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US Navy emprega aviões P-8A Poseidon para fechar a ‘GIUK Gap’

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O Jane’s noticiou que a US Navy (USN, na sigla em inglês) tem voado suas aeronaves de patrulha marítima (AMP) Boeing P-8A Poseidon a partir da Islândia, enquanto a OTAN busca monitorar mais eficazmente a “GIUK Gap” que fica entre a Gronelândia, a Islândia e o Reino Unido.

O Comando da Europa das Forças Navais dos EUA postou um Tweet em 1 de novembro em que revelou que uma aeronave do Esquadrão de Patrulha (VP) 45 havia realizado “operações de rotina” a partir de Keflavik.

Em fevereiro, foi revelado que a OTAN estava buscando usar o P-8 para tentar tapar a “GIUK Gap” após um aumento da atividade submarina russa no Atlântico Norte nos meses anteriores. A região representa a saída mais rápida e mais segura ao Oceano Atlântico e além para a frota do norte de Rússia, e foi palco de movimentos submarinos soviéticos intensos e de esforços antissubmarino ocidentais durante a guerra fria.

A GIUK GAP
A GIUK GAP

Para tal, o Pentágono solicitou que os fundos da Iniciativa de Reafirmação Europeia (ERI) para instalar infraestruturas específicas do Poseidon na sua base de Keflavik para apoiar os desdobramentos rotativos do P-8A, uma vez que os Lockheed Martin P-3 Orion serão retirados do serviço em 2019 .

Embora a Marinha estivesse atualmente interessada apenas em desdobramentos temporários do P-8A para a Islândia, a publicação Stars and Stripes citou anteriormente um oficial do serviço dizendo que as rotações regulares de patrulha poderiam ser estabelecidas em linha com sua força de patrulha marítima em Sigonella na Sicília, onde os esquadrões rotacionam a cada seis meses.

Com a USN patrulhando as extensões do norte do fosso de Keflavik, o Reino Unido será capaz de fazer o mesmo na área sul que abrange a Islândia e Escócia, quando começar a operar a P-8A a partir da base da RAF de Lossiemouth em 2019.

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Delmo Almeida
Delmo Almeida
3 anos atrás

Muito interessante…

Jacinto Fernandes
Jacinto Fernandes
3 anos atrás

Antigamente, os EUA tinham uma rede de sensores submersos nesta região chamada “SOSUS”. E coisa bem antiga, mas ainda deve ter algo funcionando por lá neste estilo.

MadMax
MadMax
3 anos atrás

Jacito, acho que hoje a detecção fica por conta de sistemas móveis instalados em grande rebocadores SURTASS. Deve ser mais barato manter, com a vantagem de ser móvel.

Jorge F
Jorge F
3 anos atrás

Pois é, a FAB adquiriu os P3 com harpoon, o que por sua vez daria condições para um estrangulamento do acesso ao Atlântico Sul entre Natal e Dakar. Ações anti-submarinas seriam quase que proibitivas, principalmente quando mais próximo da costa da África, no entanto, contra alvos de superfície, desprovidos de NAe, constituiriam (os P3 com harpoon) um forte fator dissuasório. A questão que resta é contra quem ousaríamos usar tal artifício? Nesse sentido, face às dificuldades enfrentadas pelo São Paulo e o VF-1, talvez uma boa alternativa fosse o emprego de esclarecedores de longo alcance, baixo custo, armados com misseis… Read more »

Nadim
Nadim
3 anos atrás

Um país com a enorme costa que tem, não se deveria pensar em uma versão P-390?

Humberto
Humberto
3 anos atrás

Jorge, particularmente gosto da ideia do uso de drones para Patrulhas mari timas pois já li que são operações demoradas, monótonas e cansativas na grande parte do tempo. Você patrulha para verificar pesca ilegal, se alguém está fazendo algo que não deveria (como lavar os seus tanques em alto mar, poluindo as águas) etc. Mas não vejo um grande programa destes sendo tocado de forma massissa, de repente isto não é possível. Não vejo a necessidade de ter os mesmos armados para a patrulha, esta carga a mais, poderia ser para os sensores, por sinal os sensores que acabam encarecendo… Read more »

marcus
marcus
3 anos atrás

Esses P3 que sairão do serviço estão muito desgastados?
Qual seria a versão mais moderna?

zeabelardo
zeabelardo
3 anos atrás

Humberto, o P3 é uma aeronave grande que exige uma estrutura para operação e manutenção. A FAB aproveita a estrutura que já possui. A MB teria que criá-la para operar unicamente 8 aeronaves. Ademais, a MB não tem recursos sequer para manter seus navios. Imagine como ficariam essas aeronaves.

Dalton
3 anos atrás

Jorge…
.
apenas um esquadrão com 8 aeronaves não poderia fazer o que você mencionou…o “estrangulamento” exigiria cobertura 24 horas por dia algo impossível de se fazer com apenas 8
aeronaves …no fim de uns poucos dias, todas estariam em manutenção.
abs

Duncan
Duncan
3 anos atrás

Marcus,

A versão mais moderna é o P-3 C (com vários upgrades, ver https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Lockheed_P-3_Orion_variants ).

Em 2005, a força aérea holandesa vendeu 13, por cortes orçamentais. Portugal comprou 5 e a Alemanha 8, num negócio feito “a correr”, porque havia muitos interessados.

Estas células holandesas eram das que tinham menos horas de vôo,e foram feitos upgrades para o padrão P-3 CUPS+ já em Portugal.

São máquinas muito boas, e em vários quesitos estão ao nível do P-8 Poseidon.

Infelizmente, em Portugal, neste momento há mais aviões que tripulações disponíveis…..

Dumont
3 anos atrás

Sob certos aspectos (considerando somente a plataforma) o P8 eh uma maravilha. O bom e velho 737… A cadeia de forncedores nao traz nenhuma preocupacao, qualquer um faz manutencao e a robustez eh mais do que suficiente parava missão…os 737 são concebidos para voar todo dia, por várias horas, decolando e eternizando (o que gera maior desgaste…) várias vezes… e isso durante anos.

Jorge F
Jorge F
3 anos atrás

Quanto aos questionamentos sobre a impossibilidade de 8 P-3 interditarem o atlântico vamos partir para uma análise matemática da proposta. 1. Analisar a largura de varredura que 4 P-3 podem gerar; 2. Velocidade que uma força naval necessitaria para burlar a barragem; e 3. Horas de voo necessárias para manter a barragem. Primeiramente temos que estabelecer o tipo de alvo, nesse caso, um navio de suprimento de com 3 escoltas stealth. Nesse sentido, acho improvável que diante de esclarecedores armados, os escoltas não utilizassem radares de vigilância aérea, o que por sua vez denunciaria sua presença a aproximadamente 150nm para… Read more »

Jorge F
Jorge F
3 anos atrás

Quanto aos questionamentos dos drones armados para realização de patrulha marítima eu vejo o desafio como sendo: o quão próximo pode-se aproximar dos meios navais sem que eles percebam ou revidem. As aeronaves de caça tentam utilizar-se da velocidade para reduzir o tempo de resposta, os drones esclarecedores se aproveitariam de uma reduzida RCS para o mesmo fim. É a velha questão de quem tem a lança maior; é por isso que eu ousaria investir em esclarecedores de baixo custo e grande alcance armados, contanto que o armamento associado tivesse um alcance superior ao de seu alvo. Por fim, hoje… Read more »

Wellington Góes
3 anos atrás

Olá Jorge F, boa tarde! – Gostei da sua analise, mas daí, visando um reequipamento num futuro próximo, com novos meios (aviões e mísseis), dando mais capacidade à força de patrulha e a sua própria defesa, o estrangulamento seria possível, dentro de um quadro perfeitamente exeqüível, ou não?! – Penso, num futuro próximo, para uma patrulha marítima mais efetiva, o número de: – 12 P-190 (caso a ideia seja proposta pela Embraer e aceita pela FAB), com capacidade REVO e armado com dois a quatro MAN AER, ou MTC-300; – Apoiados por E-99, R-99 e KC-767/KC-390; – Defendidos por F-39… Read more »

Wellington Góes
3 anos atrás

Eita que o Pitbull está danado!!! Cadê meu comentário?!?!

Ivany Junior
3 anos atrás

Um dos melhores patrulheiros do mercado, sem dúvidas. Porém, no sentido de patrulha sem escoltas. Ele é rápido para atacar e evadir, mas só consegue ficar “on station” durante 4 horas, em comparativo a enormidade de horas de um P-3 Orion, que por sua vez, é muito mais vulnerável. Como vulnerabilidade não é bem vista em nenhuma força de excelência, aumenta-se a quantidade de patrulheiros e de tripulações para o devido cumprimento das missões. . Os sensores de um P-3 bem modernizado são quase que equivalentes aos sensores de patrulha do P-8, porém, o Poseidon incorpora também as capacidades do… Read more »

Jorge F
Jorge F
3 anos atrás

Wellington Góes: Sem dúvida a utilização de aeronaves mais modernas possibilitaria a adoção de uma logística mais menos custosa. No entanto, embora a utilização de plataformas 190 para esclarecimento naval me agrade, aparentemente um projeto desses esbarraria nas questões de armamento e tempo on station. Ademais, o emprego tático de pacotes me parece meio defasado no ambiente naval. Desta feita, a concepção logística das aeronaves do início do século 21 busca a redução de intervenções de manutenção em consonância com a redução de custos de operação. O uso de uma frota de 190 possibilitaria uma redução substancial dos custos de… Read more »