Northrop Grumman ship-based Laser Weapon System Demonstrator
Northrop Grumman ship-based Laser Weapon System Demonstrator

A Marinha dos EUA selecionou a Northrop Grumman para projetar e produzir um demonstrador de sistema de armas a laser para navios.

Nos termos do contrato, inicialmente avaliado em cerca de US$ 53 milhões, com potencial para crescer a cerca de US$ 91 milhões, se todas as opções forem exercidas, a Northrop Grumman irá projetar e produzir um sistema de armas a laser de 150 kilowatt para ser instalado no navio de testes de auto-defesa da Marinha os EUA, o ex-USS Paul F. Foster.

“A Northrop Grumman vai integrar o mais recente em lasers de alta energia com mais de 40 anos de experiência como um integrador de sistema de arma a laser para proteger os marinheiros contra as ameaças de última hora, de alto impacto”, disse Guy Renard, diretor do programa da Northrop Grumman para o projeto. “Pelo preço de um galão de combustível diesel por tiro, estamos oferecendo à Marinha uma abordagem defensiva de alta precisão que irá proteger não só seus marinheiros, mas também o seu bolso.”

O projeto da arma a laser será levado a cabo em três fases principais. Para a Fase 1, a empresa irá desenvolver um projeto detalhado para o sistema. A Fase 2 será composta de montagem e um teste de solo. Para a Fase 3, o sistema será integrado ao navio de de testes de Auto-Defesa para provas no mar.

Funcionários da empresa dizem que o projeto pode levar a um sistema que poderia fornecer proteação às plataformas navais contra ameaças no mar e no ar. A Marinha dos EUA vai liderar os esforços de teste e fornecer à Northrop Grumman o suporte técnico.

ex-USS Paul F. Foster
Ex-USS Paul F. Foster usado como plataforma de testes de sistemas defensivos

FONTE: www.upi.com

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Leonardo.
Leonardo.
4 anos atrás

Semi off topic: alguém tem notícias do railgun que a US Navy queria testar em mar até o ano que vem?

Caio Romão
Caio Romão
4 anos atrás

E de pensar que a MB está ainda na década de 80…

jagderband#44
jagderband#44
4 anos atrás

A classe Spruance continua sendo a classe mais, esteticamente falando, ajeitada de DD,s pós WW2. Eta navio bonito!

Dalton
4 anos atrás

Leonardo…

a novidade é que a US Navy que iria testar a arma no USNS Millinocket (T-EFT-3) estará fazendo o teste no recém adquirido USNS Trenton (T-EFT-5),
fora isso os testes continuam programados para a segunda metade do ano que vem.

abs

Dalton
4 anos atrás

jagder…

claro que gosto é gosto, mas, se pensarmos bem um “Spruance” com suas 9000 toneladas sofre de complexo de não ter sido classificado como cruzador e o objetivo sempre foi ter maior espaço interno o que foi conseguido com aquela superestrutura quadradona e enorme às custas da
elegância tradicional de um destroyer.
X
Pós WW2 o que se tem de mais próximo aos elegantes “Gearings” da US Navy ou os chamados “Narviks” alemães na minha opinião foram os
“Forrest Shermans”de umas boas 4000 toneladas totalmente carregados e mesmo assim continuaram sendo facilmente reconhecíveis como um
destroyer.

abs

CVN76
4 anos atrás

Almirante Dalton

Uma dúvida; o correto não seria T-EPF-5 em vêz de T-EFT-5?? Ja mudaram tantas vezes que posso estar desatualizado….

Falando em beleza, eu também gosto muito dos “Spruance”…..tanto faz se eles são DD ou CG….mas é como voce mesmo disse; gosto é gosto!!

Leonardo.
Leonardo.
4 anos atrás

Obrigado pelas informações Dalton! Falando em destroyers, os ABs estão muito mais para cruzadores do que para propriamente DDs? Me parece que todas as categorias sofreram um upsize, com fragatas tendo o deslocamento de destroyers e esses deslocando o mesmo que cruzadores leves.

Dalton
4 anos atrás

Franz… troquei as letras…o certo é T-EPF mesmo, muito melhor que JHSV ! Leonardo… em meados dos anos 70 a US Navy reclassificou vários de seus destroyers “maiores” de cerca de 8000 toneladas como cruzadores, mas, naquela época ainda haviam navios menores que 5000 toneladas que mantiveram a classificação de DD ou DDG este último sendo um destroyer com mísseis de longo alcance, como são os Burkes hoje, enquanto os Spruances foram classificados de DDs apenas. x Então além de cada marinha ter um critério próprio para classificar seus navios, pesa muitas vezes a tradição na hora de classifica-los e… Read more »

jagderband#44
jagderband#44
4 anos atrás

Tens razão Dalton, aquela superestrutura “destoa” um pouco para um DD clássico. Os “farragut” também apresentam linhas bacanas e os Narvik e Z39 são clássicos exemplos. Eu vejo o Gearing como um Fletcher anabolizado!

Leonardo.
Leonardo.
4 anos atrás

Obrigado mais uma vez Dalton, e vou fazer mais uma pergunta: tem alguma diferença em função dos ABs e Ticonderogas?

Dalton
4 anos atrás

Leonardo… o “Ticonderoga” é maior que um “AB”… pode não ser muita coisa maior quando comparamos o deslocamento, mas, um “Ticonderoga” tem aquela imensa superestrutura em alumínio que poupa peso e dá mais espaço, portanto ele é mais capacitado para agir como o navio coordenador da defesa de um NAe que envolve normalmente 3 “ABs” com maior número de sensores, consoles e operadores a bordo. Então, além de operarem independentes coisa que um “AB” também faz e transportarem os mesmos tipos de armas, apenas os “Ticonderogas” levam um número maior o grande diferencial é que os “Ticonderogas” são essenciais na… Read more »

Bosco
4 anos atrás

Leo e Almirante, As diferenças de equipamento do Tico em relação aos AB: 1 canhão Mk-45 a mais (embora a quantidade de munição a bordo seja semelhante em ambos os navios, em torno de 600 projéteis); 1 radar de busca aérea SPS-49 de longo alcance do tipo 2D operando na banda L (que dá apoio ao radar 3D SPY-1 que opera na banda S); 1 radar iluminador SPG-62 a mais (os destróieres AB têm 3 iluminadores enquanto os Ticos têm 4); 122 células do lançador vertical Mk-41, que corresponde a 32 células a mais que os AB FI e a… Read more »

Bosco
4 anos atrás

Almirante Dalton,
Por sua intimidade com um grupo tarefa capitaneado num porta-aviões é que voltaram a cogitar dos futuros cruzadores que irão substituir os Ticonderogas serem nucleares.

Leo
Leo
4 anos atrás

Off topic:
Mais uma fragata para lançar kalibr contra o estado islâmico.
https://youtu.be/irGyduOP_Sc

Leo
Leo
4 anos atrás

A fragata é a Admiral Gorshkov

Dalton
4 anos atrás

Bosco… também os “Ticos” embarcam o “harpoon” um máximo de 8 unidades enquanto apenas os primeiros 28 “Burkes”, os que não embarcam helicópteros tem essa capacidade. E caso vc não tenha lido e sabendo que vc já comentou sobre a ausência do SeaRAM ou RAM a bordo de “Burkes”, já foi anunciado que os 4 “Burkes” baseados na Espanha terão um de seus “Phalanx” substituídos justamente por um SeaRAM a partir do ano que vem. Quanto a um cruzador nuclear na US Navy…acho bem difícil a menos que eles também construam uma máquina de fazer dinheiro 🙂 Um Feliz Natal… Read more »

americomatheus
4 anos atrás

Enquanto isso na Banânia…

Jose Souza
4 anos atrás

Ainda considero pífia a eficacia de armas laser na atmosfera terrestre… – O contra-almirante Zhang Zhaozhong(China) foi enfático sobre o assunto… “Em condições onde não há poluição, uma arma laser pode atear fogo [na faixa de] 10 quilômetros. Quando há fumaça, é apenas um quilômetro. Qual é o ponto de fazer este tipo de arma?” Zhang explicou que a poluição atmosférica era composta de partículas metálicas minúsculas – e quanto maior o seu número de PM (diâmetro das partículas em micrômetros), mais difícil seria para lasers de penetrar. – E como todo mundo sabe não importa o quanto pode ser… Read more »

Bosco
4 anos atrás

José,
Uma arma laser utilizando mira passiva (TV ou IIR) não daria tempo do inimigo implementar a tal “fumaça”. Um míssil guiado por laser ou um canhão que utiliza a telemetria laser dá tempo até que a arma seja lançada, já um feixe laser o próprio feixe é a arma, e ele é instantâneo.

Jose Souza
4 anos atrás

Bosco…
o feixe tem que literalmente “esquentar” o alvo… e isso demanda algum tempo..dando margem para “soluções”… p.ex:sabendo-se o tipo de laser usado se pode revestir o “alvo” com material refratário ao mesmo..etc…… outra hipótese é misseis para o laser explodir e liberar a dita “fumaçinha” preparando a chegada da “cavalaria real” ..rs…. a luta sempre foi …gato x gato… o rato é pau mandado(Turquia,Síria,etc)

Marcelo-SP
Marcelo-SP
4 anos atrás

José Souza,

Parece-me óbvio que as idéias que movem este e outros projetos de armas laser nos EUA não padecem de tal inviabilidade tão simplista. Certamente, a dispersão dos raios está endereçada em algum ponto deste desenvolvimento.

Jose Souza
4 anos atrás

Marcelo-SP…
Northrop Grumman a 40 anos “estuda” tal arma…e ainda esta em testes… ou seja a dificuldade é enorme.
O projeto americano do laser aerotransportado (Boeing 747-YAL-1) foi cancelado(2012) justamente pelo custo x beneficio… 400 toneladas…para destruir uma “azeitona”.
Face ao óbvio… certas leis da física não podem ser mudadas… lei de snell, termodinâmica de material refratário, etc.

Bosco
4 anos atrás

Jose, Não creio que o custo x benefício tenha sido a principal razão do cancelamento do YAL-1 já que o benefício de se interceptar um míssil nuclear norte coreano na fase de ascensão (inicial ou primária) seria incalculável. Penso eu que o programa foi cancelado devido às dificuldades técnicas e ao custo de superá-las, em tempo de aperto financeiro. Quanto ao material refratário ou reflexivo (como querem outros) há de se saber se tudo poderá ser revestido com esses materiais e como eles reagem frente aos laser de diversos comprimentos de onda. Por exemplo, o YAL-1 seria usado na fase… Read more »

Seal
4 anos atrás

Eu acho que, desde a Guerra Fria, EUA e Rússia lutam para ver quem teria o controle total do mundo. Armas à laser, satélites assassinos e Cosmoesferas russas no espaço que usam raios de partículas de neutron de energia dirigida , já são estudadas pelos Comando Estratégico Aéreo e Aeroespacial dos dois países.Até a FAB tem um centro de estudo no ITA, que estuda o impacto dessas armas à laser em operações com tropas, blindados,aviões, helicópteros, drones e interferência em sistemas eletrônicos de guerra eletrônica. O autor descreve assim: “Quando comecei a escrever este relato, os noticiários estão falando do… Read more »

groosp
4 anos atrás

O LaWS, que foi testado pela USN recentemente no Golfo, é composto por 6 lasers industriais utilizados em máquinas de solda.

Marcelo-SP
Marcelo-SP
4 anos atrás

José Souza,

Por milhares de anos o homem dependeu basicamente de força física própria (ou de animais) e de ferramentas. O cavalo-vapor tem apenas 300 anos. 40 anos? É uma merreca, para quem busca avanços revolucionários. A ciência a serviço do avanço tecnológico serve exatamente para driblar as barreiras impostas pela natureza. Parece que a USN e a Northrop Grumman discordam quanto ao obstáculo intransponível de “certas leis da física”, e irão insistir no desenvolvimento do laser. Aonde chegarão? Certamente mais longe do que os chineses, se estes seguirem o Contra-Almirante Zhang. Desistir, nunca levou ninguém à frente.

Jose Souza
4 anos atrás

Marcelo-SP… Não é desistir e sim.. mudar de paradigma… se a atmosfera terrestre é um grande empecilho para …qualquer raio de luz… porque não instalar o laser em satélites e “esperar” os misseis balísticos atingir o “ponto ideal” para o “abate”… obviamente podendo..também… ser direcionado para outros satélites. – Face a China … não estão dormindo no ponto em absoluto… o grande problema ..da arma laser(creio que de qualquer arma)… é a fonte de energia para o mesmo (os capacitores). O cientista chines … Huang Fuqiang .. relata ter desenvolvido um supercapacitor que pode entregar 26 kilowatts por quilograma. –… Read more »

Jose Souza
4 anos atrás

Bosco…
Creio que Drone com laser para “neutralizar” alvos humanos será viável…….quando a fonte de energia for “compactada” … visto que o corpo humano é composto basicamente de H2O… o raio não precisa ter enorme potencia.