quinta-feira, outubro 21, 2021

Saab Naval

Inhaúma e Jaceguai: o jogo dos sete (ou mais) “erros”

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

cv-inhauma-v30-81

cv-jaceguai-v31-101

A palavra “erros” do título está assim, entre aspas, porque na verdade nenhum navio é igual ao outro de uma mesma classe, seja externamente ou (aí nem se fala) internamente. Nessas duas imagens em que a V30 Inhaúma e a V31 Jaceguai, corvetas da classe Inhaúma da Marinha do Brasil, foram fotografadas praticamente no mesmo ângulo no canal de entrada do porto de Santos, podem ser vistas algumas diferenças. Será que os frequentadores aqui do Blog do Poder Naval conseguiriam listar pelo menos sete diferenças? Algumas são bem visíveis, e ao menos duas referem-se a equipamentos eletrônicos muito importantes para a guerra naval atual.

Não esquecer, é claro, que as corvetas classe Inhaúma estão iniciando um programa de modernização em que, espera-se, parte dos equipamentos que se vê nas fotos (mais exatamente sensores e meios de guerra eletrônica) seja padronizada e substituída por modelos mais recentes, compatíveis com outros navios de escolta da esquadra, como as fragatas classe Niterói e a corveta Barroso.

Colaborou (inspiração): Padilha

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Galante

Aliás, ninguém comentou, mas aparentemente só tinha um Super Lynx para as 4 escoltas e um Esquilo . A situação está feia.

Marcelo Ostra

Realmente, mas ai seriam varios detalhes e um tipo de info que normalmente não temos acesso e assim mesmo demandaria muita capacidade tecnica para informar e avaliar:

Sua condição de lastro, combustivel e agua

Situação de suas bombas de lastro e de transferencia de combustivel e agua

Efeito da leve curva a BB em relação ao percurso, veloc

os pesos e distribuição dos mesmos naquele instante a bordo

o CG do navio

Destreza do Imto (Mas ai tambem dependeria todos os itens acima)

Mas, tamos ai, vc eh daqui ?

Abs
MO

Sérgio

Marcelo, Tanks!
Realmente não era para estar com essa inclinação nessa curvinha, mas o Galante matou. Transferência de lastro realmente é um saco, se não tiverem bombas rápidas ou dependendo, registros com pouca ação e ainda leveando em conta a velocidade da “nau”. Nada que um bom imediato – não assistente, mas – ativo não corrija, aí não precisa de comando, faz parte.

Marcos T.

Eu sei uma diferença:
A Inháuma tá com motor queimando òleo. Acho que tá com as valvula desregulada.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Marcelo Ostra

Sergio a foto foi bem antes da Balsa

Quase 1km antes, mais ou menos enfrente ao Regatas Santista (que nao deixa de ser uma curva, soh que nao tão acentuada)

MO

Galante

Repetindo meu comentário em outro post: Os navios fazem o balanceamento com tanques de lastro. No caso da Inhaúma, ela não está aprumada, pois aderna para BB (bombordo), devido ao balanceamento que ainda não foi feito. Com o uso de bombas, o navio volta ao equilíbrio, passando óleo e água de um tanque para o outro. Quando o navio está adernado, ou tem banda para BE ou para BB, essa inclinação é medida em graus. Quando um navio não tem banda, diz-se que está compassado, ou que está em quilha paralela, ou em águas parelhas (mar, mercante). Aprumar, ou trazer… Read more »

Pedro

O Mauricio levantou um ponto.
O canal do estuário está tranquilo e vemos um navio “pendendo” em aparente linha reta enquanto que o outro está totalmente nivelado.
Isso é normal em vasos de guerra?

Sérgio

Vamos acionar o M OSTRA!
Se for após os “ferry” na entrada do porto, o estuário curva à esquerda. Se a foto foi tirada aí, a V-30 está “dobrado a esquina”.
Quanto aos sete erros, viva minha ignorância.

Sérgio

Achei uma diferença grande e que voa, parece ser um “Esquilo” na V-31″.

Sérgio

Desculpem não tinha observado a reportagem do OSTRA e a foto do “Esquilo”. Sorry.

brazilwolfpack

Viva a Marinha Mosca!!!!!!!!

Elton

ei, alguem sabe dizer se não seria possivel instalar alguma defesa de ponto Superficie – Ar nas convertas brasileiras, e se fosse, que tipo de sistema seria possivel ?

AJS

Caro Flamenguista.
Na verdade, não são cargas de profundidade, mas sim as cápsulas que abrigm botes infláveis para salvamento, após lançadas, se abrem liberando um bote auto inflável.

Flamenguista

AJS.
Obrigado pelo esclarecimento. Prá vc ver a quantas vai o meu conhecimento.

Klinger

Como o amigo Flamengista tambem sou leigo mas gostaria de dar minha contriuição.
O que pude notar na Inhauma é a capsula de salvamento e os tubos de lançamento do Exocet que faltam na Jaceguai, a ponta dos mastros principais apresentam diferenças, a torre de treliças a frente da chaminé na jaceguai apresenta um equipamento, que tambem imagino ser de guerra eletronica e que não se encontra na Inhauma, me parece diferente tambem a alça eletrootica no centro bem acima do angar, ou no minimo em posições diferentes nos dois navios!

Fábio Max

Deixo essa tarefa para os mestres que frequentam este blog. De navios eu pouco entendo, sou apenas um palpiteiro.

Nunão

Muito bem, boa parte das diferenças vcs já pegaram. Para saber as denominações corretas e funções dos diversos equipamentos / sensores / armamentos que citaram, há os links no texto da matéria, com artigos do Poder Naval Online e posts do Blog Naval com perfis etc.

Boa diversão a todos.

Mauricio R.

Oba, mais um defeito p/ malhar a “Inhúma” , ela é pença p/ o lado!!!
Já a “Jaceguaí”, não é.

Flamenguista

A Jaceguai tem uma carga de profundidade a mais, está com o que parece ser a antena MAGE e falta um tubo lançador de Exocet.
Sou totalmente leigo com relação a sensores e tal então eu suponho que a Jaceguai esteja com MAGE e a Inhaúma não.
A despeito das críticas com relação a essa classe de navios, eu acho que nossas corvetas estão muito bem armadas. Se falta uma defesa AA de médio alcance, deixo a questão prá quem sabe mas que os dois reparos ao lado do hangar dão uma cara de “invocada” às nossas corvetas, isso dão!

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