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Fish Hawk, mais um tentáculo do Poseidon

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Fish Hawk 1

A Raytheon Missile Systems apresentou no Singapore Airshow o Fish Hawk, um sistema lançador de torpedo antisubmarino “stand-off”.

A arma tem sido desenvolvida há algum tempo, mas sua exposição inaugural foi nesta exibição, aumentando o interesse pela mesma.

O Fish Hawk foi desenvolvido como resposta à mudança na Guerra Antissubmarino (ASW), com ênfase nas operações contra os modernos submarinos convencionais operando em águas rasas no litoral. A US Navy também em breve estará mudando de aeronave de patrulha ASW, incorporando o Boeing P-8 Poseidon no lugar do P-3 Orion, o que vai alterar substancialmente as características operacionais.

Fish Hawk 2

Sob o programa HAAWC (high-altitude ASW weapon concept) da US Navy, que procura por um torpedo que possa ser lançado de grandes altitudes e a grandes distâncias (“stand-off”) do alvo, o o Fish Hawk elimina a necessidade da aeronave ter que reduzir sua altitude para lançar os torpedos antissubmarino, reduzindo o estresse da célula das aeronaves de patrulha e aumentando a autonomia de voo.

O Fish Hawk compreende um kit de asas e de guiagem no torpedo leve Mk.54 de 324mm. O Fish Hawk incorpora muitos componentes da arma AGM-154 JSOW, o que reduziu o tempo de desenvolvimento e ampliar a escala de produção destes componentes.

Ele terá um data-link que permitirá a transmissão de dados do status da arma em voo, para a aeronave lançadora. O link também permitirá que o Fish Hawk seja atualizado em sua trajetória, com dados enviados por outras plataformas na área de operação e seu controle também poderá ser passado para outras plataformas.

Fish Hawk 3

Depois do lançamento, o Fish Hawk abre suas asas e voa planando por guiagem GPS e inercial para a última localização conhecida do alvo ou para um novo ponto transmitido para o data-link da arma. Quando o Fish Hawk atinge a baixa altitude, as asas são ejetadas, um paraquedas é acionado e o torpedo entra n’água. Uma vez na água, o Mk.54 começa a procurar seu alvo, guiado por sonar e um sistema inercial.

O Fish Hawk também pode ser lançado pela aeronave contra alvos em curtas distâncias, bem em cima do alvo, descendo em espiral.

A nova arma já foi testada em 21 de março de 2008, no Golfo do México. O teste excedeu todos os requisitos e demonstrou um alto nível de precisão, validando os algoritmos do sistema de guiagem.

A Raytheon concorre com a Lockheed Martin, que também produziu uma solução equivalente, o Longshot, visto na imagem abaixo.

longshot

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jacubao
jacubao
10 anos atrás

Se o Brasil não tivesse, realmente, capacidade técnica para desenvolver armamentos semelhantes, acredito que não teria nenhum cientista brasileiro trabalhando na NASA, BOEING, etc, etc…
É só tirar os escorpiões do bolso que teríamos todas as condições de ser uma baita potência mundial. Podemos citar como exemplo, a Coréia do sul, Japão, Alemanha, China…
Esqueci de dizer que esses investimentos não dão votos, né?

Invincible
Invincible
10 anos atrás

Legal que no fundo da segunda imagem tem umas plataformas de petróleo…

The Captain
The Captain
10 anos atrás

Em termos puramente estéticos, de elegância mesmo, o Fish Hawk parece ser uma arma melhor, dado a sua limpeza aerodinâmica, uma vez que o “cabeçudo” do Longshot é “feio de doer”.

Seria interessante um comentário a este respeito do grande Bosco, quanto à questão do design de uma e outra arma.

Bosco
Bosco
10 anos atrás

The Captain,
eu acho o modelo da Lockheed (com o kit Longshot) mais “animal”.
Não conhecia o da Raytheon e achava que o outro concorrente do programa HAAWC era propulsado por foguete, como um ASROC.
(http://www.lockheedmartin.com/data/assets/mfc/Photos/MFC_HAAWC_photo1_m.jpg)
Um abraço.

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Mas sem dúvida o design do modelo da Raytheon é bem mais limpo e ocupa menos espaço nos compartimentos internos dos aviões de patrulha P-8 e P-3.
Vamos ver se tem foto dele mais pra frente pra gente poder avaliar melhor.
Outro abraço.

The Captain
The Captain
10 anos atrás

Grato Bosco.

Na realidade o que importa é performance e não a estética. Como são armas novas ainda teremos muito o que comentar.

Um abraço.