terça-feira, dezembro 7, 2021

Saab Naval

Mais sobre o futuro NAe da Índia

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

ins-vikrant

Como foi noticiado no dia 27/2 no BlogNAVAL, a Índia está construindo seu primeiro navio-aeródromo localmente.
O navio vai se chamar Vikrant, que significa em sânscrito  “Vitorioso” e “Corajoso”, em homenagem ao primeiro NAe indiano, da classe ” Majestic” (classe irmã da “Colossus”, da qual nosso NAeL Minas Gerais fazia parte).
A construção do novo Vikrant começou em abril de 2005, com a aprovação do projeto tendo ocorrido em 2003. O navio será composto de 874 blocos, dos quais mais da metade já estão prontos.
O NAe terá 260m de comprimento, 60m de largura, deslocará 37.500t e será propulsado por quatro turbinas GE LM2500, que possibilitarão uma velocidade de 28 nós.
A ala aérea embarcada será composta de 30 aeronaves, entre elas os caças russos MiG-29K, o caça indiano Tejas Naval e helicópteros Kamov Ka-31.
O Vikrant deve estar pronto em 2010 e entrar em serviço em 2014. O modelo acima, estava exposto na Aero-India, e mostra a configuração STOBAR (short take-off but arrested recovery) do Vikrant, sem catapultas e com “ski-jump”.
Com a rampa “ski-jump” de decolagem, os indianos se livraram das problemáticas catapultas a vapor, que caso fossem usadas, necessitariam de um gerador de vapor dedicado.

FOTO
: Bill Sweetman/Aviation Week

NOTA do BLOG: Os indianos estão recebendo consultoria técnica do estaleiro italiano Fincantieri desde 2004, construtor do Cavour da Marinha Italiana.

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marujo

É um exemplo para nós, brasileiros. Está havendo transferência de tecnologia por parte de alguém ou o projeto é genuinamente indiano?

Almeida

Qual a possibilidade de comprarmos este projeto para produzir, aqui no Brasil, dois desses navios? Acho que a India teria grande interesse em ter um parceiro do porte do Brasil nesta empreitada.

Thomas D. Weiss

São 2 LM-2500 por eixo, 4 no total.

Robson Bandeira

E outros paises continuam fazendo a sua parte.

Sds a todos.

Dalton

G-LOC

Verdade,com algumas modificaçoes foi testado sim e com sucesso, embora com sua capacidade um tanto quanto diminuida quando comparadoao modelo tradicional.

Confundi com o S-3 Viking, este sim, nao teve sucesso.

abraços

airacobra

ae se brincar vai ficar pronto antes do vikramaditya
abraços a tds

Dalton

A situaçao da India é bem diferente da nossa. O Paquistao é um eterno adversario e a China está logo ali em cima.

Ou seja, a necessidade os força a investir muito em defesa, até em detrimento de outras coisas necessarias.

Nós nao temos adversarios, e mesmo aqueles vizinhos mais problematicos nao tem condiçoes de sustentar uma guerra contra nós.

Defesa nao será uma prioridade para nós tao cedo.

sds

G-LOC

Catapulta não pode ser avariada (amassada pelo peso talvez?). Pode ser danificada em combate.

O E-2 da US Navy já foi testado em Ski Jump junto com o F-14 e o F-18.

Túlio Fernandes

Aos mais entendidos vai a pergunta.

Qual as vantagens e desvantagens do sky-jump em relação ao sistema de catapulta?

O que eu pude concluir de cara foi o seguinte.
Catapulta:
– Tendo 4 catapultas, mesmo com 1/2/3 avariada(s) o CV continua combativo
– Sistema mais complexo, maior manutenção.

Sky-jump:
– Uma vez avariada o navio não pode lançar mais aviões.
– Simples, (acho) manutenção nula, acho que apenas aquela varreduta pra tirar objetos estranhos da pista.

Dalton

Tulio… complementando o que vc escreveu: Catapultas permitem que a aeronave seja lançada com uma maior capacidade de armas e combustivel, o que é limitado no uso do ski jump. Também nao é qualquer aviao que pode decolar de um skijump, e nao é apenas uma questao de peso, mas também da aerodinamica da aeronave , por exemplo, um E2C Hawkeye que a marinha americana utiliza como alerta aereo antecipado nao pode decolar do skijump. Voce esta certo quanto aos problemas de manutençao de uma catapulta a vapor, e além do mais elas ocupam muito espaço,principalmente as usadas pelos americanos… Read more »

Vassili Zaitsev

A India pretende ter 3 NAE. Creio que está de excelente tamanho. Sempre sonhei com a MB equipada com 3 ou 4 NAE de 40 à 60 mil tons. Alem de 8 escoltas para cada grupo de batalha, claro, baseado nos NAE. Mas como sonhar ou querer não é o mesmo que poder, então, digo aleluia ao que a MB possui, e principalmente, consegue manter e operar.

A India, ao contrario de nós, esta cercada com vizinhos problemáticos, principalmente China e Paquistão. O segundo, nem se fala, pois desde 1947 que se estranham por causa da Caxemira.

abraços.

RJ

E qual seria a utilidade de ser ter os dois (Ski-Jump e Catapultas) no mesmo porta-aviões?

Vi alguns projetos russos com essa combinação.

Dalton

RJ

Verdade, e o objetivo seria extrair o melhor dos dois sistemas.

Para lançar avioes com pouca carga, para defesa da frota,por exemplo, usa-se o ski jump, avioes pesados para ataque ou outros tipos, a catapulta.

Com o ski jump vc pode ter menos catapultas e consequentemente maior economia de manutençao, gerar menos vapor, ter menos tripulantes envolvidos, etc.

sds

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