sábado, março 6, 2021

Saab Naval

Marinha do Japão recebe seu primeiro helicóptero MCH-101 de contramedidas de minagem

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

MCH-101 AMCM - foto AugustaWestland

Na terça-feira, 10 de março, a AgustaWestland e a Kawasaki Heavy Industries (KHI) informaram a entrega do primeiro helicóptero MCH-101 de contramedidas aeroembarcadas de minagem (Airborne Mine Counter Measures – AMCM) para a Marinha do Japão (Japan Maritime Self Defense Force).

A aeronave é uma versão construída sob licença do AgustaWestland AW101, equipado com o sistema caça-minas aeroembarcado AN/AQS-24A e com o sistema aeroembarcado de detecção a laser de minas AN/AES-1, ambos da Northrop Grumman. Juntos, esses sistemas proporcionam uma completa capacidade “superfície ao fundo”(surface-to-bottom) de detecção de minas. A nota divulgada pela AgustaWestland também informou que o AW101/MCH-101 é um de apenas dois tipos de helicópteros capazes de rebocar o AN/AQS-24, sendo o único helicóptero moderno com essa capacidade.

A cerimônia de entrega deu-se na fábrica da Kawasaki em Gifu, no dia 27 de fevereiro, e em seguida a aeronave foi entregue a Iwakuni, onde passará por avaliações no 51º Esquadrão de Experiências, antes de entrar em serviço operacional em 2016.

A japonesa KHI está construindo sob licença 13 aeronaves AW101, e este primeiro exemplar configurado para AMCM é o oitavo helicóptero do lote.

FONTE / FOTO: AugustaWestland (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em inglês)

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wwolf22

Ja vi e li muito sobre contra medidas para minas…
mas NUNCA vi e nem LI nada a respeito de contra medidas par torpedos… como um navio se defende de um torpedo ?!?!?! disparando as .50 ????

wwolf22

Grato Nunao

XO

Complementando, existem sistemas que geram uma “cortina de bolhas” no casco e hélices, de forma a abafar o ruído gerado (Prairie/Masker e Agouti eram os que os CT classe Pará e as FCN tinham)… fora isso, existem manobras e procedimentos específicos para defesa contra ataques torpédicos e entrada na área de perigo torpédico.

Iväny Junior

Olho pra o Merlin e vejo a entubada que sofremos.

wwolf22

a MB possui algum sistema anti torpedo em atividade ??

joseboscojr

Wolf, Há uma série de armas pensadas para interceptar torpedos. Todas ainda com resultados duvidosos. O torpedo leve MU-90 é dito ter capacidade antitorpedo. Há também um sistema russo RBU-6000, que é antisubmarino, mas pode ser usado para “barrar” um torpedo. Ele lança uma salva de pequenas cargas de profundidade, programadas para detonar numa determinada profundidade. A USN está desenvolvendo um torpedo anti-torpedo específico no programa SSTD. Há munições supercavitantes para canhões em diversos calibres (20, 25, 30 mm) capazes de penetrar vários metros dentro d’água, que podem ser usadas para interceptar torpedos. Por exemplo, armando um Phalanx ou o… Read more »

wwolf22

Bosco,

podemos dizer então que as defesas anti torpedo estão engatinhando nos projetos ????
Lemos muito pouco sobre sistemas anti torpedo… ja sistemas anti aéreo e anti navio ha muita informação/sistemas disponíveis…
muito interessante este tema… defesa anti torpedo…

Oganza

Bosco,

“Rezar não ajuda!!! rsrssss”

Ou talvez seja a única coisa que resta… Se agarra no “Puta-merda” e manda ver pra tudo quanto é Santo. kkkkkk

O melhor mesmo é investir e ter um escolta de Sub, Sonares de casco e rebocado, Towed array, uns 2 helis ASW com um 3º de prontidão para pegar o Charutão inimigo antes que ele te pegue.

Grande Abraço.

wwolf22

qual a profundidade de deslocamento do torpedo ??
3 metros abaixo da agua ???

joseboscojr

Há esperanças!
Os americanos estão desenvolvendo um sistema antiminas submarinas baseado num laser “azul-esverdeado” que consegue penetrar centenas de metros dentro d’água e usando um canhão de 30 mm montado num helicóptero e municiado com projéteis supercavitantes, ele pode fazer minas explodirem a dezenas de metros da superfície.
É um sistema não acústico que tem futuro também na defesa de torpedos.
Quem sabe não sera o Phalanx que fará a defesa contra torpedos usando projéteis de 20 mm supercavitantes e apontado por um laser “azul-esverdeado”?

XO

Prezados, Não conheço esse torpedo anti-torpedo… de qualquer forma, acho difícil que vá existir um hard kill eficiente… os torpedos atuais não correm junto à superfície, são projetados para explodir e “quebrar” a quilha do alvo… Na verdade, o que tentamos, mesmo antes de ser obtido um contato sonar, é tomar medidas que atrapalhem a solução de tiro do sub… uma vez que exista “torpedo na água”, a coisa muda de figura, o negócio é manobrar de uma forma específica, dependendo da situação e, se possível, disparar nosso próprio torpedo na marcação do torpedo inimigo, de forma a forçar o… Read more »

joseboscojr

Wolf,
Eu acho que bem mais. Chutaria de 10 a 15 metros no momentos finais, mas pode até vir de bem mais fundo e subir na medida que aproxima do alvo, pra explodirem a uns 10 metros abaixo da quilha.
Os de corrida reta, que eram lançados por submarinos na cota periscópica na SGM esses eram usados contra alvos a no máximo alguns quilômetros e navegavam praticamente ao nível da superfície, mas os de hoje podem atacar de dezenas de quilômetros e não têm necessidade de se moverem bidimensionalmente e de atingirem o costado do navio.

Oganza

XO, mas no caso do rompimento do cabo-guia, o torpedo não entraria automaticamente em modo autônomo? Apesar de que tal fato pode melhorar um pouco as chances de sobrevivência do navio atacado. Tem a questão das distâncias tb… é dito que os Black Sharks entre 18 e 20 km viajam a 52 Knots (≈ 95 km/h) e já em disparos entre 50 e 60 km eles viajariam a 20 Knots (≈ 35 km/h). Acho que ataques a longa distância devem ser muito pouco efetivos contra embarcações de Guerra, sendo mais úteis contra a frota de apoio ou mercante. Acha difícil… Read more »

joseboscojr

Oganza, Os submarinos convencionais usam a tática de posição, sendo eminentemente defensivos. Ou seja, nessa situação os navios já estarão nas águas a serem defendidas e em patrulha, e não estarão em trânsito, em alta velocidade. Creio que nesse caso se tornariam alvo de submarinos a distâncias relativamente longas (20 km), usando torpedos em baixa velocidade (30 nós). Os nucleares já usam a tática do movimento, onde podem se posicionar de modo a interceptar uma esquadra ou um navio isolado num ponto qualquer da rota. Desse modo eles também poderão usar torpedos em velocidades mais lentas e mais silenciosos, a… Read more »

Oganza

Bosco,

ok… putz… então se houver um hipotético disparo de torpedo a 20 km com velocidade de 30 knos já será uma viajem de mais de 30 minutos até o alvo… e torpedos são infinitamente mais ruidosos, com frequências muito mais agudas e muita cavitação de seus hélices…

As perguntas que fiz para o XO ainda estão valendo rsrsrs

Grande Abraço.

XO

Oganza, nao sei te dizer, na boa, como atuaria um tp sem o fio, pois soh conheco o Mk46, disparado por Navio…
Nao acredito ser efetivo um disparo a longa distancia, mesmo um mercante pode cumprir um plano de zig-zag, o que dificultaria a solucao de tiro…
No caso de escolta, 15-20 min seria mais do suficiente para manbrar e evitar o tp… na verdade, caso detectado em boa distancia, eh possivel evitar o disparo de sub convencional, apenas mudando o rumo da forca, inviabilizando sua aproximacao, devido aa baixa veloc…

XO

Agora, se a area de patrulha do convencional for bem posicionada ou a ameca for configurada por nucleae, a coisa fica mais seria… por fim, a decolagem do he deoende do alerta estabelecido… por exemplo, alerta 15, a anv tem de decolar em ateh 15 min…

Oganza

XO,

vlw, ainda assim é apertado rsrsrs…

… a coisa é séria mesmo, o melhor é achar o dito cujo e manda-lo a pique.

Agora no caso de um mercante a coisa tá braba, ele não tem como saber que tem um Tp na água por meios próprios… ou tem?

Grande Abraço.

XO

O mercante nao possui sensores para guerra as, depende das informacoes passadas a ele por fonia… a unica opcao fica sendo cumprir planos padrao de zig-zag, os rumos e horarios de mudanca sao tabelados, mas existem varios tipos de plano, seria necessario muito tempo de vigilancia pra sacar qual o proximo rumo e quanto tempo o NM ficaria nele…

XO

De qualquer forma, prefiro estar a bordo de um escolta !!!

Oganza

XO,

“seria necessário muito tempo de vigilância pra sacar qual o próximo rumo e quanto tempo o NM ficaria nele…”

hummm é em cenários como esse ai que entra o cabo guia…

…o Tp pode ser atualizado e direcionado há um ponto futuro, com o Sub navegando em silêncio e mudando levemente seu posicionamento para longe do ponto de lançamento…

…uma vez que o disparo pode ter revelado sua posição para alguma escolta ou aeronave ainda não percebida na área.

Pode ser por ai né? 🙂

Grande Abraço.

XO

Existe uma formula para calcular os setores de uma cobertura, levando em consideracao informacoes disponiveis sobre a ameaca e dados dos escoltas…. dai, nossos navios sao dustribuidos no entorno da unidade a ser protegida… normalmente, sao colocados he, avante da formatura, “pingando, bem como outros fazendo busca visual e radar…

XO

Fora isso, e dependendo das informacoes de inteligencia, temos como calcular algo como um cone de aproximacao do sub… pode-se manobrar a forca, de forma a impedir que o sub assuma posicao de lancamento… mais uma vez, isso no caso de convencional… no caso de nuc, so mesmo outro sub pra fazer frente de forma eficaz

XO

Existem outros aspectos da guerra as, alcance sonar, a forma como operar o equipamento, profundidade de camada etc… eh um cenario complexo… nao existe receita de bolo, apesar dos procedimentis padronizados, basta mudarem as condicoes ambientais pra postura ter de ser ajustada… enfim, um desafio para ambos os lados… e muita emocao, principalmente a noite com he no ar e girando a 20 nos no hodometro… bons tempos…

XO

Os Navios a 20 nos…

joseboscojr

Oganza, Ataques com torpedos contra navios podem sim durar até uma hora, desde que feitas no limite do alcance. Mas imagino que submarinistas não sejam muito apressados não. rsrssss Quanto a torpedos serem mais ruidosos, não tenho certeza disso. Até onde eu sei eles são bem silenciosos. Independente disso, o torpedo tem que ser discreto só pra proteger o submarino lançador já que não há muito o que se possa fazer em termos de “hard kill” contra o torpedo. Ou seja, mesmo que o navio alvo saiba que tem um torpedo em curso contra ele, o alerta fará o navio… Read more »

Oganza

Editores…

Por favor, tem um comment meu preso no SPAN… 🙁

Obrigado.

Oganza

XO,

entendi… mas com relação a esse “cone de aproximação”: o vértice/eixo dele é em relação a “esquadra” a ser protegida ou ao Sub inimigo?

Grande Abraço.

Oganza

Grande Bosco…

então, eu estava lendo mais sobre o tema, junto com outros artigos dakele link que vc postou aki sobre SSI Vs SSN…

…a coisa toda realmente é “muito lenta” por assim dizer, submarino realmente não lugar para gente ansiosa não rsrsrsr…

Na verdade é muuuuito sangue frio – Não é para qualquer um.

Grande Abraço.

XO

Oganza, o vértice fica no HVU (High Value Unit)… se fôr obtido contado dentro do cone, é modificado o rumo da Força, de forma a colocar o sub fora do cone… se calculado direito, com essa manobra, o sub não teria perna prá chegar em uma posição de lançamento…

Oganza

XO, impressionante… fui atrás de materiais sobre o assunto e a coisa deu um nó na minha cabeça… e olha que não sou um “zerado” em matemática… …li o material 2x e entendi 25% kkkk mas deu para entender o seu ponto, principalmente a intereção e as responsabilidades da escolta ASW e seus comandos para o escoltado… mas tem que estar tudo bem ensaiado para que a coisa saia redonda e o escoltado responder na hora certa e exatamente como o ordenado. Segue um estudo Teórico sobre o tema: Risk and Emergency Management for a HVU (High Value Unit) Ship… Read more »

XO

Eu agradeco o envio do link… interessante o estudo, mas realmente dificil de absorver 100%… abraco e estamos ai pra debater…

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