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Os contratorpedeiros ‘Allen M. Sumner’ da Marinha do Brasil

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CT Mato Grosso, ex-USS Compton – DD 705

A partir de 1959, a Marinha do Brasil começou a receber da reserva da U.S. Navy, contratorpedeiros (CTs) da classe “Fletcher”, num total de 7 navios.

Nos anos 1970, vieram 5 contratorpedeiros da classe “Allen M. Sumner” e finalmente 2 da classe “Gearing”, a grande maioria recebida durante a administração do almirante Adalberto Nunes (1970-74).

Nossos “Allen M. Sumner” foram os contratorpedeiros Mato Grosso (D34), ex-USS Compton – DD 705, Sergipe (D35), ex-USS James C. Owens – DD 776, Alagoas (D36), ex-USS Buck – DD 761, Rio Grande do Norte (D37), ex-USS Strong – DD 758, e Espírito Santo (D38), ex-USS Lowry – DD 770. Os links azuis nos nomes dos navios remetem às respectivas páginas dos navios no site NGBNavios de Guerra Brasileiros.

Dos 5 navios da classe, o CT Mato Grosso era o único que mantinha a configuração armamento e sensores dos anos 1950, pois não tinha passado pela modernização FRAM II que os demais tinham recebido, que proveu um hangar para um drone DASH e novos sensores. O Mato Grosso depois que chegou ao Brasil recebeu um lançador de mísseis antiaéreos Seacat do antigo contratorpedeiro Mariz e Barros.

No Brasil, os Sumners que tinham convoo e hangar para o DASH operaram o helicóptero Westland Wasp.

Eram navios rápidos, bem armados e imponentes, participaram de inúmeras operações navais e deixaram saudade naqueles que puderam conhecê-los.

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USS Compton – DD 705, depois Mato Grosso D34
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USS James C. Owens – DD 776, depois CT Sergipe D35
USS Buck - DD761, depois CT Alagoas D36
USS Buck – DD761, depois CT Alagoas D36
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USS Strong – DD 758, depois CT Rio Grande do Norte D37
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USS Lowry – DD 770, depois CT Espírito Santo D38. Na foto, junto a um submarino soviético classe Foxtrot

FOTOS: Naval History and Heritage Command e NGB

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Carlos Eduardo OliveiraAlexandre GalanteMFVIEIRAalexgalanteDelfim Sobreira Recent comment authors
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Lewandowski
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Lewandowski

Essa ultima foto do 770 junto ao submarino soviético é impressionante. O que originou essa situaçao sera? Tenso!
.
Sds

Dalton
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Foi durante a crise dos mísseis de Cuba…na época os submarinos de propulsão nuclear soviéticos ainda não eram muito confiáveis e apenas submarinos de ataque de propulsão
convencional foram enviados.
abs

Luciano
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Luciano

Olhando esses CTs a gente entende perfeitamente a ojeriza do MO com os navios modernos!

Lewandowski
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Lewandowski

Valeu, Dalton. Realmente, uma situaçao deste tipo só mesmo em situaçoes extremas.
.
Sds

josé henrique mendes
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josé henrique mendes

Infelizmente temos pouquíssimas fotos destes navios a disposição de quem gosta do assunto e até a MB que dispõe de muitas fotografias destes navios já digitalizadas no acervo da DPHDM teima em não divulgar estas fotos para o público interessado.

Claudio Moreno
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Claudio Moreno

Valeu Galante pela matéria nostálgica! Época em que navio de guerra tinha cara de navio de guerra. Diferente dos de hoje que mais se parecem brinquedos da Lego ou Playmobil.

NOTA: Pena que além da relutância da MB em liberar fotos do arquivo, a instituição não preservou nenhum exemplar para Museu.
Aliás fica aqui também meu protesto no sentido de que SANTOS e o povo paulista, merecem um museu naval. Essa coisa de tuso concentrado la no RJ é sacanagem.

CM

Kolchack
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Kolchack

diante de um contratorpedeiro até um submarino sovietico pede arrego.

José Carlos David
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Tive o prazer de servir em dois navios dessa classe. No “Mato Grosso”(D34), como marinheiro, entre abril e outubro de 1974 e, posteriormente, já como sargento no “Espírito Santo” (D38), no período de abri de 1984 a outubro de 1985.

Gerson Carvalho
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Gerson Carvalho

Servi no “Zé do Norte” D37

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Gente, qual deles se chocou, ou foi abarroado, por uma barca da Conerj aqui no RJ?

Rogério
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Rogério

Esses navios vieram sem os drones DASH? Ouve interesse por parte da marainha ou na época era considerado algo fútil ou até mesmo desnecessário, pois já naquela época algo visionário, drones armados como estaríamos hoje se essa tecnologia tivesse sido continuada

Roosevelt da Silva Gomes
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Roosevelt da Silva Gomes

Sr. José Carlos David, que bom que apareceu um tripulante do saudoso CT Mato Grosso. Não fui mas viajei nele nos anos 80 na condição de delineador da Base Naval de Aratu nas patrulhas até o Cabo Cacipóré quando ele estava em Belém. Depois ele veio para a BNA onde ficou por nove meses no PNR e saiu novinho em folha. Trabalhei muito nele e em outros como o CT Paraná D 29, o CT Santa Catarina D 32 e também no Espírito Santo. Pena mesmo que não existam muitas fotos daquela época.

Delfim Sobreira
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Delfim Sobreira

Evolução da classe Fletcher, com 3 torres duplas de 5″ em vez de 5 simples, com isto tendo um convés mais limpo, permitindo mais armamento AA e ASW e convoo.
Numa época que mísseis não existiam, eram belonaves que impunham respeito.

alexgalante
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alexgalante

Rogério, os navios não vieram com o DASH, porque mesmo na US Navy ele acabou sendo abandonado por vários problemas. O drone muitas vezes perdia contato com o navio mãe e acabava se perdendo no mar.
A MB empregou o helicóptero Wasp a bordo dos CTs que tinham convoo e hangar para o DASH.

Rogério
Visitante
Rogério

Obrigado galante

MFVIEIRA
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MFVIEIRA

Pessoal:

Numa entrevista em 2013, o Comandante da Jaceguai disse que os radares iriam ser trocados. Foram, ou continuam sendo o RTN-10X e o Plessey AWS4?

Dalton
Visitante

Quanto ao “DASH” ele funcionou muito bem com a marinha japonesa ou força de auto defesa
marítima nos anos 60 e o motivo principal é que os japoneses investiram mais em pessoal
qualificado para opera-los e esse pessoal permaneceu mais tempo com o programa enquanto
na US Navy houve uma rotatividade muito maior, principalmente devido à outras prioridades pelo
conflito no Vietnã e consequentemente pouco pessoal mais experiente permanecia.
.
Com o abandono do “DASH” pela US Navy, os japoneses foram forçados à abdicar do “DASH”,
alguns anos mais tarde, já que deixou de ser economicamente viável.

Carlos Eduardo Oliveira
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Saudades??
Já servi num bico fino desses e tenho zero de saudades.
Calor de quase 40 graus na coberta da Mike, óleo invadindo o piso, goteira em todo canto e equipamento que funcionava quando queria.