Home Asa fixa Fotos da Operação UNITAS XI, em 1970

Fotos da Operação UNITAS XI, em 1970

4528
21
Aviões P-16 Tracker do 1º GAE da FAB lançam cargas de profundidade sobre um alvo submarino simulado

As fotos deste post mostram cenas da Operação UNITAS XI, realizada em 1970 no litoral brasileiro, sendo Santos-SP o centro de operações.

Na época da Guerra Fria, quando os submarinos da União Soviética eram a ameaça, foram criadas as operações “UNITAS” para treinamento conjunto entre a Marinha dos EUA e das demais Marinhas latino americanas.

Essas operações navais eram divididas em 3 fases: Atlântico, Pacífico e Caribe. Os países participantes eram os Estados Unidos, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Uruguai, Peru e Venezuela. Mais tarde, o México também participou das manobras.

Os exercícios incluíam a guerra antissubmarino, de superfície e antiaérea. Eram também realizadas fainas de reabastecimento no mar, transferência de carga leve entre navios e exercícios de helicópteros com os escoltas.

FOTOS: página de Jose de Alvarenga no Facebook

Grumman P-16A Tracker pousa a bordo do NAeL Minas Gerais
Faina de transferência de um oficial entre o NAeL Minas Gerais (A11) e o contratorpedeiro Pernambuco (D30) da classe Fletcher

Helicópteros decolam antes das operações com os P-16 Tracker para servir de guarda de aeronaves, para salvar os tripulantes em caso de queda no mar
Helicóptero Westland/Sikorsky WS-55 Whirlwind decola do Minas

Westland/Sikorsky WS-55 Whirlwind faz exercício de pick-up com o contratorpedeiro Pernambuco (D30) da classe Fletcher
P-16A Tracker lança carga de profundidade. Ao fundo, o cruzador USS Harry E. Yarnell da US Navy
Aeronaves sendo reabastecidas no convoo do Minas Gerais
Westland/Sikorsky WS-55 Whirlwind em manutenção no convoo do Minas Gerais
Comitiva assiste às manobras na ilha do NAeL Minas Gerais

Subscribe
Notify of
guest
21 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Douglas Targino
Douglas Targino
2 anos atrás

Magnífico! Essa época nossa marinha era equiparada a de hoje, ou era melhor ou pior?

Leonardo Araujo
Leonardo Araujo
Reply to  Douglas Targino
2 anos atrás

Ao menos tínhamos um AEN

Leonardo Araujo
Leonardo Araujo
Reply to  Leonardo Araujo
2 anos atrás

Digo NAEL

Jcsleao
Jcsleao
2 anos atrás

Saudades dos bicudos. Na minha opinião os contratorpedeiros da classe Fletcher foram um dos mais belos navios de todos os tempos.

Leonardo Araujo
Leonardo Araujo
2 anos atrás

Notem o como levos a nossa evolução. Nesta mesma época qual era a força naval chinesa?
Aqui o planejamento estadista não passa de um horizonte de 6 meses. Por isso colhermos este atual panorama.

Dalton
Dalton
2 anos atrás

Douglas… . é uma questão de opinião…na minha…estava pior que hoje por conta que havia uma ameaça mais tangível que era a União Soviética e os navios que a marinha brasileira dispunha eram praticamente todos da Segunda Guerra Mundial. . Além do NAeL que comportava no máximo 10 aeronaves de asa fixa anti submarinas o que era considerado insuficiente para manter um número adequado de aeronaves “sempre” no ar, se tinha 2 cruzadores, inúteis na guerra anti submarina e uma dúzia de contratorpedeiros dos quais 6 eram classe “Fletcher”, os demais sendo menores e apenas 2 submarinos que já estavam… Read more »

Control
Reply to  Dalton
2 anos atrás

Srs Jovem Dalton Perdoe-me a casmurrice, mas afirmar que a MB de hoje é melhor que a MB de 70 ou está em melhores condições, é forçar a mão. A de 70 tinha, para cumprir seu papel no Atlântico Sul num possível conflito com a URSS, uma esquadra centrada num PA (com aviões no estado da arte, na época) e escoltas, todos navios de menos de 30 anos, recursos que seriam insuficientes (poucos aviões e navios “velhos”) para cumprir a missão. A de hoje, não tem PA e as escoltas são poucas e estão no bagaço, a maioria tendo mais… Read more »

Dalton
Dalton
2 anos atrás

Leonardo…
.
em 1970 os chineses já contavam com armas atômicas e já haviam lançado seu primeiro
submarino de propulsão nuclear.

Jacubão
Jacubão
2 anos atrás

Bons Tempos.
Quando a Esquadra era de verdade.

Luiz Monteiro
Luiz Monteiro
2 anos atrás

Prezados,

Há vários anos escrevo abertamente aqui no PN que, se um dia a MB decidir por operar um navio-aeródromo verdadeiramente, deveria operar aeronaves de asas fixas em conjunto com a FAB (desde que essa também queira).

Porém, primeiro, a MB tem que se preocupar com navios de combate de superfície, sua maior carência no momento

Abraços

Felipe
Felipe
2 anos atrás

Naquele periodo era facil ter uma marinha. As grandes marinhas do mundo tinham material e plataformas usadas da 2a guerra para dar e vender a rodo e a guerra fria estava fervendo.

Hoje em 2018, acessível apenas a rebarba da rebarba da guerra fria.

Marcelo
Marcelo
2 anos atrás

Trata-se de um raríssimo documento que comprova a existência de uma esquadra brasileira, com o nosso antigo porta aviões “Minas Gerais” navegando junto com navios americanos, a presença do destróier brasileiro “Pernambuco” (em boas condições, nas fotos), com o nosso porta aviões apresentando varias aeronaves em seu “convôo”, tudo isso da uma impressão muito boa a todos os jovens desta geração, que não tem a ideia de que existia isso tudo antigamente. Fica o nosso parabéns aos idealizadores desta reportagem, para quem já serviu e conheceu esta Marinha como ela era, uma certa saudosidade……

Leandro Costa
Leandro Costa
2 anos atrás

Fotos lindas!

Dalton
Dalton
2 anos atrás

Control… . nenhuma necessidade de desculpar-se…seria chato demais se todo mundo concordasse comigo, mas, diante da marinha soviética, um NAeL com aeronaves ainda modernas, porém poucas e portanto sem a persistência necessária , 11 contratorpedeiros da II Guerra Mundial, nenhum deles equipado com armas modernas como o ASRoc ou capazes de operar com helicópteros, sensores obsoletos e apenas 2 velhos submarinos…bom…pelas minhas contas não estava nada bom. . Em meados da década, houve uma melhora com a incorporação de 6 fragatas e 3 submarinos todos novos e 4 das fragatas finalmente equipadas com uma arma anti submarina de longo alcance… Read more »

Cristiano.GR
Cristiano.GR
2 anos atrás

Algo que seria muito importante para a MB ter mais recursos é a receita gerada com as carteiras de Arraiz amador e Arraiz motonauta. Quem possuí barco e jet sky tem de ter os dois. Não é mais como antes de 2012 que o Arraiz amador servia para qualquer embarcação pequena. E, um detalhe muito importante, o valor para se fazer os Arraiz é unitário e não abate se o proprietário fizer os dois. A brincadeira sai mais de R$ 1000,00 em alguns lugares e o valor que vai para a MB é ridículo de tão mínimo. O montante fica… Read more »

Salomon
Salomon
2 anos atrás

O Nael estava meio cheio de gente, paisanos aos montes…era festa ou manobra militar?

Mahan
Mahan
2 anos atrás

Operações centradas no Porta-aviões, como não poderia deixar de ser.

Dalton
Dalton
2 anos atrás

Os “paisanos” não permaneceram a bordo durante todo o exercício…ao menos é relativamente
comum em outras marinhas que civis, sejam políticos, integrantes do departamento de defesa,
jornalistas e alguns convidados especiais, sejam trazidos a bordo na fase final do
exercício quando então demonstrações são feitas o que é sempre uma boa propaganda para
à marinha.

Bob Joe
Bob Joe
2 anos atrás

O Minas Gerais era o mais belo exemplar da classe Collosus, os holandeses fizeram milagre com esse ”patinho feio”, pena que não houve como preservá lo como um museu. Mas valem as fotos.

Fresney
Fresney
2 anos atrás

o A-11 foi muito mais útil que o A-12, Sugiro um artigo aqui no poder naval comparando o que cada um fez pela MB em numero de operações, arremetidas, pousos, lançamentos, tempos no mar, custos etc.. Teve alguma morte no A-11 por motivos que não os de operações aéreas??

abraço