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Índia atrasa incorporação do segundo submarino Scorpene

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INS Khanderi

NOVA DELHI — O projeto de submarino de ataque avançado da classe Scorpene da Índia enfrenta outro revés com o segundo submarino completado também enfrentando atrasos em testes no mar.

O INS Khanderi é o segundo dos seis submarinos que estão sendo construídos localmente após a transferência de tecnologia da empresa francesa Naval Group (antes DCNS). Foi lançado em janeiro e esperava-se que fosse incorporado à Marinha Indiana até o final deste ano, mas os obstáculos nas provas no mar tornaram isso altamente improvável. A incorporação do primeiro submarino INS Kalvari já enfrentou vários atrasos.

A Marinha Indiana anunciou recentemente um novo atraso no comissionamento do primeiro navio, o INS Kalvari. “O submarino Kalvari já esteve no mar há algum tempo. Cerca de 110 dias de provas de mar foram concluídos e há mais testes de pré-comissão. Estamos esperando que ele seja incorporado em novembro-dezembro deste ano “, disse o vice-almirante Girish Luthra.

O Mazagon Dock Limited (MDL) entregou o primeiro navio à Marinha Indiana no mês passado, depois de ter sido submetido a um árduo conjunto de testes que duraram mais de 18 meses, incluindo lançamento de mísseis reais e disparos de torpedos.

Enquanto isso, o segundo submarino da classe Scorpene, o INS Khanderi, iniciou testes no mar da Arábia, após o fim da monção. O submarino de ataque diesel-elétrico foi planejado para incorporação até o final deste ano. No entanto, as fontes dizem que os testes continuariam pelo menos até o primeiro trimestre do próximo ano. O Khanderi começou suas primeiras saídas para o mar do porto de Mumbai, em junho deste ano.

Características do Scorpene indiano. Clique na imagem para ampliar

A Mazagon Dock Limited, de propriedade estatal da Índia, está construindo seis submarinos Scorpene para a Marinha Indiana a um custo de mais de US$ 4 bilhões sob o acordo de transferência de tecnologia com a empresa francesa Naval Group. Índia e França assinaram o contrato para o projeto em 2005.

Os seis submarinos serão capazes de disparar o Exocet SM39, um míssil antinavio subsônico, com um alcance operacional aproximado de 50-70 quilômetros. O Kalvari está equipado com seis tubos de torpedo de 533 milímetros para o lançamento de torpedos antinavio, mísseis antinavio e minas marítimas.

No entanto, os dois primeiros submarinos, o Kalvari e o Khanderi, ainda não foram equipados com suas armas primárias: torpedos pesados. O governo indiano teve que cancelar uma encomenda de torpedos WASS Black Shark devido à alegada corrupção no acordo.

Atualmente, a Marinha Indiana comanda uma frota de 121 navios, 14 submarinos e 232 aeronaves. O requisito atual é muito maior, com o objetivo de 198 navios e submarinos até o ano 2027.

Componentes do Scorpene produzidos na Índia. Clique na imagem para ampliar

FONTE: Sputnik

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Felipe
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Felipe

Problemas tecnicos no scorpene?

igortepe
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igortepe

Se o Brasil comprasse os IKL diretamente da Alemanha,sem produção local, já estariam prontos.

Robson
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Um bom teste para os submarinos Indianos: se aproximar a 12 milhas da costa Paqusitanesa sem serem detectados… simular colocação de minas e voltar…( no lugar das minas soltar umas melancias)…

Nunao
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Nunao

igortepe, No caso do contrato com os alemães (2007 se não me engano) que não chegou a se concretizar, a construção seria aqui, utilizando-se das mesmas organizações que se incumbiram da construção das classes Tupi e Tikuna (Nuclep e AMRJ), que passariam por modernizações para se adaptarem à nova geração de submarinos alemães. Construir fora do Brasil não era opção à época, já que uma das necessidades era manter e aprimorsr a experiência já adquirida. . A diferença era que não havia o objetivo de construir uma nova base e estaleiro, cuja maior justificativa seria a futura construção de um… Read more »

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Aliás, Alexandre Galante, nossos Parabéns pelo seu aniversário!!!!

Augusto
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Augusto

Pelo cronograma original, o primeiro Scorpene brasileiro já teria sido entregue ainda em 2015 e o segundo já teria sido entregue agora, em 2017.

O atraso se deve exclusivamente à parte brasileira.

Nunao
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Nunao

Não exatamente, Augusto, além das questões financeiras de atrasos de pagamentos houve também questões técnicas, de transferência de tecnologias e de aprendizado na área de projetos, envolvendo não só a parte brasileira mas também a francesa. Não faz sentido colocar a “culpa” num só dos lados, ainda que a parcela brasileira dessa respondabilidade, em especial quanto aos pagamentos atrasados, seja maior.

Bavaria Lion
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Dois adjetivos agora: insubmersível e inintregável.
Porém, reitero que é o submarino, talvez, mais poderoso de todos os tempos. Mesmo atrasado, com problemas de projeto, com o pior perfil acústico entre os concorrentes e ainda sem nenhuma unidade entregue (no brasil) já destruiu uma marinha inteira.

Parabéns aos envolvidos!

Dalton
Visitante
Dalton

Tudo que é muito novo precisa ser assimilado e isso leva tempo…grande parte dos problemas
ocorridos com os “LCSs” por exemplo foi devido à erros cometidos por tripulantes…novas formas de treinamento, a mudança para duas tripulações para cada unidade ao invés de 3 tripulações para cada duas unidades e uma nova forma de emprego com 3 das 4 unidades de uma divisão sendo enviadas para o exterior enquanto a quarta permanece para treinamento foram sendo implantadas com o tempo.
.
Mesmo os britânicos “apanharam” com seus “Astutes”…imagina quem nunca construiu
submarinos ou construiu apenas parte deles localmente.

Flamenguista
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Flamenguista

Nao sei qual o melhor submarino do mundo, mas, segundo os comentários dos colegas EXPERTS, já sei qual o pior!!
Gripen…. caça de papel
Caracal…. kombi voadora
Guarani… só tem 6 rodas!!
SBR….. pior perfil acústico entre os concorrentes!!??
Menos,gente…. muito menos!!
SRN

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Prezados, A compra de material militar não envolve somente questões técnicas, elas dependem, principalmente, de fatores políticos e econômicos Dificilmente a decisão será tomada levando -se em consideração exclusivamente fatores técnicos. No caso de submarinos, os melhores, tecnicamente falando, seriam o Virgínia, ou Astute ou Yasen. Mas por fatores políticos (os países fabricantes não vendem) e econômicos ( a MB não poderia adquirir, operar e manutenir estes meios) decidiu-se pelo S-Br. É uma comparação absurda, eu sei, mas só para explicar . Quanto ao IKL 214, a MB havia definido pela construção de 2unidades, com opção de mais 2, todos… Read more »

camargoer
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Caro Flamenguista,
Não esqueça na sua lista de injustiças que o Corinthians continua no topo da tabela com 8 pontos de vantagem sobre o segundo colocado… (vai curintia)

Nunao
Visitante
Nunao

Isso mesmo, Luiz Monteiro.
O contrato na época com os alemães (pelo qual os franceses competiram com o Scorpene) incluiria modernização da classe Tupi no valor total.
Mas na administração s guinte mudou-se o foco da retomada do programa de submarinos da Marinha, de apenas convencionais numa etapa e um eventual projeto de submarino nuclear posterior, para um pacote que já incluísse o projeto do submarino nuclear, o que forçosamente incluiria uma nova base e estaleiro, e aí o foco foi para os concorrentes franceses e o programa S-BR + SN-BR.

Bardini
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Bardini

A própria compra dos IKL 214 não se poderia dizer que era algo embasado em parâmetros 100% técnicos, onde se visava obter o melhor submarino.
.
Era uma escolha que mantinha a MB dentro de uma parceria já existente, onde se visava recuperar parte do que fora perdido.
.
O que a MB sempre almejou, foi ter submarinos com alto nível de nacionalização.
.
Se tivessem comprado os IKL 214, estariam criticando da mesma forma o preço pago por ToT para os alemães, estariam criticando a MB só servir pra ser nota de rodapé da US Navy e etc…

Nunao
Visitante
Nunao

Lembrando que a etapa anterior, da classe Tupi, já incluía capacitação para projetar submarinos convencionais, e um submarino nacional foi efetivamente projetado. Mas o projeto não avançou para a fase de detalhamento e encomendas porque dependeria de financiamento interno. Assim, mais uma vez, ficou-se no que era possível fazer com financiamento externo, que foi o Tupi melhorado (Tikuna), seguido do Tipo 214 (também a ser financiado externamente, com uma pequena contrapartida do Tesouro) que não chegou a ter o contrato assinado e foi trocado pelo programa atual (também com sua grande parcela de financiamento externo, com contrapartida do Tesouro).

EParro
Membro
EParro

Não sei o que podem ser “obstáculos nas provas no mar”.
Já “O governo indiano teve que cancelar uma encomenda de torpedos WASS Black Shark devido à alegada corrupção no acordo.”, ah, isto é bem conhecido por aqui.

Clóvis Arrué
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Clóvis Arrué

Flamenguista, é isso mesmo! Tenho lido esses comentários “vira latas” todos os dias! O pessoal nunca está satisfeito, até o meu pedreiro virou “especialista” em aviões de caça, submarinos e navios…

Carlos A Soares
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Carlos A Soares

Li tudo, tudo mesmo.
O Almirante LM bem explicou, troca do comando.
Quase do nada surgem a DCNS, a Roubabrecht por imposição e financiamento.
Entendi.
O tempo sempre ele …. ainda chegaremos ao cerne da questão, o tempo sempre ele ….

Carlos A Soares
Visitante
Carlos A Soares

Quanto aos Hindus,
cada um sabe onde amarra o seu burro, o tempo sempre ele …..

Bavaria Lion
Visitante

Bem, eu não vou entrar em discussões intermináveis. Só sei que quando o documento vazou, com essas informações técnicas de perfil acústico, foi-se constatado por entrevistas de operadores do U-214 que este era muito superior neste quesito. “The leaked DCNS documents detail key secret stealth capabilities of the Indian submarines, including sensitive and highly classified information such as * what frequencies the submarines gather intelligence at, what levels of noise they make at various speeds, as well as their diving depths, range and endurance * where on the submarine the crew can speak safely to avoid ­detection by the enemy… Read more »

Bosco
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Bosco

Daltão,
O que virou aquela história sobre o casco dos LCS oxidar? Sabe de algo? Aquilo era só tempestade em copo d’água pra denegrir a USN ou realmente chegou a ser problema?

leonel testa
Visitante
leonel testa

Falou tudo Galante assino em baixo

EParro
Membro
EParro

Alexandre Galante 9 de outubro de 2017 at 19:58

Meu, não dê tanta importância aos “Hardy Har Har”. Eles são inevitáveis, estão sempre “de plantão”.
A vida já provou que, no final, os “Lip the lion” sempre prevalecem.

Forte abraço

P.S. Parodiando o Nunão:

Bavaria Lion
Visitante

Agora, na prática, eu não enxergo absolutamente nada de errado no Guarani 6×6 e no Gripen NG. Foram as melhores, senão únicas, opções de vetores para as questões técnicas de custo de operação x capacidades.

Relatos de problemas com o caralhal (chamá-lo de kombi é desrespeito com o carro da VW) e com o insubmersível estão a rodo, dando problema em absolutamente todos os operadores. Problemas comprovados, tanto de falha de projeto quanto de custos de operação.

Cada coisa com seu cada qual argumento.

Nunao
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Nunao

“Relatos de problemas com o caralhal (chamá-lo de kombi é desrespeito com o carro da VW)”
.
Uma das poucas coisas que já concordei contigo. Sou grande fã da Kombi, não vejo com bons olhos desrespeitarem esse ícone da indústria automobilística mundial e brasileira.

Adriano Luchiari
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Adriano Luchiari

Parabéns Galante, muita felicidade e muitos anos de vida! Quanto ao PROSUB, deve-se separar o que é projeto e construção de um SSK, que já vinha ocorrendo com os IKL no AMRJ, e o projeto do SSN, que vem rolando desde 1978 pelo menos e nem o protótipo do reator nuclear está consolidado. O que parece ter ocorrido foi que, com a desculpa de que os franceses forneceriam ToT para construção do casco do SSN, optou-se pela construção de nova base naval e estaleiro e pelos contratos com a DCNS e Odebrecht, que ainda serão devidamente esclarecidos, movidos por interesses… Read more »

Nunao
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Nunao

Adriano, a decisão de construir nova base e estaleiro de submarinos (do ponto de vista técnico, não estou entrando na seara política ou propinolitica, como queiram) é indissociável da decisão de se investir de vez no projeto e futura construção de um submarino nuclear dentro do pacote (com financiamento externo para evitar descontinuidades). Isso porque tanto as instalações atuais do AMRJ quanto da atual base de submarinos, na Baía de Guanabara, não serviriam para sua construção e operação. . Ou seja, a partir do momento em que se decidiu que o projeto do submarino nuclear deixaria de ser algo a… Read more »

Nunao
Visitante
Nunao

Em tempo, eu era (e ainda sou) favorável que ae tivesse mantido a decisão original de 2007, de construir um ou dois submarinos do tipo 214 e modernização da frota em serviço, num programa de submarinos mantido mais modesto (cerca de 1 bilhão de euros). . E que o foco maior de renovação fosse dos navios-escolta, que apesar do Modfrag dos seis navios da classe Niterói tinha 4 corvetas desgastadas necessitando de modernização, apenas uma nova entrando em serviço e o resto se reduzindo deviso a baixas (classes Pará e Greenhalgh). . Mas essa opinião da época e de hoje… Read more »

Bardini
Visitante
Bardini

Talvez, se tivessem optado pela proposta “mais modesta”, estaríamos hoje com um IKL novo e ferrados, discutindo N problemas causados pela falta de dinheiro para tocar a construção do projeto dos novos Escoltas, que certamente estaria em andamento e atrasado…
.
O Prosub custou mais de 6bi de Euros.
.
O Prosuper custaria coisa na faixado dos 5bi de Euros. O pacote modesto acresentaria quanto se somado?
.
Seria vantagem trocar a fabricação de Submarinos para fabricar alvos?

Nunao
Visitante
Nunao

Talvez, Bardini.
.
Expressei opinião de ontem e de hoje, mas não quis fazer exercício de história contra-factual.
.
Mas o fato é que, se a Marinha não considerasse escoltas também importantes, não teria apostado no Prosuper nem estaria hoje tentando viabilizar ao menos novas corvetas.
.
O Prosub é uma realidade e deve ser perseguida sua execução completa e continuidade. Foi a decisão tomada e de caminhos inconclusos já estamos repletos em nossa história naval.
.
O passado pertence aos historiadores que vão (alguns já estão) analisando esse tema.
.
Já o futuro só a Marty McFly pertence.

camargoer
Visitante

Olá Colegas. Ainda esta discussão sobre o que aconteceria se o Ronaldo-Fenômeno não tivesse passado mal na final da copa na França? Que esforço em passadologia.

jagderband#44
Visitante
jagderband#44

Não camargoer…. estamos discutindo o que aconteceria se o Ronaldo Fenômeno não tivesse entrado no motel com 3 meninas de eixo cardan…
hehehehe

Zeabelardo
Visitante
Zeabelardo

Flamenguista 9 de outubro de 2017 at 19:42

Se vc não quer discutir defesa, pode ir a outros sites.

Gripen…. opção de participar de projeto
Caracal…. mais caro mesmo com ToT do que o vendido a outros paíse
Guarani… se tivesse 8 teria mais mobilidade, é fato. Questão financeira.

Zeabelardo
Visitante
Zeabelardo

“Alexandre Galante 9 de outubro de 2017 at 19:58
Tá difícil, o Brasil quase não compra nada em material de Defesa, e quando compra o povo esculacha.”

A DCNS poderia ter escolhido a BRF ou o Bradesco para fazer o submarino.

Zeabelardo
Visitante
Zeabelardo

camargoer 10 de outubro de 2017 at 21:01

Fingir que determinado fato não ocorreu não apaga suas consequências. Impossível resolver os problemas atuais sem entender a sua origem.

Com certeza, os projetos atuais vão dar certo, mesmo que os diversos anteriores (e idênticos) tenham falhado.

Depois de décadas de projetos navais e nacionalização, não conseguem projetar um patrulha de 500 tons. Obviamente, fazer esse tipo de questionamento incomoda interesses.

Vivam em paz no seu paradoxo temporal.

camargoer
Visitante

Caro Zeabelardo. Você tem razão quando diz que é preciso ser crítico em relação ao passado visando a tomada de decisões no presente. Mais sabe o diabo pode ser velho do que por se diabo. Por outro lado, fantasiar o passado fazendo-de-conta que era outro, como geralmente aparece aqui o tempo todo, não serve para nada. (riso) Parece as história da minha filha de 4 anos.. “já pensei se fosse assim ou assado? ia ser legal né papai?” (riso)

leonel testa
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leonel testa

Acho o PROSUB um bom projeto estrategico claro sem corrupçao pois junto com os gripens serao a nossa pequena força de dissuaçao

julliboy
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julliboy

sobre o prosub , apesar da corrupção foi uma boa tomada estratégica do governo e dos militares no brasil ,atrasos seja por corrupção ou por falhas não é unanimidade do brasil , para de denegrir o pais em nada ajuda esse tipo de opinião , tudo tá parado não só por crise não por essas investigação sem fim , que por mim não vai dá em nada é só pra chamar a atenção publica , o que eu vejo é que não pode se pode prender um ladrão de galinha e vai toda imprensa junto para filmar e mostrar que… Read more »

Wellington Góes
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Wellington Góes

Existem críticas no sentido de levantar melhores possibilidades, estas são de caráter mais imparcial e buscam melhor entendimento, entretanto muito balizadas em SEs. E existem críticas porque não gostam do país fornecedores e/ou dos políticos e comandantes envolvidos nas decisões (alguns destes envolvidos em esquemas nebulosos é verdade), mas que não conseguem se sustentar em questões técnicas, ou seja, é picuinha. . Eu tenho o mesmo entendimento do Nunao, igualmente acreditava que dar continuidade à parceria com os alemães seriam a melhor opção naquele momento, entretanto a argumentação que ajudou a definir os Scorpenes como o projeto base para os… Read more »

leonel testa
Visitante
leonel testa

Exatamente o que penso tambem wellington muito bem explicado

Delfim Sobreira
Visitante
Delfim Sobreira

Entendo que fatores políticos, assim como técnicos, são fatores igualmente válidos na aquisição de equipamentos. Ambos podem ser de qualidade, ou não.
O ideal é fazer um short-list dos equipamentos que podem cumprir o desejado, e a partir daí a escolha se basear em fatores políticos (alinhamento, valores e forma de pagamento, compensações, ToT, etc.).
Dentro deste pensamento, como apenas a França topou colaborar com a construção do subnuc, tome Scorpene. Se outros países concorressem, talvez a história fosse outra, mas “se” e “talvez” não existem.
O que aconteceu de errado no caminho foi a quebra econômica e a gestão criminosa da Odebrecht.

Guilherme Poggio
Editor
Noble Member

Se os hindus fossem cristãos poderiam batizar o submarino de “INS Kalvário”.

Eduardo von tongel
Visitante

Produto Francês é tudo uma porcaria mesmo. Carros, helicópteros, navios, aviões…

Tem tecnologia de ponta, mas custam sempre uma fortuna e não são NADA DURÁVEIS!!!

camargoer
Visitante

Caro Eduardo. Pelo visto, você não gosta e queijo.

Control
Visitante

Srs Fatos sobre o projeto brasileiro de submarinos a propulsão nuclear. Custo do PROSUB (segundo reportagem de 2009) – € 6.790.862.142 Dividido entre: €4.324.442.181 de financiamento em 20 anos e €2.466.419.961 de aporte do tesouro. Destes valores: € 2.000.000.000 apenas para o casco do subnuc e seus sistemas de armas; € 1.660.000.000 para os 4 submarinos diesel elétricos baseados nos Scorpenes (€ 415.000.000 cada); O restante dos valores estão distribuídos entre os custos da base e do estaleiro (€ 1.868.200.000), TOT (€900.000.000) e sobressalentes e torpedos. Observe-se que o Brasil está pagando mais pelo casco do subnuc (o reator e… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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“… o Brasil aceitou pagar alguns bilhões adicionais para obter o casco do subnuc por não ser capaz de fazer um casco de submarino (apesar de ter já pago uma TOT para os alemães no caso dos IKL). O que é um sintoma de péssima gestão e irresponsabilidade do almirantado.” . Control, Os engenheiros navais brasileiros receberam treinamento do tipo “on the job” à epoca da construção dos submarinos tipo 209 e, efetivamente projetaram um submarino nacional. . Mas, como expliquei em comentário anterior, essa iniciativa foi interrompida, não pelo “almirantado” mas pelo governo da época, que não viabilizou financiamento… Read more »

Control
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Srs Jovem Nunão Observe que o contrato com os franceses implicou num desembolso direto pelo tesouro de quase 2,5 bilhões de euros e se o almirantado conseguiu que o GF liberasse tal verba é estranho porque ele não conseguiria dinheiro para financiar apenas os pretendidos subs diesel e mesmo o casco do dito subnuc. E se perdemos a capacitação par fazer o casco dos subs, como é que a MB dá manutenção aos IKL? Estabelecer um projeto e investir dinheiro para adquirir uma proficiência e depois abandonar o projeto e perder o pessoal capacitado por falta de continuidade e cuidado… Read more »

Nunao
Visitante
Nunao

“Observe que o contrato com os franceses implicou num desembolso direto pelo tesouro de quase 2,5 bilhões de euros e se o almirantado conseguiu que o GF liberasse tal verba é estranho porque ele não conseguiria dinheiro para financiar apenas os pretendidos subs diesel e mesmo o casco do dito subnuc. ” . Cronologia, Control. . Tempos diferentes, contextos diferentes, circunstâncias diferentes, almirantados e governos diferentes. O aprendizado para projetar submarinos junto aos alemães, de que falei, foi num contrato assinado nos anos 1980, e a interrupção de verbas que levou à perda dessa capacidade de projeto, por interromper a… Read more »

Nunao
Visitante
Nunao

Obs – as posteriores eu também sugiro. Vi agora que meu comentário está com vários erros de digitação e correções equivocadas do corretor automático, típicas de smartphones, mas acredito que dê pra entender.

Bardini
Visitante
Bardini

Control, Você fala com tanta propriedade. Poderia me esclarecer algumas duvidas que tenho? . “€ 2.000.000.000 apenas para o casco do subnuc e seus sistemas de armas;” . “Observe-se que o Brasil está pagando mais pelo casco do subnuc (o reator e o sistema de propulsão será de desenvolvimento brasileiro) do que os valores declarados para os Astute e para os Barracuda já completos com reatores e sistemas de propulsão.” . Quanto custa o SNBR, se “só o casco” custa 2bi de Euros? Quanto custa a parte do reactor? . “Observe-se também que o Brasil está pagando mais pelos subs… Read more »