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Há 78 anos, o destróier inglês HMS Glowworm enfrentava o cruzador alemão Hipper

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O destróier HMS Glowworm lançando fumaça, visto passando pela proa do cruzador Almirante Hipper. Observar um tiro caindo próximo do destróier

Em 8 de abril de 1940, em um dos atos mais extraordinários de coragem da Segunda Guerra Mundial, o destróier HMS Glowworm (de 1.000 toneladas de deslocamento), na foto acima lançando uma cortina de fumaça, atacou o cruzador pesado alemão Almirante Hipper (de 16.000 toneladas) ao largo da Noruega. O capitão Gerard Broadmead Roope do HMS Glowworm abalroou o Hipper e acabou por isso afundando seu navio e perdendo sua vida. Outros 118 tripulantes também pereceram.

Pelo feito, o comandante Roope recebeu postumamente a Cruz Vitória (em inglês: Victoria Cross – VC), que é a mais alta condecoração militar concedida por bravura “na presença do inimigo” para os membros das forças armadas de vários países da Commonwealth, e de territórios anteriores do Império Britânico.

O HMS Glowworm foi um destróier de classe G construído para a Marinha Real em meados da década de 1930. Durante a Guerra Civil Espanhola, o navio passou parte de 1936 e 1937 em águas espanholas, reforçando o bloqueio de armas imposto pela Grã-Bretanha e pela França em ambos os lados do conflito.

O Glowworm foi transferido da Frota do Mediterrâneo logo após o início da Segunda Guerra Mundial para as Ilhas Britânicas, para escoltar o transporte marítimo em águas locais. Em março de 1940, ele foi transferido para a Frota Nacional, a tempo de participar das etapas iniciais da Campanha da Noruega.

Em 8 de abril de 1940, o Glowworm encontrou destróieres alemães transportando tropas para invadir a Noruega na Operação Weserübung. Os destróieres tentaram desengajar enquanto pediam ajuda ao cruzador pesado Almirante Hipper.

O Glowworm foi fortemente danificado pelo Almirante Hipper, mas ainda assim tentou torpedear o navio alemão. Em uma última tentativa, o capitão Roope ordenou que a tripulação do destróier abalroasse o navio alemão, que partiu a proa do Glowworm, e ele afundou pouco depois.

HMS Glowworm (H92)
Cruzador Almirante Hipper
Gerard Broadmead Roope, condecorado postumamente com a Victoria Cross
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JT8D
JT8D
2 anos atrás

Ele tinha a opção de desengajar ou foi um suicídio premeditado?

Alexandre Galante
Reply to  JT8D
2 anos atrás

Não tinha como desengajar, o destróier foi pego de surpresa por causa da neblina. Lançou vários torpedos contra o cruzador, mas nenhum acertou, enquanto o destróier foi bastante avariado pela artilharia do Hiper.

JT8D
JT8D
Reply to  Alexandre Galante
2 anos atrás

Valeu Galante, obrigado pelo esclarecimento

Roberto Santana
Roberto Santana
Reply to  JT8D
2 anos atrás

Não foi suicídio, porque o abalroamento não pressupõe uma certeza de que se vá morrer, muito menos uma intenção de tirar a própria vida.

P.S. Todo suicídio é premeditado.

Roberto Santana
Roberto Santana
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

Algo como isso:

Rogério Rufini
Rogério Rufini
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

vi esse filma a vários anos atrás, Raposa do Mar era o nome no Brasil,

André Bitencourt
André Bitencourt
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

Sem dúvida heróis! Essa história me fez lembrar do HMS Jarvis Bay, um navio de linha transformado em cruzador auxiliar, que escoltando o comboio HX-84, engaja em combate o couraçado de bolso KMS Admiral Scheer. Na batalha desigual, o Jervis Bay vem a pique, mas sua ação heroica salva grande parte do comboio. Sobre filmes, me recordo de muitos anos atrás ter assistido um filme com John Wayne, que interpreta um veterano da Grande Esquadra de Alto Mar Alemã da IGM, ele comanda um navio mercante alemão na Austrália que tem a difícil missão de retornar a Alemanha. O nome… Read more »

jorge Alberto
jorge Alberto
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

Nao foi essa “tecnica” usada com maestria na Guerra do Paraguai?

Valim
Valim
Reply to  JT8D
2 anos atrás

Na verdade quem tava tentando desengajar eram os destroyers alemães…. não conseguiram e pediram ajuda ao cruzador pesado alemão…… foi uma luta de Davi e Golias…. mas, nesse caso, o Golias venceu.

Fabio Jeffer
Fabio Jeffer
2 anos atrás

Me pareve uma típica atitude arrogante dos almirantes britânicos da época em que a Royal Navy era a senhora dos mares, onde achavam que sua bravura, coragem e treinamento juntamente com a Union Jack tremulando faziam todos fugirem de medo.

Jacinto Fernandes
Jacinto Fernandes
Reply to  Fabio Jeffer
2 anos atrás

Essa era atitude normal das marinhas da época. O Scharnhorst, alemão, na batalha de North Cape combateu sozinha 1 couraçado, 3 cruzadores pesados, 3 cruzadores leves e 9 contratorpedeiros. Obviamente foi derrotado e levou consigo mais de 1900 marinheiros. Sobreviveram apenas 36.

Blindmans Bluff
Blindmans Bluff
Reply to  Fabio Jeffer
2 anos atrás

Uma atitude dessa ja faz todos tremerem de medo sem necessidade de presunçao. Outro exemplo foi o proprio Nelson.

Rafael_PP
Rafael_PP
Reply to  Fabio Jeffer
2 anos atrás

Em minha opinião foram bravos e corajosos, como manda a tradição da Royal Navy, desde Trafalgar… Interessante é que historicamente, mesmo que a Marinha Real perca batalhas pontuais, seus inimigos, na verdade, tiveram vitórias efêmeras cujos resultados não conseguem usufruir de forma macro e estratégica.

Rogério Rufini
Rogério Rufini
Reply to  Fabio Jeffer
2 anos atrás

é que no mundo de hoje, coragem e Bravura não tem mais significado, ser corajoso e bravo, hoje é arrogancia, coragem hoje para muitos é o cara ir e assumir que é gay….

Claudio
Reply to  Rogério Rufini
2 anos atrás

Rogério Rufini ..resumiu

FMR
FMR
Reply to  Rogério Rufini
2 anos atrás

Rogério Rufini!
Melhor comentário que já li no Naval.

Patriota
Patriota
Reply to  Rogério Rufini
2 anos atrás

Apoio totalmente seu comentário, e a propósito naquela época além de bravura as pessoas tinham patriotismo, hoje infelizmente as pessoas preferem reverenciar políticos corruptos e bandeiras de partidos ao reverenciar nossos pracinhas e nossa bandeira nacional

jorge Alberto
jorge Alberto
Reply to  Fabio Jeffer
2 anos atrás

Antiga atitude de Homens de verdade, coisa que voce nao sabe o que eh.

============

Sem se importar com sua vida, ele jogou seu navio contra o inimigo para tentar evitar que o mesmo matasse civis…

Interessante notar que ele nao abandonou o navio, foi com seus 118 Homens!

Theo Gatos
Theo Gatos
2 anos atrás

O Hipper sobreviveu pra contar a história e só enfrentou o destino final após o fim da guerra quando foi desmantelado (foi descomissionado antes do fim da guerra)… Conferi agora a história dele também!
.
Muito legal o artigo!
.
Sds

JT8D
JT8D
2 anos atrás

Usei o adjetivo apenas para enfatizar.
Minha pergunta foi porque a chance de sobrevivência num confronto tão desigual seria mínima, e um comandante que tem sob sua responsabilidade as vidas de centenas de marinheiros poderia optar por desengajar para poder continuar lutando depois. Mas o Galante gentilmente esclareceu minha dúvida

Jose de Pádua
Jose de Pádua
Reply to  JT8D
2 anos atrás

Se o destroier tentasse se distanciar ele continuaria no alcance dos canhoes do cruzador alemao, realmente a unica alternativa era permanecer por perto e aproveitar a manobrabilidade para fugir da pontaria, mas isso não poderia ser sustentado por muito tempo, logo a tentativa de abalroar é digna, tanto pela coragem quanto de avaliação da situação.

Roberto Santana
Roberto Santana
2 anos atrás

spam, por favor.

Roberto Santana
Roberto Santana
2 anos atrás

A cena que infelizmente ficou presa no spam é do filme “Enemy Below”.
O enredo do filme serviu de inspiração para um dos episódios da série de televisão “Jornada das Estrelas “ ( no episódio O Equilíbrio do Terror) .
A série, que teve enorme sucesso na televisão, mesmo dentro da ficção científica, abusava de absurdos e mal gosto. Porém, esse episódio é realmente notável, a trama conta a luta entre dois comandantes.
É realmente muito bom, recomendo.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

Roberto, isso mesmo. Balance of Terror foi um dos melhores episódios da Série Clássica (TOS), mas discordo enfáticamente acerca de absurdos e mal gosto, mesmo que tenha tido certa dose de ambos, afinal de contas a série foi ao ar em fins da década de 1960, e mesmo assim figura entre uma das maiores, senão a maior franquia televisiva de Ficção Científica e que por mais que eu não esteja gostando dessa série nova (até o momento com mais absurdos, mal gosto, e péssimo enredo do que todas as séries e filmes anteriores juntos) ainda está abordando temas interessantes e… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

OBS.: Sim, ‘Enemy Below’ é um EXCELENTE filme, dentro dos padrões da época em que foi filmado, claro. Afinal de contas o interior do submarino alemão é quase aconchegante hehehehe.

Roberto Santana
Roberto Santana
Reply to  Leandro Costa
2 anos atrás

Não podemos sair do assunto do tópico. Respondo somente em atenção a sua observação. A ficção científica em si mesma, já é um absurdo, porém, considerando certa licença no gênero, a ficção de Gene Roddenberry tem pontos verdadeiramente inaceitáveis, como, por exemplo, uma das marcas da série, a decomposição, transporte e o retorno à composição da matéria, com um detalhe, essa matéria nada mais é que o corpo humano vivo! Nem George Lucas foi capaz de tal. Existiam outros absurdos inaceitáveis do estilo, mas que agora não lembro. A ficção científica pode muito bem representar certos dramas humanos, lançando mão… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

Roberto, não vejo mesmo qual o absurdo nisso. Existe um debate metafísico em relação ao teletransporte sim, por incrível que pareça. Seria um ‘insta-clone’ ou seria de fato a mesma pessoa? Enfim, por incrível que pareça, o mecanismo do treletransporte, na série, foi pensado como uma medida prática para as filmagens do seriado, para não se gastar com filmagem e modelos de pequenas naves de transporte (shuttlecraft) visto que teriam que ser utilizadas toda hora. Mas foi pensado de maneira em que se tornasse verossímil o suficiente para que muita gente de peso desse atenção à essa tecnologia improvável. Existe… Read more »

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Leandro Costa
2 anos atrás

Leandro, tentei postar um comentário há cerca de 1 hora, mas ele não foi publicado talvez por eu ter colocado um link onde podem ser ouvidos efeitos sonoros da série, então vou tentar, sem este: “Exatamente Leandro, não se pode analisar fora do contexto. A série foi ousada ( 1º beijo entre uma negra e um branco, mulheres usando roupas curtíssimas, por exemplo ), visionária ( o intercomunicador seria nosso celular , teletransporte – hoje já se consegue o de fóton, falta muito p/ um dia ser de matéria, se é isso será possível ) e colocou aspectos científicos interessantes… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
2 anos atrás

É interessante notar que o comandante do Hipper, escreveu para a Marinha Real através da Cruz Vermelha, dando um relato em que rasgava elogios para o comandante e tripulação do Glowworm. Outras batalhas assimétricas assim aconteceram. A mais famosa delas foi a ação ao largo de Samar pela ‘Taffy 3’ em que destróieres e porta-aviões de escolta lutaram para proteger navios de desembarque contra uma poderosa força de superfície japonesa quando os porta-aviões de esquadra do Almirante Halsey morderam a isca de porta-aviões japoneses mais ao norte. Naquela ação, caso os japoneses tivessem forçado passagem, poderiam ter causado danos graves… Read more »

LucianoSR71
LucianoSR71
2 anos atrás

A campanha da invasão da Noruega teve aspectos ardilosos pelos alemães como um navio cargueiro enviado antes do início das hostilidades que na verdade continha tropas e suprimentos, incluindo combustível, p/ serem utilizados na invasão – só não foi um verdadeiro Cavalo de Troia porque não foi um presente p/ os noruegueses. Salvo engano os alemães perderam todos os destroyers utilizados na operação, alguns foram lançados deliberadamente contra as margens p/ que as tripulações tivessem uma maior chance de sobreviver – até hoje existem destroços de alguns deles c/ boa parte acima da linha d’água.

Fred
Fred
2 anos atrás

Parabéns galera. Ótimos comentários no post. Faz tempo que não vejo tantos comentários bons e focados na matéria.

LucianoSR71
LucianoSR71
2 anos atrás

Caros editores, tentei postar um comentário pela 2ª vez retirando inclusive um link que desconfiei ser o motivo do bloqueio, mas novamente não foi publicado. Desde já agradeço.

marcos
marcos
2 anos atrás

Na primeira imagem vê-se algo comum durante o período da década de 30 e de Guerra: a suástica! Você não vê a bandeira da Alemanha, você vê apenas o símbolo do partido. O Partido tornou-se o país.

Gustavo GB
Gustavo GB
Reply to  marcos
2 anos atrás

Antes do início da guerra a bandeira nazista tornou-se a bandeira oficial alemã. Por conta disso a suástica tornou-se um símbolo nacional e não apenas partidário.

Soldat
Soldat
2 anos atrás

“Durante a guerra, a Kriegsmarine alemã perdeu metade dos destroyers e alguns cruzadores. A armada alemã já não era capaz de fazer frente à Marinha Real Britânica. Apesar destas baixas significativas, os vários navios alemães foram enviados para a Noruega de modo a serem reparados. No entanto, estes não estariam prontos a tempo de evitar a invasão dos ingleses, não sendo possível de se prosseguir com a Operação Leão Marinho (os navios necessários estavam estacionados no porto de Narvik).”

Na verdade foi nessa campanha da Noruega que a Marinha Alemã foi derrotada e nunca se recuperou.

Dalton
Dalton
Reply to  Soldat
2 anos atrás

Antes da perda de 10 “destroyers” na Noruega a própria Força Aérea alemã afundou
por engano 2 outros antes da campanha norueguesa e embora à Alemanha viesse a construir mais do que 12 durante a guerra os 12 perdidos no ano de 1940, de um total de
22 na época, viriam a fazer muita falta.

Luiz Floriano Alves
Luiz Floriano Alves
2 anos atrás

Os barcos de guerra eram projetados com reforços na proa para albaroar seus inimigos, como recurso ofensivo. Lembrem que o destroier japones que afundou o PT boat de Kennedy, tambem usou essa manobra, partido o PT ao meio. Os submarinos, até a segunda guerra, tambem possuiam uma armação de proa, para “serrar” o casco de seus inimigos. O comandante inglês teve o mesmo objetivo: destruir o cruzador Hipper a qualquer custo, e com o ultimo recurso ofensivo que lhe restava.

Alexandre Galante
Reply to  Luiz Floriano Alves
2 anos atrás

Luiz, aquela serra dos submatinos era para cortar cabos e correntes submarinas, não para cortar cascos.

Roberto Santana
Roberto Santana
Reply to  Luiz Floriano Alves
2 anos atrás

Só no Náutllus de Júlio Verne!

Dalton
Dalton
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

Depende do modelo do “Nautilus”…na verdade não há uma descrição muito apurada deixada pelo Julio Verne em seu romance “Vinte mil léguas submarinas”, mas, popularizou-se a versão dos estúdios Disney da qual tenho uma réplica com uns 80 cms de comprimento, além do mais o “Nautilus” afundava suas vítimas com um esporão na proa.

Roberto Santana
Roberto Santana
Reply to  Dalton
2 anos atrás

Dalton
Dalton
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

Esse é o modelo do “Nautilus” criado pelos Estúdios Disney…no livro Julio Verne descrevia o afundamento de um navio sendo causado pelo esporão na proa que também é característico desse modelo e por alguma razão o esporão não é utilizado nessa cena.

Soldat
Soldat
2 anos atrás

Galante.

Faz uma matéria sobre o Bloqueio Naval Anglo-Frances realizado na Espanha?.

Acho esse fato histórico pouco conhecido e como nacionalista vou logo avisando; Nao acredito que erá para evitar entrada de armamento de ambos os lados e sim para evitar Somente a Entrada de armamento Alemão.

A tese e que tanto a Democracia Anglo-Americana e o Socialismo Frances/Comunismo Sovieticos são irmãos.

Brasil acima de todos e de tudo………

Jose de Pádua
Jose de Pádua
Reply to  Soldat
2 anos atrás

Realmente nunca tinha ouvido falar desse bloqueio, mas fiquei curioso, principalmente com relação ao fato da Alemanha não ser contígua a Espanha e mesmo com o bloqueio naval, ter enviado armas, tropas e aviões para lá.

Dalton
Dalton
2 anos atrás

O comandante Helmuth Heye imediatamente deu ordens para apanhar os sobreviventes e foi questionado por um dos oficiais de nome Schiller que disse que o “encouraçado” britânico estaria por perto e portanto poria em risco o navio alemão…tratava-se do cruzador de batalha modernizado “Renown” sendo que o “Glowworm” havia sido destacado da escolta do mesmo para procurar por aviadores navais. . O comandante teria dito então ” Homens tão bravos como esses não merecem morrer como ratos nesse mar congelante. Salve aqueles que você puder “. . O “Hipper” era um imenso navio ainda mais quando comparado com o pequeno… Read more »

Roberto Santana
Roberto Santana
2 anos atrás

Leandro Costa. Só um lembrete, para você que gosta dessas séries. Nesse capítulo, “Balance of Terror”, a espaçonave inimiga tem uma tecnologia “stealth”, e acaba se revelando quando passa pela cauda de um cometa, não lembro bem o que acontece, mas acho que é isso. Pois bem, lembro de um relato sobre os bombardeios noturnos sobre a Alemanha, em que os Avro Lancaster caiam vítimas do próprio resultado do ataque, a fumaça da destruição ajudava a identificá-los para os caças e a defesa da Luftwaffe. Lembrando também, na série Guerra dos Clones, existe um episódio com a mesma trama de… Read more »

JagderBand44
JagderBand44
2 anos atrás

Foi um dogfight naval.
Coisa rara de se ver, mesmo naqueles tempos.

Willhorv
Willhorv
2 anos atrás

Em uma pesquisa rápida, para constar no post, o cruzador Almirante Hipper, sobreviveu e ficou em reparos de abril a junho daquele ano, voltando a operar com a frota alemã.

Renan Lima Rodrigues
Renan Lima Rodrigues
2 anos atrás

Parece até piada o que esse comandante, mas não tinha opção, dificuldades do campo de visão por causa do clima. Mas esperar de aliados, já não são boas coisas! Eu não sei se tinha uma flotilha de DD junto com o Glowroom, se tivesse pelo menos mais 3 contratorpedeiros, o cruzador alemão iria sucumbir. A CA Choukai que lutou ferozmente na batalha de Savo, em ordens do almirante Gunichi Mikawa, afundado uma frota de cruzadores pesados aliados, inclusive o County class. Na batalha de Samar em 1944 foi atacado por destroyers americanos com tiros de 127mm, nenhum chegou a causar… Read more »

Flávio Henrique
Flávio Henrique
Reply to  Renan Lima Rodrigues
2 anos atrás

No texto diz que os torpedos erraram e a abalroasse foi a unica alternativa.

Renan Lima Rodrigues
Renan Lima Rodrigues
Reply to  Flávio Henrique
2 anos atrás

Sim! Eu disse isso, campo de visão dificultoso para os destroyer por questão do clima. E também comentei sobre o que está escrito, abalroar foi a última opção, embora eu iria preferir cessar fogo até a munição acabar ou até o pior acontecer. Como os destroyers japoneses e americanos fizeram, lutaram sem exitar. As vezes um DD lutando contra um BB e por aí vai o show de kamikaze aliados.

O que faltou aí foi uma flotilha de DD, garanto que o Hipper teria afundado de vez, como o Helena e Haguro

Roberto Santana
Roberto Santana
2 anos atrás

Tudo bem Dalton.
Eu não li o livro, quando criança fui ao cinema e vi o filme.
O modelo do filme faz sentido, de outra forma atingir a embarcação com o esporão de proa, correria o risco de ficar preso ao navio e até mesmo ir a pique agarrado ao alvo.

Dalton
Dalton
Reply to  Roberto Santana
2 anos atrás

Na verdade Roberto talvez nem um dos dois meios para afundar navios fosse mais eficiente no caso do modelo dos Estudos Disney… a replica que tenho permite ver mais claramente quão frágil é aquela estrutura “cortante” que cobre a casa do leme, então além de não ser capaz de rasgar a quilha de um navio, ainda mais se protegido com chapas de ferro como no caso do fictício “Abraham Lincoln” seria bastante danificada em um abalroamento. . O livro descreve que o esporão era utilizado para perfurar o casco dos navios abaixo da linha da água, afinal, muitos navios da… Read more »

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Dalton
2 anos atrás

Basta lembrarmos da ação da Batalha de Lissa de 1866, onde o Erzherzog Ferdinand Max, comandado por Wilhelm Von Tegetthoff abalroou o Re d’Italia, que foi a pique levando seu capitão junto com mais de 400 homens.

A ação de Lissa inclusive durante muito tempo influenciou a tática naval, sendo usada pelos chineses contra os japoneses na batalha de Yalu, que evidenciou a obsolescência dessa tática frente aos aperfeiçoamentos da artilharia.

ednardo curisco
ednardo curisco
2 anos atrás

O teatro norueguês era um verdadeiro terror para qualquer capitão de navio em missão ofensiva.

Elias de Siqueira
2 anos atrás

Forte neblina ?

Ricardo Rademacker
Ricardo Rademacker
2 anos atrás

Parabéns pelo comentário lúcido senhor Rogério Rufuni, resumiu o que acontece nos dias de hoje, em especial em países periféricos como o nosso Brasil.

Felipe Fernandez
Felipe Fernandez
2 anos atrás

HMS Tyreless teria saído correndo. Me refiro a pessoa que é covarde e se esconde atrás desse apelido. Gostaria de o confrontar frente a frente. Pois é traidor da pátria, assecla dos banqueiros neoliberais que acabam com a nossa economia! Pelos Trabalhadores, Pelo Povo e Pelo País! Avaixo a Tyreless!