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Submarinos classe ‘Virginia’ terão capacidade de ataque nuclear

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Míssil Tomahawk sendo lançado de submarino

A Marinha dos EUA terá seus submarinos de ataque da classe Virginia armados com mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares, em uma mudança marcante na postura estratégica de emprego destes submarinos.

“Enquanto os submarinos da classe Virginia podem usar a dissuasão convencional para manter os adversários sob controle, um míssil de cruzeiro lançado de submarino com uma ogiva nuclear daria ao comando nacional maior controle de escalada”, disse o contra-almirante John Tammen, diretor da Undersea Warfare Division, ao Congresso.

A nova arma, parte da recente Revisão da Postura Nuclear do governo Trump, deve trazer um novo elemento à atual postura de dissuasão de armas nucleares do Pentágono. Atualmente, apenas a classe Ohio e a emergente classe Columbia são capazes de lançar armas nucleares.

Os submarinos classe Virginia podem disparar mísseis Tomahawk com ogiva convencional e torpedos, mas acrescentando armas nucleares, vão proporcionar novas opções aos comandantes e expandiriam sua missão, acrescentou Tammen.

USS Virginia, SSN 774

FONTE: foxnews.com

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Rui Chapéu
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Rui Chapéu

Pq diabos eles gastariam horrores com esses subs sendo que eles não teriam capacidade nuclear??

Da wiki:
Cost: $2.688 billion per unit (FY2016)

Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

Concordo, nada mais do que uma obviedade.

Bosco
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Bosco

Muito provavelmente não será a reedição de uma versão nuclear do Tomahawk . Pode ser que seja uma versão de lançamento naval do LRSO que está sendo desenvolvido para a USAF.
Vale salientar que ainda não se sabe como será o LRSO que irá substituir o AGM-86B nuclear. O mais provável é que seja subsônico mas não está descartada a possibilidade de ser supersônico.
Se for supersônico a motorização pode se dar por um motor ramjet ou por uma micro turbina de alta pressão derivada do programa RATTLRS.

Dalton
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Dalton

Armas nucleares táticas foram retiradas de todos os submarinos de ataque e navios de superfície
incluindo NAes tão logo a URSS desistiu de existir, portanto há mais de 25 anos atrás e o retorno a elas nem estaria sendo discutido agora não fosse pelos chineses e russos.
.
Será interessante saber de onde virá o dinheiro e/ou os sacrifícios que terão que ser feitos
e o impacto que terá em outros programas de armamentos.

Dalton
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Dalton

“desistiu de existir” na verdade ,deixou de existir . É “mais melhor” : )

Bosco
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Bosco

Com torpedos e mísseis cruise de propulsão nuclear entrando na jogada o jeito é retornar à velha “corrida”.
Uma arma que deveria ser reinserida é o míssil SUBROC. Se cada ICBM em terra vale um míssil ICBM com ogiva nuclear por que um SSBN não valeria?

Angelo Chaves
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Angelo Chaves

O mundo está se rearmando. Sou da paz, mas cada vez mais sinto o cheiro ta guerra.

Bruno V. Campestrini
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Bruno V. Campestrini

Honestamente, eu acho essa nova escalada nuclear algo preocupante.

Bruno V. Campestrini
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Bruno V. Campestrini

Onde está escalada nuclear leia-se, corrida nuclear.

Bardini
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Bardini

Vão precisar dessas armas nucleares mesmo…
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Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

Podemos olhar por um outro prisma: “que alvo saboroso”.

Augusto L
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Augusto L

A Russia violou o tradado de controle de misseis de cruzeiro construindo uma versão de 5.000km, podendo ser lancada de bombardeiros e a quase 99% por parte dos EUA que existem uma versão terra-terra. Sem contar com a China e a CN, onde um missil de cruzeiro nuclear, mudaria o equilíbrio.

Bosco
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Bosco

Augusto,
Na verdade, tudo indica que a Rússia violou o tratado INF, que “proíbe” misseis lançados de terra com alcance entre 500 km até 5.500 km, em território europeu e na Rússia.
Tudo indica que eles desdobraram mísseis cruise com mais de 500 km de alcance, lançados dos mesmos veículos que lançam o Iskander.
Em relação aos ALCMs não há tratado que limita o alcance.

Augusto L
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Augusto L

Bosco, eu vi que qualquer missil de cruzeiro de 5000 km esta dentro da proibição, posso estar errado. Agora sobre o missil de cruzeiro do Iskander a indicios dele ter cerca de 5000km no que seria nada mais do que uma versão terrestre do kh-55s, e podem ser stealth.
Li isso tanto na Rand quanto numa materia do NI.

filipe
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filipe

Mais uma razão do Brasil ter o missil AV-300 MATADOR naval com 900 Km de alcance , ou seja sendo lançado a partir do SN-10 SNBR Alvaro Alberto, adaptado ao SUBTICS , sei que não teremos VLS , então a solução será lançar de um dos 6 tubos de 533 mm, quem sabe o nosso programa nuclear vá para outro patamar, podemos enriquecer o urânio para 90% ultrapassando os 20% que estão limitados na nossa constituição pacífica e anti-nuclear, podemos dotar esses misseis de ogivas de 5KT, ou mesmo ogivas de 10KT.

Bardini
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Bardini

Sim… E ser a nova Korea do Norte…

filipe
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filipe

Podemos usar ogivas Termobaricas , para não violar a convenção internacional contra a proliferação de armas nucleares que assinamos.
E continuamos enriquecendo o uranio a 5% apenas para a Energia e o projecto do PROSUB,

Humberto
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Humberto

Filipe,
Uma pergunta básica, vamos gastar MUUUITO dinheiro.. e para que? E mais, por que colocar em um torpedo? Não seria mais simples jogar uma bomba com aviões?
Além disto, se tivermos armas nucleares (repito caríssimo) os hermanos vão ser obrigados a se armar.
Corre a lenda que o Brasil ainda possui conhecimento para construir uma Bomba Nuclear em um ano, outra lenda diz que o Brasil já teve duas bombas mas que foram desmanteladas.

Cássio
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Cássio

Prefiro que invistam em mísseis de cruzeiro mais poderosos que o Tomahawk. Misseis nucleares só serão úteis quando quiserem acabar com o mundo. E pra isso existe os Tridents, Minutemans, etc; que já são bem capazes de destruir o mundo centenas de vezes. Sou a favor de submarinos de ataque transportarem inúmeros mísseis convencionais capazes de varrer um grupo tarefa inteiro, tal como um SSGN. No caso do Virginia, aumentar o seu comprimento em 5 ou 10 metros e adicionar uns 25 ou 50 misseis de cruzeiro daqueles bem supimpa. Melhor esquecerem esse negócio de míssil nuclear em submarinos que… Read more »

Ronaldo de souza gonçalves
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Ronaldo de souza gonçalves

O único submarino nuclear que não vai lançar misseis será o nosso,salvo exorcet de 50 km de alcance.È lançar e denúnciar sua presença,eu acho que ele pode usar mas só em emergência,quando não tiver jeito mesmo.O Matador dentro de um submarino e complicado ele tem 6metros,e 9 toneladas e fora que tem que tem um container,além de ser muito perigosos.Não temos experiência com essa construção,acharia melhor instalar se for o caso numa fragata. Certamente pelo alcance dele ele seria muito mais útil como bateria de costa em veiculo lançador astro mesmo pois defendia a costa sul,suldeste,e nordeste lembre-se srs que… Read more »

Bosco
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Bosco

O matador pesa 1,4 t.

Johnnie
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Johnnie

Artefatos nucleares são feitos para não serem usados. Foi o que fizeram até os dias de hoje. Uma coisa é lançar um NUKE na II Guerra Mundial quando só os EUA as tinha, outra coisa é usá-las hoje.

Cássio
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Cássio

O uso de armas nucleares nos dias de hoje, com toda a tensão que anda reinando entre as potências EUA, Reino Unido, Rússia e China; não importa quantos kilotons seja, abriria uma escalada totalmente sem controle. Por exemplo: Num eventual conflito convencional entre potências, aquele que resolver lançar misseis nucleares táticos cujo objetivo seja apenas remover um inimigo de uma determinada região, estaria dando motivo pro inimigo usá-las também. Como ninguém quer perder, numa dessas eles resolvem engrossar o jogo lançando misseis cada vez mais destrutivos, até chegar nos balísticos gigantes. Quando for ver, a merda já está feita. Portanto,… Read more »

Edison Castro Durval
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Edison Castro Durval

Humberto, não é lenda é fato, e não é nuclear (Bomba A) e Termonuclear (Bomba H).

Saber nos sabemos fazer sim e isso já é um fator dissuasivo, mais pra fazer isso precisariamos de um motivo que atualmente é inexistente.

Link:
https://adrenaline.uol.com.br/forum/threads/fisico-brasileiro-desvenda-a-bomba-termonuclear-a-mais-destrutiva.273121/

Bosco
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Bosco

Edison,
O que o físico brasileiro fez foi colocar em números como se dá o processo de fusão da ogiva nuclear W-87. Isso é o mesmo que um engenheiro aeronáutico desvendar as equações referentes ao voo do F-15.
Daí pra fazer um F-15 é um longo caminho.
Não digo que a física brasileira não consiga desenvolver uma arma nuclear em médio prazo. Mas o trabalho desse físico, apesar de admirável, diz muito pouco sobre nossa expertise nesse campo.

JT8D
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JT8D

Bosco, qualquer que seja nosso nível de expertise nessa área, nenhuma informação real sobre isso jamais será publicada, até mesmo porque somos signatários de acordos internacionais que proíbem o desenvolvimento dessas armas, além do que isso é vedado pela nossa constituição. Sugiro apenas uma reflexão: a Argentina não teria se comprometido com a desnuclearização do cone sul sem argumentos bem convincentes da nossa parte (o poço de testes da Serra do Cachimbo não foi construído á toa)

Bosco
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Bosco

Concordo JT8D!
Minha posição é só que esse trabalho do físico brasileiro, repetido à exaustão e que povoa o senso comum do brasileiro médio que é entusiasta do tema, não é por si só referência para absolutamente nada em relação à nossa capacidade de desenvolver armas nucleares.
O trabalho isolado desse físico provoca, numa nação de parcos avanços na área científica e tecnológica, desmensurado efeito “patriótico” mas que do ponto de vista prático não tem a mesma relevância.

Marco Figueiredo
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Marco Figueiredo

Mas os classe Los Angelis ja nao podiam lancar tomahawks com ogiva nuke nao?

Bosco
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Bosco

Podia até 2013! Aí eles foram retirados e devem ter sido desmantelados.

Marco Figueiredo
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Marco Figueiredo

Tudo bem mas então eles só estão recuperando uma capacidade q já possuíam . Não me parece escalada armamentista.

José Roberto
Visitante
José Roberto

Dalton, como vejo você como a pessoa com mais conhecimento na área naval aqui no blog vou direcionar essa pergunta para você, mas se algum colega tiver informações também sobre o assunto fique completamente a vontade para responder, ficaria feliz e grato da mesma forma.
A pergunta é a seguinte:
Qual a vantagem e a desvantagem de cascos duplos em submarinos? Pergunto isso pois vejo os soviéticos/russos seguirem a tendência de cascos duplos em seus submarinos, daí por que eles tem em média sempre um deslocamento maior em relação aos submarinos ocidentais que costumam usar cascos simples em seus vasos.
Obrigado pela atenção.

Dalton
Visitante
Dalton

Não diria que sou a pessoa com mais conhecimento aqui no blog e não se trata de falsa modéstia…mas…ninguém aqui gosta mais de navios do que eu…talvez alguns gostem tanto quanto, mas, não mais ! . Bom, quanto à sua pergunta, mesmo os russos estão construindo submarinos de casco simples é o caso dos novos submarinos conhecidos como “Yasen”…verdade que não será a mesma coisa que nos submarinos ocidentais, um meio termo, mas, ainda bem diferente da prática soviética e outras feições “ocidentais” também estão sendo incorporadas. . Basicamente ,submarinos com casco duplo são mais resistentes, porém, mais caros de… Read more »

José Roberto
Visitante
José Roberto

Obrigado mais uma vez Dalton!

Iria fazer outra pergunta, mas primeiro vou ler o artigo que você indicou.