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Marinha ganha mais tarefas com novos navios

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Navio-Patrulha Oceânico

RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO

O navio para patrulha oceânica Amazonas chegou em 2012 e está em operação no Rio de Janeiro. O Apa já está a caminho. O Araguari também deverá chegar em 2013.

Além de serem os mais novos e modernos da Marinha, os três navios, batizados com a sigla NPaOc (Navio-Patrulha Oceânico), representam uma importante mudança de doutrina naval no país.

A guerra convencional, contra uma outra marinha hostil, continua sendo o principal foco da força naval brasileira, parte importante da dissuasão pregada pela Estratégia Nacional de Defesa.

Mas os novos navios sinalizam uma nova ênfase em guerra “assimétrica” –contra inimigos com menos poder de ataque– e defesa da lei e da ordem no mar.

Cada vez mais em todo o planeta é preciso que as marinhas lidem com problemas como narcotráfico, pirataria e contrabando. Algo semelhante ao que o Exército faz nos morros e favelas do Rio.

Ou seja, são tarefas típicas de uma guarda costeira, uma instituição rival cuja criação sempre foi bloqueada pela Marinha, apesar de existir em países como os EUA. Mas os novos navios –e outros de menor porte adquiridos antes– mostram que a Marinha está assumindo essas tarefas.

Os NPaOc são conhecidos no resto do mundo como OPV (offshore patrol vessel), navio de patrulha da costa.

São projetados para ter grande autonomia de mar, ficando mais de um mês em operação e eventualmente transportando fuzileiros navais para ações como abordagem de navios suspeitos.

Apesar do porte relativamente grande –mais de 2.000 toneladas completamente carregados–, possuem armamento leve. Não há mísseis nem torpedos. O canhão principal tem calibre 30 mm, contra 114 mm de fragatas e corvetas da Marinha.

O fato é que a Marinha descobriu que o país tem novas instalações para serem defendidas, como as plataformas de petróleo ao largo da costa.

Os três NPaOc foram uma “compra de oportunidade”, como se costuma dizer no mercado internacional de armamentos. Tinham sido originariamente encomendados por Trinidad e Tobago, que desistiu da compra.

Os navios já estavam em construção. A Marinha optou pela compra, pois a fabricante, Bae Systems, fez um preço mais barato para não ter prejuízo. E incluiu a possibilidade de navios iguais serem construídos no Brasil.

Segundo comunicado da empresa, o contrato com a Marinha para fornecer os três navios de patrulha oceânica foi firmado em janeiro de 2012 por 133 milhões de libras (cerca de R$ 440 milhões).

FONTE: Folha de São Paulo

NOTA DO PODER NAVAL: Leia matéria completa sobre o NPaOc Amazonas na revista Forças de Defesa número 6.

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Daglian
Daglian
7 anos atrás

Nada exatamente novo sobre ele nesta matéria.

Aliás, largura máxima? Que eu saiba chama-se boca.

julio cezar barreto leite
julio cezar barreto leite
7 anos atrás

O título: “A Marinha ganha mais tarefas com novos navios.” não me parece correto. as tarefas da Marinha sempre englobaram a defesa do mar territorial até as 200 MN e suas riquezas (de uma forma geral). Melhor seria dizer que a Marinha ganha mais meios para executar suas tarefas. Achei a comparação da ação do EB nas favelas com a da MB no controle do trafego marítimo e proteção das riquezas do mar territorial brasileiro contra ameaças assimétricas um mal entendido. O EB foi solicitado no auxílio das forças policiais do Estado do RJ a Marinha vem executando a tarefa… Read more »

Mario Lira Junior
Mario Lira Junior
7 anos atrás

Apenas um pequeno comentário quanto à sigla OPV – Off-shore não é costeiro, e sim “fora da costa”, ou seja, a tradução da marinha é realmente precisa. A grande diferença entre OPV/NPaOc e os navio-patrulha menores é justamente a capacidade de passar um período mais prolongado no mar, e portanto ter mais tempo útil em cada missão. Além disto, como os Amazonas podem ter helicóptero integrado (pelo que lembro) eles têm uma raio de cobertura muito, muito, muito superior ao dos navios menores, e combinado com seu maior alcance, não dá nem para comparar. No entanto, embora a função de… Read more »

Capitão Ahab
Capitão Ahab
7 anos atrás

Caros Amigos

Concordo, em gênero e número. Nosso Amigo está equivocado em seus pontos de vista.

Milton
Milton
7 anos atrás

Abriram os comentarios para não assinantes? Legal!
Deviam manter sempre assim.
Sds.

Claudio Cunha
Claudio Cunha
7 anos atrás

Prezado Mario, concordo na construção de mais navios desse porte e com a responsabilidade que lhe é própria de patrulha, porém discordo totalmente de sua visão de postergar ou trocar tais meios por submarinos ou outros meios de superficie, pois tal foco de combate ao tráfico e contrabando é secundário na ação da Marinha de Guerra em qualquer País do mundo que tenha cuidado com sua soberania sendo essa última a razão primordial de existência das FFAAs em qualquer lugar.

Anônimo
Anônimo
7 anos atrás

Se esse navio tivesse aquela reentrânçia na lateral para acomodar a âncora ele seria um pouco mais bonito,acho feio essa âncora pendurada ai na lateral,mas é uma questão estética, o que interresa é que cumpra a sua função,foi uma ótima compra e que chegou em boa quantidade e em hora certa, se fossemos construir aqui levariamos mais de 8 anos para colocar os três no mar.Abçs

Anônimo
Anônimo
7 anos atrás

Estou farto de ouvir e ler com tanta “pompa e circusntância”, as atividades desses “navios”… No deserto, gota d’água acaba virando enxurrada… O título, a bem da verdade, deveria ser: “Guarda Costeira brasileira ganha mais tarefas com novos navios…” OFF TOPIC EUA oferecem duas fragatas ao México 04 de Janeiro, 2013 – 10:58 ( Brasília ) – DEFESANET O Congresso dos EUA autorizou a entrega ao México de duas fragatas da classe Oliver Hazard Perry, dotadas de lançador de mísseis. A decisão foi tomada a 31 de dezembro de 2012. Os navios serão entregues ao México gratuitamente, embora o governo… Read more »

Anônimo
Anônimo
7 anos atrás

Estou farto de ouvir e ler com tanta “pompa e circunstância”, as atividades desses “navios”… No deserto, gota d’água acaba virando enxurrada, e enfastiando… O título, a bem da verdade, deveria ser: “Guarda Costeira brasileira ganha mais tarefas com novos navios…” OFF TOPIC EUA oferecem duas fragatas ao México 04 de Janeiro, 2013 – 10:58 ( Brasília ) – DEFESANET O Congresso dos EUA autorizou a entrega ao México de duas fragatas da classe Oliver Hazard Perry, dotadas de lançador de mísseis. A decisão foi tomada a 31 de dezembro de 2012. Os navios serão entregues ao México gratuitamente, embora… Read more »

Ozawa
Ozawa
7 anos atrás

Estou farto de ouvir e ler com tanta “pompa e circusntância”, as atividades desses “navios”… No deserto, gota d’água acaba virando enxurrada… O título, a bem da verdade, deveria ser: “Guarda Costeira brasileira ganha mais tarefas com novos navios…” OFF TOPIC EUA oferecem duas fragatas ao México 04 de Janeiro, 2013 – 10:58 ( Brasília ) – DEFESANET O Congresso dos EUA autorizou a entrega ao México de duas fragatas da classe Oliver Hazard Perry, dotadas de lançador de mísseis. A decisão foi tomada a 31 de dezembro de 2012. Os navios serão entregues ao México gratuitamente, embora o governo… Read more »

Márcio Sousa
Márcio Sousa
7 anos atrás

Em relação a estes navios acho apenas que deveriam ter sido mais bem armados, pelo menos com um canhão 40mm e com um lançador mistral.

Humberto
Humberto
7 anos atrás

Off topic. O Brigadeiro Juniti Saito nasceu em 12 de dezembro de 1942, portanto completou 70 anos naquela data. Servidor civil é compulsoriamente aposentado. E militar?
O Almirante Moura Neto (Julio Soares) completará os 70 em 20 de março próximo.

A pergunta faz sentido se considerarmos que estão ambos envolvidos na aquisição dos caças do FXXXX.

Guilherme Poggio
Reply to  Humberto
7 anos atrás

Caro Humberto

Na condição de Comandande de suas respectivas Forças eles não se encaixam na regra da aposentadoria conpulsória.

REQUENA
REQUENA
7 anos atrás

“Ou seja, são tarefas típicas de uma guarda costeira, uma instituição rival cuja criação sempre foi bloqueada pela Marinha”

O cara não viajou na maionese demais?

Salomon Weetabix
Salomon Weetabix
7 anos atrás

1-“Âncora” (sic)??????? O que ser (sic) isso?
2-“uma instituição rival cuja criação sempre foi bloqueada pela Marinha”
(Verdade!)

marc
7 anos atrás

Diante desta “nova Marinha Light” com OPVs armados com “mata mosca” de 25 mm e 30 mm para a defesa da Amazonia Azul.

Não me espanto se reativarem o CTE ” Bauru”, com nova motorização e totalmente reformado com pesados armamentos de 75mm e 40mm. rsss.

Dalton
Dalton
7 anos atrás

Ozawa…

no seu “off topic” …apenas a USS Curts será descomissionada em 27/02 enquanto a USS McClusky deverá ser descomissionada no ano fiscal de 2014 e apesar de no texto constar “dotadas de lançador de misseis” estes foram retirados dez anos atrás portanto as fotos que vc linkou são antigas.

Mas serão bem úteis à Marinha Mexicana com pelo menos outros dez anos de serviço.

abs

Guilherme
Guilherme
7 anos atrás

Não entendo a funcionalidade de um navio sub-armado desse. Me dá a impressão da MB ter “medo” de equipar seus meios. Valeria um canhao de maior calibre

Claudio Dönitz
Claudio Dönitz
7 anos atrás

E o PROSUPER???

Estas “compras de oportunidade” não avacalham o “cronograma” dele??

Obs: Eu não acredito em cronograma para o PROSUPER. De uns tempos para cá eu o tenho achado com uma cara de FX Naval..

Ozawa
Ozawa
7 anos atrás

Caro Dalton, Grato pelas ressalvas. E falando em ações de ‘guarda costeira’, tais embarcações bem complementariam, com mais propriedade essas funções híbridas que a MB desempenha entre águas marrons e azuis, águas cinzentas… Existem mais algumas dessas OHP para darem baixa na USN nos próximos 5 anos. Umas vinte beirando os 30 anos de vida útil por lá, e me parece que já foram alvo de um post específico aqui no PN. Sinceramente, com todo respeito às opiniões contrárias, e aos defensores dos ‘Amazonas’ da vida…, mas a MB deveria focar seu ‘reaparelhamento de oportunidade’ com navios tais e não… Read more »

Ozawa
Ozawa
7 anos atrás

Pelo amor de Deus MB ! Pára com essa megalomania de Porta-Aviões e aeronaves de asas fixas ! Chega !

Já deu ! Ou melhor…, não deu !

Não se tem recursos para o óbvio ! Para o elementar ! Chega de pa-lha-ça-da ! E toda essa pompa com esse ‘Amazonas’ é pa-lha-ça-da !

Não vai demorar e ele, por beneplácito da presidentA, determinação do Ministro da Defesa e subserviência do Comandante da Marinha vai virar o capitânea da esquadra !

Na verdade, o capitânea da guarda costeira, pois ‘Esquadra’ nós não temos…

thomas_dw
thomas_dw
7 anos atrás

meia duzia de Fragatas e umas nove Corvetas e’ o futuro da Marinha, se der para obter as FREMM vai ser um milagre, mais provavel e’ que as Niteroi completem 50 anos antes de ser substituidas.

Ferreras
Ferreras
7 anos atrás

Como leigo tenho a impressão que falta foco para nossas forças armadas, para qual tipo de defesa nossas forças devem estar preparadas? Grandes potências, vizinhos, criminosos? Se o objetivo for de defesa Pq um porta aviões? Às vezes tenho a impressão que queremos fazer muito e no fim fazemos bem pouco.

marc
7 anos atrás

Do BRICS o unico pais que nunca teve uma politica de proteção de suas riquesas naturais é o BRASIL, a CHINA esta trabalhando num plano para almejar ser potencia militar a uns 30 anos, em que houve investimento em tecnologia para navios de guerra, misseis, canhões, helicopteros, motores navais, turbinas, eletronica avançada com grande empenho para a mão de obra especializada local, a INDIA vem neste mesmo caminho, a RUSSIA idem. Nestes paises não é aceita a ideia de OPVs com metraca “mata mosca” Parece que a nossa “Cleptocracia Banânica”, deverá permanecer no caminho de colonia dependente. Como exemplo, esta… Read more »

ANDRÉ MATOS
ANDRÉ MATOS
7 anos atrás

Desde o fim do regime militar a nossa Marinha está entregue as cracas, culpa de uma politica revanchista que na verdade é um belo tiro no próprio pé.
O Brasil como integrante do ”BRICS” tem o dever de ter forças armadas a altura de seu território, um exemplo, a Africa do Sul já tem uma fragata com um desenho furtivo enquanto o Brasil com seus navios de 30, 40 anos.
Basta de ser o ”maior museu naval em operação do mundo”, QUEREMOS RENOVAÇÃO JÁ.

MOSilva
MOSilva
7 anos atrás

Muito tem sido dito e comentado sobre os navios patrulha da classe Amazonas. Para mim, isso se deve ao fato que é raro a incorporação de um navio para águas azuis “novo de fábrica”. Esses vetores vão contribuir para a patrulha oceânica (Off-shore), mas a quantidade (três unidades) vai limitar a efetividade no cumprimento da missão (patrulhar o mar territorial brasileiro). Creio que seria necessário, pelo menos, uma dúzia do modelo. Lembrando sempre que aqueles são navios patrulha. Há outras missões que necessitam de novos vetores, o que já está definido (?) no programa PROSUPER. Não dá para imaginar um… Read more »

Mario kanagawa japao
Mario kanagawa japao
7 anos atrás

mais ainda falta muito para termos uma marinha a altura do nosso pais

Daltonl
Daltonl
7 anos atrás

Sim Marc…mas veja quem são os vizinhos dos outros “BRICS”, alias, eles não se entendem muito bem entre eles mesmos e muito do petroleo que a China importa tem que passar pelas barbas da India, no Oceano Indico, por exemplo. Quanto aos nossos vizinhos, não são nem de longe uma ameaça, talvez nossa politica de defesa seja um reflexo da Lei da Causa e Efeito, veja que o Japão tem um novo Primeiro Ministro e sua politica de defesa deverá receber mais atenção, devido ao comportamento da China. Precisamos de navios como o Amazonas e qualquer coisa maior que ele… Read more »

galba fontes
7 anos atrás

nos precismos de meios aerios, a compra de caças e nessesario para a marinha cumpri sua missao.

CAP
CAP
7 anos atrás

Aproveito os comentários abertos para, pela primeira vez, dar meu palpite: O problema não é só de verbas, é também de planejamento. E aí , grande parte da culpa é da MB mesmo. Ela já tem coisas demais para fazer que são, digamos, “mandatórias”, tendo que manter: 1. Uma esquadra de corvetas e fragatas, complementada pelos meios de transportem, reabastecimento, etc,. 2. Uma força de submarinos, que é a principal ferramenta ofensiva da força. 3. O Corpo de fuzileiros navais. 4. Uma marinha de “águas marrons” para patrulha de rios. 5. Os patrulhas de variados tamanhos, para a missões típicas… Read more »

Eliseu
Eliseu
7 anos atrás

Isto que dá abrir comentários para todos…besteira atrás de besteira…

Blar
Blar
7 anos atrás

Se há tal “pompa” é bom atribuí-la a quem escreveu, que é a FSP, não à instituição MB.

marc
7 anos atrás

Sr. Daltonl, Para um pais como o nosso, realmente estamos entregues às traças… Pela imensa linha de fronteira seca, não existe nada que impeça a passagem “tranquila” de qualquer grupo que tenha interesse entrar aqui para promover algum ato anti nacional. Na nossa “amazonia azul”, neste momento, temos em torno de oitenta embarcações transitando pela costa e uma quantidade semelhante pescando e roubando o nosso pescado, “nas nossas barbas”… Esta estorinha de que não precisamos de defesa, é o que a MIDIA vem promovendo uma verdadeira lavagem cerebral de Brasilzinho da paz. Vamos lembrar do Sr Evo Morales (Bolivia) o… Read more »

MO
MO
Reply to  marc
7 anos atrás

Marc, apenas um detalhe .. tem beeeemmm mais de 80 so na area SSZ x RRJ x VIX apenas completando este numero eh beeeeeeemmmmm maior eh so abrir uma tela AIS nesta area por exemplo e ter paciencia de contar … tem embarcação pra burro por aqui … e em sua maioria registradas pelo SISTRAM / COMCONTRAM

daltonl
daltonl
7 anos atrás

Marc…

as razoes que vc apresentou, como roubo de nosso pescado, Paraguai, Bolivia, ou algum “grupo que tenha interesse em promover algum ato
anti nacional” ainda não me parecem suficientes para almejarmos forças armadas comparaveis aos demais BRICS que vc citou, aliás, um dos motivos de necessitarmos mais navios patrulhas “metraca mata mosca” me parece ser justamente o roubo do pescado que vc mencionou.

E falando em BRICS, o André mencionou as fragatas “furtivas” da Africa do Sul, de fato, estas 4 vieram finalmente substituir navios antigos e obsoletos, mas além e apesar disso não tenho lido nada promissor.

LM
LM
7 anos atrás

Prezados, Caso fosse criada uma guarda costeira no Brasil, de onde viriam os recursos? Provavelmente do Ministério da Defesa, uma vez que ela seria subordinada à Marinha do Brasil. Dessa forma, os recursos, já escassos de nossas forças armadas seriam divididos para mais um órgão, ou o Governo Federal se comprometeria em aumentá-los? Sua criação demandaria a criação de novas bases na costa brasileira ou seriam aproveitadas as estruturas dos Distritos Navais existentes hoje? De onde viriam o pessoal para compor suas fileiras? Quem formaria esse contingente? Qual o custo disso tudo? Talvez esteja nessas perguntas a resposta para o… Read more »

GC
GC
7 anos atrás

Concordo com o LM, os NaPaOc possuem maior capacidade de “permanência” no mar e assim podem patrulhar efetivamente as AJB nos limites da ZEE e seu armamento é apropriado para sua função. Eles não são escoltas. Infelizmente os classe Grajaú apesar de bons navios não conseguem nem ir a Sao Pedro e Sao Paulo e Trindade sem reabastecer, no limite destas ZEE nem pensar!! Acredito que cumprirão muito bem suas tarefas.