domingo, abril 11, 2021

Saab Naval

Emirados Árabes Unidos compram duas corvetas ‘Gowind’ da França

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

O site Navy Recognition noticia que o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou ontem que os Emirados Árabes Unidos (EAU) encomendaram duas corvetas Gowind do estaleiro francês Naval Group (anteriormente DCNS). O presidente Macron fez o anúncio durante uma conferência de imprensa em Dubai.

O acordo inclui uma opção para mais dois navios (para um possível total de quatro unidades). As corvetas serão construídas pelo Naval Group em cooperação com o construtor naval local Abu Dhabi Shipbuilding (ADSB).

Contatado pelo Navy Recognition, uma fonte da indústria explicou que as corvetas teriam uma configuração diferenciada: elas devem ser equipadas com o sistema de gerenciamento de combate Tacticos (em vez do próprio CMS do Naval Group, o SETIS), bem como mísseis fabricados nos EUA (incluindo ESSM da Raytheon): isso é significativo, pois é a primeira vez que os mísseis Raytheon são instalados em um navio do Naval Group/DCNS.

A fonte acrescentou que esses equipamentos específicos (Tacticos CMS e ESSM) são requisitos diretos do cliente final: a Marinha dos Emirados Árabes Unidos.

O projeto Gowind estava em competição contro o Navantia Avante 500, Damen 6110, CMN BR71 MkII, Fincantieri Abu Dhabi e provavelmente o projeto turco MILGEM corvette.

• Deslocamento: 2.600 toneladas
• Velocidade máxima: 25 nós
• Tripulação: 80 pessoas (incluindo o destacamento do helicóptero)
• Alcance: 3.700 milhas náuticas a 15 nós

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AL

Qual o preço da “criança”? Seria uma boa opção para as futuras corvetas (se isso for pra frente)?

Ádson

Muita semelhança com a Tamandaré! Estamos no caminho certo!

XO

Realmente, são bem parecidas no desenho…

https://www.marinha.mil.br/cpn/content/corvetas-classe-tamandare

Abraços…

Flanker

Tripulação classe Gowind 2500: 80 tripulantes (incluindo aqueles do DAE)

Tripulação prevista classe Tamandaré: 165 tripulantes (incluindo aqueles do DAE)

Alguém poderia justificar a tripulação das Tamandarés ser mais que o dobro das Gowind?

Bardini

4 Corvetas para o Egito, com opção para mais duas. 6 Corvetas derivadas desse projeto para a Malásia. 2 Corvetas para os EAU. . Nos dias de hoje, já dá pra dizer que é um sucesso de venda… . Diferenças da versão da Malásia: “The Royal Malaysian Navy had different requirements as it wanted corvettes with a higher maximum speed and additional accommodation. As a result, the RMN version has a length overall of 110m for a full-load displacement of 3,100t while offering a top speed of 28kts and accommodation for 138. The weapon system is also different in that… Read more »

Jesus gabriel

MDS, pq a MB não compra logo 5 dessas ?
É mais viavel construir as tamandaré ?

Nunão

Flanker, 165 é a capacidade total de alojar, não é a tripulação prevista. Essa capacidade também inclui mergulhadores de combate.
.
Esse assunto foi debatido bastante aqui há uns três anos (antes até da configuração final do projeto, em que a boca foi aumentada, entre outras mudanças):
.
http://www.naval.com.br/blog/2014/10/29/euronaval-2014-caracteristicas-das-corvetas-tamandare-e-do-npaoc-br/

R.Bittencourt

Flanker… Talvez o nivel de automação das Corvetas sejam maior que as nossas futuras Tamandarés. Exigindo menos pessoal embarcado para cumprir certas tarefas. Ou, nossa marinha precisa usar as corvetas e fragatas como navios de desenbarque de soldados para um eventual uso de força de combate em caso de algum conflito.

Nunão

R. Bittencourt, além da automação por um lado, por outro há as doutrinas de controle de avarias, combate a incêndios, previsão de espaço para futuras necessidades operacionais ainda não vislumbradas etc.
.
A Marinha Francesa segue a linha de aumentar a automação e reduzir ao máximo a tripulação, especifica isso em seus navios, o que pode estar se refletindo nesse navio que nem é para a Marinha Francesa (mas vale dizer que as especificações mencionadas são de propaganda, cada operador tem suas exigências, e o Bardini mencionou cliente que pediu um aumento na capacidade de alojamentos).

Mercenário

Como bem apontado pelo Nunão, as especificações são de cada cliente.

Nesse caso, não há notícia do preço, nem a completa informação de todos os sensores e armamentos.

O projeto da Tamandaré não deve em nada para a configuração padrão da Gowind, que peca no quesito endurance.

Bardini

“O projeto da Tamandaré não deve em nada para a configuração padrão da Gowind, que peca no quesito endurance.”
.
Gowind 2500 é superior…

Ádson

KKKK, Bardini tem verdadeira bira da Tamandaré. rsrs

Ádson

*birra

Mercenário

Uma foi projetada, porém ainda não construída. A outra está em operação.

Logo, a comparação só pode levar em conta as especificações de cada projeto, sendo que a Malásia adquiriu design modificado e ampliado da Gowind 2500.

As especificações padrão da Gowind 2500 não são muito diferentes das especificações previstas para a Tamandaré.

Afirmar que uma é melhor do que a outra neste momento é difícil… beira o reducionismo à preferência pessoal.

Bardini

Gowind 2500 tem mais boca. Tem VDS de respeito. Design moderno e Stealth. VLS com 16 células. Sistema de combate e demais sistemas são certamente superiores aos da MB. Exocet Block III. E por aí vai…

tukhAV

Vejam que todos os compradores das corvetinhas francesas tem como perspectiva atuar em mares fechados ou estreitos.

Flanker

Valeu, Nunão e R. Bittencourt!

Rafael Oliveira

Tukhav,
O Oceano Índico que banha a Malásia é fechado ou estreito?

TukhAV

Rafael Oliveira, reveja o mapa. A Malásia está cercada por ilhas e ilhotas que formam passagens marítimas entre o Índico e o Pacífico, como os estreitos de Malacca e Lombok. Defender e patrulhar estes pontos de estrangulamento do tráfego marítimo (por onde passam metade do petróleo no mundo) é tarefa precípua na estratégia de defesa do país.

Alex Nogueira

Acho a Gowind 2500 linda, tem um desenho formidável, capacidades de armamentos equilibrados e um ótimo nível tecnológico no que tange automação e discrição, porém acho a posição do radar 3D baixa se comparar com outras corvetas de mesmo porte, como a Avante 2400 e a C-28A, acredito que essa posição mais baixa acabe diminuindo bem o horizonte radar, o que é uma pena, espero que a DCNS tenha outras opções de mastro principal para resolver essa situação, caso o cliente assim desejar (se bem que não deve ser de todo ruim, pois todas estão saindo nessa configuração…vai saber né).

Bardini

O mastro está integrando em toda uma estrutura modular…
comment image
.
Gowind 2500: Tem VDS de respeito. Projeto moderno e mais Stealth. VLS com 16 Células. 16 m de boca. Exocet Block III e por aí vai…

Ádson

Alex, encurta o horizonte radar mas também diminui sua própria assinatura.

marcos

A MB deveria escolher um casaco de 5000 Ton e construir uma Fragata, e daí derivado outros navios, inclusive os de patrulha, padronizando e nacionalizado o máximo possível.

_RR_

Essa aí seria a “minha” ‘Tamandaré’, caso se resolvessem por um projeto estrangeiro. Também daria um NPaOc daqueles… Retire a capacidade ASW, o sistema VLS e os mísseis sup-sup, e mantenha apenas um canhão a proa ( preferiria o Bofors 57mm Mk.3 ) e as duas peças de 20mm, todos acionados remotamente. Ponha apenas uma alça optrônica, um radar 3D e radares para navegação maritima, um sistema SSTD ( anti-torpedo ) e um MASS ( anti-míssil ). Por fim, dê a ela somente dois motores a diesel. Pronto… OPV pra bater 40 anos, pra ir a qualquer zona de conflito… Read more »

Alex Nogueira

Bem lembrado Ádson, no fim das contas fica ela por elas :D.

Rafael Oliveira

Tukhav,
Verdade. Você está correto. O GoogleMaps me traiu e eu considerei um pedaço da Indonésia como sendo da Malásia.

Rafael Oliveira

Havia uma especulação de que os Emirados investiriam ns Tamandaré. Acho que essa compra sepulta essa especulação.

Alex Nogueira

Bardini, o que seria um VDS de respeito, tentei entender a sigla mas não consegui e fiquei curioso rsrs, poderia me explicar. Obrigado!

EParro

Interessante a tal da “boca” de 16m na Gowind, enquanto a Tamandaré já foi de 11,4m e hoje é de 12,9m, e os NaPaOc classe Amazonas com boca de 13,5m.
Sempre que leio sobre este negócio de “boca”, fico em dúvida. Entendo que tenha relação com deslocamento e potência de máquinas, mas por que será que os navios ingleses parecem ser sempre “mais bocudos”?

Dalton

Alex…
.
pesquise “Sonar de profundidade variável” ou em inglês “Variable Depht Sonar”…basicamente é um sonar “ativo” que pode ser baixado na água alcançando diferentes profundidades.
abs

Bardini

No caso, o VDS é o Captas-2.

Alex Nogueira

Obrigado Dalton e Bardini pelas informações!

Augusto

O brasil quase fechou um acordo pra producao de uma versao brasileira das le fayette, acho q foi em 2008 antes do prosuper.

Augusto

Esteticamente as le fayette e as growind sao bem parecidas

Antônio

Prefiro as Fremm, embora sejam de outra categoria…

Alex Nogueira

No meu ponto de vista pensando em termos econômicos penso que ao invés das FREMM as Gowind de 3100 tons. seriam mais viáveis, pois além de custarem menos para adquirir certamente custam menos para manter e no restante tirando o deslocamento e a capacidade de alguns sensores (radar principal), a quantidade de VLS, o restante é bem semelhante.

_RR_

Alex Nogueira ( 12 de novembro de 2017 at 21:29 ),

Um vaso da família ‘Gowind’ jamais poderia ser a ponta de lança da Esquadra. São vasos “leves” demais.

Para satisfazer as necessidades da MB, teriam que ser vasos maiores, dentro das 5000 toneladas ao menos…

Até posso concordar que, mediante uma avaliação de custo/beneficio, se possa contar com uma classe intermediária. Mas não vejo como abdicar de vasos maiores, se a ideia for exercer futuramente o domínio e não somente a negação do mar.

Alex Nogueira

_RR_, penso que o Brasil deveria optar por forças de autodefesa somente, querer manter o domínio custa caro e precisa ter dedicação, principalmente financeira, e como sabemos nosso governo e a população em maior parte não liga :(, o que é uma pena…
Penso que uma boa opção para a MB seria o Project Spartan de cerca de 4000 tons.
http://www.stellersystems.co.uk/news/category/naval/

_RR_

Alex, Aí é que está… Uma defesa consistente de nossos interesses no mar dependeria necessariamente da capacidade de atacar ao longe; de poder ir fundo no Atlântico e com o ‘endurance’ necessário para se fazer presente. Tanto é que praticamente todas as marinhas grandes que estão voltadas para este oceano estão optando por vasos de 5000-6000 toneladas. Seja como for, um ponto que me preocupa é o “encolhimento” da frota a olhos vistos… Creio restar evidente que os planos originais, que previam 30 escoltas, não poderão ser efetivados no futuro previsível. Contudo, algo como umas 16 escoltas ainda seriam necessárias,… Read more »

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