quinta-feira, maio 26, 2022

Saab Naval

Batida a quilha do HMS Audacious, quarto submarino nuclear classe “Astute”

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Corte Seccional do Astute em alta resolução

O quarto submarino nuclear de ataque da classe “Astute” (clicar na imagem) teve sua quilha batida ontem, em cerimônia presidida pelo Secretário de Defesa britânico, John Hutto. O Audacious se juntará aos irmãos Astute, Ambush e Artful, formando a pedra angular da capacidade de Defesa do Reino Unido no mar.
Os submarinos desta classe deslocam 7.400t submersos, têm comprimento de 97m e são capazes de circunavegar a Terra em 90 dias, sem a necessidade de vir à superfície, podendo chegar a quase 30 nós de velocidade por tempo indeterminado. Sua propulsão é nuclear, com um reator PWR-2 de Core H, que não necessita de reabastecimento por toda a vida útil do submarino, acabando com a necessidade de custosos reabastecimentos do reator.
Cada submarino é armado com 6 tubos lança-torpedos de 533mm de diâmetro, para torpedos Spearfish, mísseis antinavio UGM-84 Harpoon, mísseis de cruzeiro de ataque terrestre Tomahawk Block IV e minas navais.

NOTA DO BLOG: O projeto da classe “Astute” teve imensas dificuldades de gestão e só na quarta unidade as questões foram resolvidas. Conheça os problemas do desenvolvimento do mais avançado SSN inglês clicando aqui.

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Dalton

Os britanicos nao querem saber de silos verticais para lançamento de seus tomahawks.

Deve ser por causa da manutençao.

Os proximos submarinos americanos da classe Virginia virao com modificaçoes. Ao inves de 12 silos verticais, terao apenas dois maiores capazes de lançar 6 misseis cada um, propiciando economia na construçao.

Hoje em dia toda ideia para poupar é importante.

sds

Sandro

Pois e aqui na terrinha nos vamos levar 20 anos pra cosntruir um submarino, eta brasil veio…..

Marcelo Martins

Essa configuração que o Dalton mencionou já é usada nos 4 SSBN da classe Ohio que foram (ou ainda estão sendo) convertidos em SSGN.
Ao invés de um tubo para cada missil, há um “tubão” com 6 tubos menores dentro.

Dalton

Marcelo,

na verdade cada ” tubao ” comporta 7 misseis.
Dos 24 silos originais, dois sao usados para outros propositos, assim, 22 silos x 7 misseis cada = 154 misseis.

ah…e todos os quatro já foram convertidos e recomissionados porem um deles ainda está passando por testes e exercicios antes de ser empregado operacionalmente.

abraçao

Marcelo Martins

Beleza Dalton.
Pelo que eu sei esses outros 2 tubos serão usados para lançar SEAL’s e seus equipamentos, confirma?
De qualquer forma imagina um submarino com 154 tomahawks prontinhos para lançar!
Tudo bem que alguns desses 154 devem ser com ogivas nucleares e que dificilmente seriam usadas numa guerra com o Irã (usar nukes traria uma repercussão negativa muito grande para os EUA)…….mesmo assim, é um arsenal de respeito!!

Dalton

Marcelo,

voce está certo sobre o transporte de ” seals” e seus equipamentos.

Quanto a tomahawks com ogivas nucleares, nenhum é transportado até porque foram retirados de serviço há muitos anos atras.

Os unicos navios da marinha americana equipados com armamento nuclear sao os SSBNs.

abraços

Bosco

Dalton,
Sempre achei interessante do por que não usarem o mesmo “tubão” com 7 dos SSGN na classe Virgínia modificada. Seriam 14 ao invés de 12.
O “tubão” dos Virgínias não deve ser o mesmo “tubão” da classe Ohio.

Quanto aos armamentos nucleares, embora os NAes não os transportem em situações “normais”, eles podem em caso de necessidade receber as bombas B-61 e lançá-las pelos F-18. Ou não?

Dalton, eu fiz um questionamento no post sobre o LHD8. Se puder dê uma olhada e me responda.
Um abraço meu caro.

Dalton

Oi Bosco… Realmente teria sido muito melhor se os Virginias viessem desde o inicio com apenas dois silos maiores capazes de abrigar multiplos misseis…sai mais barato construir e depois fazer a manutençao, mas depois que começam a ser construidos fica dificil modificar até porque novas tecnologias e preocupaçoes com o orçamento nao sao estaticas e sim dinamicas, vao aparecendo aos poucos, entao o jeito é ir criando os block II, block III, block XXX e por aí vai. Quanto a B61, estao todas estocadas, nao apenas jogadas em um canto, mas sempre passando por supervisao para mante-las em condiçoes de… Read more »

Bosco

Sobre as armas nucleares é interessante em época de pós “Guerra-Fria” a falta de versatilidade da US Navy. Tendo apenas os mísseis Trident como opção nuclear, armado com MIRVs, a marinha americana está capacitada apenas para exercer seu papel dissuasório contra um ataque continental maciço na tríade nuclear, mas do ponto de vista tático, está completamente incapacitada já que não pode agir de forma gradativa. Parece que a capacidade de usar armas nucleares em um conflito de “baixa intensidade” de forma tática ficou só por conta da USAF já que parte (ou seriam todos os 450?) de seus mísseis Minuteman… Read more »

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