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Guarda Costeira dos EUA seleciona radar da Saab para seu novo ‘Offshore Patrol Cutter’

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Imagem em 3D da nova classe de OPC da USGC, denominada classe “Heritage”

WASHINGTON — A Marinha dos Estados Unidos em nome da Guarda Costeira dos Estados Unidos concedeu à Saab um contrato de quase US$ 17 milhões para o seu ágil radar Sea Giraffe multi-feixe e multimodo, para equipar seu novo Offshore Patrol Cutter ou OPC, preparando-se para construção a partir do próximo ano.

O contrato de US$ 16,8 milhões será para dois sistemas. O Sea Giraffe AMB é o mesmo radar que a Marinha dos EUA usa em seus Littoral Combat Ships classe “Independence”. O Sea Giraffe é um radar phased array de busca de superfície e aérea.

Em setembro, a Guarda Costeira assinou um contrato de US$ 41,68 milhões com o Eastern Shipbuilding Group, com sede na Flórida, por “long lead time materials” para o primeiro OPC, o cutter Argus. O Eastern é o contratado principal na construção dos OPCs.

O Argus está programado para iniciar a construção no final de 2018 e deve ser entregue à Guarda Costeira em 2021. Em agosto, a Guarda Costeira anunciou os nomes dos primeiros 11 OPCs cuja classe será denominada “Heritage”. Os nomes serão: USCGC Argus (WMSM 915), USCGC Chase (WMSM 916), USCGC Ingham (WMSM 917), USCGC Rush (WMSM 918), USCGC Pickering (WMSM 919), USCGC Icarus (WMSM 920), USCGC Active (WMSM 921), USCGC Diligence (WMSM 922), USCGC Alert (WMSM 923), USCGC Vigilant (WMSM 924), e USCGC Reliance (WMSM 925).

O OPC é planejado como o cutter intermediário da Guarda Costeira, entre o cutter de segurança nacional de 127,5 metros e o cutter de resposta rápida da classe Sentinel de 47 metros. O navio terá 109,8 metros de comprimento, 16,5 metros de boca e calado de 5,2 metros. O OPC terá uma velocidade máxima de 22,5 nós, de acordo com o site da USCG.

Perfil do OPC classe “Heritage”

Duas vistas do OPC, perfil e vista longitudinal
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igortepe
igortepe
2 anos atrás

Uma Fragata pequena, ou uma Corveta?

Bavaria Lion
2 anos atrás

Um patrulheiro, só que no lugar de Vessel, usaram “cutter”. Mesma coisa, sendo que lá a guarda costeira é que usa patrulheiro.

Bavaria Lion
2 anos atrás

E foi muito barato, 40 mi de trumps. Deve ser desarmado.

Adriano Luchiari
Adriano Luchiari
2 anos atrás

Muitos discordarão da minha opinião, mas penso um meio com essas características seria ideal para a MB. Pelo que eu observei, possui canhão 57 ou 76 mm, CIWS, 2 reparos 25 mm, 2 metralhadoras .50, deck e hangar para MH-16, para esclarecimento e missões ASW/ASuW. Com 10 dessas (2 por distrito naval, além dos demais NaPa), mais a força de submarinos, uma pequena força de apoio ao CFN e aviação de patrulha/ASW/ASuW baseada em terra (caso a FAB transferisse o 1º/7º à MB), teríamos uma marinha apta e adequada à realidade geopolítica e orçamentária.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
2 anos atrás

Pelo que está no texto, os 41,68 milhões de dólares englobam apenas materiais de longo prazo de fabricação – os tais “long lead time materials”. Isso costuma se referir, em geral, a sistemas de propulsão, incluindo motores, eixos, hélices, engrenagens redutoras, elevadoras, e também grandes peças fundidas e usinadas em geral.

Bardini
Bardini
2 anos atrás

É disso que eu to falando… Navio Patrulha de respeito. Coisa pra navegar os próximos 40/50 anos…
.
E aproveitando o embalo, os antigos ainda estão dando um caldo nas Filipinas:
comment image
Ex “Dallas” e ex “Hamilton”…
.
Precisamos é disso aí da foto. Navio patrulha que preste, feito para empurra muita água e Escolta feito para Guerra.

Bueno
Bueno
2 anos atrás

OF TOPIC “Oliver Hazard Perry” Australiana para MB? corre esta informação em sites especializados. Se for Ótimo mas so 2?

Delfim Sobreira
Delfim Sobreira
2 anos atrás

Quando perguntei se os NaPOc classe Amazonas poderiam receber melhores equipamentos e armamentos, se aproximando de corvetas, fui criticado.
Agora com os novos OPC todo mundo fica aí babando. Pelo que o Luchesi escreveu acima só o canhão de proa é inferior nos Amazonas. Mas a velocidade dos Amazonas é superior, 25 nós. E operar Seahawk também pode. Já o CIWS é outro nível.
E lembrando que a MB também adquiriu o projeto e a licença de fabricação dos Amazonas.
Com vontade, ninguém morre de inveja.

Delfim Sobreira
Delfim Sobreira
2 anos atrás

Acrescentando que o Brasil pagou £133 milhões, em torno de US$170 milhões, pelos 3 classe Amazonas. Mas com o projeto e a licença de fabricação.

sergio ribamar ferreira
2 anos atrás

uma pergunta : há espaço para se colocar duas plataformas para exocet? Concordo com os comentaristas e especialmente com o Sr. Delfin Moreira desde que haja melhora nos equipamentos e armamentos. excelentes comentários.

Bardini
Bardini
2 anos atrás

Não tem nenhum CIWS ali… É um canhão de 57 mm, um canhão de 25 mm e metralhadoras.
.
É um patrulha…

Dalton
Dalton
2 anos atrás

O custo estimado para cada unidade foi de 420 milhões de dólares ano passado…provavelmente será mais !

Adriano Luchiari
Adriano Luchiari
2 anos atrás

Bardini, repare o Phalanx em cima do hangar…

Bardini
Bardini
2 anos atrás

É um Mk.38

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Pelos desenhos apresentados ele não tem mesmo um Phalanx, o que é inusitado tendo em vista que todos os cutters de maior tonelagem levam um. Mas ele não deixa de ter defesa antimíssil na forma de soft kill, sendo visível dois lançadores duplos Mk-53 para o despistador propulsado NULKA e dois módulos do sistema SLQ-32. Interessante que não é visível lançadores Mk-36 SRBOC, para chaffs e flares. Outra característica interessante é a falta de uma rampa traseira para operação de “botes”. Isso é feito a partir da meia nau com utilização de guindastes (turcos). Em relação à capacidade antimíssil hard… Read more »

Dalton
Dalton
2 anos atrás

Talvez não tão inusitado Bosco já que ele é considerado um “peso médio” e estará substituindo unidades que também não possuem
“Phalanx” e não se espera deles missões em águas muito distantes como os maiores e menos numerosos “HEC” que estão sendo
substituídos pelos “NSC” que eventualmente são despachados até para o Oriente Médio.
.
A falta da rampa traseira foi uma medida de economia mesmo já que se espera que até 25 unidades sejam adquiridas.
.
abs

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Dalton,
Realmente! Os MEC não são dotados do Phalanx. Mas esse OPC parece ser maior, daí eu “sentir falta” do Phalanx. rsrss

Bosco
Bosco
2 anos atrás

E também os MEC não tinham rampa traseira.
Eu tô muito exigente. rsrssss

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Dalton,
Me parece que o NSC não tem sonar de casco e esse OPC parece que tem. Pelo menos tem o que parece ser um domo de sonar enquanto o NSC não tem o domo e nem um sonar montado à meia nau.
Estou certo??

Delfim Sobreira
Delfim Sobreira
2 anos atrás

Bosco,
Depois que os traficantes colombianos passaram a construir e usar submarinos (de razoável qualidade frize-se) para o transporte de drogas aos EUA, normal que os cutters da USCG possuam sonar.
Sem contar um acréscimo na busca por SSBN próximos aos EUA.

Nunao
Nunao
2 anos atrás

Bosco, não consegui ver domo de sonar nos perfis do navio da matéria, não vejo sob o casco e, na proa, o que vejo é um bulbo comum, diferente dos que são desenhados para abrigar um sonar.

Nunao
Nunao
2 anos atrás

Nessa ilustração abaixo, de uma FREMM francesa, pode-se ver como é diferente o formato do domo / bulbo na proa para instalação de sonar, com o domo bem pronunciado para baixo, de forma a propagar as ondas sonoras para baixo e em 360º. E, nesse caso, trata-se de posição adequada para instalação de um sonar de tamanho razoável, mais caro de adquirir e manter, para um navio muito mais capaz em detecção subaquática do que seria o lógico para um Cutter da USCG.
.
http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/07/FREMM.jpg

Dalton
Dalton
2 anos atrás

Bosco…
.
acredito que o Nunão esteja certo…o “NSC” não tem “bulbo” enquanto o novo “cutter”médio terá um,
mas sem sonar nele. Em caso de necessidade sonar rebocado ou mesmo sonoboias lançadas de
helicópteros podem dar alguma capacidade de detecção.
abs

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Também não consegui achar referência a um possível sonar do OPC daí minha dúvida sobre esse bulbo. Será então que esse bulbo teria função hidrodinâmica?

Nunao
Nunao
2 anos atrás

Isso, Bosco, o formato dele indica que é um bulbo convencional, de função hidrodinâmica.
.
Para abrigar um sonar ele teria que ter desenho bem diferente, e semelhante ao da ilustração que te mandei, projetando-se para baixo para formar um domo abaixo da linha da quilha.
.
No desenho mostrado do OPC, é o contrário, ele curva para cima da linha da quilha, como é o caso de boa parte dos bulbos de função puramente hidrodinâmica.

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Valeu Galante!!

Nunao
Nunao
2 anos atrás

Finalizando, um exemplo mais radical (para o porte do navio, no caso um contratorpedeiro de escolta de dimensões típicas dessa categoria nos anos 1960) de domo de sonar na proa, no caso para um sonar que não combinaria nem um pouco com as funções mais modestas de um cutter. É muito mais avantajado que o sonar de proa da ilustração de FREMM que eu postei, mas serve, pelo ângulo, pra mostrar como teria que ser seu desenho:
.
http://www.naval.com.br/blog/2016/02/07/o-sonar-sqs-26-da-classe-garcia/

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Realmente Nunão! Ele não é saliente! Apesar de ter notado a diferença com domos de sonar de casco ainda assim pensei que poderiam ter aproveitado e colocado um sonar, ainda mais porque o NSC não tem o bulbo, mas como você disse o domo do sonar é saliente e penetra na água. Em tendo um sonar ele seria ineficiente por não cobrir 360º e claro, isso jamais seria feito.
Valeu!

Nunao
Nunao
2 anos atrás

Bosco, apenas acrescentando que, para um cutter da USCG bastaria um sonar de casco de porte menor instalado em domo abaixo da quilha (normalmente mais próximo à meia-nau), como é o caso de nove entre dez navios de escolta atuais, e mais lógico ainda para as atribuições mais modestas de que um cutter / navio-patrulha oceânico (a grande maioria sem sonar algum).

Nunao
Nunao
2 anos atrás

“Modestas de que” = modestas de
Não faço ideia de onde o corretor automático inventou esse “que”…

Bardini
Bardini
2 anos atrás

Esse é um “irmão menor” do navio da USCG: https://vardmarine.com/wp-content/uploads/2015/07/VARD-7-100.pdf
.
Coisa que poderia ser feita aqui…

Nunao
Nunao
2 anos atrás

Também gostei. Muitas especificações parecidas com as que a MB planejou para o NPaOc divulgado pelo centro de projetos de navios. Configuração geral também semelhante ao do projeto da MB, embora um pouco maior e com motores mais potentes.
https://www.marinha.mil.br/cpn/node/45

Bardini
Bardini
2 anos atrás

É um navio bem maior.
Breadth moulded 15.8 m
.
Mas tem seus benefícios, conforto pra tripulação, e mais:
“The VARD 7 100 is a dynamically stable design that enables
safe launch and recovery of cutter boats and helicopters in
Sea State 6”.
.
Vai longe:
Range 9,500 NM @ 14 kn
Endurance 60 days
.
Mas eu tentaria ver a possibilidade de trocar aquele Mk 38 por um Tetral…
https://4.bp.blogspot.com/-I8McOYVDAAI/Tq4gZrwiRWI/AAAAAAAAAjk/bZ4tCKbQNPs/s1600/diponegoro10.jpg

Nunao
Nunao
2 anos atrás

De faro, Bardini, não me atentei para a boca.
É bem maior, falha minha.