sexta-feira, maio 27, 2022

Saab Naval

Começam os trabalhos no projeto do substituto do Sea Skua

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

fasgw_h

vinheta-destaqueOs governos francês e britânico anunciaram o início de uma fase de avaliação conjunta para desenvolver sistemas e tecnologias para um novo míssil ar-superfície lançados de helicópteros.

O anúncio foi feito na edição deste ano da Defence Systems Exhibition International (DSEi) em Londres, um encontro bianual das maiores empresas do mundo da defesa.

A arma está sendo desenvolvido inicialmente para uso no ambiente naval e será lançada a partir de helicópteros diferentes, incluindo o Lynx Wildcat, o NH90 francês e Panther.

O projeto cooperativo reúne os requisitos da Future Anti-Surface Guided Weapon (FASGW) e do French Anti-Navire Léger (ANL).

O projeto começará com uma fase de avaliação que custará £35 milhões, valor a ser partihado entre ambas as nações. Os trabalhos serão realizados no Reino Unido e França, com indústrias dentro de suas respectivas cadeias de suprimentos.

O novo míssil pesará cerca de 100kg, cabeça de combate de 40kg e o dobro do alcance do do Sea Skua, que vai substituir. Isso vai permitir que os helicópteros fiquem fora do alcance das defesas do alvos.

A nova arma possuirá guiagem por infravermelho e terá como principais alvos as Fast Attack Craft (FAC) e navios-patrulha de 50t a 500t, podendo colocar também fora de combate (mission kill) navios de até 1.000t.

O FASGW/ANL  vai introduzir a capacidade do operador selecionar precisamente o ponto de impacto do míssil, para otimização do efeito destruidor. A cabeça de busca por IR terá um data-link de duas vias com a aeronave lançadora, que possibilitará ao operador fazer mudanças na trajetória e decidir entre colocar o alvo fora de combate ou afundá-lo.

Seu antecessor, o Sea Skua (foto abaixo), também é usado pela MB e tem vida útil até 2016 na Royal Navy.

sea-skua

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Mauricio R.

Ah, tiraram a guiagem radar semí-ativa, mas o aumento do alcance não é grande coisa, o Penguin ainda assim, tem mais que o dobro.

Rudi

Muito interessante a nova tatica de usar mísseis de um alcance maior e que deve ficar longe dos contra-ataques dos adversário. Se é que pude entender bem, este misseis tem o objetivo de destruir navios patrulha de proteção costeira, justamente os que o Brasil pretende aumentar quantidade agora? Interesante, é mesmo muita coincidencia e que não pude deixar de notar. A nova arma possuirá guiagem por infravermelho e terá como principais alvos as Fast Attack Craft (FAC) e navios-patrulha de 50t a 500t, podendo colocar também fora de combate (mission kill) navios de até 1.000t. Bem, mas se alguem notar… Read more »

Tiago Jeronimo

É aMB tem 8 se não me engano…

LEÃO DO NORTE

ALGUÉM TEM CENÁRIOS DANGEROUS WATERS PARA ME ENVIAR MEU EMAIL É
harpoon911@hotmail.com

OBRIGADO!!!!!!!!

Bosco

Rudi, mas isso é porque o míssil é de uma classe ‘leve’, ou se preferir, de ‘curto alcance’. Esses mísseis são os mais usados a partir de helicópteros médios e leves que claro, possuem restrição de peso, portanto, o alvo preferencial é um navio de pequena tonelagem e que não tenha um sistema de defesa de longo alcance. Maurício, mas o Penguin pesa quase 4 x mais para ‘quase’ o mesmo alcance. Além disso o Penguin tem uma cabeça de busca térmica que não forma imagem e também não tem um data-link de duas-vias, portanto, não pode selecionar o ponto… Read more »

Bosco

Galante,
eu acho que a entrada em produção em baixa escala do Standard SM-6 merece um post.
Um abraço.

Lucas Urbanski

Eita projetinho para a MB entrar na cooperação hein, seria um grande avanço produzir um míssil com essa capacidade tecnológica.

Wolfpack

Desculpem o off-topic: Mais informação sobre o mistério sobre o desaparecimento do Artic-Sea na costa da Suécia. Parece que tinha mais coisa que simples madeira finlandesa neste barco. Talvez alguns S300/S400/S500… Mas o Mossad deu jeito na coisa toda… VEJA desta semana: ==================== Internacional Mísseis para o Irã? A suspeita de que um navio levava armas russas para o maior inimigo de Israel junta Putin e Netanyahu em um misterioso encontro em Moscou Duda Teixeira Pekka Laakso/AP Em julho, o Arctic Sea, um cargueiro de dono russo e bandeira maltesa, desapareceu no Canal da Mancha. A embarcação de 4 000… Read more »

joao vaz bandeira

Rudi, não seja tendencioso, na costa brasileira eram vidas humanas, não se tratava de simples “carga”.Seja um pouco mais adulto, é irritante ver tanta molecagem em meio assuntos sérios, só a tripulação o avião já era quase o mesmo nr. de tripulantes do barco russo.

Jonas Rafael

Tá, mas me explica por que mandar essa carga de “misseis anti-aereos” pelo alto mar em vez de transportar pelo Mar Cáspio? Não parece um exercício desporporcional de logística?

Rudi

Não descarto nada, mas a desproporção russa na procura de um cargueiro não significa muita coisa, pois quando caiu o avião frances em aguas proximas a do Brasil, também houve desproporcionalidade, mandaram até um sub nuclear pra procurar um avião frances, será que a inVEJA noticiou que seria misseis que a França queria vender ao Brasil? A quantidade de Fragatas brasileiras e francesas e subnuclear poderia supor o mesmo…a imprensa brasileira é assim mesmo, aos amigos tudo aos inimigos nada, mas que eu saiba o Brasil tem um bom comericio com a Russia, que eu saiba os EUA tem um… Read more »

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