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Flotilha Guarda-Costas cubana aceita cooperar com Guarda Costeira dos EUA

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Cuba

Mais de 55 anos depois de as suas Marinhas terem feito seu último contato, os governos de Washington e de Havana autorizaram os entendimentos para que seus militares voltem a cooperar no espaço marítimo do Atlântico.

Sabe-se agora que, na quarta-feira, 21 de janeiro, a primeira rodada de negociações que tratou da reaproximação entre os Estados Unidos e Cuba, ocorrida na capital cubana, incluiu entre as metas de curto e médio prazos a serem alcançadas pelas partes, a cooperação da Guarda Costeira de Cuba – força integrante das Tropas Guarda Fronteras (TGF) do Ministério do Interior – com a Guarda Costeira dos EUA.

Os cubanos querem a ajuda dos americanos para conter a emigração ilegal por via aquática, que a chefe dos assuntos americanos do Ministério das Relações Exteriores cubano (e líder da delegação de seu país à reunião da quarta-feira), Josefina Vidal Ferreira, definiu como “estimulada pela política imigratória dos Estados Unidos”.
Os Estados Unidos ofereceram cooperação para qualificar os cubanos em técnicas modernas de contenção da poluição marinha, ajuda na repressão ao tráfico de entorpecentes e na montagem de um sistema binacional que possa garantir a salvaguarda da vida humana no mar.

Disparidade – A situação da Guarda Costeira cubana é precária. Das quatro lanchas-patrulha classe Stenka, de 240 toneladas, fornecidas pela Rússia em 1985, restam três no inventário da flotilha das TGF, mas apenas duas podem navegar.
As 40 lanchas de vigilância costeira classe Zhuk, de 39 toneladas – armadas, cada uma, com 4 metralhadoras de 14,5mm – também já não existem. Estão reduzidas a 17 embarcações, depois que Havana transferiu algumas para a Força Naval da Nicarágua, canibalizou outras e, recentemente, retirou mais nove do serviço ativo.

Nos últimos 30 anos esses barcos foram empregados para detectar a possível infiltração de elementos anti-castristas em território cubano, e vigiar a aproximação de navios de bandeira americana que pudessem estar sendo usados como plataformas de espionagem eletrônica.

Em contraposição a isso, o 7º Distrito Naval da Guarda Costeira dos EUA, responsável pela vigilância no litoral do estado da Flórida, dispõe de 42 navios de diferentes portes, além de cinco estações (bases) aéreas, que, reunidas, alinham uma força de mais de 40 aeronaves entre helicópteros médios e pesados, e aviões bimotores (CASA, de busca e salvamento) e quadrimotores.

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