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Acidente com T-45 da US Navy renova preocupações com hipoxia

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T-45C Goshawk

O acidente fatal do domingo passado foi o terceiro incidente deste ano envolvendo o T-45C Goshawk e o primeiro desde que a frota do treinador foi brevemente impedida de voar para a investigação no sistema de fornecimento de oxigênio

Por James LaPorta

6 de outubro (UPI) — Com os nomes de dois pilotos mortos da Marinha dos EUA divulgados após o acidente no domingo de um jato de treinamento militar em uma área remota do Tennessee, legisladores e comandantes militares enfrentam questões preocupantes.

O tenente Patrick L. Ruth, 31, de Metairie, La., e o tenente junior grade Wallace E. Burch, 25, de Horn Lake, Miss., morreram quando seu Goshawk T-45C, uma aeronave militar a jato de treinamento fabricada pela Boeing desde 1997, caiu nas planícies Tellico da Floresta Nacional Cherokee, a cerca de 45 milhas a sudoeste de Knoxville, informaram autoridades nesta semana.

Foi o terceiro incidente deste ano envolvendo o Goshawk T-45C e primeiro desde que a frota de treinadores foi brevemente impedida de voar para permitir investigações sobre questões com seu sistema de oxigênio.

O T-45C que caiu mais recentemente tinha o sistema de monitoramento de oxigênio CRU-123 instalado, disse a Marinha na sexta-feira, que foi adicionado à frota na primavera passada como parte de uma solução para os problemas anteriores com o sistema de oxigênio.

O senador Roger Wicker, R-Miss., pediu uma investigação imediata.

“Estou profundamente triste ao saber que dois dos melhores da nossa nação foram tirados de nós. Eu ofereço minhas condolências às suas famílias e colegas membros do serviço”, disse Wicker em um comunicado na terça-feira. “Que Deus conceda a paz aos seus entes queridos durante este momento muito difícil. A Marinha deve levar a cabo uma investigação imediata sobre o que causou essa tragédia”.

Wicker, um tenente-coronel aposentado da Força Aérea dos EUA, atua como presidente do Subcomitê do Poder Marítimo do Senado, que tem jurisdição de supervisão para a Marinha e a aviação naval. O avião que caiu no domingo era baseado na Naval Air Station Meridian no Mississippi, uma das cinco alas de treinamento aeronaval.

Wicker realizou audiências em abril com oficiais da Marinha e pilotos da Meridian para discutir questões relacionadas à falta de fluxo de oxigênio para os pilotos que operam o T-45C. Cerca de 100 aviadores instrutores da Marinha estavam se recusando a treinar os pilotos alunos por questões de segurança, o que contribuiu para o cancelamento de voos de treino naquele momento.

No mesmo mês, o vice-chefe de operações navais almirante Bill Moran ordenou uma revisão de “episódios fisiológicos” que ocorrem em T-45 e F/A-18 Super Hornets à medida que relatórios adicionais surgiram de incidentes relacionados à hipoxia que poderiam incapacitar sua tripulação durante voo, uma vez que a Marinha cancelou temporariamente os voos de sua frota de aeronaves T-45C.

O ex-piloto de caça da Marinha e o instrutor de padronização de F/A-18 e o diretor de operações de voo Benjamin Kohlmann disse à UPI que os incidentes relacionados à hipoxia eram raros durante seu tempo na Marinha de 2004 a 2013, lamentando que o problema só tenha aumentado a proeminência nos últimos poucos anos.

“Eu não sei o que está causando isso, talvez mais atenção seja dada à questão, talvez os erros ou percalços ocorridos no passado não foram atribuídos a incidentes relacionados à hipoxia, mas agora são”, disse Kohlmann. “É um mistério a extensão total do problema”.

Os incidentes relacionados à hipoxia ocorrem quando há uma quantidade inadequada de pressão parcial de oxigênio no ar.

“Com uma certa atitude, a concentração de ar é insuficiente para possibilitar a cognição humana”, disse Kohlmann. “A regra de ouro é que acima de 10.000 pés, a exposição prolongada não dará oxigênio suficiente para fazer as coisas do dia-a-dia que se precisa para sobreviver, então confiamos fortemente nesses sistemas de oxigênio”.

O orçamento de defesa deste ano inclui uma disposição que foi adicionada com sucesso por Wicker e destinada a ajudar os comandantes militares na identificação da causa de episódios fisiológicos. O plano daria autorização ao secretário da Defesa, James Mattis, para atribuir um contrato de defesa de US$ 10 milhões a grupos de reflexão, instituições acadêmicas ou profissionais da indústria privada para investigar a causa do fenômeno.

Os detalhes em torno da causa do acidente no Tennessee ainda são preliminares em meio a uma investigação em curso, com os investigadores da Marinha chegando no local no dia seguinte ao acidente. O Serviço Nacional de Floresta dos EUA fechou partes do distrito Tellico Ranger ao acesso público até a conclusão da investigação.

Ambos os pilotos pertenciam aos “Eagles” do Esquadrão de Treinamento SEVEN, ou VT-7. Ruth era um aviador naval experiente com nove anos de serviço e estava instruindo seu estudante, Burch, que se juntou ao VT-7 em 2016 e estava na Marinha há quase três anos.

Os pilotos alunos começam a treinar no T-45C depois de registrar horas de voo adequadas em aeronaves a hélice. O jato é usado ​​para o propósito final de preparar pilotos navais para operar os caças F/A-18 E/F Super Hornet ou o F-35 Lighting II, o Joint Strike Fighter do Pentágono. A gradução no curso de treinamento ocorre com mais de 150 horas de voo, de acordo com Kohlmann.

Os oficiais enfrentam uma área de detritos que é aproximadamente o tamanho de quase nove campos de futebol, que se espalhou por terrenos remotos e difíceis, constituídos por uma densa floresta selvagem, dificultando o acesso às peças da aeronave e a alongando o tempo de investigação.

FONTE: UPI.com

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Washington Menezes
Washington Menezes
2 anos atrás

Já pensou se fosse no Brasil, esse número de aeronaves tendo problemas com hipoxia.

Jorge Augusto
Jorge Augusto
2 anos atrás

Que ano das forças americanas! Jesus amado…

marcos
marcos
2 anos atrás

Há relatos de hipoxia aqui?

Walfrido Strobel
2 anos atrás

Político é a mesma porcaria em qualquer lugar do mundo.
Este Senador para aparecer pede um investigação imediata, que bom…..
Se ele não pedisse a USNavy poderia se esquecer de investigar estas duas mortes…..
E o pior é que um cara destes é reeleito.

marcelo km
marcelo km
2 anos atrás

Deve ser o aumento de uso de peças Xing Ling nos sistemas de fornecimento de oxigênio .
A terceira guerra mundial já começou !!Estão matando os cadetes e pilotos primeiro.

Gustavo
Gustavo
2 anos atrás

é cada comentário….

Casuar
2 anos atrás

O avião cai e os caras criticam os políticos ,kkkk, deve ser reflexo de viver em um pais onde politicos probos e pios quase quebraram a nação , que lastima . Condolências a familia USnavy !

Luiz Trindade
Luiz Trindade
2 anos atrás

Depois perguntam para o povo americano porque eles não querem mais ser pilotos de caça né?!?

Marcos
Marcos
2 anos atrás

Pergunta: se o acidente é recente, como podem afirmar que foi hipóxia?

Walfrido Strobel
2 anos atrás

Marcos, esta é realmente uma dúvida, ja se acidentou muita aeronave mundo afora pelos mais variados problemas, hipóxia é só um deles.
.
Casuar, critico o político pela palhaçada de pedir uma investigação do acidente, não por ter causado o acidente. Outro dia o porta voz de um presidente disse que a autoridade determinou que um acidente com vários mortos fosse investigado, como se precisasse da ordem do Pres. para investigar um acidente com vítimas. Coisa de gente querendo aparecer.

Dalton
Dalton
2 anos atrás

Houveram outros problemas recentemente com a qualidade ou falta de qualidade do ar na
cabine de T-45s…medidas estavam sendo tomadas para eliminar ou reduzir o problema…então
é bem possível que a hipoxia tenha sido responsável.

LucianoSR71
LucianoSR71
2 anos atrás

Questão de leigo: na indústria já são usados analisadores ( mais precisos ) e detectores ( mais utilizados c/ instrumento de segurança pessoal ) de O2 ( e vários outros gases ) há décadas, nas aeronaves militares não há nada semelhante p/ se evitar essas falhas no fornecimento de O2?

Carlos A Soares
Carlos A Soares
2 anos atrás

Alexandre Galante 8 de outubro de 2017 at 19:28
110%
_____________________________

LucianoSR71 8 de outubro de 2017 at 21:29
Verdade.

Walfrido Strobel
2 anos atrás

Luciano SR71, o problema não é a falta de O2 na mistura, é principalmente a pressão da mistura no nomento necessário.
Para este caso o detector de O2 não resolveria o problema.

LucianoSR71
LucianoSR71
2 anos atrás

Creio que seja uma questão de interpretação, pois o que realmente importa é a concentração do O2 ( uma baixa pressão do sistema de fornecimento de O2 levaria a uma mistura pobre dele ) e mesmo que fosse apenas uma questão de pressão, seria mais fácil ainda detectar: um transmissor de pressão resolveria o problema.

Luciano
Luciano
2 anos atrás

Então, vão voltar a usar cilindros? Pelo menos até descobrirem o problema, isso permitiria manter os aviões em operação.

Balbino Botelho
Balbino Botelho
2 anos atrás

Dois problemas abertos a investigação e análise dos especialistas ou não brasileiros, especialmente da trilogia…
Hipóxia no T45 e a gmb do H 225.
Eventuais soluções serão devidamente compensadas…

Mauro Oliveira
Mauro Oliveira
2 anos atrás

O que tudo indica, os OBOGS não funcionam perfeitamente como se pensava

Quanto a usar garrafas, não será possível, não há mais esse espaço em aeronaves mais novas