domingo, janeiro 23, 2022

Saab Naval

Tomahawk contra alvos subterrâneos

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Os EUA testaram recentemente uma nova cabeça de guerra chamada JMEW (Joint Multi-Effects Warhead System), nos seus mísseis de cruzeiro Tomahawk.

A nova ogiva de 450kg (1.000 libras) foi projetada para penetrar abrigos subterrâneos (bunkers), como também causar um efeito destruidor maior em alvos menos robustos. O poder de penetração exato ainda não foi revelado.

A JMEW usa guiagem terminal a laser, dando ao míssil precisão de poucos metros e contra alvos móveis. O Tomahawk Block IV pode ser reprogramado em voo para atingir outro alvo e leva uma câmera de vídeo para checar alvos prospectivos.

O RGM-109E Block IV Surface Ship Vertical Launched Tomahawk Land Attack Missile pesa 1,2 toneladas, tem 6 metros de comprimento e alcance de 1.600km. Ele voa a 600-900km/h a altitudes de 17-32m, propulsado por uma pequena turbina a jato. A precisão é a mesma da bomba JDAM (CEP de 10m).

Nas fotos, o destróier USS Sterett (DDG104) disparando um míssil Tomahawk.

FONTE: StrategyPage

- Advertisement -

13 COMMENTS

Subscribe
Notify of
guest
13 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Bosco

Essa fonte tá doidona.
Guiagem a laser para o Tomahawk Block IV nem brincando.
Quanto à precisão ser semelhante a uma JDAM também discordo. O Tomahawk é guiado por um sistema de imagem que aprimora o alcance, reduzindo o CEP para 3 metros.

Dalton

Oi Bosco…

não entendi o porquê de sua descrença quanto a nova ogiva utilizar o LTG…não que entenda o principio da coisa, mas pelo fato do LTG
ser algo “normal” nas noticias que leio, mas …quando VOCÊ discorda de algo deve ter alguma coisa.

O que será que será ????

abraços

Bosco

Dalton, Deve ser engano da fonte. Nenhum Tomahawk possui guiagem por laser, a menos que estejam usando um laser ativo (LADAR) para formar uma imagem do alvo, o que seria inédito já que pelo que se sabe, tal sistema ainda não está operacional em nenhum míssil ainda. Já o método tradicional de usar um laser semi-ativo, onde o alvo é designado por um designador externo, acho improvável a um míssil “estratégico”, com 1000 milhas de alcance usar esse artifício dada a dificuldade em “iluminar” um alvo “isolado”. Sem falar que nunca se divulgou tal “opção” para o Tomahawk e o… Read more »

Paulo

Enquanto isso nós no terceiro mundo não podemos ter míssil com alcance superior a 300 km.
Até hoje não consegui uma resposta plausível sobre esta limitação, se seria apenas quanto à exportação ou para nosso uso também?

Dalton

Bosco…

como sempre faz sentido o que vc escreveu! Talvez tenham confundido
a mesma ogiva se disparada de uma aeronave.

a principio imaginei que como o Tomahawk IV pode ficar sobrevoando
o campo de batalha até que um alvo mais interessante apareça, então
como uma opção, uma aeronave poderia assumir.

abraços

MatheusTS

Paulo hoje em dia a Avibras esta com progeto de missel de Cruseiro o AV/MT-300 sera a copia do tomahawk e custara muito menos.

Bosco

Dalton, Provavelmente esse conceito de ogiva (JMEWS) pode ser usado também em bombas guiadas por laser, daí a confusão do StrategyPage. Matheus, Pode ser que façamos um míssil de cruzeiro mas ainda estamos numa curva de aprendizado com esse (e outros) tipo de armamento. Existem muitas tecnologias sensíveis, difíceis de serem desenvolvidas ou adquiridas prontas. Outros países, como os EUA, já os desenvolvem desde a década de 70. Só da versão Block IV do Tomahawk a USN ja adquiriu mais de 2000 unidades. Também acho difícil competirmos no preço. Paulo, Os países signatários do tratado TNP o fizeram de livre… Read more »

Paulo

MatheusTS

O míssil Matador que você citou terá o alcançe máximo de 300 km. Pode-se dizer que será o tomahawk de pobre. Mais barato porque mais simples.

Bosco

Obrigado pela explicação.

Abraços

Dinho

300 Km de alcance para um míssil é muita coisa, ainda mais para o Brasil que não tem inimigos prováveis.

O que precisamos deter é o conhecimento para contruí-los, caso necessário, e isso já está em curso com o programa VLS.

É o mesmo caso da bomba atômica, não precisa tê-la, basta provar que sabe fazê-la, até porque além do custo diplomático tem os custos financeiros de produzir e manter esses artefatos.

André Castro

Falando em míssil o que aconteceu na califórnia ontem gravaram um vídeo de um lançamento de um missil a poucos quilômetros da Los Angeles mas nem o governo americano (pelo menos é isso que eles dizem né) sabe quem lançou o míssil ,o que tipo de míssil era .

http://www.youtube.com/watch?v=oyEvk-VTuEI

http://www.foxnews.com/politics/2010/11/09/missile-shot-los-angeles-mystery-pentagon-officials/

Andre Luis

Creio que o problema de um míssel com alcance superior ao de 300 Km da Avibras seja negado pelo simples motivo de ser guiado boa parte por um GPS. E somente os EUA possuem uma constelação de satélites para esta função. Trocando em miúdos significa que eles iriam ficar muito desconfiados da nossa necessidade de um missel de grande alcance. O GF vê as forças armadas como uma força de defesa, não como força de ocupação/agressão. Por isso nossas FAs nunca serão metade do que gostariamos que fosssem. O objetivo (mesmo que negado oficialmente) das FAs é conter por 2… Read more »

Marcelo Martins

1.600 Km de alcance, ogiva de 450 Kgs capaz de penetrar bunkers………….que o Irã coloque as barbas de suas instalações nucleares subterrâneas de molho!

Bosco

Mísseis de cruzeiro podem ser até mais difíceis de serem defendidos que mísseis balísticos. Enquanto o lançamento e a parte inicial do percurso de um míssil balístico é praticamente impossível de ser disfarçada devido a grande liberação de chamas/fumaça, o lançamento de um míssil cruise é bem mais discreto, e o vôo até o alvo se dá usando uma turbina com baixa emissão de calor/fumaça. Também é difícil esconder o míssil balístico de um radar e mesmo sua ogiva de reentrada, que é liberada após a queima do propelente, é de difícil ocultação apesar de ser de pequeno porte, devido… Read more »

Publicidade
- Publicidade -
Parceiro

Últimas Notícias

Irã, Rússia e China realizam exercício naval conjunto no Oceano Índico

O exercício naval conjunto com a participação de forças navais e aerotransportadas da Marinha Iraniana, da Marinha do Corpo...
- Advertisement -