terça-feira, dezembro 7, 2021

Saab Naval

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IstoÉ: Gripen NG é o novo caça brasileiro

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Sea Gripen em maquete do NAe São Paulo na LAAD 2013 - foto Forças de Defesa

Avião sueco desbancou propostas dos Estados Unidos e da França e foi escolhido pela presidenta Dilma. Disputa se arrastava desde 1998

Contrariando as especulações em torno das propostas americana e francesa, a presidenta Dilma Rousseff escolheu o caça sueco Gripen NG, da Saab, como opção final do programa FX-2. Fontes militares e diplomáticas confirmaram à ISTOÉ com exclusividade o resultado oficial, que será divulgado às 17h em coletiva de imprensa pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, e o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito.

A opção pelo jato sueco era a última entre os três finalistas, uma vez que o avião está em desenvolvimento e ainda não foi provado em combate. O Rafale, da francesa Dassault, preferido do ex-presidente Lula, acabou rejeitado por Dilma por conta do alto preço de contrato e custo de manutenção. Já o F-18, da Boeing, preferido da FAB, tornou-se uma opção política inviável depois do escândalo de espionagem da agência NSA americana.

O anúncio põe fim a um processo que começou em 1998, ainda no governo Fernando Henrique, e foi sucessivamente adiado. Passou por reformulação durante a gestão de Lula, seguindo as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, e acabou nas mãos de Dilma. O contrato da Saab prevê transferência de tecnologia e nacionalização progressiva. Inicialmente serão adquiridos 12 caças, num total de 36, ao custo de aproximadamente US$ 4 bilhões.

Sea Gripen em maquete do NAe São Paulo na LAAD 2013 - foto 3 Forças de Defesa

Avaliação técnica

A opção pelo Gripen NG considerou uma detalhada avaliação técnica da Copac, a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate da FAB. Um dos aspectos que mais pontuaram na concorrência foi a promessa de que a aeronave seja totalmente fabricada no Brasil. O baixo custo e a praticidade também pesaram na escolha. O computador de bordo do Gripen é muito mais simples que o dos demais, o que facilita a integração de diferentes tipos de armas. O míssil ar-ar A-darter, produzido pela Mectron, é um desses equipamentos.

A África do Sul, inclusive, já opera o A-darter no Gripen JAS-39 e tem obtido sucesso nos testes. Na balança do poder geopolítico, o caça sueco se diferencia pela baixa dependência tecnológica das grandes potências. O único ponto negativo é justamente o fato de o Gripen NG ser um protótipo, o que deve adiar a pretensão brasileira de operar um caça de quarta geração no curto prazo. No dia 31 deste mês, os Mirage-2000 serão aposentados definitivamente. Enquanto isso, a defesa do espaço aéreo brasileiro será feita pelos F-5 modernizados. Uma solução paliativa, mas a única possível após tantos adiamentos.

Sea Gripen em maquete do NAe São Paulo na LAAD 2013 - foto 2 Forças de Defesa

FONTE: ISTOÉ (reportagem de Claudio Dantas Sequeira)

NOTA DO EDITOR: as imagens que ilustram a matéria são um convite aos leitores para discutirem, neste post, a possibilidade da Marinha do Brasil também adotar o Gripen no futuro, numa eventual versão naval (Sea Gripen) a ser desenvolvida, caso seja confirmada a escolha do Gripen no F-X2 da FAB.

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Clésio Luiz

Se for, era o que eu queria. O mais barato de manter, o que podemos ter em quantidade para substituir a frota de F-5 e A-1. Fico na torcida para daqui a pouco.

GUPPY

Pena que demorou demais. Agora é arregaçar as mangas e trabalhar para que quando começarem a chegar, encontre um ambiente totalmente preparado.
Que sejam vindos e tenham uma excelente folha de serviço na FAB.

jcsleao

O site do O Globo fala que a compra foi fechada por US$ 4,5 bi. Isto parece indicar que o Gripen foi mesmo o escolhido.

Agora, se o que dizem é que a opção da FAB era pelos F-18, e o Brig Saito tiver confencido a gerenta a não ficar de birra com usamericanus, não me espantaria que se a quantidade tiver sido reduzida para uns 24 F-18 ao invés de 36…

Mas do jeito que essa gente é, deve ter dado Gripen mesmo.

Guizmo

Torço para que faça história na FAB, como seus antecessores!

Ozawa

Bem, torcia pelo Vespão… Mas é melhor um Gripen em Anápolis que um FX voando…

Se for Gripen, a participação brasileira seria assim:

https://i267.photobucket.com/albums/ii309/akivrx78/gripen_ng_br.jpg

Ozawa

E os EEUU não foram de todo derrotados…

Oganza

Ozawa,

Os EEUU não foram nada derrotados e se for confirmada realmente a opção pelo Gripen E/F, isso vai impactar até mesmo no preço dos SH… e a cadeia logistica dos motores vai ser ampliada.

Agora sobre a tal participação Brasileira, acho que essa que você postou já deve estar bem alterada, temos que levar em conta a participação Suíça.

Resando. 🙂

Oganza

Sobre a NOTA DO EDITOR:

– Minha sujestão é bem simples: façam o A-12 São Paulo de ALVO para os novos caças… imaginem o mega recife artificial que essa banheira se tornaria. A falna marinha e nossos bolsos agradecem, é melhor afundar essa vergonha de maneira mais construtiva.

Sds.

Iväny Junior Barros Lucena

Caros Se o Gripen utiliza motor americano, ele também é bom negócio para os americanos. Eles não iriam fornecer uma planta de motor estratégico (que por sinal, é o mesmo do f-18) se não tivessem interesse no desenvolvimento do avião. O caça sueco também era o único Mach 2, opera sistemas de ponta e é capaz de fazer frente a Typhoon e Rafale na arena ar-ar. É bom lembrar que a NG virá com motor mais leve e mais potente. A assinatura posterior da índia (encorajada pela decisão brasileira), pode impulsionar a adesão ao programa Sea Gripen em triangulação com… Read more »

Marcos

ninguém ao vivo nessa coletiva?????

Blackhawk
Brandenburg

Ninguem ao vivo nessa coletiva.isso so demonstra o grande interesse que o assunto defesa nacional tem para as grandes redes de TV.Lamentável!

Guizmo

infartei

asbueno

NBR transmitindo

Marcos

Gripen NG: vencedor

Marcos

Nunão

Grato. Tô lá!!!

asbueno

A plateia esta com muitas pessoas

Marcos

Se havia a opção pelo F-18, os únicos culpados são os próprios EUA.

Marcos

Falaram ai em um avião de 5ª geração.

Marcos

Embraer, principal contratante!

Marcos

Amorim já pode mudar de nome: sabão!

Adler Medrado

Estou de saída.
Preciso ir a um hospital porque estou infartando com esta notícia.

Pensem num gordo que está feliz.

jfabio.almeida

Cade o mestre yoda?

bitt

“O caça sueco também era o único Mach 2, opera sistemas de ponta e é capaz de fazer frente a Typhoon e Rafale na arena ar-ar. É bom lembrar que a NG virá com motor mais leve e mais potente.” Observações razoáveis. Mas agora que a coisa está resolvida, e podemos debater de forma mais, digamos, desapaixonada, minha questão é a seguinte: o Rafale (que teria sido minha escolha), seria uma boa opção para a FAB? Não podemos deixar de considerar, por exemplo, o fato de que o grupo francês M88E é considerado mto avançado (embora tenha aspectos ainda não… Read more »

joseboscojr

Bitt, O SPECTRA não é melhor nem pior que o dos outros concorrentes. A Dassault é que sempre soube aproveitar esse nome pomposa para vender seu produto. A suíte defensiva do SH tem um nome feinho e pouco chamativo (IDECM) mas que é tão ou mais capaz que o SPECTRA. A diferença maior, pró Rafale, é que o SPECTRA conta com um sistema de alerta de aproximação/lançamento de mísseis, e o SH não conta com este recurso, que é mais usado para a defesa contra mísseis portáteis guiados por IR. Numa situação provável de operar a baixa altitude numa área… Read more »

joseboscojr

Só pra complementar, dizia-se que o SPECTRA era capaz de prover o tal do “cancelamento ativo”, que é a capacidade de fazer o caça ficar “invisível” aos radares usando de técnica de emissão ativa de RF de modo tão sutil que iria fazer o caça sumir das telas dos radares.
Isso nunca se comprovou e parece não passar de lenda.
Curiosidade:
Outro que dizem ter esta capacidade é o B-2 (????)

Luiz Monteiro

Representantes da MB deverão participar da próxima reunião entre a FAB e a SAAB.

A participação da MB ficará restrita a viabilidade, custos e os prazos para desenvolvimento de uma versão naval do Gripen NG para emprego em navios-aeródromo dotados de cabos de parada e catapultas.

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