sexta-feira, setembro 17, 2021

Saab Naval

Torretas duplas Mk-38 por dentro

Destaques

A021-f04

Durante décadas as torretas Mk-38, equipadas com dois canhões de 5 polegadas (127mm) foram o local de trabalho e aprendizado de várias gerações de artilheiros na Marinha do Brasil (MB).

As fotos mostradas abaixo, feitas a bordo da antiga fragata Peder Skram da Marinha Real da Dinamarca, servem para mostrar um pouco do arranjo interno desses reparos.

A fragata Peder Skram está preservada como navio-museu na Estação Naval de Holmen, em Copenhagen.

Na MB esses reparos equiparam o cruzador Tamandaré (C 12), classe “Brooklyn/St.Louis”; os contratorpedeiros Mato Grosso (D 34), Sergipe (D 35), Alagoas (D 36), Rio Grande do Norte (D 37) e Espírito Santo (D 38), classe “Allen M. Sumner”e Marcílio Dias (D 25) e Mariz e Barros (D 26) da classe “Gearing”.

 

127DNK-01 127DNK-02 127DNK-03 127DNK-04

FOTOS: torreta de ré do CT Alagoas em seus primeiros dias na MB (Coleção pessoal do CB-DT Luiz Brazil Cotta) / navio-museu Peder Skram – www.pederskram.dk

- Advertisement -

12 COMMENTS

Subscribe
Notify of
guest
12 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
eparro

Fico só imaginando o processo de preparar, pegar a munição, carregar, avisar, mirar, disparar, descarregar… tudo “na mão”. E ainda numa torre dupla! E o calor ali dentro, deveria ser uma sauna.

Parece que melhorou muito mesmo.

Soldat

Muito boa a matéria.

Mas é triste quando em uma época o Brasil teve no minimo 7 destroyer ,1 cruzador e agora somos uma marinha de guarda costeira.

Pobre Brasil……

daltonl

Não ficaria assim tão triste…o cruzador era da mesma classe que o malfadado General Belgrano afundado por um submarino durante a guerra das Falklands e já considerado obsoleto nos anos 60. Quanto aos 7 destroyers citados, apenas 2 deles passaram pelo programa de modernização FRAM I que envolvia melhores sensores e mesmo um lançador ASRoc, que nem mesmo estava operacional, mas, não por culpa dos EUA. Só como curiosidade, o cruzador Tamandaré apesar de citado como pertencente à classe Brooklyn tinha algumas diferenças internas e externas e assim muitos o consideram uma classe diferente, classe Saint Louis dos quais 2… Read more »

XO

Tai um lugar de trabalho arriscado… a municao empregada era desengastada, ou seja, projetil era separado da carga de projecao… houve um acidente em um dos CT antigos, por causa de detonacao da carga de projecao… caso semelhante ocorreu em encouracado norte-americano, acredito que na decada de 80, mesmo motivo…

Marcos Gilbert

Falou

“”eparro
14 de março de 2015 at 0:10 #

Fico só imaginando o processo de preparar, pegar a munição, carregar, avisar, mirar, disparar, descarregar… tudo “na mão”. E ainda numa torre dupla! E o calor ali dentro, deveria ser uma sauna.””

Eu digo:
Quem não viu veja o filme completo YAMATO , lá vocês vão ver o que são canhões manuais, principalmente os antiaéreos , mas mostra também o carregamento da munição em uma torre de se não me engano 12 polegadas as munições.
Vi só no mesmo dia 3X o filme

Abraço

Alexandre Galante

XO, o acidente ocorreu a bordo do CT Mato Grosso, em 27 de julho de 1976, perdeu-se três homens, em grave acidente ocorrido na torreta de ré, durante exercício de tiro sobre a Ilha Rasa de Guarapari. Tá no NGB:

http://www.naviosbrasileiros.com.br/ngb/M/M051/M051.htm

GUPPY

Off-Topic, mais nem tanto (a la Maurício)

Na ficha do CT Mato Grosso – D34, no NGB, conforme link do Galante no comment acima, em abril de 1976 o navio realizou exercícios com navios da marinha francesa entre os quais os Bourdonnais – D634 e Tartu – D636. A pergunta é: este último é aquele da Guerra da Lagosta ou outro de mesmo nome?

Tks

Otto Lima

Sim, o CT Tartu (D634) participou da Guerra da Lagosta.

daltonl

É o mesmo Guppy ! O Tartu entrou em serviço em 1958,
foi retirado em dezembro de 1979 e afundado como alvo
em dezembro de 1998.

abs

GUPPY

Ok, Admiral. Muito obrigado pela resposta porque eu fiquei curioso quando li o nome Tartu.

Quanto ao assunto do post, certa vez eu tirei uma soneca dentro de uma torreta no CIAW. Não era dupla, era daquelas que equipavam os CTs Pará-D27, Paraíba-D28, Paraná-D29, Pernambuco-D30, Piauí-D31, Santa Catarina-D32 e Maranhão-D33. Fletcher Class?

MO

sim, todos eles Fletchers asduplas eram dos Allem M. Sumner e Gearing

em tempo =

http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2015/03/manobras-entre-21-e-27012015.html

13 ships / 18 photos

Jacubão

Que materia bacana, voltei no tempo.
Zé do Norte, cadência e guerra forte, minha primeira comissão na Briosa!
Tempos difícieis, mas confeço que sinto saudades!!!

- Publicidade -

Últimas Notícias

Austrália abandona acordo de submarinos de 56 bilhões de euros com o Naval Group francês

A Austrália decidiu abandonar o acordo de A$ 90 bilhões (€ 56 bilhões) de 12 submarinos convencionais com a...
- Advertisement -