quarta-feira, dezembro 1, 2021

Saab Naval

A-1D Skyraider

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

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Faz algum tempo que surgiram rumores sobre a possibilidade de desenvolvimento de uma versão naval do A-29 Super Tucano. Agora, a notícia recente de que a US Navy estaria interessada no avião de ataque brasileiro, nos fez lembrar do último avião de apoio aéreo aproximado da US Navy movido a hélice.
O Douglas A-1 (ex-AD) Skyraider foi um avião de ataque que operou dos anos 1950 até 1970. Anacronicamente era movido a motor a pistão na era do jato, mas mesmo assim, teve uma longa e bem sucedida carreira. O Skyraider foi desenvolvido inicialmente como bombardeiro de mergulho e torpedeiro, no final da Segunda Guerra, mas acabou não ficando pronto para entrar em serviço a tempo.
Porém , o avião se tornou a espinha dorsal da US Navy e do USMC na Guerra da Coréia, com sua enorme carga bélica e autonomia de quase 10h, que superavam em muito as dos jatos disponíveis.
O Skyraider também atacou os primeiros alvos no Vietnã do Norte, antes de ser substituído pelo A-6 Intruder. O A-1 continuou sendo usado no apoio aéreo aproximado pela USAF e pela Força Aérea do Vietnã, principalmente na cobertura a operações de resgate de pilotos abatidos em território inimigo.
Durante a Guerra do Vietnã, os Skyraider abateram dois jatos MiG-17, em 1965 e 1966.

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Vinícius D. Cavalcante

RJ, Os modelos A-1H ou A-1J levavam até 3.600kg de carga sob as asas, lem dos 4 canhões de 20mm. Tranportavam e lançavam quase tudo, como a antiga bomba de 907kg, com causa crucifrme, a bomba Mk-82 de 227kg, a Mk-81 de 113,5, foguetes de 127mm e 70mm(de aletas retráteis, em casulos de 4 ou 19 respectivamente, foguetes HVAR de 127 mm com aletas fixas, tanques de Napalm de 227kg…tudo isso numa carcaça que, nos dias de hoje, poderia ser recheada de CME, com lançadores d chaft e flares. E não devemos esquecer que a carreira desse avião não foi… Read more »

AMX

Sobre os abates de MIGs no Vietnã, digitem no youtube:
“the history channel dogfights”. E após, “gunkills of vietnam”.

É muito legal.
Abraços!

Mauricio R.

O payload do A-1 era por volta de 3.500 Kg.

Mais fácil a a US Navy modificar algum “Predator” que operar o Super Tucano.

Isto enquanto aquele UCAV, o X-47 não veem.

Baschera

Senhores,
A Us Navy, pelo menos na matéria da DefenceNews, NÃO que o ST para ser uma aeronave embarcada. Como cita o Mullins (Us Navy)….”It’s not a marinized aircraft. It doesn’t fly off the carrier.”
Então, não existiria um ST naval.

A Us navy necessita do ST como plataforma tática de asa fixa, com capacidade ISR (Inteligência,vigilância e reconhecimento)que agregue baixa emissão IR(infra-red), boa autonomia e capacidade de combate. Para apoio aéreo eles já utilizam e continuariam utilizando, os Harrier`s (futuramente o F-35) e os helicópteros Super Cobra.

Sds.

Giovani

Tornar o A-29 em um avião naval seria necessario reprojetar o avião todo e o Custo seria muito alto e sem nenhuma garantia de vendas ao Exterior a não ser talvez pra MB, é o mesmo caso do AMX Naval que não vingou.
O Douglas A-1 era uma necessidade da época e logo foi substituido pelos jatos.

Wilson Johann

O melhor apoio aéreo aproximado que a US Navy já possuiu. Nenhum outro conseguiu cumprir como ele esse tipo de missão. Mas isso foi num tempo que não existe mais. As defesas anti-aéreas de hoje inviabilizam as missões que, no passado, eram cumpridas por essa aeronave com muito êxito, com passes a baixa altitude e, muitas vezes, como nos casos de resgate de pilotos, metralhando posições inimigas. Hoje, qualquer míssil de ombro o poria no chão.

Abraços.

RJ

Vinicius e Francisco AMX,
Mesmo com qualquer modernização/remotorização, ainda iria preferir o A-29. E não acho que 1500kg de bombas seja tão pouca coisa assim… Alguém sabe a capacidade de carregar armamentos do SkyRaider?

Jacubão

Todos nós aprendemos.

Valtinho

Valeu Nimitz!

É pq só tinha visto ele voando em FAs.

Esse blog é muito bom, cada dia que passa eu aprendo mais e mais!!!

Francisco AMX

Será que este avião não poderia ter uma versão II? com um potente turbo-helice e aviônicos modernos?? sem mecher substancialmente no resto? já que é para apoio a forças especiais contra insurgência sem grandes poderes AAs….
Como disse o Vinícius, o A-29 “nunca será” um A-1 no sentido de eficiência bélica e persistência de combate… mesmo com a nova tecnologia prestigiando os mísseis o A-1 teria maias capacidade de carga destes e ainda levaria grandes tanques de combustíveis….

Valtinho

Não sabia que tinha uma versão do F-4 embarcada!

Nimitz

Valtinho, F-4 foi feito primeiro para a Navy, depois é que foi para a USAF.

RJ

O interessante é que o SkyRaider e o Super Tucano tiveram o mesmo “defeito” de projeto, que foi super-estimar o peso do motor/instalação do motor. Por consequência os dois ficaram com uma cauda super-dimensionada, e com a cabine mais avançada(praticamente à frente da asa) e para “consertar esse erro”, aumentaram a carga bélica ao longo do projeto. São plataformas muito estáveis, embora tenham uma manobrabilidade excepcional. O Super Tucano é atualmente o melhor avião COIN do mercado, segundo quase todos os especialistas. É muito mais para avião de ataque do que para treinador. Mas para botar gancho de parada e… Read more »

Flamenguista

Se optássemos pelo desenvolvimento do “P-29” com certeza teríamos uma vigilãncia marítima mais presente com custos relativamente menores.
Mas acho que, no momento atual, deveríamos nos ater no desenvolvimento de um VANT ou mesmo num VANT-C. Os recusos para o desenvolvimento de um “P-29” não seriam poucos e, apesar do possível interesse de outras marinhas em comprar este vetor, ganharíamos mais, em termos tecnológicos,com o desenvolvimento de um VANT. A Africa do Sul já nos propos a parceria de um projeto muito adiantado. Se o “P-29” e o VANT seriam complementares? Já deixo a pergunta prá quem entede!

FD

Menos Galante…

Jacubão

Realmente, essas máquinas maravilhosas deixaram sua história na aviação mundial. Não é a toa que foram substituídos pelos lendários A-6, que não conseguia cumprir as mesmas funções dos A-1 por serem aeronaves totalmente diferentes em desempenho. Sua robustês, baixa veloc, grande altonomia e pesado armamento fizerem dele uma aeronave única do seu tempo, e será um grande orgulho para nós brasileiros, ter desenvolvido a aeronaveque (quem sabe) que irá trazer de volta a USNAVY, aviões de ataque a hélice.

Vinícius D. Cavalcante

Em que pese que a precisão (e a letalidade) das armas aumentou bastante, o nosso A-29 ainda precisaria de uma boa dose de anabolizantes para chegar o patamar do Sand. Ele era muitíssimo mais robusto, com maior autonomia, fortemnte artilhado (mais peças e de maior calibre), transportava uma quantidade muito maior de bombas e foguetes sob as asas, que lhe permitia uma persistência em combate muito maior do que a do nosso Super-Tucano. De qualquer forma, não há hoje no mercado aeronave que rivalize com a nossa, que bem poderia ser aperfeiçoada pea adição de um armamento defensivo mais poderoso… Read more »

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