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Submarino Nuclear: Nota à imprensa

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Construção de Submarinos:
Com base em subsídios fornecidos pela Marinha do Brasil, a presente Nota à Imprensa do Ministério da Defesa congrega dados mais detalhados sobre assunto em pauta, quando comparada às Cartas anteriormente distribuídas aos Jornais “O Globo” e “Folha de São Paulo”, em decorrência das matérias veiculadas com informações equivocadas.

Nota à Imprensa

O Programa de Desenvolvimento do Submarino de Propulsão Nuclear Brasileiro (17/7/2009)

Tendo em vista as informações equivocadas divulgadas recentemente em veículos de imprensa, sobre o programa de desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear brasileiro, que será realizado em parceria com a França, e diante de comparações indevidas entre essa parceria e proposta anterior da empresa alemã HDL, para o modelo IKL-214, o Ministério da Defesa esclarece:

Os dois projetos não são comparáveis
A proposta alemã era apenas para a construção de dois submarinos convencionais (propulsão diesel-elétrica), sem evolução para um submarino de propulsão nuclear, pois a Alemanha não os produz (detém zero por cento deste mercado). Também não haveria transferência de tecnologia de projeto, nem de manutenção, mas apenas de construção, e de forma limitada.

Já a proposta francesa, da DCNS, inclui a construção, no Brasil, de quatro submarinos convencionais Scorpène, que servirão para a capacitação do País no desenvolvimento de um submarino com propulsão nuclear, com respectivas transferências de tecnologias, tanto de construção, quanto de projeto, inclusive de seus sistemas de combate.

Essa proposta inclui, também, o projeto e a construção de um estaleiro dedicado à fabricação de submarinos de propulsão nuclear (e convencionais) e de uma nova base naval, capaz de abrigá-los. A parte nuclear do submarino será integralmente nacional, desenvolvida pela Marinha do Brasil em programa de pesquisa e de desenvolvimento iniciado na década de 70.

Restrições na manutenção
A Alemanha não transfere tecnologia de projeto nem de manutenção dos submarinos. Na construção dos atuais submarinos que o Brasil opera (IKL-209), a “seção de vante” (*) (proa), onde ficam os tubos de lançamento de torpedos, veio pronta da Alemanha e a manutenção dos sistemas de combate (sonares, sistema de direção de tiro, etc.) só é feita com a presença de técnicos alemães.

Estaleiro e base são previstos desde 1993
A construção de um novo estaleiro e de uma nova base, em Sepetiba (RJ), para os submarinos de propulsão nuclear, está prevista pela Marinha desde 1993, o que torna inconsistente a acusação de ser um gasto desnecessário imposto pelos franceses. Considerar que essas obras seriam desnecessárias, implica ignorar que submarinos de propulsão nuclear só podem ser construídos em estaleiros a isso dedicados e que atendam a requisitos tecnológicos e ambientais bastante específicos, que, hoje, não são atendidos por nenhum dos estaleiros existentes no Brasil. Além disso, a atual base dos submarinos convencionais, na Baía de Guanabara, sequer tem profundidade para um submarino de propulsão nuclear.

O Brasil exigiu que a base e o estaleiro fossem construídos por empresa brasileira, cabendo à responsável pelo projeto, a francesa DCNS, escolher, livremente, seu parceiro, tendo sido selecionada a construtora Odebrecht. Independentemente de quem fosse o responsável pelo projeto, não caberia licitação da obra, tendo em vista a necessidade de sigilo do projeto (plantas de instalações nucleares militares, não passíveis da divulgação pública exigida por uma licitação).

Desenho semelhante ao do nuclear
O casco do Scorpène já tem o desenho típico de um submarino de propulsão nuclear e emprega tecnologia desenvolvida no projeto do submarino “Barracuda”, a nova classe de submarinos nucleares de ataque franceses, ainda em construção, o que facilita a evolução para o nosso submarino de propulsão nuclear. Ademais, a Marinha do Brasil dispõe de farta documentação que mostra o elevado grau de satisfação da Armada Chilena com os Scorpène convencionais, operados por aquele país.

Nacionalização de 36 mil itens
No contrato com a França, o índice de nacionalização chega a 20%, representando a fabricação, no Brasil, de mais de 36.000 itens por submarino, inclusive sistemas complexos, além da transferência de tecnologia para empresas nacionais. Já há mais de trinta companhias brasileiras homologadas e diversas outras em processo de habilitação. Eventuais sobressalentes são adquiridos diretamente de quem os fabrica, o que reduz os custos.

A evolução do programa de submarinos no Brasil
O acordo Brasil-França deve ser visto com uma etapa de um programa iniciado pela Marinha do Brasil há três décadas, com o objetivo de capacitar o País a construir submarinos de propulsão nuclear, não sendo, portanto, uma simples operação de compra de novas máquinas. Ao mesmo tempo em que desenvolvia a tecnologia de um reator para propulsão nuclear do submarino, no final da década de 70, a Marinha iniciou um programa de construção de submarinos convencionais no Brasil, mediante o acordo com a HDW, alemã.

Dos cinco submarinos previstos naquele acordo, modelo IKL-209, o primeiro foi construído na Alemanha e os quatro últimos fabricados no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ). O Tikuna é o mais moderno desse grupo. Apesar dos avanços obtidos pelo Brasil com a parceria alemã, ainda faltava ao País desenvolver a tecnologia de projetos e de manutenção desses equipamentos, e a evolução para o tão necessário submarino de propulsão nuclear.

Por essa razão, o Brasil buscou parcerias que permitissem esse novo e fundamental passo em nossa estratégia de Defesa. O acordo com os franceses permitirá que a construção de cada um dos quatro submarinos convencionais seja a subida de um degrau, rumo à construção do submarino de propulsão nuclear, com a capacitação tecnológica adquirida.

A importância do Submarino Nuclear para o Brasil
A Estratégia Nacional de Defesa prioriza a capacidade de negar o uso do mar nas cercanias de nosso território como elemento essencial de defesa.

O Brasil necessita tanto de submarinos convencionais quanto de propulsão nuclear para executar essa missão prioritária e proteger seu litoral, inclusive a área do pré-sal, além da própria região amazônica. Para a proteção da extensa linha de fronteira marítima que temos, o submarino com armamento convencional e propulsão nuclear é elemento essencial nessa estratégia.

O projeto deixará também como legado a transferência de tecnologias vitais, de uso dual, que aumentarão ainda mais a competitividade da indústria brasileira, fortalecendo um dos principais objetivos da Estratégia Nacional de Defesa, que é integrar-se cada vez mais à estratégia nacional de desenvolvimento.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa

Leia as cartas anteriores

FONTE: MB

(*) NOTA DO BLOG: A seção de vante (proa), onde ficam os tubos de lançamento de torpedos, veio pronta da Alemanha porque o equipamento necessário para dobrar as chapas de aço é de custo extremamente elevado e a construção de quatro unidades não justificaria sua aquisição. Ou seja, faltou escala de produção. Com a encomenda de outras quatro unidades, porém do modelo Scorpène, esta escala também não existirá.

1 COMMENT

  1. Os Alemães tiveram sua oportunidade e a jogaram fora, agora é choro de perdedor. A opção da MB foi a acertada. Tudo que publicarem daqui pra frente terá o objetivo de minar o processo. Acredito que a MB deva processar a TKS e HDW por isso.

  2. Acho que o problema da “escala” está diretamente ligado com o problema de investimento.

    Se o Brasil, nos anos 90, não tivesse minguado o dinheiro para a MB, poderíamos ter construído mais subs, como o planejado irmão do Tikuna, suspenso por falta de verbas, ou construído mais outros semelhantes. E teríamos resolvido esse problema da escala.

    No caso dos Scorpènes, não dá pra afirmar nada ainda. Serão 4 iniciais, mas no próprio acordo com a França está previsto a possibilidade de um quinto. E creio que a idéia é “aprender” a fazer, para depois projetarmos nossos próprios subs.

    O projeto todo da MB com a França propõe, ou visualiza, uma produção de subs que possa se manter e seja viável, inclusive em termos de escala. No longo prazo.

    E mesmo no caso dos submarinos nucleares, pelo o que me lembro, a idéia da MB é ter pelo menos 3 subs nucs (já li a estimativa de 6 sub nucs, mas deixemos por 3 mesmo).

    Ou seja, poderemos construir no longo prazo, algo em torno de 10, ou um pouco mais, submarinos. Para quem, até hoje, só construiu ou montou 4 (salvo engano) no país, seria um incremento e tanto.

    O que pode atrapalhar seria a falta de verbas. Mas o projeto de longo prazo é para se obter essa escala de produção que possibilite o nosso total “aprendizado”.

    E não creio que existirá novamente para o Brasil um período tão “seco” em termos de investimento, como foi a década de 90. Ao menos torço para que isso não volte a acontecer.

    abraços a todos

  3. De onde provem a informação do Blog que a seção de proa só não foi produzida no Brasil por falta de escala de produção e não porque a Alemanhanão transfere essa tecnologia como dia a Marinha? Porque dessa forma fica o dito pelo não dito e se é pra acreditar em alguém eu acredito na Marinha.

    E além do mais o que o Blog tem a dizer sobre a questão da manutenção sistemas de combate (sonares, sistema de direção de tiro, etc.) só é feita com a presença de técnicos alemães? Culpa do Brasil também?

  4. Realmente Tiago, de onde se origina a informação da falta de escala. Aqui, uma pergunta, que escala se está falando! O Brasil adquiriu 5 submarinos IKL-209, um número bastante razoável para a realidade mundial. Aqui, há que se considerar que não se está falando em construção seriada de um automóvel, nem mesmo de um avião, mas de uma embarcação de custo que supera a cifra de da centena de milhão de dólares. Então, para termos escala a justificar a transferência integral da tecnologia de construção de submarinos teriamos que adquirir quantos? Uma dúzia, duas, ou quem sabe uma centena? Ora, esta quantidade de embarcações somente os EUA – e antiga URSS – podem ou poderiam suportar. Portanto, concluindo, salvo melhor juízo, toda a discussão posta nos últimos meses – ou anos – neste sítio, sobre a aquisição da tecnologia de construção de submarinos é apenas retórica, porque, nunca teremos orçamento para mantermos uma força de 20 ou mais submarinos. Então, temos em nos contentar em compras de pratileira e nos sujeitarmos, depois, dos humores dos vendedores, já de todos conhecida: vendem quando, como e pelo valor que quiserem!!!

  5. Lamentável.

    A nota apenas requenta justificativas para uma negociação injustificável.

    Submarino nuclear todo mundo sabe que antes de uns 30 anos não vai haver.

    Falar nele agora serve apenas para justificar tudo o que está sendo feito e que vai ser julgado pela história ou pelas instituições.

    PS: Os Deputados cooptados pelo lobby estáo adorando a degustação de vinhos no famoso e chique café LES DEUX MAGOTS, em plena Saint Germain, Paris, conforme noticia O GLOBO hoje. Nada mais justo porque uma multidão de convivas já foi levada para esse requintado tour turistico-gastronômico-etílico pelos franceses.

    Isso mostra ainda a incompetência de russos, alemães e outros em fazer lobby que é a forma de fazer meganegócios no Brasil.

    Que vergonha … somos alvos de chacota internacional.

    BRASIL, ESTA É A TUA SINA!

  6. Não é choro da Alemanha por ter perdido o negócio dos submarinos. É berreiro dos EUA, via jornal o globo e a folha de são paulo. Os alemães só ajudaram o Brasil a construir os submarinos, porque naquela época a Alemanha tinha o O.K. dos EUA que estavam mais preocupados com a guerra fria contra a URSS. Hoje, a conversa é outra. Pode até ser que o Brasil consiga os 4 Scorpène, mas submarino nuclear não. Aliás, a França já começou com desculpas: só dará palpites quanto a parte não nuclear. A MB depois de 20 anos ainda não tem um reator nuclear naval operando, e , já fala que o SNA do Brasil , só estará pronto daquí uns 20 ou 30 anos. Ainda veremos o CHILE e a ARGENTINA , operando SNA’s antes do Brasil . A India já tem o dela, os testes de mar começam ainda este mês.

  7. O Poggio está certo. Não valia a pena importar uma prensa para fazer 2 calotas inicialmente, que depois se transformaram em 4 e depois 5. E agora? Vale? Sim porque temos que garantir que o sub nuc seja construído. Na Europa só existem duas prensas com essa capacidade. Ela faz parte do pacote de fornecimento.

  8. E as coisa vão aparecendo ou ficando mais nebulosas?

    Nota da Isto é:

    LOBBY POR SUBMARINO

    “Preso pelal Polícia Federal, o almirante Euclides Janot de Matos é conhecido no meio militar pelo lobby que fez a favor da compra dos subamrinos alemães IKL-214, US$ 650 milhões cada um. Janot também tentou influenciar a Marinha a adquirir os helicópteros chilenos Cougar Naval.

  9. As coisas vão ficar cada vez mais nebulosas.
    É impossível um MEGA-LOBBY desses, escancarado, passar em branco por muito tempo.
    Um MEGA-LOBBY sustentado na marra, no autoritarismo, sem medo de ser feliz, no meio de viagens suntuosas a Paris, restaurantes refinados, hotéis cinco estrelas, órgias etílicas com vinhos finos, como reporta O GLOBO e outras fartas distribuição de amenidades. Isto para não ir mais fundo.
    Se isso acontecer, podem apostar, teremos virado uma Uganda da América do Sul.
    Vai chegar a hora de tudo ser questionado e investigado por quem de direito, … não é possível!!!
    Quem transita pelo meio sabe que já estamos sendo alvo de chacota pelo mundo afora.

    BRASIL, ESTA É A TUA SINA!

  10. Olá senhores! Como minha avó sempre dizia “quem fala o que quer escuta o que não quer”. Esse lobby, o qual eu acredito que seja da alemã IKL, teve que escutar toda a insatisfação da MB com o programa dos submarinos Tupi. Notem que está subentendido isso! É aquela velha máxima “bateu, levou”. A insatisfação com a IKL era somente de conhecimento interno da MB, como utilizaram à mídia, todos os futuros clientes, principalmente aqui na América do Sul (onde temos grande influência) irão pensar duas vezes! Prova disso que o Chile nem pensou nos 214 para sua força de submarinos!
    Senhor Galante com todo respeito ao ilustre comentarista, mas eu acho que sua nota é no mínimo precipitada! Dentro do valor global desse contrato com certeza está incluso todo o maquinário para corte e usinagem do aço dos nossos submarinos! Inclusive a tecnologia de corte a laser e usinagem numérica de ultima geração utilizados nos submarinos franceses! No contrato com os alemães estava previsto a fabricação parcial e não a fabricação total como nesse acordo! Talvez eu esteja mal informado, aceito humildemente a correção se caber, mas até que haja demonstração em contrario eu fico com essa informação sobre os contratos!
    Em tempo: Senhores não lhes parecem estranho que tenhamos de modernizar os sistemas dos nossos Tupis fora do Brasil quando já fizemos uma modernização de meia vida na nossa força de superfície (Mod Frag)? Não seria plausível fazer aqui haja vista que fabricamos todos os submarinos menos o Tupi? Pensem nisso quando os alemães estão “plantando” essas coisas na mídia!

  11. Luiz Aurélio,

    A MB só não tem o Sub nuclear porque as verbas sempre foram contigenciadas. Não é problema tecnológico. O que adianta ter um reator e não enriquecer o combustível? Creio que se o aporte de verbas sair conforme o cronograma anual, vamos sim ter o sub antes de 30 anos. A Argentina é que daqui a pouco terá só uma guarda costeira, ai invés de uma esquadra, do jeito que as FFAA de lá estão!

  12. Bravo CAMARADA ARCANJO! Voce tem razão, esta petralhada toda virá a tona, cabeças vão rolar! Satisfação em saber que vc é mais um que nao se corrompe às sendas marxistas, vejo aqui vários degenerando-se para o petismo ignominioso que ora avilta a nação!
    Mas venceremos, não desista nunca!
    Alias, muito bom o seu blog: http://www.camaradaarcanjo.blogspot.com/

  13. Se é pra falar em economia de escala não teremos Sub Nuclear NUNCA, porque não há previsão de fazer mais do que um, ao menos por enquanto é claro. Mas fatalmente vão ter que ter a tal da máquina aqui se quiserem fazer, não podemos importar pronto. Isso seria mais uma explicação pro tamanho das cifras.

  14. Gabriel Fernandes,

    Marxismo no PT? Me perdoe, mas parece que você entende muito pouco de política para expor juízo de valor por aí…

    O PT implementa no Brasil uma política “neo-social-democrata”, nos moldes da Alemã na segunda metade do século XX, adaptada à nossa realidade, é claro.

    Marxismo, em teoria, se vê em partidos como PCB, PSTU, PCdoB e PSOL…

    E olha que nem sou petista. Só estudei um pouco na faculdade de Economia…

  15. Prezados Amigos

    Em relação a nota do BLOG discordo quanto a questão da escala
    de produção, uma vez que não serão construidos apenas os quatro submarinos contratados no momento. A quantidade e bem superior a
    quatro. Entretanto não posso revelar quantos são. Posso afirmar que o programa a ser desenvolvido torna viavel a obtenção dos equipamentos necessarios a dobragem das chapas da seção de vante dos futuros SSK e SNA. Quanto as quantidades estas já foram aprovadas,com a garantia de serem cumpridas por se tratarem de uma decisão do Estado brasileiro e não de governo.

    Sds

    Lord Nauta

  16. Á informação de que a seção da proa, onde ficam os tubos de lançamento de torpedos, veio pronta da Alemanha porque o equipamento necessário para dobrar as chapas de aço é de custo extremamente elevado e a construção de quatro unidades não justificaria sua aquisição, agora deve ser implementada, pois as encomendas não devem parar nas cinco unidades do acordo, porque levando-se em conta apenas as unidades de propulsão nuclear (SNA)precisamos cerca de maia dúzia, além das unidades não nucleares (SSK) outro tanto além da possibilidade de exportação

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