas aeroespacial e naval Fincantieri e Finmeccanica). A Marinha do Marrocos é o primeiro cliente de exportação desta fragata, que também pode ser uma possibilidade para a Marinha da Grécia, que tem necessidade de seis (4 +2) fragatas. Mas analistas de Defesa, no entanto, não veem qualquer possibilidade da Grécia comprar navios caros agora, uma vez que estão tendo dificuldade para pagar compras feitas anteriormente, como o submarino alemão U214.

Apoio político

Na sua declaração, Morin também salientou que as aquisições de defesa são uma questão política que tem de ser apoiada por uma política do país. “As decisões de compra de um país dependem da qualidade do produto e do preço, mas também é um ato político. Tem de haver, simultaneamente os dois aspectos: industrial e político. Se estiver faltando um, a nossa posição é enfraquecida”, disse ele.
Neste contexto, o governo francês realizou uma reforma dos procedimentos de exportação, com as licenças de exportação agora podendo ser processadas em menos de 40 dias, que antes eram de 80 dias. Foi criado também uma task force de vendas de alto nível, com o objetivo de ajudar a indústria de defesa a melhorar seus produtos.
Estes são apenas alguns sinais da administração do Presidente Nicolas Sarkozy no forte apoio à indústria de defesa nacional. Muito mais importante é a participação pessoal do presidente Sarkozy, que fala diretamente com os Chefes de Estado de todo o mundo, para fornecer os produtos de defesa franceses, englobando nestes contratos militares outros contratos tecnológicos civis. Isto leva a França a uma situação bastante vantajosa, uma vez que países como o Brasil e a Índia estão interessados na tecnologia no “estado-da-arte” de ferrovias a centrais nucleares, e infra-estruturas civis.

FONTE: DefPro

NOTA DO BLOG: Seria muito bom se o Governo brasileiro aprendesse a apoiar a Indústria de Defesa nacional, como faz a França. O Brasil sempre quis bancar o bom moço nas Relações Internacionais e deixou suas indústrias de Defesa lutarem sozinhas no agressivo mercado internacional, sem nenhum apoio político. Vejam o que aconteceu com a Engesa, Bernardini, Avibrás etc.
Parece que agora as coisas começam a mudar, mas falar em exportação de armas num “país pacífico”, ainda é um tabu. Um exemplo recente ocorreu na feira aeroespacial FIDAE 2008, quando, segundo algumas fontes, houve silêncio da Embraer por pressão do Governo brasileiro, sobre a atuação dos Super Tucano da Colômbia no ataque aos guerrilheiros das FARC. Milagrosamente a Embraer ainda continua vendendo o Super Tucano, porque o produto é muito bom, apesar do anti-marketing do nosso Governo.

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Leandro Furlan

Alguns falam muito mal dos equipamentos franceses, que não são confiáveis, que entregam os códigos fontes, isso, aquilo… A França, sem dúvida, é um país admirável: concorre com 3 grandes blocos na área de defesa: a América do Norte (o mais forte deles), a Rússia e sua grande influência na Ásia e Leste Europeu e ainda um terceiro bloco de indústrias militares, a Europa (Alemanha, Espanha, Itália e Reino Unido). Mesmo com a proximidade militar com os últimos países citados, a França opta por um sistema de defesa voltado à sua indústria, com mísseis, navios, helicópteros, submarinos e até um… Read more »

Corsario-DF

Ótima colocação da nota do Blog, pois nosso governo faz uma verdadeira propaganda contra nossa indústria de Defesa, ainda bem que a Embraer sabe administrar bem seus negócios, pois se dependesse do governo ela com certeza já estaria na lista macabra, Engesa, Bernadini, entre outras. Muito desalentador esse cenário.

Sds.

Douglas

Não dá pra entedner.

as FARC são uma organização criminosa.

Porque o governo brasileiro “fez pressão”??????????

Que natureza de “amizade” ou subserviencia ieológica faz com que um governo faça pressão para não se divulgar o simples uso de um equipamento na repressão a uma organização criminosa???

Não é a toa que o Battisti tá rindo a toa por aqui.

Douglas

Quanto ao governo apoiar a industria, nunca teremos orçamento de US 100 bilhoes pra projetos. (isso foi o que a França gastou em P e D entre Rafale, FREMM, Horizon, e helos militares).

Então, vamos tocar o barco com o que temos.

Paul

Excelente a nota do Blog…Diz tudo, as empresas só podem contar com elas mesmas…

Abr

gaspar

a linha de montagem mundial do Pantera não tinha sido transferida para o Brasil ??? ou vai ser ainda ??
ano passado(acho eu) li um reportagem dizendo que o Pantra seria fabricado EXCLUSIVAMENTE no Brasil…
alguem leu algo a respeito tb ??
teriam novidades sobre esse assunto ??

McNamara

Em atenção ao comentário do Douglas, o que existe é o mito do “bom guerrilheiro”, resquício ainda dos anos 50/60 do século passado, romântico, idealista, justiceiro, camarada… Isto agora pertence ao passado, só falta avisar o Tarso Genro, Lula e asseclas, pois a ligação das FARC com o crime organizado é inegável, assim como é inegável o caráter criminoso comum desse italianinho sem vergonha chamado Battisti, que achou guarida em um país supostamente sério, mas com governo incompetente.

Zero Uno

Excelente matéria do Blog! Isso é um exemplo que o Brasil deveria serguir.

Quanto às FARC tem sim um bando de safados no governo que acham elas são um “grupo de resistência” e não criminosos, sequestradores, assassinos e traficantes.

Bem que uma amigo meu que lutou contras as guerrilhas brasileiras disse: “Ah se eu tivesse pego esses caras”…

Edilson

Destaco ainda a brilhante atuação do conglomerado Koreano na Fidae, claro com suporte e apoio do seu estado. São exemplos que devemos seguir.
agora… não querendo ser o advogado do diabo não, mas apesar de alguns equivocos as coisas estão atualmente muito melhor, haja visto que os Adidos estão sendo informados e preparados para divulgar a indústria nacional de defesa, a Argélia, o Pakstão entre outros são clientes abocanhados por estes métodos.
claro, também endosso o coro dos descontentes e defendo mudanças para que o governo haja mais eficientemente na defesa das nossas indústrias (especialmente as de defesa).

João-Curitiba

Pois é. Vale tudo, só não vale falar mal dos “cupanhero” das Farc. Desculpe Tim Maia, mas não resisti. Me chamou a atenção do final desta observação: “Muito mais importante é a participação pessoal do presidente Sarkozy, que fala diretamente com os Chefes de Estado de todo o mundo, para fornecer os produtos de defesa franceses, englobando nestes contratos militares outros contratos tecnológicos civis. Isto leva a França a uma situação bastante vantajosa, uma vez que países como o Brasil e a Índia estão interessados na tecnologia no “estado-da-arte” de ferrovias a centrais nucleares, e infra-estruturas civis.” Esta tal transferência… Read more »

Hornet

Eu vejo a coisa assim: A Embraer equipa quase toda a nossa FAB (Bandeirantes, Brasília, R-99, AMX, Tucano, Super-Tucano, modernização de caças)… e isso não é uma forma de apoio e incentivo do Estado brasileiro? Tanto no FX como no processo do FX2 a participação da Embraer sempre foi e continua sendo prioritária. Entre outros exemplos possíveis. O que seria da Embraer sem o CTA, que é mantido pelo Estado?…enfim… O Estado acabou de se tornar acionista da Avibras, o END diz claramente que privilegia a criação de um complexo industrial-tecnológico-militar nacional, coisa que está sendo feita inclusive com a… Read more »

Ulisses

Como está a situação de nossas ferrovias,alguém sabe?

Agradeço desde já.

Ulisses

Hornet.

Tenho uma idéia!

Que tal fazermos uma resistência pós-END?Será Eu,você,Bosco,João Curitiba,Zero Uno e quem quiser se alistar!KKKKKKKKK.

Hornet

Ulisses,

estou dentro!…hehehehe…

Tenho até um slogan: o END é só o começo….kkkkkk

abração

João-Curitiba

Prezado Ulisses Foi bom você tocar no assunto ferrovias. Como se sabe, hoje elas estão todas arrendadas. Aqui no Sul quem opera é a ALL (América Latina Logística). Se não me engano eles operam em outros países do continente também. Dias atrás, conversando com um funcinário da ALL, ele me descreveu um quadro nada favorável. Manutenção o mínimo necessário, tanto de trilhos quanto de carros. Isto porque trilhos e carros pertencem à União. Até mesmo os vagões importados, eles só retiram do cais depois que a União paga por eles. Não querem ter nenhum patrimônio aqui, com medo de um… Read more »

Ulisses

Hornet.

Aceito seu slogan,então está oficialmente criado,vamos até fazer uma vaquinha para colocar nossas ações na Bovespa!

E por falar em siglas…END é uma sigla elegante.BRIC também.Mas PIGS(Portugal,Italy,Greece,Spain)é piada(e o pior,isto não é brincadeira,é real).São porcos mesmo!

João-Curitiba

Caro Hornet

Como sempre você está certo. E vive la France.
Acerca do Super Tucano, se isto aconteceu mesmo, então o governo usou seu “poder de veto” numa decisão da Embraer. Decerto, sob orientação do Itamaraty.

Abraços

Marcelo Ostra

Tavendo, e ainda tem gente quee faka de avibras, engesa e afins Do jeito que funciona a mentalidade governamental brasileira, invetariam munição anti carro NAO LETAL Bom depois de SSNDEF, faLAMOS O QUE iMAGINA SOH Papel timbrado (BRAZÃO DE ARMAS DA REPUBLICA DEDERATIVA DO BRASIL) Do: GOVERNO FEDERAL PARA: EMBRAER Assunto: FIDAE Srs solicito em ipotese alguma divulgar o sucsso alcançado pela aeronave Super Tucano em recente atividade no Equador, afim de não arranhar a boa imagem de pais pacifico, amantes do carnaval que somos Já pensou, alguem pode achar isso feio tipo mau Brasil , mau Brasil , mau… Read more »

Ulisses

Obrigado João Curitiba(mas as revitalização das ferrovias estão na lista do PAC)e está aceito na resistência!Quem mais?

Nunão

Gostei da idéia da pintura DHN, Ostra! Os navios vão ficar mais parecidos com a “small white fleet” da MB do início do século XX! Abs!

João-Curitiba

Ulisses

Sobre o PAC, se as ferrovias estão arrendadas, quem deveria fazer a revitalização seriam as arrendatárias. Vide as rodovias. Mas pra falar a verdade, precisa mudar tudo, traçado, bitola, utilização, etc…
Temos hoje menos km de trilhos do que no tempo do Império.

Parodiando o Hornet, segue o trem.

Abraços

Ulisses

Obrigado de novo João.

Agora ATENÇÃO,APRESENTAR ARMAS,DESCANSAR.A MISSÃO AGORA É ATACAR O PRÓXIMO POST SOBRE A AUTORIZAÇÃO DO GOVERNO DO RJ EM CONSTRUIR O ESTALEIRO DE SUBMARINOS E OUTRAS COISAS,ENTÃO VAMOS COMEÇAR AGORA O PRIMEIRO ATAQUE DA RESISTÊNCIA,DISPENSADOS!

Estou muito palhaço hoje…

Vassily Zaitsev

Ulisses, 18:29hs,

To no meio dessa contenda braba. Resistance ser comigo mesmo. Eu e o Hornet seremos a unidade de sabotage. Sabotaremos tudo que for util ao inimigo, ………………………… com bombas nucleares desenterradas no deserto ( fronteira entre Síria e Israel), lugarzinho calmo que dá dó.

Mas, não conta para ninguém não, pois os arapongas da ABIN estão de zóio em tudo.

abraços.

Ulisses

Mais um na resistência,parabens Vassily afinal use também suas habilidade de sniper como fez na Segunda Guerra Mundial.Vocês já sabem que eu sou o sargento,qual é a idéia foi minha:)

Hornet

A résistance está aumentando…João Curitiba e o Vassily…mas eu sei que temos condições de arregimentar mais gente por aqui…

Vassily, sabotagem é com nóis mesmo! Beleza!…hehehe

abraços

João-Curitiba

Só um reparo. No caso de um enfrentamento com a França, o Hornet passa a ser suspeito de colaboração com o “inimigo”. Por motivos óbvios. Ele nunca escondeu sua simpatia pelas “tropas” franco-italianas.

Hornet

João-Curitiba,

hehehe…como vc bem lembrou, o meu ponto fraco em relação a França são as francesas em geral e uma franco-italiana em particular…se elas estiverem na batalha..sei não…

Mas não se preocupe, os franceses não entram na briga. São aliados externos, mas não participam diretamente na luta pela “causa” da defesa do END…kkkkkkkkk

abração

Ulisses

João Curitiba tem razão afinal o Hornet já falou da Carla Bruni diversas vezes,Hornet EXPLIQUE ISTO IMEDIATAMENTE PARA A TROPA OU TERÁ QUE FAZER 25 FLEXÕES.KKKKKKK

Acabamos de fundar está tropa e será que já temos traidores!?hehehe.

Hornet

Ulisses,

já expliquei acima. A França é aliada, mas independente disso, nossa “causa” não é externa…hehehe

abração

Ulisses

esta perdoado.k

Taer

Enquanto nossa industria de defesa vira pó, nosso presidente, recebe com toda presteza em Belém, no Pará, a quadrilha safada e caloteira do Chavez, Evo Moralez, Rafael Correa e Fernando Lugo, só faltou o Fidel, por motivos obvios e o “doidin” lá do Irã!
Assim não dá!

[…] e técnicos, segundo uma fonte da indústria. O anúncio do acordo dependeria agora apenas das definições na área política.  Quando da visita do governante líbio Muammar Khaddafi a Paris, em dezembro de 2007, foi […]

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