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Rússia vai construir duas corvetas classe Tiger para a Argélia

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Segundo nota da RIA Novosti da semana passada, a USC (United Shipbuilding Corporation) da Rússia e a agência exportadora russa de armamentos Rosoboronexport assinaram, com a Argélia, um acordo para construção de duas novas corvetas da classe Tiger. A assinatura se deu no IMDS 2011 (International Maritime Defense Show), em São Petersburgo.

O presidente da USC, Roman Trotsenko, também informou que três outras corvetas leves classe Molniya também foram vendidas para uma antiga república soviética. Os contratos assinados pela empresa, antes do encerramento da IMDS, já somavam 1,3 bilhão de dólares.

A corveta “Tiger” é um desenvolvimento para exportação do  projeto-20380, cuja líder da classe na Marinha Russa é a Steregushchy, mostrada na foto acima.

FONTE: RIA Novosti / PortNews

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Wagner
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Wagner

Duas dessas mudam a MB…

edcreek
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edcreek

Olá,

Sem duvida a capaçidade anti-superficie é fantastica e anti-submarino muito respeitavel com misseis e torpedos,além de aeronave embarcada.

Coloca no chinelo qualquer belonave Sul-Americana, com folga.

Abraços,

Joker
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Wagner,

eu tou meio desatualizado sobre o sistema de armas dessa classe vc poderia dar uma luz…

obrg

daltonl
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daltonl

“Duas dessas mudam a MB…”

Uma em manutenção e outra com uso limitado, não mudaria nada. É preciso 3 para ter uma sempre disponivel e uma andorinha só não faz verão como diz o ditado.

“Coloca no chinelo qualquer belonave Sul-Americana, com folga”

Armamento de fragata em casco de corveta , mas continua sendo uma corveta com as consequentes limitações de tamanho, sem contar fatores como o treinamento da tripulação e natureza da missão acho
dificil simplesmente “colocar no chinelo” outras belonaves.

Ainda ficaria com as T-23 chilenas, principalmente se fossem niveladas
com as da RN.

sds

joseboscojr
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joseboscojr

Em teoria, no mano a mano, essa corveta levaria vantagem sobre qualquer outro navio na AL pelo simples fato de ter mísseis anti-navios de maior alcance (SS-N-26 com 300 km de alcance nominal), podendo lançá-los de distância segura, já que por essas bandas não há nada que supere as 180 km. Claro que estou sendo simplista ao extremo já que não quer dizer que quem tem o míssil de maior alcance necessariamente detecta e age primeiro, já que além do horizonte a coisa complica e se faz necessário, além de outras coisas (como por exemplo um helicóptero, um VANT, etc),… Read more »

Wagner
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Wagner

Mestre Bosco já respondeu tudo..

kkkk

Valeu ! 🙂

joseboscojr
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joseboscojr

Por outro lado se os helicópteros orgânicos forem usados para estender o alcance do ataque, o ocidente leva vantagem que a Rússia investiu muito em mísseis antinavios gigantes e de longo alcance, mas deu pouca atenção a mísseis antinavios leves transportados por helicópteros.
Os Ka-27 não possuem mísseis leves à altura do ocidente e nem o sistema defensivo da Tiger é capaz de sobrepujar o alcance de muitos deles.
Nesse ponto, vantagem para a AL. rsrssss

Wagner
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Wagner

E se colocarem um aligator ( MI 28 ou ka 32 ) armado ate os dentes a bordo da Steregushchy ????

joseboscojr
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joseboscojr

Ainda não dá não Wagner.
Por exemplo, o Chile tem até Cougar armado com Exocet embarcado em suas fragatas, que pode atacar a 50 km.
O sistema defensivo da Tiger usa mísseis com alcance de no máximo 15 km.
Mas o alcance do helicóptero também não é grande e acaba que não é muito diferente do alcance do SS-N-26.
Talvez até menor, já que o heli tem que retornar ao navio e com alguma reserva, e um ou dois Exocet consome muito combustível e tenho dúvidas que um heli consiga atacar algo além de 200 km.
Tá vendo. Não precisa ficar triste não. rsrssss.

edcreek
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edcreek

Olá, Bosco, otima analize…Só complementando que esses navios tem um radar 3D de alto alcançe, se não me engano é o mais moderno em operação na Russia tanto em alcançe como em resistencia a guerra eletronica, é possivel tambêm a utlização de misseis de cruzeiro dependendo da versão. daltonl respeito sua opinião e concordo nesse ponto pelo menos 4 unidades se faz necessaria para uma força consideravel no caso da dimensão do nosso pais, nas atuais circunstancias. No outro ponto continuo firme na minha opinião, as Type 23 Chilenas(que não são iguais as Inglesas, e mesmo essas teriam problemas) não… Read more »

Alexandre Galante
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Edcreek, não adianta o navio ter um radar 3D de longo alcance contra navios. Por causa da curvatura do Globo, um radar naval na busca de superfície tem alcance de no máximo 20 milhas (cerca de 40km), até o horizonte. Para detectar alvos além do horizonte, um navio precisa de uma aeronave ou receber dados de outras plataformas.

joseboscojr
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joseboscojr

Edcreek,
Existem radares com capacidade de detecção além do horizonte, mas devido ao tamanho da antena só estão instalados em terra.
A maioria é para alerta antecipado de ataque de ICBM/SLBM, mas há alguns para detectar navios e aviões (inclusive stealths).

Ivan
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Ivan

Alguns dados da Corveta russa Steregushy que deu origem a futuras corvetas argelinas da classe Tiger.
http://www.naval.com.br/blog/2008/04/10/corveta-russa-steregushy-project-20380/

Sds,
Ivan.

Ivan
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Ivan

Corvetas eram originalmente navios mais simples e de menor custo, com armamento limitado e capaz de escoltar comboios através dos mares. Deveria proteger os navios cargueiros (e sua carga) dos piratas e ou submarinos. Outra missão seria a patrulha costeira, em águas pouco conflagradas, de forma menos onerosa que um Destroyer ou Cruzador. Com o advento dos mísseis anti-navios surgiram os FPB (Fast Patrol Boats) armados com estas armas, a exemplo dos classe Osa e Komar soviéticos que disparavam os Styx. Fizeram história em 1967 ao afundar o destroyer israelita Eilat Mas estes barcos de defesa de costa precisaram, com… Read more »

Ivan
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Ivan

Em tempo.

A Argélia operou e talvez ainda opere FPB das classe Osa I e Osa II.
Bem como 3 (três) corvetas Nanuchka II de 1980.
http://www.hazegray.org/worldnav/

Sds,
Ivan.

joseboscojr
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joseboscojr

Ivan,
Acho até mais exato o site que você postou acerca das características (mísseis) da Tiger, mas eu me basei nesse da “Globalsecurity”:
http://www.globalsecurity.org/military/world/russia/20382-specs.htm
Em sendo o Uran (SS-N-25) e não o Yakhont (SS-N-26) a estória muda.

joseboscojr
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joseboscojr

Como essa corveta segue o conceito de modularidade ocidental, ela pode ser provida do armamento que quiser. Interessante é que os russos possuem claramente duas categorias de mísseis antinavios, uma para ser usada contra um grupo tarefa sob a cobertura de um porta-aviões e outra menor, para ser usado contra navios individuais e de menor tonelagem, como fragatas e corvetas. Há de se ter em mente qual as prováveis ameaças que o cliente determina para que haja a integração de determinado tipo de mísseis. Sabe-se que a doutrina russa (soviética) determina que a melhor arma contra uma força tarefa sob… Read more »

daltonl
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daltonl

Continuo sem entender como 4 corvetas anabolizadas, “encouraçados de bolso” , mudariam alguma coisa por aqui na AL, se o Brasil as comprasse… Vamos ou precisamos intimidar alguém ? Argentina? Reino Unido? Quarta Frota? Esta última então é “intimidável”…rs Como o Bosco precisamente descreveu, são navios que podem “matar” e ser “mortos” também…aliás, nada que um bom MK-48 não resolva. Desconfio de navios que “fazem de tudo” ! Antisub, antiaereo, antinavio, antimarcianos…pois é, até os encouraçados de bolso provaram não ser a última bolacha do pacote. A Argélia virou marinha de “primeiro mundo” agora ? Será que um navio de… Read more »

Ivan
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Ivan

Mestre Bosco,

Eu me referia às Nanuchka, mas mesmo assim vc está correto.

A maioria das Nanuchka eram armadas com 6 (seis) P-120 Malakhit (SS-N-9 Siren) e as versões mais novas foram armados com 6 SS-N-25 Switchblade.

Mesmo assim são armas com mais de 100 km de alcance, acima dos sensores da embarcação.

Em tempo:
As Nanuchkas exportadas para a Argélia estavam armadas com mísseis SS-N-2 Styx, pois os soviéticos sempre foram muitos reservados para exportar suas melhores armas.

Grato,
Ivan.

Ivan
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Ivan

Admiral Daltonl,

Tentei dar uma visão do que seria o emprego de uma força naval de corvetas, mas acredito que não tive sucesso.

Seria possível o mestre comparar as missões de uma corveta e uma fragata?

Grato,
Ivan.

daltonl
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daltonl

Grande Ivan… vc teve sucesso sim meu caro, queria ter a habilidade com as palavras que vc tem…eu é que implico as vezes com alguns amigos aqui…rs Quanto a fragata, corveta, destroyer, cruzador, cada marinha escolhe o termo que quiser. Os novos “Zunwaltz” serão maiores que os “Ticos” e serão classificados como destroyers por exemplo. No geral, como vc bem sabe, fragatas são navios maiores do que corvetas, com maior alcance por exemplo, podendo permancer mais tempo no mar sem reabastecimento, ou seja, são navios de oceano enquanto corvetas ou fragatas leves são mais adequados ao litoral. Não que um… Read more »

GUPPY
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GUPPY

Meu conterrâneo Ivan disse:

“Seria possível o mestre comparar as missões de uma corveta e uma fragata?”

Daltonl disse:

“Quanto a fragata, corveta, destroyer, cruzador, cada marinha escolhe
o termo que quiser.”

E eu fico me lembrando das “Corvetas” Classe Imperial Marinheiro.

Abraços aos dois.

Ivan
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Ivan

Caro conterrâneo GUPPY, Para lembrar das Imperial Marinheiro é bom dar uma olhadinha no link: http://www.naval.com.br/blog/historia/corveta-imperial-marinheiro-em-porto-alegre/ Estas “corvetas” seguiam o padrão da Segunda Grande Guerra, como navio de segunda linha para escolta e patrulha costeira, atuando inclusive como rebocador. Foi útil durante seu serviço, sendo sua atuação na busca do vôo AF447 o seu canto do cisne e mais uma demonstração do valor dos tripulantes da Marinha do Brasil, cumprindo as missões com o que tinham à mão… ou sob seus pés. Em 2008, ano da matéria referenciada já se falava em NaPaOc ou coisa parecida, com o antigo companheiro… Read more »

GUPPY
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GUPPY

Ok, Ivan.

Eu só fiz referência a Classe Imperial Marinheiro porque sabemos que, atualmente, ela está longe de cumprir as funções de uma corveta atual. Poderiam tranquilamente sofrerem nova classificação na MB.
Agora, lembro que vibrei com a Caboclo-V19 por ocasião do acidente da Air France.
Aproveitando, tenho um irmão que é seu xará (SO-EL Ivan) e serviu na Purus-V23 quando, estava em Salvador antes de ir para a Namíbia. Como ele serviu em vários navios de diferentes classes (Contratorpedeiros, o Marajó, Fragata Classe Niterói) ao longo da sua carreira, vou perguntar a ele sobre a Corveta Purus e sua Classe.

Abraços.

Wagner
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Wagner

Bom, considerando-se que nosso Yantar da vida não estão lá na melhor forma, embora tenham melhorado, dependeremos na Russia mesmo dos SSn-26 e 27 para a auto-defesa…

Vamos Serdyukov, o Medvedev ja avisou, ou começam a produzir de uma vez ou vou demitir todo mundo !!

kkkkkkkkkkkkkkkkkk !!!! 🙂