Home Indústria Naval Como é a construção de um navio de guerra moderno?

Como é a construção de um navio de guerra moderno?

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Fragata FREMM Normandie em construção num estágio anterior ao da nossa visita. Observar os módulos do casco ainda separados dentro do dique seco

Em 2012 o Poder Naval visitou uma fragata FREMM em construção na França

Em setembro de 2012 o Poder Naval visitou a França para participar do Press Tour promovido pela DGA (Direction Générale de l’Armement – Direção Geral de Armamento), GICAN (Groupement des Industries de Construction et Activités Navales – Grupo de Indústrias de Construção e Atividades Navais) e Marinha Francesa (Marine Nationale).
Os jornalistas convidados puderam conhecer nos quatro dias corridos as bases navais de Toulon e Brest e visitar navios de guerra franceses, além de travar contato com empresas francesas e suas tecnologias empregadas em armamentos e sistemas.

Uma das etapas do Press Tour foi conhecer uma fragata FREMM em construção. Em Lorient visitamos as instalações da DCNS (atual Naval Group) e estivemos a bordo da da Normandie (D651), segunda fragata FREMM construída originalmente para a Marinha Francesa e se encontrava em acabamento. Na data em que estivemos a bordo, o trabalho estava a todo vapor para preparar o lançamento, realizado mais tarde, em 18 de outubro.

A Normandie foi a segunda (a primeira foi a Aquitaine) de 11 fragatas encomendadas em dois contratos (nove na versão antissubmarino e duas especializadas em defesa aérea) pela DGA, através da OCCAR (organização conjunta de cooperação em armamento) para a Marinha Francesa. Mais tarde o número de unidades previstas foi reduzido para 8, em favor da aquisição de 5 fragatas FTI. A Normandie acabou sendo transferida em 2015 para o Egito, rebatizada como Tahya Misr.

Na ocasião da nossa visita, a estavam construindo cinco fragatas para a Marinha Francesa, Aquitaine, Normandie, Provence, Languedoc e Auvergne, e uma para a Marinha Real do Marrocos, a Mohammed VI, que também vimos no estaleiro, juntamente com outras seções das próximas fragatas da classe em vários estágios de construção.

Ficamos impressionados com a organização e a preocupação com a segurança no ambiente de trabalho. As equipes atuam em diferentes turnos e são organizadas para que uma não atrapalhe a outra.

Equipes de solda e de pintura, por exemplo, não trabalham no mesmo turno, para reduzir o risco de incêndios. A quantidade de cabos elétricos e fios soltos é absurda, parecendo até que jamais serão colocados nos devidos lugares, mas os técnicos em poucas semanas dão ordem ao caos.

Os displays de Centro de Operações de Combate já estavam no compartimento desde o início da construção para facilitar a instalação de grandes peças, sendo protegidos para evitar danos durante o acabamento do navio.

As fotos deste post dão uma ideia da complexidade da construção da fragata Normandie.

A FREMM Normandie agora é a Tahya Misr na Marinha do Egito

49 COMMENTS

  1. É impressionante a disparidade da FREMM com os outros projetos da naval group.
    O conceito de construção modulada é interessante quando se pode dispor de um casco mais fino e maleável. Belo navio, uma das melhores fragatas do mundo, muito embora eu prefira a versão italiana (que é a que concorrerá nos EUA).

    Saudações a todos.

  2. Parabéns pela excelente matéria, uma visão didática e motivadora sobre a moderna construção naval militar. Fica a dúvida: qual estaleiro nacional conseguirá se adaptar a tempo de poder construir a Classe Tamandaré??

  3. Art

    As informações da wiki em inglês estão bem completinhas.

    Displacement:
    France: 6,000 tonnes[3]
    Italy: 6,700 tonnes[4] (light displacement 5,500 tonnes)
    Length:
    France: 142 m (466 ft) LOA
    Italy: 144.6 m (474 ft) LOA
    Italy: 132.5 m (435 ft) LPP [5]
    Beam:
    France: 20 m (66 ft)
    Italy: 19.7 m (65 ft)
    Draught:
    France: 5 m (16 ft)
    Italy: 8.7 m (29 ft)
    Draft: Italy: 5.1 m (17 ft)
    Propulsion:
    France: CODLOG
    Italy: CODLAG
    1 × 32 MW gas turbine General Electric/Avio LM2500+G4
    2 × 2.5 MW electric motors Jeumont Electric
    4 × diesel generators
    France: MTU Series 4000 (2,2 MW everyone)
    Italy: Isotta Fraschini VL 1716 (T2ME series by 2,15 MW everyone, on first two frigate; HPCR series by 2,8 MW everyone, since the third frigate)
    2 × shafts, driving controllable pitch propellers
    1 × 1 MW bow thruster
    Speed:
    France: max +27 knots (50 km/h; 31 mph); max cruise speed 15.6 knots (28.9 km/h; 18.0 mph)
    Italy: max +30 knots (56 km/h; 35 mph); max cruise speed +17 knots (31 km/h; 20 mph) [6]
    Range:
    France: 6,000 nmi (11,000 km; 6,900 mi) at 15 knots (28 km/h; 17 mph)
    Italy: 6,800 nmi (12,600 km; 7,800 mi) at 15 knots (28 km/h; 17 mph)
    Complement:
    France: 145
    Italy: 199 GP version / 201 ASW version
    Crew: Italy: 131 GP version / 133 ASW version; add 14 crew for one helo on board or add 23 crew for two helos on board
    Sensors and
    processing systems:
    France: Héraklès multi-purpose passive electronically scanned array radar
    Italy: Leonardo Kronos Grand Naval (MFRA) Active electronically scanned array radar [7]
    Armament:
    Anti-air missiles:
    France: 16-cell MBDA SYLVER A43 VLS for 16 MBDA Aster 15 missiles
    Italy: 16-cell MBDA SYLVER A50 VLS for 16 MBDA Aster 15 and 30 missiles
    Guns:
    France: 1 × Leonardo OTO Melara 76 mm SR gun
    Italy: 2 × Leonardo OTO Melara 76/62 mm Davide/Strales CIWS guns (ASuW variant)
    1 × Leonardo Otobreda 127/64 Vulcano and 1 × Leonardo OTO Melara 76/62 mm Davide/Strales CIWS gun (GP variant)
    Small guns:
    France: 3 × Nexter 20mm Narwhal remote weapon systems
    Italy: 2 × Leonardo Oto Melara/Oerlikon KBA 25/80 mm remote weapon systems
    Anti-ship missiles:
    France: 8 × MBDA MM-40 Exocet block 3 anti-ship missiles
    Italy: 8 × MBDA Teseo\Otomat Mk-2/A anti-ship and land attack missiles
    Land-attack cruise missiles:
    France: 16-cell MBDA SYLVER A70 VLS for 16 MBDA SCALP Naval land-attack cruise missiles
    Anti-submarine warfare:
    France: 2 x double Leonardo (WASS) B-515 launcher for MU 90 torpedoes
    Italy: 2 x triple Leonardo (WASS) B-515/3 launcher for MU 90 torpedoes and (only ASW variant) 4 x MBDA Milas missiles
    Italy: 2 x SITEP MASS CS-424 acoustic guns (update since 2017)
    Aircraft carried:
    France:1 × NH90
    Italy: 2 × SH90 or 1 × SH90 and 1 × AW101 (armed with MU 90 torpedoes or MBDA Marte Mk2/S missiles)
    Aviation facilities:
    France: single hangar
    Italy: double hangar

    Em suma, o modelo italiano é maior.

  4. Tb adoro as FREMM e as italianas parecem mais robustas, deve ser o mastro maior! Pena que são navios caros demais para o nosso “bico”!

  5. Olhando as fotos se tem uma idéia da complexidade e do trabalho a ser executado.
    Também prefiro as italianas…são mais completas. Aliás, colocaria a torre oferecida pros canadenses se não me engano. Excelente belonave!!!
    As diferenças…pesquise fremm no pai Google…Wiki…tem um que compara as duas nas descrições.

  6. Sugestão aos editores:
    publicar uma matéria mostrando um comparativo entre as principais classes de escoltas/combate modernas, em tabelas: gowind vs fremm vs MEKO200 vs KDX vs etc vs etc…

    att

  7. Coisa linda. Um gerenciamento de projetos navais de primeira linha excelente qualidade. Como estas FREMM ficariam bem em nossa marinha.

  8. Na segunda foto de ponte existe um recobrimento na parte superior, como um acolchoado de alumínio. Já vi um parecido nas estruturas do deck inferior ao convoo dos navios de classe USS
    independence, é para proteger as estruturas do fogo?

  9. Só não gosto deste emanhados de fios e cabos parece meu computador multiplicado por mil,sei que são necessários,mas no futuro tem que se trabalhar um esquema mais simples,tipo sensores que dispensem esse arranjo.A freem e uma fragata das mais respeitáveis mas as russas são a metade do preço e com mesmo poder de fogo.espero que o Brasil avalie uma para deixar de ter esse preconceito com equipamentos russos e chineses.Tem a Marinha do vietnan que em pouco tempo dispõem de 6 submarinos.

  10. As FREMMs são belos navios, bem armados e com capacidade stealth. Lembro que a Itália as ofereceu para o Brasil e na época e na época eu torci feito um condenado para que o nosso país aceitasse a proposta. Mas como era final do governo Lula, com a polêmica do caso Battisti e com sinais de que anos sombrios viriam para nossa economia nunca mais se falou nessas fragatas.

  11. Analisando as informações trazidas pelo forista Bavaria Lion, 16 células VLS na versão italiana parece pouco para o tamanho do navio.

    • Mercenário,

      O navio tem capacidade para mais lançadores. Essa é a quantidade inicial instalada por questões de custos de aquisição e manutenção. Mas pode ser ampliada aproveitando-se de futuras paradas para manutenção mais pesada ou modernizações. É uma estratégia de se deixar reserva para futuros desenvolvimentos tecnológicos serem aproveitados.

  12. Art,
    .
    Atenção no arranjo da propulsão:
    – Francesa – CODLOG (Combined diesel-electric or gas);
    – Italiana – CODLAG (Combined diesel-electric and gas).
    .
    OU – significa que fica acoplado apenas um tipo de motorização ou outro, diesel-elétrico ou turbina a gás.
    E – significa que pode ficar acoplado os 2 (dois) tipos de motorização, diesel-elétrico ou turbina a gás.
    .
    As consequências em relação ao desempenho (velocidade de cruzeiro, máxima) é óbvia.
    .
    Sds.,
    Ivan.

  13. “Diogo de Araújo Carvalho 30 de Janeiro de 2018 at 20:47”
    Diogo, nós já estivemos neste nível só não demos continuidade. Quando construímos duas Niterói aqui, elas eram estado da arte na época.

  14. Cadê o Nonato para comparar a construção de um navio de guerra à fabricação de um Corolla 2012 1.8 Manual e sem banco de couro?

    No mais, excelente matéria!

  15. A tecnologia de construção em bloco já é utilizada no mundo a algum tempo, o próprio SBR utiliza este método construtivo.
    Existem no Brasil estaleiros, que já foram listados pela MB no projeto Tamandaré, que possuem instalações que atendem as necessidades para este conceito construtivo. Não tenho conhecimento se alguns já executaram projeto nestes moldes.
    Quanto a engenharia é muito difícil falar algo, veja quantos anos para executar o conceitual do projeto Tamandaré e podemos optar por um projeto estrangeiro.

  16. Nunão.
    Uma fragata com tais dimensões, armamento e capacidades, não se encaixaria mais nas ambições das escoltas do PROSUPER do que da Classe Tamandaré ?
    Essa fragata me parece mais para um destróier. Embora eu ache a classificação atual de belonaves meio confusa.

    • Delfim, você está falando das FREMM mostradas nesta matéria? Se estiver, a resposta é sim, são fragatas de 6000t e eram concorrentes do finado Prosuper.

      É uma categoria de navio muito acima do porte do programa claasse Tamandaré e das possibilidades financeiras atuais, por isso o Prosuper, que nasceu na época da “bonança”, foi engavetado e a MB precisou priorizar os meios da Esquadra possíveis de se obter na situação atual, que são as corvetas. Grandes fragatas terão que esperar.

      A matéria é oportuna para mostrae como se constróem atualmente navios de guerra, o que vale pra corveta, fragata etc.

  17. A realidade é que nossa Marinha atualmente pouco poderia fazer contra navios realmente modernos.

    Nossas fragatas e corvetas tem como míssil principal o MM-40 Exocet Block 1 com alcance de 70km, o MANSUP em desenvolvimento também terá este mesmo alcance, e irá equipar a futura classe Tamandaré. Já existe o Exocet Block 3 com alcance de 180km e mais moderno.

    Existem vários modelos de navios com misseis antinavio com um alcance 3 a 4 vezes maior que o dos nossos misseis, qual a chance de uma Tamandaré contra um navio desses realmente capaz???

    Neste contexto, os submarinos Escorpene-BR e mesmo os nossos U-209, são elementos de maior dissuasão.

    Não nego a importância da Tamandaré para nossa independência nacional, mas ela apenas deveria ser um complemento, e seu desenvolvimento só se justificará se chegarmos a longo prazo a 12 unidades, não apenas as 4 iniciais (como ocorreu com a inhauma). As fragatas de 6.000 toneladas são necessárias para termos uma marinha de superfície realmente relevante.

  18. A marinha francesa encomendou 2 específicas para defesa aérea, será que o Brasil um dia poderá fazer isso? Qual seria o melhor mix para nós? Ao exemplo da
    França que contratou 11, sendo duas para defesa aérea.

  19. muito bom o artigo/matéria, eu sempre quis compreender um pouco sobre navios, principalmente quando envolve militares, geralmente é um assunto fechado, parabéns.

  20. Gostaria muito de ver a MB com uma meia dúzia dessas italianas.
    Mais uma dúzia de cascos na casa dos 4000 ton.
    Vamos esperar e ver o que sairá.
    Abraços.

  21. “A realidade é que nossa Marinha atualmente pouco poderia fazer contra navios realmente modernos.
    Nossas fragatas e corvetas tem como míssil principal o MM-40 Exocet Block 1 com alcance de 70km, o MANSUP em desenvolvimento também terá este mesmo alcance, e irá equipar a futura classe Tamandaré. Já existe o Exocet Block 3 com alcance de 180km e mais moderno.
    Existem vários modelos de navios com misseis antinavio com um alcance 3 a 4 vezes maior que o dos nossos misseis, qual a chance de uma Tamandaré contra um navio desses realmente capaz???
    Neste contexto, os submarinos Escorpene-BR e mesmo os nossos U-209, são elementos de maior dissuasão.
    Não nego a importância da Tamandaré para nossa independência nacional, mas ela apenas deveria ser um complemento, e seu desenvolvimento só se justificará se chegarmos a longo prazo a 12 unidades, não apenas as 4 iniciais (como ocorreu com a inhauma). As fragatas de 6.000 toneladas são necessárias para termos uma marinha de superfície realmente relevante.”

    – Amigo MF, uma coisa é o míssil ter alcance de 100km, 150km, 300km e etc… A outra é conseguir travar o míssil em uma belonave a esta distância. Dificilmente um radar marítimo consegue travar em um alvo a mais de 30km, por conta da curvatura da terra. Por isto a importância de se ter um bom helicóptero orgânico.

    – Ainda sim, as maiores escaramuças de belonaves no presente e no futuro próximo aconteceriam dentro dos 30km de distância, o que torna um alcance maior uma certa perfumaria. Muitas armas Sup/Sup estão aumentando seu alcance para poderem ter uma segunda utilização como Sup/Sup/Terra, ou seja, uma arma Mar e Mar e também Mar e Terra como uma arma de cruzeiro.

    – Sim, é interessante que o ManSup se desenvolva para uma versão com pelo menos 150km de alcance efetivo e com boa energia, mas o citado “70km” pelo que se foi observado nos testes dos motores deve ser apenas para apontar alguma distância, o alcance efetivo deve ser ligeiramente superior a está distância. Existe sim a vontade para se ter uma arma que possa ser também utilizada como míssil de cruzeiro como função secundária, mas primeiro o projeto tem que fazer escala para poder ter fundos para mais desenvolvimento. Eu seu que estou falando o óbvio e você sabe disto tudo melhor do que eu, só quis debater um pouco.

    Adsumus

  22. Bavaria e Ivan muito obrigado pelas informações, sou operador de terra, antiaéreo nada sei de Mar somente anfibio.
    Particularmente eu sei que é muito pro nosso orçamento uma FREMM imagino o custo grande de manutenção apesar de achar magníficas belonaves. A Italiana mais completa.
    Para a MB, Eu tenho uma torcida pelo MEKO A-200 no Brasil, a Argelina é bem armada e poderia ser muito bem vinda para marinhas como a nossa. Além disso em meu mundo um programa como o ANZAC uma 2 unidades para o Chile ou Argentina poderia ser bom também.
    O que pega é a nossa orientação internacional somos amigos de Cuba, Venezuela, Irã, temos embaixada da Palestina etc, o PT saiu do governo mas a política internacional ainda é do PT. Isso conta muito no jogo internacional inclusive no mercado de armas. Só vejo uma mudança talvez com o resultado das eleições. O que me preocupa como operador terrestre é a padronização do Míssil Antiaéreo que por questões de logística e custo não está sendo adquirido com sensatez. O míssil que equipa a fragata deve equipar o Gripen e as baterias terrestres antiaéreas é o que se busca para ganhar em escala de produção, logistica etc. Abraços

  23. “Ao exemplo da França que contratou 11, sendo duas para defesa aérea.”
    .
    Gustavo…
    .
    Apenas 8 FREMM deverão ser construídas para à marinha francesa sendo que as duas últimas serão otimizadas para defesa aérea…o plano original era de 11 unidades, mas, foi mudado e
    serão construídas também 5 fragatas de cerca de 4000 toneladas que serão mais capazes do que as 5 da classe La Fayette que deverão substituir na próxima década e juntamente com as duas da classe “Horizon” em serviço o total de principais combatentes de superfície será de 15 unidades.
    .
    A marinha brasileira havia planejado a construção de duas fragatas extras da classe Niterói
    ligeiramente maiores e otimizadas para “defesa aérea”, infelizmente o plano não foi levado adiante, mas, algo similar poderá um dia ser reavaliado.
    abs

  24. Caro Gustavo. O ProSuper era um programa de bilhões de reais para equipar a MB. O seu cancelamento foi por questões orçamentárias, sem qualquer relação com o caso Battisti. A MB acabou adquirindo uma série de navios em compras de oportunidade para suprir suas necessidades imediatas, como as 3 patrulhas da classe Amazonas (R$ 650 milhões), o G40 Bahia (R$ 350 milhões) os 3 AHTS (R$ 83 milhões) de apoio marítimo e tem priorizado o projeto das Tamandaré (R$ 1,5 bilhão para a Engeprom). Nestes quatro programas, a MB gastou R$ 3,3 bilhões de reais. Para comparação, o ProSub está estimado em R$ 26 bilhões em 20 anos. (praticamente um bilhão de reais por ano, ou cerca de 1/3 do que o MinD investe por ano em equipamentos). O ProSuper estava estimado entre 20 e 25 bilhões de reais.

  25. Deveríamos avançar no PROSUPER!

    Acho fragatas essenciais no mar aberto escoltando um grupo de batalha, são imponentes, impõem respeito e segurança em quem está nelas, e principalmente para o inimigo.

    Em uma guerra real, protegem o grupo destacado, seus marinheiros, enfim, os interesses do país sejam ofensiva ou defensivamente.

    Nossa indústria nacional, é totalmente capaz de produzir, e temos excelentes meios de fiscalizar a sua produção, não deveríamos abrir mão de não produzí-las.

    É demorado? Sim! É caro? Com certeza! Mas é estratégico para defesa, economia, tecnologia nacional, etc…

    Para o Ocean, poderíamos até adquirir fragatas usadas para médio prazo, mas, pensando em longo prazo temos que construí-las, e uma coisa não precisa excluir a outra, para manter a defesa nacional em dia com reza a nossa Constituição.

    Como pagá-las? Olha, porque não se pega parte do montante obtido com as apostas das loterias federais, além de outros fundos como este para criar um FUNDO ESTRATÉGICO DE DEFESA NACIONAL, para ajudar a pagar além do orçamento da FA.

    A próxima década está chegando com tambores de guerra.

    Sds.

  26. Bem hoje temos a mesma configuração da 1GM, impérios e seus aliados (Russia, China, Irã, CN), EUA e o Ocidente. Os tambores de guerra estão soando…so sê vê na mídia independente as notícias, na mídia tradicional nada. Porém em um ambiente de 4 geração. Por exemplo já se especula que a Europa foi invadida pelos islâmicos de propósito a crise humanitária foi um pretexto. Isso daria horas e horas de debate. O que importa que as Forças Armadas do Brasil necessitam de reequipamento para as ameaças que se definem. Porém defesa não dá voto, costuma-se colocar o cadeado após a porta arrombada.

  27. Processo de construção modular é vida…
    .
    A FREMM por exemplo, é construída sobre um layout. Uma vez que o Naval Group assimilou e gerou experiência sobre a construção desse layout, tem-se facilidade e dar origem a variação “em escala” deste processo, como a Gowind 2500.
    .
    Ok, Gowind é uma outra família. Mas pode-se dizer que bebeu na fonte da FREMM.
    .
    Se for parar pra notar, é quase que uma “FREMM de bolso”.
    https://pbs.twimg.com/media/C5QiVhjXAAE6Je_.jpg

  28. Essa matéria, para mim, em vez de mostrar a complexidade na construção de um navio de guerra, mostra a simplicidade.
    No caso das fremm, que são modulares, tudo fica ainda mais fácil.
    Dá para fazer os módulos fora e depois junte juntar.
    Até já falaram aqui (Nunão, se não me engano) que desde a década de 1970 é só colocar as chapas na máquina e são cortadas a laser.
    Só acho mais complicado o projeto pois o navio não pode afundar e precisa seguir bom desempenho.
    Aviões fazem protótipos.
    Já navios parece que não fazem.
    É só fazer o projeto no computador, fabricar e navegar.
    Também não entendo como juntam os módulos.
    Porque o navio tem que ser resistente.
    Quando junta vários pedaços tem que ter a resistência do todo.
    Como fazem essas “emendas”? É só soldar ou há alguma peça que penetra em ambos os módulos?
    Quanto a esse emaranhado de fios também existem em edifícios comerciais, carros, etc.
    Só que não custam 400 milhões de dólares.
    Sem dúvida parecem complexos.
    Daí a importância do projeto e da coordenação das equipes.
    Eles já devem ter consciência da quantidade, tipo, função de cada fio e por onde devem passar.

  29. Vejo um ponto que os srs não estão vendo, o processo do chinas,talvez seje melhor que este ai,eu alarmei e também admirei como eles conseguiram fazer tantos navios no ano 2016,2017 foram varias dezenas,claro que a mão de obra lá é barata.É claro que são copistas dos russos,mas isto tuido não se explica ,além das fragatas saírem pela metade do preço.Sou contra construir aqui,demora décadas para construir uma corveta os sub aqui dos alemães demoraram demais. Os franceses já estão 4 anos atrasados.Claro geram empregos aqui.Mas essa lentidão acaba com qualquer cristão.

  30. Dalton,

    Em acréscimo aos teus esclarecimentos, vale lembrar que na marinha francesa apenas as duas “horizon” utilizam os mísseis aster 30 de defesa de área.

  31. Srs, alguém poderia sanar uma dúvida ? Procurei pela rede e não achei o que seria aquela estrutura imediatamente a frente da chaminé e atrás do mastro. Parece ser a entrada dos respiros para as turbinas (não sei se estou falando besteira), mas gostaria da ajuda dos Srs.

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